VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES
Terça-feira, 06.10.15

10

Numa equipa de futebol, o número 10 é, tradicionalmente, atribuido àquele jogador que se distingue pela sua qualidade técnica acima da média e pela capacidade de utilizar essa mesma virtude em favor da equipa e ‘transformá-la’ em vitórias, não raras vezes “virando” um jogo que não está a correr de feição.

Ser o “10” de uma equipa de futebol é muito mais do que ocupar uma posição no terreno (tipicamente entre o meio campo e o ataque - até porque nem sempre o é...). Ser o 10” é ser aquele jogador que, nos momentos decisivos, é capaz de transportar a equipa para a vitória, marcando aquele golo decisivo ou conduzindo aquela jogada, concluída com aquele passe para golo que só um “10” é capaz de fazer consistentemente. Ou, do nada, fazer uma jogada genial que só um “10” se lembraria de fazer.
Jogando em diferentes posições, em modelos tácticos diferentes e em épocas diferentes, Pelé, Zico, Platini, Maradona e Zidane foram verdadeiros “10”, assim como é actualmente Lionel Messi.
No Benfica, Coluna, Eusébio, Chalana, Rui Costa e Aimar, cada um em seu tempo, cada um à sua maneira, cada um na sua posição, também fizeram jus ao número 10 que envergaram nas costas.

Osvaldo Nicolás Fabián Gaitán (re)confirmou, na 4ª feira passada, no Estádio Vicente Calderón, que também ele tem um lugar na história como “10” do Benfica.

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Mesmo considerando que durante vários anos ostentou o nº 20 nas costas, mesmo actuando mais sobre a esquerda, irei sempre associá-lo ao nº10, na certeza de que, como “verdadeiro 10” que é, ainda irá fazer pelo Benfica muitas mais coisas que um “10” é capaz de fazer. Para além do mais, é vice-capitão (continuando a braçadeira de capitão muito bem entregue ao Luisão).


Mas já que falei do “10” enquanto número conotado com uma determinada posição no terreno, não posso deixar de falar no Jonas. O Jonas “Pistolas”.

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A sua superior qualidade técnica, a inteligência com que se movimenta em campo e antevê o desenrolar das jogadas, o empenho com que, não raras vezes, recua no terreno (até junto da nossa área, se necessário) para ajudar em tarefas defensivas, para depois orquestrar jogadas de ataque e, de seguida, concluí-las (muitas vezes com sucesso), levam-me a olhar para ele como o “10 não-oficial” no actual modelo táctico do Benfica. Pode não ter o “10” nas costas (pois esse número está justamente atribuido ao Gaitán). Nos esquemas tácticos das televisões e sites desportivos, é sempre apresentado como (2º) ponta-de-lança. Mas considerando o “10” numa perspectiva funcional, o Jonas é, para mim, esse jogador.

Sábado, 30.11.13

Oportunidade

Diz-se que não estamos a jogar bem. É um facto que começámos mal o campeonato e que muitos de nós (eu incluído) puseram em causa se o Benfica estaria à altura para disputar o título.
Entre outras coisas, questionámo-nos se a renovação de contrato com Jorge Jesus terá sido melhor opção, a "novela" Cardozo demorou tempo a ser resolvida (e a realidade é que, mais uma vez, Cardozo tem-se revelado decisivo), temos sido assolados por lesões em jogadores importantes e temos estado a adaptar-nos a um "novo" esquema táctico.
Objectivamente, ainda observo uma certa passividade em processos defensivos (em lances de "bola parada" e, por vezes, na recuperação de bola) e que há jogadores, sobretudo no sector ofensivo, que tardam em "aparecer".

Mas apesar de todas estas contrariedades, o facto é que o Benfica tem jogado o suficiente para ganhar. Mesmo com alguma felicidade à mistura, o Benfica deve a si mesmo as vitórias que conquistou até agora. Embora a qualidade das exibições não seja ainda a desejada, tem vindo a melhorar gradualmente (mesmo apesar das lesões e a "necessidade" de usar um esquema táctico diferente).
Apesar das minhas dúvidas no início da época (e que não estão - se é que alguma vez estarão - completamente dissipadas), nunca deixei de acreditar na capacidade do Benfica em "dar a volta". Esta boa reacção da equipa, tem-me devolvido a convicção de que temos capacidade para discutir o título e que melhorias necessárias irão acontecer.
Ao invés, aquele que tem sido o nosso principal adverário ao longo dos últimos anos, chegou a um ponto em que nem com tentativas de reedição do Académica-FCP de 1985/86 consegue sequer chegar ao empate.

Amanhã temos um jogo no terreno de um adversário que tradicionalmente nos causa dificuldades. As vitórias que temos conseguido em Vila do Conde têm exigido muita paciência e eficácia. Sabemos que teremos ser eficazes ofensivamente, pois não deverá haver muitas oportunidades de golo, e defensivamente, pois uma desatenção poderá (mais uma vez) custar-nos um golo sofrido. Será, por isso, crucial que o Benfica apresente melhorias no seu jogo, pois é evidente que ainda há margem para o fazer.
Para mais, do resultado do jogo disputado hoje em Coimbra surge uma oportunidade ainda maior que temos de aproveitar: alcançar o 1º lugar (ainda que, eventualmente, ex-aequo). Uma oportunidade, também, para a equipa mostrar que está à altura para disputar o título e que está motivada, o que é essencial para alcançar as melhorias necessárias.

O que poderá acontecer a seguir, caso alcancemos a desejada vitória em Vila do Conde, pouco importa agora.
Porque agora só quero mesmo é ganhar ao Rio Ave.
Domingo, 28.07.13

Fernando Martins

 

A Família Benfiquista ficou hoje mais pobre, com a partida do nosso antigo Presidente, Fernando Martins.

  

Recordo Fernando Martins como o primeiro presidente do Benfica de que tenho memória, assim como por ter sido o responsável pela contratação de um dos nossos melhores treinadores: Sven-Goran Eriksson. 
Mas provavelemente será pelo fecho do 3º Anel do antigo Estádio da Luz que será recordado pela maioria dos Benfiquistas e não só. 

 

Como todos os presidentes, também foi criticado por algumas das suas decisões, como a transferência de Chalana para o Bordéus ou por ter confiado em Pinto da Costa...

Mas mesmo assim, recoradarei Fernando Martins como tendo sido um grande Benfiquista que, enquanto Presidente do clube (e mesmo depois), sempre procurou aquilo que, no seu entender, era o melhor para o Benfica. 

Terça-feira, 28.05.13

Renovação de Jorge Jesus? (Episódio III)

Obviamente, e como foi comentado no post anterior, a questão do treinador do Benfica é muito mais abrangente que a sua manutenção ou dispensa, como aliás quis deixar entender com o último parágrafo.

 

Para além do mais, as idiossincrasias do futebol português obrigam a que o Benfica tenha de fazer sempre muito mais do que seria exigido, em condições normais, num país normal e num verdadeiro estado de direito, onde a uma certa equipa até a prática do andebol é permitida em jogos de futebol... Ao Benfica estão vedados quaisquer deslizes ou abaixamentos de forma, pois contra o Benfica nunca nenhuma  equipa se lembrará de deixar de fora titulares indiscutíveis, para fazer 'rodar' ex-juniores.

Sabendo disso, o Benfica terá sempre grandes dificuldades em, como diria Béla Guttmann, "ter cu para duas cadeiras" (referindo-se, obviamente, ao campeonato e às competições europeias). E como tal, deverá focar-se primordialmente na conquista do campeonato e aí apostar todas as 'fichas'. Foi isso que aconteceu há 3 anos, quando o Benfica, teve de aplicar a fundo para vencer a Naval, na Figueira da Foz, a poucos dias de ir a Liverpool...

 

No entanto, nesta fase final da época que agora termina, o Benfica apostou forte, em simultâneo, na Liga Europa e no campeonato. Apesar de   o campeonato ser  sempre apontado como prioridade, o certo é que, em função do desejo de estar na final, no jogo da 2ª mão com o Fenerbahçe não foram poupados quaisquer esforços. E isso acabou por ter um preço: o empate  na Luz com o Estoril...
De certa forma, entendo esta opção de alto risco: uma presença numa final europeia traz prestígio e, consequentemente, aumenta a oportunidade de negociar transferências de jogadores por valores elevados (sem sustententabilidade financeira, nem vale a pena pensarmos em títulos...).

 

Mas o risco também se pode traduzir (como veio a acontecer) em perder ambas as competições... Vendo as coisas por outro prisma, a sustentabilidade financeira fica algo desprovida de sentido se o Benfica não conseguir alcançar os objectivos desportivos, que no nosso caso  passam, necessariamente, pela conquista de títulos de Campeão Nacional.

E se Jesus tem responsabilidades ao falhar nesta aposta de alto risco, a direcção tem tantas ou mais responsabilidades, ao aceitar que pudesse ser  comprometida a vantagem de 4 pontos em vésperas de visita ao FCP.

Precisamente porque sabemos que não podemos ter deslizes, não podemos facilitar, em momento algum, na luta pelo campeonato. E nesse aspecto, cabe à direcção do clube garantir, constantemente, que todos estão focados neste  principal objectivo. A conquista de títulos europeus é, obviamente, o sonho de muitos Benfiquistas. Mas não podemos hipotecar a realidade, mesmo que esses sonhos estejam perto de se concretizar... 

 

Por fim, como referi no post anterior, há ilacções que devem ser tiradas da nossa fraquíssima prestação no jogo do final da Taça. Não sendo o jogo que ia salvar a época, era um título que, sem querer fazer desmerecer o  Vitória de Guimarães pela sua conquista (os meus parabéns ao Vitória: um clube com o seu histórico e massa adepta já merecia um trofeu importante no seu palmarés), o Benfica tinha a obrigação de conquistar.

 

Perante tudo isto, a permanência ou não de Jorge Jesus, não sendo um mero detalhe, está longe de ser o  único problema do Benfica na definição do futuro próximo, que passa, necessariamente, por começar quanto antes a preparar a próxima época. Quero começar o campeonato a ganhar (o que já não acontece desde 2004/05...), seja com Jorge Jesus ou outro treinador. Se for Jorge Jesus, acredito que com ele o Benfica vai, finalmente, acabar com esta malapata da 1ª jornada e assim lançar-se numa senda de vitórias. Se for outro, confio que será alguém com, pelo menos, igual capacidade para o fazer.

Renovação de Jorge Jesus? (Episódio II)

A pergunta que paira, e que já foi expressa no post anterior, é se Jorge Jesus deve ser julgado pelo trabalho que tem feito ao longo deste anos, em que conseguiu levar o Benfica a atingir níveis exibicionais que há muito não se viam com regularidade e contribuido para a revelação de grandes jogadores? Não nos esqueçamos que o Benfica começou esta época "condenado" a mais um fracasso, após as saídas de Witsel e Javi García...
Ou deverá Jorge Jesus ser julgado pelo facto de a equipa claudicar nos momentos decisivos, não raras vezes devido a opções tácticas discutíveis, misturadas com o desgaste físico de vários jogadores?

 

Um aspecto importante está em perceber se a equipa está com Jorge Jesus, questão tanto mais pertinente se tivermos em conta a miserável exibição do passsado Domingo e os incidentes no final do jogo.
Penso que esta última questão pode ser determinante e, pelos sintomas, sou levado a pensar que Jorge Jesus tem poucas condições para continuar.

 

É inegável o mérito de Jorge Jesus em trazer o Benfica de volta às grandes decisões, de forma sistemática, após 15 anos de travessia do deserto; com Jorge Jesus, o Benfica conseguiu transpor as dunas que constituem o último obstáculo antes de chegar à praia, onde acabamos por desfalecer... Caso fique, será capaz de levar o Benfica a ter a força necessária para fazer o "extra mile" que nos permita chegar ao mar do sucesso?

 

Por outro lado, caso não fique, é muito importante que a direcção tenha, desde já, opções estudadas para substituí-lo.
É muito importante que, caso Jesus saia, quem vier a seguir seja capaz de pegar na equipa e tirar partido de tudo o que de positivo foi alcançado sob o comando técnico daquele. O meu receio, e de muitos Benfiquistas, é que se Jorge Jesus sair contra os planos da direcção, que esta se precipite na contratação de um novo treinador que não seja capaz de pegar no trabalho desenvolvido sob o comando técnico de Jesus e assim corremos o risco de sermos atirados novamente para o meio do deserto...

 

No entanto, é à direcção do Benfica que cabe avaliar e decidir. Seja qual for a decisão, eu estarei sempre com o Benfica, pois o meu clube é o Benfica, não o treinador (nem a direcção).

 

Pessoalmente, entre manter um treinador que, apesar de ter falhado em momentos decisivos, tem conseguido levar a equipa a discutir regularmente esses momentos e que devolveu-lhe a competitividade perdida há vários anos, e contratar um treinador de forma não planeada, prefiro a primeira opção. A minha expectativa é de que consiga sempre fazer melhor...

Mas, como é óbvio, se a direcção já tiver planos para um novo treinador, capaz, por um lado, de trazer novas ideias e, ao mesmo tempo, valorizar os jogadores do plantel e capaz de pegar no trabalho positivo que foi desenvolvido ao longo destes últimos anos e introduzir as melhorias necessárias, terá o meu apoio. É sempre um risco, claro, mas se o Benfica se refugiasse em decisões conservadoras, nunca teria ido buscar Sven-Goran Eriksson em 1982.

Para além disso, é para absorver o trabalho da equipa técnica e manter a continuidade do mesmo, com novos elementos, que existe toda uma estrutura de dirigentes e técnicos.

Sábado, 10.11.12

Benfica B

Depois da equipa principal do Benfica, a equipa que tenho seguido com mais atenção é o Benfica B. 

 

Como já havia referido num post anterior, gosto da preocupação que Norton de Matos tem demonstrado em pôr a equipa a jogar sempre de acordo com o modelo de jogo preconizado, evitando recorrer a subterfúgios tácticos em nome do "resultadismo". 

Claro que o objectivo da vitória deve estar presente em cada jogo em que o Benfica participa, seja em que escalão ou modalidade for. Mas convem não esquecer que o objectivo principal da equipa B é a formação de jogadores, com o objectivo de um dia integrarem a equipa principal. Esse objectivo já está a dar frutos, como são os casos de André Gomes e, de certa forma, André Almeida.

 

Por outro lado, a equipa B funciona como uma espécie de "laboratório" que permite, em contexto competitivo, refinar um modelo de jogo e as respectivas formulações tácticas. A 2ª liga é uma óptima competição para o fazer, pois é constituida maioritariamente por equipas com jogadores experientes, que tentam, primordialmente, neutralizar os argumentos técnicos das equipas adversárias. Preparar os nossos potenciais futuros jogadores para serem capazes de superar esse tipo de oposição é, sem dúvida, uma mais-valia, pois é esse tipo de oposição que a equipa principal do Benfica tem de enfrentar na maioria dos jogos em que participa. Quantos jogadores, tecnicamente dotados, não singraram no Benfica precisamente por não estarem preparados para defrontar equipas maioritariamente preocupadas com a vertende defensiva, sem olhar a meios? 

 

Tratando-se do Benfica, e mesmo sabendo que o objectivo pricipal é formar jogadores, não gostamos que a equipa B sofra derrotas, sobretudo como a da semana passada, contra o seu homólogo da 2ª Circular (tivesse o jogo sido contra a equipa principal dessa mesma agremiação, talvez o resultado fosse outro!). 
Se a derrota, em si, foi negativa (como o são todas as derrotas), permitiu,  por outro lado, identificar lacunas desta equipa, contra um adversário que tem, ao contrário da maioria dos que militam na 2ª liga, o mesmo objectivo: formar jogadores e aperfeiçoar um modelo de jogo, de modo a servir a equipa principal. Adversário esse que tem a vantagem de ter um grupo que está junto há mais anos. Uma das lacunas foi a ausência de um ponta-de-lança "matador", capaz de concretrizar algumas das várias oportunidades que o Benfica criou nesse jogo. Da mesma forma, teve faltas de concentração que foram bem aproveitadas pelo adversário para construir a vantagem. Estas duas situações têm obstado a que o Benfica B, apesar da qualidade do futebol demonstrado (com maior ou menor regularidade), tenha alcançado as vitórias que, obviamente, ambicionamos. 

Porém, no jogo de hoje, contra um dos adversários mais bem classificados na 2ª liga e um dos candidatos à subida, num campo mais apropriado para exploração agrícola, o Benfica B voltou a demonstrar a qualidade do trabalho que tem vindo a ser feito e a subir, a meu ver, mais um degrau nesse percurso cujo objectivo, como foi mais uma vez frisado por Norton de Matos, é preparar jogadores para o plantel principal. 
Apesar de ter sofrido um golo como resultado de uma falha técnica, conseguiu superar as dificuldades impostas pelo adversário e pelo terreno de jogo (?) e, com bastante pragmatismo e determinação (qualidade essenciais em qualquer equipa profissional), mas sem deixar de ser fiel aos seus princípios de jogo, "dar a volta" e vencer um jogo contra um adversário difícil, no seu terreno. 

Claro que esta vitória é "apenas" isso, uma vitória. Não faz com que o Benfica B seja a melhor equipa B da Europa e quiçá de Portugal. Mas interpreto-a, dadas as circunstâncias em que foi obtida, como mais um patamar que foi alcançado por este projecto e como uma demonstração do óptimo trabalho que tem vindo a ser feito a este nível e cujos frutos mais visíveis já são bem conhecidos, como já mencionei. 

 

Falando nas individualidades, gostaria de destacar a "ominpresença" e disponibilidade física de Luciano Teixeira, a capacidade técnica de Cancelo e Cavaleiro (jogadores de grande potencial mas que precisam de amadurecer), a segurança de Mika (mesmo apesar do golo sofrido em Penafiel - ainda que com a atenuante de a trajectoria da bola ter sofrido um efeito imprevisível devido ao forte vento ) e a qualidade de remate e passe de Miguel Rosa (que, como muito bem diz o Gonçalo ("D'Arcy"),  até marca livres tomahawk, a fazer lembrar o Juninho Pernambucano). Destaque ainda para o Deyverson, que talvez seja o ponta-de-lança "matador" que falta a esta equipa, e para Sidnei, que sendo claramente jogador da equipa A, está a aproveitar bem esta oportunidade para recuperar a forma (leia-se, perder uns bons quilogramas) e demonstrar que o seu lugar é mesmo a equipa A. 

 

Aproveito para me questionar (embora sem, obviamente, por em causa o mérito do trabalho feito), se não seria de aproveitar a equipa B para dar oportunidades a Alan Kardec (e até mesmo ao guarda-redes Júlio César), apesar de ter alguma curiosidade em Deyverson (enquanto que Mika já demonstrou o seu valor, ao passo que Bruno Varela precisa de amadurecer e a equipa B é uma boa oportunidade para o fazer).

 

E posto isto, agora só quero é ganhar ao Rio Ave!

Sábado, 27.10.12

The show must go on

O acto eleitoral está concluído. A maioria dos sócios votantes elegeu, por uma clara diferença, a Lista A e, por conseguinte, a continuidade de Luís Filipe Vieira na presidência da direcção do Sport Lisboa e Benfica. 

Esta larga diferença representa, também, uma enorme responsabilidade. Nestes próximos 4 anos, a direcção tem de demonstrar que aprendeu com os erros do passado (tanto de gestão desportiva como de relação com as instituições que "mandam" no futebol português). A clara maioria não pode, de forma alguma, ser entendida como uma "carta em branco".

 

Hoje é um novo dia na vida do Benfica e logo há um jogo importantíssimo em Barcelos, como o são todos os jogos, sem excepção, da Liga Portuguesa. Independentemente da satisfação, ou não, com o resultado eleitoral de ontem, creio que os Benfiquistas estão todos unidos no apoio à equipa, de quem espero o máximo empenho, de modo a que traga de Barcelos os 3 (sempre) preciosos pontos na luta pelo título que todos ambicionamos.

 

Em suma: agora só quero é ganhar ao Gil Vicente!

 

E viva o Benfica!!! 

Quinta-feira, 25.10.12

Eleições VI, alínea a)

No seguimento do anúncio referido no post anterior, foram vários os comentários que tive a oportunidade de ler, tanto aqui na Tertúlia como noutros sites.

Como seria de esperar, são vários os benfiquistas satisfeitos com a promessa do fim do vínculo contratual com a Olivedesportos, incluindo benfiquistas que estão declaradamente contra Vieira e que aplaudem esta (prometida) medida.

Outros duvidam se a mesma será a melhor alternativa ou questionam-se sobre a devida preparção dos estudos que sustentam esta decisão.

Por outro lado, alguns comentadores (benfiquistas e não só), certamente muito mais bem informados do que eu, consideram que este anúncio é pura mentira. Inclusivamente, um desses comentários menciona um comunicado da CMVM que comprova que se trata de uma mentira, apesar de eu não encontrar o referido comunicado no site da CMVM.
A esses, lanço o desafio de comprovar o fundamento dessas acusações.

Quanto a mim, fico agradado com esta tomada de posição, mesmo sabendo que envolve um certo risco. É certo que perdemos receitas "garantidas" da Olivedesportos, mas por outro lado, libertamo-nos do vínculo contratual com uma empresa cujo presidente tem ligações aos meandros mais obscuros do futubol profissional praticado neste logro de país...
Mas, ao mesmo tempo, constitui uma grande oportunidade, até porque nada impede que a Benfica TV possa ceder os direitos de retransmissão a operadores internacionais e de o Benfica vir até a gerar mais receitas do que as que teria caso cedesse os direitos à Olivedesportos.

É também uma grande responsabilidade, pois sendo uma promessa feita em tempo de eleições (e ao contrário das “promessas” de títulos, cuja conquista não depende exclusivamente do Benfica), está inteiramente na mão de Luís Filipe Vieira e da sua equipa directiva o cumprimento da mesma. O seu não cumprimento seria absolutamente inaceitável e demasiado grave.


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Adenda

Para que conste: http://web3.cmvm.pt/sdi2004/emitentes/docs/FR41950.pdf

Quarta-feira, 24.10.12

Eleições VI

Este será talvez o anúncio mais importante desta campanha eleitoral.

Terça-feira, 04.09.12

Futebol: desporto ou negócio?

No futebol, tal como em outros negócios, quem tem mais poder tem maior capacidade negocial. Sempre foi assim. As melhores equipas, no plano desportivo, encontram-se normalmente entre as que dispõem de mais recursos financeiros e, portanto, maior facilidade em contratar os melhores.

A famigerada "Lei Bosman", de 1995, veio acentuar essa tendência, pois eliminou algum poder que os clubes menos abastados tinham em relação aos seus melhores jogadores, ficando assim mais vulneráveis ao poder dos clubes mais endinheirados.
Coincidência ou não, o Ajax, clube cujo sucesso se alicerçou na formação dos seus próprios jogadores, desde as camadas jovens, foi campeão europeu pela última vez em 1995. E desde então, pouco mais fez do que participar com alguma regularidade na Liga dos Campeões...

No futebol, tal como em outros negócios, os mercados volta e meia também ficam "nervosos". E tal como noutras situações, as regras não são iguais para todos os países dentro do espaço europeu (neste caso, regulado pela UEFA), com algum desfasamento nas datas de "fecho de mercado", favorecendo os países onde tal acontece mais tarde (e desses países, os clubes com mais dinheiro, claro).

No meio disto tudo está, claro, o Benfica. Que por ser o maior clube português, consegue movimentar jogadores que noutros clubes da liga são claramente titulares (mas que, no Benfica, acabam por ser jogadores de 2ª linha). Alguns deles ficam no plantel, outros são (re)emprestados ou transferidos para clubes portugueses ou estrangeiros onde mais facilmente serão titulares. E consegue, até, contratar Salvio, claramente um jogador de 1ª linha, capaz de fazer a diferença. E manter muitos jogadores que eram dados como cobiçados por outros clubes.
Todos menos 2. E logo aqueles que, de certa forma, formavam a "espinha dorsal" do meio-campo (e temos que esperar até dia 6...). Se no caso de Javi, Matic já deu sinais de que poderá estar à altura de desempenhar a função, Witsel tem características únicas que vão para além da posição que habitualmente ocupa. Tudo isto sem que se tenha resolvido o "problema dos laterais".


Face a este cenário, interrogamo-nos: qual a estratégia da direcção, perante esta dicotomia negócio-desporto? É que, para que o negócio do futebol seja rentável, há que não descurar a vertente desportiva... Ainda que no caso de Witsel pouco ou nada houvesse a fazer, e mesmo no caso de Javi, o valor da transferência foi muito interessante e difícil de recusar, põe-se a questão: não teria sido possível acautelar estas saídas, ainda que praticamente inevitáveis, num plantel onde predominam os médios ofensivos/extremos? E qual a razão da contratação de Lima, depois de se ter dispensado Saviola e emprestado Mora, N. Oliveira, H. Vieira e Michel? (E já agora, onde é que ficam os laterais no meio disto tudo?...)

A realidade é que, face à impossibilidade de colmatar estas ausências com novas contratações (será necessário esperar por Janeiro), a equipa B (que tem dado boas indicações) poderá assumir uma importância maior que aquela que inicialmente parecia ter. Quem vai substituir Matic nas suas ausências? E sabendo que Carlos Martins é bastante susceptível a lesões, quem mais poderá ocupar o lugar de Witsel?
Será uma possível aposta na equipa B uma opção ponderada ou uma inevitabilidade? Com a crise que Portugal atravessa, até que ponto será o Benfica capaz de resguardar os seus jogadores mais valiosos da cobiça dos clubes que (ainda) têm dinheiro para contratações e salários milionários e prever possíveis "ofensivas" de última hora, sem criar excedentes no plantel? (E os laterais?...)

Embora não regularmente, tenho tentado acompanhar os jogos da equipa B. Vejo ali uma equipa que, como poucas, disputa o jogo pelo jogo. Apesar de não sujeita à pressão dos resultados, faz tudo para garantir a vitória e, acima de tudo, procura praticar futebol de qualidade, que dá gosto ver. É que aqui que, quanto a mim, entra a vertente do futebol enquanto desporto (quase) puro.
Uma equipa formada por jogadores maioritariamente oriundos das camadas de formação, que compensam alguma inexperiência (numa liga competitiva como é a Liga de Honra) com muito talento em bruto e com uma enorme ambição de vencer. Uma equipa que não abdica do seu modelo de jogo e não recorre a subterfúgios táticos, em nome do "resultadismo". É o futebol em estado puro. É o futebol enquanto desporto que entusiasma quem gosta de bons espectáculos e apoia incondicionalmente a sua equipa e aqueles que usam o seu embelema.
Embora o "clubismo" dos jogadores seja, cada vez mais, uma memória do passado, o certo é que os jogadores da equipa B não são, certamente, indiferentes ao facto de o Benfica ser o clube que os tem projectado, desde muito jovens, para o futebol profissional. A ambição de, um dia, não muito longínquo, poderem transportar esse seu entusiasmo para a equipa principal, na certeza que esse será, a par do seu talento, o maior trunfo para atingirem patamares mais elevados, é um argumento não quantificável em milhões de euros.

Certo é que, agora que os milhões falaram mais alto, ficámos com os cofres mais cheios mas, em termos teóricos, com uma equipa menos forte. Mas, repito, em campo nem sempre o talento e ambição são directamente proporcionais aos milhões.
Sem dois jogadores de qualidade inegável que são Javi e Witsel, acima de tudo pela importância que tinham no jogo da equipa, abrem-se vagas àqueles que ambicionam, no lugar deles, ajudar a equipa a vencer.
Seja por estratégia ou necessidade (mais provavelmente a última...), correndo o risco de estar a criar expectativas demasiado altas, talvez esteja mesmo na equipa B a resposta. Não só pelos talentos que lá despontam, mas também pela abordagem entusiástica que têm aos jogos. Gostaria de ver (porque sou e sempre fui optimista em relação ao Benfica) a perda de 2 jogadores nucleares transformar-se numa oportunidade e de acreditar que, apesar de tudo, no Benfica o futebol é, acima de tudo um desporto (ainda que, no campeonato português, impere a vertente mais obscura do futebol enquanto negócio...), onde a ambição de vencer e a competitividade convivem com a valorização do futebol enquanto desporto e espectáculo.


Segunda-feira, 27.08.12

Minuto 58

É a minha resposta às reclamações deste senhor. Nunca é demais lembrar.

Quarta-feira, 29.02.12

Recomeçar

A perda, em apenas 2 jornadas, da vantagem de 5 pontos que o Benfica tinha em relação ao FCP foi um tremendo choque para todos nós, benfiquistas. Entre opções tácticas questionáveis, menor rendimento da equipa (com algumas ausências por lesão) e, sobretudo em Coimbra, arbitragens "de encomenda", a realidade incontornável é que perdemos 5 pontos (e o ascendente moral que essa vantagem nos conferia) e agora partilhamos a liderança do campeonato com o adversário de próxima 6ª feira.

 

Se o desânimo, a frustração, a irritação são sensações naturais causadas por esta perda, a verdade é que de nada nos adianta ficarmos nesse estado, nem mesmo após saber quem será o árbitro do próximo jogo.

Quando, por exemplo, uma falha informática causa a perda de horas de trabalho, por muita irritação que isso me cause não me resta outra opção que não arregaçar as mangas e recomeçar a fazer o que já havia feito, se possível, melhor ainda, aprendendo com os erros cometidos (para os não voltar a repetir) e tomando as precauções necessárias para que, na eventualidade de nova falha, casual ou provocada, as perdas sejam mínimas.

 

De facto, nestas últimas jornadas a nossa equipa (treinador incluído) podia ter feito mais e melhor. Mas também não podemos ignorar, sobretudo no jogo em Coimbra, a existência de falhas graves na arbitragem que contribuíram para este perda.

No entanto, apesar da frustração causada, não resta outra opção que não arregaçar as mangas e recomeçar a construir a vantagem perdida, já no próximo jogo. A minha expectativa é (e só pode ser) que perante esta necessidade de recomeçar, a equipa técnica irá repensar algumas decisões tácticas (antes e durante o jogo), de modo a minimizar as nossas vulnerabilidades que possam ser exploradas pelas duas equipas que vamos defrontar, e suscitar nos nossos jogadores a vontade de fazer mais e melhor.

 

Olhando para tudo o que já foi feito nesta época (e não apenas para os últimos jogos), o Benfica é a equipa que melhor futebol tem praticado. Bem sei que, por si só, não é suficiente. Não basta ter, globalmente, o melhor futebol. É necessário demonstrá-lo em cada jogo. E, no caso do Benfica, é sabido que nem sempre basta ser melhor jogo após jogo. Por vezes é mesmo necessário ser muito melhor. E é já nesta 6ª feira que o Benfica vai ter de, inequivocamente, fazer essa demonstração. Mas mesmo vencendo, o que acredito que irá acontecer, ainda assim será como se nada tenha ficado demonstrado. Na jornada seguinte, terá de voltar a fazer semelhante demonstração. Só assim o Benfica poderá aspirar a ser campeão.

 

E a nós, adeptos, mesmo com todas as dúvidas que possamos ter, não nos resta outra coisa, sobretudo para quem vai estar na Catedral na próxima 6ª feira, que não apoiar intensamente o Benfica. Bem sei que é um lugar-comum dizer isto, mas o nosso apoio é essencial para que a nossa equipa acredite que é superior (acima de tudo porque, efectivamente, o é e já o demonstrou!)

 

Posto isto, partilho as palavras que, nos últimos dias tenho recordado constantemente e que nunca são demais recordar: o refrão do verdadeiro hino do Benfica.

 

Avante, Avante p'lo Benfica!

Que uma aura triunfante Glorifica!

E vós, ó rapazes, com fogo sagrado,

Honrai agora os ases

Que nos honraram o passado!

Sexta-feira, 18.11.11

O novo Fenómeno

Tal como o Ronaldo com este epíteto, também nasceu no Brasil, evidenciou-se em Espanha e o seu nome começa por R...

Quarta-feira, 21.09.11

Por isso é que eles têm andado relativamente sossegados...

Jorge Sousa vai arbitrar o nosso jogo de próxima 6ª feira.

 

 

Sábado, 10.09.11

O costume

Passando rapidamente pelas notícias on-line (e respectivos comentários) que dão conta da vitória do Benfica, mais uma vez se conclui que, para muita gente, não interessa se os penáltis são bem ou mal assinalados. Apenas interessa o facto de terem sido assinalados 3 penáltis a favor do Benfica (ignorando que 1 penálti nítido ficou por assinalar, antes dos 3 já mencionados), como se houvesse algum limite de penáltis de que o Benfica pode beneficiar num só jogo.

 

(De qualquer forma, na próxima 4ª feira o Benfica tem de jogar mais do que aquilo que fez hoje...)



Adenda: também concluo que há muita gente que não vê futebol pelo menos há 25 anos...

 

Terça-feira, 08.03.11

Roberto

Ainda no rescaldo do Braga - Benfica, não consigo deixar de pensar naqueles minutos em que uma falta a favor do Benfica foi transformada em falta contra e, ao mesmo tempo, utilizando de um rigor não visto, por exemplo, nas duas ocasiões (corte de bola com a mão e pisadela a Cardozo) em que o bracarence Kaká devia ter visto o 2º amarelo, o apitador de ocasião, por indicação do fiscal-de-linha e a pedido do "banco" da equipa da casa, decidiu expulsar Javi Garcia. 
Certo é que, nesses mesmos minutos, na marcação da falta (como já disse, marcada ao contrário) Hugo Viana manda um “charuto” que caprichosamente ganha a direcção da baliza. Não deixa também de ser verdade que Roberto esteve mal neste lance, pois contando com um cruzamento, não foi a tempo de corrigir a saída em falso, acabando a “charutada” por se transformar em golo.

E é sobre Roberto que quero escrever.

 
Depois de uma pré-época e início de campeonato titubeante, a 3º jornada marcou o ponto de viragem na prestação do guarda-redes espanhol, que em vários jogos foi decisivo na manutenção da inviolabilidade da baliza do Benfica, segurando assim resultados e contribuindo desta forma para a conquista de diversos pontos.

Nos últimos dois jogos, porém, Roberto voltou a revelar a sua maior lacuna: bolas bombeadas para a entrada da pequena área. Se no jogo contra o Sporting essa falha acabou por não ser decisiva (chegando mesmo a segurar o empate nos instantes finais do jogo), no jogo deste fim-de-semana, em Braga, não se pode dizer o mesmo, apesar do punhado de grandes defesas que evitaram, em algumas ocasiões, o golo do Braga.

Como seria de esperar, o mote está dado para voltar a atacar Roberto, numa clara tentativa de desestabilizar a equipa, de voltar os adeptos contra a mesma, pois os nossos adversários já perceberam que o nosso apoio é a maior força da nossa equipa. No entanto, por muito que alguns insistam em fazer-me olhar para a parte do copo que está vazia, eu prefiro olhar para a parte do copo que está cheia e que é substancialmente superior à que está vazia.
Roberto já mostrou qualidades que poucos guarda-redes no mundo (e menos ainda em Portugal) terão. Por isso, estou convicto que o caminho a seguir é ajudar Roberto a que o copo fique mais cheio. É para isso que servem os treinos e os treinadores de guarda-redes e, para utilizar jargão futebolístico, o “chamado trabalho específico”.

Roberto já mostrou que tem uma enorme atitude mental (pela forma como ultrapassou o turbulento início de época) e que tem qualidades raras para um guarda-redes, que lhe permitem decidir jogos a nosso favor. Por isso, custar-me-ia que, ao invés de aproveitar esse talento e de ajudá-lo a colmatar os pontos fracos, o Benfica o desperdiçasse. Enquanto o Roberto estiver no Benfica e, sobretudo, quando for ele a defender a nossa baliza, terá todo o meu apoio, assim como terão Júlio César e Moreira.

Força Roberto! Força Benfica!


E agora, só quero ganhar ao P.S.G.
Quarta-feira, 02.03.11

Estrelinha de campeão...

... mas mérito indiscutível.

Não estivemos ao nosso nível habitual, contra um adversário motivado que deu boa resposta. 

Mas a sorte também beneficia quem a procura e, apesar do aparente cansaço, o Benfica foi sempre quem esteve mais perto de vencer.

Mais uma final atingida. Mais uma taça que espero ver nas nossas vitrinas.

 

E agora só quero ganhar ao Braga. 

Domingo, 27.02.11

Garra de campeão

Podemos até não conseguir voltar ser campeões este ano, mas se há equipa que o merece, é o Benfica.

Quarta-feira, 02.02.11

Serenidade

Para mim, qualquer vitória do Benfica é motivo para festejo. Claro que ganhar ao fcp é sempre motivo para festejo redobrado, pelas dificuldades, a vários níveis, que sempre enfrentamos quando defrontamos aquela equipa. Para a vencer, temos de ser muito, mas mesmo muito melhores. E foi o que aconteceu hoje.

 

Certamente muitos Benfiquistas verão esta vitória como uma vingança, sendo que não faltam motivos para que sejamos assaltados por esse sentimento.

Mas eu prefiro encarar esta vitória com naturalidade, com simplicidade, com serenidade. A mesma serenidade que vejo estampada no rosto de José Águas quando ergueu a 1ª Taça dos Campeões Europeus conquistada pelo Benfica. A serenidade que é necessária para, já na próxima jornada, vencermos um adversário que por certo irá criar-nos imensas dificuldades. A mesma serenidade que necessitamos para, até ao fim da época,  vencer os inúmeros desafios que ainda temos pela frente.

Segunda-feira, 29.11.10

Ainda a flash interview

Na sequência daquela farsa de flash interview em que um tal de Hugo Cadete não cumpriu o respectivo regulamento, o Benfica, na voz do seu director de comunicação, João Gabriel, já se pronunciou sobre o sucedido. Um dos pontos mais salientes desta comunicação é a possibilidade de o Benfica deixar de comparecer às flash interviews.

Pessoalmente, não creio que essa seja uma boa medida. E mais: tanto o jogador do Benfica chamado para dita intervista como Jorge Jesus não deveriam nunca deixar  o jornalista sem resposta. Claro que, independentemente da pergunta do jornalista, responderiam sempre com factos do jogo. Desta forma o Benfica respeitava o regulamento e deixava os Hugos Cadetes desta vida sozinhos a lamber o microfone.


PS: Não menos interessante é este comunicado...

Domingo, 28.11.10

Ele marca um, ele marca dois...

... ele dá o terceiro e nós cantamos outra vez!!!

 

Muito bom também o regresso do Rúben Amorim e... o apoio dos nossos adeptos, nomeadamente as claques, num momento em que esse apoio é tão importante.

 

 

PS: vergonhosa a forma como a flash interview foi conduzida pelo moço de recados da TVI com microfone na mão.

Quarta-feira, 24.11.10

Doloroso

Não sei o que é pior: ver o Benfica perder por falta de empenho ou, como hoje, ver os jogadores totalmente empenhados na vitória e, em certas alturas do jogo, a massacrar o adversário, mas a ser incapaz de marcar. E para cúmulo, em duas idas do adversário à nossa baliza, sofrer golos que nem o adversário sabe como os marcou (o 3º já nem conta, já que foi marcado na fase de desespero na nossa equipa).
Hoje fomos claramente "traídos" por um misto de azar e de ansiedade, mas olhando apenas para o que aconteceu no jogo de hoje, não consigo criticar quem quer que seja pela derrota.

Apesar de a eliminação da Liga dos Campeões ser incontornável e contrubuir para a indisfarçável desilusão em que se tornou esta época, não podemos considerar esta competição como terminada, porque temos um jogo para realizar e a honra para defender.

De resto, a época ainda não terminou. Como se costuma dizer, "até ao lavar dos cestos é vindima".

Domingo, 07.11.10

Benfica sempre

1. Jorge Jesus escolheu o pior jogo para inventar. David Luís a LE e um Sidnei sem rítmo de jogo a central, eram ingredientes para correr mal.

2. A nossa equipa tem de aprender a jogar golfe. Não resolve, mas talvez ajude um pouco...

3. O foculporto tem agora tudo para ser campeão. Muitos irão recordar o jogo de hoje como demonstração de que está a jogar melhor. Mas eu também vou recordar a forma como a "almofada" pontual foi conseguida nas primeiras jornadas, pois mesmo estando o Benfica a jogar menos bem, nos jogos com a Académica e, sobretudo, com o Guimarães, fomos bastante prejudicados.

4. Por muito pesada que tenha sido a derrota, por muito que me custe a digerir, por muito que tenha noção de esta época esteja longe de corresponder às expectativas, nunca deixarei de estar com o meu Benfica naquilo que me for possível (que não é muito, é certo). Não me passa sequer pela cabeça deixar o meu Benfica desamparado precisamente na altura em que mais precisa de nós, adeptos.

Domingo, 19.09.10

Normalidade

Fico satisfeito por hoje ter podido assistir a um jogo em que houve, de um modo geral, normalidade (apesar da forma "xistrosa" como, mais uma vez, a nossa equipa foi carregada de amarelos).

Ganhou, de forma naturalíssima, a melhor equipa, perante um adversário que  luta habitualmente pelo acesso à Euroliga.

 

E agora só quero ganhar ao Marítimo.

 

 

Adenda: Não entendo estas equipas que, apesar de lutarem pela Euroliga, passam o jogo inteiro a tentar contornar um barril parado a meio campo, ainda para mais colocado pelo treinador dessa equipa. Nunca percebi, também, por que é que estão todos (incluindo o barril) vestidos com lonas da praia da Figueira. O facto é que as dificuldades em contornar o barril foram imensas, a julgar pelo número de variações de flanco que sairam pela linha lateral.

Sexta-feira, 10.09.10

Tudo como era dantes

Sim, o Benfica hoje esteve, novamente, longe de ser brilhante; voltou a cometer erros defensivos que não são normais.

Mas não podemos fechar os olhos nem ficar calados perante a arbitragem ultrajante daquela ofensa para a espécie humana com um apito na boca pertencente à Associação de Futebol do Porto, perdão, de Leiria.

As vitórias "à porto" voltaram e está visto que estão para ficar.

Sábado, 28.08.10

Convicções

Houve dois momentos do jogo, e escrevo isto com toda a sinceridade, em que senti uma forte convicção:

1. Quando Roberto entrou em campo, estava absolutamente certo que ele iria defender o penalti;

2. Quando o Benfica ganhou um canto no final da primeira parte (e, portanto, já reduzido a 10 jogadores), não tive dúvidas que dali resultaria o 2º golo .

 

Tendo em conta a expulsão de Júlio César, que deu origem ao primeiro momento que assinalei (e o facto de, devido a esse lance, o Benfica ter jogado 3/4 do jogo com menos 1 jogador), estes foram para mim os momentos cruciais que determinaram a vitória do Benfica.

 

Já agora, considerando que no ano passado fomos "acusados" de vencer várias vezes contra adversários em inferioridade numérica, foi interessante ver o Benfica ganhar estando ele próprio em inferioridade numérica (mas espero que não tentem repetir a "gracinha"...).

 

Quanto a Roberto, e ao contrário dos outros 2 jogos, acabou por ser decisivo para a vitória. Da mesma forma que as intervenções infelizes que Roberto tem tido não fazem dele o pior guarda-redes do mundo, o facto de ter defendido o penalti e ter tido algumas boas intervenções também não faz dele o melhor do mundo na sua posição. Mas espero, acima de tudo, que isso tenha contribuído para ganhar a confiança que provavelmente lhe tem faltado até agora.

 

P.S.: Grande jogo do Gáitan e do Aimar (só para não mencionar, como sempre, o Coentrão...)

 

P.P.S: Com a derrota do Nacional, agora sim: apenas dependemos de nós próprios para sermos campeões :-)

Quinta-feira, 26.08.10

Diferenças

Não vou alongar-me a analisar o que tem falhado neste início de época, pois estaria a repetir o que já foi escrito em análises racionais sobre o assunto.
De facto, e relativamente ao início da época passada, aponto a principal diferença a (falta de) eficácia defensiva. Recordo que no ano passado, por esta altura, tínhamos um empate e uma vitória, ambos os resultados obtidos já no período final do jogo e em jogos onde o Benfica esteve longe de ser brilhante (e pouco eficaz ofensivamente, para dificultar ainda mais).
Efectivamente, a eficácia ofensiva deste início de época é comparável à do início da época passada. Só à 3ª jornada, e precisamente contra o mesmo adversário da próxima jornada (também a 3ª), é que o Benfica "soltou" todo o potencial que havia então revelado na pré-época.
Aliás, nesta pré-época foi possível observar que, a nível ofensivo, o potencial continua a existir (ainda que as saída de Di Maria e Ramires, este pelo equilíbrio que davam à equipa, não sejam fáceis de compensar).
Onde reside a diferença, como já foi profusamente debatido, é a nível defensivo (tal como manifestado nesta pré-época, diga-se - por oposição à do ano passado...). Apontar Roberto como único culpado dessa falta de eficácia é uma análise profundamente redutora e mesquinha. Toda a equipa (e não apenas o "quarteto" defensivo e o guarda-redes) tem responsabilidades na matéria e o excessivo número de perdas de bola é disso uma evidência.
Mas, objectivamente, a realidade é que Roberto tem sido, infelizmente, parte do problema e não se vislumbra que seja parte da solução, pelo menos para já.

Nenhum Benfiquista que se orgulhe de tal pode encarar de ânimo leve este início de campeonato e as falhas (sobretudo defensivas) que já apontei.
No entanto, e isso também faz parte do meu orgulho Benfiquista, recuso-me a resignar-me e a perder a esperança.
Como tal, faz-me uma tremenda confusão a forma como demasiados benfiquistas embarcam na crítica fácil e em discursos derrotistas.
É óbvio que este início de época foi péssimo (eufemisticamente falando). É evidente que Roberto está longíssimo de corresponder às expectativas e que essas mesmas são proporcionais ao que o Benfica pagou por ele. Que o conjunto parece não estar ainda no seu máximo fulgor físico.
Mas, como já referi, esta pré-época permitiu observar que, do ponto de vista atacante, os princípios assimilados na época passada continuam lá. É uma questão de tempo (tal como no ano passado) até eles reaparecerem (e bem que podia ser, tal como no ano passado, à 3ª jornada!).
Quanto às fragilidades defensivas, também acredito que é uma questão de tempo até que as mesmas sejam colmatadas em simultâneo, pois à medida que a capacidade ofensiva for ressurgindo, a defesa acaba por ficar mais protegida.
E, claro, estou convicto que Júlio César estará à altura do momento (no ano passado fez uma boa Euroliga, com uma única falha grave - no jogo em Anfield Road - com a qual tenho a certeza que aprendeu). Da mesma forma que acredito que Moreira estaria, caso fosse ele o escolhido. E apesar deste início atribulado, acredito que Roberto valha muito mais do que aquilo que tem demonstrado - mas é inequívoco que, para já, não soube aproveitar as oportunidades que teve.

Perante tudo isto, a minha perspectiva é que, da mesma forma que, no ano passado, mesmo jogando futebol de uma qualidade que já não se via há décadas em Portugal, nunca dei o campeonato por ganho até que, matematicamente, tal se consumasse, recuso-me, com 28 jornadas por jogar, a dar este campeonato por perdido. É verdade que vamos ter (ainda) mais trabalho este ano do que tivemos no ano passado mas a realidade é esta: apenas dependemos de nós próprios para sermos campeões. E acredito que podemos consegui-lo.

Em suma:
VIVA O BENFICA!!!

Terça-feira, 13.07.10

Confirma-se

Agora é que a pré-época realmente começou.
Todos os nossos receios se confirmaram: o Roberto deu frangos, a equipa foi-se completamente abaixo ao 3º jogo em 4 dias, apresentou lacunas inadmissíveis para uma fase tão adiantada da época e, em suma, o Jorge Jesus não percebe nada de futebol.

Agora a sério.
Apesar de defensivamente o Benfica ainda apresentar algumas lacunas (mais visíveis na 1ª parte, sobretudo em Sidnei e Peixoto), o facto é que, como diriam os gurus do comentário desportivo, os princípios de jogo preconizados por Jorge Jesus já estão bem patentes.
Os novos jogadores perecem ter interiorizado bem esses mesmos princípios. Gostei de ver Gaitan. Foi bom que Jara tivesse marcado. E Roberto evitou um golo quase feito ao fazer a mancha a um avançado do Aris isolado à frente da baliza.
Quanto aos jogadores que transitaram da época passada, apetece-me destacar o Weldon. Aquela arrancada para o 4º golo foi fenomenal.


P.S. Realmente sabe bem voltar a escrever sobre o jogos do Benfica. E é cada vez mais evidente que o mundial foi uma chachada de proporções cósmicas.

P.P.S. Como corolário do prazer de voltar a poder falar do Benfica com a bola a correr na relva, amanhã voltará a haver o "Debate" da Benfica TV, o que irá redobrar o meu prazer de poder voltar a acompanhar o Benfica em acção.

Acordar de um longo estado de letargia

Após o final do campeonato 2009/10 e passados aqueles dias para saborear a conquista do merecido título, comecei a aguardar com alguma expectativa o início do Mundial.
Não por causa da participação da selecção portuguesa, teoricamente treinada por Queirós (que ao contrário do que aconteceu em mundiais e europeus anteriores, não me suscitou grande entusiasmo - para não dizer nenhum - apesar de até ter feito algum esforço, embora em vão, nesse sentido), mas porque tinha a esperança de poder assistir a bom futebol sem estar stressado com o resultado final (não querendo com isto dizer que não tivesse as minhas preferências).
A verdade é que o mundial foi, de um modo geral, extremamente aborrecido - talvez por estar (bem ou mal, não sei ao certo) habituado aos jogos do Benfica na época transacta, onde o elevado rítmo de jogo era a norma, fazendo criar em mim a sensação que a generalidade dos jogos do mundial foram disputados a 3 velocidades: devagar, devagarinho e parado.

O apito final do derradeiro jogo do mundial teve o efeito de me fazer acordar da longa letargia futebolística em que esta competicção me fez mergulhar.
E o acordar não foi nada agradável: algumas horas antes da final do mundial, o Benfica perdera com o Sion, onde 2 guarda-redes estiveram em destaque: o do Sion, ao evitar que o Benfica marcasse golos suficientes para vencer, mesmo apesar dos 2 golos sofridos, e o do Benfica - o recém-contratado Roberto - que teve grandes responsabilidades nos 2 golos sofridos.
Como resultado, e ainda a pré-época mal começou e ainda poucos meses passaram desde que nos sagrámos, de forma brilhante, campeões, já se pode concluir que tudo está mal, desde o presidente até ao roupeiro, passando, como é óbvio, pelo guarda-redes e, claro, pelo treinador.

Se é verdade que o Roberto esteve extremamente infeliz, também não podemos ignorar que, sendo ele espanhol, não é de excluir a hipótese de estar com pensamento na final do mundial, onde o seu país tinha fortes possibilidades de conquistar, pela primeira vez, o título de campeão mundial.
Obviamente, isto não pode servir de desculpa, pois a um jogador profissional exige-se máxima concentração enquanto estiver em campo. E, claro, é motivo de preocupação, pois tendo sido Roberto contratado para ser titular, este começo não foi nada auspicioso para quem joga numa posição onde a confiaça dos adeptos pode ser crucial.

Mas estou em crer que, acordados desta longa letargia futebolística causada pelo mundial, só agora é que a pré-época vai verdadeiramente iniciar.
O que aconteceu no Domingo, na realidade, não aconteceu.
O que conta agora é o que vai acontecer logo, no jogo contra o Aris Salónica, no qual, estou certo, o Benfica irá demonstrar que está no bom caminho para que no dia 7 de Agosto se apresente em condições de ganhar o primeiro trofeu oficial da época e para, uma semana depois, atacar, com a mesma ambição e qualidade reveladas na época passada, a conquista do 33º título de campeão nacional.
E cabe também a nós, sócios e adeptos, contribuir para que assim seja.


VIVA O BENFICA!!! (que bem me sabe voltar a escrever isto!!!)

Quarta-feira, 12.05.10

Momento

É impossível resumir o campeonato do Benfica a um só momento, pois foram vários os momentos, que nalguns casos corresponderam a jogos inteiros, em que o Benfica nos deixou rendidos à sua inequívoca superioridade.

Houve jogos inesquecíveis pelo ambiente de apoio que se sentia nas bancadas, e aí destaco o jogo com o FC Porto. Importa também destacar as várias goleadas, conciliadas com verdadeiros hinos ao futebol-espectáculo (volta, Gabriel Alves, estás perdoado!!), que fomentaram, em primeira instância, a reaproximação entre a equipa e os sócios e adeptos. Outro jogo importantíssimo acabou por ser a vitória na Figueira da Foz: inverter um resultado negativo de 0-2 numa vitória por 4-2 permitiu à equipa aumentar a confiança em si própria e, ao mesmo tempo, funcionou como aviso para a importância de nunca subestimar os adversários em momento nenhum do jogo...

Cingindo-me apenas a momentos  decisivos, é de golos que tenho de falar. O golo de Luisão ao Braga tem, obviamente, de ser destacado, pois ele materializou a vitória sobre o nosso mais directo (e surpreendente) adversário neste campeonato, permitindo alargar a distância pontual para 6 pontos (que veio a revelar-se decisiva). Não esqueço também o golo de Cardozo ao Nacional (na Choupana), obtido minutos depois de falhar um penálti e cujos festejos foram bem reveladores da união de todo o plantel.

Há também os golos que nos permitiram evitar derrotas e assim amealhar pontos que acabaram por ser preciosos, como o de Weldon ao Marítimo (na jornada inaugural) ou de Nuno Gomes em Olhão.

Mas embora os golos que permitiram as vitórias sobre os nossos adversários mais directos tenham sido de inegável importância, há um que recordo de forma muito especial: o golo da vitória sobre a Naval, no nosso estádio. Depois de um jogo em que o Benfica "massacrou" e criou oportunidades suficientes para ganhar confortavelmente (para não dizer golear), chegou-se ao último minuto com um empate a 0. Quando após a marcação de uma falta lateral, Javi García cabeceou para dentro da baliza, eu (e creio que muitos Benfiquistas) fiquei, naquele momento, com a certeza (quase) absoluta de que o Benfica seria campeão. Aquele golo não surgia fruto do acaso, mesmo tendo sido obtido com o jogo a acabar, mas sim como resultado do esforço de todo um jogo, em que a equipa nunca deixou de acreditar que podia (e merecia, oh se merecia!) alcançar a vitória, nunca perdendo o discernimento.

 

 


E tão espectacular como o golo (um excelente golo, diga-se), foram os festejos, com os jogadores visivelmente emocionados, nomeadamente David Luiz, Rúben Amorim e o próprio Javi García.


Aquela vitória foi a prova de que o Benfica merecia ser recompensado pela forma de jogar que vinha apresentando desde o início da época e de que essa a recompensa acabaria sempre por chegar, fosse ela uma vitória no último minuto do jogo ou o título de campeão no último jogo do campeonato. Foi a prova inequívoca de que, a melhor forma de lutar pela vitória e pelo título era, precisamente, jogar sempre com aquela atitude e nunca esmorecer, mesmo perante as adversidades. E, não haja dúvidas, ao fim de 30 jornadas, essa atitude foi devidamente recompensada!

Segunda-feira, 10.05.10

Naturalíssima...

... rima com "justíssima": é assim que encaro a conquista do 32º título de Campeão Nacional do nosso Sport Lisboa e Benfica.

 

Apesar de nos últimos anos termos tido poucos motivos para festejar (futebolisticamente falando) e da ansiedade de a decisão do título ter ficado para a última jornada, encaro com naturalidade o reencontro com as vitórias, pois é esse o destino do Benfica.

E pela qualidade do futebol apresentado, regularmente, ao longo da época, o Benfica é um mais que justo vencedor.

 

E, por agora, é tudo que me apraz dizer, pois é momento de saborear esta vitória!

 

 

BENFIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIICA!

Quarta-feira, 05.05.10

Saber esperar

Por muito que queira, o tempo avança, inexorável, à velocidade de 60 segundos por minuto, 60 minutos por hora, etc, etc...
Por isso, não adianta: vamos mesmo ter de esperar uma infinidade de segundos até que o derradeiro e decisivo jogo do campeonato tenha início. E quando tal acontecer, há uma certeza: o resultado com que o encontro se inicia é favorável ao Benfica. Até lá, há que saber esperar (pelo menos é o que eu tenho tentado fazer ao longo desta semana...).

Quanto ao jogo em si, há algumas ideias que gostaria de reforçar (tendo em conta o que tenho lido e que eu próprio escrevi noutros posts):   
1. Apesar de nos bastar um ponto, tenho a certeza que a equipa vai lutar pela vitória da mesma forma que o tem feito ao longo da época, sobretudo nos jogos em casa, pois não vejo outra forma de encarar este jogo;
2. É obvio que devemos manter uma atitude de respeito pelo adversário, enquanto instituição e grupo de jogadores profissionais, mas a superioridade do Benfica é inequívoca e deve ser assumida. Por outro lado, é essa atitude de respeito que tem permitido, paradoxalmente, que este ano o Benfica tenha, por diversas vezes, vencido com goleadas: significa que a equipa encarou os jogos de forma séria sem nunca substimar os adversários, durante os 90 minutos, vindo assim ao de cima essa mesma superioridade;
3. Apesar da pressão que existe, não tenho dúvidas que a equipa saberá responder à altura da responsabilidade que sobre ela recai, tal como tem vindo a demonstrar ao longo desta época, em condições normais, e mais ainda com todo um estádio a apoiá-la;
4. A importância da equipa como um todo e não apenas um conjunto de bons jogadores, como já por várias vezes já referi, tendo tal sido demonstrado, sobretudo, em situações de ausência de vários habituais titulares.

Uma convicção eu tenho: no que depender da equipa, tudo será feito para que, por volta da 20h00 do dia 9 de Maio de 2010, Portugal (e não só) possa vir para a rua celebrar a justíssima conquista do 32º Campeonato do Glorioso Sport Lisboa e Benfica!
E por fim afirmo, também convictamente:
- Agora só quero ganhar ao Rio Ave!
- VIVA O BENFICA!!!!

Terça-feira, 27.04.10

É p'ra ganhar!

Como não podia deixar de ser, o meu pensamento tem o relógio adiantado para próximo Domingo, às 20h15min.

Bem sabemos que todo o ambiente à volta do jogo que terá início a essa hora, na cidade do Porto, será extremamente adverso ao Benfica (tal como foi em Abril de 1991...), o que obviamente não pode ser ignorado e requer que a direcção do Benfica e nós, adeptos, estejamos atentos.

No entanto, eu prefiro pensar no que irá passar-se dentro das 4 linhas, durante as 2 horas seguintes. E estou certo que é apenas nisso em que os jogadores estão a pensar e que, portanto, não serão afectados por eventuais "manobras de diversão" que possam acontecer ao longo da semana.

 

Escusado será dizer que, mais do que nunca (e cingindo-me apenas ao jogo em si, se é que tal é possível...), aguardam-se grandes dificuldades que o adversário, por si só, e certamente motivado, irá criar. O Benfica terá de saber ser paciente.

No entanto, "paciência" não é sinónimo de "passividade". Mesmo sabendo que ao Benfica basta um empate para alcançar o tão almejado objectivo de ser Campeão, espero que o Benfica entre em campo com a atitude própria de quem quer vencer o jogo.

A meu ver, a melhor forma de impedir o adversário de "tomar conta" do jogo é ser o Benfica fazê-lo. Sem correr riscos desnecessários, é claro - acima de tudo, a equipa tem de estar muito concentrada e preparada para um jogo muito intenso. Mas tendo em conta o modelo de jogo do Benfica, não consigo imaginar o Benfica a jogar meramente na expectativa (mesmo sabendo que o adversário irá tudo fazer para ter a iniciativa do jogo). E isto sem prejuízo, como se tem provado ao longo da época, do rigor defensivo que tem sido a norma.

Bem sei que é uma ilusão pensar que as quatro linhas que delimitam o terreno de jogo torna-lo-ão impermeável a todo o ambiente que um jogo como este (e mais ainda com o que está em jogo) sempre desencadeia. Mas acredito plenamente que, mesmo tratando-se de um jogo de elevado grau de dificuldade, a nossa equipa tem a qualidade necessária para vencê-lo. E estou certo que a própria equipa também pensa assim.



PS: A decisão de agendar os jogos da última jornada para Domingo às 20h15min demonstra, a meu ver, o quão refem a Liga está da SportTV.Por sua vez, esta empresa volta a prestar um mau serviço a todos os que gostam de futebol (e não me refiro apenas aos Benfiquistas).

Numa jornada em que, mais do que nunca, se espera que os adeptos acorram aos estádios, e havendo a possibilidade de jogar, por exemplo, às 18h00 (ou até mais cedo) não compreendo a opção por marcar os jogos para o final da véspera de um dia de trabalho...

Domingo, 25.04.10

Isto não se faz

Vai um gajo ver o jogo, preparado para sofrer do princípio ao fim. Mas em vez de 90 minutos de sofrimento, vejo um autêntico passeio, acompanhado de um banho de bola daquela que é, de longe, a melhor equipa portuguesa da actualidade. Mesmo sem jogar a um rítmo frenético, ganhámos por 5-0 com a maior das naturalidades. Se não formos campeões, o futebol não existe.

 

Como que parafraseando o Pedro Ferreira:

Falta 1 ponto... parecem tão poucos pontos e ainda são tantos. Falta apenas 1 ponto. Ainda falta 1 ponto...

Quinta-feira, 22.04.10

Tranquilo

Desde as vésperas do jogo com o Braga que ando com uma carga de ansiedade indescritível, só de pensar no jogo seguinte do Benfica. Desde refeições tomadas à pressa até ao facto de uma simples bola e uma mini-baliza no quarto dos meus filhos me levar a "projectar" cenários do próximo jogo do Benfica, esse pensamento tem sido uma constante.

Só tenho acalmado, por algumas horas, após o termo de cada jogo do Benfica (que de há 8 jogos para cá, contabilizando apenas a Liga, têm resultado em vitórias).

Nesta semana, a ansiedade tem sido maior do que em semanas anteriores. É que, apesar da superioridade do Benfica ser indiscutível, sabemos que no futebol nem sempre a (enorme) superioridade teórica se traduz em vitória. E é a mera hipótese de algo não correr como previsto que me tem deixado neste estado...

 

Mas hoje, estranhamente, acordei bastante tranquilo. Fazendo uma retrospectiva da época, a superioridade do Benfica nos jogos em casa tem sido incontestável. E no campeonato (o principal objectivo para esta época) o Benfica tem sabido dar a resposta necessária nos jogos em que tem existido mais pressão.

Tenho a certeza que assim será no Sábado contra o Olhanense (e agora só interessa esse jogo), mesmo antevendo bastantes dificuldades que o adversário nos irá criar. Acima de tudo, temos (equipa e adeptos) de ser pacientes, pois assim é mais provável que a nossa superioridade teórica produza resultados práticos. E uma vitória, ainda que por 1-0, para mim será sempre uma goleada.

 

Agora, como já ouvi dizer por aí, só quero ganhar ao Olhanense!

Domingo, 18.04.10

Coimbra tem mais encanto na hora da vitória do Benfica

Mais uma final que se revelou dificílima (e para mim também não foi fácil ter de acompanhar o jogo através de relato - custa-me mais quando não posso ver o que se está a passar).

Mas vitórias como estas acabam por ser mais saborosas.

E já que falo em encanto, tenho de referir Di Maria (que a julgar pelo relato, voltou a ser decisivo e a "partir aquilo tudo").

 

Agora só/ainda faltam 4 pontos...

 

 

Adenda: falando em "encanto" (e agora com um pouco de mais calma), também é justo referir o Weldon - pode não ser um prodígio da técnica, mas a sua eficácia foi, mais uma vez, determinante. Se contabilizarmos os minutos jogados, mal chegarão para completar 5 jogos. E, no entanto, já tem 5 golos.

Segunda-feira, 12.04.10

Confiança

Ainda faltam mais de 24 horas para o início da próxima "final" que vamos ter de enfrentar. 
Mas confesso que, desde que o jogo em Liverpool terminou, não tenho pensado noutra coisa. Por muito que tente, sou constantemente assaltado pela dúvida se Luisão ou Saviola estarão aptos para jogar ou se a equipa terá recuperado do desgaste desse mesmo jogo.
Por outro lado, reitero a minha confiança na equipa, que mesmo apesar das minhas dúvidas, continua a ter todas as condições para vencer mais esta "final". 
Sei que independentemente do resultado, continuaremos a liderar o campeonato e a ter, do nosso lado, todas as condições para o vencer.
Mas acredito que amanhã, pouco antes das 23h, estarei a festejar a conquista de mais 3 pontos que, não sendo críticos, são muito importantes, como todos os 3 pontos em disputa até final do campeonato.

VIVA O BENFICA!

Quinta-feira, 08.04.10

Agora concentremo-nos no principal objectivo

Hoje foram visíveis as dificuldades físicas da equipa, contra um adversário que soube explorar esse factor e assim tirar proveito das suas óbvias qualidades (convem não esquecer as diferenças de orçamento...).

Já sei que muitos aproveitarão esta derrota para criticar tudo o que está mal, desde o presidente ao roupeiro, mas eu venho aqui para manifestar que continuo a sentir um enorme orgulho nesta equipa do Benfica, mesmo apesar dos números da derrota.

 

E agora, concentremo-nos naquele que é o principal objectivo: o campeonato.

 

 

VIVA O BENFICA!

Segunda-feira, 05.04.10

Um coelho (de Páscoa) tirado da cartola chamado Weldon

Apesar dos erros defensivos na origem dos golos da Naval (que obviamente exigem uma reflexão e que espero que não se repitam), a equipa do Benfica deu hoje mais uma prova (como se todas as outras dadas anteriormente não bastassem...) de que tem tudo para ser campeão. O Saviola não pode jogar? Não faz mal, temos o Weldon!

 

PS: Quem era aquele sem-abrigo apopléctico que às tantas foi filmado no banco da Naval?

Quinta-feira, 01.04.10

Orgulhoso, como não podia deixar de ser

Nota-se que ainda falta algum "calo" a este Benfica europeu: alguma ingenuidade no golo sofrido, muita ansiedade na finalização e dificuldade em lidar com uma prostituta de luxo disfarçada de ponta de lança e com um árbitro que claramente anda enrolado com a dita, pois apitava falta sempre que tocavam nela.

Mas a qualidade dos nossos jogadores e a incomensurável vontade de vencer voltaram a ser superiores a isso tudo. É certo que a vantagem é mínima (mas fizemos por merecer mais) e que a eliminatória está em aberto. Mas mais uma vez, não posso ter outro sentimento que não orgulho no meu Benfica, que pelo que fez hoje, leva-me acreditar que iremos seguir em frente!

Quarta-feira, 24.03.10

O melhor jogador do Benfica até ao momento

Não raras vezes dou por mim a perguntar a mim mesmo: se tivesse de escolher o melhor jogador do Benfica, com base no que tem feito nesta época, quem escolheria?

A primeira tentação, tendo em conta a capacidade goleadora que o Benfica tem apresentado, e como já não víamos há muito, é pensar nos jogadores do ataque.
Fazendo uma retrospectiva, e começando pelo o início da época, temos a dupla Aimar/Cardozo, com o primeiro a espalhar toda a sua classe e o segundo a marcar golos atrás de golos.
No entanto, Aimar foi perdendo algum do fulgor inicial e só a espaços é que ressurge, enquanto que a média de golos de Cardozo acabou por decair (embora a sua capacidade de jogar para a equipa esteja cada vez mais apurada). É nessa altura que Saviola assume protagonismo, com uma série de jogos em que os seus golos foram decisivos.
Saviola, por sua vez, também sofreu uma quebra de rendimento, e é então que Di Maria tem uma série de exibições em que simplesmente "partiu aquilo tudo". Mas vítima do seu próprio talento, Di Maria por vezes confia em demasia na sua técnica para resolver situações que seriam melhor resolvidas pelo colectivo...
Mas se privilegiar a regularidade para escolher tal jogador, terei de olhar para os sectores mais recuados.
Aí encontro Luisão, o capitão de facto, de cuja experiência e autoridade em campo radicam a confiança e tranquilidade de toda a equipa, factor indispensável para a qualidade exibicional que tem sido apresentada. Ao seu lado encontro David Luiz, um defesa de extraordinários recursos, espelho da vontade de vencer da equipa, mas por vezes traído pela sua própria irreverência...
E temos ainda Javi Garcia, o verdadeiro pilar neste modelo de jogo que o Benfica tem apresentado, permitindo à equipa balancear-se para o ataque, mantendo o equilíbrio defensivo. A qualidade do espanhol é indiscutível, mas onde começa o mérito de Javi pela forma como desempenha o posto de "trinco" e o mérito de Jorge Jesus pelo sistema de jogo onde Javi encaixa na perfeição é uma fronteira difícil de definir, tendo em conta o factor Airton, que nos poucos jogos que fez, já mostrou também enorme qualidade no desempenho da mesma função, o que não seria possível sem todo um trabalho colectivo, do qual Javi também beneficia bastante.
E depois, não podemos esquecer aquela "asa" direita trabalhadora, com Maxi Pereira e Ramires,  onde Rúben Amorim também tem sido pedra fundamental a suprir as ausências daqueles, sempre com enorme competência. Nem Fábio Coentrão, nem Carlos Martins, que já conquistaram o seu espaço na equipa. Nem mesmo os guarda-redes Quim e Júlio César, que tanto no campeonato como na "Euro Liga" têm estado em bom plano. E todos os outros jogadores, que quando são chamados, demonstram saber qual o seu papel em campo, contribuindo, desta forma, para que o modelo de jogo preconizado por JJ funcione, mesmo sem alguns habituais titulares.

E afinal, quem é para mim o melhor jogador do Benfica desta época, até à data? Fácil: A EQUIPA!
Foi com "este jogador" que alcançámos o 1º lugar no campeonato que actualmente ocupamos, que chegámos aos 1/4 de final da "Euro Liga" e que ganhámos, no Domingo passado, o primeiro troféu oficial da época. E é com "ele" que conto até ao final da época, de modo a levar o Benfica até ao título de Campeão Nacional e o mais longe possível na "Euro Liga"! A começar já no próximo Sábado...
Domingo, 21.03.10

Pré-época

A pré-época do Benfica já vai longa...

Desta vez venceu, com enorme tranquilidade, a Carlsberg Cup, num jogo que aproveitou para rodar alguns jogadores que não são habituais titulares.

Ainda assim, para jogo de pré-época, é de estranhar a extrema perturbação de alguns jogadores da equipa adversária...

 

PS: (off-topic) Lamento que a operação "Limpar Portugal" não tenha tido o efeito pretendido, visto que o nosso país continua a ser conspurcado por gente como os super dragões, o bruno alves e quejandos.

Quinta-feira, 18.03.10

À campeão

Não só invertemos um resultado negativo para vencer de forma categórica e demonstrativa da nossa superioridade, como também levámos a melhor sobre aquela versão mal parida de um cruzamento entre o Jar Jar Sousa e o Artur Soares Dias.

Sábado, 06.03.10

Concentração máxima

O campeonato está a entrar na recta final, com o Benfica em primeiro lugar, a jogar excelente futebol e, por isso, com todas as condições para se sagrar vencedor.

 

No entanto, creio que não seja demais lembrar as dificuldades que nos esperam.

 

Dentro do campo, será necessária muita determinação e empenho para vencer adversários que, por motivação própria ou alheia, irão tentar de todas as formas parar essa verdadeira máquina de jogar futebol que é a equipa do Benfica. E convém não esquecer os Jorges Sousas e manos Costa dessa vida... Mas estou convicto que os jogadores e a equipa técnica sabem as dificuldades que os esperam e que, em cada jogo, saberão preparar-se da melhor forma para as ultrapassar sem sobressaltos.

 

Fora de campo, não podemos deixar-nos iludir pelos "tiros de pólvora seca" que têm vindo dos lados do estádio do cavalo marinho. Já deu para perceber que não têm qualquer vergonha na cara e que, até final, irão tentar tudo para, fora das quatro linhas (já que dentro delas não têm argumentos - pelo que eventualmente terão de apostar noutros "cavalos"...) para nos dificultar a vida. Por isso, cabe aos dirigentes do Benfica estarem atentos e preparados para o que der e vier.

 

E em alguns media tentar-se-á, de todas as formas, com recurso aos expedientes do costume, voltar os adeptos contra a própria equipa. Mas pelas demonstrações de apoio que temos visto não só no nosso estádio mas também por esse país fora, penso que os resultados tem sido os contrários aos pretendidos. Tenho a certeza que, até ao fim do campeonato, o apoio à equipa tenderá a aumentar!

 

Para começar, amanhã temos uma "final" importantíssima contra o Paços de Ferreira...

Segunda-feira, 01.03.10

Lagartos divididos

Como seria de esperar, uma eventual vitória do SCP perante o FCP no jogo de ontem (e que veio a concretizar-se) iria causar divisão entre os lagartos, porque a derrota do FCP é um resultado que beneficia o Benfica, que é precisamente a pior coisa que pode acontecer à maioria dos seus adeptos.

Nestas alturas que fico com a sensação que lidar com os adeptos do SCP é como pegar num lagarto pela cauda. Quanto tal acontece, o corpo do lagarto separa-se da cauda e foge para algum buraco.
Os adeptos que genuinamente festejaram a vitória de ontem são como a cauda: fica a vibrar durante alguns instantes (até à próxima exibição ridícula) mas não tem qualquer utilidade (pois estão desfasados do que é a verdadeira mentalidade do clube e por isso não são tidos em conta).
Os restantes, que para mim representam verdadeiramente aquilo que é o Cepórtêm e que, portanto, correspodem ao corpo do lagarto, fogem para baixo de uma pedra, amuados por o seu clube ter ajudado o Benfica. Reaparecerão na primeira oportunidade se porem ao lado de seja quem for que lhes proporcione uma oportunidade de manifestar o seu anti-benfiquismo congénito.

Terça-feira, 23.02.10

Prémio "O homem que mordeu o cão", edição 2010

Sendo certo que a concludente e categórica vitória do Benfica é bem mais importante do que o assunto que aqui venho postar, não resisto a registar este momento da mais pura e abjecta hipocrisia. Segundo a notícia que ouvi na rádio, a manifestação foi "pela verdade desportiva" (espaço para chorar a rir) e a ela não faltou um mais-que-provável candidato à presidência do CRAC: Rui Moreira (que é tão hipócrita como o sujeito referido da crónica anterior do Gwaihir é mentiroso).

[entretanto já surgiram esta e outras notícias a registar o momento]

 

 

E agora, que venha a sempre fidedigna crónica do D'Arcy, para falar daquilo que relamente interessa.

 

Segunda-feira, 22.02.10

Intervenientes ou não? Eis a questão!

Agora que são conhecidas as sanções a Hulk e a Sapunaru (4 e 6 meses de suspensão, respectivamente), na sequência das agressões no túnel do Estádio da Luz, após a derrota do FCP com o Benfica a 20 de Dezembro de 2009, levantam-se vozes reclamando, entre outras coisas, que as penas são demasiado pesadas, que o regulamento não está a ser correctamente aplicado e que, inclusivamente, os stewards não deviam estar naquele local (!!).

Como seria de esperar, o FCP já anunciou que vai apresentar recurso. Reconhecendo que as agressões efectivamente existiram, alega, com base em depoimentos de supostos especialistas em legislação desportiva que os stewards não são intervenientes no jogo (e logo, o Artigo 115º não é passível de ser aplicado) e defende que as sanções previstas devem ser de 1 a 4 jogos, de acordo com o Artigo 120º do Regulamento Disciplinar da Liga, equiparando os stewards a elementos do público (engraçado que, para aquelas sumidades das leis do desporto, os stewards não possam ser considerados intervenientes, mas não têm dúvidas em compará-los a elementos do público…). 

Tudo isto surge à volta do significado de “interveniente no jogo”.

É ainda em posta em causa a actuação dos stewards, acusando-os de provocarem os jogadores do FCP (um ponto de vista pertinente, vindo de um clube cujo presidente, em quase 30 anos de exercício das suas funções, nunca utilizou esse expediente…) e designando-os de seguranças privados travestidos com um colete” (nesse caso, como designariam o guarda Abel? Guarda pretoriano travestido de farda de agente da PSP?)

 

Entretanto, a Comissão Disciplinar da Liga apresentou uma explicação para algumas dessas questões.

Em 1º lugar, explica que um “interveniente no jogo” é qualquer elemento que desempenhe actividades relacionadas com o evento desportivo em causa.

E de seguida explica que, efectivamente, os stewards podem perfeitamente estar presentes nos túneis de acesso, pois são, antes de mais, vigilantes de segurança privada.

Convém não esquecer que a protecção da equipa de arbitragem é um dos deveres de quem organiza o evento desportivo e, como tal, é uma actividade que dele não pode ser dissociada. E os referidos vigilantes estão, por lei, devidamente autorizados a exercer actividades de protecção de pessoas e bens (não esquecer, já agora, que antes o jogador Fernando havia pontapeado a manga do túnel…)

 

Por outro lado, recordemos que, quando se deram as agressões, os stewards, por indicação do delegado da Liga, protegiam a entrada da equipa de arbitragem. Tal só aconteceu porque jogadores do FCP, depois de entrarem no balneário, dele voltaram a sair para ir ter com aqueles elementos, no preciso momento em que chegavam àquela zona de acesso. E NADA, repito, N-A-D-A do que se observa nas imagens ou consta nos relatórios justifica as agressões por parte de profissionais de futebol a elementos que, no contexto de um jogo de futebol, exercem funções relacionadas com esse mesmo evento. Inclusivamente, os stewards agiram sob a coordenação de um delegado da liga, que naturalmente a eles recorreu por estarem, precisamente, habilitados para exercer protecção de pessoas, neste caso, a equipa de arbitragem. Por isto tudo é, quanto a mim, óbvio que os stewards são intervenientes com autorização a permanecer no local.

Acrescente-se que um jogo não acaba assim que o árbitro apita para o final. Tudo o que se passa dentro do recinto de jogo ou no seu perímetro, até que todos os intervenientes o abandonem, a ele está afecto.

 

Quanto à adequação das penas aplicadas, excessivas ou não, convém lembrar que foi o clube que agora por elas é visado as propôs!! Como se costuma dizer, arranjaram a sarna para se coçarem…

Na verdade, o que se verifica é que até houve um aligeiramento nas penas aplicadas. Portanto, se há algo a questionar, é que os regulamentos não tenham sido aplicados tal como estão escritos (embora estejamos no país onde é normal a “jurisprudência da complacência”, ou lá como é se chama o argumento que o presidente da assembleia-geral do SCP utilizou para justificar a bárbara agressão de João Pereira a Ramires…).

 

Por fim, aos que agora falam numa “perseguição” ao FCP, recordo a autêntica perseguição que foi movida a Nuno Assis, quando este era jogador do Benfica, aquando de um caso mal explicado onde existiram irregularidades no processamento das análises anti-doping, num ano em que o Benfica esteve na disputa pelo título até à última jornada…

Quarta-feira, 27.01.10

O nome do Glorioso projectado no Mundo

Só para completar a ideia da importância do Jogo Contra a Pobreza como forma de projectar o nome do Benfica no mundo, expressa neste post do Artur, aqui vai um exemplo disso mesmo, recolhido da secção de desporto da edição de hoje do "The Times of India".

O facto de o autor do 3º golo dos "Amigos do Zidane" ser indiano foi a nota de destaque...

 

Terça-feira, 22.12.09

O "mercado" de Inverno

Para mim, são "contratações" como esta que o Benfica realmente precisa.

Quarta-feira, 16.12.09

Benfiquistas de todos os quadrantes, uni-vos!

Neste momento não adianta chorar mais o que sucedeu em Olhão. Já foi dito tudo e mais alguma coisa sobre a forma como o Benfica abordou o jogo, como sofreu os golos e como se deixou cair nas muitas armadilhas preparadas pela subsidiária de Olhão do foculporto.
Muito menos adiantam os devaneios sobre como outros dirigentes fariam melhor. É com a actual direcção e com a actual equipa técnica que temos de contar para que o Benfica seja campeão.
Não quer isto dizer que devamos esquecer o que se passou, pois é fundamental não voltarmos a cair nas mesmas armadilhas (em que já haviamos caído em Braga).

Portanto, o que importa agora é unirmo-nos em torno da nossa equipa e apoiá-la na medida do possível para que, no Domingo, saia vitoriosa.

Da minha parte, estou plenamente confiante nas capacidades da equipa.
O facto de a equipa estar desfalcada de alguns jogadores importantes irá por certo apelar à união do grupo e a um espírito de humildade e combatividade, tal como sucedeu em Dezembro de 2005, quando derrotámos o Manchester United desfalcados de jogadores importantes como Simão, Miccoli, Karagounis, Manuel Fernandes e Ricardo Rocha.
Até porque, mesmo desfalcados, continuo a achar que temos uma equipa superior ao foculporto (assim como a actual equipa é superior à que tínhamos em 2005/06). Mas como disse, só com muita humildade e combatividade poderemos demonstrar essa superioridade.

VIVA O BENFICA!!!

Segunda-feira, 09.11.09

1-0

Este resultado também dá para ganhar.

E apesar do sofrimento, o mérito da vitória é tão indiscutível como daquelas em que conseguimos golear.

Segunda-feira, 26.10.09

6-1

Por este andar, para o ano temos uma 2ª divisão com umas 40 equipas (incluindo equipas de outros países, como Inglaterra).

Quinta-feira, 22.10.09

5-0

Será que agora também vão dizer que o Everton é fraquinho e devia jogar na 2ª divisão?

Quinta-feira, 15.10.09

Ansiedade

Esta dupla jornada da selecção, que valeu o acesso ao play-off de apuramento para o mundial, deixou-me ansioso.

Não tanto pela selecção e por, graças às duas vitórias e à ajudinha da Dinamarca, o apuramento estar ao nosso alcance, mas sobretudo porque as atenções futebolísticas agora recaem sobre a 3ª eliminatória da Taça de Portugal, a primeira em que o Benfica participa (e francamente, um jogo do Benfica seja com que adversário for deixa-me sempre mais ansioso que um jogo da selecção, a menos que este seja para uma fase final de uma importante competição, até porque nessas alturas também não há jogos do Benfica...).

 

Mesmo sabendo que o Monsanto joga na II divisão, não deixa de estar em causa uma etapa que temos de vencer, como parte da caminhada para a conquista da Taça de Portugal.

Apesar do óbvio favoritismo do Benfica, ainda estão na memória algumas eliminações surpreendentes ou valentes sustos contra equipas de escalões inferiores num passado relativamente recente.

 

No entanto, este ano a atitude da equipa tem sido muito diferente (pelo menos a nível interno) da revelada em anos anteriores e, por isso, tenho a certeza que desta vez não haverá lugar a surpresas ou sustos. Nem mesmo apesar de muitos dos habituais titulares ficarem de fora (opção sensata, tendo em conta o desgaste dos jogos das selecções e respectiva recuperação para o jogo com o Everton).

 

Em suma, não há propriamente razões para estar ansioso, pois ao contrário de outras épocas, o Benfica tem revelado uma atitude que permite (à equipa e aos adeptos) encarar estes jogos com confiança. 

No entanto, 2 semanas sem jogos (oficiais) do Benfica é muito tempo, e isso é por si só motivo para me deixar ansioso. Para além do mais, tenho curiosidade em saber como é que os jogadores menos utilizados irão aproveitar esta oportunidade. Na verdade, até estou certo que vão, mais uma vez, demonstrar que a qualidade do plantel do Benfica é imensa e que não devemos ficar preocupados sempre que um ou mais habituais titulares estejam impossibilitados de jogar.

Segunda-feira, 31.08.09

Dedicatória

Dedico a esmagadora vitória de hoje ao senhor que queria Carlos Azenha como treinador do Benfica.

Domingo, 16.08.09

É hoje!

Dentro de menos de 3 horas começa verdadeiramente, para a maioria dos portugueses, o campeonato 2009/2010.

A expectativa é elevada, a ansiedade também. Apesar dos bons indicadores da pré-época, agora existe a pressão de vencer e o receio de que "forças externas" possam interferir.

Mas apesar de tudo, é também grande a esperança, maior do que em épocas anteriores, de que o Benfica terá um bom começo. Se o Benfica conseguir pôr em prática o que demonstrou na pré-época, estou convicto que a vitória surgirá com naturalidade.

Acima de tudo, estou certo que o meu Benfica irá fazer tudo o que estiver ao alcance para vencer o jogo!

 

Daqui a alguns instantes estarei a caminho de uma "casa" que espero estar cheia.

 

VIVA O BENFICA!!!!!!!!

Segunda-feira, 03.08.09

Divagações

1. Ao folhear o "Expresso" deste fim-de-semana, não pude ficar indiferente à entrevista a esse baluarte do benfiquismo desinteressado que é José Veiga.
Chega a ser comovente a sua preocupação com o futuro do Benfica e a forma como, qual cigana a quem recusamos a leitura da sina, vaticina um desfecho apocalíptico para o Benfica (provavelmente após ter consultado a Maya, que tem tanto jeito para prever o futuro como para modelo fotográfico) como resultado de uma estratégia de investimento mais arrojada (em detrimento de um plantel recheado de Laurents Roberts e Manducas desta vida ou de um balneário fortalecido com jogadores como Marco Ferreira ou Derlei).
Da minha parte, é evidente que não posso deixar de sentir alguma preocupação pelo risco inerente, até porque há uma série de factores externos que não controlamos... Mas por outro lado, o risco de um investimento mais comedido é o de definhamento do Benfica... É necessário que o Benfica se reposicione rapidamente como clube de dimensão europeia, sob o risco de perder oportunidades como a questão dos direitos de transmissão que o Benfica poderá negociar dentro de 3 anos. Ou de entrar numa espiral de morte lenta por afogamento no meio deste lodaçal que é o futebol português. Bem vistas as coisas, a única forma de encarar actual situação é mesmo investindo em força (ainda que me custe admitir isso, pois sempre defendi um "crescimento sustentado" - mas por outro lado, não há grande base de sustentação no meio do lodo...).

2. Não sei o que me passou na cabeça ontem à noite, mas estava distraido a fazer "zapping" quando ao passar na SIC Notícias, reparo que Rui Santos estava a falar e resolvi parar por instantes, curioso para saber como ele comentaria as mais recentes exibições do Benfica. Provavelmente já ia numa fase adiantada do programa, pois já não fui a tempo de o ouvir a este respeito.
Acabei por me arrepender da minha opção momentos mais tarde, quando o ouvi comentar a decisão do Conselho de Disciplina da FPF em atribuir uma derrota ao Benfica e ao Zbordem na sequência dos acontecimentos do jogo (interrompido) da última jornada do campeonato de júniores. Rui Santos, por ignorância ou por desonestidade intelectual (ou ambas - situação mais provável), é da opinião que os adeptos do Zbordem estavam sossegadinhos na sua bancada e que a culpa é toda da "claque não legalizada" (sic, not canal de televisão que lhe dá emprego) do Benfica. Por certo também não leu (porque não quis) o relatório das forças de autoridade que sustentaram a decisão do CD (atribuindo culpas a adeptos de ambos os clubes) e pelo facto de sustentar a sua opinião "com aquelas imagens que todos vimos", deve achar que a Benfica TV manipulou as imagens que mostrou por forma a criar uma realidade virtual que nos faz ver pedras a ser lançadas a partir da bancada que foi montada para acolher mais espectadores e que fez também com que a cor verde predominasse nos ocupantes dessa bancada, assim como nos adeptos que invadiram o campo e que por lá ficaram.

3. Agora o que realmente interessa: estou bastante agradado com a forma como a equipa (reforço aqui a ideia de "equipa"...) tem vindo a evoluir nesta pré-época.
Mérito para os jogadores, que se têm empenhado bastante e, claro, para Jorge Jesus, que tem conseguido extrair da equipa um rendimento cada vez melhor. Fico satisfeito por estar errado quanto às reservas que tinha quando JJ foi contratado.
Não menos importante, Maxi Pereira será operado hoje. Espero que a operação corra bem e que o período de ausência seja o mais curto possível. Ele é, sem dúvida, um dos esteios desta equipa. Em todo o caso, esta é uma situação da qual nunca estaremos livres e com a qual, quer queiramos quer não, teremos de lidar. Que JJ consiga encontrar, dentro do plantel, a melhor solução para superir a ausência de Maxi durante o próximo mês (que é o cenário optimista...)

 

Quinta-feira, 16.07.09

Favoritismos

Depois de Maxi Pereira se ter pronunciado sobre quem era, no seu entender, o principal favorito ao título, ontem foi a vez de Nuno Gomes o fazer, partilhando da opinião de Maxi a este respeito.
Se por um lado considero natural a opinião que Maxi e Nuno Gomes têm acerca de quem é o favorito para este campeonato, o que já não acho tão natural é o facto de eles a exteriorizarem.

Tirando as vésperas do jogo em que o Benfica irá defrontar o tal "favorito", não vejo razão para os jogadores falarem sobre esse clube.
Obviamente que não podemos ignorar os nossos adversários, mas nesta fase o que importa é que os jogadores concentrem toda a sua atenção no Benfica. E assim também deveria ser quando se dirigirem à comunicação social.
Não vale a pena, nesta fase, estar a pensar nos outros quando há ainda muito trabalho a fazer na nossa "casa", até ao início da época, para que nela entremos com a máxima força e tenhamos a competitividade necessária para discutir o título.

Terça-feira, 14.07.09

As eleições já foram mas a luta continua...

Sou dos que não têm dúvidas que os interesses que moviam as candidaturas alternativas às eleições do Benfica se prendiam, essencialmente, com os direitos televisivos.  Apesar do actual contrato com a Olivedesportos só terminar no final da época 2012/2013, este artigo é revelador do interesse que este assunto já suscita.

 

Para além do mais, o referido artigo revela outras realidades: que o Benfica, até ao final do contrato, irá perder dinheiro (pois aquilo que recebe face às receitas que gera à Olivedesportos é ridículo) e que alguns clubes e a Olivedesportos vivem à custa do Benfica.

Na verdade, isto não se trata de nenhuma revelação, pois não é nada que não soubéssemos...

 

A mim pouco me importa se os direitos de transmissão são negociados individualmente ou em conjunto, ou a quem os mesmos serão vendidos.

O importante é que o Benfica mantenha todas as condições que permitam, na devida altura, negociar em função dos seus interesses, recebendo o valor justo face às receitas que gera.

E não me parece difícil de prever todas as tentativas e mais alguma para tentar enfraquecer a posição negocial do Benfica ao longo destes 4 anos...

Sábado, 04.07.09

"A Bola" e as eleições do Benfica

Não é muito meu hábito referenciar, aqui no blog, artigos da nossa imprensa.

Mas este artigo de opinião de Vítor Serpa, na edição de hoje de "A Bola", parece-me merecedor de destaque, pois resume muito bem o que se passou durante esta semana que antecedeu as eleições. 

No fundo, resume, preto no branco, o que se passa não só com a imprensa desportiva mas com a imprensa em geral, que hoje em dia é controlada, na sua maioria, por grandes grupos económicos...

Terça-feira, 30.06.09

Nova época

Um pouco à margem (ou talvez não…) do acto eleitoral que irá decorrer no final desta semana, a direcção ainda em exercício, goste-se ou não (e não é isso que pretendo discutir aqui), vai cumprindo o seu dever de preparar a nova época.

Como habitualmente, o que tem marcado a referida preparação tem sido as contratações. Claramente, as contratações de Jorge Jesus e de Javier Saviola são aquelas que, até ao momento, mais efeito mediático tiveram. Se no primeiro caso tratou-se quase de uma novela, no segundo fomos ‘surpreendidos’ pela rapidez com que se concretizou.
Para além destas contratações, não podemos menosprezar a importância da contratação de dois laterais (Shaffer para a esquerda e Patric para a direita), por serem posições em que estávamos deficitários, e a do médio Ramires que, esperamos nós, virá preencher a lacuna que o plantel apresentava na época passada, no que respeita à capacidade de “transportar” jogo e de tornar o meio campo mais coeso.
Tudo isto sem esquecer a renovação de contrato de Nuno Gomes, a grande probabilidade de Katsouranis não ficar e a incógnita acerca de Reyes.

Começando pela contratação de Jorge Jesus: já afirmei, em comentários a outros posts, que nunca fui favorável à sua contratação. Não esqueço, nem esquecerei, a forma como precedeu após o final do jogo Benfica-Braga. Para além do mais, julgo que a imprensa tem sobrevalorizado os seus méritos. No entanto, é um facto que teve mérito na forma como conseguiu colocar o Belenenses e o Braga a jogar bom futebol. Mas por outro lado, não basta jogar bom futebol, também é necessário obter bons resultados.
Mas neste momento, a minha opinião de nada importa. Jorge Jesus é o novo treinador do Benfica e o que realmente importa é que ele tenha as melhores condições possíveis para fazer um bom trabalho e, acima de tudo, que consiga fazê-lo. O facto de conhecer bem a realidade do futebol português e de já ter passado por equipas de pequna e média dimensão (com quem teremos de disputar 78 dos 90 pontos em jogo ao longo do campeonato) poderá ser um trunfo que tem faltado ao Benfica nestes últimos anos.
Penso ser também relevante assinalar o facto de Pietra integrar a equipa técnica de Jorge Jesus. Não só por ser um “homem da casa” mas também pelo facto de ter estado ligado, nos últimos anos, há prospecção de novos jogadores.

Quanto aos jogadores já contratados: Saviola dispensa apresentações. Ramires tem como cartão de visita o facto de ter sido titular (e campeão) pelo Brasil na Taça das Confederações. Para além do mais, parece preencher o perfil de jogador que faltava ao meio campo do Benfica (independetemente da mais que provável saída de Katsouranis). De Shaffer e Patric conheço pouco, mas não ponho em causa a qualidade dos mesmos, antes pelo contrário!
No entanto, e se a qualidade dos jogadores contratados não está de forma alguma em causa (antes pelo contrário!), sabemos que a qualidade dos mesmos nem sempre é sinónimo de uma boa equipa… A época que agora finda é disso exemplo (mesmo considerando as “interferências” que, em momentos cruciais da época, impediram a equipa de ganhar a confiança necessária para que pudesse desenvolver todo o seu potencial…).
A meu ver, o que tem faltado ao Benfica não é tanto a qualidade mas sim espírito de equipa e a capacidade para superar as adversidades (mesmo que muitas vezes imputáveis a “factores externos”…).  Penso que, mais importante do que contratar jogadores de qualidade acima da média, o Benfica necessita de jogadores que formem um “núcleo duro” que confira ao plantel um verdadeiro sentido de equipa que facilite, então, a integração de novos jogadores e de eventuais “estrelas”. Infelizmente, o Benfica tantas vezes tem seguido o caminho inverso: contratar jogadores talentosos e esperar que daí resulte uma boa equipa…
Como tal, para além da importância de manter alguma estabilidade do plantel (e nesse sentido, é de assinalar a renovação de Nuno Gomes), gostaria que o Benfica explorasse mais o “mercado” português. Creio ser desnecessário discorrer sobre a importância que tem a identificação de um jogador com o clube que representa. E naturalmente, um jogador português ou que, pelo menos, jogue em Portugal há tempo suficiente para se sentir identificado com o futebol português, mais facilmente identifica-se com o Benfica do que um jogador estrangeiro que, independentemente da sua qualidade, nunca jogou em Portugal.  Como tantas vezes já foi dito, a base da última equipa do Benfica que foi campeão era constituida por 8 jogadores portugueses…
Para além do mais, seria, na minha opinião (e na de muitos outros benfiquistas), muito importante começar a, gradualmente, tirar (mais) partido do excelente trabalho que tem sido feito ao nível das camadas de formação (Miguel Vítor é disso um óptimo exemplo), pois para além de haver muitos jogadores de qualidade, estes transportam consigo algo que não é “comprável” e que já mencionei: a identificação com o clube. E quem melhor que os jogadores que fizeram a sua formação enquanto tal precisamente no Benfica?
Mais ainda, julgo que esta aposta nos jogadores provenientes da formação é essencial do ponto de vista da sustentabilidade, por razões várias que julgo ser excusado pormenorizar.
Desta forma, tenho ainda algumas expectativas em relação à definição do plantel para a nova época. Gostaria de ver algum “sangue novo” e determinação proveniente das camadas de formação a tirar partido da experiência e qualidade que já existe no plantel (e vice-versa!) e, porque não, do conhecimento que Jorge Jesus tem dos "recantos" do futebol português, para desta forma voltarmos a ter uma equipa competitiva e capaz de fazer frentes às adversidades, que, mais uma vez, se antevêem muitas e sabendo que só podemos depender de nós próprios para as ultrapassar…

Para concluir, resta-me desejar que o Benfica não só ganhe o campeonato mas também (e acima de tudo) que ganhe, de uma vez por todas, uma equipa, que permita num futuro próximo ganhar muitos campeonatos!

Terça-feira, 09.06.09

Eleições antecipadas: Yet another post...

Apanhando boleia do assunto "eleições antecipadas", aproveito não só para quebrar um longo "silêncio" da minha parte como também para dar a minha opinião sobre este importantíssimo assunto.

Devo dizer que a minha primeira reacção ao anúncio de antecipação das eleições do Benfica foi de que esta poderá ser uma manobra para a actual direcção, perante a insipiente oposição dos que até agora se anunciaram como candidatos, garantir a sua continuidade, retirando espaço de manobra a possíveis candidaturas que ainda não tenham formalizado o seu anúncio e que estivessem a planear fazê-lo mais próximo do mês de Outubro.
Nesta perspectiva, a antecipação parece beneficiar a actual direcção.

Mas ponderando melhor, qualquer candidato que se pretenda assumir como tal deverá (ou deveria...) ter, nesta altura, um projecto de candidatura minimamente preparado. Claro que antecipando as eleições em 3 meses, o tempo para formalizar a apresentação das mesmas fica mais reduzido (agora têm menos de um mês para o fazer). Mas julgo que não é em 4 meses que se prepara uma candidatura sustendada num projecto credível. A haver tal candidatura, a mesma teria que ter, neste momento, algo de concreto para apresentar e sem a influência que os resultados (sejam eles bons ou maus) que o Benfica venha a ter no início da próxima época poderiam ter...

Por outro lado, penso é fácil adivinhar quão "tranquila" iria ser a vida da actual direcção até Outubro, com implicações na pré-época e no arranque da próxima época (e com decisões importantes para tomar).
Claro que, admitindo o cenário de reeleição (não querendo com isto dizer que é este o cenário que eu desejo - gostaria que surgisse uma outra candidatura que se apresente, inequivocamente, como alternativa credível), isso por si só não resolveria os actuais problemas do Benfica (desportivos e não só). Mas, pelo menos, ficaria com outra margem de manobra para trabalhar na pré-época e daria outra legitimidade (não confundir com "carta branca"...) para tomar decisões, reduzindo à sua insignificância as tentativas de desestabilização, vinda de todos os quadrantes.

Nota final (caso não tenha ficado claro): não quero com este post dizer que sou (ou deixo de ser) apoiante desta direcção (ou de alguns membros da mesma), no contexto destas eleições. Aguardo para ver quais as opções (se é que as haverá - e por muito que eu critique esta direcção, o que mais lamentarei é ausência de alternativas credíveis...).
O que defendo é que, seja qual for a direcção que os Benfiquistas escolherem para comandar os destinos do Benfica a partir da próxima época, a mesma deverá ter o mínimo de interferência possível (e mesmo assim, nunca será pouca...) nas suas tomadas de decisão.

Quinta-feira, 05.03.09

Oportunidade de emprego

Árbitro de futebol

Somos uma empresa do sector horto-frutícola sediada no Grande Porto e especializada no ramo da distribuição de fruta.
Procuramos profissionais ambiciosos, no sector da arbitragem desportiva, para integrar equipa dinâmica que será responsável pela arbitragem de um torneio profissional de futebol de que somos promotores (conjuntamente com uma conhecida empresa do ramo dos media).

Perfil do candidato:

- Boa apresentação (no caso de sócios do Sport Lisboa e Benfica, recomenda-se a profusa utilização de substância capilar gelatinosa)
- Profundo desconhecimento das Leis do Jogo
- Boa capacidade para lidar com a pressão de modo a que, em circunstâncias mais exigentes, saiba proteger os interesses dos promotores do torneio.


Oferecemos:
- Remuneração compatível com a experiência
- Serviços de aconselhamento familiar
- Em função do desempenho:
    - boas avaliações (por parte dos nossos observadores) facilitadoras de rápida progressão na carreira;
    - oferta de géneros alimentícios, nomeadamente:
        - produtos por nós distribuidos;
        - esferas coloridas e de pequena dimensão, ricas em açúcar;
        - bebidas ricas, simultaneamente, em cafeína e cálcio.
    - viagens aos países exportadores dos produtos por nós distribuídos


As respostas a este anúncio deverão mencionar a referência APT/DRDO.

Sábado, 31.01.09

Vamos ser campeões!

Vitória sofrida com golo decisivo a ser marcado pelo Mantorras. Que sinal melhor do que este poderíamos ter?...

Quinta-feira, 15.01.09

Obsessão lagarta

Todos nós conhecemos a obsessão que aquele grupo que joga nas instalações sanitárias que ficam nas traseiras daquele supermercado perto do metro do Campo Grande tem pelo Benfica.
Fundamentalmente, tudo o que temos, eles querem ter, tudo o que fazemos, eles querem imitar. É assim desde que o moço zangado por não ter sido convidado para um piquenique organizado pelos que eram mais bailaricos foi pedir dinheiro ao avozinho visconde.
Ontem, para não variar, assim foi: como no Domingo o Benfica ganhou com um golo em fora-de-jogo, o Zebórdêim, pelos vistos, não quis ficar atrás e apressou-se a imitar o Benfica logo na primeira oportunidade.
 

Segunda-feira, 05.01.09

Taça da Liga

Depois de uma deprimente participação na Taça UEFA, permatura eliminação da Taça de Portugal e da perda do 1º lugar no Campeonato (na sequência da derrota com o último classificado e uma exibição deplorável), o Benfica inicia, na próxima 4ª feira, a sua participação na Taça da Liga, numa sempre difícil deslocação a Guimarães.

No ano passado abordámos esta competição com um certo desprezo, pela forma algo caricata como a mesma estava organizada e como foi "impingida" no calendário. No entanto, e apesar de não considerar a Taça da Liga como uma eventual "tábua de salvação" (até porque, apesar de tudo, mantemos intactas as possibilidades de sermos campeões, sem depender de terceiros, e considerando o investimento que foi feito no plantel, o mínimo que se exige é que o Benfica lute com todas as suas forças para ser campeão), o Benfica tem a obrigação de encarar esta competição com toda a seriedade e sem outro objectivo que não o de vencer. O tempo para experiências e “rodar” jogadores menos utilizados acabou. A partir de agora, todos os esforços devem ser canalizados no sentido de rentabilizar ao máximo o potencial que a equipa tem e que, embora a espaços (que em alguns casos não duraram mais que 15 minutos), já foi evidenciado em campo. Todos os jogos devem ser encarados como jogos para vencer e como jogos em que o Benfica tem de procurar dar o melhor de si.

Os jogadores têm que se mentalizar que a única ambição que devem ter é ganhar, e para isso, têm de trabalhar, têm de se esforçar, têm de estar concentrados, têm de ser inteligentes e de perceber o que têm de fazer em campo a cada momento do jogo (pois muito esforço não basta, é preciso saber doseá-lo e utilizá-lo em prol da equipa).

Quique Flores tem a responsabilidade de perceber qual a melhor forma de tornar a equipa mais coesa e dinâmica, para que o esforço individual de cada jogador seja feito em função do colectivo e que o colectivo saiba tirar máximo partido desses esforços individuais (ou numa perspectiva mais matemática, não basta somar os esforços individuais, é necessário multiplicá-los e, se possível, exponenciá-los!). E já agora, que aposte primordialmente nos jogadores que tenham essa capacidade, independentemente do nome que têm ou do salário que auferem.

E por fim, Rui Costa tem a responsabilidade de chamar todos à responsabilidade e de fazer ver, de forma veemente, que isto não é nenhuma "brincadeira de crianças".

 

Quarta feira será, assim, uma grande oportunidade para a equipa do Benfica demonstrar que tem, realmente, estofo e ambição para ganhar uma competição.

Pouco importa que essa competição seja de menor importância, quando comparada com o Campeonato. Aliás, neste momento ocorre-me este excelente post do D’Arcy sobre esse lendário treinador que foi Brian Clough, que apontava a conquista da Anglo-Scottish Cup como o primeiro grande passo da caminhada que levou o Nottigham Forest a bi-campeão europeu: esse trofeu, embora de pouca importância, permitiu ao jogadores conhecerem a sensação de conquistar algo. Julgo que, em parte, é disso que muitos jogadores do Benfica neste momento precisam. Pelo menos, precisam de sentir que está perfeitamente ao seu alcance conquistar algo de palpável, “bastando” para isso que se empenhem, tenham capacidade de discernimento e que saibam assumir as suas responsabilidades.

 

 

VIVA O BENFICA!

 

Terça-feira, 02.12.08

Reflexões sobre mais um desaire

1. Apesar da exibição de ontem não ter sido perfeita (sobretudo na primeira parte), e descontando os erros individuais, acho que o que o Benfica produziu justificava a vitória. Porém, o que conta são as bolas que entram...


2. No entanto, é óbvio que, tirando o período inicial da 2ª parte (15 minutos "à Benfica"), a exibição esteve longe de ser convincente. O Benfica continua a revelar as lacunas que têm acompanhado desde o início de época: lentidão na organização de jogo (e quando tenta acelerar, perdem-se muitos passes) e pouca pressão sobre o adversário quando este tem a bola (aliás, o 1º golo do Setúbal resulta em grande parte devido a essa falta de pressão, ao permitir ao adversário aproximar-se calmamente da área e que este rematasse sem grande oposição).
Neste aspecto, Carlos Martins, que tão boas indicações deu no início da época, tem estado bastante aquém do que lhe seria exigível: não só não pressiona como também tem falhado bastante no transporte de jogo, com sequências de passes disparatados.  Infelizmente, Yebda, que também tanto prometera no início da época, também tem decaído de produção nos últimos jogos. Não sei até que ponto Ruben Amorim poderia desempenhar este papel, mas claramente, é nesta posição que está um dos maiores (se não o maior) problema do Benfica.


3. Não gosto de particularizar os motivos dos resultados negativos, mas ontem a "derrota" por 2-2 de ontem teve a assinatura de Quim. Não vou insistir no assunto, pois subscrevo o que os meus colegas de blog escreveram. No entanto, os erros de Quim não teriam tido tanta importância se o Benfica tivesse conseguido um 3º golo... 


4. Apesar de tudo, continuo a fazer minhas todas as palavras que foram aqui escritas (por mim e pelos meus colegas de blog) entre o jogo em Atenas e o jogo de ontem, pois continuo a acreditar nesta equipa. É verdade que o "estado de graça" já terminou e que com "tiros nos pés" como o de ontem e o de 5ª feira passada, a paciência dos adeptos está à beira de se esgotar.
Pessoalmente, acho que com o investimento que foi feito no plantel, esperaria que nesta altura do campeonato (e aqui a expressão não podia ser mais apropriada!) que os resultados desse investimento já fossem mais visíveis.

No entanto, continuo a ser da opinião que o mais importante é a construção da equipa, ainda que isso implique alguns "tropeções" que nos levem ao desespero...
Tenho a certeza que Quique Flores e Rui Costa estão atentos ao que necessita de ser corrigido (do ponto de vista técnico e de lacunas do plantel) e que, a pouco e pouco, a equipa irá tirar partido do potencial que tem e num futuro não muito longínquo dar-nos muitas alegrias!
 

5. Sugiro ao Ministério da Saúde envie que uma equipa de inspectores à FPF: claramente, o posto de guarda-redes da selecção está contaminado com "gripe das aves"...

Quinta-feira, 27.11.08

Memórias...

A derrota pesada que hoje o Benfica sofreu trouxe-me à memória outras derrotas expressivas que o Benfica sofreu no passado e que estão bem presentes na minha memória.
Uma das primeiras derrotas deste calibre foi com o Liverpool, por 1-4, em plena Luz, para a TCE de 1984 (curiosamente, depois de eliminarmos o adversário de hoje...). Nesse mesmo ano, o Benfica sofreria em Guimarães uma derrota por números idênticos, já na recta final de um campeonato bastante disputado.
Recordo também aquela derrota que os lagartos celebram como se nada mais na vida interessasse, em Dezembro de 1986.
Algures em 1994, foi em Setúbal que o Benfica sofreu uma derrota sofrendo o mesmo número de golos de hoje (5-2).
Mais recentemente, em Dezembro de 2004, o Belenenses infligiu ao Benfica uma derrota 4-1 (cujo aspecto positivo foi ter servido de mote à criação de um dos melhores blogs - talvez o principal culpado de eu estar aqui a escrever :-))

O que há de comum a todas estas derrotas? Simples: o Benfica foi Campeão Nacional em todos esses anos!

Claro que a derrota de hoje não pode de forma alguma ser encarada de ânimo leve nem deve ser relativizada. Claro que a derrota de hoje pôs a nu algumas fragilidades que a equipa ainda tem. Claro que o facto de esta dupla de centrais jogar junta pela primeira vez não justifica por si só os números expressivos da mesma.
Se por um lado uma derrota como a de hoje exige uma profunda reflexão - as falhas de concentração e a displicência que o Benfica patenteou nos golos sofridos assim o exigem - a verdade é que, por muitas marcas que uma derrota destas deixe, no final de contas, não passa disso mesmo: uma derrota.
Mas ainda que esta derrota possa abalar a confiança da equipa, estou convicto que ela pode ser aproveitada para fortalecer a equipa, corrigindo o que está mal e reforçando tudo o que de positivo já foi demonstrado esta época.

Ainda não me dei ao trabalho de fazer contas, mas a haver hipóteses de apuramento para a fase seguinte da Taça UEFA, elas são ínfimas.
No entanto, o nosso grande objectivo da época, o campeonato, continua intacto. E o outro grande objectivo, que é construir uma equipa competitiva, também continua em marcha.
E dito isto, resta-me escrever aquilo que nunca é demais escrever ou dizer:

VIVA O BENFICA!!!!
 

Quarta-feira, 12.11.08

Não resisto...

Na sequência do comentário do Porco ao post anterior, não resisto a imaginar alguns diálogos entre o Bardaxistra e os seus auxiliares no passado jogo V. Guimarães-Benfica, que poderiam ter sido captados caso os auriculares não fossem apenas elementos decorativos...

Lance em que Aimar é derrubado, logo no início do jogo:
FL (Fiscal de linha): Ó Bardaxistra, parece que foi penalty...
BX (Bardaxistra): Cala-te lá, se não não há "rebuçados" para ti.

Lance em que Suazo se isola e pode fazer o 0-3:
BX: De que é que estás à espera para levantar a bandeirinha?
FL: Mas ele não está fora de jogo!
BX: Levanta-a lá, porra! Mais uma desses e ainda ficas sem "café com leite"...

Flávio "Steven Seagal" Meireles a arrear constantemente no Aimar, depois de já ter visto amarelo:
FL: Ó Bardaxistra, o gajo já está a exagerar...
BX: Cala-te que se o mando para a rua ainda sou eu que fico sem "fruta"...

Reyes vê vermelho:
FL: Achas mesmo que é para vermelho?
BX: Pela via das dúvidas, é melhor expulsá-lo... Vocês não sei, mas eu não resisto a uma boa "frutinha" na cama depois do jogo e não quero que me acusem de não ter feito o suficiente por a merecer

Cajuda faz entrar Luís Filipe
BX: Fosga-se, andamos nós para aqui a esforçar-nos por merecer a "frutinha" e os "rebuçadinhos" que nos prometeram e vem-me agora este empata-fodas do Cajuda pôr o Luís Filipe...
FLs: Podes crer...

Quarta-feira, 29.10.08

E agora? (parte II)

Quando escrevi este post, foi com a intenção de lhe dar continuidade noutro(s) post(s), antes que o novo treinador fosse escolhido e o plantel para 2008/09 definido, com o objectivo de partilhar com quem (ainda) tiver pachorra para ler os meus posts (quais posts? ...) a minha reflexão sobre o presente (e o futuro) do Benfica. No entanto, tal acabou por não se proporcionar.
Ainda que, como é óbvio, o contexto agora seja outro, nem por isso deixa de haver questões sobre o presente do Benfica que me fazem reflectir constantemente. A verdade é que, apesar de acreditar na competência da equipa técnica e na qualidade global do plantel (ainda que nem sempre ter bons jogadores signifique ter uma boa equipa...) e de a equipa ter tido exibições muito positivas (ainda que longe de perfeitas...) contra o SCP e o Nápoles, é ainda evidente que há um longo caminho a percorrer...

Começo por fazer uma pequena retrospectiva deste início de época 2008/09:
- Pré-época condicionada pela participação de alguns jogadores nossos no Euro 2008, pelas negociações para contratar um novo treinador e jogadores que representassem uma melhoria do nosso plantel. Como se não bastasse, Quique Flores ainda teve de observar os jogadores todos à disposição (mesmo os "casos perdidos"...) para poder "fechar" o plantel;
- Lesões que têm impedido de contar com o plantel em pleno;
- Tirando, como já referi, os jogos com o SCP e o Nápoles, o Benfica tem manifestado, até agora, alguma dificuldade em realizar exibições convincentes e com a qualidade e regularidade expectáveis.

Relativamente à pré-época e às lesões, limito-me a aceitar os factos (esperando, obviamente, que o problema das lesões vá diminuindo com o tempo...).
Quanto à qualidade das exibições, constato que, de o SCP e o Nápoles serem, em teoria, adversários de maior dificuldade (se compararmos com Leixões, Penafiel, Naval, etc.), a verdade é que foram adversários que adoptaram uma postura algo passiva. Em contrapartida, adversários como os outros que referi têm apresentado, perante o Benfica, uma postura bastante mais dinâmica, procurando sempre pressionar o Benfica logo junto à sua defesa, no sentido de dificultar o Benfica a exercer a iniciativa de jogo que por natureza é sua (por ser a equipa com mais ambições em jogo). E o que observo é que o Benfica tem manifestado alguma dificuldade em desenvencilhar-se dessa pressão.

Outro aspecto: como o Anestércio Leonardo bem referiu neste post, é que o Benfica, vendo-se em vantagem, tem tendência para relaxar um pouco... Se por um lado, é natural que a intensidade ofensiva diminua, a intensidade defensiva (que não é o mesmo que jogar à defesa...) tem de aumentar, pois o mais natural é que o adversário queira recuperar da desvantagem. Incompreensivelmente, o Benfica tem incorrido na mesma situação sucessivamente e a excepção foram, para não variar, os jogos com o SCP e o Nápoles, em que o Benfica, depois de marcar, continuou a exercer pressão para manter o adversário afastado da nossa área (no caso do SCP, de salientar que o 2-0 surgiu logo a seguir ao 1-0, precisamente porque o Benfica não deixou de atacar após inaugurar o marcador).
Apesar de tudo, os nossos adversários mais directos também têm, felizmente, revelado bastantes fragilidades, o que permite ao Benfica estar à sua frente (ainda que a diferença pontual seja pouco significativa) - obviamente, a liderança do Leixões e do Nacional não deverá durar muito mais tempo, mas não deixa de ser curioso constatar que tal acontece depois de já terem decorrido 6 jornadas (1/5 do campeonato).
Por fim, apraz-me constatar que Quique Flores apenas coloca a jogar os jogadores que apresentam condições para tal e que promove a rotação do plantel, essencial para que a equipa não esteja tão dependente de alguns jogadores. Infelizmente, no jogo contra o Penafiel, em que Quique procurou dar oportunidades a jogadores menos utilizados, a correspondência esteve longe de ser a desejada...

Posto isto, pergunto-me a mim mesmo: E agora?...
Será o Benfica capaz de encontrar a "fórmula" para ultrapassar com menor dificuldade adversários teoricamente mais fracos (mas cada vez mais bem preparados física e tacticamente)?
Irá o Benfica encontrar um modelo de jogo que consiga fazer sobressair a qualidade técnica de alguns dos seus jogadores, sem prejuízo do 'colectivo' (quando a equipa não tem a bola, todos têm de contribuir para a recuperar, e quando a tem, todos têm de se movimentar no sentido de a manter)?
Será que, atendendo às insuficiências até agora reveladas pelos adversários e à margem de progressão que, a meu ver, o Benfica ainda tem, será legítimo "exigir" que o Benfica seja campeão já este ano?
Será Quique Flores capaz de gerir a rotatividade do plantel (garantindo, ao longo dos jogos, o equilíbrio entre a qualidade dos "onze" titulares e as expectativas dos jogadores) essencial para consigamos também uma boa prestação na UEFA? ...

sinto-me: esperançado mas apreensivo...
Domingo, 19.10.08
Quinta-feira, 16.10.08

Obrigado, Madaíl…

… por nos teres ficado com o Prof. Queirós!

Salvo erro, a cronologia dos factos até é inversa ao que esta introdução sugere, já que creio que Queirós foi anunciado como treinador da selecção depois de o Benfica ter contratado Quique Flores. Mas por certo que um dos motivos pelos quais Queirós (que já manifestou publicamente a sua incapacidade em distinguir as mãos do Ricardo, a cabeça do Luisão e uma bola de futebol...) não veio para o Benfica é que já estaria a apontar para a selecção.
Poderia falar do porquê do interesse por um treinador cujo único feito, enquanto treinador de seniores, foi ser adjunto de Sir Alex Ferguson (embora para mim o seu grande feito continue a ser esta substituição...).
No entanto, prefiro abordar outra minha teoria segundo a qual todos estes anos todos que Queirós passou em Inglaterra, provavelmente a saborear carne cozida, tarte de rins e fish & chips, só terão sido possíveis pela degradação do paladar e do olfacto. Só assim se explica que, 15 anos depois de falar na “porcaria” que havia da Fedoração (em alusão ao aroma que supostamente a “porcaria” emana...) – apontada pelo referido Professor como causa da falha  de Portugal em qualificar-se para o Mundial de 1994 – Queirós tenha aceite voltar a trabalhar para a mesma (apeser de estar tudo menos que “mais lavada” do que há 15 anos atrás...).
Portanto, a única explicação que aceito para o resultado de hoje é que os albaneses não se lavavam há uns quantos dias, pelo que o cheiro da “porcaria” terá impedido os jogadores da selecção de jogarem o que sabem (ou não...) – e como o Prof. Queirós terá deixado sentir os cheiros, só se apercebeu do problema a 10 mins do fim, quando pôs o Nuno Gomes a jogar (e de cujos pés saiu o passe para a melhor oportunidade de golo de todo o jogo).

Apesar de gostar da selecção, como muitas vezes já o manifestei, o Benfica, para mim, está em primeiro lugar. E tomando a minha teoria como certa, neste caso a selecção até prestou um favor ao Benfica (e é assim que deve ser, não o contrário!), ao ficar com o Queirós.

Em todo o caso, isto de gostar da selecção é muito bonito, porque sou português, gosto de futebol e porque fui “apanhado” pela qualificação e fase final do Euro 1984. Mas as coisas começam a ficar mais complicadas quando o visionamento dos jogos da selecção implica que eu fique com um olho no burro e outro no cigano (que parece apostado em provar que faria muito melhor figura num circo – Circo Trivelinni era um bom nome... - mas os responsáveis pela selecção, casmurramente, continuam a tentar obrigar que ele jogue à bola com a camisola da “quinas”, apesar do ar visivelmente contrariado do rapaz).

Felizmente o Benfica joga já no próximo fim de semana. E na 6ª temos jantar de Bloguiquistas!

PS: “Ehhh! E o burro sou eu? Ehhh!”

 

PS2: Apesar de tudo, continuo a desejar o apuramento para o Mundial 2010. No entanto, não me parece que a respectiva campanha me vá oferecer grandes motivos de entusiasmo...

 

PS3: Escrevi este post antes de ler os posts do D’Arcy e do S.L.B. Mas de certa forma, na minha modesta opinião, até acho que complementa...

música: Um faduncho qualquer
Terça-feira, 29.07.08

Déjà vu?

Segundo "A Bola", Petit sai do Benfica a custo zero...

Terça-feira, 15.07.08

Resumo Alargado

Apesar de há muito não escrever neste blog, não tenho deixado de acompanhar os posts nem tão pouco o que se tem passado envolvendo, directa ou indirectamente, o nosso Benfica.

 

Para quebrar este "silêncio", aproveito para fazer um "resumo (muito) alargado" da minha opinião sobre alguns dos temas relacionados com o nosso clube que me parecem mais importantes.

 

 

 

1. Rui Costa como director desportivo: mais do que os nomes dos jogadores que foram/venham a ser contratados/dispensados, deposito grande esperança no trabalho estruturante de que Rui Costa está incumbido e nos seus frutos a médio prazo. Apesar da inexperiência no cargo, acredito não só no seu profissionalismo como também, e acima de tudo, no seu benfiquismo, que certamente o levará a pôr sempre os interesses do clube em primeiro lugar.

 

2. Quique Flores como treinador: pode não ser um treinador "entusiasmante", mas para se jogar bem "à bola", é preciso, em primeiro lugar, jogar como equipa, e é isso que espero que Quique Flores consiga. Acho difícil "exigir-lhe" o título já este ano, mas acho que devemos esperar que ele consiga trazer competitividade à equipa. Acho que vai ser preciso ter paciência até que o seu trabalho comece a dar frutos visíveis, e é precisamente isso que me preocupa, sabendo como são muitos adeptos do nosso clube... Por outro lado, e apesar das notícias que vieram a público, acredito que Chalana e Diamantino poderão ter um papel fundamental, pelo seu conhecimento do que é o Benfica e das "manhas" do futebol português.

 

3. Plantel: Perdemos 2 dos nossos melhores jogadores da época passada (sendo de lamentar a atitude de C. Rodriguez – mas foi para o clube que melhor se enquadra com a mesma...) e corremos o risco de perder o 3º (Katsouranis). Sem desprestígio para os jogadores que ficam e para os que entretanto foram contratados, parece-me fundamental a contratação de um ou outro jogadores de reconhecida qualidade (sem especificar nomes...), não só pela mais-valia que por si só representam, mas também porque servem de referência para os restantes jogadores, sobretudo os mais jovens.

 

4. Apito Final: apesar de o processo em si não dizer respeito ao Benfica, obviamente este é um assunto no qual o Benfica tem todo o interesse (e é nessa perspectiva que nele falo - o comportamento da FPF, respectivo CJ e afins, bem como o "alheamento" dos nossos governantes, já transcedem um pouco o Benfica...). Claro que o Benfica tem muita culpa própria pelo fraco desempenho desportivo dos últimos anos e nunca o envolvimento do Benfica neste processo poderá servir para branquear este facto. No entanto, é evidente que a concorrencia desleal de quem paga favores a árbitros em "géneros" também tem sido um obstáculo a que o Benfica possa, no mínimo, tirar o máximo partido da qualidade dos seus jogadores. E a isto também não é alheia a posição dominante que o FCP tem em termos de mercado de transferências, com as consequências que também conhecemos...  Mas repito: qualquer que seja o desfecho deste processo (para já, em termos práticos, está tudo na mesma...) e as suas consequências, nunca o trabalho a desenvolver, a nível desportivo, pode sofrer interferências. Sejam quais forem os jogadores que ficarem no plantel, é dever do Benfica tirar o máximo rendimento dos mesmos, em benefício do colectivo.

 

5. Modalidades: aqui faço um "mea culpa", pois apesar de achar que o Benfica deve esforçar-se por as manter a um nível compatível com o prestígio do clube, não tenho o hábito de as acompanhar (por manifesta falta de tempo) e nem faço parte do "restrito" grupo que paga a quota das modalidades (o que é, ainda assim, mais fácil de resolver). No entanto, não me deixam de preocupar as razões que aparentemente estão por trás das dispensas de treinadores campeões, como Beto Aranha e Aleksander Donner.

 

6. Assembleias Gerais: é certo que a actual direcção, em particular, na pessoa de Luís Filipe Vieira, não prima pela capacidade de escutar os adeptos. No entanto, quando há adeptos que também não sabem comportar-se e optam pela via do insulto, torna-se mais difícil criar condições para que esse diálogo exista. Infelizmente, estas situações fazem-me lembrar uma frase que a minha avó muitas vezes dizia: “em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão”...

 

7. Equipamentos: Bem sei que é um detalhe de menor importância, mas gosto de voltar a ver o branco como cor da camisola do equipamento alternativo (em teoria os calções desse equipamento são pretos, mas nada impede de a usar com os calções brancos do equipamento principal!). Apesar da pouco importância que isto tem, o que é certo é que, desde que o Benfica começou a utilizar outras cores para o equipamento alternativo, o Benfica só foi campeão precisamente no ano em que o equipamento alternativo voltou a ser branco...

 

Quarta-feira, 14.05.08

E agora? (parte I)

(Agora sim, diz que é o post a sério, mas partido às postas, ou seja, esta é a primeira posta do post - podeis encontrar aqui a "explicação"...)

 

No passado Domingo fui um dos mais de 54 mil que estiveram presentes na Catedral para presenciar a despedida de Rui Costa em jogos oficiais, que coincidiu com o último jogo de uma época de triste memória. Na verdade, tive a sensação de que fui ao estádio para me despedir algo mais: com Rui Costa termina toda uma árvore genealógica de jogadores que se formaram e se afirmaram no Benfica.
Durante largas décadas, a estrutura da equipa de futebol do Benfica assentava num princípio relativamente semples: o plantel era formado por bastantes jogadores que estabeleceram vínculo com o Benfica ainda bastante jovens, alguns provenientes das camadas jovens e outros que, não tendo passado pelas camadas jovens do Benfica, chegaram ainda bastante novos ao Benfica. Aos jogadores mais velhos e, por isso, há mais tempo no Benfica, cabia-lhes transmitir aos mais jovens o significado de ser jogador do Benfica. A meu ver, Rui Costa, enquanto jogador, é o último genuíno herdeiro dessa linhagem, que remonta à fundação do clube, em 1904...

Ao terminar o jogo, fui invadido pela sensação que aquela vitória fora como que o estertor de algo que nasceu há 104 anos (e que vinha definhando há cerca de década e meia) e de que do Benfica de Cosme Damião, Manuel Gourlade, Félix Bermudes e tutti quanti, apenas restam o nome e os títulos do passado...

 

Obviamente esta é uma ideia que imediatamente recusei enquanto saia do estádio: não foi em vão que aqueles ilustres senhores e outros que lhes sucederam contruiram o Benfica, não foram em vão todos os títulos que o Benfica alcançou e que o elevaram à condição maior e melhor clube português e ao reconhecimento no mundo inteiro.
Para mais, não quero ter de ver jogos do Benfica no RTP Memória para me lembrar do que era o Benfica a jogar bem (recentemente, cheguei ao cúmulo de festejar de forma algo efusiva um golo do Benfica num jogo de 1992 que passou naquele canal...).

 

Voltando ao presente, temos dois factos consumados: o péssimo campeonato realizado pelo Benfica, que finalmente terminou (nenhum objectivo mínimo condigno com a dimensão do Benfica foi atingido, nomeadamente o acesso à Champions League) e Rui Costa não mais vestirá o manto sagrado (pelo menos em competições oficiais).

 

E agora?...

 

(continua)

E agora? (prólogo)

Este pseudo-post é só para explicar que o próximo post (não tão pseudo) será, na verdade, escrito "às postas"!
Não me consigo libertar de um estilo de escrita similar à espada do D. Afonso Henriques, e desta vez, quando dei por mim, reparei que estava a ir para além dos limites comportáveis pela referida espada, pelo que me vi na necessidade de repartir a dimensão, o peso e o grau de chatice (já que não consegui... achatá-lo) do post original em várias postas, ou como também se costuma dizer, "partir o elefante às postas"...

Ainda para mais, ultimamente a minha participação no blog tem sido bastante escassa. Não por falta de interesse (o facto de o Benfica ter feito uma época miserável em nada fez reduzir o interesse pelo meu clube), antes pelo contrário: há tanta coisa que me apetece dizer (para a disponibilidade que tenho tido para o fazer) que não cabe em simples comentários de circunstância a concordar ou discordar com as diversas opiniões...

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Terça-feira, 13.05.08

Conversa entre tia e sobrinho

Mais um post "inspirado" pela minha irmã M., desta vez resultante de um curto diálogo com o meu filho G., de 5 anos.

- M., tu és do Benfica?
- Sim! E tu G., porque é que gostas do Benfica?
Após pensar por um instante, o G. encolhe os ombros enquanto responde com naturalidade:
- Porque o Benfica é o melhor!

Sexta-feira, 11.04.08

Apelo à serenidade

O “apelo à serenidade” é um expediente que, como Ricardo Araújo Pereira muito bem observou numa das suas crónicas, encontrou, em Portugal, o seu maior especialista em Jorge Sampaio, sobretudo durante os seus dois mandatos como Presidente da República.

Mais recentemente, a propósito das declarações de LFV após o encontro de passado Domingo entre Boavista e Benfica, este tipo de apelo encontrou eco nesses dois néscios vultos do dirigismo (ou falta dele) desportivo português, que respondem pelos nomes de Gilberto Madaíl e Laurentino Dias. Poderia questionar o porquê desses apelos, reveladores da preocupação patenteada por ambos em razão (como diria Rui Santos...) das declarações de Vieira, sendo que essa preocupação em nada tem a ver com a resolução do problema em si (que é o da corrupção do futebol a que se assiste há mais de 2 décadas), mas com o facto de porem em causa o status quo do supracitado dirigismo (ou falta dele) desportivo português, que inclusivamente permite que figurinhas como as mencionadas nele ocupem cargos de relevo (sendo mesmo Madaíl um claro sintoma de uma patologia crónica e dificilmente curável através de métodos convencionais...).

Como cidadão de pleno direito que sou, sinto-me tentado a fazer uso do direito que também me assiste ao exercício deste tipo de apelo. Não para me dirigir a Vieira, que neste contexto tem todo o meu apoio (não invalidando, ainda assim, que continue a achar que o Benfica continua a carecer de uma estratégia de comunicação). O meu “apelo à serenidade” dirige-se, sim, ao plantel do Benfica, e em particular aos jogadores que hoje à noite terão a responsabilidade de defrontar a Académica, num jogo determinante para a defesa do 2º lugar. Espero que, apesar do sucedido no passado Domingo, os jogadores não percam o discernimento e que se foquem exclusivamente no jogo de logo, que nele concentrem todas as suas energias. E já agora, que não confundam "serenidade" com "passividade" (pois parece-me vão ter de "pedalar" muito para ganhar o jogo a uma Académica necessitada de pontos) nem tão pouco confundam "serenidade" com "ingenuidade" (pois embora a principal preocupação deva ser jogarem o que sabem, convem que tenham presente que há pormenores que podem decidir um jogo...).

Ainda para mais, hoje vou levar ao estádio 2 colegas estrangeiros. Gostaria que eles saissem do estádio com uma boa imagem do Benfica e com vontade de repetir esta experiência inesquecível que é assistir a um jogo do Glorioso!

Da minha parte, contem com todo o meu apoio. VIVA O BENFICA!!!


(PS: espero que as notícias que dão Jorge Ribeiro como jogador do Benfica na próxima época não passem de piadas de mau gosto - o mais desagradável é que, caso se verifique que não é uma piada, o mau gosto seria ainda maior)
Terça-feira, 01.04.08

Das palavras de Vieira - parte II

Na sequência deste post do Pedro F F, queria também reflectir sobre outra das afirmações de Luís Filipe Vieira produzidas no passado fim-de-semana: segundo Vieira, é mais importante ao Benfica adquirir prestígio internacional do que conquistar títulos (o que vem na linha da opinião que sustenta a precocidade da conquista do campeonato de 2004/2005).
Eu, e creio que a generalidade dos Benfiquistas, estamos principalmente interessados em títulos desportivos. O prestígio internacional é, sem dúvida, importante, mas nunca em detrimento de títulos. Quando muito poderia dizer que, para construir (de forma sustentável) uma equipa com qualidade para ser campeã leva o seu tempo (com o que concordaria). Mas não me parece que a gestão desportiva dos últimos anos tenha sido feita nesse sentido...
Gostava também de perceber como é que é possível ganhar prestígio sem ganhar aquilo que é, precisamente, a essência do prestígio de um clube desportivo: títulos.

Recordo-me também de LFV ter afirmado, recentemente, que transformou o Benfica num clube "apetecível". Sem pôr em causa o mérito que lhe reconheço na recuperação financeira do Benfica (factor essencial para que se possa dispor de um plantel de qualidade), a verdade é que essa recuperação financeira não tem sido acompanhada de melhorias a nível desportivo (bem sei que ser campeão no actual contexto é bem difícil, mesmo com uma super-equipa, mas mesmo assim, não podemos deixar de nos fortalecer para combater, jogo a jogo, pela vitória dentro do campo, contra 14 se necessário). Por isso, atrevo-me a perguntar: "apetecível" para quem?...
Quarta-feira, 26.03.08

Jogo da selecção

Podia destacar o golo do Nuno Gomes (finalmente!), os dois magníficos golos do Karagounis ou o facto de, mais uma vez, sermos incapazes de contornar uma Grécia que, sem jogar de forma vistosa, se apresenta muito bem organizada (ao invés da nossa selecção, em que "jogo de equipa" não passa de verbo de encher).
Mas prefiro destacar o momento em que um dos comentadores, a propósito da exibição do Karagounis, afirma "não se percebe porque é que o Benfica o dispensou"...
Quarta-feira, 12.03.08

GLORIOSO SPORT LISBOA E BENFICA - parte III

Relembrando este post (e substituindo Donetsk por Getafe)...
Terça-feira, 11.03.08

Reflexões sobre uma demissão

Não regozijei com a saída do Camacho, apesar de a entender como inevitável, a ponto de o próprio Camacho ter pedido a demissão.
Fui dos que há meio ano atrás ficaram satisfeitos com o seu regresso. No entanto, e sob o seu comando, a equipa esteve bem longe de ter uma prestação minimamente aceitável (salvo num jogo ou outro), pelo que a desilusão resultante desta evidência, e em virtude de ter sido um dos seus "apoiantes", é tanto maior.
É óbvio que Camacho teve responsabilidades no fraco desempenho da equipa perante o seu comando. As opções tácticas eram discutíveis, assim como a opção por determinados jogadores, o critério de substituições idem aspas aspas e, pior que tudo, os jogadores jogavam de forma completamente desgarrada, quase não se movimentavam, enfim, a equipa parecia individual e colectivamente, "presa de movimentos" (não consigo evitar estas expressões de 'futebolês'...).
No entanto, um dos motivos que Camacho referiu como estando na base da sua decisão de se demitir foi que observava nos jogadores uma generalizada falta de motivação. Noutra declaração, Camacho referiu que logo no momento em que chegou sentiu que algo não estava bem, e que havia uma grande mistura entre "futebol e política".
Como é óbvio Camacho não entrou em detalhes, mas aproveito a sua deixa para reflectir o que para mim não esteve bem durante a permanência de Camacho e que não é a sua partida que vai resolver estes problemas:
1. O facto de não haver um director desportivo, deixando Camacho completamente exposto e entregue "à sua sorte" (ou a incompetência de Vieira no exercício dessas funções, desde a saída de Veiga): qualquer treinador que venha enfrentará sempre o mesmo problema;
2. A "novela" de Rui Costa como futuro director desportivo. Rui Costa é, neste momento, um jogador do plantel do Benfica. O que é que os jogadores pensaram pelo facto de jogaram ao lado de alguém que já anunciado como seu futuro patrão?...
3. A demissão de Fernando Santos, não pela demissão em si, mas pela forma como foi feita e pelo momento escolhido.

Já que falo em Fernando Santos, há que não esquecer que a pré-época foi da sua responsabilidade. Para além da importância que a pré-época tem na "afinação" da equipa, há também a questão da preparação física. À actual condição física dos jogadores (não só as lesões mas também a ausência generalizada de ritmo de jogo) não será alheia mais uma pré-época preparada de forma deficiente.

Por isto tudo é que não me agrada a saída de Camacho. Não que eu defendesse a sua continuidade, mas por ter a sensação, como já o referi por diversas vezes, que o problema é bem mais vasto e que, no fundo, a sua saída é mais um (mau) sintoma desse problema.

Resta-me desejar boa sorte ao grande Chalana (que é 100% vitorioso na função de treinador do Benfica :-P) e dizer que estou de acordo com a decisão de só contratar um novo treinador no final da época, dando assim tempo para pôr "ordem na casa" e que a escolha do novo treinador seja feita de forma ponderada e não sebastiânica...
Quarta feira há que "salir a ganar"!

VIVA O BENFICA!!!!!!!
Sexta-feira, 25.01.08

Substituir o treinador resolverá os problemas?

Na sequência deste post, em que as discussões sobre o treinador estão muito centradas na pessoa do Camacho, gostaria de colocar a questão (ou questões), sobretudo para os que defendem a sua saída, nestes termos:
1. haverá critérios bem definidos para a escolha do treinador?
2. haverá uma planeamento sobre qual deve ser o trabalho desse mesmo treinador, ao longo do contrato, e de quais as suas competências e objectivos a atingir?
3. estará o Benfica preparado para acolher um novo treinador, novos métodos de trabalho e que provavelmente fará algumas exigências à direcção para que possa cumprir os seu plano (a alternativa seria um treinador que não coloque quaisquer condições...)?
4. estará o Benfica preparado para dar continuidade ao trabalho positivo de um treinador, mesmo após a sua saída?

25 de Janeiro

Hoje é uma das datas mais marcantes para o Benfica.
Nesta data, no ano de 1942, nascia, no bairro da Mafalala, em Lourenço Marques (hoje Maputo), Eusébio, o melhor jogador português de todos os tempos.
Nesta data, no ano de 2004, perecia, no hospital de Guimarães, Miklos Fehér.

Por coincidência (ou quase...), amanhã o Benfica desloca-se a Guimarães, ao mesmo estádio onde Miki Fehér, em pleno jogo, caiu por terra inanimado mergulhando num sono profundo do qual não mais acordaria.
Do actual plantel, poucos são os que estavam presentes nesse trágico dia. Mas curiosamente, o treinador é o mesmo.
Recordo também a forma como esse momento marcou a equipa. O grupo ficou mais unido e o desempenho da equipa melhorou até ao final da época.

Gostava que este conjunto de factos levasse o treinador e jogadores a reflectirem sobre o passado recente e que essa reflexão contribuisse para que amanhã, em Guimarães, os jogadores que entrarem em campo saibam honrar o clube de sempre de Eusébio e que viu partir Fehér.
Sexta-feira, 18.01.08

Novo ciclo

Há uns dias atrás o nosso presidente disse que o Benfica ia iniciar um novo ciclo positivo.
Devo dizer que essa é sempre a minha esperança, de há mais de 10 anos para cá, mas que sucessivamente acaba por por ser interrompido ou por nem sequer se concretizar.
Na verdade, para começar um ciclo positivo é preciso muito mais do que simplesmente decretá-lo. E o que observo é que os erros do passado continuam a repetir-se no presente, sobretudo no que respeita à gestão do futebol profissional (já que nas camadas jovens têm sido dados passos bastante positivos nos últimos anos - gostaria de acreditar que este "novo ciclo" passa pelo aproveitamento deste trabalho...)

Mas mais do que palavras, interessam os actos. O regresso do Katsouranis aos treinos (que por si só, é positivo, já que ele é um dos nossos melhores jogadores) e o facto de esse regresso ter sido feito na companhia do Luisão, sinal de que os jogadores já fizeram as pazes, é para mim um bom sinal de um novo ciclo.
Aquilo que não mata torna-nos mais fortes, e espero que a resolução do conflito entre Katsouranis e Luisão, ocorrido na deslocação a Setúbal, tenha contribuido para unir o plantel, que é sem dúvida um passo fundamental para que se inicie um novo ciclo. Sem isso, de pouco servirá reforçar o plantel durante este período de "abertura do mercado", se depois a equipa não tiver capacidade para acolher os novos jogadores. O mesmo se aplica à integração de jogadores provenientes das camadas jovens...

Um plantel unido é, quanto a mim, mais importante do que contratar grandes estrelas. Claro que esta união só faz sentido se for transposta para o campo. Tem sido esse o "segredo" das grande vitórias do Benfica e devia ser a primeira preocupação de quem é responsável pelo nosso futebol profissional (mais do que as contratações sonantes, embora ter bons jogadores também ajude!). Espero, portanto, que este regresso do Katsouranis represente, de facto, o início de um novo ciclo. Até porque é um bom jogador que fica!
Terça-feira, 04.12.07

GLORIOSO SPORT LISBOA E BENFICA - parte II

Se eu pudesse falar com os jogadores do meu Benfica que logo à noite vão subir ao relvado em Donetsk, eis os que lhes diria:

Acreditem que são capazes de ganhar, porque eu também acredito!

VIVA O BENFICA!
Quinta-feira, 15.11.07

Uma questão de nacionalidade

Nota prévia: gosto muito da selecção portuguesa, e apesar de a minha "paixão" futebolística ser de natureza benfiquista (mais do que portuguesa...), vibro bastante com a "Selecção de todos nós", mesmo em jogos de apuramento (e mais ainda em fases finais de europeus e mundiais).

O último post do Pedro FF levantou, como não podia deixar de ser, a questão da utilização de jogadores naturalizados na selecção.
Num dos comentários, o Artur Hermenegildo escreveu algo com que concordo: a partir do momento em que um jogador é português, por via na naturalização, passa a ser um cidadão português de pleno direito, e como tal, tem tanto direito como qualquer outro português de integrar a selecção.
No entanto, penso que representar a selecção é mais do que um "simples" direito de quem tem a nacionalidade portuguesa, seja ela adquirida à nascença ou posteriormente.
Na minha opinião, para além dos portugueses de nascença apenas deviam representar a selecção jogadores que tenham, no mínimo, feito a sua formação (ou parte) em Portugal. Um exemplo é o Ariza Makukula, que veio aos 8 anos para Portugal, por que o pai, Kuyangana Makukula, veio jogar para um clube português (Leixões). Makukula, mesmo não tendo nascido português, é mais português do que congolês (como ele próprio faz questão em afirmar), pois viveu grande parte da sua vida em Portugal.
Deco e Pepe são exemplos de jogadores que foram naturalizados "à pressão" para poderem integrar a selecção. No caso de Deco, ainda compreendo, já que na altura em que foi naturalizado, Rui Costa caminhava para os 32 anos (embora eu ache que aos 35 ele ainda teria perfeitamente lugar na selecção e para discutir a titularidade com Deco) e não havia nenhum substituto para aquela posição minimamente à altura. Entendo, portanto, o Deco como uma excepção que até aceito.
No caso do Pepe é que não compreendo minimamente a sua convocatória: há jogadores portugueses bem melhores que ele para aquela posição (vide Manuel da Costa) e mesmo na ausência de Ricardo Carvalho (para mim a principal ausência na convocatória - muito mais do que o Deco...) e Jorge Andrade, haveria outras opções, como o Paulo Jorge, do Braga, que tem demonstrado uma grande regularidade e um dos responsáveis pelas boas época que o Braga tem feito. E se é para convocar jogadores que não têm jogado, por que não o Ricardo Rocha, que para mim em nada fica atrás do Pepe?

Com estes precedentes do Deco e, sobretudo, do Pepe (já que o primeiro vejo como excepção), e para não falar da questão do desincentivo à formação nas camadas jovens, o risco é que a selecção se transforme num clube de futebol, onde as naturalizações correspondem às contratações de um clube de futebol.

E no que respeita a clubes de futebol, já tenho o Benfica e mais nenhum.


(post corrigido às 11:37)
Segunda-feira, 29.10.07

Acreditar até ao fim

Certamente não serei o único a agir assim: quando assisto a um jogo do Benfica, e mesmo que o resultado seja desfavorável, acredito até ao último instante que o Benfica irá marcar o golo ou os golos necessários para alcançar a vitória ou, na pior das hipóteses, empatar o jogo. Quando o Nuno Gomes marcou o 1-2 no recente jogo em Milão, acreditava que o Benfica ainda seria capaz de, no reatamento, rapidamente recuperar a bola e marcar o golo do empate. Infelizmente assim não foi. Mas os golos do Adu na última jogada dos encontros frente ao V. Setúbal e E. Amadora (Taça da Liga), o golo do Cardozo ao Celtic a 3 mins do fim e o golo novamente do Adu (sem dúvida o homem dos instantes finais...) na vitória de hoje sobre o Merítmo (como diria o Acácio Pestana...), não foram nada que eu não estivesse à espera (sem menosprezar, como é óbvio, o mérito dos mesmos). Aliás, se há coisa que para mim nunca é inesperada é um golo do Benfica. O Benfica pode estar a jogar mal, que ainda assim espero, a qualquer momento, que marque um golo. Na verdade, e ainda que o o Benfica esteja a ganhar por 5-0, nem por isso deixo de ansiar por mais um golo do Benfica, para eu poder festejar. Mas se em vez de estar a ganhar estiver empatado, e se o final do encontro estiver próximo, ainda mais anseio por esse golo, e quando acontece, os meus festejos são obviamente (ainda) mais efusivos.

Hoje eu sabia que o Benfica ia ganhar. Pela primeira vez, levei o meu filho do meio (de 4 anos) a um jogo do Benfica. Como tal, sabia à partida que o Benfica ia vencer, pois no "baptismo" na "catedral", o Benfica não podia fazer outra coisa que não ganhar o jogo. Por isso, mais do que habitualmente, hoje estava convicto que o Benfica iria vencer, nem que a perder por 0-2, marcasse 3 golos nos descontos. Após a expulsão do Quim, numa jogada de que resultou um penalty contra o Benfica, ainda duvidei por instantes... Mas quando o Butt foi para a baliza, tive a certeza que ele iria defender o penalty. Assim foi, e as dúvidas quanto à vitória do Benfica voltaram, lentamente, a desvanecer-se. Ao intervalo encontrei o D'Arcy, com quem comentei que as coisas não estavam a correr muito bem... O que não disse (para ele não ficar a pensar que sou maluquinho...) foi que, apesar de tudo, tinha a convicção de que o Benfica iria vencer, mesmo em inferioridade numérica. Por isso, quando o Adu marcou o golo da vitória a 2 mins dos 90, a única coisa de surpreendente foi mesmo o Léo a fazer (e muito bem!) de extremo-direito. De resto, festejei efusivamente, como não podia deixar de ser!

BENFIIIIIIIIIIIIICA!

Por fim, uma palavra para os jogadores do Benfica: parabéns pela forma como acreditaram, até ao fim, na vitória, mesmo com menos 1 jogador. Mas para a próxima, vejam lá se ganham isto de forma um pouco mais tranquila: é que não convem abusar da convicção dos adeptos..
Segunda-feira, 03.09.07

De regresso *

Apesar de ter estado "ausente" da Tertúlia nas últimas semanas (não só porque estive de férias mas também porque no período que as antecedeu não tive grande disponibilidade), não deixei de estar atendo ao meu Benfica (e sempre que pude também vim "espreitar" os posts e respectivos comentários aqui da Tertúlia), mesmo não podendo acompanhar algumas das transmissões televisivas dos jogos (e menos ainda ir ao estádio). Vi um Benfica completamente desgarrado a ganhar ao Copenhaga graças as dois momentos de inspiração de Rui Costa, ouvi um Benfica com grandes dificuldades perante o recém promovido Leixões e a deixar escapar a vitória por entre os dedos, senti um Benfica entregue ao destino, com jogadores a jogarem na espectativa de que a bola entrasse como que por milagre na baliza adversária e que o Quim (que apesar das suas limitações, está a ter um excelente início de época) fosse suficiente para impedir que os adversários marcassem. Em suma, um Benfica à imagem do seu treinador (até ao jogo com o Leixões), entregue à (má) sorte, a lamentar-se depois do azar, preso por espartilhos tácticos mas desprovido do essencial: a vontade de jogar à bola, pelo "simples" prazer que isso proporciona, e uma verdadeira ambição de vencer, em cada instante do jogo. O Benfica era um conjunto de jogadores, não uma equipa. E quando assim acontece, todos os jogadores parecem fracos, pois muitas vezes pareciam não saber muito bem o que fazer em campo.

Seguiu-se a dispensa do Fernando Santos, o que foi para mim meia surpresa. Por um lado, LFV garantia que o treinador não estava em causa (se bem que saibamos que o valor da palavra do LFV seja relativo...). Por outro lado, e perante este fraco início de época, com uma equipa completamente apática, fruto de uma pré-época mal preparada (o problema é que nem se tratava de as coisas correrem mal, apesar de os jogadores tentarem: a verdade é que os jogadores pareciam nem ser capazes de tentar, pois pareciam presos à relva...). Se a dispensa de FS foi um erro, só se foi por um motivo: ter sido contratado, há pouco mais de um ano atrás. De resto, estava a tornar-se insuportável ver a equipa a ter um início de época idêntico ao do ano passado. Embora a saída de jogadores importantes pudesse explicar alguns problemas, não explicava o problema de os jogadores praticamente não se mexerem em campo, ainda que muitos deles fossem novos na equipa.

Para mim a contratação de Camacho, para substituir FS, foi uma escolha acertada, dentro das disponibilidades (continuo a preferir o Eriksson...), essencialmente porque já conhece o Benfica e já interiorizou bem, nos anos que cá esteve, que o Benfica é um clube vencedor, que seja qual for o adversário, entra para vencer (o que não significa necessariamente, como é óbvio, jogar desenfreadamente ao ataque), que não se contenta com 2ºs lugares. E para além disso, consegue incutir aos jogadores esse espírito. Pode não ser um prodígio da táctica, pode não debitar teorias a esse respeito como o Luís Freitas Lobo, mas mais importante que jogar em 4-3-3, 4-4-2, 4-2-3-1, em losango ou em "pirilau", é a atitude dos jogadores, os princípios básicos como procurar recuperar a bola quando se está a defender, e quando é necessário marcar um golo, é necessário chegar à área adversária, e para isso é necessário que os jogadores se movimentem. É isso que já se vai vendo com Camacho e que não se via com FS. Contra o Guimarães já deu para sentir um pouco essa mudança de atitude, com o Copenhaga, apesar do sofrimento inicial (também por mérito dos dinamarqueses e da sua envergadura física), também já foi possível ver o Benfica a jogar com mais personalidade (sobretudo na 2ª parte) e ontem, contra o Nacional, e ainda que o Benfica tenha permitido alguma reacção do adversário após o 0-1, o resultado final demonstra inequivocamente a superioridade do Benfica. Outra coisa importante é que Camacho não tem problemas em apostar nos jovens. Assim foi com Miguel Vítor (embora não houvesse outra alternativa) e Romeu Ribeiro. Não fica à espera que os jogadores tenham provas dadas (o que é difícil, quando entram a 2 minutos do fim do jogo ou ficam a ver o jogo todo do banco...) para lhes confiar responsabilidades. Arrisco-me ainda a dizer que se a contratação do Camacho tivesse sido feita antes do 1º jogo com o Copenhaga, talvez o Manuel Fernandes não tivesse saído...

No entanto, não nos deixemos iludir. Não basta ter Camacho como treinador para que os principais problemas fiquem resolvidos. A gestão do futebol do Benfica tem sido praticamente desprovida de estratégia de há muitos anos a esta parte. Tem-se resumido, essencialmente, à gestão de contratações e dispensas, mas do ponto de vista desportivo, tem dependido em demasia dos treinadores. E a prova é que o Benfica contratou Fernando Santos, que não vejo onde possa encaixar com qualquer estratégia desportiva condigna do Benfica. E por outro lado, este 'corropio' de contratações e dispensas também não é tolerável num clube que se pretende grande. Por muito bons que sejam, uma equipa não se forma de um dia para o outro. É preciso que o Benfica tenha uma estrutura directiva capaz de capitalizar as mais-valias trazidas pelos seus treinadores e de gerir as entradas e saídas de jogadores numa perspectiva de evolução e não de revolução. Tal figura não pode ser o LFV, como já demonstrou, nem ex-empresários de jogadores, menos ainda se os seus objectivos pessoais não incluirem, primordialmente, o sucesso do Benfica. Espero, portanto, que o Benfica não cometa os mesmos erros do passado recente e saiba tirar partido ao máximo do trabalho de Camacho, mesmo na eventualidade de ele, mais cedo ou mais tarde, sair do Benfica. E para tal, é necessário criar as condições para que isso aconteça.

* Muito mais importante do que o facto de eu estar de regresso de férias e ao blog, é o facto de o Benfica parecer estar de regresso às vitórias, assim como a competitividade do futebol praticado.

PS: Queria também assinalar o facto de, durante este período, os nossos atletas Nélson Évora e Vanessa Fernandes se terem sagrado campeões do mundo no triplo salto e triatlo, respectivamente. Parabéns, Nélson e Vanessa!
Quarta-feira, 25.07.07

Nélson, Anderson e Moreira

Novelas do Simão à parte, a situação destes 3 jogadores causa-me alguma apreensão (uns mais do que outros).

Nélson - Como é sabido, o Nélson tem um problema de (i)maturidade que o impede de ter o rendimento que dele se espera. Urge encontrar um jogador que seja uma alternativa válida para a mesma posição (visto que o Zoro já confirmou que não é essa alternativa...). Não só não estaríamos tão dependentes do Nélson como a concorrência talvez o "obrigasse" a ter outra atitude.

Anderson - Devo começar por dizer que compreendo a sua apreensão em relação ao estado de saúde do seu filho: no lugar dele, também faria o possível por estar com a família neste momento difícil. Diria também que as preocupações causadas pelo estado de saúde do filho poderão ser a explicação para o seu menor rendimento esta época. O que não se justifica é que tenha vindo "cá para fora", por diversas vezes, queixar-se de que não jogava (e não me lembro de ele referir o estado de saúde do filho antes deste episódio recente - pelo menos, só agora tive conhecimento dessa situação). Como não conheço todos os contornos da história, é-me difícil tomar uma posição... Mas parece-me óbvio que nem o Benfica nem o Anderson ganham com a sua permanência no plantel, pelo menos enquanto o Anderson sentir que tem de estar com a família.

Moreira - Infelizmente, o Moreira vai ser operado ao joelho esquerdo. Isto significa, em primeiro lugar, que não poderemos contar com ele durante um largo período de tempo. Depois, e de acordo com o artigo que referencio, consta que a lesão é semelhante à que já teve no joelho direito, motivo pelo qual também teve de ser operado, tendo a sua recuperação demorado 6 meses. Já me tinha chegado ao ouvido um rumor (de um amigo meu benfiquista bem informado) de que a lesão anterior do Moreira (contraída no final de 2005) era grave e que a sua carreira estaria condicionada, mas mantive as minhas reservas... até agora.
Gostava, portanto, que o departamento médico do Benfica nos esclarecesse qual a real gravidade da(s) lesão(ões) do Moreira.
Segunda-feira, 02.07.07

Início da época 2007/08

O Benfica iniciou hoje, oficialmente, a época 2007/08. Muito já foi dito sobre os (in)sucessos da época transacta, muitas dúvidas ainda pairam, mas por muitas reservas que ainda tenhamos, creio que este é o momento de começarmos a congregar esforços no sentido de apoiar o nosso clube.
Sem que tal signifique que sejamos acríticos em relação ao que menos nos agrada, o mais importante neste momento é que a equipa arranque confiante e que sinta confiança por parte dos adeptos; mais que criticar os aspectos negativos, importa agora enaltecer os aspectos positivos. Em suma, será necessária alguma paciência, sobertudo para com os novos elementos do plantel, pois a adaptação a um grande clube como é o Benfica nem sempre é fácil, mesmo quando se tem valor.
Há uma série de aspectos que gostaria de destacar:
1. O Benfica é o primeiro dos 3 grandes a iniciar os trabalhos para a nova temporada e embora o grupo ainda esteja incompleto, muitos dos jogadores nucleares estão lá (ao contrário do ano passado, onde a presença de alguns jogadores no mundial acabou por perturbar a nossa pré-época).
2. Longe de poder considerar o plantel fechado, o Benfica já fez algumas importantes contratações (se não indicadas pelo treinador, pelo menos com o conhecimento deste), sendo que alguns desses jogadores já se apresentaram hoje ao trabalho.
3. O Benfica irá, pela primeira vez, realizar o seu estágio de pré-temporada no Centro de Estágios do Seixal. Será, durante boa parte da época, a 2ª casa dos jogadores. Que as suas condições de trabalho contribuam para muitos êxitos!
4. Fernando Santos terá à sua disposição condições (ver pontos 1, 2 e 3) que são razoáveis exigir para que possa preparar o início de época da forma que considerar melhor. Terá, portanto, mais responsabilidades pelos resultados que a equipa alcançar esta época. Desejo profundamente que sejam positivos e que todas as minhas críticas anteriores ao seu trabalho se revelem infundadas.
5. Para além das saídas já consumadas, parece que Paulo Jorge e Karagounis também estão de saída. Se o primeiro compreendo (Fernando Santos não contava muito com ele), desconheço qual o motivo da possível saída do segundo... Se tal se confirmar, é uma perda importante e uma vaga que fica aberta no meio-campo (mesmo considerando o breve regresso do Nuno Assis).
6. Anderson parece que está insatisfeito. Diz que não tem jogado na posição de que gosta (mas afinal ele não é defesa-central?...). Eu digo que se ele não está satisfeito (e utiliza a posição em que (não) joga como desculpa), o melhor será ir-se embora...
7. Entradas: já consumadas de Fábio Coentrão, Zoro, Cardozo, Sretenovic e Bergessio. Nunca os vi jogar, portanto resta-me confiar que se venham a revelar boas contratações. Há ainda o regresso de Manuel Fernandes, que tal como referiu o Pedro F.F. neste post, se mostre grato pela nova oportunidade que lhe dão; pessoalmente, e se ele estiver motivado, fico muito satisfeito com o seu regresso.
8. Incertezas: a de Miccoli e a de Luisão. Relativamente ao primeiro, gostaria muito que ficasse, se tal não implicasse uma "loucura" do ponto de vista salarial. Do mal o menos: não me parece que ele vá conspurcar-se naquelas camisolas parecidas com as barracas da praia... Quanto ao segundo, gostava também de perceber a real gravidade da sua lesão.
9. A presença de alguns ex-júniores na pré-temporada, nomeadamente o Yu Dabao. Duvido que o Fernando Santos venha a contar com eles, mas pelo menos é-lhes dada esta oportunidade.
10. Novos equipamentos alternativos: está tudo doido?!? Haja algum respeito pela história do clube: equipamento alternativo é branco. Compreendo um 3º equipamento para vender camisolas, mas bem podiam escolher outras cores...
11. Pode ainda não ser este o Benfica que idealizamos, mas acredito (olhando, inclusivamente, para os rivais) que temos condições para sermos campeões e para sermos bem sucedidos na fase de grupos da CL (não admitindo outra hipótese que não seja a de vencermos a 3ª pré-eliminatória).
12. VIVA O BENFICA!!!
Segunda-feira, 21.05.07

Manifesto Anti-Santos

Por sugestão da minha irmã mais nova, baseei-me num famoso texto de Almada Negreiros ("Manifesto Anti-Dantas") para dizer um pouco o que penso daquele que foi o treinador do meu Benfica na época que ora finda e que, pelos vistos, sê-lo-á também na próxima época. O texto também se aplica a quem o escolheu como treinador e apoia a sua continuidade...

Em vários pontos admito o exagero, mas atendendo ao teor do original, não podia ser doutra forma!

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Manifesto Anti-Santos

BASTA PUM BASTA!

Uma direcção que consente que a equipa do Benfica seja treinada por um Santos é uma direcção que nunca o foi! É uma cambada de incompetentes, de oportunistas e de cegos! É uma resma de charlatães e de fala-baratos, e só pode dar em campeonatos estupidamente perdidos!

Abaixo a direcção!

Rua com o Santos, rua! PIM!

Uma direcção com um Santos no banco é uma direcção que não devia ter assento!

Uma direcção com um Santos na equipa técnica é uma direcção que se impõe pela técnica da força.

O Santos é um perdedor!

O Santos é meio perdedor!

O Santos saberá engenharia, saberá geometria, saberá futebologia, saberá fazer losangos no meio-campo, saberá tudo menos treinar que é a única coisa que ele faz!

O Santos pesca tanto de futebol que até empata com o Beira-mar para liga!

O Santos é um inventor!

O Santos não se enxerga!

O Santos aperta demasiado a gravata!

O Santos alarga a gola!

O Santos é Santos!

O Santos é Fernando!

Rua com o Santos, rua! PIM!

O Santos no Fóculporto perdeu campeonatos mesmo com o goleador Jardel e "frutinha" a rodos, o Santos no Cepórtêim levou em casa 3 na pá dos turcos do "Gengibre".

E o Santos teve claque! E o Santos teve palmas! E o Santos agradeceu!

O Santos é um looser.

Não é preciso treinar o Benfica para se ser benfiquista, basta ser-se benfiquista!

Não é preciso disfarçar-se para se fazer figuras tristes, basta treinar como o Santos! Não é preciso ter espinha dorsal nem ambição! Basta dar-se bem com a direcção sem qualquer espírito crítico! Basta ter aquele ar de infeliz da vida, e usar gravata, e fazer olhos de cãozinho triste! Basta convidar o Bimbo da Costa para o casamento da filha! Basta ser Santos!

Rua com o Santos, rua! PIM!

O Santos nasceu para provar que nem todos os que treinam sabem treinar!

O Santos é um autómato que faz as substituições que a gente já sabe que vai fazer... Mas é preciso fazer vitórias!

O Santos é uma vítima dele próprio!

O Santos em futebolista nunca passou da cepa-torta e em talento é pim-pam-pum!

O Santos tem uma barriguinha ridícula!

O Santos rebenta com o plantel!

Rua com o Santos, rua! PIM!

O Santos é o escárnio da paciência!

Se o Santos é do Benfica, que venha para o terceiro anel ver os jogos connosco!

O Santos é a vergonha da mística benfiquista! O Santos é a meta do derrotismo!

E ainda há quem não core quando diz admirar o Santos!

E ainda há quem lhe estenda a mão!

E quem queira mantê-lo no cargo!

E quem tenha dó do Santos!

E ainda há quem duvide de que o Santos como treinador não vale nada, e que não sabe nada, e que nem é inteligente nem audaz, nem zero!

Rua com o Santos, rua! PIM!

Segunda-feira, 07.05.07

Dilemas

1. Embora a época ainda não tenha terminado, e mesmo que venhamos a alcançar o 2º lugar (e consequente apuramento directo para a Liga dos Campeões), é unânime entre os benfiquistas que esta época foi uma desilusão. A desilusão é tanto maior porque, apesar de não termos um plantel extraordinário (mas olhando para os plantéis dos rivais e para o percurso dos mesmo durante a época), penso que tínhamos qualidade q.b. para sermos campeões. Reconhecendo que é mais fácil falar depois de as coisas acontecerem, tornou-se óbvio, a certa altura, que, da forma como o plantel estava a ser gerido, o Benfica dificilmente conseguiria ser bem sucedido em duas competições em simultâneo. Quanto a mim, isto nem é bem um dilema, pois a prioridade deveria ter sido o campeonato. A Taça UEFA teria sido um "nice to have", mas nunca em detrimento do campeonato. Independentemente da qualidade 2ª linha do plantel do Benfica, adivinhava-se (como se veio a confirmar) que a estratégia de submeter a 1ª linha a um grande desgaste seria um erro. Mais valia ter "sacrificado" apenas Taça UEFA. Assim, "sacrificámos" a UEFA e o campeonato. Quanto à imputação das responsabilidades do erro, naturalmente elas têm de ser partilhadas entre treinador e direcção. É à direcção que cabe traçar os objectivos realistas para a época e apetrechar a equipa com os meios para os alcançar. Ao treinador cabe gerir os recursos disponibilizados pela direcção no sentido de alcançar os objectivos propostos. Se o treinador sente que os recursos não são suficientes para os objectivos propostos, tem de negociar com a direcção uma revisão dos objectivos ou o aumento dos recursos (ou as duas). Trappatoni, há dois anos, foi bastante pragmático: ao invés de alimentar ilusões, e sabendo que o grande objectivo era o campeonato, optou por poupar alguns dos jogadores fundamentais na eliminatória contra o CSKA. Perdemos essa eliminatória, é certo, mas a nossa continuidade na taça UEFA poderia ter inviabilizado a conquista do campeonato. Em suma, Trappatoni teve a coragem que faltou a Santos para enfrentar a realidade...

2. O que se passou esta época não foi, infelizmente, mais do que a repetição do que tem vindo a suceder há mais de uma década (desde que Damásio "desbaratou" por completo o nosso clube, embora já fossem anteriores à sua direcção os sinais de que o Benfica não estava a ser bem gerido: a passagem algo meteórica do Futre foi disso exemplo...). Durante estes anos, o Benfica tem sido confrontado com um dilema: por um lado a exigência, imposta pelos adeptos, de lutar sempre pelo título e por outro lado, a necessidade de uma reestruturação profunda na área do futebol, podendo significar que, durante um par de anos (ou mais...), as possibilidades de competir pelo título sejam mais reduzidas. A prática, ao longo destes mais de 10 anos, é a tentativa de satisfação da exigência de títulos, o que implica, todos os anos a contratação de um punhado de jogadores, volta e meia troca-se de treinador, e raramente tem havido a preocupação de alinhar estas duas questões (escolha do treinador e do plantel). Nos últimos anos, com a actual direcção, o Benfica tem conseguido manter alguns dos seus jogadores nucleares, mas não tem conseguido "produzir" jogadores que possam suprir a sua falta (não apenas pelas qualidades futebolísticas, mas também de liderança). Quando tal acontecer (a saída dos jogadores nucleares), e mantendo a "estratégia" que até agora tem sido seguida, será necessário investir em novos jogadores, sem garantias de virem a corresponder às expectativas, e será, de alguma forma, um recomeçar tudo de novo, numa espiral que parece não ter fim.
O certo é que os resultados destes últimos anos estão a anos-luz de serem satisfatórios.
Urge, portanto, sair desta espiral. É, quanto a mim, necessário romper com o modelo de gestão do futebol que tem sido praticado nos últimos anos (não esquecendo, claro está, que do ponto de vista financeiro tem sido feito um óptimo trabalho e que nas modalidades tem sido também possível assistir a um espectacular ressurgimento do Benfica como clube de topo).
Apesar de os tempos terem mudado, de muita coisa ser diferente no mundo do futebol, do que era nos anos em que o Benfica era a força dominante do futebol português (cada vez mais é um negócio e menos um desporto), talvez não fosse má ideia olhar para o passado, não numa perspectiva nostálgica, mas sim de perceber quais foram os factores que permitiram ao Benfica tornar-se o melhor clube português, sem descurar, como é óbvio, as exigências cada vez maiores que a gestão de um clube de futebol implica.
Um desses factores foi, quanto a mim, a aposta em jogadores jovens com potencial. E o outro, não menos importante, foi, sem dúvida, um enorme espírito de grupo, em que os mais velhos desempenhavam um papel crucial na integração dos jogadores mais jovens, tanto dentro como fora do campo. E há ainda os adeptos, tão exigentes quanto fervorosos seguidores do clube, sem os quais o Benfica nunca seria o maior clube de Portugal.
Estes três factores (espírito de grupo, captação de jovens de qualidade e adeptos) foram, a meu ver, essenciais para que o Benfica detivesse, durante décadas, a hegemonia do futebol português, porque conseguiu ter, durante todo esse tempo, uma equipa de qualidade, graças à capacidade de renovar, de forma tranquila, o seu plantel (e os seus líderes). Isto permitiu fazer crescer (e manter) a Mística Benfiquista.
Olhando para a actualidade: adeptos temos, a Mística, mesmo apesar de uma década de insucessos, continua viva. Por isso, quanto a mim, e se queremos que o Benfica volte a ser a potência dominante do futebol português, é essencial que aposte fortemente nos dois primeiros factores que acima referi. E para isso, para além de paciência (sobretudo dos adeptos...), pois os resultados nunca seriam imediatos, é necessário as pessoas certas à frente do clube, e em particular, do departamento de futebol e da equipa técnica. You know what I mean...
Sexta-feira, 13.04.07

Momentos

Por razões várias, esta época têm sido raras as vezes que tenho marcado presença na Catedral para assistir aos jogos do Glorioso.
Ontem, mais uma vez, tive de me contentar (ou não...) em assistir ao jogo na televisão.

Há dois momentos que queria destacar:
- O falhanço inacreditável do Nuno Gomes, com a baliza praticamente aberta ("conseguiu" acertar no GR). Pode parecer falta de modéstia minha, mas acho que eu não falhava aquele golo...
- Quando as câmaras focaram o Sven-Goran Eriksson ao lado do Toni, a assistir ao jogo. A propósito da possibilidade de ver o Eriksson novamente como treinador do Benfica, lembrei-me logo das palavras do 'Bom Gigante' José Torres: deixem-me sonhar...

PS: uma vez que este é o meu primeiro post, queria publicamente agradecer a honra do convite que o Pedro F.F. me fez para participar neste blog, honra essa que é tanto maior pelo excelente grupo de escribas que nele colaboram.

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