VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES
Terça-feira, 6 de Outubro de 2015

10

Numa equipa de futebol, o número 10 é, tradicionalmente, atribuido àquele jogador que se distingue pela sua qualidade técnica acima da média e pela capacidade de utilizar essa mesma virtude em favor da equipa e ‘transformá-la’ em vitórias, não raras vezes “virando” um jogo que não está a correr de feição.

Ser o “10” de uma equipa de futebol é muito mais do que ocupar uma posição no terreno (tipicamente entre o meio campo e o ataque - até porque nem sempre o é...). Ser o 10” é ser aquele jogador que, nos momentos decisivos, é capaz de transportar a equipa para a vitória, marcando aquele golo decisivo ou conduzindo aquela jogada, concluída com aquele passe para golo que só um “10” é capaz de fazer consistentemente. Ou, do nada, fazer uma jogada genial que só um “10” se lembraria de fazer.
Jogando em diferentes posições, em modelos tácticos diferentes e em épocas diferentes, Pelé, Zico, Platini, Maradona e Zidane foram verdadeiros “10”, assim como é actualmente Lionel Messi.
No Benfica, Coluna, Eusébio, Chalana, Rui Costa e Aimar, cada um em seu tempo, cada um à sua maneira, cada um na sua posição, também fizeram jus ao número 10 que envergaram nas costas.

Osvaldo Nicolás Fabián Gaitán (re)confirmou, na 4ª feira passada, no Estádio Vicente Calderón, que também ele tem um lugar na história como “10” do Benfica.

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Mesmo considerando que durante vários anos ostentou o nº 20 nas costas, mesmo actuando mais sobre a esquerda, irei sempre associá-lo ao nº10, na certeza de que, como “verdadeiro 10” que é, ainda irá fazer pelo Benfica muitas mais coisas que um “10” é capaz de fazer. Para além do mais, é vice-capitão (continuando a braçadeira de capitão muito bem entregue ao Luisão).


Mas já que falei do “10” enquanto número conotado com uma determinada posição no terreno, não posso deixar de falar no Jonas. O Jonas “Pistolas”.

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A sua superior qualidade técnica, a inteligência com que se movimenta em campo e antevê o desenrolar das jogadas, o empenho com que, não raras vezes, recua no terreno (até junto da nossa área, se necessário) para ajudar em tarefas defensivas, para depois orquestrar jogadas de ataque e, de seguida, concluí-las (muitas vezes com sucesso), levam-me a olhar para ele como o “10 não-oficial” no actual modelo táctico do Benfica. Pode não ter o “10” nas costas (pois esse número está justamente atribuido ao Gaitán). Nos esquemas tácticos das televisões e sites desportivos, é sempre apresentado como (2º) ponta-de-lança. Mas considerando o “10” numa perspectiva funcional, o Jonas é, para mim, esse jogador.

publicado por tma às 00:33
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1 comentário:
De Manuel Afonso a 6 de Outubro de 2015 às 21:28
Análise interessante e com a qual concordo em grande medida.
As duas características fundamentais para um 10 são a capacidade técnica no sentido latino do termo, e a inteligência.
Qualquer jogador que junte estas duas características, e são raros, está "condenado" a jogar na zona central entre o meio campo e o ataque.
Parta ele da posição 8, como o Aimar no Benfica, da posição 10 à Italiana, como o Jonas, ou das alas, posição 7 e 11, como o Gaitan.
É onde os jogos se decidem, e estes jogadores estão sempre onde os jogos se decidem.


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