Acabámos de nos sagrar campeões nacionais de andebol. Acabo de chegar do pavilhão onde se viveu uma festa de benfiquismo. Aqueles nossos campeões sê-lo-iam sempre, independentemente do resultado. Lutar pela conquista do título nas condições em que eles o fizeram já é ser campeão. Ganhar o campeonato só aconteceu porque ultrapassaram os obstáculos com uma alma e um querer superiores. Foi uma vitória à Benfica. Agora, resta-me esperar para ver que futuro vai a direcção dar a esta equipa.
Para finalizar, sinto que aqui devo reproduzir a tarja que estes nossos amigos levaram para o pavilhão: “Obrigado, mestre Donner”.
Apostila: é sempre agradável estar a partilhar a bancada com adeptos como Rui Costa e Carlos Lisboa.
Segundo o discurso oficial do poder, seja do Governo ou da Oposição, vai no sentido da prioridade máxima ao combate à corrupção. O PS e o PSD já fizeram saber que retirarão a confiança política a qualquer autarca que seja arguido (só arguido, nem precisa de ser condenado) num processo desta natureza.
É com surpresa e desgosto que vejo que alguns deputados adeptos do FCP decidiram convidar para almoçar o presidente deste clube, que como se sabe é arguido na justiça civil e acima de tudo acaba de ser condenado na justiça desportiva por este mesmo crime.
Ainda por cima, sabe-se como o poder do futebol está intimamente ligado ao poder local, e consequentemente a corrupção no meio futebolístico e no poder autárquico está também muito correlacionada. Neste caso, ainda temos o facto de um dos condenados no mesmo processo ter sido o auto-proclamado major Valentim Loureiro, autarca de Gondomar pelo PSD.
Ainda tivemos direito ao espectáculo deprimente de uma deputada do PS promotora da iniciativa a explicar que estava tudo muito bem, que era apenas uma celebração pelo título conquistado pelo FCP.
Exmos. Senhores Deputados e Deputadas da República presentes no referido almoço: são V. Exas. todos completamente estúpidos, ou pensarão V. Exas. que são estúpidos todos os outros, os que voes elegeram e os que vos não elegeram? Ou serão mesmo cúmplices activos ou passivos dos actos corruptores praticados por este senhor?
Será que não entendem a mensagem que passam aos Portugueses com um acto desta natureza? Será que não vislumbram sequer a enorme hipocrisia em que a partir de agora cai todo o discurso anti-corrupção? Pensam como se sentirão a Procuradora Maria José Morgado, a sua equipa, a PJ, os magistrados, perante um acto que na prática os desconsidera? Não haveria outras formas para efectuarem a vossa (legítima) comemoração do título?
Expliquem-me, por favor. Como cidadão, tenho o direito de pedir contas pelos actos dos meus representantes eleitos.
E deixo aqui um apelo: Deputados Benfiquistas, e mesmo de outras filiações clubísticas, desafio-vos a proporem um voto de censura da AR por esta atitude irresponsável de alguns dos seus membros.
Peseiro abandona Panathinaikos
Onde é que eu já vi este filme (com outros protagonistas, é certo) há não muito tempo...? Ó Rui, que nem te passe pela cabeça!
Ao menos uma boa notícia. Julgo que os benfiquistas em geral deverão estar satisfeitos com a renovação do Léo, que ao longo dos últimos três anos tem mostrado uma enorme dedicação e classe ao serviço do clube. Eu, pelo menos, estou. Porque para mim ele é o melhor lateral esquerdo que temos desde o Stefan Schwarz.
Provavelmente esta renovação será o primeiro efeito visível do Rui Costa nas suas novas funções, ele que foi hoje 'oficialmente' empossado. Seria bom que conseguíssemos também levar o processo Rodríguez a bom termo. Antes de nos preocuparmos em trazer mais um camião de jogadores, o melhor é preocuparmo-nos em manter os bons que já cá estão.
FC Porto pode ter Champions em risco
Eles julgam-se inimputáveis e, à luz do castigo que receberam por 25 anos de compadrio e corrupção, não deixam de ter alguma razão. Alguns adeptos (como este palhaço) até disseram que este processo lhes dava vontade de rir. Só que a Uefa pode não alinhar pela mesma cartilha deste futebol miserável que temos. Não quiseram recorrer por causa do próximo campeonato? Fizeram muito bem. Se assumem que são corruptos, então que a sua vontade seja cumprida. Nomeadamente nas competições europeias.
O que eu me fartaria de rir!
(Agora sim, diz que é o post a sério, mas partido às postas, ou seja, esta é a primeira posta do post - podeis encontrar aqui a "explicação"...)
No passado Domingo fui um dos mais de 54 mil que estiveram presentes na Catedral para presenciar a despedida de Rui Costa em jogos oficiais, que coincidiu com o último jogo de uma época de triste memória. Na verdade, tive a sensação de que fui ao estádio para me despedir algo mais: com Rui Costa termina toda uma árvore genealógica de jogadores que se formaram e se afirmaram no Benfica.
Durante largas décadas, a estrutura da equipa de futebol do Benfica assentava num princípio relativamente semples: o plantel era formado por bastantes jogadores que estabeleceram vínculo com o Benfica ainda bastante jovens, alguns provenientes das camadas jovens e outros que, não tendo passado pelas camadas jovens do Benfica, chegaram ainda bastante novos ao Benfica. Aos jogadores mais velhos e, por isso, há mais tempo no Benfica, cabia-lhes transmitir aos mais jovens o significado de ser jogador do Benfica. A meu ver, Rui Costa, enquanto jogador, é o último genuíno herdeiro dessa linhagem, que remonta à fundação do clube, em 1904...
Ao terminar o jogo, fui invadido pela sensação que aquela vitória fora como que o estertor de algo que nasceu há 104 anos (e que vinha definhando há cerca de década e meia) e de que do Benfica de Cosme Damião, Manuel Gourlade, Félix Bermudes e tutti quanti, apenas restam o nome e os títulos do passado...
Obviamente esta é uma ideia que imediatamente recusei enquanto saia do estádio: não foi em vão que aqueles ilustres senhores e outros que lhes sucederam contruiram o Benfica, não foram em vão todos os títulos que o Benfica alcançou e que o elevaram à condição maior e melhor clube português e ao reconhecimento no mundo inteiro.
Para mais, não quero ter de ver jogos do Benfica no RTP Memória para me lembrar do que era o Benfica a jogar bem (recentemente, cheguei ao cúmulo de festejar de forma algo efusiva um golo do Benfica num jogo de 1992 que passou naquele canal...).
Voltando ao presente, temos dois factos consumados: o péssimo campeonato realizado pelo Benfica, que finalmente terminou (nenhum objectivo mínimo condigno com a dimensão do Benfica foi atingido, nomeadamente o acesso à Champions League) e Rui Costa não mais vestirá o manto sagrado (pelo menos em competições oficiais).
E agora?...
(continua)
Este pseudo-post é só para explicar que o próximo post (não tão pseudo) será, na verdade, escrito "às postas"!
Não me consigo libertar de um estilo de escrita similar à espada do D. Afonso Henriques, e desta vez, quando dei por mim, reparei que estava a ir para além dos limites comportáveis pela referida espada, pelo que me vi na necessidade de repartir a dimensão, o peso e o grau de chatice (já que não consegui... achatá-lo) do post original em várias postas, ou como também se costuma dizer, "partir o elefante às postas"...
Ainda para mais, ultimamente a minha participação no blog tem sido bastante escassa. Não por falta de interesse (o facto de o Benfica ter feito uma época miserável em nada fez reduzir o interesse pelo meu clube), antes pelo contrário: há tanta coisa que me apetece dizer (para a disponibilidade que tenho tido para o fazer) que não cabe em simples comentários de circunstância a concordar ou discordar com as diversas opiniões...
Mais um post "inspirado" pela minha irmã M., desta vez resultante de um curto diálogo com o meu filho G., de 5 anos.
- M., tu és do Benfica?
- Sim! E tu G., porque é que gostas do Benfica?
Após pensar por um instante, o G. encolhe os ombros enquanto responde com naturalidade:
- Porque o Benfica é o melhor!
Rui Costa é tanto um símbolo do Benfica como um símbolo do benfiquismo. Representa a forma incondicional e simples de amar um clube, representa o benfiquismo. Alguns são símbolos do Benfica, o Rui é exemplo de ser e viver Benfica. E não se é Benfica impunemente. É-se com paixão, com sacrifício, com dedicação e abdicação, com amor pelo clube e pelos seus símbolos.
Ontem, foi um dia importante. Depois de uma das piores épocas da História do Glorioso, estavam 54 mil adeptos no Estádio da Luz. E não estavam lá movidos pelo ódio, pela rivalidade, pelo desejo de se manifestarem descontentes perante a Direcção ou perante os profissionais do futebol. Estavam lá movidos por um sentimento muito maior, estavam lá movidos pela paixão, pela gratidão e pelo reconhecimento para com um símbolo vivo do benfiquismo. Esta nobreza, esta capacidade de distinguir o trigo do joio, esta demonstração de clarividência deixou-me muito orgulhoso de pertencer àquela família.
Rui Costa percebeu e viveu esta mensagem. Percebeu a mensagem de 54 mil adeptos e decidiu ignorar a mensagem de umas centenas de adeptos que, numa inversão absoluta dos valores do nosso Clube, optou, no pior dos momentos, pela ofensa rasteira ao capitão de equipa, ao presidente e, pasme-se, a mais de cinquenta milhares de benfiquistas que se encontravam no estádio e que não patrocinam demonstrações públicas de tacanhez gratuita.
Dizia eu que importa separar, tal como demonstrou o exemplo de Rui Costa, o trigo do joio. Desta forma, importa separar as diferentes maneiras de viver o Benfica. Basicamente, é uma questão de educação ou de falta dela. Felizmente o meu Benfica existe nos mais de cinquenta mil que ontem souberam, pelo exemplo, viver os valores que fundaram o nosso Clube; e existe naquele Rui Costa que, em campo, representou os valores do benfiquismo.
Quanto ao resto... ao resto pertence e não passa disso mesmo.
Não ganhámos nada esta época; acabámos em quarto, fora dos lugares da Champions, e fizemos um dos piores campeonatos de sempre. Mas esta noite acabou por fazer-se festa, e bonita por sinal. Porque o Rui Costa a merece. E felizmente conseguimos, pelo menos, uma vitória tranquila nesta noite especial, perante os mais de 54.000 espectadores que se deslocaram à Luz para se despedirem do nosso 'dez'.
No início do jogo, quando a equipa do Benfica se perfilou à frente do público, não consegui evitar pensar quantos daqueles jogadores teria a oportunidade de voltar a ver com a nossa camisola vestida. Não falo do Rui Costa, que isso já era uma certeza, mas de jogadores como o Nélson, Luisão, Léo, Katsouranis ou Rodríguez. Bem sei que, face à época miserável que hoje terminou, se calhar a reacção mais óbvia seria mesmo dizer que mais valia corrermos com o plantel todo, mas na minha opinião pessoal, gostaria muito de continuar a ver estes jogadores na Luz em Agosto.
A única novidade no nosso onze foi a presença do Nuno Assis no lugar do Maxi, ocupando o preferencialmente o lado direito do losango, embora ele, o Rui Costa e o Rodríguez trocassem frequentemente de posição. Desta vez o Benfica pareceu, ao contrário do que já fez muitas vezes esta época, não querer dar uma parte de avanço ao adversário, e desde cedo começou a pressionar, muito por culpa de um Nélson bastante activo do lado direito, em combinações com o Assis e o Rui Costa. Logo nos primeiros cinco minutos o Edcarlos e o Léo, ambos de cabeça, estiveram perto de marcar. O jogo continuou com um sentido quase único, já que o Setúbal limitava-se a defender com dez, deixando o Pitbull muito sozinho na frente, e não conseguia sequer ameaçar a nossa baliza. O golo, inevitavelmente, surgiu aos 25 minutos, após uma insistência do Rui Costa na direita, na sequência de um canto. O cruzamento foi encontrar o Katsouranis ao primeiro poste, que de cabeça fez a bola entrar junto à base do segundo poste. Já tinha saudades dos golos do grego ao primeiro poste. Pela forma como o golo foi festejado, mais pareceu que o autor do golo tinha sido o Rui Costa. Pouco antes já o Benfica tinha chegado a meter a bola na baliza do Setúbal, depois de mais uma incursão pela direita e uma boa combinação entre os dois avançados, mas o golo foi (pareceu-me bem) anulado por fora-de-jogo do Nuno Gomes.
Em desvantagem, o Setúbal teve que abrir, e pouco depois acabou por ter a única situação de relativo perigo durante a primeira parte, depois de uma asneira do Edcarlos, a aliviar mal uma bola. Mas a tendência do jogo não se alterou muito, isto apesar de dar a sensação de ter havido algum relaxamento da nossa equipa após o golo, pois a velocidade do nosso jogo baixou. Não surpreendeu portanto que fosse o Benfica a voltar a marcar. Mais uma investida do Nélson na direita, bola para o Rui Costa, e este deixou de primeira para um bom trabalho do Cardozo, a demonstrar mais uma vez porque é que aquele pé esquerdo vale aquele dinheiro todo. O remate cruzado, desferido ainda de fora da área, foi indefensável e voltou a entrar junto à base do poste mais distante. Para todos os efeitos, contou como mais uma assistência do Rui Costa, que assim somou duas na sua festa de despedida. Até final, o Benfica continuou a insistir bastante sobre o lado direito, e após uma boa iniciativa o Nélson acabou por lesionar-se no momento do remate, tendo que ser substituído. foi pena, porque estava a fazer um bom jogo, e foi responsável por muitos dos ataques que o Benfica fez durante a primeira parte.
Na segunda parte entrou, sem surpresa, o Maxi para o lugar do Nélson. O jogo foi diferente daquilo que vimos na primeira parte. Foi sobretudo jogado sem grandes preocupações defensivas de parte a parte. Foi visível a vontade do Rui Costa em coroar a despedida com um golo, mas hoje os remates não lhe saíram bem. O Benfica conseguiu criar diversas oportunidades de golo, mas estava difícil marcar o terceiro. Sobretudo pela 'inspiração' do Nuno Gomes, que mostrou mais uma vez a crise de confiança que atravessa. Pelas minhas contas, falhou pelo menos três oportunidades claras de golo. O jogo foi assim arrastando-se, ficando no ar a dúvida sobre se o Benfica conseguiria aumentar a vantagem ou se, pelo contrário, seria o Setúbal a reduzir e a reentrar no jogo (mas a verdade é que nunca conseguiram ameaçar seriamente a nossa baliza). A cinco minutos do final, conforme esperado, o Rui Costa foi substituído, para a merecida ovação em pé do público e dos próprios jogadores (a substituição deve ter demorado mais de um minuto a realizar-se). Confesso que é triste para mim ver terminar a carreira de um dos jogadores que eu sempre admirei. Eu estava na antiga Luz naquela meia-final do Mundial de sub-20, contra a Austrália, em que ele resolveu o jogo com um pontapé fenomenal do meio da rua, e me fez perguntar 'Quem é aquele? É do Benfica? Óptimo!'. Lembro-me de todos os passos da carreira dele, da estreia a titular naquele jogo memorável com o Arsenal, do hat-trick contra o Espinho, de jogos, golos e passes incríveis, e esta noite chegou o final. Obrigado por tudo, Rui, e espero que nas tuas novas funções possas continuar a dar-nos alegrias. Estou velho, caramba...
Logo a seguir à substituição o Benfica chegou mesmo ao terceiro golo. Foi após um grande trabalho do Di María (mais uma vez o argentino veio trazer velocidade e alegria ao nosso jogo) na direita - o 'nó' que ele dá ao defesa do Setúbal sobre a linha de fundo é delicioso - e depois de dois remates do Cardozo que o Nuno Gomes conseguiu finalmente fazer a recarga vitoriosa. Fiquei contente pelo Nuno, acho que ele estava mesmo a precisar de um golo, e tinha comentado com os colegas de bancada que acreditava mesmo que ele acabaria por marcar esta noite. A forma como (não) festejou o golo pareceu-me ser exemplificativa do estado de espírito que ele deve atravessar neste momento.
Quanto aos jogadores, gostei, conforme disse, do Nélson enquanto esteve em campo. Apesar da asneira (que foi a única), gostei também bastante do Edcarlos. O final de época que tem feito está a fazer-me reconsiderar a sua utilidade. Léo e Rodríguez, como habitualmente, em bom nível (será que não dá mesmo para continuarmos com eles?). Gostei também de ver o Katsouranis à frente da defesa, e espero sinceramente que seja mais um jogador para manter. Como o jogo foi de festa, não vou falar de piores, até porque quando se vence por 3-0 é porque não deve ter havido muita coisa a correr mal.
Assim sendo, e no que a jogos do Benfica diz respeito até Agosto (como não há pré-eliminatória da Champions, desta vez não vamos começar a época tão cedo).
P.S.- Ouvi uns rumores acerca da não utilização do Adu durante estes últimos meses, e que falavam que teria algo a ver com uma cláusula no acordo da sua transferência, que nos obrigaria a pagar mais caso ele completasse um determinado número de jogos pela equipa principal. Alguém mais ouviu falar disto?
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