Há vida para além de um treinador.
Este devia ser o lema de qualquer equipa de futebol. A estratégia de um clube de futebol tem de ir para além do treinador que ocupa a cadeira do banco de suplentes durante 1, 2, 3 anos.
Um treinador por melhor que ele seja, está sempre de passagem por um qualquer clube. Obviamente que exemplos como o do Man United são excepções.
Ora se um treinador normalmente está de passagem, um clube não pode ficar refém de estar constantemente a mudar de estratégia e de politica.
Isto tudo para dizer que na minha opinião têm de ser os clubes, na pessoa do seu director desportivo, a definir a politica de contratações de um clube, a gerir os seus activos e não um treinador .
Um clube não pode, não deve aceitar, que todo o treinador que entre de novo contrate todo e qualquer jogador. No máximo um treinador poderá contratar 2/3 jogadores da sua confiança, todos os outros deverão ser escolha do director desportivo. E mesmo na compra dos 2/3 jogadores da confiança do treinador, o director desportivo terá de ter uma última palavra a dizer e verificar se os jogadores têm qualidade para envergar a camisola do clube.
Permitir que cada treinador que entre compre 7/8 jogadores por época descaracteriza o balneário, retira-lhe estabilidade e causa gastos incomportáveis para o clube.
Mais, não se pode permitir a um treinador que coloque em causa activos do clube e apostas do clube só porque embirra com jogador x ou y. Muito menos se deverá permitir que o treinador despreze jogadores com mais anos de clube e de casa que ele.
O treinador tem de perceber que ele é que deve ter orgulho de treinar o clube e não o clube que tem orgulho de contar com ele.
Mas o mesmo se aplica aos jogadores que têm de perceber o clube que representam e ter orgulho de envergar aquela camisola e que os contratos são para ser respeitados.
O director desportivo não pode ser uma mera figura decorativa nem ter um papel meramente formal tem de ser ele a definir a politica de um clube durante vários anos.
Apenas com esta política se garante que a mística do clube permanece constantemente dentro do balneário, que o futebol do clube ganhe estabilidade, que os activos do clube se valorizam, que o clube tenha uma maior estabilidade financeira. Factores que se irão repercutir em resultados desportivos satisfatórios.
Esta politica, na minha opinião é aquela que tem de passar a ser praticada no Benfica.
Não olhem para este texto como uma critica ao que se está a passar actualmente no Benfica. Olhem como um texto de esquecer o que está para trás e querer olhar para a frente para termos um futuro melhor. Muitos destes pontos julgo já estarem a ser praticados no clube mas têm de ser ainda mais visíveis.
Atenção, isto, não é um post a malhar nem no Jesus, nem no Luís Filipe Vieira nem a pedir que o Rui Costa seja mais interventivo. Não esqueço o que de bom foi feito o ano passado e não faço análise a épocas em Novembro. O fim da época é a altura certa para decisões, análises, criticas, elogios.
Isto é um post a pensar no futuro seja quem seja o treinador, o presidente ou o director desportivo.
bola nossa
-----
-----
Diário de um adepto benfiquista
Escolas Futebol “Geração Benfica"
bola dividida
-----
para além da bola
Churrascos e comentários são aqui
bola nostálgica
comunicação social
A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.