VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES
Sexta-feira, 20 de Maio de 2011

Eu sou benfiquista. Não compro o Pasquim. E tu?

 

 

O Benfica, sabemo-lo bem, é a vítima favorita da avençada comunicação social deste país. Porque falar no Benfica garante receitas, face à sua dimensão, e por outras razões também de carácter mercantilista, mas que têm mais a ver com prostituição (a da comunicação social, bem entendido). A imprensa, neste circo dos media, é particularmente activa nesse espectáculo de ofensa e falta de respeito ao Benfica, o que constitui paradoxalmente uma dança esquizofrénica na direcção de um abismo suicida, sendo que a queda desamparada de focinheira no chão não se concretiza por absoluta falta de mobilização, laxismo e letargia anestesiada do mundo Benfiquista. Temos, não tenham dúvidas, a capacidade de mudar isto, recorrendo a uma arma que constitui uma das mais evidentes características da nossa identidade: a Grandeza. E grandeza, neste contexto, não é só a Grandeza de alma, de espírito e de legado associada à matriz Benfiquista, mas sobretudo grandeza no sentido estrito e material da palavra: dimensão.

 

Podem agitar-nos, com as patas, todos os troféus ganhos com fruta e batota e podem tentar quanto quiserem diminuir o fosso a nível da contabilização de títulos, sendo que cada um dos nossos vale por uns 100 dos deles, porque são limpos e honestos (e, como tal, bem podem comprar títulos que nunca lá chegarão). Há, até, títulos que podem esgrimir como argumento e onde nunca os poderemos igualar. Nos títulos da coacção, do compadrio, do aconselhamento familiar, da distribuição de fruta, das escutas, da manietação de observadores, na construção de climas de terror. Nos títulos de modalidades particularmente inovadoras, como o lançamento de bolas de golfe e isqueiros ou no lançamento de sacos de pedras de viadutos. Até no título mundial de imitações de GPS para árbitros perdidos por bairros da área metropolitana do Porto. Podem tudo isso.

Mas o que o verdadeiramente os perturba, o que não os deixa dormir, aquilo que lhes constrói a obsessão que descobrem a cada conferência de imprensa, a cada festejo de títulos, a cada entrevista, a cada manifestação de ‘fina ironia’,  é perceberem, com uma claridade que os magoa e os amputa - que os agrilhoa na sua inveja - que há diferenças que são inultrapassáveis e que não há fruta, Gonçalves Pereiras, Pintos de Sousas, juízes Mortáguas, Garridos, Benquerenças, Xistras ou Cosmes Machados que comprem.

Esse atestado de inferioridade e esse irónico acto de vassalagem é evidente, por exemplo, nas declarações do melhor-treinador-do-sistema-solar-e-quiçá-da-Via-Láctea-e-eventualmente-do-Universo-e-que-ainda-por-cima-é-novo-e-caem-lhe-bem-os-fatos, depois da conquista da Liga Europa, admitindo que o grande objectivo é atingir o número de títulos do Benfica; é evidente nos omnipresentes cânticos de ódio ao SLB (vociferados a plenos pulmões por todo o plantel) em todo e qualquer festejo ou no simpático cachecol sobre o Benfica orgulhosamente envergado por verdadeiros gentlemen do plantel como o Sapunaru; é evidente, como um escarro na cara, nas declarações do Mestre Pinto, à partida para uma final europeia, invocando de forma absolutamente gratuita – e que vitória da nossa grandeza isso é, percebam-no - o nome do Benfica.

Eles sabem, e sabe-o toda a gente, que a nossa Grandeza e a nossa dimensão são inatingíveis, e esse complexo de inferioridade é, paradoxal e ironicamente, o principal açaime da sua expansão e a principal razão da sua pequenez.

 

Sabendo tudo isto também sabem que a única forma de lidar com isso, e de o tornear, é fomentar a divisão, tornar o Benfica vítima dessa sua grandeza. Fazem-no através de uma miríade de formas – e têm tido sucesso porque somos particularmente permeáveis no desnorte histérico e esquizofrénico das massas volúveis – mas a mais evidente e o principal instrumento é a comunicação social avençada. São os media controlados por figuras anti-benfiquistas chave, são os jornalistas anti-benfiquistas, são os jornalistas despudoradamrente facciosos, são os jornalistas que aprenderam a comportar-se depois de levar umas galhetas no lombo, e são os jornalistas que se dizem benfiquistas mas que ­– fundamentam - precisam de sustentar as famílias ao fim do mês, para o que vendem metaforicamente o rabo, lambendo metaforicamente o dos donos do pântano do futebol português.

 

Pois muito bem. Há, já o escrevi mais do que uma vez, uma forma de lutar contra isto, de fazer na verdade alguma coisa, em vez de nos estarmos sistematicamente a queixar e no dia seguinte ver benfiquistas pouco avisados ir aos quiosques arrotar quase um euro para pagar os bifes que imbecis como o Bernardo Ribeiro comem em barda e a cera que hipócritas como o Alexandre Pais usam para polir a careca. Há, de facto, algo que podemos fazer, que consiste em usarmos aquilo que nunca ninguém, por mais títulos que compre, nos pode tirar: a nossa grandeza.

 

O Pasquim – de matriz editorial controlada por atuns (anti-benfiquistas azuis esverdeados) - tem sido uma das armas mais activas desse sistema, prestando sem qualquer tipo de pudor vassalagem aos ‘donos’ do futebol português (leiam-se, com um saco para vómito à mão, os últimos textos do inenarrável Alexandre Pais ou do cobarde salivante do Eugénio Queirós), faltando sistematicamente ao respeito ao Benfica, escrevendo com as patas ficção ofensiva e atentatória do bom nome do clube, fomentando a divisão e muitas vezes criando problemas onde não os há. São notícias fabricadas sobre o balneário, sobre contratações, sobre declarações; são artigos canalhas e ofensivos para com o Benfica e os Benfiquistas de gente com responsabilidades editoriais e sem vergonha na cara; são interpretações e crónicas parciais sobre os jogos e as arbitragens; é a lavagem sistemática de toda a porcaria que conspurca e vai matando o futebol português há décadas. O problema? O problema é que benfiquistas há que não só continuam a contribuir monetariamente para isto, como ingenuamente continuam a ser influenciados por esta gente, justificando que os imbecis do Pasquim Radical continuem espaventosamente a zombar de uma parte fundamental do público que lhes garante o ganha-pão.

 

Já apelei diversas vezes a que se deixasse de sustentar a grande maioria da carneirada assalariada do jornalismo desportivo, e muito especificamente este hipócritas do Pasquim e os moços de recados dos andrades n' O Jogo. Quanto à ‘A Bola’, remeto para este texto. Não faz sentido sustentar quem nos ofende todos os dias.

Esta gente só perceberá, na verdade, quando lhes doer onde faz mais mossa. No bolso. O repto que vos lanço, portanto, é que lhes façamos ver que acabou a impunidade e a falta de respeito ao Benfica sob o patrocínio dos próprios benfiquistas e que deixemos de lhes garantir a sobrevivência. Há, de facto, face à nossa grandeza e força no mercado, uma oportunidade de fazermos algo que faça a diferença. Façamo-lo, mas com determinação de quem sabe que o que está a fazer é certo.

Bem sei que há muitos de nós que já o fazem, mas é preciso mais, e de forma organizada.

 

A partir de hoje, este blog ostentará orgulhosamente o banner que se apresenta aí em cima. Usem-no, com toda a liberdade, nos vossos blogs, enviem-no para blogs amigos, divulguem o desafio. Mas é preciso mais: o Benfica é infinitamente grande e – não tenham ilusões – o espaço virtual é apenas uma pequena amostra, muitas das vezes sem representatividade, deste fenómeno do génio humano que é o Benfica. Falem com os vossos amigos benfiquistas por esse país fora, sensibilizem-nos para a importância disto, espalhem a palavra.

 

É, essencialmente, isto. Eu sou benfiquista. Não compro o Pasquim. E tu?

 

 

Adenda

Para quem quiser, fica aqui o código do banner. Basta copiar e colocar nos componentes do blogue.


  

<a href="http://tertuliabenfiquista.blogs.sapo.pt/1147481.html"  target="_blank" ><img src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bce0676de/8506080_LvyII.png"   alt="VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES" width="280" height="75" border="0" /></a>

publicado por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 12:25
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87 comentários:
De Mar de Chamas a 20 de Maio de 2011 às 14:39
Nunca comprei e nunca vou comprar.

No meu blog criei um grupo onde vou acumulando as mentiras desse pasquim e onde defendo o nosso Benfica:

http://vozesencarnadas.blogspot.com/search/label/As%20Mentiras%20do%20record

Saudações Benfiquistas
De Velha Guarda a 20 de Maio de 2011 às 14:40
E que tal uma petição na net para os Benfiquistas, deixarem de comprar o Reco-Reco!
Pensem nesta situação.
Saudações Benfiquistas.
De Carla a 20 de Maio de 2011 às 15:01
Nunca comprei esse amontoado de folhas. Nem esse nem o Jogo.
O único que comprava, no dia das crónicas do RAP, era "A Bola", e este, morreu na hora em que se tornou censurador.
De Sport Azores Benfica a 20 de Maio de 2011 às 15:09
Desde a época passada que deixei de comprar jornais desportivos, de ver programas desportivos na tv, de ter sporkosTV.

Programas desportivos vejo na BENFICATV
SporkosTV vejo na net.

PARA ISSO É NECESSÁRIO O JORNAL DO BENFICA PASSAR A SAIR NOS DIAS APÓS OS JOGOS DO GLORIOSO.

Seria a maior machadada que daríamos a esses jornais que pactuam com a corrupção e as VENDAS DO JORNAL DO BENFICA MULTIPLICAVA POR 20.
Poucas vezes compreio o nosso jornal, mas se sair após os nossos jogos comprarei sempre.

FORÇA BENFICA!!!!
De O Abutre a 20 de Maio de 2011 às 15:13
Eu?! Eu não compro desde que o vale e azevedo foi presidente do Benfica. Um dia, esses senhores colocaram a fotografia de um cão vestido com a camisola do Benfica com uma legenda que dizia qualquer coisa assim:"Até o animal tem vergonha da camisola".

"A Bola"?!! Desde que um tal de tavares lá escreve... "O Público"? Desde que viciaram as classificações para dar ao v. baliza o troféu de melhor jogador em detrimento do jv pinto. Etc, etc. Qualquer jornal ou revista que se atreva a denegrir o Benfica vai logo para o lixo e não vê um cêntimo meu.

E claro, agora só bebo Sagres apesar de preferir a outra marca. Obviamente, que sempre que na TV há jogos ou noticias da equipa corrupta mudo de canal. São as audiências a baixar. Também evito subsidiar a corrupção, não comprando produtos de empresas que os patrocinem. Aqui mais complicado porque o Benfica também é patrocinado por algumas delas. Faço a minha parte. E vocês? Ainda bebem SuperBock?
De Águia Eterna a 20 de Maio de 2011 às 15:16
Já deixei de comprar esse e qualquer outro pasquin. Mais, eu tento convencer todos os meus amigos Benfiquistas a fazerem o mesmo, pois esses junta-letras amestrados e domesticados pelo porco bimbo da bosta não merecem nem um cêntimo dos Benfiquistas. Por mim poderiam MORRER TODOS À FOME e SEDE que nem um copo de água lhes dava.
O meu jornal desportivo sai às sextas-feiras e chama-se Jornal " O BENFICA". Mais nada.
Benfica, sempre,sempre,sempre o Maior e o Melhor.
De Vermelho Redundante a 20 de Maio de 2011 às 15:16
Carissimo Carlos,

Lembro-me como se fosse hoje: 1977-78.
Pedroto, Pinto (então um mero aprendiz de feiticeiro) e Cª começaram a criar o polvo que durante décadas (quem diria ?) viria a enredar este miserável futebol português.

Isso é uma coisa. Outra bem diferente é fingirmos que a culpa é apenas da nojenta imprensa que vamos tendo, infelizmente consumida por alguns dos nossos.

Já aturei os garridos, os chineses (lembram-se do mário luís ?), os fortunatos, os chicos silvas, os silvanos e mais recentemente os vitores pereiras, os lucilios, os xistras, os benquerenças.
Mas isso é uma coisa: outra bem diferente é fingirmos que não andamos a fazer disparates há mais de 20 anos.
Que nos debilitam, enfraquecem, dividem, com os resultados que estão á vista.

Mais logo voltarei ao assunto, com mais tempo, outra disponibilidade.
Agora, há que trabalhar: infelizmente não jogo no Benfica, ainda não estou a gozar umas merecidas e justissimas férias...

De Carlos Miguel Silva (Gwaihir) a 20 de Maio de 2011 às 15:29
'Isso é uma coisa. Outra bem diferente é fingirmos que a culpa é apenas da nojenta imprensa que vamos tendo, infelizmente consumida por alguns dos nossos'.

Às vezes começo a pensar se não sou claro naquilo que escrevo. Onde - por Eusébio - é que eu escrevo ou se depreende das minhas palavras que a culpa (do que quer que seja, mas imagino que seja das épocas menos conseguidas, apesar da culpa ser uma gaja da vida e poder ser associada a quase tudo) é APENAS da nojenta imprensa.
Obviamente que não é apenas da imprensa, porque não são eles que andam lá em baixo a dar pontapés na bola, nem são eles que andam vestidos de bois a receber instruções do Vítor Pereira. Mas, não sendo exclusivamente a culpa da imprensa, posso à mesma falar deles e imputar-lhes a parte da culpa (essa cabra) que lhes cabe? Posso? Posso? Ah, obrigado.
Haja paciência.
De mafia a 20 de Maio de 2011 às 15:40
contra o careca do reco reco marchar marchar
De Rukas a 20 de Maio de 2011 às 15:40
nem o RecoReco, nem a Bolha, nem O Nojo!

Jornal do Benfica SIM!

SporkoTV népia!

BenficaTV, YES WE CAN!

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