VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES
Quinta-feira, 12 de Abril de 2007

É uma dor de alma.

É uma dor de alma ver tanto azar junto: duas bolas no ferro (Rui Costa e Miccoli); falhanços inacreditáveis à frente da baliza (David Luiz, Nuno Gomes e Mantorras); o Ericksson a ver o jogo na bancada e o Fernando Santos a ver o jogo no nosso banco de suplentes.

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publicado por Anátema Device às 23:43
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-inho

Não é uma boa altura para me pôr a escrever sobre o Benfica. Porque ando irritado com a nossa equipa. Ou melhor, ando irritado com o treinador da nossa equipa, sendo este um padecimento quase constante desde Julho, apenas esporadicamente atenuado por vitórias ou exibições mais conseguidas. Ando irritado com o Nandinho. Só consigo referi-lo assim: 'Nandinho'. Porque neste caso, o sufixo 'inho' fica-lhe tão bem. O 'inho', quando adicionado a um substantivo, confere-lhe um grau de diminutivo sintético. E assim, com um simples nome, conseguimos sinteticamente mostrar o grau diminuto da personagem em questão.

'Nandinho' rima com 'coitadinho', que é a expressão facial com que ele anda constantemente e a postura que ele gosta de assumir quando as coisas correm mal. É o azar, a fatalidade, o eterno fado de toda uma portugalidade que lhe pesa sobre os ombros. Como portugueses, tradicionalmente, nós não queremos sacudir esse fardo dos nossos ombros, e procurar um destino melhor. Não, nós aceitamos a carga com um suspiro de resignação, fazemos a nossa melhor cara de coitadinho, e lá vamos à nossa vidinha de costas curvadas debaixo do nosso fado. A culpa nunca é nossa, não fomos nós que pedimos o fardo nem fizemos nada para o merecer, é tudo culpa dos outros e, se não houver outros para culpar, é culpa de um azar qualquer, de um mau alinhamento dos astros ou do dia em que nascemos. 'Nandinho' rima também com um tão português cachucho no dedo mindinho, acompanhado do crucifixo ao pescoço, idas diárias à missa e peregrinações a Fátima, quem sabe na companhia do Padrinho, amigo do peito e também devoto confesso. 'Nandinho' lembra-me de 'pobrezinho', que é o futebol que temos apresentado, e o desempenho do nosso treinador no banco. Ele esbraceja, faz aquele gesto como quem distribui as cartas num jogo da bisca (eu até joguei à bola, mas ainda não consegui perceber que instrução é aquela, e duvido que algum jogador perceba), olha para os jogadores sentados, volta a fazer cara de coitadinho e deixa-os lá ficar sentados, enquanto abre os braços e parece soltar um lamento 'Porquê eu, meu Deus?'. E fica tudo na mesma, enquanto espera a intervenção divina para que algo mude dentro do campo.

Mas acima de tudo, 'Nandinho' rima com 'espinho'. Que é o que eu tenho cravado no coração desde que vi o nosso presidente apertar a mão a este 'inho'. Este 'inho' no nosso banco não nos serve. Para contrariar a influência nefasta de um 'inho' é preciso um 'ão'. De preferência mais do que um. Como um Luisão, ou um Simão. É que um 'inho' nem sequer pode comandar um 'ão'. O 'ão' abre uma boca que pode engoli-lo inteirinho, e o 'inho' fica no seu cantinho, encolhidinho e na esperança que o 'ão' não repare mais nele.


P.S.- De qualquer forma, com 'inhos' ou sem eles esta noite lá estarei, a apoiar e a sofrer pelo nosso Benfica (isto de já ir para o estádio convencido de que vou sofrer diz muito sobre a minha opinião actual acerca da nossa equipa... um benfiquista não é um sofredor por natureza, sofrer não está nos nossos hábitos, porque o que é natural para um benfiquista não é perguntar-se se ganharemos ou não, mas sim por quantos ganharemos).
publicado por D'Arcy às 11:30
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Quarta-feira, 11 de Abril de 2007

O meu primeiro post.

Neste meu primeiro post neste mundo da blogosfera, não posso deixar de começar por agradecer ao Pedro o convite formulado e mandar um abraço a todos os ilustres participantes deste blog. Confesso até sentir-me um pouco "intimidado" e ao mesmo tempo honrado por participar num projecto com benfiquistas cujos blogs ou comentários me habituei a ler com muito interesse, embora não com a frequência que desejaria. É por isso com enorme prazer que me associo a tão grandes e bons benfiquistas, esperando poder estar à vossa altura.

Passado este sincero "desabafo", confesso que me custa escrever o meu primeiro post tendo de comentar um empate que soube a derrota e que nos deixou numa posição muito delicada, mas...
Parece-me que este empate advém directamente da boa participação que o Benfica vem fazendo na Taça UEFA e cujos custos se reflectem nos jogos do campeonato, obviamente por questões físicas mas também por défice de concentração. O Benfica parece ter encarado este jogo a pensar sobretudo no jogo contra o Espanyol e o resultado disso viu-se. Em função dum plantel um pouco curto para esta altura da época e estando envolvido em duas competições exigentes, dificilmente tal não traria consequências cujas últimas exibições já deixavam adivinhar.

Nélson: é imperdoável como este rapaz perde algumas bolas em zonas do campo proibitivas e que acabam quase sempre por dar em golos ou oportunidades muito perigosas para o adversário.
Katsouranis: deu o berro.
Luisão: que saudades! (já agora, quando é que regressa?)
Nuno Gomes: que falta de eficácia, mas por favor nada de assobios (neste jogo, Miccoli até foi mais perdulário).

Detesto que o Benfica seja o último a jogar, depois de já conhecer os resultados de Porto e Sporting. Frequentemente, não corre muito bem.

Em Aveiro, o número de espectadores (quase 30 mil) ultrapassou a soma dos espectadores presentes nos jogos do Sporting e Porto. A grandeza dum clube também é isto.

Tornou-se moda os adversários criticarem as arbitragens dos jogos que fazem com o Benfica, ainda por cima, sem razão absolutamente nenhuma e com uma falta de vergonha exacerbante. Espero que esta pressão não venha a dar os resultados por estes pretendidos.

Por último, a esperança continua e a minha querida Académica há-de dar uma ajuda para a reforçar...
E para amanhã, FORÇA BENFICA!!!
publicado por Bem Litrado às 23:35
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Orgulho

Depois dos magníficos textos de introdução dos meus companheiros de blog, pouco tenho a acrescentar neste meu primeiro post. Repetindo algo que já foi dito, mas porque é da mais elementar justiça, quero agradecer ao meu amigo Pedro F.F. o convite para participar neste projecto, que mais não é do que uma extensão internética das nossas memoráveis conversas “até às tantas” nos jantares bloguiquistas. Significa isto dizer que a perspectiva de se desenrolarem por aqui debates estimulantes é bastante elevada.

Estamos num momento vital da época. O blog nasce numa altura em que as expectativas não são tão boas quanto há umas semanas atrás. Mas é precisamente nestes momentos menos bons que eu dou mais valor a uma singela frase do nosso hino: “Sou do Benfica e isso m’envaidece.” Como disse alguém depois daquela terrível noite de Vigo: “nem que fossem 14!” É isto a nossa força e é por isto que somos invejados pelos demais. Só nos interessa o Benfica e o nosso orgulho por pertencermos a este clube jamais é posto em causa. Ganhe ou não ganhe foi, é e há-de ser sempre O Glorioso.

P.S. – Já tenho férias marcadas para o dia 16 de Maio…
publicado por S.L.B. às 17:19
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As mãos que acenam lenços enxugam lágrimas.

A questão é antiga: até onde pode ir o adepto/sócio no protesto para com o desempenho do seu clube?

Será que o papel do adepto é apenas aplaudir a sua equipa e, quando muito, vaiar árbitros e adversários?

Confesso que não vaio a equipa de futebol do meu clube, nem nenhum futebolista que a componha. Confesso que, esta época, já mostrei lenços brancos ao treinador principal do meu clube. É uma situação que deixa sempre um amargo de boca em quem os vê e, garanto, em quem os mostra. Não é fácil protestar contra quem tem a responsabilidade de liderar tecnicamente o clube pelo qual sofremos. Acaba por ser o reconhecimento do falhanço.

O actual treinador do Benfica tem a seu favor o seu benfiquismo. Pouco mais. Surgiu como um nome menor, perante as ilusões que a comunicação social vendeu aos adeptos: Camacho e Erikson. Surgiu com o anátema de ter perdido um campeonato quando teve o Jardel a marcar umas boas dezenas de golos. Surgiu com o estigma de ter uma ligação fraternal com o presidente do FC Porto. Surgiu com uma equipa técnica que não convence: tirando o Chalana, F. Santos trouxe consigo o inseparável Rosário, o Justino (que, pelo que me dizem, não servia para treinador dos guarda-redes dos seniores do Sporting de Paulo Bento, mas serve para treinador de guarda-redes dos seniores do Benfica de F. Santos) e um jovem promissor preparador físico com uma experiência reduzida na Primeira Divisão do futebol luso. Em suma, F. Santos surgiu no momento errado, com a companhia errada. Isto foi o que sentiu o comum dos adeptos benfiquistas, com excepções.

A época começou mal. Perdemos nos jogos de pré-temporada e perdemos por muitos. F. Santos começou, aí, a perder o benefício da dúvida. A época continuou mal e viram-se os primeiros lenços brancos na Luz. A Direcção protestou. A Direcção apoiou o Treinador. A Direcção deu a entender que os adeptos servem para comprar kits, pagar quotizações, comprar bilhetes de época, apoiar a equipa de futebol do Clube, mas não servem para mostrar lenços brancos. A Direcção fez o papel que dela se esperava na defesa do treinador, mas excedeu-se na crítica aos adeptos que mostraram os lenços brancos. Há duas formas de protestar: mostrar os ditos lenços ou abdicar de ir ao Estádio. A primeira parece causar menos danos do que a segunda.

Entretanto, os resultados foram aparecendo. Os lenços e as vaias pararam, o apoio regressou. A emotividade / irracionalidade do adepto funciona assim: em função do resultado.

Nesta fase da época, os resultados têm sido pouco famosos: nos últimos três jogos tivemos dois empates (FC Porto e Beira-Mar) e uma derrota (Espanhol). Os adeptos começam a duvidar de que seja possível vencer o Campeonato, e a Taça UEFA é uma possibilidade… remota.

Este é o momento mais importante da época, tudo se define. O sucesso ou insucesso é decidido no imediato. Todos esperamos o sucesso: somos benfiquistas e não nos podemos contentar com a mediocridade de ser segundo.

Assim, espero o melhor e temo o pior.

Amanhã, como sempre ao longo desta época e da anterior e da anterior à anterior, lá estarei no Estádio, no nosso Estádio, para apoiar a equipa e celebrar mais uma vitória. Caso assim não suceda, todos sabemos para quem se voltará o implacável dedo acusador. Caso a vitória não surja, surgirão, não duvidemos, os lenços brancos. A Direcção virá em socorro do treinador e acusará os adeptos de mau benfiquismo. Convém, se assim for, que ninguém se esqueça de um pormenor:

As mãos que acenam lenços enxugam lágrimas.

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publicado por Pedro F. Ferreira às 14:06
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Terça-feira, 10 de Abril de 2007

O início, e tal.

Porque nem sempre o começar pelo princípio se revela a escolha mais acertada, optei por inverter a chamada ordem natural das coisas e não iniciarei a minha participação neste blogue com a explicação do(s) motivo(s) que me levou(aram) a ser benfiquista (Obrigado querido Pai, nunca te conseguirei agradecer o suficiente) ou sequer com a descrição, pormenorizada, da extensão do meu amor por este “simples clube de futebol” (AH AH AH!).

Muito menos optarei por confessar que o meu sonho mais macabro, pela felicidade estampada no rosto com que acordo nessas manhãs, é aquele em que, já velhinho, fecho pela última vez os olhos, depois de assistir a uma qualquer vitória gloriosa do Benfica.

Não! Também não vou fazer incidir este post nos meus pensamentos sobre o treinador que lidera actualmente as nossas esperanças (sigh) de que esta ainda venha a ser uma época para mais tarde recordar, ou dissertarei sobre a qualidade intrínseca da nossa habitual dupla de avançados que, ao não ser demonstrada cabalmente em campo (leia-se no ratio jogos/golos), obriga a que, por norma, tenhamos de criar mais do triplo das oportunidades dos nossos adversários para marcar golos, além de termos que nos socorrer bastas vezes de jogadores mais recuados para colorir o marcador. Nesse sentido, não darei voz à minha opinião de que muitos, ou pelo menos alguns, dos títulos que nos fugiram no período mais negro da nossa centenária história teriam sido nossos se tivesse havido (mais) critério na escolha do ponta de lança da equipa.

Não aceitarei igualmente o repto lançado por um amigo que me propôs falar da mística benfiquista, deste sentimento inato de que estamos a defender a luta do Bem contra o Mal quando puxamos pelo nosso Benfica; ou sequer tentarei colocar em palavras aquilo que o coração só não expressa porque não está munido de lábios e da capacidade de verbalizar aquilo por que bate; Não(!), não vou definitivamente gastar o meu, e o vosso, tempo com dissertações mais ou menos elaboradas sobre a paixão que o nosso clube gera mesmo nos adeptos supostamente rivais, que teimam em olvidar que essa sua (deles) relação de amor/ódio não prescinde da primeira destas palavras para existir.

Vou, portanto, limitar-me a agradecer o convite do Pedro Ferreira, esperar estar à altura dos meus companheiros de escrita nesta defesa do Benfica que, aviso desde já, além de exacerbada também terá o seu quê de contestatária, e finalizar com a esperança de que, além de um projecto aliciante, seja (também) aqui que o Benfica irá arranjar forças para se (re)colocar no lugar que é seu por direito próprio. Isto porque, como todos sabemos, há razões que a razão desconhece.
E pronto, lá consegui terminar o post com um chavão.
Escusam de agradecer.

Até porque a outra versão que poderia ter sido por mim utilizada é a das bruxas que, mesmo que não acreditemos nelas, não é por isso que deixam de existir, e que, tendo em conta o idioma em que a frase é normalmente dita e a proximidade do nosso encontro que decidirá a passagem às meias-finais da Taça UEFA em que medimos forças precisamente com um clube oriundo desse país, poderia levar a um qualquer arremedo de existencialismo por parte das ditas, e se há coisa em que eu não facilito é na assunção da veracidade que está por trás de todo e qualquer ditado popular.
publicado por Superman Torras às 18:35
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Nunca estamos sozinhos

É com muito prazer que escrevo as minhas primeiras linhas neste espaço de comunhão benfiquista e com muita honra que o partilho com gente que muito respeito. Benfiquistas de gema, almas sofredoras, gente que vive com a Águia no coração. Boa gente, o que tornou o convite muito fácil de aceitar e, francamente, irrecusável.

É, como o Pedro já aqui o disse, fácil falar nas vitórias. Enaltece-se o espírito ganhador, canta-se a alma colectiva, tem-se confiança no futuro, a onda vermelha inunda o país, inunda o mundo.
Nos momentos difíceis é difícil - muito difícil - porque o instinto de auto-protecção nos arrasta para uma postura cínica, porque sofrer assim cansa, claro que cansa. Porque quando o Benfica perde ou empata, nós que vivemos com ele na alma, morremos um pouco por dentro. E morrer nunca fez bem a ninguém.

Mas nesses momentos, em que mergulhamos na mais negra solidão e em que o futuro é um poço negro, o que me conforta e o que há que ter presente, meus amigos, gente que vive com o Benfica na alma, é que não – percebamos isto - nunca estamos sozinhos. Há lá fora um mundo de gente sem igual (que nos torna o único clube capaz de encher os estádios deste país) cuja alma chora como nós pelo Glorioso. E se nas vitórias estamos unidos e mostramos a força da nossa singular alma colectiva, o que se impõe é que nos mantenhamos unidos nas derrotas, que essa alma e dimensão nos ampare e dissolva a agonia dos momentos difíceis. Há que libertar a dor que fervilha dentro de nós, gritá-la, partilhá-la, para perceber que não é só nossa, é de todos nós, benfiquistas.

O sofrimento atroz das ocasiões perdidas, a noção de que tudo o que alcançamos custa muito mais que aos outros porque é contra tudo e contra todos, sempre. A montanha russa emocional, desgastante, cansativa, que nos leva a pensar numa semana que vamos ganhar tudo e na seguinte achar que não vamos ganhar nada. Acreditar que tudo continua a ser possível, mesmo com o treinador e alguns jogadores que temos.
Não é tudo isto parte intrínseca do que é ser Benfiquista? Parece-me que sim. Não: tenho a certeza que sim.

Cantemos, pois, aqui – na Tertúlia Benfiquista - as vitórias benfiquistas e o voo triunfal da Águia, mas partilhemos também aqui a nossa dor comum. Obtenhamos também aqui força para lutar contra as amarras do destino, muitas vezes cruel e injusto, e contra a hipocrisia e baixeza moral do anti-benfiquismo que grassa por este país.

Faça-se a catarse depressa, que na quinta-feira o momento é de esperança, outra vez, como sempre.

Força Benfica
publicado por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 13:18
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Do Guilherme Aguiar até à língua de fora do Nani.

Detesto quando o Benfica não ganha. Dou comigo a dizer “não ganhei”. Reformulo: detesto quando não venço.

Ontem, o Benfica não ganhou. Sempre que as coisas correm mal, vou ver o programa da SIC, o "Dia Seguinte". Ontem não esteve lá o representante do adepto benfiquista, Fernando Seara. Não vi o dito programa desde o início, não sei o que levou a tal ausência. Na ausência do Fernando Seara, os outros dois atiraram-se ao Benfica, obviamente. Aquilo foi fartar vilanagem. O penálti sobre o Simão foi acentuado. O golo mal anulado ao Nuno Gomes, com quarenta segundos de jogo, foi ignorado. Obviamente. Nos primeiros dez minutos de jogo, um tal de Luís Salgado (fiscal de linha ou bandeirinha, em suma um individuo que ganha a vida de calções a levantar um pau e a roubar o Benfica) anulou um golo, anulou uma jogada de golo iminente e anulou uma jogada de ataque perigosíssima. Estamos conversados. Claro que, sobre este assunto, ontem ninguém conversou. Não convinha.

O sr. Aguiar lá voltou a falar do pretenso fora-de-jogo que deu a cabeçada para o empate do Benfica quando, na passada jornada, recebemos os do FCPorto. Lá se queixou da arbitragem desse jogo (como se o fedelho do gel, o tal de Proença algum dia nos beneficiasse). Lá fez o exercício de ‘autofelação’ quando, pela enésima vez, louvou o seu próprio desempenho enquanto antigo dirigente da Liga. Queixou-se da pressão que os outros exercem sobre a arbitragem, pressionando, ele próprio, a arbitragem.

Numa coisa ele tem razão, a opinião publicada é, cada vez mais, uma arma de arremesso dos clubes. Veja-se, a propósito, o que surge na capa do pasquim do Oliveira no dia de hoje. Ao penálti sobre o Simão, chamam fantasma, ao golo anulado aos quarenta segundos chamam… nada.

Mas que mais se poderia esperar de um pasquim que titula na primeira página a pérola "Nani é um perigo quando põe a língua de lado" e escrevem pérolas de jornalismo como esta?:

O jovem camisola 18 destaca-se pela forma habilidosa como trata a bola e, sempre que a tem em seu poder, exibe uma marca de concentração, torcendo a língua para o lado direito da boca. (link)

publicado por Anátema Device às 13:05
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Moles como os ovos.

Em primeiro lugar obrigado pelo convite para pertencer a tão ilustre tertúlia. É mau dia, talvez, tendo em conta a miserável exibição da nossa equipa em Aveiro.
Os próximos três jogos são com o Braga na Luz, o Marítimo no Funchal e o Sporting na Luz.
Eu achava que ganhando em Aveiro, as próximas três jornadas iam decidir. E achava que era só uma questão de ganhar esses três jogos. É que o Porto vai perder pontos nas próximas 3 jornadas, jogando fora com a Académica, em casa com o Belém e fora com o Boavista.
Agora acho que o Benfica rebentou de vez, e que segurar o segundo lugar vai ser tão difícil como atacar o primeiro.
Um treinador medroso (ainda que hoje tenha feito o que devia, parece-me), mas também uma defesa ridícula, um meio campo falido e um ataque à toa não prometem nada de bom.
Claro que lá estarei na Catedral na próxima 5ª.
Claro que vamos ser campeões e ganhar a Taça UEFA, claro, claro, claro.
Mas isto ontem foi muito mauzinho. Outra vez.
publicado por PR às 00:30
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O primeiro post.

Este blogue começa hoje. O nosso Glorioso Benfica acabou de ter um mau resultado. Este é o melhor momento para começar um blogue como aquele que aqui se pretende criar. Escrever na vitória é fácil. Escrever nos maus momentos é difícil. Tenho aprendido que as coisas fáceis são para os outros e que as coisas difíceis são para nós. Seguindo este lema, e tendo a consciência de que nós (adeptos, sócios, simpatizantes, sofredores, torcedores, benfiquistas) somos o Benfica, sejamo-lo com a dignidade, a irreverência, a majestade, o espírito crítico, o inconformismo e o espírito vencedor de quem teve o privilégio de nascer benfiquista.

 

Quem aqui vier em busca de imparcialidade, de opiniões assépticas e desapaixonadas, pode seguir em frente. Quem aqui vier em busca de opiniões apaixonadas que reflectem a forma como o Benfica se manifesta no sentir / viver do adepto, seja bem-vindo.

 

Assim seja!

publicado por Pedro F. Ferreira às 00:26
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