Porque deste não é de certeza.
p.s. um grande, grande abraço Benfiquista a todos os Benfiquistas que estiveram em Vila do Conde a empurrar o Glorioso para a frente. Somos enormes.
Tenham paciência, mas se alguma besta dum lagarto me vier com a teoria de que o Benfica é levado ao colo para o que quer que seja, depois da merda da vergonha que se passou hoje na fossa séptica do Alvalixo, leva um pontapé na boca.
Está-se a ver no que resulta a campanha orquestrada na comunicação social por uma quantidade de baldes de esterco para construir a realidade alternativa na qual o Benfica é beneficiado pelas arbitragens. Bonito, não é?
Tenho pelo benfiquista Sílvio Cervan uma grande consideração. O Sílvio faz-me o favor de ser um amigo com o qual, apesar da distância, discuto o Benfica e, essencialmente, o benfiquismo.
Aquando da sua ida para o programa “Dia Seguinte”, na SIC Notícias, chegámos a conversar sobre a missão espinhosa, armadilhada e difícil que ia ter. Na minha opinião não iria ser fácil para ninguém (e muito menos para um benfiquista de boa cepa como o Sílvio) ter de lidar com o permanente chiste ruidoso e ter de aturar a piadola fácil, a tentativa permanente de achincalhar o Glorioso e o anti-benfiquismo primário dos outros dois convidados residentes. O Sílvio sabia ao que ia e até onde podia ir. Sabia que a madeira arde depressa e que a sua presença naquele debate ir-lhe-ia trazer, essencialmente, prejuízo pessoal, desgaste da imagem e chatices acrescidas. Mas o Sílvio aceitou e foi. Foi de forma absolutamente desinteressada, foi apenas pelo seu benfiquismo e pelo Benfica.
Ao longo dos meses foi-se apercebendo melhor dos terrenos que pisa e aprendendo a melhor forma de pisar esses mesmos terrenos. Acima de tudo, penso que o Sílvio sabia que estaria sozinho e que os outros estariam unidos contra o Clube que ele defende. Neste momento, o Sílvio está a chegar a um ponto em que, com maior regularidade, consegue fazer frente a dois comentadores unidos contra o Benfica e a um moderador (Paulo Garcia) que dá a cara por um alinhamento de temas que chega a roçar a boçalidade de tão anti-benfiquista. A forma ligeira com que se tenta passar pelos assuntos que envolvem lagartos e andrades contrasta com a forma exaustiva com que se esforçam, semanalmente, por inventar casos contra o Benfica.
No programa de ontem, a um dado momento, e levado pela falta de paciência para a ridicularia que o desespero provoca nos outros dois comentadores, o Sílvio acusou-os do que é óbvio: de serem anti-benfiquistas. As reacções foram estas:
Aguiar – Podemos estar em desacordo, mas não nos tome a nós…
Cervan – Também não me tomem a mim, há dois clubes em Portugal: o Benfica e o anti-Benfica, e eu tenho aqui dois do anti-Benfica… não tenho problema nenhum!
Aguiar – Anti-Benfica?!!
Dias Ferreira – Lá está outra parvoíce que você está a dizer. Não lhe permito que me diga uma coisa dessas. É uma falta de respeito… nem a brincar, está a perceber? Nem a brincar, nem a brincar, nem a brincar, está a perceber? Porque isso é uma das parvoíces maior que todas as que disse até agora. Não lhe admito que me diga isso.
Cervan – Então não admita…
Chegados a este ponto, resta-me dar os parabéns à forma como o Sílvio tem argumentado contra dois odres vazios de conteúdo e apelar a que, de uma vez por todas, os deixe a falar sozinhos. Eles não merecem a presença de um benfiquista de boa cepa no meio daquele conluio. E nenhum benfiquista de boa cepa merece ter de passar pela provação de ter de os aturar.
Exmo Senhor Presidente
Venho por este meio solicitar que retire imediatamente o Benfica do campeonato português. Tem sido lamentável a campanha que tem vido a ser feita. Desde o inicio do campeonato que o nosso clube tem vindo a ser desprezado por tudo quanto é imprensa, opinião escrita, e adversários. Merecemos mais respeito.
Inicialmente goleávamos e as equipas eram muito fracas, começaram a aparecer equipas mais fortes, ganhávamos com mais dificuldade, eram os árbitros.
Entretanto surgiram desacatos em túneis, sempre provocados pelos nossos adversários e em alguns casos sem envolvimentos de nenhum dos nossos jogadores, e espalhou-se a ideia que o Benfica e desacatos nos túneis andam de mãos dadas.
Desde ontem, para finalizar, meteram a Comissão da Liga ao barulho afirmando que está tudo feito para afastar o FCP do título com a punição de vários jogadores, e tudo isto para abrir o caminho ao Benfica que este ano tem mesmo de ser campeão.
Julgo que temos de dar um murro na mesa e afirmar que para este circo não contem com os palhaços (nós os que levamos alegria às pessoas), fiquem com os leões marinhos e com os malabaristas.
Sinceramente penso que a Liga precisa mais do Benfica, que o Benfica da Liga. Temos de mostrar que a pouca vergonha de meter o nosso nome na lama tem de terminar de uma vez por todas.
A nossa grandeza não se pode nem deve confundir com o nojo e atitude inaceitável dos nossos adversários. Numa mesa de jogo quando os adversários não são correctos, nem têm dignidade, o mais sensato é levantarmos-nos e abandonar a mesa. Abandonemos então a mesa.
A nossa grandeza permite-nos e obriga-nos a sermos diferentes dos comuns!
Viva o Benfica!
Atenciosamente e com saudações Benfiquistas
LMB
Primeiro que tudo, um excelente Ano Novo para todos os benfiquistas. Para os outros, um ano miserável a nível desportivo, daqueles que induza o suicídio. Para os anti-benfiquistas, um ano que induza o suicídio em todos os aspectos. Para o carvalhal, um ano em que lhe caia um piano em cima.
A crónica será curta, porque a vontade que tenho de escrever sobre este jogo para esta competição martelada no calendário nacional é praticamente nula. Primeiro porque a competição não me diz muito. Depois, porque o jogo em si também não foi particularmente interessante.
No regresso da pausa de Natal, o Benfica apresentou o onze mais forte que era possível apresentar nesta altura, assinalando-se em relação ao jogo com os andrades apenas o regresso do Fábio Coentrão, que apareceu no lugar no Ramires. Quanto ao jogo, foi o que se esperava, com o Nacional a aparecer em campo apostado em segurar o empate, tentando o contra-ataque para explorar eventuais erros do Benfica. O Benfica teve o domínio natural do jogo, e até começou a dar uma boa imagem, pressionando alto e conquistando vários cantos, mas após os primeiros quinze minutos a exibição deixou de ser particularmente inspirada. O domínio manteve-se sempre, mas não conseguimos criar muitas oportunidades para marcar, falhando na altura do remate. O lance de maior realce acabou por ser um golo do Nacional, que me pareceu mal anulado, por fora-de-jogo inexistente. Ou seja, não me admira nada que mais uma vez tenhamos uma decisão errada a favorecer-nos na Taça da Liga para servir de aríete à tese dos nossos adversários que diz que somos beneficiados na Liga.
Para a segunda parte pareceu-me que o Jesus acertou com a entrada do Weldon, que se encostou à esquerda. Nem sempre acabou por decidir bem as jogadas, mas veio causar mais problemas à defesa adversária, e o Benfica passou a conseguir incomodar mais frequentemente a baliza do Nacional. As jogadas de perigo iam aparecendo, quase sempre com a intervenção do Saviola, mas o golo ia tardando. E mais uma substituição feliz lançou o Nuno Gomes para dentro do campo, que com o seu primeiro toque na bola desmarcou o inevitável Saviola sobre a direita, que depois fez o golo. Depois disto, o Nacional cresceu e nos minutos finais poderia ter chagado ao empate, o que não aconteceu apenas por aselhice do seu avançado.
Melhores do Benfica neste jogo, para mim, Saviola no ataque e Luisão na defesa. Se calhar houve mais jogadores a merecerem destaque, mas confesso mesmo que não consegui prestar a devida atenção ao jogo. Esta competição não me interessa mesmo nada. É sempre bom ganhar, mas pouco mais que isso.
Ao menos este jogo terá servido para ganharmos ritmo para o jogo do próximo fim-de-semana, esse sim, de grande importância.
bola nossa
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