Por culpa exclusivamente nossa, sofremos mais do que seria previsível para levarmos de vencida o Feirense. E as culpas distribuem-se entre o desperdício no ataque - em particular na primeira parte - e a insegurança na defesa a partir do momento em que consentimos o golo do empate.
O Jorge Jesus neste momento parece uma espécie de viciado, incapaz de largar o hábito a que está agarrado. Quando pensamos que já temos provas suficientes sobre qual é o sistema táctico que melhor parece adaptar-se às características do plantel, e que o treinador também já estará convencido, de repente distraímo-nos um pouco e quando damos por isso lá está ele outra vez agarrado aos velhos hábitos e a lançar o 4-1-3-2 para dentro do campo, relegando o Witsel para o banco. Foi o que aconteceu hoje, com o Benfica a apresentar um onze cuja maior novidade foi a presença do Capdevilla na esquerda da defesa. Mesmo sem grande brilho, o Benfica dominou completamente uma primeira parte de sentido único, durante a qual o Artur foi um mero espectador. Já depois de uma primeira grande oportunidade de golo desperdiçada, pelo Saviola, o golo chegou relativamente cedo, um pouco antes de atingido o primeiro quarto de hora, e pelo suspeito do costume: Nolito. Depois de um lançamento lateral do Maxi, o Cardozo na zona do primeiro poste tocou de cabeça para trás e o espanhol apareceu solto de marcação para fazer o seu quinto golo em cinco jogos. Daqui para a frente, a descrição da primeira parte quase que se resume às oportunidades falhadas pelo Benfica. Ou por falta de pontaria, ou por inspiração do guarda-redes Paulo Lopes, fomos incapazes de dar maior expressão ao resultado, e vimos o Aimar, o Nolito ou o Gaitán (acertou no poste) desperdiçar boas ocasiões, pelo que a vantagem mínima do Benfica com que se chegou ao intervalo era justa, mas escassa.
A segunda parte iniciou-se sob o mesma tendência do desperdício: depois de um canto do Aimar, o Luisão apareceu completamente sozinho junto da pequena área a cabecear (nem precisou de saltar) mas conseguiu o mais difícil, não acertando na baliza. Aos oito minuto, o Feirense teve uma rara subida ao ataque, beneficiou de um canto (tavez o primeiro do jogo) e, como não podia deixar de ser, marcou. O Benfica atá teve uma reacção positiva ao golo durante alguns minutos, voltou a criar perigo (teve um fora-de-jogo muito mal tirado ao Saviola, que o deixaria isolado), mas findo o primeiro quarto de hora o jogo ficou completamente aberto, atravessando-se um período em que o próprio Feirense parecia poder aspirar a vencer o jogo. Viu-se aquilo que costuma acontecer muitas vezes quando jogamos com esta táctica, ou seja, assim que a condição física começou a falhar um pouco a equipa ficou praticamente partida ao meio, com metade a defender, outra metade a atacar, e um vazio no meio, que ia sendo preenchido com esforço pelo Aimar. Após quinze minutos nesta indefinição, o Maxi decidiu ir por ali fora, ganhou a linha de fundo, entrou na área e centrou rasteiro para o Cardozo, em esforço, tocar para o golo. O mais difícil estava conseguido, mas o descanso só apareceu já em período de descontos com um grande golo do Bruno César, que tirou vários adversários do caminho, entrou na área pela esquerda, e com um remate cruzado fez um grande golo.
Num jogo em que não me pareceu haver grandes motivos de destaque, os melhores do Benfica acabaram por ser, para mim, o Nolito, pelo golo marcado e por estar envolvdo na maioria dos lances de ataque mais perigosos, e o Aimar, cujos esforços para fazer a ligação entre os sectores da equipa chegam a cansar so de ver. O Witsel teve uma boa entrada em jogo e ajudou a trazer mais alguma organização ao nosso meio campo.
Saí da Luz satisfeito com o resultado, mas não muito contente com a exibição. O Benfica não deveria ter que sofrer tanto para levar de vencida o Feirense. Houve, mais uma vez, desperdício no ataque, mas mais preocupante foi o muito espaço que a nossa defesa deu a partir do momento em que sofremos o golo. Além disso isto foi um jogo que, pela forma como correu, me pareceu ter obrigado os nossos jogadores a um esforço mais intenso do que seria desejável antes do playoff da Champions. Esperemos que não haja consequências disto na quarta-feira.
Boas!
Devo dizer que gosto imenso deste blogue!
Podem adicionar os meus aos vossos links? Eu prometo que retribuo :p
http://davidjosepereira.blogspot.com/
Saudosos cumprimentos!
Olá D´Arcy.
Outra vez, só para dizer que vou agora ver, em BTV o Benfica -Feirense. Só assim se faz uma verdadeira avaliação.
BENFICA MEU.
De inês Lima a 23 de Agosto de 2011
Olhe, Lisandro, venho só honrar o seu comentário, achei engraçado que me tivesse respondido.
Mantenho que temos de ter capacidade para sofrer, e isso quer dizer, mastigar a angústia, ver o filme todo e não só os maus momentos, projectarmo-nos no futuro de forma positiva _ ter esperança! É o contrário da atitude derrotista.
Vendo assim, talvez concorde comigo, não é?
Sempre Presente!
De lisandro a 23 de Agosto de 2011
inês,
projectarmo-nos no futuro de forma positiva e ter esperança, faz sentido se alterarmos a nossa atitude, se incrementarmos o nosso empenho, se definirmos uma estratégia a adoptar e se, de forma vincada, trabalharmos para tal.
O que se tem verificado é um acumular de erros, basicamente sempre os mesmos (na esfera desportiva).
Verificamos ainda falta de humildade, arrogância e impreparação do nosso treinador.
Paralelamente, observamos que nada (ou muito pouco) se aprendeu com o fracasso da ultima época, pois continuamos a verificar falhas grosseiras na abordagem aos jogos deste início de época.
Todos os Benfiquistas tinham essa "esperança" no primeiro ano do JJ no Benfica.
Todos iam aos jogos com certeza que iriam ver uma equipa a trabalhar, com atitude e empenho.
Hoje, não temos a certeza que isso se passa e vamos para os jogos a "tremer",... mas com "esperança" que as coisas não corram mal.
De Irish Coffee a 23 de Agosto de 2011
A Arbitragem É Reverente Perante A Kamorra
No último programa Tempo Extra, Rui Santos disse que a arbitragem, nos últimos 30 anos, tem sido REVERENTE para com a Kamorra.
O próprio artista, Rui Santos, não disse ipsis verbis que o fóculporko é uma das maiores organizações criminosas do planeta com ligação ao desporto, nomeadamente ao futebol. Em nenhuma outra parte do globo jamais assistimos a tamanho poder e desnivelamento de forças, impunidade e imputabilidade totais como a organização criminosa liderada pelo polbo flatulento kadaphi da tripa goza neste paíseco, podre, corrupto, burro e falido.
Um pouco por todo o mundo as pessoas revoltam-se, lutam e morrem pela liberdade e libertação e os ditadores vão caindo. Neste paíseco FDP incorrigível, retardado e corrupto até à medula, a organização ultra mafiosa/criminosa do Bimbo Laden Fundamentalista da Tripa continua incólume, intocável e cada vez mais poderosa a cada dia que passa. Até a própria Troika, que se mete com tudo e todos, parece ter um medo mais que mortal da organização liderada pelo temível belho careca psicopata.
Pegando ainda nas palavras do artista da bola Rui Santos, REVERÊNCIA significa broxismo primário, succer (em inglês), subserviência, bajulação, servilismo, capachismo, estado de sujeição… enfim, tudo coisas que a fina ironia de um qualquer mafioso, ditador inimputável aprecia como se de fruta achocolatada se tratasse.
De ZÉ DA FRUTA a 24 de Agosto de 2011
«(...) O problema do Sporting é não conseguir meter a bola na baliza»BRUNO PRATA
Esta afirmação é falsa.
Porque o Sporting consegue meter a bola na baliza, mas o golo é mal invalidado. No jogo contra o Olhanense marcámos golos, contra o Beira-Mar é que não. E esse jogo foi depois da birra dos árbitros. E a questão não é essa. A questão é o facto de tanta gente querer fazer pensar que a questão é essa.
Imaginem que um homem, incompetente no seu trabalho, é despedido. Nesse dia volta para casa mais cedo e surpreende a mulher com o amante. Faz um escândalo. Eu digo que o marido é traído porque a mulher é galdéria, o Bruno Prata e outros jornalistas desportivos dirão que é traído porque é incompetente no emprego.
Mas não nos podemos iludir. A culpa desta situação é nossa, do Sporting. Não a culpa de falharmos golos ou de termos ofendido os árbitros, mas a culpa de ter aceitado, passivamente, o que tem acontecido nos últimos anos.
A culpa é nossa por nunca termos dito nada sobre o Apito Dourado. Por termos tido presidentes que se sentaram, como se nada fosse, ao lado de Pinto da Costa, o homem que recebe árbitros em casa, que lhes paga viagens ao Brasil, que lhes oferece fruta e ameaça oferecer o jantar. Por apoiarmos a eleição para a Liga de Fernando Gomes, ex-vice-presidente do Porto do tempo do Apito Dourado. O Sporting ajudou, com o seu silêncio, com a sua conivência, a que os comportamentos corruptos, que prejudicam o clube, passassem impunes e, mais grave, passassem a ser considerados irrelevantes.
Não foi só o Sporting, claro. Também têm culpa os jornalistas que continuam a fingir que não se passou nada. Os directores que evitam os assuntos polémicos, com medo de perder o acesso aos dez minutos iniciais dos treinos e às conferências de imprensa cheias de banalidades. Os comentadores que negam que o que se passou seja grave, para não terem de admitir que festejam títulos ganhos com trafulhice. Os clubes que não protestam quando são prejudicados em favor do Porto. Os dirigentes da Liga e da Federação que olham para o lado. Todos contribuem para que, em Portugal, a trapaça seja normal. Se é normal um presidente receber em casa um árbitro que, dois dias depois, vai beneficiar o seu clube num jogo importante e se, ainda por cima, é o presidente do clube que já pagou viagens ao Brasil a outros árbitros, então qual é o espanto por haver golos mal anulados como o do Sporting -Olhanense?
Os árbitros só fizeram este boicote patético porque acham que, como é o Sporting, podem. Porque, vendo a atitude do Sporting nos últimos anos, julgaram que éramos tíbios. Alguém acha que faziam isto ao Porto, por exemplo quando o Villas Boas criticou João Ferreira, antes de um jogo na época passada? Claro que não faziam. O Porto é que manda. Ou manda dar fruta, ou manda dar o jantar. Ou putas, ou porrada.
Quem não se dá ao respeito, como Sporting não se deu nos últimos anos, acaba assim, com um grupo de bandalhos a achar que nos pode intimidar. Mas ainda podemos mostrar-lhes o quanto estão enganados.
O que há a fazer, aconteça o que acontecer, é não pedir desculpa. Está fora de questão ceder sequer um milímetro. Seria admitir que somos menos do que os outros clubes. E, se palhaçada continuar, então devemos recusar participar neste campeonato. Era a atitude que devia ter sido tomada quando se descobriu que a fraude do Apito Dourado ia passar incólume. Ainda vamos a tempo.
PS - A solução para o problema do futebol português não passa pelo aumento da competência dos árbitros através da sua profissionalização. É uma falácia. A maioria das vezes não erram por incompetência, erram por corrupção. E aumentar-lhes o salário só vai fazer com que se esforcem mais para fazer batota a favor de quem influencia a decisão sobre que árbitro tem melhor nota e sobe de escalão, logo ganha mais. O Apito Dourado mostrou bem quem manda nesta bodega. Enquanto o Presidente do Porto puder oferecer fruta, viagens e cafezinhos à vontade, o que é que interessa se é a árbitros de classe média ou a árbitros de classe média alta? Ou será que, se ganhasse mais dinheiro, Augusto Duarte já não precisava de aconselhamento matrimonial de Pinto da Costa para o seu pai? E Jacinto Paixão, com um aumento de salário, deixava de preferir mulatas? Zé Diogo Quintela
De ZÉ a 24 de Agosto de 2011
Perante o silêncio cúmplice com que a Direcção do SCP e a maioria dos comentadores afectos ao clube de Alvalade acompanharam, nestes últimos anos, os castigos do processo do Apito Final e as absolvições do Apito Dourado, muitas vezes me tenho perguntado: será que já não há sportinguistas decentes, que não confundem o RIVAL com o INIMIGO?
Nestes últimos anos, depois de Dias da Cunha ter denunciado o SISTEMA e ter chamado os bois pelos nomes, a cumplicidade com o FCP por parte das direcções que se lhe seguiram (Filipe Soares Franco e, agora, Bettencourt) foi demasiado evidente: o inimigo era o Benfica e tudo o que servisse para atacar o Glorioso era bem-vindo, nem que para isso tivessem que pactuar com a batota e associar-se ao clube cujo presidente se gaba de ter deixado Bettencourt de mão estendida e lhes levou o Ruben Micael, o Moutinho e mesmo o treinador que eles julgavam que iam exibir este ano como um D. Sebastião: o Villas-Boas. E tudo o Porto levou!
A cumplicidade era tão grande que houve quem julgasse que a sigla SCP queria dizer Sporting Clube do Porto! Até ao ano passado, o SCP calou-se: não comentou os escandalosos resultados do Processo, não falou das escutas, pactuou com arbitragens indecentes, porque teve o segundo lugar garantido, e porque alguns sportinguistas sem brilho nem brio preferiam um segundo lugar várias vezes do que um primeiro de vez em quando! Desde que o Benfica ficasse atrás! Esta cegueira e esta obsessão reduziram o nosso grande rival a um clube de bairro, mergulhado numa crise de onde não se vê como vão sair, condenado a disputar um lugar na Europa ao Braga, ao Vitória de Guimarães ou ao Marítimo.
Mas, desde o ano passado, a coisa ganhou foros de delírio. Perante a evidência de um futebol brilhante, um treinador vitorioso e uma equipa confiante e ganhadora, que passeava a sua superioridade e sua classe pelos relvados, e que, sem batota, teria deixado os outros clubes muitos pontos atrás, era preciso arrasar o RIVAL, apoiando a vergonhosa campanha do FCP, matraqueada todos os dias com mentiras repetidas sobre os túneis e o andor, e que, à falta de argumentos, ressuscitava a indecorosa campanha contra o Calabote e reeditava a caluniosa campanha do “Clube do Regime”!
Nos tempos da Guerra Fria, os comunistas chamavam, com desprezo, aos que os apoiavam sem pedir nada em troca os “Idiotas úteis”. E, desde o ano passado, houve comentadores que se prestaram miseravelmente a essa vassalagem.
Ora, de há umas semanas para cá, quiçá por efeito da divulgação das novas escutas, houve alguns sportinguistas que acordaram e devolveram a decência à instituição: foi o caso do Jorge Gabriel, do Daniel Oliveira, do Alfredo Barroso e do José Diogo Quintela, que assinaram nos jornais e proclamaram na rádio que as escutas os indignavam e que, ao contrário do que outros vendem, a equipa do Sporting também foi prejudicada por arbitragens viciadas que a afastaram do título em épocas recentes. Aleluia! É tempo de os sportinguistas, mesmo que a sua Direcção se cale, perceberem que só poderão voltar a ser um grande clube quando a VERDADE DESPORTIVA voltar ao futebol, e isso implica aliar-se ao Benfica na luta pela independência dos órgãos que irão superintender à Arbitragem e à Disciplina e à decência dos seus membros, na próxima estrutura da Federação!
Sem isso, os nossos clubes vão continuar a ter que redobrar o esforço desportivo e financeiro para ganhar no campo contra todas as forças que, dentro e fora dele (a violência à volta dos estádios, os corredores do poder, os túneis, o apito e as bandeirinhas) fazem todos os possíveis para incendiar Lisboa e manter o poder no Norte.
ACORDEM LEÕES! OU SERÁ QUE ACHAM QUE, PARA ELES, VOCÊS NÃO SÃO MOUROS?!
António-Pedro Vasconcelos
De Luis Agostinho a 24 de Agosto de 2011
Eu acho que deveríamos aproveitar a onda da lagartagem e dar um empurrão final na arbitragem para que este desmorone como um castelo de cartas em vez de ficarmos silenciosos, aliás, temos muitos motivos para falar (Benfica) no que diz respeito às duas arbitragens mafiosas que os corruptos tiveram. Por fim, o meu grande repudio para aqueles que assobiam os nossos jogadores, e estou a referir-me em particular ao Cardozo . Ele até podia não fazer mais nada um jogo todo senão marcar um ou dois golos e já merecia o ordenado.
"Tenho mais ódio ao cinismo, que ao próprio Diabo, a menos que ambos sejam a mesma coisa."
Robert Louis Stevenson (1850-1894) Escritor británico.
Em declarações à RTP, Pinto da Costa deixou duras críticas a quem tem dito mal das arbitragens e enaltece os ‘homens do apito’.
«Estes indivíduos não percebem nada. Não têm noção do ridículo em que caem. Estão a dar cabo do futebol e a criar um clima insustentável para os árbitros que têm sido uns heróis», referiu o dirigente.
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