VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES
Sábado, 11 de Junho de 2011

Reflexões sobre a época 2010/11

A melhor comparação de que me consigo lembrar para definir a época do Benfica é a de uma montanha russa de emoções, sendo que infelizmente para mim e para todos nós a viagem acabou com um loop a meio do qual nos apercebemos que não tinhamos o cinto de segurança posto.

 

Assim, se já na pré-época as expectativas de uma temporada na senda da anterior começaram a ser postas em causa devido a alguns lances menos normais, digamos, do guarda-redes contratado precisamente para defender aquelas bolas impossíveis às quais o Quim raramente ou quase nunca chegava, provando o velho ditado que mais vale 1 pássaro na mão do que dois a voar, isto é, mais vale um guarda-redes que não defende as bolas impossíveis mas que defende a maior parte das que são possíveis (!); por outro lado e aparte esta situação que muitos, eu inclusivé, tentaram perceber à luz de uma situação pontual que rapidamente e também/sobretudo devido ao preço pago na sua aquisição só podia mesmo ser temporária, por outro lado como dizia e a espaços a equipa praticava um futebol muito agradável à vista utilizando por vezes um esquema táctico diferente do anterior e que fazia uso de uma das aquisições efectuadas atempadamente, Jara de seu nome. Mal sabíamos nós que essa experiência começara e acabaria pouco tempo depois.

 

Vem então o 1º troféu oficial da época e o 1º de 5 clássicos que haveríamos de disputar com o nosso grande rival em Portugal. Se bem me recordo estava razoavelmente confiante de que iríamos levantar o caneco. Afinal, basicamente continuavamos com o mesmo plantel da época anterior, salvo as saídas importantes de Di Maria e Ramires (além do já supracitado Quim) que teriam sido em parte colmatadas pela aquisição de Gaitan; e mais importante ainda continuavamos com o mesmo treinador que até à data tantas alegrias nos tinha dado e que tão poucos defeitos tinha demonstrado até então. O nosso adversário esse tinha contratado um treinador jovem que estava em presença do maior desafio profissional da sua ainda curta carreira.

 

Pois bem, 0:2, sem espinhas, e a primeira de quatro derrotas, cada qual mais dolorosa do que a anterior, que viríamos a sofrer contra o fêcêpê durante a época.

 

Chega então o campeonato e apesar do desaire anterior as expectativas ainda eram elevadas procurando-se (me) justificar esse resultado devido a uma conjunção de factores, nomeadamente a um dia menos bom nosso e a um dia exepcionalmente bom do adversário. Nem nos meus piores pesadelos poderíamos ter iniciado de pior forma a defesa do campeonato tão bravamente conquistado, com 3 derrotas a pontuarem os 4 primeiros jogos! E na 5ª jornada chegava o 1º derby da época, na Luz. A hecatombe estava à porta. Estaríamos afastados da luta pelo título em Setembro?!? Olhando em retrospectiva e apesar de esse jogo ter marcado a reviravolta estatística, quando a exibicional já se fizera sentir no jogo anterior em Guimarães onde só uma arbitragem verdadeiramente pornográfica conseguiu impedir a nossa vitória, sim nessa altura já estavamos afastados do título, apesar de ainda não o sabermos. No entanto o futebol agradável e ofensivo estava de volta. O próprio Roberto beneficiou de um momento cinematográfico para mostrar o valor que só posso acreditar que tenha estado na base da sua aquisição quando após ter perdido a titularidade para Júlio César é forçado a entrar a frio para tentar defender uma grande penalidade que a ser convertida colocaria o Estádio da Luz em polvorosa, e cuja defesa o catapultou para exibições que de facto e a bem da verdade nunca vi o Quim fazer. Tudo corria portanto sobre rodas nessa altura, pelo menos a nível nacional, uma vez que às várias vitórias consecutivas na Liga se contrapunha uma participação desastrada na Champions com duas derrotas que apenas não foram mais pesadas devido ao tal factor Roberto...hood.

 

Ficavam à vista algumas limitações do plantel e também do nosso treinador uma vez que Jorge Jesus optava por basicamente seguir a mesma estratatégia que tão bons resultados tinha dado na época anterior, apesar de faltar dentro do campo aquele jogador que segurava o meio campo, ora esticando-o quando a equipa tinha a posse da bola ora diminuindo os espaços assim que a posse da bola era perdida. Falo como é óbvio de Ramires, que estranhamente nunca foi substituído. Erro crasso. Se a esperança era Amorim, essa cedo ficou dissipada devido a uma desgraçada chamada fora de tempo para disputar o Mundial da África do Sul que o fez perder a pré-época e posteriormente boa parte da época. As opções para a direita ficavam reduzidas a Carlos Martins (!) e a um míudo de 20 anos emprestado pelo Atlético Madrid que apesar de também ele jogar sobre a direita tinha mais parecenças com Ramires na cor da pele do que em termos de características do seu estilo de jogo. Nesta fase César Peixoto por exemplo era uma das presenças constantes no 11 titular. O próprio Maxi que poderia ser opção para alguns jogos, subindo no terreno, pagava também ele a presença no Mundial onde se cotara como um dos melhores laterais direitos da competição e a ausência de uma opção credível no plantel para o substituir.

 

Juntavam-se a estes factores prestações individuais muito aquém do que já se lhes vira fazer por parte de alguns dos principais obreiros das conquistas anteriores, com David Luiz, Saviola e Cardozo à cabeça.

 

É nessa fase que chega a deslocação ao Dragão para o campeonato. E JJ borra a pintura. Decide-se a colocar David Luiz na esquerda, onde passou o jogo a levar com o Hulk, entrando Sidnei para fazer dupla com Luisão. Dificilmente poderia ter corrido pior. Se o campeonato não estava perdido, perdido ficou. Restavam as competições a eliminar onde ainda tínhamos hipóteses em todas elas, nomeadamente na passagem à próxima fase da Champions, caso cumprissemos com a nossa obrigação de ir vencer a Israel e de depois discutir o 2º lugar com o Shalke na Luz. Recordo-me que antes de ir ao Dragão vinhamos de uns 75 minutos verdadeiramente estrondosos com o Lyon em casa, estando a aviar o campeão francês por 4:0. Terá o último quarto de hora desse jogo assustado JJ e terá sido esse um dos factores para a mudança de estratégia para a partida do Dragão? Só ele o saberá.

 

Curiosamente e quando nada o faria prever o jogo do Dragão marca um ponto de viragem na época, o qual muito sinceramente não consigo explicar, e embalamos para uma série extraordinária de vitórias consecutivas nas competições nacionais, interrompida somente pelos jogos da Champions, sendo que do jogo do Dragão, disputado a 07/11/2010, até ao jogo de Braga, a 06/03/2011, parecia estar de volta o rolo compressor. Pelo meio fomos dar uma machadada decisiva (pensava eu) nas aspirações do FCP de chegar à final da taça de Portugal e estavamos a colocar o máximo de pressão que era possível de aplicar devido ao péssimo arranque no campeonato nacional, onde o nosso adversário sabia que a perda de pontos poderia tornar quase decisivo (a esperança era essa) o jogo de volta a disputar na Luz.

 

Mas nem o adversário perdeu esses pontos nem o Benfica resistiu a mais uma arbitragem pornográfica (quando se f*de alguém sem procurar disfarçá-lo e se usa um enredo básico e batido como tudo só o posso comparar mesmo a uma película XXX) que fez a série vitoriosa se quebrar no Municipal de Braga. Restavam as competições a eliminar em que estavamos bem lançados para fazer a tripla, já que à vitória alcançada no Dragão na 1ª mão das meias-finais da taça se juntava a presença nas fases decisivas da Liga Europa e da Taça da Liga. Mas assim como tiveramos a subida estratosférica de forma depois da derrota copiosa com o Porto para o campeonato também presenciamos o reverso da medalha após a derrota em Braga. JJ apercebendo-se quiçá tardiamente das limitações do plantel começou a fazer mudanças maciças nalguns jogos para poupar os jogadores mais importantes para os jogos decisivos das competições nas quais tinhamos aspirações legítimas de conquista e chegamos aos tais jogos em que se iria decidir se basicamente a época iria ser para recordar pelos melhores motivos ou se seria pelos piores.

 

No entretanto já não morava David Luiz, vendido em Janeiro ao Chelsea e substituído na equipa primeiro por Sidnei e posteriormente por Jardel, contratado ao Olhanense, e era Roberto que ia segurando as pontas bem ladeado por Luisão e os inexcedíveis Maxi e Coentrão. Mais uma vez e parecendo (com)provar que uma das principais lacunas do guarda-redes espanhol é (a falta de) estofo psicológico, o jogo de Braga e um golo muito consentido que permitiu na altura o empate à equipa bracarense levou ao regresso da tremideira tanto na baliza como nas bancadas da Luz sempre que havia um cruzamento para a área do Benfica.

 

E chegaram então os 2/3 jogos que decidiram a época. Primeiro a possibilidade/obrigação de impedir a festa do campeonato para outras cores no nosso estádio e posteriormente a confirmação da passagem às finais da Taça de Portugal e da Liga Europa. Ambas pareciam perfeitamente possíveis de alcançar. No entanto JJ não quis deixar de dar razão aos que diziam, eu incluído, que ele tinha deixado para esta época a divulgação dos seus defeitos como treinador, ausentes ou disfarçados pelas exibições e pelos resultados da equipa na época anterior, e a lesão de Salvio que o incapacitou para o resto da época, cuja subida de forma juntamente com a de Gaitan tinham sido decisivas para os 4 meses brilhantes da equipa, foi a gota de água que fez transbordar o copo.

 

Assim, no jogo da 2ª mão da Taça de Portugal JJ teve opções que no mínimo dos mínimos devem ser consideradas peculiares, uma vez que sabendo que defendia um resultado positivo optou e bem por dar as despesas de jogo ao adversário mas por outro lado colocou um avançado a fazer as vezes de médio direito (Jara), a que juntou (in)decisões fatais na leitura do jogo. Quem não se recorda de ver Aimar a aquecer e a desaquecer indefenidamente quando se percebia que às perdas de bola perigosas de Jara se juntava a condição física cada vez mais limitada de Carlos Martins deixando as despesas defensivas do meio campo basicamente para Javi e Peixoto que tinham de lidar com 3 e por vezes 4 jogadores adversários.

 

E após o 1º golo do adversário, quando a elminatória ainda estava a pender para o nosso lado tudo se desmonorou. A equipa, o treinador, os adeptos, tudo. Olhando retrospectivamente acho que JJ e a equipa paralisaram de medo. Nem viram o que lhes estava a acontecer. Naqueles 10 minutos fatídicos a diferença entre estarem em campo com a camisola da águia ao peito os diversos internacionais pelos seus países ou um qualquer grupo de amigos que se juntam ao fim de semana para dar uns toques era praticamente nula.

 

E foi a mesma paralisação que terá afectado a equipa após se ver em desvantagem no jogo e na eliminatória no jogo da 2ª mão das meias finais da Liga Europa que a impediu de marcar um golo, um golo que fosse, em 75 minutos que voltasse a fazer pender a eliminatória para o nosso lado.

 

Paralisação provocada pelo medo de falhar/falta de condição física/ausência de opções no plantel para algumas posições chave/falta de espírito de grupo provocada por razões que a mim são desconhecidas, algures aqui pelo meio ou talvez em todas elas estará a explicação para o balanço necessariamente (muito) negativo que se tem de fazer da época 2010/11 do Benfica. E é na sua identificação e na sua expurgação que reside o segredo para que uma época como esta não se repita. A começar já pela próxima! Estou confiante em que as mesmas pessoas responsáveis pelo que de bom se fez há 2 épocas corrijam o que de errado se fez (fizeram) na preparação desta e cá estarei para dar voz ao que penso quando se vir com mais propriedade o esqueleto do plantel bem como as primeiras indicações dos jogos de preparação.

 

Até lá...que viva o Benfica e o benfiquismo!

publicado por Superman Torras às 07:52
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31 comentários:
De Jorge Timóteo a 11 de Junho de 2011
Concordo no geral com tudo, sobretudo com o "Viva o Benfica" no fim, mas o certo é que o futebol português actualmente me causa bastante tristeza. Vou para os 35 anos, e recordo-me perfeitamente de o Benfica ser de longe o clube com mais campeonatos e taças de Portugal ganhos e sobretudo o único clube português a ganhar a taça dos campeões europeus... e logo por duas vezes! Já o nosso maior rival de então, o Sporting, tinha apenas ganho uma tacita das taças contra um clube húngaro que hoje nem sei se ainda existe. Tinha 10 anos, gostava de futebol, e as palavras imortais do Luís Piçarra em como o Benfica "nunca encontrou rival neste nosso Portugal" faziam todo o sentido.

Hoje temos que o FCP está quase a apanhar-nos em campeonatos e taças de Portugal, já ganhou duas taças dos campeões tal como nós e até ganhou mais duas UEFAs e salvo erro duas intercontinentais para desempatar, e tudo isto aconteceu no meu tempo como espectador e tele-espectador de futebol. O Benfica celebra este ano a conquista do seu último troféu europeu... há 50 anos!!! Já o FCP ganhou um o ano passado, outros dois há meia dúzia de anos e o primeiro há uns 20 e poucos.

Serei sempre Benfiquista e não consigo deixar de sofrer pelo Benfica, mas estes 25 anos a ver futebol deixam-me muito triste. Tenho inveja dos Benfiquistas que puderam ver as equipas gloriosas das décadas de 60 e 70 e pergunto-me por que não pude eu também ter essa sorte.

Tenho um amigo meu sportinguista que, apesar de o Sporting o ano passado ter tido uma época miserável e de o FCP ter tido porventura a melhor época de sempre de um clube português, me diz que acredita sinceramente que com o Domingos e mais duas ou três boas contratações o Sporting pode ser campeão para o ano. Já eu, como não consigo desligar a parte racional do meu cérebro, não tenho qualquer tipo de esperança em relação à próxima época. Zero mesmo.

Nisto do futebol o que vale às vezes é que uma pessoa se lembra mais das vitórias que das derrotas, e ainda tenho os três últimos campeonatos ganhos muito bem guardados na memória. Agora se for a fazer um apanhado realista, estes últimos 25 anos, os anos em que eu vi futebol, foram terríveis.

Viva o Benfica, mas confesso que estou triste. "Nunca encontrou rival neste nosso Portugal"? Yeah, right.
De Ricardo Fonseca a 11 de Junho de 2011
Grande Grande post sim sr Superman Torras concordo totalmente contigo nas análises que fazes como nas duvidas que tens sobre o porquê de ter tudo desabado.
Acrescento que para mim foi fórró a mais não de todos mas de grande parte dos jogadores se de Luisão sei que o profissionalismo foi a 100% de outros mais jovens tenho as minhas duvidas.
JJ que sempre foi conhecido por ter mão de ferro nos jogadores mas falhou naquilo que pensei fosse de inicio o seu problema mas foi camuflado pelas vitorias da primeira época, uma coisa é mandar o miguel Garcia correr o treino todo com caralh&das para o motivar outra é motivar aimar saviola e outros, isto é como ter um pai demasiado disciplinador o filho assim que experimenta o fruto proibido deixa de ligar ao que o pai diz e faz só porque já ninguem tem mão no que ele pode ou não fazer.

Muito obrigado
De Manuel a 11 de Junho de 2011
Mais uma descrição das muitas que foram feitas, tentando ver o que esteve mal, a justificação para a "má época".

Primeiro temos de definir o que é uma má época. Se esta época fosse há 3 ou 4 anos, quando as expectativas estavam muito mais em baixo, diríamos que tinha sido uma boa época. Como foi a seguir ao ano em que fomos campeões, os adeptos benfiquistas, bem dentro do habitual ou 8 ou 80, exigiram o 80, que se tornou impossível. Dentro das expectativas criadas foi uma época fraca, ainda por cima agravada pelo sucesso do nosso mais próximo rival.

Fala-se muito da condição física. Mas não podemos dissociar esta das exibições, dos resultados e do apoio dos adeptos. E dos condicionantes psicológicos que esses resultados e exibições colocam na parte física. Uma discussão que Ignora isso é uma discussão vazia de conteúdo.

Eu quando analiso as questões gosto recuar o mais possível, ir ao âmago das questões. E o facto de o Benfica ter ficado partido desde o início, de os adeptos começarem a dividir o clube desde a Supertaça, foi fundamental. Se em vez de questionarem tudo, desde o JJ, passando pelo Roberto e acabando no Rui Costa e nas aquisições do LFV, tivessem continuado a apoiar incondicionalmente o clube, teria havido uma injecção de moral em vez de uma injecção de críticas que apenas intranquilizou todos os que trabalhavam dentro do clube.

A verdade é que a inquietação passou de fora para dentro e isso notou-se. Foi de tal forma que levaram o presidente do clube a fazer uma declaração pública, proibindo os adeptos de irem aos estádios. Já era tarde demais e foi feito em desespero de causa.

Aliás, esse passo teve o condão de aumentar ainda mais o ruído na CS, que foi amplificado entre os benfiquistas, voltando de novo para a CS em forma de crítica, apoucamento, escárnio, criando uma situação em que os benfiquistas se sentiam cada vez mais ridículos e ridicularizados. Isto teve o condão de lhes acicatar mais a crítica interna. Criou-se um círculo vicioso. Enfim, uma situação que ajudou a condição psicológica e física dos andrades de tal modo que fizeram a melhor época de sempre. Graças ao Benfica e aos adeptos Benfiquistas. Enquanto íamos sendo escandalosamente roubados pelos árbitros. Mas isso para os inteligentes dos adeptos eram apenas bagatelas e pormenores sem importância.

E para aqueles que não concordam comigo posso provar o que digo. Quando o Benfica começou a ganhar, e foram 18 jogos seguidos, os adeptos começaram a APOIAR, o Roberto começou a defender tanto que esteve à beira debater o recorde - nessa altura já toda a gente dava a mão à palmatória - e estava tudo bem. Porque ainda havia ESPERANÇA. Até Braga. Onde se deu a reviravolta. E não me digam que esta foi culpa dos jogadores, do JJ ou do LFV. O Antero andou a pagar aos jogadores do Braga para se matarem contra nós, e o Sousa e o Garrido conseguiram o Xistra para árbitro (houve 4 árbitros que, todos ao mesmo tempo, se consideraram "indisponíveis"). Já se esqueceram?

Este ano já começámos a fazer o mesmo. Irão ver que se o Benfica não começa a ganhar ou a jogar bem desde o início, vai acontecer precisamente o mesmo, alastrando a intranquilidade entre os jogadores e os treinadores. E depois queixam-se que a culpa é do treinador, dos jogadores, do LFV e do Rui Costa. Para mim, a culpa é dos adeptos que deviam fazer apenas uma coisa: APOIAR.

Os adeptos não treinam, não jogam, devem apenas APOIAR. Não é a lamentar-se na blogosfera, a queixar-se em comentários ou a chorar baba e ranho. Ou a exigir que se coloque ou contrate este ou aquele jogador. É APOIAR. O Benfica joga mal? APOI-SE! O jogador X ou Y joga mal? APOI-SE! APOIAR SEMPRE, joguem bem ou mal. Ganhem ou percam. Isto não é ser seguidista, é ser adepto Benfiquista.

Que é o que fazem os adeptos em países que eu chamo de civilizados: Inglaterra e países do norte da Europa. Sigamos os bons exemplos. É com eles que se aprende.

Quanto aos erros que se cometeram internamente, penso que já estão identificados e que irão ser corrigidos. Quanto a isso não estou preocupado. A minha preocupação é apenas os tiros nos pés que os adeptos benfiquistas continuam a dar em si próprios e no clube.


De S.L.B. a 11 de Junho de 2011
Excelente análise! Concordo com praticamente tudo. Abraço.

P.S. - Sendo que, e aqui provavelmente estaremos em desacordo, o modo como estamos a tratar um dos maiores símbolos de benfiquismo da última década (quer se queira, quer não, são 12 anos...) me faça crer que há pessoas que ainda não perceberam o que é o Benfica e que só o 'profissionalismo' não chega...
De Johnny a 11 de Junho de 2011
Superman;
Foi de facto a mais dolorosa das épocas de que me recordo enquanto Benfiquista, uma boa analise a tua, mas eu gostava de focar outro ponto... E começa no jogo do dragão, o JJ no final procura limpar o \"capote\", elevando as responsabilidades aos jogadores, não assumiu as dele e foi aí que a imprensa o começou a \"queimar\"...
Agora a este tipo de situações junta as constantes ofensas do FCP na praça publica, junta-lhe as arbitragens, adiciona-lhe o Fernando Gomes e compara com aquilo que o Benfica fez para defender os seus atletas, foi Zero, absolutamente Zero, foram pedir escolha policial especial para as deslocações ao dragão típicas de quem não vive num pais livre e pior mostrando fraqueza e medo ao Porto, eles o FeCePe aproveitaram isso e acabou por se revelar em dentro de campo no resto da época, Se Roberto e foi ma contratação??? Talvez sim... Se Salvio não e igual a Ramires??? Seguramente... Mas imaginem grande parte destes jogadores na equipa dos Andrades e pensem se seria possível que deles fosse posto em causa na praça publica!!! Reparem no seguinte, ano passado ganhamos campeonato, e taça, fez-se uma boa UEFA e no final todos estavam desejosos de ir para reais Madrid, chelseas etc.. Este ano o Porto ganha e todos querem lá ficar... Falta no Benfica alguém que defenda os seus quando se tem e quando não se tem razão, falta ao Benfica quem una os adeptos e não os deixe a ler jornais... Agora enquanto de tenta unir os Benfiquistas com contratações atras de contratações, temos um plantel de 40 jogadores, e 15 terão que sair (parece que somos como as escolinhas de captação onde aparecem 200 miúdos e vamos ver quem presta ou não)... Quanto nos adeptos somos somos acusados de sermos jogadores de FM e falarmos de tudo aquilo que não sabemos... Vivem-se dias muito tristes no Benfica...
De pge a 11 de Junho de 2011
Fizeste a melhor e talvez unica, avaliação do Roberto, que li, que é justa.

"Curiosamente e quando nada o faria prever o jogo do Dragão marca um ponto de viragem na época, o qual muito sinceramente não consigo explicar, e embalamos para uma série extraordinária de vitórias consecutivas " - a resposta é Expectativas. Juntar qualidade e expectativas baixas, normalmente dá nisto.
Embora aqui não seja um caso de gestão de expectivas, é aqui falhamos imensamente, devemos ser dos piores clubes a gerir expectativas.
Parece que contratámos um gajo novo para a comunicação. A ver vamos.

Saída do Ramires foi um pesadelo. É o salvio que tem de se adaptar, é o Salvio que não é o Ramires, é a lesão do Salvio e do Ruben...Enfim, que o Enzo o faça esquecer, ou pelo menos estar á altura daquilo que precisamos.

O Benfica acima de tudo e de todos, é por isto que o Jesus tem de ser avaliado daqui a um ano, custe o que custar, não é em Agosto, em setembro ou em outubro. Daqui a um ano falamos do trabalho do Jesus. Se não, vai ser aquele velho filme do costume, todos já o vimos vezes sem conta. Os pasquins andam mortinhos que comece a época. Vão tentar tudo para pôr o Jesus a andar.
De Águia Eterna a 11 de Junho de 2011
Meus caros BENFIQUISTAS, na minha modesta opinião, o problema do NOSSO BENFICA, aliás os problemas do NOSSO BENFICA SÃO ESSENCIALMENTE DOIS, apenas e só DOIS, e enquanto não formos CAPAZES de os resolver, tudo continuará na mesma, isto é, o fó.corrupto.do.poprco passeará a sua "classe", "superioridade", e mais FALSIDADES do costume com os jornaleiros avençados uns, e amestrados e domesticados outros a cantarem-lhe LOAS e HÓSSANAS e a BRANQUEAR toda a podridão dessa gentalha no futeboleco porcoGUÊS.

Sei que estão desesperados por saber quais são na minha opinião de BENFIQUISTA 100000000% os tais dois problemas a que me referi. Pois bem, nãomos faço perder mais tempo. Aqui vai a resposta:

Problema n.1 e principal: A Arbitragem que já não existe e que se transformou em APITADORAGEM a "jogar" com o apito contra o NOSSO BENFICA e a favor do fó.corrupto.do.porco.

Problema N. 2 : Somos NÓS, sim NÓS BENFIQUISTAS, a começar pela Direcção do Clube e pelo seu Presidente, que embora gostemos muito do BENFICA não temos tido CAPACIDADE, FORÇA, UNIÃO, GARRA, PRESSÃO, etc,etc,etcm,etc, para defendermos o NOSSO BENFICA como deve ser, e como Ele Benfica, tanto precisa e sobretudo MERECE.

Sem resolvermos o 2.º problema, NUNCA, mas NUNCA MESMO o 1º será resolvido, pois a Nª. Sª. de Fátima que se saiba não liga a futebol, e de mais a mais, ela tem tantos poderes como tem um boi no MATADOURO.

Um abraço de BENFIQUISMO a Todos os que de facto e VERDADEIRAMENTE amam e defendem o NOSSO GLORIOSO e INIGUALÁVEL SPORT LISBOA E BENFICA.

De Luis Agostinho a 11 de Junho de 2011
Olha, eu acho que as culpas são repartidas. Foi um erro o LFV apoiar o gomes para a liga, e isso também inclui o gajo da arbitragem, da disciplina, etc.
A equipa do Benfica não era tão forte e tão equilibrada como nos fizeram crer no inicio da época. Afinal, o Di Maria abria muitas defesas quando já não havia soluções e o Ramires, que não teve substituto equilibrava o meio-campo . Não houve nada disse este ano. Se estavam a pensar no Amorim para substituir o Ramires, a selecção (na minha opinião nenhum jogador do Benfica deveria ir à equipa da fpf , deu cabo do Amorim com aquela chamada parva para ir ao mundial).
Depois, falhou-os competências para prevenir as influências negativas da arbitragem e começou logo no primeiro jogo em casa com a académica (3 ou quatro penalties por marcar) não admira que a académica escolha sempre treinadores afiliados aos corruptos, e enquanto o Benfica foi roubadissimo nessas jornadas os corruptos foram levados ao colo. Depois houve as realmente escandalosas em Guimarães e Braga. Enfim, a corrupção dos árbitros do costume, e ainda veio o gajo dizer que a arbitragem melhorou e estava bem....
Claro que os adeptos estiveram mal ao furar o boicote porque se tivesse funcionado o sistema tinha curvado aos joelhos, assim, ainda ficou mais forte. Infelizmente não se pode injectar um pouco de inteligência nos adeptos....se calhar os mesmos que assobiam os jogadores do Benfica.
Também há as culpas dos jogadores, houve jogadores que não foram ao mundial e estiveram vergonhosos, Saviola , Carlos Martins e mesmo o Javi estiveram muito abaixo do que se esperava deles, e mesmo os que foram ao Mundial, não é verdade que os corruptos, o Barcelona e muitos outros tiveram muitos jogadores no mundial? O que vem a ser isto?
JJ também esteve, por vezes, muito mal, levando algumas banhadas do pequeno corrupto bilhas boas.
Esta época foi verdadeiramente humilhante, a derrota por cinco no antro da corrupção, os corruptos terem ganho o fruteonato na Luz, a eliminação na Luz para a taça, etc. As pedradas nos bens do Benfica, nos adeptos e nos jogadores e no nosso orgulho, tudo isso é nossa culpa porque por cada pedrada nós deveríamos responder com um bloco de cimento.
Portanto, a culpa é de todos e ando muito zangado e para ser sincero, ainda não digeri a última época e acho que não irá acontecer tão cedo.

De Anónimo a 11 de Junho de 2011
Apoiado Sr. "Manuel". E se a época começa mal vamos assistir à campanha anti Jesus. Tiros nos pés e emprenhanço pelos ouvidos é o que há mais no Benfica. A "mérdia" sabe disso e aproveita. Assim no próximo campeonato tudo se vai decidir nas primeiras 4 ou 5 Jornadas e no que acontecer nas eliminatórias para a Liga dos Campeões. Se começar bem embalamos...senão... E, claro os comissários, ditos "árbitros", já receberam as instruções para a próxima época.
De mega a 11 de Junho de 2011
Futebol...um desastre.
Andebol...um desastre
Basquetebol...um desastre
Voleibol...um desastre
Hoquei em Patins...salvou-os a taça Cers
...não sei porquê acho que o Futsal também já era.
O que temos que pensar, é o que é que esta Direção anda a fazer?...e ainda andamos á procura de culpados??
Por favor?

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