VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES
Sexta-feira, 29 de Abril de 2011

Passo

Esta noite demos um passo em direcção à final de Dublin. Só foi pena ter sido apenas um pequeno passo, porque mesmo com a equipa inferiorizada por ausências, julgo que o Benfica mostrou superioridade em relação ao Braga, e poderia ter construído outro resultado que nos desse mais tranquilidade para a segunda mão.

Sem grandes opções devido às lesões e indisponibilidades físicas, o Benfica acabou por alinhar com o onze mais ou menos esperado, em que o trio do meio campo à frente do Javi foi constituído pelo Aimar, Martins e Peixoto. Na defesa o Jardel manteve a titularidade, e na baliza regressou o Roberto, com o resto da equipa a ser constituída pelos titulares habituais. O Braga veio à Luz para fazer aquilo que tem feito habitualmente e com eficácia nesta competição: defender, e espreitar eventualmente um golo nalguma jogada fortuita. Foi por isso com naturalidade que o Benfica assumiu a iniciativa do jogo desde o primeiro minuto, e isto no sentido literal do termo, já que com vinte segundos de jogo foi apenas por falta de jeito do Saviola para controlar uma bola vinda de um mau passe de um defesa do Braga que não criámos uma grande ocasião de golo. A resposta do braga foi dada um par de minutos depois, através de um bom remato do Sílvio. E esse acabou por ser o único remate do Braga em toda a primeira parte, o que pode exemplificar a atitude com que entraram na Luz. O Benfica continuou a ter o domínio do jogo, até porque o Braga não parecia ter grandes problemas em deixar que o Benfica o tivesse, e até chegou a marcar um golo aos dez minutos, mas este foi bem anulado por fora-de-jogo ao Cardozo. Nunca conseguimos propriamente sufocar o Braga, mas ainda assim conseguimos criar oportunidades de golo que justificariam termos chegado ao intervalo em vantagem. A melhor de todas foi mesmo no final da primeira parte, quando o Cardozo, após isolado por um passe do Saviola para as costas da defesa, tentou desviar tanto a bola do guarda-redes que acertou no poste.

A segunda parte começou praticamente com um susto dado pelo Roberto, ao não segurar um remate rasteiro, mas o jogador do Braga que surgiu para a recarga estava deslocado. A resposta do Benfica foi marcar, quando estavam decorridos cinco minutos. O Maxi entrou como quis pela direita, centrou para um bom e colocado cabeceamento do Cardozo levar a bola novamente ao poste, e depois o Jardel em esforço conseguiu fazer a recarga para a baliza vazia. Estava feito o mais difícil, mas a felicidade durou pouco, já que um par de minutos depois o Braga repôs a igualdade. Foi num lance aparentemente inofensivo, em que despejaram um livre de muito longe para a grande área, e quase à entrada desta o Vandinho, de uma forma que nem pareceu muito intencional (estava de costas para a baliza) acabou por desviá-la de cabeça para fora do alcance do Roberto. Honestamente, não me pareceu que o Braga tivesse feito o suficiente para justificar marcar um golo, mas foram felizes naquele momento e o Benfica tinha que ir novamente à procura da vantagem. E também não foi necessário esperarmos muito por um novo golo: sete minutos depois, a fechar o primeiro quarto de hora, já o Benfica estava em vantagem outra vez. Depois da infelicidade de ter acertado nos postes por duas vezes, e da desinspiração que tem mostrado nos últimos jogos, na marcação de um livre à sua medida (uns metros longe da área, descaído para a direita), o Cardozo teve um lampejo dos seus melhores momentos e marcou o livre mesmo 'à Cardozo', enviando a bola em arco para junto do ângulo superior, sem quaisquer hipóteses de defesa para o guarda-redes. Três golos no espaço de menos de dez minutos prometiam uma segunda parte bem animada, mas foram enganadores. A partir daí o Benfica foi perdendo fulgor, e durante a maior parte da segunda metade destes quarenta e cinco minutos assistimos a um jogo muito pouco interessante, em que as duas equipas pareceram estar minimamente satisfeitas com o resultado. Uma parecia acreditar que a vantagem era suficiente, e a outra que desvantagem era recuperável na segunda mão. O Benfica ainda fez entrar o Gaitán e o Jara, mas estes pouco vieram acrescentar ao jogo. O Gaitán mostrou mesmo a razão pela qual não terá jogado de início, pois aparentou estar mal fisicamente, muitas vezes parecendo mesmo mais cansado do que muitos dos colegas que jogavam desde início.

Gostei de ver o Aimar (viu um amarelo e está de fora do segundo jogo), que lutou até à exaustão e foi dos mais esclarecidos durante todo o jogo. O Maxi Pereira e o Javi García também estiveram em bom plano, tal como o Coentrão, mas isso não é surpresa. O Cardozo não esteve brilhante na primeira parte, mas acabou por estar nos lances mais perigosos do Benfica, tendo acertado nos ferros duas vezes, marcado um golo, e estado directamente ligado ao outro. O livre que marcou deve ter-lhe feito muito bem á confiança, já que subiu de produção e passou a ganhar lances de cabeça e a conseguir segurar a bola para a passar aos colegas. O que mais me preocupa é que a equipa não parece estar fisicamente bem, e nos últimos minutos dos jogos isso tem-se notado.

Conforme escrevi, o primeiro passo está dado, embora mas ainda tenhamos pela frente muito trabalho. Mas nesta caminhada europeia já saímos da primeira mão com este resultado frente a equipas que, honestamente, mostraram bem mais do que o Braga quando jogaram na Luz, e isso não nos impediu de seguirmos em frente. E, como não me canso de repetir, em Braga não haverá outra vez um Xistra ou um Sousa como interveniente. Se trabalharmos e dermos o nosso melhor para lutarmos pelo resultado que nos interessa, não deveremos correr os riscos habituais de vermos o nosso esforço traído por algum dos artistas que já conhecemos, podendo então concentrar-nos em contrariar apenas o futebol do nosso adversário.

publicado por D`Arcy às 03:18
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