
Mais um bom jogo do Benfica na pré-época, e mais um troféu conquistado, embora este tenha talvez sido, na minha opinião, um jogo algo menos exuberante do que outros que vimos anteriormente. Muito por culpa, claro, do adversário, que para além do valor e experiência que tem, nem mesmo num amigável deixou de jogar 'à italiana', conseguindo adormecer o ritmo de jogo e, cinicamente, marcar perto do final o golo de um empate que, face ao que se passou em campo, pouco mereceu. Só lhes faltou mesmo a vitória nos penáltis para que tivesse sido um jogo plenamente à italiana.
O primeiro facto a destacar é mesmo a casa praticamente cheia: mais de 62.000 benfiquistas acorreram hoje à Luz, para ver e apoiar a sua equipa num jogo amigável de pré-época. Dá para imaginar o que poderá ser se o Benfica mantiver este nível de exibições nos jogos oficiais? O Benfica, que apresentou o David Luiz na esquerda da defesa, o Rúben Amorim na direita, e o Quim na baliza como 'novidades', entrou no jogo a todo o gás, conseguindo rematar e ameaçar a baliza do Milan por várias vezes nos primeiros minutos. A receita foi a do costume: muita pressão sobre o portador da bola, a começar ainda no meio campo adversário, e uma vez recuperada a bola, progressões rápidas com vários passes curtos e ao primeiro toque, ou então sendo o Aimar a tomar a iniciativa de levar ele próprio a bola para o ataque. Mas ao fim do primeiro quarto de hora já o Milan tinha conseguido adormecer o jogo, para um ritmo mais do seu agrado, em que conseguiam guardar um pouco mais a bola. O Benfica deixou-se embalar um pouco nisto, e também diminuiu a velocidade, mas não deixou de ser superior no jogo, e de criar oportunidades para marcar. Em várias delas pareceu-me que faltou até algum egoísmo aos jogadores, já que em vez de rematarem preferiam fazer mais um passe para um colega aparentemente em melhor posição, mas este último passe hoje não saiu tão bem. O intervalo chegou assim com o nulo no marcador.
Na segunda parte, voltámos a ver o Benfica a entrar decidido e com mais velocidade, e depois de algumas ameaças, o Benfica chegou finalmente ao merecido golo. Na esquerda, ainda a alguma distância da área, o Shaffer (entretanto entrado para o lugar do David Luiz) fez um cruzamento fantástico, que só por si já era meio golo, e no centro da área, entre os defesas milaneses, apareceu o inevitável Cardozo a cabecear para as redes. Pouco depois o Benfica começou a fazer diversas substituições, e o nosso jogo perdeu alguma qualidade e velocidade, em particular após a saída do Aimar. Nos últimos dez minutos de jogo o Milan forçou na busca do golo do empate, e a três minutos do final, após uma jogada em que o Alexandre Pato 'sentou' o Patric na direita, o Sídnei acabou por fazer um autogolo, na tentativa de impedir o golo do Borriello à boca da baliza. Com o empate, foi necessário recorrer aos penáltis, e nestes, ao contrário do ano passado contra o Inter, o Benfica foi o mais feliz, com o Quim a adivinhar quatro dos pontapés do Milan, mantendo assim em casa o troféu do 'nosso' Eusébio.
Entre os melhores de hoje queria destacar o jogo feito pelo Javi Garcia. Dadas as tarefas que executa em campo, seria fácil ele passar despercebido, mas a forma como ele se movimenta, compensando os colegas e tapando buracos, é importantíssima. Parece ter um óptimo sentido posicional, e mata inúmeros lances antes mesmo da nossa defesa chegar a ser incomodada. Gostei também dos dois centrais, apesar do autogolo do Sídnei (e de uma escorregadela na primeira parte que provocou arrepios). Estiveram quase sempre seguros, e ganharam praticamente todos os lances que disputaram. O Aimar esteve um pouco mais discreto hoje (tal como o Di María) e menos incisivo no passe, mas é notória a importância que ele tem na qualidade e velocidade do nosso jogo. Menos bem, pareceram-me os dois laterais. O David Luiz conseguiu irritar-me mais nos seus envolvimentos em lances de ataque, já demorou a soltar a bola e perdeu-a inutilmente em algumas ocasiões. Já o Rúben, apesar de esforçado e de ter tido boas intervenções, não me pareceu ter passado com distinção no teste da difícil tarefa de substituir o Maxi. Melhorou um pouco, obviamente, quando subiu para o meio campo, mas ainda assim pareceu-me que esteve algo desleixado no apoio defensivo pelo seu lado. O Patric, quando entrou para esse lado, esteve muito pior, mas conforme disse, também teve pouco apoio do Rúben. Parece-me que neste momento ele estará algo nervoso por as coisas não lhe andarem a correr muito bem (e o penálti que marcou mostrou isso mesmo).
E pronto, terminou uma pré-época como há muito não víamos. Vamos esperar que possamos levar este bom momento para os jogos que se seguem. O próximo é daqui a uma semana, e é já a doer. E espero mais uma casa quase cheia a apoiar o nosso Benfica.
O Benfica tem a obrigação de eliminar o Vorskla Poltava, porque é o Benfica.
O sportém tem a obrigação de eliminar a Fiorentina, porque não se pode defraudar tanta gentinha que tudo fez para os colocar na champions.
A Fiorentina tem obrigação de eliminar o sportém por uma questão de higiene.

Os nativos Mini-Drunfes é que a sabiam toda quando há vários anos atrás dedicaram uma musiquinha à equipa da cidade.
"Foi no Século 21 que o meu Braga nasceu / E então daí p'á frente / Só perdeu, perdeu e perdeu".
Com o Choramingos à frente da equipa, e o Salvador por trás - e que fique a imagem que ficar - é tudo o que lhes desejo.
Hoje é um dia histórico na iconografia religiosa da abadia, a imagem da Nossa Senhora dos Borradinhos do Último Minuto substitui a imagem de São Bento dos Queques Falidos.
Ite, missa est.
Segundo o site oficial do nosso Benfica, Luís Filipe vai ser reintegrado no plantel. [link]
Depois de uma primeira passagem em que não conseguiu mostrar as qualidades que, na altura, me levaram e escrever este post [link], Luís Filipe regressa agora, certamente devido à lesão de Maxi Pereira.
Com um Patric ainda muito inexperiente e inadaptado ao futebol europeu e com o Benfica envolvido em difíceis processos negociais para o outro lado da defesa, com o presidente do Braga a querer mostrar serviço ao dono, dificultando ao máximo a transferência de César Peixoto, este recurso a activos próprios parece-me um acto de gestão desportiva e financeira bastante razoável.
Repito hoje o que escrevi há umas épocas sobre Luís Filipe: que demonstre no Benfica todas as capacidades que lhe vi enquanto futebolista da Académica. Acredito que, com as orientações necessárias, Luís Filipe possa de uma vez por todas ultrapassar os bloqueios psicológicos que o afectaram aquando da primeira passagem pelo Benfica tal como os problemas físicos que o atormentam agora.
Assim, se (e repito o se) acabar por se confirmar esta reentrada no plantel, espero que o Luís perceba que o tempo passa e esta não só é a sua última oportunidade como é uma oportunidade com a qual, certamente, já nem o próprio contava.
Quanto ao público da Luz, que o apoie e lhe dê sinais de confiança.
[post alterado]
A Selecção já serviu para promover e inflacionar o preço de um atleta português do fc porto, com o patrocínio da Nike, chamado Anderson Luiz (em desfavor de um senhor chamado Rui Costa que tinha o azar de ter contrato com a Adidas e um empresário que não passeava nos estágios da selecção). Também já serviu para promover um atleta português chamado Képler Laveran.
Sei que, neste momento, há influências para que, brevemente, se comece a preparar a promoção na Selecção de um outro futuro português do fc porto chamado Givanildo.
Pelo meio já lá está um português do sporting chamado Liedson, se bem que este, além de não estar lá pelos motivos dos portugueses anteriores, até acaba por dar jeito para disfarçar a coisa.
É sempre agradável recordar as doutas palavras do seleccionador: Aqui, não é uma questão de salários como nos clubes, as projecções de carreira já não passam pelas selecções. [link]
1. Ao folhear o "Expresso" deste fim-de-semana, não pude ficar indiferente à entrevista a esse baluarte do benfiquismo desinteressado que é José Veiga.
Chega a ser comovente a sua preocupação com o futuro do Benfica e a forma como, qual cigana a quem recusamos a leitura da sina, vaticina um desfecho apocalíptico para o Benfica (provavelmente após ter consultado a Maya, que tem tanto jeito para prever o futuro como para modelo fotográfico) como resultado de uma estratégia de investimento mais arrojada (em detrimento de um plantel recheado de Laurents Roberts e Manducas desta vida ou de um balneário fortalecido com jogadores como Marco Ferreira ou Derlei).
Da minha parte, é evidente que não posso deixar de sentir alguma preocupação pelo risco inerente, até porque há uma série de factores externos que não controlamos... Mas por outro lado, o risco de um investimento mais comedido é o de definhamento do Benfica... É necessário que o Benfica se reposicione rapidamente como clube de dimensão europeia, sob o risco de perder oportunidades como a questão dos direitos de transmissão que o Benfica poderá negociar dentro de 3 anos. Ou de entrar numa espiral de morte lenta por afogamento no meio deste lodaçal que é o futebol português. Bem vistas as coisas, a única forma de encarar actual situação é mesmo investindo em força (ainda que me custe admitir isso, pois sempre defendi um "crescimento sustentado" - mas por outro lado, não há grande base de sustentação no meio do lodo...).
2. Não sei o que me passou na cabeça ontem à noite, mas estava distraido a fazer "zapping" quando ao passar na SIC Notícias, reparo que Rui Santos estava a falar e resolvi parar por instantes, curioso para saber como ele comentaria as mais recentes exibições do Benfica. Provavelmente já ia numa fase adiantada do programa, pois já não fui a tempo de o ouvir a este respeito.
Acabei por me arrepender da minha opção momentos mais tarde, quando o ouvi comentar a decisão do Conselho de Disciplina da FPF em atribuir uma derrota ao Benfica e ao Zbordem na sequência dos acontecimentos do jogo (interrompido) da última jornada do campeonato de júniores. Rui Santos, por ignorância ou por desonestidade intelectual (ou ambas - situação mais provável), é da opinião que os adeptos do Zbordem estavam sossegadinhos na sua bancada e que a culpa é toda da "claque não legalizada" (sic, not canal de televisão que lhe dá emprego) do Benfica. Por certo também não leu (porque não quis) o relatório das forças de autoridade que sustentaram a decisão do CD (atribuindo culpas a adeptos de ambos os clubes) e pelo facto de sustentar a sua opinião "com aquelas imagens que todos vimos", deve achar que a Benfica TV manipulou as imagens que mostrou por forma a criar uma realidade virtual que nos faz ver pedras a ser lançadas a partir da bancada que foi montada para acolher mais espectadores e que fez também com que a cor verde predominasse nos ocupantes dessa bancada, assim como nos adeptos que invadiram o campo e que por lá ficaram.
3. Agora o que realmente interessa: estou bastante agradado com a forma como a equipa (reforço aqui a ideia de "equipa"...) tem vindo a evoluir nesta pré-época.
Mérito para os jogadores, que se têm empenhado bastante e, claro, para Jorge Jesus, que tem conseguido extrair da equipa um rendimento cada vez melhor. Fico satisfeito por estar errado quanto às reservas que tinha quando JJ foi contratado.
Não menos importante, Maxi Pereira será operado hoje. Espero que a operação corra bem e que o período de ausência seja o mais curto possível. Ele é, sem dúvida, um dos esteios desta equipa. Em todo o caso, esta é uma situação da qual nunca estaremos livres e com a qual, quer queiramos quer não, teremos de lidar. Que JJ consiga encontrar, dentro do plantel, a melhor solução para superir a ausência de Maxi durante o próximo mês (que é o cenário optimista...)
Na minha opinião, o Benfica fez bem em fazer alinhar de início uma equipa de segundas escolhas contra o Vitória de Guimarães. Só demonstra boa educação para com os anfitriões do torneio, que assim se calhar até pensaram que poderiam vencer; e por outro lado sempre foram quarenta e cinco minutos em que se pouparam as canelas e os queixos de alguns dos nossos jogadores mais importantes às carícias afectuosas do Flávio Meireles. No final, vencemos na mesma, e o facto de termos vencido fazendo alinhar de início esta equipa 'secundária', num jogo arbitrado pelo inefável Jorge Sousa (cuja equipa nos presenteou com várias das idiossincrasias da arbitragem portuguesa, tais como inúmeras interrupções desnecessárias do jogo, foras de jogo incrivelmente mal assinalados, ou critérios para assinalar faltas completamente aleatórios) só reforça os nossos níveis de confiança, porque este jogo terá sido muito semelhante ao que iremos enfrentar no campeonato.
No onze inicial, potenciais titulares só talvez três ou quatro (Moreira, Shaffer, Luisão e David Luiz). De resto, oportunidades para outros jogadores mostrarem o seu valor. Patric na direita da defesa; Yebda, Urreta, Carlos MArtins e Coentrão no meio campo; e a dupla de avançados constituída pelo Nuno Gomes e Weldon. O Benfica entrou bem no jogo, criando uma boa oportunidade logo nos minutos iniciais num remate do Weldon, mas o jogo acabou por ficar mais equilibrado nos minutos que se seguiram. Notou-se, no que diz respeito à capacidade para pressionarmos bem junto da área adversária, a ausência de jogadores como Aimar, Saviola e Di María, que têm vindo a fazer esse trabalho. O Benfica ainda assim dispôs de uma oportunidade flagrante para marcar, quando após um pontapé do Moreira o Coentrão conseguiu isolar-se, vendo o seu remate defendido pelo guarda-redes adversário, para depois a recarga do Weldon passar por cima da baliza. Nos minutos finais da primeira parte, o Benfica esteve mais forte, e chegou mesmo ao golo, em mais uma bonita jogada de ataque, onde o Urreta, desmarcado pelo Nuno Gomes, centrou rasteiro para a entrada do Weldon ao segundo poste. Reservas, segundas escolhas, ou seja lá o que lhes chamem, são pelo menos suficientes para bater o Vitória nos primeiros quarenta e cinco minutos.
Para a segunda parte, houve as previsíveis alterações, e voltámos a ver algumas daquelas que têm sido as características do nosso futebol nesta pré-época. Acima de tudo, aquela sensação que tenho de cada vez que passamos do meio campo que aquilo é uma potencial jogada de perigo, e que poderemos marcar. E para mim, a principal diferença é a presença do Aimar em campo. Ele é o cérebro do nosso futebol, e parece aparecer um pouco por toda a parte, a recuperar bolas ainda à entrada da nossa área e a lançar os ataques. Foi aliás ele quem lançou o Saviola pela esquerda (vá lá que não lhe assinalaram fora de jogo), para que este mostrasse mais uma vez não ser nada egoísta, assistindo o Rúben Amorim ao segundo poste para um golo quase tirado a papel químico do primeiro. Ainda poderíamos ter marcado mais até final, em particular em dois remates do Cardozo, mas o dois a zero foi suficiente para vencermos o torneio, e deixar vincada a nossa superioridade.
Na primeira parte gostei do Coentrão e do Weldon. Confesso que torci o nariz à sua contratação, mas se ele veio para fazer aquilo que mostrou hoje (sobretudo a capacidade de movimentação e velocidade com a bola nos pés), então poderá ser um jogador muio útil durante a época. O David Luiz esteve mais uma vez em bom plano, e quanto ao Shaffer, esteve hoje bastante mais comedido a atacar, preocupando-se mais com as tarefas defensivas que, no meu entender, cumpriu bem. Já o Patric, não se saiu particularmente bem na tarefa difícil de substituir o Maxi. Não teve falhas escandalosas, mas nota-se bem a ausência do titular. Na segunda parte, Aimar e Di María foram dos que deram mais nas vistas.
Mais um torneio de pré-época conquistado, mas como diz o treinador, a partir de dia 16 é que conta. Para já, estas vitórias vão-nos dando confiança e alimentando a nossa esperança.
P.S.- Fantástico o apoio que o Benfica teve em Guimarães, isto num jogo a feijões. Só de imaginar o que poderá ser a onda vermelha que acompanhará a nossa equipa, caso o Benfica consiga levar esta boa forma para a época oficial, dá-me vontade de sorrir.
Creio que o jogo desta noite, sobretudo durante a primeira parte, esteve perto da perfeição. Por norma não gosto muito de me deixar levar pelo entusiasmo típico da pré-época, para depois não sofrer grandes desilusões, mas face ao que venho vendo o Benfica produzir, é difícil não me deixar contagiar, e alimentar a esperança naquilo que poderemos fazer esta época.
Na constituição da equipa, de notar a colocação do David Luíz na esquerda, a estreia esta época do Sídnei, o Rúben Amorim no lugar que em princípio será do Ramires, e a escolha do Quim para a baliza. Quanto à primeira parte, ela pode resumir-se a um domínio incessante do Benfica. Os jogadores voltaram a pressionar o adversário bem dentro do seu meio campo, o que não apenas os impediu de atacar, mas também de conseguirem ter posse de bola digna desse nome. Os números ao intervalo ilustravam bem isto: 68% de posse de bola para o Benfica, e nem um único remate do Portsmouth. O Benfica começou desde cedo a ameaçar o golo, e acabou por consegui-lo após um quarto de hora de jogo, quando o Cardozo apontou um penálti transformado em livre pelo senhor Paulo Costa de forma exemplar, colocando a bola no ângulo (tomando um simples passo de balanço; não foi preciso mais). O segundo golo até poderia até ter surgido antes, tamanha foi a produção ofensiva do Benfica, mas apareceu aos 36 minutos, em mais uma bonita jogada de ataque. Após mais uma das inúmeras recuperações de bola logo sobre a linha do meio campo, pelo Di María, a bola passou pelos pés do Saviola, Aimar, Di María novamente, e este centrou para o Cardozo aparecer ao segundo poste a marcar, fazendo o resultado com que se saiu para o intervalo.
Para a segunda parte, já sem o Cardozo, o Benfica surgiu num ritmo um pouco mais pausado, o que até acabou por permitir ao Portsmouth passar do meio campo (só não sei se chegaram a conseguir fazer um remate que fosse à nossa baliza, porque eu sinceramente não me consigo recordar de nenhum). Mas o controlo do jogo nunca nos fugiu, e acabámos por marcar mais dois golos. Deu ainda para vermos a estreia do Keirrison, que jogou apenas um quarto de hora e naturalmente não teve oportunidades para mostrar muito. O primeiro golo surgiu em mais uma boa jogada de ataque, feita de uma forma que até pareceu fácil: sempre pela direita, a bola do Rúben para o Saviola, deste para o Carlos Martins, e depois um bom cruzamento para a boa finalização de cabeça do Weldon. E o quarto golo veio novamente da direita, onde o Di María, desmarcado pelo Coentrão, cruzou de letra para um defesa inglês se antecipar ao Weldon e ao Keirrison ao segundo poste, fazendo um autogolo, a cinco minutos do final, e dando ao resultado uma expressão justa para a enorme diferença de qualidade entre as duas equipas que se viu em campo.
Quando se ganha por quatro golos sem resposta, praticamente toda a gente merece elogios. Mas destaco o enorme Di María, mais uma vez, que está numa forma imparável nesta pré-época. Duas assistências e um sem-número de jogadas a esburacar a defesa inglesa. Cardozo a picar o ponto como de costume, e com o agradável pormenor de ter marcado mais um livre à Cardozo, que eu já tinha saudades destes (espero que continuem a deixá-lo marcar os livres, porque a marcar como ele só me lembro mesmo do Van Hooijdonk - e o livre de hoje fez mesmo lembrar os do holandês). Outro dos grandes responsáveis pelo que o Benfica tem feito de bom é o Aimar. Bem fisicamente, não só organiza o jogo como ainda é dos primeiros a lutar pela recuperação da bola e saídas rápidas para o ataque. As combinações dele com o Saviola, que se movimenta no ataque com uma grande inteligência, são bonitas de ver. Gostei de ver o regresso do Sídnei, jogador que muito admiro e que tem uma técnica nada habitual num defesa central. Javi García praticamente perfeito tacticamente - não é jogador para brilhar, mas é daqueles que de certeza notaremos a sua ausência quando não alinhar. Quanto ao menos bom, apenas a lesão do Maxi, que esperemos não seja grave, já que ele é um jogador fundamental.
Amanhã devem haver várias alterações, mas estou curioso para ver como é que nos sairemos contra um adversário do nosso campeonato, que provavelmente, querendo vencer o 'seu' torneio, utilizará as armas a que estamos habituados para nos travar. Então se o Flávio Meireles jogar, espero bem que o Aimar, caso alinhe, se cuide.
Mas permitam-me o desabafo:
Estamos a jogar pra C... *
* a preencher pelo leitor atento (e sem medo do vernáculo, pois então)
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