VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES
Domingo, 19 de Maio de 2019

#Reconquista

Acabou, está feito. Uma das mais notáveis e improváveis recuperações na história do futebol nacional acabou como tinha que acabar: com a conquista do campeonato, o trigésimo sétimo da incomparável história do Sport Lisboa e Benfica.

 

 

E a reconquista não foi apenas do título de campeão. Ao vencermos o quinto campeonato em seis anos assinalamos de forma indiscutível a reconquista do estatuto que pertence ao Benfica por direito: o de força hegemónica do futebol português. Os números e as circunstâncias desta recuperação já todos os conhecem, e apenas amplificam o mérito do que foi feito. Desde que Bruno Lage tomou conta da equipa foram dezoito vitórias e um empate em dezanove jogos. Neste período ganhámos nove pontos ao Porto, quinze ao Sporting e vinte e um ao Braga, passando do quarto lugar para a liderança incontestável. Marcámos setenta e dois golos (uma incrível média de 3,78 por jogo) que nos permitiu terminar a prova com 103 golos marcados, igualando o melhor registo de sempre do Benfica. Jogámos fora contra todas as equipas classificadas do segundo ao sétimo lugar na tabela, com um registo 100% vitorioso. Jogámos como há muito não se via, marcámos golos para todos os gostos, encantámos e fizemos vibrar toda uma nação benfiquista que se uniu à volta da equipa e que ontem saiu à rua num vulcão de alegria e orgulho clubístico. E em tantas, tantas horas de celebração, talvez tenham reparado que não houve um, um único cântico que não fosse de exaltação ao Benfica e ao Benfiquismo. Nem uma referência a um adversário, mesmo quando nos últimos dois anos temos sido vítimas de uma das mais nojentas e infames campanhas de difamação por parte deles, em que não houve limites ou ponta de vergonha naquilo que nos atiraram. Outros há que não conseguem celebrar uma taça de matraquilhos ou sequer um mero golo sem se lançarem em cânticos insultuosos ao Benfica. É que para os benfiquistas o Benfica é o mais importante. Para os outros, também.

 

 

Sobre o jogo, quase se pode dizer que foi rotina para esta equipa de Bruno Lage. Um início algo nervoso, quase que uma espécie de medo cénico por estarmos ali, em nossa casa quase a rebentar pelas costuras, prestes a confirmar aquilo que ninguém tinha alguma vez conseguido. Mas tudo ficou resolvido com uma eficácia tremenda: em três ou quatro ocasiões, três golos e a saída para intervalo com uma certeza quase absoluta que o título estava no bolso. Seferovic a passe brilhante do Samaris, João Félix numa pequena obra de arte individual e Rafa a aproveitar um ressalto após uma boa jogada de ataque e cruzamento do André Almeida deixaram o resultado num esclarecedor três a zero, que nos deixava apenas a tarefa de ter que esperar mais quarenta e cinco minutos para termos a confirmação definitiva que o título era nosso. Na segunda parte o Seferovic ainda somou novo golo, a centro do Grimaldo, para abrilhantar ainda mais o título de melhor marcador da prova, com vinte e três golos - de assinalar que quando Bruno Lage pegou na equipa, ele tinha apenas dois golos marcados. O Santa Clara ainda teve direito ao golo de honra (que mereceu) marcado pelo nosso ex-jogador César, que nem celebrou e até pareceu pedir desculpa. Depois deu para assistirmos à emoção do Jonas quando entrou para o lugar do João Félix, para aquele que suspeito que tem fortes possibilidades de ter sido o último jogo oficial pelo Benfica. A expectativa de quase todo o público passou a ser ver mais um golo do Jonas para assinalar a ocasião. Do público e dos colegas de equipa, que me pareceram particularmente empenhados em proporcionar essa alegria ao Jonas. Esteve perto de acontecer, mas o guarda-redes do Santa Clara não esteve pelos ajustes e negou-o com uma boa defesa.

 

 

Bruno Lage é indiscutivelmente o maior responsável por este título, e espero que possa ficar por cá bastante mais tempo para dar continuidade ao brilhante trabalho desta época. Há muito tempo que não víamos um Benfica tão português (sete portugueses no onze base) e com tantos jogadores formados no clube ser campeão. Espero também que consigamos manter a maior parte deles (se não todos) durante mais algumas épocas, e que lhes possamos juntar mais alguns jovens aqui formados. Nas celebrações de ontem foi agradável ver a emoção dos jogadores mais experientes mas também a alegria dos vários jovens que entraram no Benfica ainda crianças, que sonharam com momentos destes, e que agora o podiam viver não só como jogadores mas também como adeptos. Eles são mais uma extensão nossa sobre os relvados. Toda a gente foi importante nesta conquista, até porque com Bruno Lage o lema passou a ser 'Todos Contam', mas é impossível não destacar a prestação de alguns jogadores. Como os renascidos Seferovic, Samaris e Rafa, este mostrar finalmente todo o seu valor e a justificar o investimento que o Benfica fez nele. A explosão definitiva do João Félix, um jogador que o Benfica deverá a todo o custo tentar manter mais algumas épocas, até porque será completamente impossível o Benfica encontrar um substituto para ele. O sempre criticado Pizzi, mas que época após época continua a mostrar o quão imprescindível é, somando assistências atrás de assistências - esta época foram dezanove. e por falar em jogadores criticados, André Almeida. O que é certo é que já leva cinco títulos de campeão, e esta deve ter sido a sua melhor época de sempre. Com o tempo de casa que tem é também já um dos pilares da mística. Grimaldo, outro dos jogadores a manter a todo o custo. A nossa dupla de centrais 'made in Seixal'. E não vou esquecer o Gabriel, que acabou por perder a maior parte desta fase final do campeonato, mas que seguramente voltará em força para a próxima época e será uma das peças mais importantes da equipa.

 

 

Quanto a momentos decisivos, também foram vários, a começar logo pelo jogo de estreia do Bruno Lage, contra o Rio Ave, em que aos vinte minutos estamos a perder por dois golos e depois damos a volta ao resultado com brilhantismo. A indiscutível vitória em Alvalade, na qual ficámos a dever-nos uma goleada histórica. A vitória em Guimarães com o golo do Seferovic à beira do fim. E obviamente a vitória no Dragão, ainda por cima tendo que dar a volta ao resultado. Desse jogo, para mim, fica o momento que simboliza aquilo que foi o Benfica desde que o Bruno Lage regressou. Foi quando o João Félix marcou o golo do empate, e a reacção do Rafa foi ir a correr buscar a bola ao fundo da baliza e trazer a equipa de volta para o seu meio campo para recomeçar o jogo. O empate não era suficiente e era a vitória que queríamos, mesmo em casa do maior adversário. O Benfica de Lage foi isto: uma sede permanente de vitória, uma crença inabalável em nós mesmos.

 

Agora é altura de irmos de férias enquanto se começa já a preparar a campanha para o trinta e oito. Queremos a quarta estrela sobre o emblema e o caminho é por aí. Tempo para descansar, para deixarmos os nossos inimigos a remoer o nosso sucesso (provavelmente para a semana, quem quer que deles vença a taça, inevitavelmente lembrar-se-á de nós) e irmos de férias para regressarmos ainda mais fortes. Viva o Benfica!

tags:
publicado por D`Arcy às 15:24
link do post | comentar | ver comentários (22)
Segunda-feira, 13 de Maio de 2019

Um

Estamos cada vez mais perto, mas ainda nada está ganho. Foi mais um jogo de sofrimento, ainda mais do que os últimos, mas teve um final feliz. Agora fica a faltar-nos um empate no último jogo.

 

 

Não consigo escrever muito pormenorizadamente sobre o jogo, até porque não o consegui acompanhar tão atentamente como desejaria. Alinhámos com o onze óbvio, e dificilmente poderíamos pedir uma melhor entrada. Logo nos minutos iniciais o Rafa colocou-nos em vantagem ao aproveitar um ressalto num defesa do Rio Ave, após um cruzamento do André Almeida, limitando-se a empurrar a bola a um metro da linha de golo. Nada melhor para acalmar nervos e estabilizar a equipa. Mas já sabemos que não há jogos fáceis nesta fase, e quem pensou que o golo madrugador evitaria dificuldades enganou-se. O Rio Ave jogou olhos nos olhos com o Benfica, e pareceu-me que nos encostámos demasiado à vantagem. O Florentino voltou a parecer nervoso, alternando o bom com o mau, e o Rúben nunca acertou convenientemente com a marcação ao avançado do Rio Ave e cometeu falta atrás de falta. Por falar em faltas, diga-se que o árbitro fez neste jogo aquilo que já tinha feito no jogo da segunda mão da taça em Alvalade, ou seja, no início deu carta branca para que se travassem os nossos jogadores com faltas sucessivas - em particular o Coentrão, que nem deve saber como chegou ao intervalo em campo, quanto mais ao final do jogo. O jogo foi sempre aberto e a sensação era a de que um golo poderia acontecer a qualquer momento, em qualquer uma das balizas, mas o Rio Ave tinha demasiada bola para o meu gosto. Podíamos perfeitamente ter chegado ao intervalo empatados, valendo-nos o Vlachodimos com uma enorme defesa a um livre do Nuno Santos. em vez disso, saímos a vencer por dois golos, depois do João Félix marcar numa recarga após um contra-ataque - na altura pensei que o Pizzi ainda tivesse tocado na bola, mas depois de rever o lance percebi que não, o que significa que o João Félix estava em posição irregular quando o passe foi feito. Dois golos de vantagem era muito bom mas não dava para relaxar, porque se não fosse por aquilo que vimos durante a primeira parte, tínhamos aquilo que aconteceu ao Porto como exemplo do que o Rio Ave é capaz.

 

 

E a prova disso foi que em cinco minutos já o Rio Ave tinha reduzido e voltado a colocar a incerteza no resultado. Uma tentativa falhada de remate foi encontrar o Tarantini sozinho nas costas dos nossos centrais, e ele não teve qualquer dificuldade em marcar. Felizmente a preocupação não durou muito tempo, porque apenas seis minutos depois o Pizzi voltou a colocar a difertença em dois golos. O golo surge numa entrada do Grimaldo pela esquerda depois de um bom passe do Ferro, tendo depois ganho um ressalto e passado a bola para o centro da área, onde o Pizzi teve tempo para receber e colocar a bola bem juntinho da base do poste - tão colocada que ainda tocou no poste. Oportunidade para um pequeno suspiro de alívio e esperar que aquele golo conseguisse refrear os ânimos do Rio Ave. Mas não foi isso que aconteceu, pois o Rio Ave nunca baixou os braços - só que, de tão balanceados para o ataque, expunham-se muito aos nossos contra-ataques e por isso só podemos queixar-nos de nós próprios por não termos conseguido arrumar de vez com a questão. O Rio Ave tinha muito mais bola e atacava, mas o Benfica em contra-ataque teve ocasiões flagrantíssimas para aumentar a vantagem. O André Almeida apareceu isolado na cara do guarda-redes e de forma incrível permitiu-lhe a defesa. A resposta do Rio Ave foi um cabeceamento a obrigar o Vlachodimos a mais uma grande defesa para canto. Depois foi o Seferovic a falhar de forma inacreditável o golo, atirando para fora quando estava em posição privilegiada em frente à baliza depois de um passe de calcanhar do Rafa. E como quem não marca por norma sofre, a cinco minutos do final o Rio Ave reduziu mesmo. Alguma passividade da parte do Benfica a deixar que o adversário cruzasse para a área à vontade, e depois o Ronan antecipou-se ao Ferro e cabeceou sem hipóteses para o Vlachodimos. Mais uns minutos de sofrimento até final, mas foi mais nervoso do que outra coisa porque felizmente o Rio Ave não conseguiu criar muito mais perigo até final.

 

 

Não gostei particularmente do nosso jogo, mas o importante era não perder e de preferência ganhar. Como isso foi conseguido, foi uma exibição positiva. Tenho alguma dificuldade em destacar alguém, mas talvez a minha escolha vá para o Samaris pelo muito trabalho que teve durante todo o jogo.

 

Um ponto é o que nos separa de um objectivo que há cinco meses pareceria quase impossível ao mais optimista dos benfiquistas. Temos andado a jogar final atrás de final desde que fomos ao Dragão conquistar o primeiro lugar e concretizar uma recuperação notável e improvável. Falta agora a final das finais, que não poderemos encarar de ânimo leve. Temos que continuar a ser Benfica para que seja possível fechar com sucesso um dos campeonatos mais difíceis da nossa história.

tags:
publicado por D`Arcy às 00:21
link do post | comentar | ver comentários (11)
Domingo, 5 de Maio de 2019

Crer

Foi acima de tudo uma vitória do crer. Não posso fazer rasgados elogios à exibição, uma vez que durante dois terços do jogo ela esteve muito longe do ideal e só depois de estarmos em desvantagem é que se acendeu finalmente a chama. Mas a reacção ao golo sofrido e a crença que era possível dar a volta valeram-nos o direito a ser felizes.

 

 

Já todos sabíamos que o Jardel ocuparia a vaga do Rúben Dias e essa foi mesmo a única alteração na equipa. Durante a semana, como vai sendo cada vez mais habitual, foi-se construindo um cenário intimidante para o Benfica, como se de repente o Portimonense fosse um adversário temível e o Benfica estivesse sob enorme pressão. Esperava por isso uma resposta à altura da nossa parte, entrando no jogo de forma decidida para marcar cedo e afastar qualquer sombra de nervosismo. Mas não foi isso que aconteceu. Quer dizer, a entrada até nem foi assim tão má, mas antes dos dez minutos o Seferovic, completamente isolado depois de um grande passe do João Félix, falhou de forma escandalosa o golo finalizando com um passe para as mãos do guarda-redes e senti que isso foi uma espécie de saltar da tampa para o nervosismo generalizado. Da equipa e dos mais de sessenta mil que quase lotaram a Luz, com o nervosismo da equipa a alimentar o das bancadas e o das bancadas a passar para o relvado, num ciclo vicioso letal. A partir daí vi uma equipa a jogar muito sobre brasas, com demasiado receio do erro, o que levava à lentidão de processos, a jogadores a não procurarem a bola, passes simples falhados e erros causados precisamente porque o medo de errar levava à demora na tomada de decisão. Logo a seguir a essa ocasião, uma oportunidade flagrante para o Portimonense depois dos seus jogadores andarem praticamente a passear pela nossa área com a bola sem que ninguém se atrevesse a pressionar sequer, quanto mais a meter o pé, que numa primeira instância foi defendida pelo Vlachodimos e depois a recarga do Dener, completamente sozinho quase à entrada da pequena área, saiu para a bancada. O Benfica era incapaz de reagir, o Portimonense tinha demasiado espaço no meio e via os seus jogadores a conseguir progredir quase sem serem estorvados porque toda a gente se encolhia e parecia ter medo de meter o pé. O Portimonense foi claramente melhor durante a primeira parte e teve mais duas ocasiões flagrantes para marcar. Numa o mesmo Dener, mais uma vez completamente à vontade na mesma posição depois de uma perda de bola do Florentino (precisamente por ter demorado demasiado tempo a decidir) rematou para fora. Na outra foi o Vlachodimos a defender o remate do Tabata, que surgiu solto a rematar de ângulo apertado. O Benfica só no último quarto de hora começou a querer dar algum sinal de si, mas as tentativas de remate ou eram cortadas, ou saíam à figura do guarda-redes.

 

 

Desejava e esperava um safanão na equipa ao intervalo semelhante ao de Braga, mas depressa percebi que continuava tudo na mesma. O Portimonense deu o primeiro sinal de perigo num desvio a um livre lateral que fez a bola passar muito perto do poste. Logo a seguir, com sete minutos decorridos, marcou mesmo. E para quem estava a ver o jogo de certeza que isso não foi surpreendente, porque até ao momento o Portimonense estava mesmo a merecer a vantagem. O golo foi muito simples e demonstrou mais uma vez a forma macia como estávamos a jogar. Uma simples tabela na zona frontal da área e o Tabata a aproveitar a enorme cratera que foi deixada quando o Ferro atacou a bola para entrar na área, evitar o Vlachodimos, e marcar de ângulo apertado. A resposta do Benfica apenas começou a aparecer a meia hora do final, quando trocámos o Samaris pelo Jonas. Imediatamente a seguir o João Félix isolou-se, mas um defesa do Portimonense conseguiu o desarme no limite. No minuto seguinte, o golo do empate, resultado da pressão alta do Benfica. Uma série de passes feitos no limite acabou com um defesa do Portimonense a não controlar bem a bola, permitindo a antecipação do Rafa que depois finalizou com muita classe à saída do guarda-redes, picando-lhe a bola por cima. Este golo serviu para fazer o vulcão da Luz entrar em erupção, e com o apoio do público o Benfica foi completamente para cima do adversário. Ainda estou para perceber como é que não marcámos o segundo golo logo na jogada seguinte, com o Rafa a permitir a defesa ao guarda-redes quase em cima da linha de golo. Depois foi o Grimaldo a rematar e a obrigar o guarda-redes a nova defesa apertada. E apenas quatro minutos depois do primeiro golo, o Rafa voltava a marcar e colocava o Benfica na frente, depois de uma desmarcação do Seferovic com a bola a seguir para o Grimaldo e finalmente a sobrar para o Rafa no meio da área. O mais difícil estava feito, mas depois do segundo golo o Benfica retraiu-se novamente em vez de continuar a carregar em cima de um Portimonense que estava completamente perdido em campo. Isto permitiu ao nosso adversário reorganizar-se e voltar a incomodar-nos, tendo até ameaçado chegar ao empate depois de um mau passe do Florentino. Havia neste momento um espaço muito grande no meio campo, e a dez minutos do final o Bruno Lage corrigiu isso mesmo fazendo entrar o Gedson para o lugar do João Félix, deslocando o Pizzi novamente para a direita e colocando o Gedson no meio. Isso matou por completo o Portimonense, que não mais conseguiu encontrar espaços para atacar e acabou dizimado pelas transições rápidas do Benfica assim que recuperava a bola. No espaço de sete minutos o Benfica fez três golos de rajada: o primeiro pelo Seferovic, a passe do Pizzi (que tinha ele próprio recuperado a bola); o segundo pelo mesmo Seferovic, que só teve que encostar um centro rasteiro do André Almeida, que também tinha recuperado a bola e depois tabelado com o Pizzi antes de fazer o cruzamento; e o terceiro já em período de descontos, numa jogada que começa no nosso guarda-redes, passa pelo Jonas, Rafa, abertura na direita para a entrada do André Almeida e cruzamento direitinho para a cabeça do Jonas, que tinha acompanhado a jogada. Tudo simples e eficaz, chegando o Jonas ao golo 300 da carreira. E assim se construiu uma goleada num jogo em que tivemos grandes dificuldades a maior parte do tempo.

 

 

O homem do jogo é naturalmente o Rafa, que foi o responsável pela reviravolta no marcador resgatando assim a equipa do abismo onde se tinha metido. O Jonas até nem participou assim tanto no jogo mas a entrada dele motivou muito a equipa em termos anímicos, e a verdade é que foi com ele em campo que marcámos cinco golos. O Seferovic marcou dois golos, o André Almeida somou mais duas assistências e o Pizzi uma, mas é difícil ignorar o mau jogo que fizemos durante a primeira hora. Mesmo jogadores como o Ferro ou o Florentino, que têm sido figuras de destaque, pareceram acusar a pressão e falharam passes de forma inexplicável.

 

O mais importante, que eram os três pontos frente a uma equipa que certamente estava motivada para agradar à casa mãe, foi conseguido. Com maior dificuldade do que o esperado e desejado, mas o que conta é o resultado final. E assim estamos um passinho mais perto da meta, e mantemos aquela minúscula margem de erro. Os nossos inimigos apostavam muito neste jogo, e certamente irão apostar ainda mais no próximo, porque o desespero vai-se acumulando. Seria bom não entrarmos no próximo jogo como entrámos hoje e em Braga.

 

P.S.- Depois do muito que foi dito sobre a nomeação do Artur Soares Dias para este jogo (e com razão, dado o seu historial nos nossos jogos) é justo reconhecer que ele fez uma arbitragem isenta e sem erros. Quando ele quer, consegue ser muito bom árbitro. É pena que pareça não o querer mais vezes.

tags:
publicado por D`Arcy às 01:39
link do post | comentar | ver comentários (7)
Segunda-feira, 29 de Abril de 2019

Proveitosa

Foi uma jornada muito proveitosa para as nossas cores. Ao intervalo do jogo em Braga a perspectiva não era a mais favorável, mas uma grande segunda parte inverteu o rumo dos acontecimentos e permitiu-nos regressar de Braga com a liderança isolada e aquela pequeníssima margem de erro que tínhamos ido conquistar ao Porto recuperada.

 

Nenhuma surpresa no onze. Cumprida a suspensão, o Rafa regressou à titularidade apesar da boa conta que o Cervi tinha dado de si na jornada passada. Confesso que o empate inesperado do Porto não me tinha dado qualquer tipo de euforia, e pelo contrário, me deixou mais nervoso sobre a capacidade que teríamos para aproveitar isso. E ao fim de poucos minutos jogados, esse receio em nada se aliviou. Numa espécie de déjà vu de alguns dos piores jogos da era Lage - a segunda mão da Taça em Alvalade e a segunda mão da Liga Europa em Frankfurt - a nossa equipa entrou pouco confiante no jogo, retraída e lenta a sair nas transições que são a imagem de marca dela. O Braga foi uma equipa agressiva e a pressionar bem dentro do nosso meio campo, causando-nos muitas dificuldades. Houve muito pouco Pizzi durante a primeira parte (acho que só para aí à meia hora de jogo percebi que ele realmente estava em campo) e o Benfica naturalmente ressentiu-se muito disso. Por muito que o critiquem, a verdade é que quando o Pizzi joga bem toda a equipa sobe muito de rendimento, e quando ele está em dia não tudo se torna mais difícil. Samaris e Florentino muito metidos dentro do nosso meio campo a significar uma quase ausência da pressão alta que a nossa equipa costuma exercer sobre os adversários e que os condiciona muito. A forma macia como o Benfica estava a jogar ficou bem expressa no lance do golo do Braga. Começa com a bola a ser perdida numa simulação do Seferovic, que tentou arrancar uma falta no meio campo do Braga. Depois quase não houve oposição séria ao Fransérgio, que correu com ela metade do campo e nem sequer em grande velocidade - responsabilidades maiores para o Florentino, que o foi acompanhando parecendo ter receio de fazer uma falta. O Ferro falhou o desarme e depois quando o Rúben o tentou, já com o Fransérgio quase em cima da baliza, cometeu penálti. Golo do Wilson Eduardo e um problema sério para o Benfica resolver, porque a continuar a jogar da mesma forma claramente seria muito difícil, se não impossível, dar a volta a este resultado.

 

 

Felizmente a segunda parte foi completamente diferente, para melhor. É que só deu mesmo Benfica desde o apito para o reinício. Fomos uma equipa completamente transfigurada que se instalou no meio campo adversário e onde o Pizzi surgiu finalmente ao seu melhor nível. Logo nos primeiros minutos o João Félix esteve perto do empate, mas uma grande defesa do Tiago Sá desviou a bola para o poste. Mas a forma como o Benfica jogava agora fez até desaparecer o nervosismo pela desvantagem, porque o golo do empate acabaria inevitavelmente por surgir. Apareceu ao fim de um quarto de hora, num penálti do Pizzi depois de uma falta sobre o João Félix. E cinco minutos depois, novo penálti, desta vez por mão na bola a um remate do Pizzi. Novamente o mesmo Pizzi a converter sem tremer, e Benfica na frente para gáudio do mar benfiquista que se deslocou a Braga. Sem dar tempo ao adversário para sequer recuperar dos dois golpes, bastaram mais três minutos para acrescentar um terceiro golo à conta e começar a acabar com as esperanças que os nossos inimigos depositaram neste jogo. Canto do Pizzi na esquerda e ao segundo poste o Rúben Dias, a meias com um defesa do Braga, cabeceou com sucesso. Pouco depois o Braga lançou o Dyego Sousa para o jogo e ao apostar mais declaradamente no ataque expôs-se de forma fatal às transições do Benfica. Por via disto, no último quarto de hora podemos até dizer que o Benfica ficou a dever a si próprio uma goleada por números pouco usuais, porque foram várias as ocasiões desperdiçadas para ampliar a vantagem. Numa das mais flagrantes, o Seferovic infelizmente mostrou que a pouca inspiração na finalização que teve no último jogo se prolongou para este, pois permitiu a defesa a guarda-redes quando estava completamente isolado e com tempo para fazer tudo depois de um passe do Rafa. Mas na sequência do lance o Braga foi pouco lesto a afastar a bola e permitiu a recuperação ao Rafa, que depois foi por ali fora como se fosse um jogo na Playstation, passou por todos os que lhe saíram ao caminho e à frente do guarda-redes finalizou com um remate rasteiro e colocado para junto da base do poste. E apesar do grande golo, por respeito ao seu anterior clube não festejou.

 

 

Uma das chaves para este jogo foi o aparecimento do Pizzi, que ainda veio bem a tempo de se tornar o homem do jogo. Dois golos, mais uma assistência, a participação constante no carrossel do ataque. O João Félix não marcou mas gostei bastante do seu jogo, já que foi sempre um dos mais inconformados. Tal como o Rúben Dias. Bom jogo também do Rafa, coroado com aquele golo brilhante para fechar a tarde em festa.

 

Esta era uma das jornadas em que os nossos inimigos mais apostavam para regressar à liderança. No final adormeceram e saiu-lhes o tiro pela culatra, acabando por ser o Benfica a ganhar uma pequena margem de manobra, sendo o desespero deles cada vez mais visível. Mas isto está muito longe de estar entregue. É necessário o Benfica da segunda parte de hoje em todos os jogos até final. Já na próxima jornada vamos receber uma espécie de clube satélite do nosso adversário directo, que tudo fará para agradar à casa mãe e que já nos tirou três pontos este ano. Não há margem para facilitismos.

tags:
publicado por D`Arcy às 00:28
link do post | comentar | ver comentários (8)
Terça-feira, 23 de Abril de 2019

Pujante

A resposta esperada e que se exigia após a eliminação europeia. Uma vitória gorda e convincente por parte de um Benfica pujante, que tornou mais curta a distância que nos separa da meta.

 

 

Regressos de Ferro, Florentino e Pizzi ao onze, com o Cervi a ser o escolhido para ocupar a vaga do suspenso Rafa. E tal como no último jogo para a Liga na Luz, era dificil termos um início mais propício: antes de se completarem três minutos de jogo já a bola morava dentro da baliza do Marítimo (que como outros antes deles, também tentaram a estratégia pouco cavalheiresca de alterarem a ordem normal na escolha dos campos). Canto na direita marcado pelo Pizzi, e antes mesmo dele partir para a bola muita gente terá notado o anormal posicionamento do João Félix, fora da área. Não era acidental: a bola saiu rasteira para a entrada da área e vindo de rás ele apareceu solto para rematar de primeira para o golo. O Benfica aproveitou o embalo e continuou em cima do adversário e à procura de novo golo, perante um Marítimo que era incapaz de causar grandes incómodos, mas que num cenário habitual nos nossos jogos contava com a complacência do árbitro para ir distribuindo umas sarrafadas sem que os devidos cartões amarelos fossem mostrados. A meio da primeira parte a chuva aumentou muito de intensidade e pareceu esfriar um pouco os ânimos do Benfica, que desacelerou um pouco e relaxou a pressão, permitindo então ao Marítimo ter um pouco mais de bola. Mas sempre sem conseguir causar qualquer tipo de problemas - não sei se o Vlachodimos fez uma defesa. Acho que só me recordo do Marítimo chegar uma vez à nossa baliza, e até introduziu mesmo a bola nela. Foi na sequência de um canto, mas o lance foi anulado por falta sobre o guarda-redes. Do nosso lado, algumas ocasiões para ampliar a vantagem, mas o Seferovic ia mostrando que estava em noite não, o Pizzi parecia que dava sempre um toque extra na bola antes de rematar e as ocasiões perdiam-se, e o Cervi não acertou com os remates que tentou. Uma vantagem magra ao intervalo dá sempre para deixar algumas dúvidas quanto ao resultado, mas a superioridade do Benfica em campo era por demais evidente.

 

 

E por isso mesmo a entrada na segunda parte se encarregou de desfazer quaisquer dúvidas. Se o Benfica já tinha sido muito superior na primeira, então na segunda o domínio foi total. Tenho a impressão de que o jogo se disputou todo no meio campo do Marítimo, e tenho até dificuldades em recordar-me de situações em que o Vlachodimos tenha tocado na bola. Tal como na primeira parte o Benfica marcou cedo, com menos de quatro minutos jogados. Depois de um canto a bola sobrou para o André Almeida, que na esquerda abriu para o Pizzi do outro lado do campo. A tentativa de cruzamento/remate deste acabou desviada por um defesa do Marítimo e traiu o guarda-redes. Não abrandou o Benfica, que rapidamente mostrou que estava ali para marcar mais golos e por isso as oportunidades continuaram a surgir num jogo de sentido único. Mas o Seferovic continuava a mostrar que não estava em noite de acertar com a baliza, tendo até desperdiçado uma ocasião flagrante que era quase um penálti em andamento - verdade seja dita que o guarda-redes do Marítimo também parecia que só estava inspirado quando se tratava de defender os remates do Seferovic. Mas a avalanche ofensiva do Benfica era imparável e o terceiro golo era inevitável. Cruzamento do André Almeida na direita, e entrada do João Félix ao primeiro poste a desviar para o golo. Havia ainda vinte e cinco minutos para jogar, e quase a certeza que as coisas não ficariam por ali. Oito minutos depois, a confirmação. No último toque na bola que fez neste jogo, o João Félix fez um passe brilhante para a desmarcação do Cervi, que à saída do guarda-redes teve a lucidez de lhe picar a bola por cima com um pequeno toque. Um bonito golo, seguido imediatamente pela troca do João Félix pelo Jonas, com o miúdo a sair debaixo de uma chuva de merecidos aplausos. Até final, e já com o Taarabt e o Salvio em campo (o Rúben Dias foi um dos substituídos, para o manter a salvo de um amarelo que o retiraria do próximo jogo) nada de novo. Domínio total do Benfica, o Seferovic a desperdiçar mais duas ocasiões flagrantes para marcar, mais umas valentes sarrafadas do Marítimo que representaram um esforço louvável para arrumar com o Samaris e o Ferro, e mais dois golos na recta final do jogo. O primeiro do Cervi, num remate rasteiro à entrada da área depois do Marítimo ser incapaz de afastar dali a bola devido à pressão do Florentino, e o segundo mesmo a acabar, numa cabeçada do Salvio depois de um cruzamento largo do Grimaldo.

 

 

O João Félix, com dois golos e uma assistência, é o homem do jogo. Mas esteve muito bem acompanhado. O Cervi aproveitou bem a oportunidade que lhe foi dada. Nada mau para um jogador que, de acordo com um certo jornal, está de malas aviadas do Benfica por ter a certeza que já não tem qualquer hipótese de regressar ao onze. O Pizzi subiu muito de rendimento na segunda parte e continua a somar assistências como ninguém. O André Almeida acabou o jogo com duas assistências para golo. E um jogo muito bom do Florentino e do Ferro. Qualquer um dos dois mostra uma calma enorme com a bola nos pés, parecendo saber sempre tomar a melhor opção e o que fazer com ela. Sempre de forma simples e eficaz. Todos contam, é verdade, mas parece-me que estes dois miúdos neste momento já assumiram o estatuto de titulares.

 

Ultrapassada com distinção mais uma etapa, segue-se aquele que será um dos maiores obstáculos no caminho para o título. O jogo em Braga, para além da valia do adversário em causa, será certamente aquele em que os nossos inimigos mais esperanças depositam para nos travar. Não me admirará portanto que lancem mão de um trunfo forte, estilo Artur Soares Dias ou Hugo Miguel, para tornar as coisas ainda mais difíceis. Passarmos em Braga será certamente um golpe muito duro nas aspirações do crime organizado.

tags:
publicado por D`Arcy às 11:19
link do post | comentar | ver comentários (17)
Quinta-feira, 18 de Abril de 2019

Deplorável

Uma exibição deplorável e uma justa eliminação de Liga Europa. No fundo foi uma repetição quase exacta daquilo que nos valeu sermos eliminados também da Taça de Portugal: uma equipa excessivamente descansada na vantagem trazida da primeira mão, com pouca vontade de correr ou jogar, e que só depois de estar a perder sacudiu um pouco a apatia geral. Too little, too late.

 

 

Nem foram muitas as mudanças no onze: apenas três, com as entradas do Jardel, Fejsa e Gedson para os lugares do Ferro, Florentino e Pizzi. Mas a disposição táctica foi diferente, com o Rafa encostado à direita e a jogar quase como extremo puro, o Félix quase sempre na esquerda e o Gedson no apoio mais directo ao Seferovic. O Benfica quase nunca mostrou vontade de suar muito à procura de um golo. Simplesmente fomos deixando o jogo correr, nem sei se fizemos um remate que fosse à baliza adversária, parecendo confiantes que os dois golos de vantagem chegavam e sobravam. E a verdade é que o Frankfurt mostrou muito pouco. A primeira parte foi tranquilíssima, não vimos a esperada pressão alemã desde o minuto inicial, e por isso até dava para acreditar que as coisas pudessem correr bem. Mas era evidente que qualquer lance fortuito que resultasse num golo do Frankfurt deixá-los-ia apenas a um golo do apuramento, e normalmente eles não costumam ser tão esbanjadores como nós. E por isso marcaram mesmo numa das poucas ocasiões criadas, a dez minutos do intervalo. Primeiro remate ao poste e recarga (em posição claramente irregular, que valeu a expulsão do nosso treinador pelos protestos) para o golo. Isto em nada fez mudar a nossa forma de jogar, ou do Frankfurt, verdade seja dita. Mais do mesmo para a segunda parte, mas com o problema adicional que agora um golo adversário significaria a eliminação. Jogadores quase sempre a passo, a perderem quase todas as bolas divididas, constantemente antecipados pelos adversários por ficarem à espera da bola no pé, no fundo sempre uma atitude a roçar a sobranceria. Depois aconteceu o previsível, a cerca de vinte minutos do final. Bola na zona frontal da área, incompetência a afastá-la dali, e remate para o golo. A seguir, claro, lá nos deu vontade de correr um bocado. Tudo foi feito aos repelões, mandámos o Salvio, o Pizzi e o Jonas lá para dentro, tentámos despejar bolas para a área, mas o golo pareceu sempre uma possibilidade remota. Única excepção um lance a cinco minutos do final em que o Salvio rematou de ângulo já apertado e acertou no poste. Eliminação justa no final das duas mãos, porque não soubemos matar a eliminatória na primeira e ainda permitimos ao adversário o segundo golo que os manteve vivos, e na segunda mão fomos simplesmente passear à Alemanha.

 

Talvez o Gedson tenha sido dos poucos que tentou remar contra a maré da apatia geral da equipa. De resto, tudo muito pobre. O João Félix apagadíssimo a jogar encostado à esquerda, Fejsa e Jardel ao nível que têm apresentado desde que regressaram das lesões e uma aparente indiferença geral de toda a equipa que foi muito difícil de compreender. Dá a sensação de que fizeram todos os convites possíveis ao Frankfurt para que marcasse os dois golos de que precisavam.

 

Resta agora o campeonato, depois de mais uma eliminação muito pouco convincente e que nos deixa a pensar que os principais culpados fomos nós. Pelos vistos esta equipa lida mal com vantagens trazidas da primeira mão em eliminatórias a duas mãos. Ainda não vi uma em que tivéssemos jogado decentemente na segunda mão.

tags:
publicado por D`Arcy às 23:19
link do post | comentar | ver comentários (18)
Segunda-feira, 15 de Abril de 2019

Firme

Marcámos quatro golos pelo terceiro jogo consecutivo e conquistámos uma vitória sem discussão frente ao Vitória de Setúbal. Mas mais uma vez deu para sair da Luz com a sensação de que o resultado poderia e deveria ter sido bem mais dilatado.

 

 

Cinco alterações na equipa e regresso ao onze que neste momento se poderá considerar o base, com o Florentino a formar a dupla do meio campo com o Samaris. De resto nenhuma surpresa nos restantes escolhidos. Era impossível desejar um melhor início de jogo: decorrido um minuto, e sem que qualquer jogador do Setúbal tivesse sequer tocado ainda na bola, já o Benfica a tinha colocado dentro da baliza adversária. Cruzamento da direita do Félix e desvio do Rafa para o poste mais distante, com a bola ainda a tocá-lo antes de entrar. Não tenho a menor dúvida que foi um resultado directo deste golo madrugador, mas o Setúbal acabou por jogar sem o esperado autocarro na Luz. Isto só proporcionou mais espaços para o Benfica atacar e estivemos sempre por cima no jogo, antecipando-se que um novo golo acabaria por surgir com toda a naturalidade. O Rafa e o João Félix jogavam a um bom nível e criavam sucessivos problemas à defesa do Setúbal, o Florentino era quase inultrapassável no meio campo, e as respostas do Setúbal quase que se resumiam ao Éber Bessa andar a tentar cavar faltas, que desde que fossem no nosso meio campo eram imediatamente aproveitadas para despejar a bola para a área. Antes da meia hora, ocasião soberana para chegarmos ao segundo golo, quando o VAR assinalou um penálti claro por corte com a mão de um remate do João Félix, mas o Pizzi na marcação permitiu a defesa ao guarda-redes. Não desistiu o Benfica, que continuou a criar ocasiões para marcar. O Rafa (por duas vezes na mesma jogada) e o João Félix (cabeceamento por cima) estiveram perto, até que aos trinta e seis minutos o Rafa voltou mesmo a marcar. foi num lance estranho e aos repelões, que começa num pontapé para a frente que um defesa do Setúbal falha a interceptar, a bola seguiu para o Seferovic, e depois a tentativa de passe para o João Félix foi cortada por outro defesa. Mas os defesas do Setúbal acabaram por se embrulhar e não conseguir afastar a bola, que sobrou para o João Félix assistir para o Rafa na esquerda marcar com um remate cruzado. Com o segundo golo tudo parecia muito bem encaminhado, mas apenas três minutos depois o Setúbal reduziu numa boa jogada e a equipa ficou algo nervosa, sendo os minutos que se passaram até ao intervalo o pior período do Benfica no jogo.

 

 

Felizmente a fase má do Benfica resumiu-se a esses poucos minutos, porque a equipa regressou do intervalo mais composta e à procura de novo golo da tranquilidade, não permitindo ao Setúbal grandes ocasiões para sequer incomodar o Vlachodimos. E nem demorou muito tempo até que o terceiro golo surgisse. Foram pouco mais de dez minutos, e surgiu de forma simples, rápida e letal. Uma intercepção fantástica do Florentino deixou a bola no Pizzi, que progrediu pela direita e cruzou para a área, onde surgiu o João Félix na marca de penálti a finalizar com um remate de primeira que não deu qualquer possibilidade de defesa. Uma finalização fabulosa para um golo muito bonito. O Setúbal nunca baixou os braços, mas a partir daqui fiquei com a sensação de que o jogo, mais golo menos golo, estaria decidido a nosso favor. Mesmo considerando os esforços titânicos por parte do árbitro de serviço para enervar a nossa equipa e inclinar o campo. A resposta do Setúbal continuava a ser sobretudo a tal estratégia de despejar todo e qualquer livre para a área, com uma honrosa excepção. O nosso antigo jogador Hildeberto progrediu da esquerda para o meio e desferiu um grande remate cruzado, que teria certamente acabado em golo não fosse uma grande defesa do Vlachodimos. O Benfica tinha o jogo controlado e chegou com naturalidade ao quarto golo já à entrada do último quarto de hora. Combinação entre o Rafa e o Seferovic, com o suíço a marcar com um remate cruzado muito colocado para o segundo poste. Grande trabalho do Seferovic a controlar a bola com um toque e a finalizar imediatamente no segundo toque. Tudo resolvido e o Benfica a aproveitar para algumas poupanças, trocando o João Félix pelo Taarabt. A estratégia do Setúbal de despejar livres para a área acabou por resultar já perto do final, quando o VAR descortinou um penálti cometido pelo Rúben Dias que lhe valeu um amarelo (confesso que no estádio não vi nada e ainda não vi uma repetição do lance). O Setúbal reduziu, o Benfica ainda teve tempo para trocar o Seferovic pelo Jonas e nos poucos minutos que restavam o brasileiro ainda conseguiu desperdiçar de forma incrível o possível quinto golo. Boa jogada do Benfica, cruzamento perfeito do Taarabt na esquerda que foi encontrar o Jonas completamente sozinho à entrada da pequena área, e o cabeceamento saiu inacreditavelmente ao lado.

 

 

Melhor em campo para mim o Rafa, com dois golos e uma assistência, acompanhado de muito perto pelo João Félix, que fez o contrário - duas assistências e um golo. O Rafa viu um amarelo neste jogo que o deixa de fora no próximo, por uma suposta simulação na área onde até me pareceu que foi mesmo tocado. Ao menos assim estará 'limpo' para a fase final da época. Gostei também bastante do Florentino, que neste momento me parece ser o parceiro ideal para o Samaris no meio campo.

 

Mais um adversário ultrapassado e é cada vez menor a distância a separar-nos do objectivo final. O Benfica mantém-se assim firme no topo da tabela, para grande tristeza dos habituais 'líderes à condição'. Segue-se a segunda mão da Liga Europa, onde imagino que o Bruno Lage voltará a fazer rotação do plantel e poupará alguns dos titulares na Liga. Independentemente de quem jogar, espero que a nossa equipa consiga continuar a deixar-nos orgulhosos.

tags:
publicado por D`Arcy às 12:02
link do post | comentar | ver comentários (24)
Sexta-feira, 12 de Abril de 2019

Soberba

Foi um excelente resultado contra um opositor fortíssimo, que ainda não tinha perdido esta época na Liga Europa e que desde Dezembro que não perdia um jogo oficial (quinze jogos sem perder). Ainda assim deu para sair da Luz com alguma pena por não termos conseguido uma vantagem mais confortável para a segunda mão. Mas na memória de todos vai ficar a soberba exibição do João Félix, a anunciar o seu nome a toda a Europa.

 

 

Para não variar, imensas mexidas no onze. Foram seis as alterações em relação ao último jogo, tendo ficado de fora André Almeida, Ferro, Florentino, Pizzi, Taarabt e Seferovic, entrando Corchia, Jardel, Fejsa, Cervi, Gedson e Rafa. Pensei que o Rafa formaria a dupla de avançados com o João Félix, mas afinal o Benfica jogou num esquema mais próximo do 4-2-3-1, com o Rafa na direita e o Gedson no apoio ao avançado. O primeiro quarto de hora foi complicado para o Benfica. O Frankfurt apresentou-se a jogar com um ritmo muito forte, a pressionar no campo todo, com transições muito rápidas e a impedir que o Benfica saísse a jogar. Logo nos minutos iniciais passámos pelo primeiro susto, quando um erro do Jardel permitiu ao Jovic isolar-se e só a dobra feita pelo Grimaldo impediu o pior. Quando começámos a libertar-nos um pouco do colete alemão, a coisa não podia ter sido feita da melhor forma: o João Félix recebo a bola na zona frontal da área e quando se esperava um remate saiu um passe a isolar o Gedson, que foi derrubado pelas costas por um adversário. Penálti, vermelho e golo do João Félix. Os alemães não reagiram à expulsão como se calhar se esperaria. Não fizeram qualquer substituição, mantiveram os dois avançados e arriscaram manter-se a jogar com três defesas, deixando ao médio ala a tarefa de fechar a esquerda quando defendiam. Resultou daqui um jogo aberto e disputado sempre a um ritmo alto, adivinhando-se mais golos. Mas o Benfica, na minha opinião, não soube tirar partido da superioridade numérica e deixou mesmo que os alemães conseguissem fazer parecer que ela não existia. Era importante não sofrer golos, mas quem via o jogo facilmente concluía que seria difícil tal não acontecer. E isso confirmou-se a cinco minutos do intervalo, num lance em que acumulámos erro após erro até a bola entrar na nossa baliza. Primeiro, um passe feito para o Fejsa que já estava pressionado. Depois este, em vez de se desfazer da bola, agarrou-se demasiado a ela até ser desarmado. E a seguir, a bola sobrou para o Rebic, ficando uma situação de dois jogadores do Frankfurt para três defesas nossos. O que não seria grave, mas o Rúben Dias entrou à queima e foi facilmente batido e depois o Jardel simplesmente esqueceu-se de marcar o Jovic, que foi para quem seguiu a bola para este marcar um golo fácil. Felizmente a resposta foi imediata, pelos pés do João Félix para o golo da noite. Ainda bem de fora da área, remate a meia altura potentíssimo que fez a bola entrar junto do poste. Faltavam dois minutos para o intervalo e até lá o Cervi ainda desperdiçou duas ocasiões flagrantes de golo e o Frankfurt marcou mesmo na sequência de uma bola parada, mas o golo foi anulado por fora-de-jogo de um jogador que interferiu na jogada.

 

 

Na segunda parte o Benfica surgiu muito diferente e a mostrar finalmente capacidade para explorar a superioridade numérica. Muito mais certeza no passe e velocidade na circulação da bola e variação dos flancos e pela primeira vez vi o Frankfurt quase encostado às cordas. O Rafa deu o primeiro aviso ao atirar ao poste (o auxiliar ainda levantou a bandeira mas o árbitro ignorou porque a bola veio de um jogador alemão) e decorridos apenas cinco minutos estava feito o terceiro golo. Canto do Grimaldo na direita, desvio do João Félix ao primeiro poste e o Rúben Dias surgiu completamente sozinho em frente à baliza para cabecear. Os cantos estudados que o Benfica tentou sempre acabaram por dar resultado - o posicionamento dos jogadores antes do canto ser marcado e a forma como se movimentam é algo pouco visto. Quatro minutos depois, mais um golo e hat trick do João Félix. Um exemplo perfeito da forma como o Benfica estava a saber explorar a superioridade numérica, com a bola a ser torcada entre os nossos jogadores até viajar rapidamente da direita para a esquerda, situação que nos deixou imediatamente numa situação de 5 x 4. A bola seguiu para o Grimaldo, que entrou na área e fez o passe atrasado para a entrada da mesma, onde estava o João Félix para fazer o remate final. Nesta altura o Benfica estava muito por cima no jogo e o cenário mais provável seria marcarmos ainda mais e deixar a eliminatória muito bem encaminhada. O Seferovic entrou para o lugar do Rafa a meia hora do final e dez minutos depois dispôs de uma ocasião flagrante para fazer isso mesmo. Isolado por um passe do João Félix (sempre ele) acabou por permitir a defesa ao Trapp. Não marcámos nós e quase na resposta marcou o Frankfurt. Num pontapé de canto (resultado de uma asneira do Pizzi, que poucos minutos antes tinha rendido o lesionado Corchia) e apesar da superioridade numérica, de alguma forma o Gonçalo Paciência foi deixado completamente à vontade para cabecear sem sequer tirar os pés do chão e relançar a eliminatória. Culpas maiores para o Jardel neste lance, que é quem falha a marcação e o corte. Depois disto os alemães foram mais cautelosos (nunca deixaram de tentar o golo, mas passaram a jogar com quatro defesas fixos) e o resultado manteve-se até final sem grandes ocasiões de parte a parte - apenas um remate com algum perigo para cada uma das equipas.

 

 

Nem seria necessário dizer que o homem do jogo foi o João Félix. Três golos, assistência para o outro, tendo ainda sido dele o passe para o Gedson acabar derrubado no lance do penálti, e ainda aquele passe a isolar o Seferovic que podia ter dado o quinto golo. Foi uma exibição sem mácula que só deverá ter servido para atrair ainda mais atenções sobre si. Para além dele, grande jogo do Samaris, e ainda menções para o Rúben Dias e o Grimaldo. No oposto, Jardel e Fejsa ainda a mostrarem muita falta de ritmo, e estiveram ligados aos dois golos que sofremos.

 

Estamos em vantagem mas a eliminatória está muito longe de estar decidida. O Frankfurt é uma equipa muito forte e tem mais do que capacidade para virar este resultado. E quando nos lembramos do registo absolutamente horrível que o Benfica tem a jogar na Alemanha, parece-me que qualquer tipo de optimismo exagerado será descabido. Por agora, foco na Liga e no Setúbal, que passou a ser agora o jogo mais importante da época, como o serão todos os jogos que se seguem.

 

P.S.- Não gosto de escrever estas coisas, mas nos jogos europeus normalmente o público da Luz é algo diferente do habitual. Para os benfiquistas que esta noite lá foram e que se entreteram a assobiar esporadicamente a equipa nos minutos finais só porque não se atiravam desenfreadamente para o ataque, para a próxima se calhar é melhor pensarem duas vezes e ficarem por casa. A atitude é ainda mais aberrante quando comparamos com a imensa falange de apoio que o Frankfurt trouxe, que mesmo a perder por 4-1 e com a equipa encostada às cordas não se calou um minuto no apoio à sua equipa.

tags:
publicado por D`Arcy às 00:57
link do post | comentar | ver comentários (37)
Domingo, 7 de Abril de 2019

Complicado

O resultado final de 4-1 esconde as dificuldades por que passámos para ultrapassar o Feirense, em especial durante a primeira parte. Foi um jogo complicado, e nem vou dizer que foi inesperadamente assim porque nesta fase temos que esperar dificuldades e ansiedade acrescida em todos os jogos. Mas a equipa acabou por reencontrar-se, dar a volta ao resultado e fazer uma segunda parte completamente tranquila.

 

 

Já sabíamos que o Rafa e o Gabriel estavam fora das opções, mas as alterações no onze não se ficaram por aí. O Jardel e o Fejsa saltaram directamente para a bancada, e no onze entraram o Ferro, o Florentino, o Samaris e a surpresa Taarabt. A entrada do Benfica no jogo foi péssima. O Feirense, que não ganha um jogo desde Agosto, entrou bastante atrevido perante um Benfica retraído, e não foi muito surpreendente quando chegaram ao golo logo aos dez minutos. Uma falha de comunicação entre o Vlachodimos e o André Almeida depois de um cruzamento da esquerda permitiu ao Sturgeon cabecear sem oposição para o golo. Pensar-se-ia que isto poderia servir de alarme para a nossa equipa, mas não. Continuámos a jogar mal, e só não nos apanhámos a perder por dois porque o golo foi anulado por fora-de-jogo. Só a partir da meia hora de jogo é que começámos a empurrar o Feirense para a sua área de forma mais sistemática, mas ainda assim as coisas eram quase sempre mal feitas no ataque, com a equipa a optar demasiadas vezes por cruzamentos largos e sem grande critério para a área. Acabámos por ser resgatados do abismo por um penálti a cinco minutos do intervalo, que estranhamente foi assinalado pelo VAR - estou mais habituado a ver os VAR a decidirem constantemente contra nós. O Pizzi marcou-o exemplarmente e tudo mudou. Logo a seguir o Félix fez o segundo golo, mas foi anulado por posição irregular deste. Mas ainda fomos a tempo de sair para o intervalo em vantagem: na marcação de um canto, o Samaris assistiu de cabeça o André Almeida para que o nosso capitão neste jogo fizesse o segundo golo.

 

 

A segunda parte acabou por ser bastante tranquila, muito por culpa de um golo madrugador do Seferovic que nos colocou com uma vantagem de dois golos. Um desentendimento entre um defesa e o guarda-redes colocou a bola nos pés do suíço, e ainda de fora da área e de primeira ele fez um chapéu perfeito que acabou com a bola no fundo da baliza do Feirense. A partir daí o Benfica controlou completamente o jogo e o Feirense não conseguiu causar qualquer incómodo, sendo cada vez mais previsível que a vantagem do Benfica iria aumentar. Ocasiões para isso não faltaram e até o André Almeida esteve perto da façanha de marcar dois golos no jogo, quando no seguimento de um livre se antecipou ao guarda-redes mas o cabeceamento saiu com a mira demasiado elevada. As trocas feitas foram mais ou menos previsíveis e não alteraram muito a forma de jogar da equipa - Félix por Jonas, Pizzi por Gedson e Taarabt por Cervi. À medida que o jogo caminhava para o final o lado direito da defesa do Feirense foi-se tornando cada vez mais uma espécie de autoestrada para o Grimaldo, que repetidamente investia por aquele lado e causava quase sempre perigo, mas o resultado foi-se mantendo teimosamente até quase ao final do jogo. Só nessa altura é que um cruzamento do Grimaldo (sempre ele) na ressaca de um canto foi encontrar a cabeça do Seferovic, que colocou a bola perto do ângulo e sem possibilidades de defesa para o guarda-redes.

 

 

Melhores do Benfica, para mim, Grimaldo e Seferovic. Bons jogos do Ferro, Florentino e Samaris, a mostrar um pouco que se calhar aquela opção na última quarta-feira de meter o Jardel e o Fejsa directamente na equipa vindos de lesões recentes é capaz de não ter sido a mais acertada. O Taarabt não fez muito de particular realce mas não comprometeu e pelo menos mostrou sempre empenho, mesmo na tentativa de recuperar a bola.

 

Não gostei da má entrada no jogo, até porque é o segundo jogo consecutivo em que isso acontece. Poderia ter tido consequências desastrosas. Ainda bem que conseguimos dar a volta ao resultado e regressar do Norte com mais três pontos. Agora faltam seis finais, com o benefício de quatro delas serem jogadas na Luz. Continuamos a ser os únicos a depender só de nós, e o crescente desespero que isso provoca nos nossos adversários é cada vez mais evidente.

 

P.S.- Não é que isso seja novidade para ninguém, mas quem tiver tido a oportunidade de ouvir a diferença de tom dos comentários da fraude Freitas Lobo enquanto o Feirense ganhava e depois do Benfica passar para a frente do marcador percebe o que é que esta personagem anda ali a fazer. O homem acabou o jogo em sofrimento.

tags:
publicado por D`Arcy às 23:02
link do post | comentar | ver comentários (9)
Quinta-feira, 4 de Abril de 2019

Merecida

Um jogo na sequência daquilo que já (não) tínhamos feito contra o Tondela resultou numa merecida derrota pela margem mínima e consequente eliminação da Taça de Portugal.

 

Pouco a dizer: foi mais um jogo muito pobre da nossa equipa, que ao contrário daquilo que tinha feito para o campeonato, em que entrou para ganhar o jogo, desta vez entrou em campo demasiado expectante e confortável com o nulo no marcador. Estávamos sempre expostos a algum remate de longe do Bruno Fernandes (até porque o Sporting pouco ou nada mais tem do que isso) e foi mesmo o que aconteceu. E já muito antes disso acontecer tinha a perfeita convicção que se por acaso o Sporting marcasse primeiro, o Benfica não teria capacidade de reacção, o que se verificou. Falhámos quase sempre nas transições, quer por passes errados (e perdermos o Gabriel ao fim de quinze minutos não ajudou nada) quer por demasiada demora a executá-los. As poucas ocasiões flagrantes que criámos, desperdiçámo-las de forma absurda nem sequer acertando na baliza (Jonas, Seferovic). Mesmo o golo do Sporting é uma ode ao desleixo, dado que tínhamos a posse da bola em zona defensiva e por duas vezes errámos na saída. Estranhamente, só melhorámos um pouco na fase final graças à entrada do Taarabt, que mostrou muito mais critério na qualidade e tempo de passe do que qualquer outro dos jogadores em campo. Mas antes disso a entrada do Jonas pareceu-me um rotundo falhanço e uma opção completamente errada para a forma como o jogo estava a decorrer.

 

Foi uma competição perdida de forma ridícula, mas o mais preocupante é o acumular de más exibições. Alguns dos jogadores parecem estar claramente abaixo de forma nos últimos jogos (Félix, Seferovic, Pizzi...) e os regressos do Jardel e do Fejsa para este jogo também não me deram confiança nenhuma - se era para poupar o Samaris, teria preferido o Florentino porque o futebol do Fejsa não me parece encaixar no tipo de jogo que quereríamos praticar nesta situação. A somar a isto, fico agora na expectativa para perceber a gravidade da lesão do Gabriel, porque me parece que sem ele a equipa deixa de funcionar. Depois de uma recuperação brilhante numa altura em que a época parecia perdida, parece que insistimos agora em dar tiros nos pés.

tags:
publicado por D`Arcy às 00:02
link do post | comentar | ver comentários (24)

escribas

pesquisar

links

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

arquivos

Maio 2019

Abril 2019

Março 2019

Fevereiro 2019

Janeiro 2019

Dezembro 2018

Novembro 2018

Outubro 2018

Setembro 2018

Agosto 2018

Maio 2018

Abril 2018

Março 2018

Fevereiro 2018

Janeiro 2018

Dezembro 2017

Novembro 2017

Outubro 2017

Setembro 2017

Agosto 2017

Maio 2017

Abril 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

tags

todas as tags

posts recentes

#Reconquista

Um

Crer

Proveitosa

Pujante

Deplorável

Firme

Soberba

Complicado

Merecida

origem

E-mail da Tertúlia

tertuliabenfiquista@gmail.com
blogs SAPO

subscrever feeds