A pergunta que paira, e que já foi expressa no post anterior, é se Jorge Jesus deve ser julgado pelo trabalho que tem feito ao longo deste anos, em que conseguiu levar o Benfica a atingir níveis exibicionais que há muito não se viam com regularidade e contribuido para a revelação de grandes jogadores? Não nos esqueçamos que o Benfica começou esta época "condenado" a mais um fracasso, após as saídas de Witsel e Javi García...
Ou deverá Jorge Jesus ser julgado pelo facto de a equipa claudicar nos momentos decisivos, não raras vezes devido a opções tácticas discutíveis, misturadas com o desgaste físico de vários jogadores?
Um aspecto importante está em perceber se a equipa está com Jorge Jesus, questão tanto mais pertinente se tivermos em conta a miserável exibição do passsado Domingo e os incidentes no final do jogo.
Penso que esta última questão pode ser determinante e, pelos sintomas, sou levado a pensar que Jorge Jesus tem poucas condições para continuar.
É inegável o mérito de Jorge Jesus em trazer o Benfica de volta às grandes decisões, de forma sistemática, após 15 anos de travessia do deserto; com Jorge Jesus, o Benfica conseguiu transpor as dunas que constituem o último obstáculo antes de chegar à praia, onde acabamos por desfalecer... Caso fique, será capaz de levar o Benfica a ter a força necessária para fazer o "extra mile" que nos permita chegar ao mar do sucesso?
Por outro lado, caso não fique, é muito importante que a direcção tenha, desde já, opções estudadas para substituí-lo.
É muito importante que, caso Jesus saia, quem vier a seguir seja capaz de pegar na equipa e tirar partido de tudo o que de positivo foi alcançado sob o comando técnico daquele. O meu receio, e de muitos Benfiquistas, é que se Jorge Jesus sair contra os planos da direcção, que esta se precipite na contratação de um novo treinador que não seja capaz de pegar no trabalho desenvolvido sob o comando técnico de Jesus e assim corremos o risco de sermos atirados novamente para o meio do deserto...
No entanto, é à direcção do Benfica que cabe avaliar e decidir. Seja qual for a decisão, eu estarei sempre com o Benfica, pois o meu clube é o Benfica, não o treinador (nem a direcção).
Pessoalmente, entre manter um treinador que, apesar de ter falhado em momentos decisivos, tem conseguido levar a equipa a discutir regularmente esses momentos e que devolveu-lhe a competitividade perdida há vários anos, e contratar um treinador de forma não planeada, prefiro a primeira opção. A minha expectativa é de que consiga sempre fazer melhor...
Mas, como é óbvio, se a direcção já tiver planos para um novo treinador, capaz, por um lado, de trazer novas ideias e, ao mesmo tempo, valorizar os jogadores do plantel e capaz de pegar no trabalho positivo que foi desenvolvido ao longo destes últimos anos e introduzir as melhorias necessárias, terá o meu apoio. É sempre um risco, claro, mas se o Benfica se refugiasse em decisões conservadoras, nunca teria ido buscar Sven-Goran Eriksson em 1982.
Para além disso, é para absorver o trabalho da equipa técnica e manter a continuidade do mesmo, com novos elementos, que existe toda uma estrutura de dirigentes e técnicos.
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