Sexta-feira, 26 de Novembro de 2010
Há vida para além de um treinador.
Este devia ser o lema de qualquer equipa de futebol. A estratégia de um clube de futebol tem de ir para além do treinador que ocupa a cadeira do banco de suplentes durante 1, 2, 3 anos.
Um treinador por melhor que ele seja, está sempre de passagem por um qualquer clube. Obviamente que exemplos como o do Man United são excepções.
Ora se um treinador normalmente está de passagem, um clube não pode ficar refém de estar constantemente a mudar de estratégia e de politica.
Isto tudo para dizer que na minha opinião têm de ser os clubes, na pessoa do seu director desportivo, a definir a politica de contratações de um clube, a gerir os seus activos e não um treinador .
Um clube não pode, não deve aceitar, que todo o treinador que entre de novo contrate todo e qualquer jogador. No máximo um treinador poderá contratar 2/3 jogadores da sua confiança, todos os outros deverão ser escolha do director desportivo. E mesmo na compra dos 2/3 jogadores da confiança do treinador, o director desportivo terá de ter uma última palavra a dizer e verificar se os jogadores têm qualidade para envergar a camisola do clube.
Permitir que cada treinador que entre compre 7/8 jogadores por época descaracteriza o balneário, retira-lhe estabilidade e causa gastos incomportáveis para o clube.
Mais, não se pode permitir a um treinador que coloque em causa activos do clube e apostas do clube só porque embirra com jogador x ou y. Muito menos se deverá permitir que o treinador despreze jogadores com mais anos de clube e de casa que ele.
O treinador tem de perceber que ele é que deve ter orgulho de treinar o clube e não o clube que tem orgulho de contar com ele.
Mas o mesmo se aplica aos jogadores que têm de perceber o clube que representam e ter orgulho de envergar aquela camisola e que os contratos são para ser respeitados.
O director desportivo não pode ser uma mera figura decorativa nem ter um papel meramente formal tem de ser ele a definir a politica de um clube durante vários anos.
Apenas com esta política se garante que a mística do clube permanece constantemente dentro do balneário, que o futebol do clube ganhe estabilidade, que os activos do clube se valorizam, que o clube tenha uma maior estabilidade financeira. Factores que se irão repercutir em resultados desportivos satisfatórios.
Esta politica, na minha opinião é aquela que tem de passar a ser praticada no Benfica.
Não olhem para este texto como uma critica ao que se está a passar actualmente no Benfica. Olhem como um texto de esquecer o que está para trás e querer olhar para a frente para termos um futuro melhor. Muitos destes pontos julgo já estarem a ser praticados no clube mas têm de ser ainda mais visíveis.
Atenção, isto, não é um post a malhar nem no Jesus, nem no Luís Filipe Vieira nem a pedir que o Rui Costa seja mais interventivo. Não esqueço o que de bom foi feito o ano passado e não faço análise a épocas em Novembro. O fim da época é a altura certa para decisões, análises, criticas, elogios.
Isto é um post a pensar no futuro seja quem seja o treinador, o presidente ou o director desportivo.
Muito Bem. Também defendo que um treinador deva ser um elo (um dos mais importantes, é certo) e não o centralizador de tudo. JJ nos clubes onde passou foi sempre assim, o elo centralizador. Às vezes deu bons resultados, outras nem tanto. Como todos.
Tinha escrito sobre isso aqui
http://coachdocoach.blogspot.com/
Há muito ainda para ganhar esta época: 2.º lugar, taças internas, ir longe na UEFA e pensar nos putos para 2011/12...
LMB aplaudo de pé este post.
Resume muito bem o que se tem de passar num clube.
Se porventura JJ sai do clube(que no meu ponto de viste seria um erro) o que vai acontecer a Jara?Gaitán? entre outros.
Terão sempre o rotulo, foram escolhidos por JJ, e o mais grave disto é o nosso presidente ainda vir reforçar para praça publica.
De Goncalo a 26 de Novembro de 2010
Concordo completamente com o post e até acho básico esse requisito.
A não ser que a identificação do treinador com o clube seja tal (ex: guardiola, ferguson, wenger) que todas as cabeças pensem da mesma forma, numa situação normal, quem tem de mandar é o clube e não o treinador.
Podem argumentar: ah, mas se o treinador não puder levar quem quer, não vai para lá! Errado. Uma coisa é indicar jogadores, perfis, posições com carências, etc. Outra coisa é pura e simplesmente definir toda a politica desportiva do clube. E isso devia vir de cima. E estas condições devem ser claras na altura de contratar o treinador. Não se podem impor à posteriori.
Claro que estes 2 interesses não são fáceis de casar. Se um treinador não gosta de um jogador ou vice versa, como se resolve a questão? Força-se o treinador a po-lo a jogar? Força-se o jogador a estar numa situação que não gosta?
O que me parece lamentável é o LFV hoje vir dizer que quem escolheu o plantel foi o JJ. Por um lado está mais uma vez a sacudir a água do capote e o Rui Costa também não fica lá muito bem na foto (mas afinal o Rui faz o quê?). Por outro, está a por a nu, que o benfica continua a ir por ondas. Vem o Quique pede 10 jogadores, vêm 10. Não servem, vêm mais 10, etc, etc.
Eu pergunto: se o Quique também escolheu os jogadores, o FSantos escolheu os jogaodres, o Koeman escolheu os jogadores e o JJ escolheu os jogadores? Qual o denominador comum no meio disto tudo? Assuma-se homem! Diga que não pesca nada de gestão desportiva (tal como já disse uma vez) e deixe quem sabe trabalhar!
Abraços
PS - JJ na escolha dos jogaodres também tem uma percentagem de acerto perto do zero. Dos que ele escolheu: Weldon, Menezes, Peixoto, Kardec, Airton, Eder Luiz, Jara, Gaitan, Salvio e Roberto, tirando os argentinos, o resto é pouco mais que sofrivel. Certo, gente nova e com valor, mas vai-se a olhar para a base da equipa e não há nenhum jogador que tenha vingado que tenha sido escolhido por ele. Mas isso ele também não assume. Nem isso nem o resto. Que desilusão...
De JediVermelho a 26 de Novembro de 2010
Apoiado a 100%. Só acrescento que o mesmo se deve passar com o presidente! O SLB n é LFV! Infelizmente, temos um presidente que quer que os benfiquistas o confundam c o clube! Não é só LFV que sabe o que é melhor! E vemos que a gestão desportiva tem sido ruinosa! Miserável! Só me mete dó é ver que muitos benfiquistas acusaram outros benfiquistas de sermos agitadores, ingratos, entre outros insultos, só pq discordámos da gestão! E agora esses calam-se! mesmo neste blogue! Optaram pelo seguidismo cego, insultando quem discordava! Nuncca questionaram o mal que se fez ao clube, só sublinharam o bem feito! E o resto? A falta de democracia? As manobras pouco claras? As alianças inexplicáveis? os negócios ruinosos? E agora calam-se! Nsejam seguidistas! debatam, frontalmente e n insultem!
De Luís Bernardo Rolo a 26 de Novembro de 2010
Muito bem analisado.
De facto, assim é, nos Clubes como nas Empresas com sucesso!
Infelizmente, as coisas não estão a correr muito bem na estrutura dirigente do nosso Benfica.
Soares de Oliveira tem sido brilhante na definição e implementação dos modelos financeiros de gestão.
Vieira já hoje veio dizer que Jesus teve o plantel que queria. O Presidente já está a sacudir a água do capote porque tem todo o interesse pessoal em manter o lugar.
Rui Costa tem estado magnífico, com a única posição que podia assumir neste momento. O silêncio aqui é de ouro!
David Luiz quer sair...
Honestamente, acho que todos nós, Sócios do Benfica, sentimos que há várias coisas que não estão bem e que se reflectem no resultado da equipa de futebol.
Começamos agora a vislumbrar algumas!
E como o Pedro Ferreira falava acerca dos silêncios, num magnífico Post que simbolicamente não permitia comentários, para o Sr.Vieira vir dizer o que disse, era melhor ter ficado calado!
E já agora, vou apoiar o Benfica a Aveiro!
De Mojo a 26 de Novembro de 2010
Desde que o bigodes fique mais dez anos para me dar mais 2 campeonatos e mais de uma vintena de humilhações, eu agradeço.
Não te preocupes que ninguém sabe melhor que existe vida para além de treinadores como o bigodes.
De Observador a 26 de Novembro de 2010
Mas qualquer futuro deve ser pensado e preparado num qualquer presente.
Sempre olhando os interesses do Clube e não do individual.
Não sou, nem nunca serei, daqueles que cruxificam treinadores, jogadores ou dirigentes.
Mas que todos eles têm a sua responsabilidade e, como tal, devem ser abordados, não duvido.
Cumprimentos
De Pedro Ribeiro a 26 de Novembro de 2010
Concordo e sempre pensei assim. Desta maneira é possível precindir de um treinador e não ter que começar do zero, como acontecia no passado. Parece-me que a pessoa indicada para este trabalho é o Rui Costa ou qualquer outro benfiquista de sempre, com passado activo no Benfica.
De Nuno Picado a 26 de Novembro de 2010
A questão é: há quantos anos andamos a ter este tipo de conversa? Pois...
De resto, estou perfeitamente de acordo com o que o "LMB" escreveu.
De
Pedro a 26 de Novembro de 2010
O problema é que isso é muito dificil de implementar pois qual é o treinador que deseja ter jogadores não escolhidos por si?
É óbvio q o treinador tem q ter palavra a dizer nas escolhas de novos jogadores. O treinador tem que definir quais as lacunas do plantel e depois conjuntamente com o DD decidir quais as opções de mercado que se adquem à política desportiva e financeira do clube e se é possível recorrer à formação ou jogadores emprestados para suprir essas lacunas. Da lista de jogadores definida o treinador elabora uma tabela de prioridades e é a partir daí q o DD trabalha. Há um orçamento q o treinador tem q ser capaz de perceber e saber até onde pode pedir um jogador ( por exemplo: acho absolutamente patético se Jesus tenha pedido como prioridade Huntelaar ou Quaresma q são jogadores q ganham, no mínimo, o dobro de Pablo Aimar...).
Não pode nunca o DD contratar á revelia do treinador, nem pode nunca o treinador ter carta branca. Há excepções...Mourinho é uma delas. Mas Mourinho ganhou o que ganhou, tem toda a moral para pedir e não aceitar qqr intervenção de quem quer q seja...
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