Quarta-feira, 7 de Novembro de 2007
Sou do Benfica
E isso me envaidece
Tenho a genica
Que a qualquer engrandece
Sou de um clube lutador
Que na luta com fervor
Nunca encontra rival
Neste nosso Portugal
Ser Benfiquista
é ter na alma a chama imensa
que nos conquista
e leva à alma a luz intensa
do sol que lá no céu
risonho vem beijar
com orgulho muito seu
as camisolas berrantes
que nos campos a vibrar
são papoilas saltitantes
Paulo Gomes Júnior e Luís Piçarra

Benfica, vencer, vencer!!
Foi um daqueles jogos que me deixam pior que estragado. Porque a vitória pareceu sempre estar ali tão ao nosso alcance. E no final fica a sensação que se calhar o único motivo pelo qual perdemos acabou por ser falta de sorte, porque o Benfica fez esta noite, e em particular na primeira parte, uma exibição que não merecia a derrota.

Foi até surpreendente a forma como entrámos no jogo. Com um meio-campo reforçado devido à subida do Katsouranis (entrou o Edcarlos para a defesa), foi nessa zona que conseguimos ter uma supremacia que eu não esperava. Mantendo a bola junto ao chão, e trocando-a em passes curtos e ao primeiro toque, o Celtic ficou praticamente a ver-nos jogar durante o primeiro quarto-de-hora. Quase sempre com o Rui Costa em destaque, inventando passes e assumindo-se como um verdadeiro maestro, as oportunidades de golo foram surgindo, e o suposto inferno do Celtic Park mal dava sinal de si. Passados esses primeiros quinze minutos, o Celtic pareceu finalmente acordar, e durante cerca de dez minutos conseguiu ter o seu melhor período no jogo, pressionando-nos e rematando várias vezes à baliza, com o Quim a corresponder sempre bem. Mas findo esse período reestabeleceu-se o equilíbrio, já que o Celtic parecia mostrar algum receio do Benfica, e portanto não se viam grandes dificuldades para controlarmos o jogo e, pelo menos, manter o empate, que matematicamente já não seria um mau resultado. Infelizmente, mesmo em cima do intervalo, surgiu o momento de pouca sorte, com o golo dos escoceses a aparecer às três tabelas (autoria do McGeady, o único jogador que eu realmente respeito naquela equipa), dando-lhes uma vantagem que eu já não pensava que conseguiriam alcançar. Pouco antes disso, deu para ter um ataque de fúria devido a, mais uma vez, o Benfica ter tido um livre perigosíssimo a seu favor, e mais uma vez os jogadores optarem pela idiotice de darem toquezinhos para o lado em vez de rematarem directo à baliza. Claro que sempre que fazem isso acabam por rematar já com um adversário em cima, com o resultado previsível.
A segunda parte foi pior do que a primeira. O Celtic, graças à vantagem no marcador, teve uma atitude muito mais expectante, tentando explorar o contra-ataque sempre que o Benfica se balanceava mais para a frente. O Benfica raramente conseguiu a mesma qualidade de jogo da primeira parte. Começámos a recorrer mais aos passes longos e a bolas pelo ar (de certeza que os escoceses agradeceram), e foram muito menos as vezes que conseguimos criar perigo. Ainda assim estivemos muito perto de marcar, quando um 'cabeceamento' do Cardozo passou muito próximo do poste. Na fase final do jogo o Camacho resolveu apostar em dois avançados, retirando o Cardozo e o Rui Costa. É verdade que o Rui Costa já estava em nítida desaceleração nessa fase, mas depois da sua saída o nosso jogo perdeu ainda mais racionalidade, aumentando muito a quantidade de passes falhados ou sem nexo.
Se ainda alimentávamos alguma esperança para os cinco minutos finais do jogo, o Binya encarregou-se de destruí-las. Eu já disse várias vezes que durante um jogo estou sempre à espera que ele consiga ser expulso, e desta vez confirmou os meus receios. Uma entrada verdadeiramente animal valeu-lhe, muito justamente, um vermelho directo. Senti-me envergonhado com aquele lance. Não me identifico com atitudes daquelas, e espero que ele seja exemplarmente punido pela UEFA. E já agora, acrescento eu, também não ficaria nada mal ao Benfica castigá-lo. Nos poucos minutos que se seguiram até final, e mesmo apesar de estarmos reduzidos a dez, o Celtic dedicou-se a assegurar-se que não se conseguiria jogar mais à bola, segurando uma vitória preciosa.

Melhores do Benfica para mim o Quim, Luisão, Léo e Rui Costa, sobretudo pela primeira parte que fez. Fiquei desiludido com o Rodríguez, de quem esperava muito mais neste jogo, tendo em conta o que tem feito ultimamente. Desilusão também pelo Binya: nem sequer quero saber o que é que ele fez durante o jogo, se jogou bem ou mal, porque aquele lance fica marcado. Há uma diferença clara entre agressividade e violência, e parece que o Binya ainda anda com dificuldades em perceber isso.
Matematicamente ainda é possível o apuramento, mas acho que é mais realista começarmos a pensar no terceiro lugar. Que, ainda assim, será bastante difícil de alcançar, tendo em conta os jogos que nos faltam. Hoje fiquei frustrado com uma derrota frente a uma equipa que nunca me convenceu ser-nos superior, mas que acabou por ter a sorte do jogo.
Isto é preocupante. O nosso Benfica perdeu há umas horas e ainda ninguém aqui escreveu nada. Nem os representantes da ala, digamos, “pessimista”; nem os da ala, digamos, “optimista” do blogue. Isto é preocupante. Ou é do tamanho da revolta ou do tamanho da incredulidade. Seja do que for, este silêncio é, para mim, significativo… de desorientação.
Imagino o que não deve ser para o meu amigo D’Arcy escrever a sua habitual crónica. Imagino o que não está a pensar o meu amigo Superman torras ou o Anastércio que tão exigentes (intransigentes) são para com o Benfica. Há momentos em que o silêncio é mais perturbador do que o barulho. Se bem conheço a maioria dos meus co-bloggers, isto é preocupante. Eu escrevo estas linhas sem saber muito bem a que sítio elas me conduzirão.
Coisas estranhas aconteceram hoje (ontem) na Escócia. As horas passam e ainda as não consigo entender muito bem. Não é uma derrota num campo em que poucos ganham que me traz esta preocupação. É algo mais estranho:
Como é que é possível que uma equipa que não regressa do balneário no intervalo do jogo tenha sido dada como desaparecida aos 76 minutos de jogo?
Não sei. Vi o Benfica a jogar na primeira parte. Vi uns espectros a jogar com a nossa camisola na segunda parte e deixei de os ver aos 76 minutos. É estranho. O Benfica da primeira parte poderia ganhar o jogo na segunda parte… caso tivesse regressado do balneário. Não regressou! Foi pena.
No domingo, lá estarei, no nosso Estádio, para ver se o Benfica, o nosso Benfica, aquele Benfica que hoje se perdeu algures na Escócia, já regressou ao relvado. Lá estarei a gritar pelo nome do nosso Benfica, para tentar ajudar aqueles que desapareceram no intervalo do jogo de hoje (ontem) a reencontrar o caminho que os ajude a cumprir o Destino glorioso do nosso Benfica.
Terça-feira, 6 de Novembro de 2007

Atitude.
Raça.
Eficácia.
Capacidade de sofrimento.
Assim de repente são as palavras que melhor definem aquilo que espero dos jogadores do Benfica que entrarem em campo hoje e as qualidades que, penso, serão suficientes para vir da Escócia com os 3 pontos tão necessários para continuarmos a pensar no apuramento para a próxima fase da Liga dos Campeões.
Mais do que saber se joga Edcarlos na defesa e Katsouranis sobe para o meio campo ou se Nuno Gomes fará companhia a Cardozo na frente, a mentalidade competitiva de que o Benfica dê mostras mais logo será fundamental para sair incólume do inferno de Celtic Park.
Por mim falo, à parte a questão da eficácia, por motivos mais do que óbvios, estou disposto e garanto mesmo (!) a apresentação das três restantes características supracitadas quando me sentar em frente ao meu televisor logo mais.
E vocês?
Segunda-feira, 5 de Novembro de 2007

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mais um pequeno presente para os leitores deste blogue.
Domingo, 4 de Novembro de 2007
Domingo. Fui ao nosso Estádio da Luz ver o Benfica vencer o Marítimo. Expulsaram-nos o Quim e Butt defendeu uma grande penalidade. Foi uma daquelas vitórias saborosas que nos deixam cheios de esperança.
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Segunda-feira. Há uma assembleia-geral ordinária. Há mosquitos por cordas e a aprovação do relatório e contas do exercício de 2006/07 passa despercebida perante a gritaria das claques. A casa, pelos vistos, não está arrumada.
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Terça-feira. O universo benfiquista discute de que lado está a razão: se do lado das claques ou do lado do Presidente. Para que a insanidade seja completa, o presidente ameaça (garanto-vos que ameaçou) com a demissão e lá reúne com os que lhe dão algum bom-senso. O povo é sereno, mas há no ar mais do que fumaça.
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Quarta-feira. O Benfica é eliminado da Carlsber Cup. Um idiota do Setúbal difama a gestão do Benfica. Um tal de Carvalhal monta um autêntico carnaval no banco dos suplentes, festeja os golos com insultos ao nosso Clube e garante um lugar junto da corte papal. Os adeptos do Setúbal apupam com insultos racistas o Adu. A julgar pela falta de repercussões, Setúbal passou a ser um prolongamento da Avenida dos Aliados.
No Benfica, as vozes que tiveram o incómodo do silêncio no Domingo puderam gritar contra a equipa na quarta-feira. O povo já não é assim tão sereno e a fumaça não diminuiu.
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Quinta-feira.
Feriado, dia de todos os santos. Fui ver o Benfica dar um malhão no Sporting. 35-24 em andebol, num dos nosso pavilhões. Apesar de ter o meu amigo H. Canela a jogar no Sporting… nestas coisas não há perdão: festejei todos os golos do Glorioso, despedi-me da nossa equipa com um forte aplauso e do Canela com um sorriso de vitória. 11 golos de diferença. Foi lindo! O povo serenou e "Corrupção" estreou.
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Sábado. Lá fomos a Paços de Ferreira arrancar mais uma vitória. Foi difícil, foi transpirada, foi pouco inspirada, foi mais um daqueles jogos jogados no fio da navalha. Foram 3 pontos que, além de alguma paz, enxotam alguns abutres. Agora, só dependemos de nós para sermos campeões. O povo está um pouco mais sereno.
Se durante a próxima semana a coisa não correr bem, os abutres poderão retomar o festim.
Mais uma vitória sofrida, obtida ao cair do pano, com uma exibição que mais uma vez acabou por compensar com garra e vontade o que por vezes chegou a faltar em qualidade e discernimento.
Desta vez, ao contrário do que é habitual, vi o jogo em casa de amigos, pelo que acabei por não conseguir prestar-lhe tanta atenção, mas pelo menos deixo aquilo que foi a impressão que me ficou do jogo. No regresso dos titulares após o descalabro da Taça da Liga, o Benfica apresentou em Paços uma equipa que foi sobretudo equilibrada. Cada jogador no seu lugar natural, não havendo essas coisas de Di María à direita, Maxi no centro, etc. A única excepção terá sido o Katsouranis, que actuou no centro da defesa, mas conforme já disse antes, sinto-me muito mais seguro com ele nessa posição, já que o Edcarlos ainda não me conseguiu convencer. E vi esta equipa ter um início de jogo que me surpreendeu, pois foi bastante forte. Lançámo-nos no ataque desde o primeiro minuto, encostando o Paços junto à sua área, sendo que o adversário raramente conseguia passar do meio-campo. Esta pressão culminou com o golo à passagem dos vinte minutos, num cabeceamento do Rodríguez (agora ele também sabe jogar de cabeça... este tipo está a revelar-se uma autêntica caixinha de surpresas, e quase sempre agradáveis) após um livre do Rui Costa na esquerda do nosso ataque.
Reagiu bem o Paços ao nosso golo, e não demorou muito a empatar. Antes da meia-hora já o resultado estava em 1-1, após um lance em que a nossa defesa se revelou muito permissiva: primeiro na forma como o Cristiano ganha sobre o Nuno Assis e fica completamente à vontade sobre a direita; depois na maneira como o jogador do Paços aparece quase à vontade à entrada da pequena área a empurrar o cruzamento para a baliza. O Benfica também reagiu ao golo, e voltou a ganhar um ligeira ascendente, embora sem voltar a conseguir a mesma supremacia dos primeiros minutos. Além disso o Paços conseguia agora lançar contra-ataques bastante perigosos, pelo que a incerteza no resultado foi ficando até ao intervalo. Quando este chegou, o resultado parecia-me ajustado para o que vi, embora me sentisse triste por termos conseguido o mais difícil, que era chegar à vantagem, para depois termos permitido de uma forma aparentemente tão fácil que o adversário pegasse num jogo que controlávamos quase completamente até ao golo, e consequentemente chegasse ao empate.
A segunda parte pareceu-me bastante mais mal jogada. O jogo mantinha-se num tom parecido ao dos minutos finais da primeira parte, com o Benfica a ter algum ascendente mas com o Paços a contra-atacar bem e a ameaçar conseguir chegar ao golo. O Camacho foi mexendo na equipa, entrando o Nuno Gomes primeiro, e depois o Di María para os lugares do Maxi e do Nuno Assis, respectivamente, mas em termos tácticos não me pareceu que o Benfica tirasse grande partido disso. Durante esse período do jogo a sensação que me ficou foi qu o Benfica era uma equipa quase partida em dois, com um espaço enorme entre o ataque e a defesa, no em que o Binya era o único que tentava fazer a ligação entre os dois sectores. E claro, todo este espaço proporcionava ao adversário oportunidades para o contra-ataque. As coisas não me pareciam promissoras, e o empate ia-se tornando o resultado mais provável. No banco, para os últimos minutos o nosso treinador decidia-se pela troca do Cardozo pelo Adu, adiantando o Nuno Gomes. Mas já temos que começar a habituar-nos: este ano os jogos são para ver até ao fim. Quando vi o relógio nos 85 minutos, e o Rui Costa a preparar-se para marcar um livre, comentei para o Harry Lime, que via o jogo comigo na altura: "Faltam cinco minutos. Está na hora do Benfica marcar". Segundos depois a bola centrada pelo Rui Costa foi cabeceada pelo Rodríguez (outra vez?), defendida a custo pelo guarda-redes do Paços, e na recarga apareceu o Katsouranis a marcar (o que teve o efeito de fazer com que o Harry não quisesse ver o resto do jogo ;)) Fico sempre muito contente quando o Katsouranis marca, porque é um jogador por quem tenho muita admiração (e não, não vou cometer o erro de afirmar que ele é o meu jogador preferido, não caio outra vez nessa), e ainda mais quando o golo pode significar uma vitória quase certa, e uma aproximação ao primeiro lugar. Apesar do pouco tempo que faltava, até final ainda se passou muita coisa: deu para apanhar um grande susto, quando na sequência de um canto o Paços levou a bola à barra da nossa baliza, deu para um jogador do Paços ser expulso após uma placagem ao Nuno Gomes, e deu para falharmos uma oportunidade flagrante quando o Nuno Gomes resolveu não rematar logo para o golo e em vez disso esperar uma eternidade até que o Rui Costa lá chegasse, sendo o remate dele cortado para canto.
Se escolhesse o nosso melhor jogador, então seria o Rodríguez. Foi sempre dos jogadores mais esclarecidos, marcou um golo, e esteve no outro. Hoje até revelou a faceta de cabeceador, que lhe desconhecia. Voltei também a gostar do trabalho do Binya no meio-campo. Quanto ao que menos gostei, foi da permeabilidade do nosso lado direito. Foi quase sempre por aí que o Paços criou maior perigo.
Foi preciso voltar o Camacho para que voltássemos a vencer na Mata Real. Não fomos brilhantes, mas mais uma vez a equipa voltou a mostrar inconformismo e vontade de vencer, sendo recompensada por esse esforço com uma vitória num campo difícil. A aproximação ao primeiro lugar foi pequena, mas pelo menos sabemos que por agora estamos apenas dependentes de nós mesmos. Espero que isto possa servir de incentivo para o futuro.
P.S.- É como costumo dizer: contra o Benfica todos gostam de se vir queixar da arbitragem para justificar as derrotas. Deve ser a frustração de se ver a oportunidade para os quinze minutos de fama anuais que poderiam advir de uma vitória sobre nós escapar-se por entre os dedos. Fiquei triste por o José Mota, um treinador por quem tenho algum respeito, vir dizer que o nosso segundo golo surgiu na sequência de uma falta que não terá existido. Isto da visão selectiva tem que se lhe diga. No minuto imediatamente anterior ao nosso golo vi uma falta que não existiu ser marcada sobre a linha da área quando um jogador do Paços se atirou literalmente para cima do Binya. Esse livre era potencialmente muito mais perigoso do que o nosso livre. O Paços falhou. O Benfica marcou. O futebol é isto, mas quando se tem mau perder é muito fácil acusar o árbitro de favorecer o adversário. E contra o Benfica, infelizmente, todos parecem ter mau perder (e alguns tem ainda pior ganhar).
Sábado, 3 de Novembro de 2007
Ganhámos!
São mais 3 pontos.
Estamos a 6, e só dependemos de nós.
Mas foi mau de mais!
Houve apenas uma coisa boa.... lutámos até ao fim! É a unica coisa que se aproveita: a ATITUDE!
Agora, comecem a jogar à bola!
Em 1933 o futebol era diferente. As equipas jogavam com poucos defesas e muitos atacantes. Aqui está uma imagem que prova isso mesmo. O Belenenses a jogar com 4 avançados num ataque contra o FCP, com 2 defesas.
O jogador do Belenenses acaba de passar pelo médio e está numa situação de ataque de 5 para 2!

Entretanto, o futebol evoluiu, os defesas passaram a ser 4 e os atacantes 2... ah! e entretanto também surgiu uma regra chamada fora-de-jogo! O que vale é que esta imagem é do passado... e é o Belenenses que está atacar, se fosse recente, e fosse o FCP a atacar, era um escândalo! Mas isso nunca aconteceria...!!
p.s : desculpem, mas apeteceu-me voltar ao futebol de antigamente!
Não é para abrir uma guerra, mas não me sentiria bem se não dissesse isto aqui: não, eu não aceito bem a ideia de sportinguistas e portistas na SAD do meu clube.
Acho que não faz sentido. Se é pela competência, e claro que têm de ser competentes...há com certeza gestores que sendo competentes, sejam também benfiquistas.
No limite, acho que é uma segurança.
Jorge Gomes, do FCP vintage para a estrutura directiva do Benfica???
Não há vergonha na cara, desculpem.