Quem conhece minimamente os ingredientes do cozinhado sabe que o Paulo Baptista não é mau árbitro. Mas também não é bom. É assim uma espécie de árbitro de bolso. Cabe no bolso de uns quantos e é fácil de ter à mão. Dá jeito e não ocupa muito espaço. É aquilo a que se chama um árbitro de ocasião. E toda a gente sabe que a ocasião faz o ladrão. [link]
No dia 26 de Outubro de 2007, em Valência, foram lançados simultaneamente 2103 aviões de papel.
Hoje, no campo dos andrades, vão tentar entrar para o guiness. Vão tentar bater o recorde mundial do «Maior lançamento de aviões de papel» ao mesmo tempo e no mesmo espaço. Apesar dos físicos suspeitarem que é impossível dois corpos ocuparem simultaneamente o mesmo espaço, a andradagem vai querer mostrar ao mundo que, tal como havia quem não acreditasse que eles conseguiam com uma mera distribuição de fruta viciar durante décadas a arbitragem portuguesa, eles conseguirão fazer história alavancando esse importante objectivo nacional que é o desenvolvimento da industria dos aviões de papel. Bem-haja aos andrades por todas as gargalhadas que nos proporcionam.
Na mesma senda do papel e da aeronáutica, deixo-lhes aqui um desafio para o futuro: e que tal se dessem uso, em pleno campo do dragoum, ao recorde mundial do ilustre senhor Niek K. Vermeulen, que tem uma colecção de 5180 sacos de papel para enjoo provenientes de 1003 companhias aéreas diferentes?
Leio e, embora não surpreendido, fico, ainda assim, sem palavras.
Porque não entendo como pode o maior clube português ser gerido assim, e ter tantos telhados de vidro.
Efectivamente, como escreveu Pessoa pela 'pessoa' de Bernardo Soares, “alguns têm na vida um grande sonho e faltam a esse sonho. Outros não têm na vida nenhum sonho, e faltam a esse também.”
Lembrei-me destas e de muitas outras palavras (as outras bem mais chãs e justas) ao ler as declarações de um acaso infeliz da vida chamado Luís Lourenço. Dizem-me que o Luís tem como momentos altos da sua pacata existência de espectador da vida ser ex-dirigente de uma imitação de clube de futebol, ser ex-jornalista e gabar-se em alguns balcões de leitaria de bairro da sua amizade com o Zé.
Este entediante Lourenço, habitante dos arrabaldes da verticalidade, decidiu que, mais do que ser ex de qualquer coisa e amigo de alguém conhecido, seria algo por ele mesmo. E foi. Foi mentiroso, foi aldrabão, foi convictamente reles, foi voz visível dum coio de indigentes que pululam num clube que tem servido de tapete a traficantes de fruta e café.
O Lourenço, infeliz com a penumbra da vidinha triste que leva, decidiu, do alto da sua ignorância, gritar que o Benfica devia salários (dois meses!) aos seus futebolistas. O Lourenço mentiu e mentiu deliberadamente.
Mais, o Lourenço nem pode alegar falta de conhecimento da matéria em apreço, pois, aquando da sua participação na incompetente administração do tal clube, os futebolistas chegaram a dizer que os salários em atraso eram de tal ordem que “havia jogadores a passar necessidades”.
De aldrabices e de falta de pagamento de salários sabe esse moço de fretes. No entanto, há que ter alguma complacência com a vadiagem que passa e não fica. Deste modo, espero que o Juiz não seja muito severo com este arremedo de inutilidade.
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