VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES
Quinta-feira, 10 de Julho de 2008

Benfica 08-09 - primeiras ideias

 

Agora que a pré-época começou, quero dar aqui conta das minhas primeiras impressões sobre o nosso Benfica 08-09, as certezas, as dúvidas, as esperanças, as perplexidades.
 
Em primeiro lugar, convém dizer que trabalhei com base em dois pressupostos, a partir do que já li sobre as ideias do treinador.
 
Primeiro pressuposto: a equipa irá jogar com quatro defesas, dois médios-centro (mais “trincos” ou mais “box-to-box” consoante as necessidades), dois alas, um médio ofensivo que poderá por vezes dar lugar a um segundo avançado, e um ponta de lança.
 
Segundo pressuposto: o plantel irá ter 26 jogadores. 
 
Isto leva-me a concluir que, para além dos 22 que resultam do princípio de dois jogadores para cada lugar, haverá o inevitável terceiro guarda-redes, e ainda um ou dois “avançados extra”, digamos assim, para reforçar uma posição onde as lesões existem sempre e é preciso ter sempre alternativas, e um ou dois polivalentes para aumentar as opções tácticas ou suprir faltas pontuais de jogadores titulares.
 
Vamos então posição a posição.
 
1 - Guarda-redes: Para já, temos Quim, Moreira e Moretto. Este último parece ser uma carta fora do baralho. Se a decisão está tomada, não vale a pena discutir. Desta forma, o terceiro guarda-redes deverá se um ex-júnior. Acho bem.
 
Fala-se no entanto na possível vinda de Codina. Não conheço o jogador, mas pergunto; se Moreira está recuperado, não tem categoria para ser pelo menos suplente? Se não está, então aceito a necessidade de outro guarda-redes, mas caso isso aconteça resta a questão do que fazer com Moreira, que me parece bom demais para ser terceiro guarda-redes.
 
2 – Defesa direito: Temos para já Nelson e Maxi Pereira. Creio que Luís Filipe não ficará, e ainda há a hipótese do jovem Pedro Correia, mas deverá ser emprestado. 
 
Eu via com bons olhos a contratação de um jogador de categoria internacional para esta posição. A não ser possível, então ficamos bem servidos com o que temos. Espero que Nelson volte ao nível dos seus primeiros tempos no Benfica, caso contrário Maxi é bem capaz de agarrar o lugar.
 
3 – Defesa esquerdo: Temos Leo, Sepsi, e eventualmente Jorge Ribeiro.
 
Eu ficaria com Leo e Sepsi; caso Jorge Ribeiro venha, e espero que não, acho-o hoje mais talhado para funções de médio esquerdo, parce-me ser fraco precisamente a defender. E Sepsi deixou-me boa impressão sempre que jogou.
 
4 – Defesas centrais. Luisão, David Luiz, Edcarlos, Miguel Vítor, Zoro, Halliche.
 
O argelino será seguramente emprestado ou cedido. Entre Edcarlos e Zoro, eu apostaria em Zoro, que me parece melhor jogador; mas percebo que este tem um ordenado muito alto, logo se houver hipóstese de o vender (é seguramente um jogador com mercado) ou emprestar a um clube italiano ou espanhol que assegure o pagamento do ordenado, é uma hipótese interessante.
 
5 – Médios Centro. Aqui temos crise de abundância. Petit, Katsouranis, Bynia, Rubem Amorim, Yebda, Felipe Bastos, e até Carlos Martins.
 
Deixando Martins de fora das contas, já que embora faça o lugar não é seguramente a sua posição de eleição, temos seis homens para quatro vagas. Katso sairá se houver propostas, e nesta altura já não me parece que tal vá acontecer. O mau Europeu assim ditou. Yebda ficará, porque foi agora contratado e por indicação de Quique; Petit também. Entre Bynia, Felipe e Rubem, ficará um. 
 
Talvez seja boa ideia emprestar Bynia um ano, a uma equipa espanhola ou italiana. Foi muito perseguido pelos árbitros e uma mudança de ares poderá ser benéfica. Acho que seria um erro emprestá-lo em Portugal. Felipe e Rubem são ambos jovens, um deles será emprestado, neste caso um clube da 1ª Liga seria uma boa opção.
 
6 – Alas. Algumas dúvidas ainda. Certos, temos Di Maria e Balboa, e Di Maria irá aos Olímpicos. E altermativas?
 
À esquerda, poderemos ter Jorge Ribeiro, temos ainda Fábio Coentrão (que ainda não me parece estar pronto para o Benfica) e o jovem André Carvalhas. À direita, ninguém. Há Freddy Adu, que poderá fazer o lugar; mas também vai aos Olímpicos, e diz-se que poderá ser emprestado para Itália, o que de facto pode ser bom para ele se isso significar jogar mais. Será que Urreta pode fazer o lugar? E aos 18 anos, estará já capaz de jogar no Benfica?
 
7 – Médio ofensivo. Aqui é a grande incógnita. Aimar vem ou não vem? Se não vier ele, alguém terá de vir. Carlos Marins e Nuno Assis poderão ser opção como suplentes, mas não como titulares. Sempre que se jogar com um segundo avançado em vez de um médio ofensivo, Nuno Gomes e Mantorras (se ficar) ou Urreta e mesmo Adu também podem ser alternativa.
 
8 – Ponta de Lança. Temos Cardozo, não sei se virá mais alguém; Luís Garcia parece longe, agora que o Tottenham se meteu ao barulho. Alternativas, temos Nuno Gomes e Makukula, o que me parece pouco. Se Cardozo se lesiona, poderemos ter problemas, a menos que Makukula melhore bastante.
 
Dentro de uma ou duas semanas já deveremos ter uma ideia mais precisa do plantel definitivo.
 
publicado por Artur Hermenegildo às 18:13
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Quarta-feira, 9 de Julho de 2008

Céptico

Confesso que desde que foram conhecidas as conclusões da atribulada reunião do Conselho de Justiça da FPF, a semana passada, ando a evitar escrever sobre o assunto, ou fazer grandes considerações sobre ele, mesmo tendo essas mesmas conclusões sido favoráveis às nossas pretensões de vermos a batotice, a corrupção e a 'chico-espertice' punidas. A minha primeira reacção foi mesmo de espanto perante o súbito aparecimento de uma espinha dorsal nos membros do CJ. Depois, face ao comportamento ridiculamente comprometido do presidente do CJ, Gonçalves Pereira (de facto, é mesmo preciso uma pessoa não ter vergonha nenhuma para expor ao país de uma forma tão clara a sua falta de ética, tentar apresentar as suas atitudes conspurcadas de caciquismo e compadrios como um comportamento correcto, e ainda manter uma cara séria enquanto o faz) e face a tudo o que temos visto acontecer neste processo até agora, limitei-me a ser o mais céptico possível.

Imediatamente pensei que o curso 'normal' das coisas levaria a que os lacaios e avençados do costume imediatamente começassem a necessária campanha não de crítica ao comportamento do presidente do CJ, mas sim dos outros cinco membros, e pensei que o resultado mais óbvio ainda acabaria por ser destituir os cinco membros em questão (ou até o CJ inteiro), substituindo-os então por outros que garantissem o resultado da avaliação dos recursos de Boavista e PC que Gonçalves Pereira, apesar de toda a sua diligência, não conseguiu obter. Primeiro comecei por ouvir adeptos em geral do FCP (e mais uma vez com uma cara séria) acusarem os cinco membros em questão - e não os outros dois, claro - de terem sido corrompidos (pelo Benfica, claro) - percebe-se que para alguém habituado à corrupção como moeda corrente em sua casa não consiga imaginar outro tipo de cenário. Ontem já o MST, como não podia deixar de ser, e perante a inevitabilidade do comportamento vergonhoso de Gonçalves Pereira, adoptou a via de colocar todos os membros do CJ dentro do mesmo saco. Ou seja, admite que o presidente do CJ não era isento, mas depois acusa os outros cinco de serem exactamente a mesma espécie de vermes sem espinha dorsal, só que defendendo o Benfica. Hoje já o fantástico Gonçalves Pereira - palavra de honra que eu estou estupefacto com a forma como este fantoche continua a agir como se fosse uma pessoa idónea em todo este processo, e de cada vez que o vejo falar sobre o assunto só me vem à memória o saudoso Muhammed Saïd Al Sahaf - vem dizer mais uma vez que não se demite, mas vai pedir ao presidente da AG da FPF que demita os cinco membros malvados que não lhe fizeram o favorzinho que ele tinha prometido aos padrinhos. E apesar de achar que esta situação é quase demasiado surreal para ser verdade, continuo convencido que vão arranjar maneira de descalçar esta bota, e que isto não vai dar em nada.

Entretanto, e para falarmos mesmo da futebol, a nossa época arrancou ontem. Não vi grandes diferenças em relação aos últimos anos, pois mais uma vez ainda temos o plantel longe de estar fechado, e até aposto que vamos andar a gramar com 'contratações' virtuais para o Benfica até ao dia 31 de Agosto, porque me custa acreditar que, chegada essa data, o plantel já esteja de facto completo. Tendo em conta o início de campeonato que vamos ter (ao menos não vamos ter que esperar muito para percebermos se este ano a candidatura ao título é séria ou não), convinha que se resolvessem estes assuntos o mais depressa possível. Acredito muito no trabalho do Rui Costa, mas já estou farto de andar há duas semanas a ouvir que o Aimar 'está por horas' ou que 'já fez as malas'. Detesto estas novelas de pré-época, e já começo a ficar ansioso para que a bola comece a rolar, com ou sem Aimar.

publicado por D'Arcy às 22:14
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Terça-feira, 8 de Julho de 2008

Corruportugal

 

O chico esperto do Presidente do CJ da FPF (sim, esse indivíduo com cara de doninha que é vereador da Câmara Municipal de Gondomar), a mando dos donos, fez birra porque não conseguiu corromper os restantes membros do Conselho de Justiça da FPF. Quando percebeu que não tinha conseguido coagir o Conselho de Justiça a dar provimento aos recursos dos corruptos, decidiu, numa atitude prepotente, ditatorial e velhaca, acabar com a reunião, não cumprir com a ordem de trabalhos, e sair porta fora como uma prima donna. Pois bem, os restantes elementos adquiriram algures uma coluna vertebral e decidiram não ceder, decidindo o que havia para decidir.

 
O que é que esta pobre amostra de gente (que ainda por cima anda por este planeta a consumir oxigénio que seria útil para outras coisas) faz? Sabendo muito bem qual o paraíso de impunidade onde vive, vai para os telejornais (porque neste país dá-se tempo de antena aos animais mais ridículos em prol das audiências) vomitar um conjunto de alarvidades e fazer figura de vítima, porque não lhe deixaram fazer o caldinho para os amigos:
‘Eu é que sou o Presidente, eu é que sei, eu é que mando, e os outros meninos têm que fazer o que eu digo, senão acabo com as reuniões!’;
‘Mas o Conselho de Justiça, de qualquer maneira, ia decidir contra os recursos, porque os conselheiros eram maioritamente contra…’;
‘Eles não sabem nada! Eu é que sei! E enquanto eles continuarem a tentar votar contra, eu vou acabar com as reuniões todas! Basta levantarem uma mão, e acabo com a reunião. Zás. Há reuniões que nem vão chegar a começar se eu vir um sobrolho mais levantado que o normal. Zás. Acabou. Sinto uma brisa nas costas e trás! - não vá ser qualquer coisa de importante - fujo porta fora. Passa um mosquito, acabo com a reunião. O padrinho é inocente, o padrinho é inocente, o padrinho, é inocente, o padrinho é inocente, o padrinho é inocente, o padrinho é inocente…’.
 
Só neste país. É por causa de néscios amorais destes que Portugal é este esgoto a céu aberto. Mas querem mais uma amostra da estirpe do moço de que estamos a falar? Aí vai, conforme consta da imprensa de hoje:
 
A outra polémica do presidente do CJ
Sozinho, Gonçalves Pereira anulou as classificações dos árbitros da AF Porto, em 1997. Chefe dos árbitros da altura demitiu-se.
(…)
«Na altura era ele o presidente do Conselho de Justiça da Associação de Futebol do Porto», recorda Fernando Marques, que era o presidente do Conselho de Arbitragem da AF Porto e acabaria por apresentar a demissão, por se sentir desautorizado pelo comportamento de Gonçalves Pereira. Sem que se tenha realizado qualquer reunião, o dirigente terá assinado sozinho uma acta a anular as classificações dos árbitros da AF Porto. ‘
 

Pois é, trata-se do mesmíssimo desperdício de carne que agora tenta acabar com reuniões quando estas não lhe estão a correr de feição. Ou seja, no auge do domínio criminoso do Futebol Corrupto do Porto nos anos 90, quem é que era o Presidente do Conselho de Justiça da Associação de Futebol do Porto? Quem é que assinava actas (ou 'iatas') sozinho? Quem é que anulava sozinho as classificações dos árbitros da AF Porto a seu bel prazer (e de acordo com as encomendas do padrinho?) O menino Gonçalves.

Imagino que já na altura alimentava o saudável vício de acabar com reuniões do CJ quando lhe apetecesse, e daí ser o único subscritor das actas.
 
Ah, é verdade: o que faz o Governo depois de ver o futebol deste país ser enxovalhado por acéfalos como este? O que é que faz o Laurentino ao ver a imagem do futebol de um país destruída pelo mundo para tentar salvar o Sindicato do Crime que controla o Futebol Corrupto do Porto e as casas de alterne do Norte? Nada, porque neste momento não há jogadores do Benfica para perseguir e há uma série de festas de Verão onde se impõe ir para encher o bandulho e manter o look ‘lontra do ano’.
 
Dissolva-se este país, que já passou do prazo.
 
publicado por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 16:18
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Bonito, bonito...

... seria que o clube regional corrupto recorresse mesmo para o Tribunal Administrativo e a UEFA obrigasse a FPF a descê-lo de divisão (por ser interdito o recurso de assuntos desportivos para os tribunais civis, aliás tal como aconteceu com o Gil Vicente há dois anos), sob pena de afastar a selecção nacional dos jogos de qualificação para o Mundial 2010 e as equipas portuguesas das competições europeias.

 

O que eu me fartaria de rir!

publicado por S.L.B. às 00:20
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Segunda-feira, 7 de Julho de 2008

Os troféus (parte II)

Do interior do S.L.Benfica telefonou-nos voz amiga a pedir ajuda para o que se passava com uma parte do espólio de troféus do nosso Benfica. Apresentámos a situação e outros amigos bloggers encarregaram-se de espalhar a palavra que acabou por chegar à comunicação social. Assim, quem de direito resolveu em pouco tempo o que a incúria de alguns profissionais do nosso Clube demorara demasiado tempo a resolver.

No final da AG da última quinta-feira, Ricardo Maia garantia-nos que as taças (e não só) já estavam sãs e salvas na nossa casa, no nosso Estádio. Bastava-nos a sua palavra mas, como em tudo na vida, esperava a confirmação de quem nos dera a informação. A confirmação chegou hoje: o espólio que estivera retido demasiado tempo na alfândega, em Luanda, chegou na passada quinta-feira e, salvo erro, já está em exposição ao público no nosso Estádio da Luz.

publicado por Pedro F. Ferreira às 22:22
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Sábado, 5 de Julho de 2008

Perderam o medo e ganharam vergonha.

Se a ameaça, o compadrio, a gritaria e a aquisição de colunas vertebrais a preço de saldo fora regra que frutificara nos últimos 25 anos, por que motivo não frutificaria também agora?

Foi com esta convicção que partiram para este processo os protagonistas do costume. Foi com esta convicção que nós, espectadores, nos preparávamos para ver mais uma facada na moribunda justiça desportiva portuguesa.

Desta vez, alguma coisa mudou e houve uma inaudita coragem por parte daqueles de quem se esperava mais um momento de genuflexão perante a voz do dono.

O Hermínio, o Gilberto e o Laurentino não contavam com esta. Bem, pelo menos dois deles não contavam com esta. Nas mãos do outro estará, possivelmente, o motivo para que cinco conselheiros do CJ da FPF tenham perdido o medo… até ver.

 

Apostila: garanto que hoje é que a colheita de escutas telefónicas traria revelações interessantes.

publicado por Pedro F. Ferreira às 20:05
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Sexta-feira, 4 de Julho de 2008

Tristeza geral

Até me custa escrever sobre o que se passou ontem na Assembleia-Geral do Sport Lisboa e Benfica. Entre seis milhões de adeptos e 170.000 sócios é natural que haja pessoas que não se sabem comportar. Por muita razão que tenham, não é com insultos, ofensas e berros que as coisas se resolvem. Mesmo que a resposta dos responsáveis não tenha sido, no entender dessas pessoas, a mais conveniente até agora. As posições estão cada vez mais extremadas e vai ser difícil chegar a um consenso pela simples razão que o diálogo é (quase) impossível.

 

Eu só falo do que vejo, não tenho a certeza sobre o está por trás e o que se passou até agora (o que sei é o que me contam e há sempre que ouvir os dois lados da história), mas pondo-me na pele do presidente, acho compreensível que não tenha muita vontade de falar perante pessoas que passam o tempo a insultá-lo aos berros. que ele deveria ser superior a isso, deveria engolir o sapo dos insultos pessoais e tentar dar uma resposta na AG aos sócios que o contestam. Porque é isso que se espera de um presidente do Sport Lisboa e Benfica. Que se levante e fale perante os sócios, principalmente os contestatários que se dirigem especificamente a ele, ainda que de forma imprópria. E é isso que ele deveria ter feito ontem. Assumir uma atitude de estadista e tentar expor as suas razões. E aí sim, se os insultos e os berros continuassem, ele manifestaria a impossibilidade de falar. Tinha tentado, mas não o tinham deixado. E desta maneira, os culpados por não terem tido uma resposta seriam os sócios que o contestaram de forma mal-educada na altura em que o presidente tentava falar. Ao não subir ao palanque para discursar, o presidente do Sport Lisboa e Benfica deu azo (ainda que não o tenha feito de propósito) a que a AG terminasse de forma abrupta por manifesta falta de condições. E muitos outros sócios ficaram sem resposta a algumas questões pertinentes que levantaram.

 

Não estou, de forma alguma, a defender quem foi mal-educado e insultuoso. Aliás, acho mesmo que esses sócios que não se sabem comportar de maneira civilizada deveriam ser impedidos de entrar em AGs do clube. Não está em causa o direito à contestação, mas sim a forma como ela é feita. Desejo sinceramente que em futuras AGs do clube se possa discutir os assuntos convenientemente. Porque para o futuro do clube é urgente essa discussão.

publicado por S.L.B. às 18:50
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Jantares

Realizou-se ontem uma Assembleia Geral do nosso clube, tendo como ponto único da ordem de trabalhos a discussão do Orçamento para a época desportiva de 2008/2009. Tendo em conta o que vi durante a assembleia da passada semana, esperava que a de ontem fosse ainda mais 'animada', e não me enganei. Não me parece que o que se passou tenha sido tão mau como as imagens que passaram cá para fora farão crer. Mas não deixou de ser uma situação triste.

A discussão do orçamento em si não teve problemas de maior. Foi apresentado, foram feitas perguntas, a que a direcção tentou responder. Em relação ao ponto mais polémico - a redução do orçamento das modalidades - gostei da intervenção do responsável por elas, Fernando Tavares, que deu explicações bastante concisas para as decisões tomadas. Pelo meio, foram-se começando a ouvir alguns distúrbios, que aumentaram de tom e frequência após a intervenção do Jorge Máximo, vindos invariavelmente do mesmo grupo de pouco mais de duas dezenas de adeptos - e discordo com as notícias que vi hoje, que apontam o dedo às 'claques' como causadoras dos distúrbios na assembleia geral. Estavam lá imensos membros das claques, e a grande maioria deles não teve qualquer comportamento censurável, sendo que muitos deles estavam em desacordo com o comportamento daquele grupelho desordeiro. Eu compreendo que as pessoas se possam sentir insatisfeitas e que queiram pedir satisfações, mas quando a crítica mais articulada que conseguem fazer ouvir é 'Chulos! É só jantares!', não percebo onde é que querem chegar. Além disso, não percebo muito bem a embirração particular que aqueles consócios têm para com o acto de se jantar.

Após a aprovação do orçamento, seguiu-se o período de intervenções dos sócios sobre temas livres. Ouviram-se várias intervenções muito válidas e interessantes, com acusações e questões pertinentes feitas à direcção e ao LFV. Nesta fase, o referido grupelho de adeptos começou a tornar-se cada vez mais insuportável, quase sempre instigado pelos mesmos que eu já tinha lá visto a semana passada. Não percebo que raio de discussão válida querem ter quando semeiam imediatamente a desordem de cada vez que alguém diz algo com o qual não concordam. Não percebo para que é que serve insultarem os sócios que votam a favor de algum ponto, acusando-os de não terem opinião própria (entre outros impropérios) e depois votarem cegamente contra todo e qualquer ponto, mesmo quando acabam por manifestar opiniões contraditórias - a semana passada votaram contra um ponto que, a ser chumbado, provavelmente representaria o fim do rugby do Benfica, e esta semana andam irritados com a redução do orçamento das modalidades.

Fiquei muito curioso em saber as respostas que a direcção teria para todas aquelas questões que lhe foram postas. Só que assim que chegou a altura de responderem, como não foi o presidente da direcção a dirigir-se aos sócios, imediatamente o grupo desordeiro semeou uma confusão tal que ao Vilarinho não restou alternativa senão dar por terminada a assembleia. E ninguém ganhou nada com isso. Compreendo que possa haver frustração com o silêncio a que o LFV se remete durante as assembleias gerais, até porque é nele que se centram a maioria das críticas dos adeptos. Mas com atitudes daquelas, o que acabou por acontecer foi que não ouvimos o que a direcção tem a dizer sobre todos aqueles assuntos. Depois gerou-se alguma confusão na saída do LFV, com o referido grupo a rodear o presidente, e não sei o que se passou lá fora, ou o que terá sido captado pelos jornalistas sedentos de sangue.

Em relação ao orçamento em si, apenas duas observações. Primeiro, preocupa-me muito a enorme descida nas receitas da quotização. Estamos a falar de uma descida de mais de um milhão e meio de euros, o que, feitas as contas por alto, representará uma perda de cerca de 10.000 sócios pagantes num único ano. Nos pressupostos, isto é justificado pela 'conjuntura socioeconómica do País'. Isto não passa de um eufemismo, para não lhe chamar outra coisa. Todos sabemos muito bem os motivos principais que levam à desistência/demissão de sócios, e estar-se a justificar isto com a tal 'conjuntura socioeconómica' é um acto de pura desresponsabilização. Depois, quanto à quota das modalidades, apenas uma correcção em relação ao eventual número de cerca de 5.000 aderentes de que falei a semana passada. Mais uma vez fazendo as contas, a realidade é ainda pior, já que o número de aderentes nem sequer chegará aos 3.000.

Neste momento não me agrada nada o ambiente que sinto no interior do nosso clube, que põe sócios contra sócios, e em que o benfiquismo de cada um está constantemente a ser posto em causa pelos outros. Talvez devessem começar a vender réguas especiais para medir benfiquismos. Nesta situação, está-me a ser muito difícil sentir-me sequer motivado para a época que ainda nem sequer começou.

publicado por D'Arcy às 17:06
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