Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2008
Conforme anunciado anteriormente, a Tertúlia Benfiquista, em conjunto com o Sapo, tem vinte bilhetes duplos para o derby do próximo fim-de-semana para oferecer aos primeiros vinte leitores que responderem acertadamente às nossas três perguntas. Assim sendo, aqui ficam as nossas três perguntas que testarão o vosso conhecimento sobre o Benfica (ou no mínimo obrigar-vos-ão a umas pesquisas na net):
1) No dia 28 de Fevereiro de 1904, na Farmácia Franco, sita Rua de Belém, nasceu o Benfica (denominado Sport Lisboa nessa data). Na histórica reunião estiveram presentes vinte e quatro entusiastas do futebol. No entanto, na lista que consta da acta dessa reunião, elaborada nesse dia, aparecem apenas vinte e três nomes. Isto porque um deles (por sinal, precisamente o autor da acta), por esquecimento ou modéstia, não se incluiu a si próprio na lista.
Pergunta: Qual é o nome do distraído fundador do Benfica?
2) No dia 1 de Dezembro de 1907 disputou-se o primeiro jogo entre o Benfica e os rivais do Lumiar (a rivalidade já existia nessa altura, devido ao 'roubo' de oito jogadores do Benfica pelo clube de Alvalade, tendo seis deles alinhado nesse jogo). O jogo terminou com uma derrota das nossas cores, por 2-1, e com um episódio caricato, conforme descreve a crónica da altura de 'Os Sports':
"[...]O Sport Lisboa esteve bem, mas com muita infelicidade e talvez esta motivada pelo estado de enervação do Sport Lisboa, por se encontrar com um grupo formado de antigos irmãos, cuja recordação é um fel. Na primeira parte joga bem, embora o terreno não ajude. Na segunda parte arranca com energia e, cinco minutos depois, consegue marcar um tento. Obtido este resultado, eles marcham com mais energia, e o Sporting defende-se mal e com dificuldade, praticando novamente outras irregularidades. Quando todas as probabilidades lhe dão a vitória, cai uma grande bátega de água e o campo, alagado, não deixa caminhar a bola. Enquanto o Sporting abandona o campo, o Sport Lisboa permanece quedo. Burtenshaw (o árbitro) obriga-os a voltar e eles obedecem com visível má-vontade; a chuva, tendo tornado frios os rapazes do Sport Lisboa, abate um pouco a sua energia, e os adversários aproveitam-se e marcam novamente goal. Ficou feito o resultado..."
Pergunta: Quem foi o jogador do Benfica que marcou o nosso golo nesse encontro, o primeiro de sempre contra os nossos rivais?
3) E agora um assunto um bocadinho mais recente:
Pergunta: Em quantos derbies oficiais contra os vizinhos do Lumiar participou o nosso Rui Costa?
As respostas devem ser feitas sob a forma de comentário a este post. Após comentarem, o vosso comentário não será imediatamente visível, uma vez que todos os comentários estarão moderados até à próxima Quinta-Feira, às 22h00, altura em que os publicaremos todos e anunciaremos os vencedores.
Importante: Devem incluir um endereço de correio electrónico válido nas vossas respostas, de forma a que os vencedores possam ser contactados para os pormenores da entrega dos bilhetes.
Já não é a primeira vez que escrevo aqui que o sportem vive diariamente com a triste sina de não ter um valor absoluto. Os lagartitos nunca dizem que têm X campeonatos, dizem que já só têm menos X campeonatos que o Benfica; ou que já só têm menos X taças de Portugal que o Benfica; ou que já têm mais X campeonatos nacionais de berlinde de três buracos no escalão dos infantis B que o Benfica. O sportem tem um valor relativo: é sempre qualquer coisa menos que o Benfica. Qualquer clube tem valor absoluto, o sportem mede-se pelo Benfica, tem o Benfica como referência, como modelo, como bitola de comparação. Lembrei-me disto por causa das mais recentes declarações do presidente do sportem, que vão justamente nesse sentido e que por isso são emblemáticas deste mesmo insustentável peso da ausência de um valor absoluto: «Filipe Soares Franco espera atingir, com o lançamento do novo cartão, que rotulou como o "melhor da Península Ibérica" e "superior ao do Benfica"...»; «Estamos sempre a compararmo-nos ao grande rival Benfica». Leiam bem: GRANDE rival BENFICA. É por isso que eu percebo que os nossos jornalistas e comentadores televisivos, perante esta grandiosidade do Benfica, se sintam na obrigação de dizer mal do clube para que os restantes possam ir sobrevivendo.
...que tanto tempo tenha passado sem que isto acontecesse. Mas ele defendeu-se que nem um valente, e tenho a certeza que até nem lhe custará muito assumir o papel de mártir.
P.S.- Não pretendo com este post glorificar ou mesmo apoiar a acção dos referidos encapuzados.
P.P.S- Tenho testemunhas que podem confirmar que estava em casa à altura do incidente. E não possuo capuzes ou barrotes de madeira.
Ganhamos no Domingo.

Se é um daqueles adeptos que sabe a latitude e a longitude do local onde caiu o brinco do Vítor Baptista, que sabe a marca das chuteiras do Coluna no momento da célebre (mas não confirmada) pisadela do Trapattoni, que sabe quantos jogos incompletos fez o Padinha na época 82/83, e que até sabe o nome do treinador que disse "está aprovadíssimo!" quando viu o primeiro treino do Humberto Coelho na Luz, então é um adepto que está apto a ganhar um dos 20 bilhetes duplos que o SAPO lhe oferece através da Tertúlia Benfiquista.
Esteja atento à Tertúlia Benfiquista nos próximos dias. Vamos fazer um post com três perguntas. Os primeiros vinte leitores que responderem acertadamente às perguntas feitas recebem um bilhete duplo para verem ao vivo o próximo Sporting – Benfica. Estejam atentos.
(atenção: não é permitida a participação de colaboradores do SAPO e da PT neste passatempo)
E continua o verdadeiro martírio que tem sido jogar em casa esta época. Apenas quatro vitórias em dez jogos - julgo que isto deve ser o pior desempenho de sempre do Benfica em casa. Do jogo de hoje salva-se apenas uma ligeira melhoria na atitude, já que quanto à qualidade média do nosso futebol estamos conversados. Pelo menos notou-se que os jogadores tentaram lutar contra o destino, mas também faltou uma pontinha de sorte para que pudessem ser felizes.
Mantendo o 4-2-3-1, a surpresa maior foi mesmo a entrada do Di María para o onze titular, em detrimento do quase indispensável Maxi Pereira. O Nuno Assis manteve a titularidade, regressando ainda ao onze o Binya, o Nélson e o Cardozo, para os lugares do Edcarlos, Luís Filipe e Makukula. E a exemplo do que tinha acontecido no jogo com o Paços de Ferreira, resolvemos que como bons anfitriões deveríamos deixar o adversário colocar-se em vantagem logo no início do jogo. O que para uma equipa cuja intenção óbvia era mesmo jogar para o empate, era o melhor que poderia acontecer. O Benfica no entanto não pareceu acusar muito o golpe, e foi em busca do empate, embora de forma atabalhoada. Com o Petit (numa posição um pouco mais adiantada do que é costume) e o Rui Costa em noite pouco inspirada, faltaram ideias à equipa. Ainda assim, bastou um quarto de hora para voltarmos à igualdade no marcador, com o Luisão a concluir de cabeça um livre lateral do Rui Costa. E os minutos logo a seguir ao golo acabaram por ser um dos melhores períodos do Benfica no jogo. Isto porque o Benfica começou a pressionar mais o adversário, logo à saída da sua área, enquanto que estes se atrapalharam e perdiam facilmente a bola. Infelizmente faltou arte para marcarmos logo o segundo golo, e por isso fomos para o intervalo empatados.
A segunda parte, surpreendentemente, não deu seguimento à primeira. O Benfica voltou a adormecer no jogo, e a primeira metade deste segundo tempo foi o pior e mais aborrecido período de todo o jogo. Isto porque apesar do Benfica ter o controlo do jogo, pouco ou nada conseguia retirar disso, enquanto que o Braga não saía do seu meio-campo. As coisas melhoraram um pouco com a entrada do Sepsi, não pela acção directa do romeno, mas mais pelo facto do Nuno Assis ter passado para o centro, assumindo as funções que o Petit até então ia demonstrando não ser capaz de exercer. À medida que o tempo foi passando, foi aumentando a pressão do Benfica, e com a bola a passar muito mais tempo a rondar a área adversária foi também aumentando a sensação de que poderíamos marcar. As oportunidades surgiram, mas a falta de jeito e de alguma sorte acabaram por ditar que a bola não entrasse. O público reagiu a este esforço final dos jogadores, e apoiou a equipa até ao fim, quase sendo recompensado por isso. Mas os remates do Nuno Assis, Cardozo e Nélson (mesmo no fim) não entraram, e por isso lá voaram mais dois pontos. Nesta segunda volta ainda não conseguimos ganhar em casa, porque temos uma dificuldade enorme em defrontar equipas que se fecham na sua defesa. A lentidão e previsibilidade do nosso jogo torna bastante difícil causar algum desequilíbrio nas defesas adversárias.
O melhor jogador do Benfica foi o Binya, para mim sem qualquer tipo de discussão. Está em todo o lado, recupera bolas pelo chão e pelo ar, lança os colegas, enfim, é um achado. E tem sido bastante inteligente na forma como moderou o seu jogo, após terem tentado à viva força colar-lhe o rótulo de jogador violento (já agora, estou curioso para saber qual vai ser a punição que a UEFA vai dar ao jogador Tremoulinas, do Bordéus, após ter sido expulso por uma entrada igualzinha à do Binya). Bom jogo também do Luisão, a confirmar o bom momento de forma que atravessa. Conforme já referi, acho que foi uma noite menos feliz do Petit (que ainda me parece longe da forma ideal) e do Rui Costa, que teve algumas decisões nada habituais nele durante o jogo.
O único ponto verdadeiramente positivo a retirar desta noite foi precisamente o ponto ganho aos nossos adversários do próximo fim-de-semana. Malgrado a melhoria de atitude, a qualidade continua a faltar no nosso jogo, e um pecúlio de dezassete pontos em trinta possíveis, e apenas quatro vitórias em dez jogos é um desempenho inadmissível para o Benfica em casa. Até o Paços de Ferreira em casa já conseguiu ganhar quatro jogos em dez.
Sábado, 23 de Fevereiro de 2008
Quando uma equipa fica em 1º lugar na fase de grupos da Champions, joga sempre a 1ª mão dos oitavos-de-final fora e a 2ª em casa. Porquê? Porque se parte do princípio que é mais vantajoso decidir a eliminatória perante o seu público. Pode nem sempre ser bem assim, mas é o que a Uefa presume. Ora bem, no sorteio dos oitavos-de-final da Taça Uefa, feito ao mesmo tempo que os 1/16 avos de final, calhou a seguinte ordem: vencedor do AEK Atenas - Getafe frente ao vencedor do Benfica – Nuremberga. Portanto, a 1ª mão seria em Espanha, certo? Errado! A ordem dos jogos foi alterada. A princípio fiquei estupefacto, porque pensei que tinha sido uma imposição da Uefa já que os lagartos também jogam a 2ª mão em casa e seria para não haver dois jogos em simultâneo na mesma cidade. Só que... a 2ª mão está marcada para os dias 12 e 13 de Março, portanto isso não aconteceria. Até que li esta notícia, que me deixou ainda mais embasbacado:
“O sorteio da UEFA ditou que o Getafe recebesse primeiro os encarnados no seu recinto, mas os dirigentes dos dois emblemas já dialogaram, acordando a mudança do programa.”
De quem partiu a iniciativa é indiferente, gostaria é que alguém me ajudasse a perceber porque é que o Benfica aceitou (ou pior ainda, terá proposto) esta troca? Porventura pensamos que temos vantagem em jogar em casa na 1ª mão? Ou temos medo de uma reedição de Vigo e de já não ter uma boa casa no 2º jogo? É que no ano passado frente ao PSG a ordem dos jogos manteve-se e fomos a Paris na 1ª mão. E até enchemos o estádio na partida de cá e saímo-nos bem na eliminatória. Porquê mudar desta vez? Será que é mais vantajoso jogarmos em casa, onde teoricamente temos que assumir mais o jogo e portanto teremos mais desgaste, logo a seguir à partida frente aos lagartos, do que depois de recebermos o U. Leiria? Alguém que me explique, por favor.
Posto isto, procurei em todos os sites dos jornais desportivos e até no site do Benfica se já havia alguma informação sobre o jogo da 2ª mão. Seria dia 12 ou 13? Nada, nenhum fala sobre o assunto. Seria de prever que, como os clubes acordaram a troca da ordem dos jogos, também tivessem combinado a data para o jogo da 2ª mão, não? Não para os jornais e sites desportivos portugueses, nem para o do nosso clube, mas sim para o site do Getafe! Porque, sei lá, pode haver gente interessada em ir ver o jogo a Madrid e cada dia que passa as viagens low cost aumentam de preço, mas isso não é importante nem relevante para quem tem por missão dar informações aos adeptos, pois não?! Pois claro que não! O mais importante é encher páginas de jornais a discutir se devem jogar um ou dois pontas-de-lança, se o Makukula, o Cardozo e o Mantorras marcaram muitos golos no treino, se houve desentendimentos entre os jogadores ou se o Rui Costa fez “gestão de esforço”.
Só para que fique registado: o jogo em Getafe é na 4ª feira, dia 12, às 20h (hora portuguesa).
Sexta-feira, 22 de Fevereiro de 2008
'Milagre' é mesmo a melhor palavra para definir o que se passou esta noite. Não foi propriamente um milagre que apareceu do nada, ele aconteceu porque lhe foram dadas condições para acontecer, mas essas condições só apareceram depois de passarmos praticamente uma hora e um quarto a olhar para o ar e a assobiar para o lado, deixando correr o marfim. Não são estes dois golos a acabar o jogo que vão mudar muito a minha opinião sobre o mesmo. Quando muito permitiram que o post não tenha palavrões - e também permitiram que eu pudesse estar aqui a escrevê-lo, já que caso contrário provavelmente estaria agora na Portela à espera da equipa.
E pelo que se passou durante a primeira parte, até nem eram previsíveis estas aflições que passámos. O Benfica adoptou uma atitude claramente cautelosa, regressando ao esquema de um único ponta-de-lança. Infelizmente, a escolha recaiu sobre o Makukula. Ora sendo o Makukula um jogador cujo ponto forte será o jogo de cabeça no interior da área, sendo ele o eleito para jogar na frente não faz muito sentido que depois não se coloque nenhum verdadeiro extremo em campo, para ir à linha e cruzar. Em vez disso o Camacho apostou no Nuno Assis e no Maxi Pereira, e sabemos bem que nenhum deles possui essas características. E nem sequer o Nélson jogou, já que ele ainda poderia ir disfarçando essa lacuna pelo lado direito. Isto resultou numa quase total inexistência do Benfica em termos atacantes. Por outro lado, talvez por consequência directa do sobrepovoamento do meio campo, fomos controlando o jogo nessa zona, e o Nürnberg raramente conseguiu sequer começar a preocupar-me, já que era mantido eficazmente longe da nossa baliza. Só nos minutos finais da primeira parte conseguiram contruir duas situações de verdadeiro perigo, dando então o mote para um início de segunda parte desastroso para nós.
Na segunda parte, vá-se lá perceber porquê, os jogadores pareceram ter-se esquecido de como geriram o jogo durante os primeiros quarenta e cinco minutos. Por exemplo, o Petit, claramente ainda fora de forma, pareceu estar mais preocupado em discutir as decisões do árbitro do que em jogar, o Katsouranis ficou completamente perdido em campo, o Rui Costa desapareceu literalmente do jogo, e o Makukula, quem sabe por ter percebido que face ao jogo do Benfica andava ali a fazer figura de corpo presente (já que parece ter uma dificuldade extrema em controlar e segurar uma bola, ou até mesmo em solicitar um colega com um toque de primeira) resolveu assumir em pleno esse papel, pelo que se deslocava tranquilamente a passo pela frente de ataque, e já nem se incomodava em pressionar os defesas adversários ou mesmo saltar às bolas para os incomodar. Resultou isto no primeiro golo dos alemães, após um ataque rápido em que o Charisteas fugiu para a esquerda, ganhando em velocidade ao Léo e metendo a bola entre as pernas de um quase apático Quim. A propósito deste lance, e não querendo estar a culpar o Quim, já que o avançado estava isolado, confesso que não percebi a forma como ele se fez à bola. Pensava eu que o mais normal seria sair o mais rapidamente possível da baliza, e lançar-se aos pés do adversário para fazer a mancha. Em vez disso ele ficou ali mais ou menos a meio do caminho, e fez-se à bola com uma convicção tal que o remate frouxo do avançado grego lhe passou entre as pernas.
As nossas preocupações só aumentaram a partir daí. Com a eliminatória empatada os alemães, longe de se mostrarem satisfeitos, continuaram a insistir, Logo a seguir enviaram uma bola ao poste, após um remate espectacular do argentino Pinola. E pouco depois conseguiram mesmo virar a eliminatória a seu favor, graças a um lance inacreditável de apatia da defesa do Benfica, e do Luís Filipe em particular. Seria muito fácil estar aqui a desancar o homem por causa disto. Mas a verdade é que isto não foi propriamente uma surpresa. Quando sistematicamente se insiste num jogador que já provou não ter categoria para ser titular do Benfica, o mais provável é que uma situação destas acabasse por acontecer. Não foi por falta de avisos. Tudo bem, há a atenuante do Nélson ter acabado de regressar de lesão, e por isso não se querer arriscar (mas pelos vistos com jogadores como o Petit ou o Rodríguez esse tipo de reservas já não se aplicam). Mas se o Camacho tem um fetiche inexplicável pelo Maxi Pereira, então que o colocasse a ele como lateral. Pode ser fraquito, mas pelo menos não costuma comprometer tanto. Agora construir uma ala direita com o Luís Filipe e o Maxi é que não me parece muito apropriado. Principalmente quando o Maxi pouca ou nenhuma ajuda deu ao Luís Filipe a defender.
Com os dois pés fora da Taça UEFA, finalmente o nosso treinador decidiu-se a alterar a equipa, fazendo entrar o Cardozo e o Sepsi (para médio ala) para os lugares do Maxi e do Edcarlos, isto quando faltavam vinte minutos para o final. Menos de cinco minutos depois, o Cardozo conseguiu fazer aquilo que em setenta e cinco minutos o Makukula foi incapaz: fugir à defesa adversária e criar uma oportunidade de golo (a passe do Sepsi). Infelizmente desperdiçou-a de uma forma quase escandalosa. A dez minutos do fim entrou o Di María (finalmente!) para o lugar do Nuno Assis. E digo finalmente porque, em especial na ausência do Rodríguez, este seria, na minha modesta opinião, um jogo à medida dele. Além de que ele é um jogador de quem eu pelo menos espero que consiga tirar algum coelho da cartola, coisa que 'extremos' como o Nuno Assis ou o Maxi não conseguem. Durante este últimos minutos o Benfica conseguiu finalmente encostar os alemães à sua área, enquanto estes apenas pareciam naturalmente interessados em defender a vantagem alcançada. Quando tudo parecia estar perdido, no último minuto o Cardozo inventa um remate de ressaca à entrada da área, e marca o golo salvador. Depois, já com os alemães de cabeça perdida, foi fácil num contra-ataque rápido construído pelo Cardozo e o Léo (após o golo do Cardozo o Sepsi passou a ser o lateral, enquanto o Léo subiu para médio) isolar o Di María, para este marcar o seu primeiro golo oficial pelo Benfica e colocar um ponto final na eliminatória.
Só posso mesmo destacar o Cardozo neste jogo. Jogou apenas vinte minutos, mas foi decisivo. Não consigo perceber a aparente embirração que o Camacho parece ter pelo paraguaio. Ele terá os seus defeitos e limitações, mas é claramente um avançado de nível superior, e sem qualquer discussão possível o melhor que temos no plantel. Se é para jogarmos só com um avançado, então o escolhido deveria ser o Cardozo, e o Makukula quem deveria entrar num momento de aflição. Não o contrário. Incompreensível também continua a ser a fixação pelo Luís Filipe ou pelo Maxi Pereira. Se no caso do português há a justificação de jogar apenas quando o dono do lugar se lesiona, já no caso do uruguaio isso não se aplica, porque ele desde que esteja apto joga sempre, seja em que posição se consiga encaixá-lo. E a verdade é que ele pouco acrescenta ao nosso futebol.
Se hoje tivéssemos sido eliminados da Taça UEFA por uma equipa que nos é claramente inferior, isso seria um justíssimo castigo para a atitude da equipa em largos períodos do jogo, e para as opções da equipa técnica. Tal acabou por não acontecer porque temos no plantel jogadores que são, de facto, de um nível superior, e que num simples instante conseguem fazer a diferença. Houve alturas hoje em que me senti verdadeiramente enraivecido com o que conseguia ver na televisão (depois da transmissão televisiva de hoje fiquei definitivamente convencido que preciso de comprar um LCD com widescreen). Não havia necessidade.
Quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2008
Dizia um na TVI: "Benfica julgado e condenado em Nuremberga”. “E culpado” disse o colega de comentários.
Quatro minutos depois, aperceberam-se do ridículo que é uma ejaculação precoce em directo na tv.

[Agora, se quiserem fazer a catarse do costume, estejam à vontade. O ceguinho continua a pôr-se a jeito e a caixa de comentários está à mão.]