VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES
Domingo, 12 de Outubro de 2008

Imbecilidades

Infelizmente parece que os nossos jogadores têm uma tendência algo estranha para escolherem imbecis para empresários. Falo disto porque, depois de todos os disparates que me lembro de andar a ouvir durante a época passada do empresário (ou era o advogado? Ou eram ambos?) do Léo, agora é o empresário do Cardozo, um tal de Pedro Aldave, que de cada vez que abre a boca só saem alarvidades. Desta vez disse o tal do Aldave que se não melhorassem o contrato ao Cardozo, ele iria para outro lado. Convinha que alguém lembrasse o Aldave que o Cardozo tem um contrato assinado com o Benfica até 2012, com uma cláusula de rescisão de €50M, e que ninguém o obrigou a assinar esse contrato. Além disso, não percebo como é que um empresário vem para a imprensa fazer afirmações que depois são imediatamente contrariadas pelo jogador em questão, que ainda por cima afirma o seu total desconhecimento sobre aquilo que o seu empresário anda a dizer (mais uma vez, a exemplo das diversas situações que se passaram com o Léo a época passada). Nós ainda conseguimos ter algum controlo sobre as declarações dos nossos jogadores à imprensa. Infelizmente, já não podemos fazer o mesmo em relação aos seus empresários. A solução é mesmo instruir os jogadores a não contratarem imbecis para essas funções.

Por falar em imbecilidades, há uma que há semanas me anda a moer o juízo. Falo da campanha 'louvável' d'A Bola para levar o Cristiano Ronaldo a vencer a Bola de Ouro, ou o prémio da FIFA para o melhor jogador do mundo, ou os dois, ou lá o que seja. Desde já peço desculpa a quem quer que leia estas linhas e tenha contribuído para tal campanha, mas caramba, aquilo para mim é uma iniciativa de um provincianismo atroz. Não coloco em causa o valor futebolístico do puto malcriado, mimado, fiteiro e burgesso. Acho-o um jogador brilhante. Aliás, acho que ele tem tanto de bom jogador como de puto malcriado, mimado, fiteiro e burgesso - e por aqui já dá para se fazer uma ideia do quão bom eu o acho. Mas a iniciativa em si parece-me ser completamente imbecil. O que, aliás, vem na linha do comportamento desse outrora grande jornal que era A Bola no que diz respeito ao Cristiano Ronaldo. Quando o ano passado o(s) prémio(s) foram atribuídos ao Kaká, se o Ronaldo teve mau perder então A Bola nem se fala. Desde diversas acusações à injustiça dos galardões, rebaixando o Kaká (que como pessoa, dentro e fora do campo, dá uma abada das antigas ao Ronaldo, diga-se de passagem) sempre que possível, até insinuações de manobras de bastidores (eufemismo para 'batota'), tudo vale. Sim, porque de certeza que deve ser fácil manipular do pé para a mão as intenções de voto de cerca de duzentos seleccionadores e capitães de equipa, que são quem vota nesta eleição.

Precisamente por, aparentemente, ser fácil manipular essas intenções de voto, então agora lembraram-se de recolher assinaturas de portugueses, para depois enviarem a esses mesmos seleccionadores e capitães de equipa, a recomendar-lhes que votem num português para melhor do mundo. Portugueses, a aconselharem o voto num português. Portugueses que, neste assunto, terão obviamente uma opinião absolutamente imparcial. Eu sei que tenho uma personalidade particularmente retorcida, e que portanto não serei propriamente um bom exemplo, mas se eu fosse um desses seleccionadores ou capitães de equipa a receber o referido abaixo-assinado, cheio de assinaturas de portugueses, a recomendarem-me que votasse num português, a primeira coisa que faria era votar no gajo que não fosse português. Nem que fosse só por despeito. Não sei se haverá muitos capitães das selecções com uma mentalidade assim retorcida, mas até o Vinnie Jones era capitão de equipa, por isso é bem possível que existam por esse mundo fora mais gajos chatos como eu, que não querem dar ouvidos às opiniões dos portugueses sobre uma votação em que entra um português. Talvez no próximo festival Eurovisão da canção, quando enviarmos para lá mais uma daquelas pérolas do cançonetismo nacional, devamos também enviar um abaixo-assinado aos júris dos outros países todos, recomendando-lhes que votem na nossa canção. Porque nós sabemos que a canção é muito boa, e a nossa opinião na matéria é claramente insuspeita. Temos que fazer o resto do mundo perceber que a nossa canção tem algo que nenhuma outra tem: ela é portuguesa, e isso por si só faz com que seja muito melhor que as outras. Se não for assim, é obviamente uma roubalheira. Mas peço desculpa, estou a divagar. Afinal estou a falar de canções ligeiras ou do Cristiano Ronaldo?

Na volta, se o puto malcriado, mimado, fiteiro e burgesso ganhar mesmo o tal prémio - e se ele é mesmo o melhor, ele ganhá-lo-á, com ou sem 'iniciativas' desta estirpe - ainda vou ver A Bola vangloriar-se do feito, e reclamar para si um bocadinho do mérito.

P.S: Registem desde já o meu pedido de desculpa por divagações como estas. Acho que isto de rir tanto com o sucesso estrondoso que o bluff pomposo está a ter ao comando da nossa selecção às vezes deixa-me desorientado. O Scolari é que era mau (mesmo com a pancada do Ricardo e tudo).

publicado por D'Arcy às 03:12
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Sexta-feira, 10 de Outubro de 2008

Magnusson

Não se pretende que este blog seja o Memórias Encarnadas (para quando uma actualização, TMA?!), mas faço aqui um apelo de serviço público a quem tenha gravado a entrevista ao Magnusson feita pelo Nuno Luz em directo para o Jornal da Noite da SIC de hoje. Foi daquelas coisas “priceless”, que merece ser visto.

 

Depois de falarem de assuntos menores (como a selecção), o bom do Nuno Luz lembra-se de perguntar ao Mats:

 

- Então e o seu Benfica? Tem visto os jogos? Continua benfiquista?

 

O Magnusson pára, olha muito fixamente para ele e pergunta-lhe:

 

- Você está a brincar comigo?!?! Uma vez benfiquista, PARA SEMPRE (o ênfase foi mesmo assim!) benfiquista!

 

A conversa lá continuou com ele a recordar os 33 golos em 30 jogos numa época, cinco anos de Benfica, três títulos de campeão, duas finais europeias, os seus planos de vir viver para Portugal quando o filho deixar de jogar hóquei no gelo até que no final o Nuno Luz lhe pergunta:

 

- Quer deixar alguma mensagem para o Benfica, para os adeptos?

 

Ele volta a olhar fixamente, desta vez para a câmara, e remata:

 

- Viva o Benfica! VIVA, VIVA (mais uma vez com ênfase, com uma voz vinda da alma) o Benfica!

 

Quase me vieram as lágrimas aos olhos...!

 

 

Adenda: Uma palavra de apreço para os leitores da Tertúlia, nomeadamente o t, Marco Oliva e Avô Maltine que forneceram os links.

 

 

 

 

 

A peça completa está aqui (só interessa a partir dos 07:15): http://sic.aeiou.pt/online/scripts/2007/VideoPopup2008.aspx?videoId={7B4D0D28-1595-4126-8DF2-12DE7C2301EF}

publicado por S.L.B. às 20:59
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Quinta-feira, 9 de Outubro de 2008

Glórias benfiquistas: Nené

Tamagnini Manuel Gomes Batista Nené, nascido no dia 20 de Novembro de 1949, em Leça da Palmeira. Para a História fica conhecido como Nené, o Nené do Benfica que marca um tempo em que se falava do Benfica do Bento, do Humberto, do Shéu, do Néné…

 

Nené é, de todos os que tiveram a supina honra de jogar de águia ao peito, o que mais vezes vestiu a nossa gloriosa camisola: 941 vezes, entre jogos particulares e oficiais nos diferentes escalões. Construiu toda a sua carreira sénior no Benfica. Jogava em Moçambique, no Ferroviário da Manga, quando, em Dezembro de 1966, o Benfica começou a negociar a sua transferência. Era um miúdo com apenas 16 anos!! No ano seguinte já jogava nos juniores do Benfica, no Clube onde já um seu familiar se tornara mítico: Cavém. O Néné deixou o futebol 20 anos depois, em 1986. Jogou sempre no Glorioso. Como sénior, fez 577 jogos oficiais, marcou 361 golos, ganhou 10 Campeonatos Nacionais, 7 Taças de Portugal e 2 Super Taças.

Começou, devido à sua impressionante velocidade, como extremo-direito. Em 75/76 já era ponta-de-lança. Se já marcava muitos golos como extremo, como ponta-de-lança passou a ser, constantemente, um dos melhores marcadores do nosso campeonato. O seu talento como goleador fez dele o terceiro melhor marcador da História do nosso Clube… batido apenas por dois futebolistas cujo nome se confunde com o do próprio Benfica: Eusébio e José Águas.

 

Na minha juventude, habituei-me à grande probabilidade de ouvir o nome do Nené gritado nos relatos radiofónicos depois de se ter gritado golo do Benfica. Nené era o avançado sempre presente, com o número 7 herdado dos primeiros tempos como extremo. Foi o Nené que me fez gritar golo por três vezes numa final da Taça de Portugal contra o FC Porto. Era o Nené de quem os mais velhos contavam façanhas ímpares como a de ter marcado 5 golos ao Ajax, no Parque dos Príncipes, durante o Torneio de Paris. Era o Nené que, quase pairando, quase sem se sentir o seu peso no relvado e dissimulado como devem ser os pontas-de-lança que parecem jogar de smoking, surgia de onde menos se esperava para fazer o que é mais difícil e mais valioso no futebol. O Nené é o grande mito que podia estar “ausente” do jogo durante 89 minutos, mas a quem bastava um subtil toque na bola, no nonagésimo minuto, para fazer o golo.

À “boa” maneira portuguesa, chegado aos 30 anos já o tratavam como um veterano a quem antecipavam a reforma. À boa maneira dos verdadeiros campeões, Nené ia mostrando, plácida e eficazmente, a todos (desde adeptos a jornalistas) que há capacidades que se refinam… a de marcar golos é uma delas. Assim, sucessivamente iam aparecendo concorrentes para o lugar e sucessivamente o Nené lá se encarregava de ir mostrando que o lugar tinha um nome, o seu nome. Em 84, durante o Europeu, o Nené encarregou-se de mostrar que, também ao serviço da Selecção, havia um lugar para si. Apesar da excelência da concorrência (Jordão e Gomes). Nené acabou, mais uma vez, por mostrar a sua utilidade, o seu instinto goleador e a sua importância para tentar a coesão de um grupo fragmentado por natureza. No Benfica, mesmo em final de carreira, demonstrou a um casmurro de má memória chamado Csernai que ainda tinha muito para dar ao Benfica e ao futebol. Na Selecção AA teve 66 internacionalizações e marcou 22 golos. Estes números são impressionantes se atendermos à quantidade de jogos que a nossa Selecção fazia anualmente e à ausência da mesma em grandes competições internacionais. Imaginem quantas internacionalizações não teria Nené se jogasse actualmente…

No entanto, também à “boa” maneira portuguesa, o sucesso provoca tantas alegrias como injustiças. Assim, o Nené teve de viver com o estigma de ser um futebolista medroso que raramente “metia o pé”. Sobre esse assunto, veja-se a resposta que Nené dava a jornalistas e adeptos em 1976:

«Já há tempo dei uma entrevista ao jornal A BOLA em que afirmei que maluco é que não sou. Se existem jogadores que metem o pé em certos lances onde por norma só vão buscar problemas para eles e para os clubes que lhes pagam, isso e lá com eles.

Eu não sou assim. […] o que sei, isso sim, é fugir na hora exacta, mas normalmente com a bola a ficar na minha posse, […], tentando não me molestar sem vantagem para ninguém. Mesmo assim ainda este ano fui o segundo melhor marcador do campeonato e, caso curioso que a maioria dos sócios talvez não tivesse reparado, marquei nos sessenta e tal encontros que disputei durante a temporada, entre oficiais e particulares, a media de um golo por desafio, o que ficou longe de qualquer outro colega e, muito menos, da totalidade dos atacantes portugueses.

Quanto ao insultarem-me e dizerem-me que lhes faz confusão como consigo aguentar uma hora e meia sem nunca reagir menos delicadamente, posso garantir que aguentaria até um dia inteiro, pelo que escusam de continuar a adoptar tal sistema que me dispenso de criticar. Sou assim por temperamento pelo que jamais tomarei uma atitude menos correcta para com tais adeptos do meu clube. Aliás, tenho até para mim que aqueles que assim procedem não são os sócios com dez, quinze, vinte e mais anos de associados. São os que entraram na «família» há dois ou três anos e que, talvez por serem novos, reagem mais rapidamente para se tornarem notados e mostrarem aos mais velhos o seu muito benfiquismo...

Uma verdade poderei dizer: o meu sistema de jogar é este desde miúdo. Não me sinto arrependido de ter sido sempre um jogador correcto para os adversários e para o público. Creio com tal sistema haver sempre servido com dignidade o meu clube e, simultaneamente, o clube que me paga. Quanto às palavras que me dirigem continuarei talvez a ouvi-las mas, como as atitudes ficam com quem quem as pratica, nada é comigo...»

 

Também sempre associada à imagem do Nené está o velho chavão de que ele “nunca sujava os calções”. «Se os não sujava era porque achava que não precisava.» Remate certeiro e golo.

 

Era assim o Nené, inteligente e frio com as palavras, inteligente e frio no momento de rematar para a baliza. É assim o nosso Nené, apaixonado pelo seu (nosso) Benfica e orgulhoso da sua carreira «Sinto-me um privilegiado. Afinal foram tantos os jogadores a representar o Benfica e ser logo eu a ter a sorte de jogar mais vezes do que todos os outros».

 

É de exemplos como o de Nené que o meu benfiquismo se foi construindo. É a senhores como o Nené que eu tenho de agradecer o que contribuíram para cimentar a paixão que continuo a sentir pelo nosso Benfica.

 

sinto-me: benfiquista
publicado por Pedro F. Ferreira às 12:00
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Quarta-feira, 8 de Outubro de 2008

VII Jantar de Bloguiquistas

Depois do interregno da Primavera passada, a “comissão organizadora” (Pedro F. Ferreira, D’Arcy e eu próprio) achou que estava mais que na altura de a blogosfera benfiquista se voltar a reunir para mais um jantar. Afinal já passou quase um ano desde o último e era suposto os repastos serem semestrais. Por isso, decidimos marcar o encontro para sexta-feira, dia 17 de Outubro, às 20h, no sítio do costume, ou seja, o restaurante com a melhor vista de Lisboa: Catedral da Cerveja. Nesse fim-de-semana jogaremos em casa para a Taça de Portugal frente ao Penafiel, mas sendo o jantar numa 6ª feira não haverá conflito de datas. Nunca é demais relembrar que, seguindo a tradição que não foi imposta, mas se impõe por si (cf. aqui e aqui), é melhor avisar em casa que não têm horas de voltar...

 

Agradecemos que enviem os vossos emails de confirmação para tertuliabenfiquista@gmail.com.

publicado por S.L.B. às 12:00
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Terça-feira, 7 de Outubro de 2008

Canal Benfica

No Domingo vi em casa de amigos a emissão do nosso Canal - o Benfica TV.  Vi tudo, enfim, fiz alguns fast forwards, mas vi o essencial, e fiquei feliz.  Feliz como se fica não diante de uma coisa boa ou de uma coisa má, mas de uma Coisa Justa.

 

O Benfica TV é aquilo de que estávamos à espera há anos.  Durante 5 horas, falou-se do Benfica, só do Benfica, nada mais que do Benfica.  Com paixão.

 

Quem precisa do chamado "jornalismo isento", que de isento em geral tem muito pouco?  Eu não, obrigado.  Eu sei ver futebol, não preciso que um "iluminado" me "explique" o jogo, a táctica, as substituições.  Isso eu faço sozinho.

 

O que eu preciso é que me massagem a alma, é ver no écran gente que partilha comigo este amor pelo Glorioso, que sofre comigo, que se alegra comigo.  Um "reality show" de sonho.

 

Claro que há coisas a melhorar, alguns pivots e repórteres estavam nervosos, houve quebras de ritmo, etc.  Mas que interessa isso?

 

O que interessa é que desde o dia glorioso de 2 de Outubro de 2008, o Benfica, a maior força colectiva de Portugal, tem a sua própria voz - e já não precisamos de nos torcer com os "comentários isentos" da SPort TV, da TVI, da TSF, da Antena 1 - todos isentos apoiantes do scp e fcp, todos isentos anti-benfiquistas primários (misturados com representantes jornalísiticos daquela raça de "benfiquistas isentos" que conseguem por vezes ser piores ainda).

 

O Benfica tem um Canal, tem uma Voz, tem uma Imagem.  Que o Benfica TV possa ser a Voz e a Imagem de todo o universo Benfiquista!

 

Já não precisamos de mais ninguém para nos fazermos ouvir e ver.  Viva o Benfica!

publicado por Artur Hermenegildo às 12:02
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Segunda-feira, 6 de Outubro de 2008

Aterragem

Num jogo que foi uma antítese daquilo que vínhamos mostrando nos últimos tempos, deixámos justamente dois pontos em Matosinhos. Uma segunda parte tão mal jogada, e com tanta falta de ambição, só poderia mesmo acabar castigada da forma que foi.

Foi um início de jogo difícil aquele que tivemos esta noite. O Leixões entrou com todo o gás e ímpeto, pressionando muito alto, e os nossos jogadores pareceram  demasiado nervosos perante esta pressão, errando sucessivos passes e sendo incapazes de assentar o jogo. Além disso, perante tanto ímpeto adversário (alguns seriam capazes de classificar este ímpeto simplesmente como 'porrada'), sofremos uma enorme contrariedade logo nos primeiros minutos, com o Reyes a ter que ser substituído, dando o seu lugar ao Di María (que momentos depois de entrar em campo já estava também a experimentar este 'ímpeto' leixonense, com uns pitons carinhosamente enterrados no tornozelo). O comentador de serviço na RTP, no entanto, preferiu classificar eufemisticamente esta pancadaria como 'agressividade sobre o espaço'. Compreende-se: um determinado jogador do Benfica está a ocupar um espaço num momento definido no tempo, e os jogadores do Leixões, agressivamente, tentavam ocupar o mesmo espaço nesse mesmo momento - o que é, como sabemos, fisicamente impossível.

Entretanto, muito por culpa da acção dos dois médios defensivos, ao fim do primeiro quarto de hora o Benfica lá conseguiu acalmar o jogo e, minutos depois, até assumir algum controlo sobre o mesmo. Foi talvez o melhor período do Benfica em toda a partida, altura em que o Yebda assumiu bastante protagonismo, e em que o Leixões, ao contrário do que sucedeu durante aqueles primeiros quinze minutos, pouco conseguia aproximar-se da nossa área. Pouco depois da passagem da meia hora, chegámos ao golo. A um passe excelente do Katsouranis para a direita correspondeu o Cardozo com a recepção e remate indefensável de pé direito. Ainda bem que o Benfica marcou neste lance preciso. Porque eu só fiquei a perguntar-me como é que foi possível que o árbitro do jogo, na posição em que estava, com a visão que teve do lance, não tenha marcado penálti após uma mão descarada de um jogador do Leixões. Depois lembrei-me que o árbitro era o nosso amigo Olegário, e fiquei mais descansado, porque era sinal que afinal as coisas ainda são o que eram. Como vem sendo hábito, após o golo o Benfica não se encolheu, e portanto a tendência do jogo manteve-se, quase sempre com a bola no meio campo leixonense, e sem que parecesse agora haver grandes possibilidades que eles ameaçassem a nossa baliza.

É por isso que não consigo compreender a transfiguração da equipa ao intervalo. Nos últimos jogos temos quase sempre aparecido do intervalo para fazer grandes segundas partes. Desta vez foi exactamente o oposto. O Benfica pura e simplesmente desapareceu. Na segunda parte quase não existimos, e por algum motivo parecemos querer descansar sobre a magra vantagem adquirida, e limitarmo-nos a segurar o resultado. O pior de tudo, é que isto foi sendo feito da pior maneira possível: sem sermos capazes de manter a bola na nossa posse um mínimo que fosse. Cada ataque do Leixões era seguido de um despejo nosso para a frente, a que se sucedia novo ataque do Leixões. Perante este cenário, o golo do empate não só se adivinhava como se justificava: o Leixões fazia o que podia para conseguir esse golo e, diga-se sinceramente, merecia-o plenamente. No Benfica o Katsouranis eclipsou-se, e era quase exclusivamente devido aos esforços do Yebda que ainda tentávamos jogar algum futebol. Mas no melhor pano cai a nódoa, e foi o mesmo Yebda quem falhou na marcação ao Wesley no seguimento de um canto, de onde resultou, mesmo sobre o final do jogo, tal como o ano passado, o golo do empate. Já o disse: foi um golo merecidíssimo por parte do Leixões, e um castigo também merecidíssimo para aquilo que (não) jogá
mos durante a segunda parte.

Os melhores do Benfica foram, para mim, o já citado Yebda (com o senão do lance do golo) e o Quim, que fez o que pôde para evitar o golo do Leixões. Uma palavra também para o adaptado Miguel Vítor, que cumpriu durante todo o jogo (defendeu melhor do que, por exemplo, o seu colega do lado oposto). Pela negativa acho que vou mesmo destacar a equipa num todo, pelo que fez na segunda parte. Não se compreende uma atitude daquelas, quase como se achassem que seria impossível o Leixões marcar. Depois de nos terem dado as alegrias que deram na última semana, e de nos terem feito sonhar, isto foi uma aterragem forçada e desconfortável.

Perdemos uma oportunidade para subirmos ao topo da classificação. Paciência, nada está perdido e continuo a acreditar. Só espero mesmo é que o Reyes não tenha nenhuma lesão complicada. Ainda estou à espera de ver o plantel todo disponível para um jogo.

publicado por D'Arcy às 23:36
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Sexta-feira, 3 de Outubro de 2008

Luxo

Sim, eu sei que numa coisa nós benfiquistas não somos muito diferentes dos outros adeptos de futebol em geral. Temos aquela bipolaridade que nos faz pensar que somos os melhores do mundo quando ganhamos, e que nos faz desancar tudo, do presidente ao roupeiro, quando perdemos. Por isso, estar a escrever isto de barriga cheia, após duas vitórias convincentes, será obviamente suspeito. Mas a verdade é que me sinto perfeitamente convicto de que se estão a criar condições para que esta possa ser uma época memorável para todos os benfiquistas. Não são só as vitórias e as exibições; é também todo o ambiente que vou sentindo à volta da equipa, uma espécie de aura positiva que há muito, muito tempo não sentia na Luz. Há três anos, quando fomos campeões com o Trapattoni, na penosa fase final do campeonato ergueu-se uma gigantesca onda vermelha, que amparou e empurrou uma equipa exaurida até à vitória. Esta época essa mesma onda parece começar a erguer-se já no princípio da época. E ergue-se com base numa cumplicidade e confiança enormes que os adeptos depositam nesta equipa - jogadores, técnicos e dirigentes. Parece-me ser sintomático que, quando se anuncia a constituição da equipa no Estádio da Luz, o maior aplauso do público esteja reservado ao treinador - talvez a última vez em que me recordo de ter assistido a algo semelhante foi há alguns anos, aquando da meteórica passagem do Mourinho pelo nosso banco. 56506 espectadores na Luz esta noite, a criarem um ambiente fantástico de apoio quase constante à equipa são um exemplo daquilo que poderemos vir a ter durante esta época, caso as coisas continuem a correr bem.

Com o Quique no banco, pelos vistos não se arrisca colocar um jogador que não esteja a 100%. Talvez por isso o Aimar nem no banco se sentou, e o Carlos Martins, que saiu de maca no derby, foi para o banco, entrando o Rúben Amorim para o seu lugar. Na frente, e sem surpresa tendo em conta a falta de outras opções, jogaram o Nuno Gomes e Di María, com este último nas costas do primeiro. E na defesa, regresso do Luisão, sendo o Miguel Vítor o sacrificado. Em teoria, esta equipa estaria disposta num 4-4-2, com o Rúben bem encostado à direita, mas o que se viu foi que na prática, e em posse de bola, acabava por se apresentar mais num 4-3-3, com o Rúben a juntar-se à dupla Katsouranis-Yebda (palpita-me que esta dupla dificilmente se irá desfazer durante o resto da época) no centro, e o Di María a encostar-se à direita. O Nápoles apresentou-se mais cauteloso do que na primeira mão. Os três centrais mantiveram-se, mas agora o Cannavaro fechava o lado direito, e o Vitale jogava como um verdadeiro lateral esquerdo, completando o quarteto defensivo. A pior notícia foi mesmo a recuperação do Lavezzi para este jogo, já que na primeira mão foi possível ver que quase todo o perigo que o Nápoles conseguiria criar seria através dos seus pés.

A exemplo do derby, as coisas começaram com um calafrio, pois perto do início do jogo o Lavezzi (quem mais...) conseguiu fugir ao Luisão e o Quim teve que vir ao limite da área evitar o golo. E, também como no derby, o Benfica respondeu através de um remate de longe, por parte do Di María, que passou muito perto do alvo. Mas felizmente, as semelhanças da primeira parte ficaram-se por aqui. O Benfica assumiu logo o jogo - até porque o Nápoles só mostrava mesmo vontade em defender e enervar com queimas de tempo desde o início - e partiu na procura do golo que nos colocaria em vantagem no jogo e na eliminatória. Bastou um par de minutos para que o Luisão desperdiçasse uma oportunidade flagrante, rematando mal e por cima uma bola solta na área italiana após alguma confusão. O golo parecia estar perto; Yebda e Di María criaram perigo, mas o primeiro rematou mal, e o remate do segundo foi bem defendido, tendo o Reyes chegado atrasado para a recarga. Nesta fase o jogador que dava nas vistas e ia ameaçando mais os italianos era o Di María. Infelizmente, pareceu deslumbrar-se com esse bom início de jogo e acabou por entrar no exagero, agarrando-se demasiado à bola e perdendo-se muitas vezes em fintas desnecessárias. O mais interessante neste domínio do Benfica, pelo menos para mim, foi a forma controlada como sempre o exerceu. Nada de pontapés para a frente, correrias desmioladas e futebol aos repelões. Pelo contrário, a equipa pareceu sempre muito arrumada em campo, com os jogadores próximos uns dos outros, boa circulação de bola e um futebol bastante pensado. De uma forma resumida, a equipa mostra ter um objectivo em campo, e parece estar segura da forma como deve persegui-lo.

O Nápoles voltou a criar algum perigo em mais um lance, claro, do Lavezzi, em que sozinho, bem marcado, e de costas para a baliza, ele inventa um pontapé que leva a bola a passar perto do ângulo da nossa baliza (embora com o Quim a controlar o lance). E pouco depois disto o Nápoles deve ter decidido que estava na altura de acabar com a primeira parte, tendo então decidido brindar o público com uma demonstração prática de futebol italino retro. Por momentos pensei que tinha regressado aos anos oitenta. Valeu de tudo: faltas (por vezes com uma dureza desnecessária) sobre os nossos jogadores, simulação de lesões por tudo e por nada, quezílias e discussões constantes, e queima (ainda mais) descarada de tempo em qualquer reposição da bola em jogo. Tendo em conta este cenário, quando em período de descontos eles beneficiaram de um livre, eu temi que, tal como já assistimos vezes sem conta, eles conseguissem marcar. E estiveram mesmo muito perto, já que na sequência do mesmo a bola acabou por bater no poste, e na recarga o Zalayeta falhou o golo de forma absolutamente incrível, não conseguindo sequer acertar na baliza. Pelos vistos a aura positiva que rodeia a nossa equipa é tal que até fomos bafejados pela sorte num jogo contra italianos...

Ao intervalo deu-se uma reunião improvisada de boa parte da Tertúlia, para discutirmos estratégias. Basicamente, aproveitámos todos para chamar aos italianos quaisquer impropérios que nos passaram pela cabeça, e ainda tirar a limpo quem é que afinal tem um poster do Manuel José na parede. Aliviados os espíritos, regresso para a segunda parte. Que, pareceu-me, foi iniciada numa toada um pouco mais cautelosa da nossa parte (talvez o enorme susto a fechar a primeira parte tenha tido alguma influência nisto). Ainda assim, mais uma boa oportunidade para o Sídnei, num canto, só que ele demorou algum tempo a preparar o remate e foi desarmado a tempo. Andava o jogo neste ritmo quando voltaram as semelhanças com o derby: bola metida na esquerda para o Reyes (grande passe do Katsouranis), e o espanhol a entrar na área e a fuzilar a baliza napolitana. Mais um pormenor de classe deste jogador a resolver um impasse. Conforme dizia o Superman Torras no final, é aproveitar enquanto ele cá está. Porque este é um daqueles jogadores que, claramente, não pertence à nossa Liga. Tem uma qualidade que está anos-luz acima da média do nosso futebolzinho caseiro. Continuando com as semelhanças em relação ao jogo do passado Sábado, o nosso adversário foi-se completamente abaixo com o golo. Obrigado a 'sair do buraco', abriram-se muitos espaços para o nosso ataque, enquanto que eles eram completamente incapazes de incomodar o Quim. Para ajudar, o treinador adversário resolveu retirar o Lavezzi do campo, e eu suspirei de alívio.

Não foi só o Nápoles que sofreu os efeitos do golo do Reyes. Foi também o Benfica, só que pela positiva. Ainda mais confiantes, fomos à procura do golo da tranquilidade. O Di María esteve perto de marcar um golo memorável, quando fintou a defesa adversária toda, mas acabou por rematar mal. O Benfica, em vez de se remeter à defesa, fazia exactamente o contrário, e pressionava o adversário no seu próprio meio campo, quase à entrada da sua área, o que permitiu diversas recuperações de bola que depois deram origem a jogadas de perigo nossas, e forçou um sem-número de passes disparatados dos napolitanos, muitas vezes directamente para fora. Já com o Carlos Martins em campo, o merecido golo da tranquilidade surgiu mesmo. Após um cruzamento da esquerda, a bola sobrevoou toda a área e foi recolhida do lado oposto pelo Carlos Martins, que depois fez um novo cruzamento, perfeito, para o Nuno Gomes, numa movimentação muito bonita e 'à ponta-de-lança' (reparem como o Cannavaro, que o está a marcar, é 'comido' e fica fora do lance), cabeceou colocado para o poste mais distante, sem hipóteses para o guarda-redes. Nesta altura, e até final, o ambiente no Estádio da Luz era pouco menos do que épico. Deu para dar 'olés' e criar ainda oportunidades para o terceiro golo (nas palavras dos italianos, 'Il Benfica si mangia il tris in altre due occasioni e chiude toreando il Napoli.'), a melhor delas em mais um passe excelente do Katsouranis (grande jogo do grego) a isolar o Nuno Gomes na esquerda, que controlou bem a bola mas depois rematou por cima. E já agora, para os jornaleiros que se apressaram a colocar em causa o trabalho do Ayestaran à primeira oportunidade, espero que hoje tenham reparado no quanto a equipa correu, e no 'pequeno' pormenor de, aos noventa minutos, a ganhar por dois a zero, andarmos a pressionar o Nápoles com quatro e cinco jogadores logo à entrada da sua área.

Acho que seria algo injusto estar a destacar jogadores depois do jogo de hoje. Aquilo que sobretudo se viu, e a palavra que mais se ouvia da boca dos benfiquistas no final do jogo era 'equipa'. Sentimos e vemos que estamos a construir uma verdadeira equipa, confiamos que no banco temos um treinador que sabe ler o jogo e tem mostrado ser capaz de fazer substituições que realmente influenciam e alteram o seu rumo, e que conta com todo o plantel que ajudou a construir. Se calhar já são coisas boas a mais, e já estou a fazer o Quique parecer alguma espécie de Messias. Mas a minha confiança está mesmo em alta porque, conforme disse, ando a ver coisas que há bastante tempo não via na Luz e no nosso Benfica.

Vitória justíssima e incontestável da equipa que mostrou ser bastante superior no conjunto dos dois jogos, e finalmente acaba a malapata contra equipas italianas. E ainda com o pormenor de termos deixado de fora 'só' o Aimar, o Suazo e o Cardozo. Hoje senti-me um privilegiado por ter tido o autêntico luxo de estar naquele estádio, com aquele ambiente, a ver a minha equipa jogar assim. Estou ansioso para poder voltar.

publicado por D'Arcy às 02:48
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Confiança.

Não sei muito bem como exprimir o que me vai de benfiquismo na alma. Não é tanto pela vitória no jogo e na eliminatória contra o Nápoles, que se segue a uma vitória sobre o clube dos queques do Lumiar, é mais pelas exibições, pelo plantel e pela qualidade do futebol praticado. Não sei se será possível manter durante muito mais tempo a qualidade que vi ao vivo nos últimos dois jogos… quero acreditar que sim. Mas sei que não via qualidade desta desde os anos 80 e inícios dos anos 90. Não via um Benfica que me desse esta capacidade de sonhar desde os tempos em que em cada futebolista via um ídolo do qual me orgulhava.

Hoje (ontem, pois já passa da meia-noite) houve um tertuliano que, num momento de inabalável confiança, me enviou, às 21:13h, uma SMS que dizia “Ganharemos 2-0. Nada temas!” Isto é confiança, isto foi também o que eu senti, isto foi o que vi em mais de 50 mil que estavam na Catedral, isto é a certeza e a fé que este Benfica nos faz sentir.

Sonhemos, companheiros benfiquistas, pois convictamente sinto que temos bons motivos para isso.

 

[Agora, aguardo a crónica do jogo feita pelo D’Arcy.]

sinto-me: orgulhoso do nosso Benfica
publicado por Pedro F. Ferreira às 00:36
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Quinta-feira, 2 de Outubro de 2008

Transmissão do Benfica-Nápoles.

Para todos os cibernautas benfiquistas que não podem (por motivos certamente muito fortes) acompanhar e apoiar ao vivo o nosso Clube naquela que esperamos venha a ser uma gloriosa noite na História do Benfica, aqui fica a informação de que podem através do sítio http://estadiovirtual.sapo.pt/ vibrar, sofrer e (espero) festejar com a passagem do Benfica à próxima fase da Taça UEFA.

 

Bem-haja ao Sapo.

publicado por Pedro F. Ferreira às 15:20
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