Uso, desde 24 de Agosto de 2004, o nick Gwaihir pela blogosfera, inicialmente através do blog ‘O Ninho das Águias’. Em 2009, por circunstâncias que não vêm ao caso, mas que se prendiam essencialmente com o facto de evitar confusões desnecessárias com outros escribas e com a crescente exposição televisiva, passei a assinar como Carlos Miguel Silva (Gwaihir).
O ‘Gwaihir’, como muitos devem saber, é ‘emprestado’ dos Senhor dos Anéis de J.R.R. Tolkien. Gwaihir é o Senhor das Águias na Terceira Era da Terra Média, descendente de Thorondor. Coisa de geeks, é certo, mas de geeks de barba rija e caneca na mão (não confundir com merdas escritas por esta irritante onda Fantasy New Age, literatura de cordel onde pululam feiticeiras com o cio apaixonadas por fanchonos de collants em mundos imaginários ou resultantes de reinvenções das balelas de Avalon). Trata-se de uma ‘alcunha’, um nick, um cognome - o que quiserem - que me diz muito.
Gosto de pensar (deixem-me viver na ilusão) que esse nick passou a ser associado a um estilo muito próprio, cujos textos passaram a fazer escola no que se pode chamar de 'parvoíce desbocada'. Gosto também de pensar que muitos leitores associam imediata e inevitavelmente um determinado texto – violento quanto baste, sentido, disparatado às vezes (muitas vezes) – ao Gwaihir. Foi um capital que se construiu ao longo de 6 anos. À custa de muito texto. E, lá está, muito disparate, mas também alguns posts profundamente sentidos sobre a forma como vivo o Benfica.
Acontece que, de há uns tempos para cá (pelo menos desde Junho), reparei hoje, há alguém que se identifica como Gwaihir que coloca posts no blog ‘O Antitripa’. Penso que será particularmente fácil, para quem me conhece e para quem acompanha regularmente o que escrevo, perceber que não sou, definitivamente, eu. O Antitripa é um blog que aprendi a respeitar, construído por algumas pessoas que conheço e com quem inclusivamente falo de vez em quando.
Torna-se, portanto, ainda mais inexplicável a situação. Digo isto com toda a frontalidade: não a aceito e considero que o uso do nick é não só abusivo como uma profunda e inacreditável falta de respeito. Não tenho, evidentemente, quaisquer direitos legais ao uso exclusivo do ‘Gwaihir’, como não o terão sobre os seus nicks os outros 99,99% de bloggers. Trata-se de uma questão da mais básica observância das leis do respeito e decência. Não encontrei no referido blog nenhum contacto por email para enviar este reparo. Fica aqui feito. Também por respeito a quem me dá o prazer de me ler desde 2004.
Serve, portanto, o presente post não só para manifestar a minha estupefacção e indignação perante tudo isto, mas sobretudo para vincar isto de forma muito clara:
O Gwaihir que tem escrito para o blog 'O Antitripa' não sou eu. É alguém que aparentemente acha piada a apropriar-se dos nicks que outras pessoas usam há largos anos pela blogosfera.
Os únicos textos que podem confiar como sendo meus são colocados aqui e n’ 'O Ninho das Águias' e estarão sempre assinados como 'Carlos Miguel Silva (Gwaihir)'.
Espero que isto seja claro e que não deixe a mínima margem para dúvidas.
Muito obrigado pela atenção.
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ADENDA
O teor (ordinário) e conteúdo (ofensivo) de um comentário entretanto recebido do indivíduo que se denominava como ‘Gwaihir’ no blog ‘O Antitripa’ são exemplificativos da ‘pinta’ e do carácter do bicho. Filho, daqui não levas nada. E com o blog em questão, penso que o assunto fica definitivamente encerrado. Assim como quaisquer diálogos futuros. Passem bem.
Confirmando-se a venda de João Moutinho para o FCP, confirma-se que o SCP é agora, oficialmente, um clube ao nível do Braga, do Setúbal, do Nacional ou do Portimonense: um clube de segunda linha que está unicamente preocupado em garantir o título de clube que melhor serve a casa-mãe. Só não é um crime de lesa-juba, pois este leão já nem juba tem.
Posso, agora, dizer que eu ainda sou do tempo em que o Sporting era um rival do Benfica.

30 de Abril de 2010 - Pinto da Costa atesta que, no plantel encarnado, ninguém lhe interessa nem que estivesse livre. Do Sporting, no entanto, admite que João Moutinho é um "jogador à Porto" e que gostaria de o contratar mas que, para a SAD lagarta, o capitão é um jogador "inegociável" - com uma cláusula de rescisão de 22.5 milhões de euros.
A imprensa avençada, conivente com uma estratégia delineada e cujos contornos alguns atentos começavam já a descortinar, faz repetidamente passar a noção de que o gnomo de jardim está a fazer uma má época, quando dentro da mediocridade gritante da lagartada ainda é dos mais regulares, um jogador de qualidade, um atleta livre de lesões, porventura desmoralizado (quem não estaria jogando na agremiação das camisolas parecidas com barracas da Nazaré?).
10 de Maio de 2010 - Carlos Queirósz arruina o que resta da reputação de João Moutinho, convocando em vez disso grandes nomes do futebol mundial como o Ricardo "Passador" Costa, Zé Castro ou um jogador parado há 6 meses, que vai jogar fora da sua posição natural e que - asserções de qualidade à parte - precisava de ritmo competitivo para estar ao seu melhor... e nunca teve tempo para estar. Perde cotação Moutinho, cuja presença no Mundial de 2010 daria margem de manobra negocial ao sportem para se aproximar da cláusula de rescisão e vender de forma digna, sem ter que abrir a pernoca e oferecer um jogador "inegociável" a um dos seus supostos "rivais", concorrente directo pela supremacia como maior potência desportiva nacional.
Convençam-me agora que Queirósz é o treinador da selecção portuguesa de futebol e não da FPF/braço federativo da porcalhagem, ou ainda não perceberam por que é que o minorca não foi convocado? É que em...
3 de Julho de 2010 - ... a clubeta regionalóide do norte contrata João Moutinho por 11 milhões de euros.
É assim que o polvo se move. É assim que um clube outrora digno se prostitui definitivamente assumindo uma parceria que lhe traz proveitos tão fantásticos quanto a aquisição inquinada de um jogador magnífico como é o Hélder Postiga e a venda por metade da cláusula de rescisão de um capitão-gnomo-mal-amado pela lagartage pelo qual já teriam recebido propostas mais elevadas vindas do estrangeiro.
E a lavagem cerebral está tão bem feita que entre spaghetti (massa daria a ideia que era maior) adepta o negócio lhes pode parecer proveitoso porque, como se sabe, é muito melhor despachar um benfiquista como o João Moutinho para trazer para o clube sportinguistas desde pequeninos como o portentoso triple-chin "Maniche" (ler ch como x, para não confundir com a antiga glória benfiquista Manniche que terá estado na origem da alcunha).
A imagem que mais o marcou: “Ver jogadores como o Saviola, o Javi Garcia ou o Aimar, que foram campeões em grandes clubes, ficarem com uma cara de espanto e verdadeiramente emocionados é algo de inexplicável. Para mim foi um orgulho chegar ao Marquês e dizer-lhes, em tom de brincadeira: isto é o Benfica.” Ruben Amorim in “Mística”, nº 11.
Ler / ouvir o Ruben falar sobre o Benfica demonstra bem o que é viver com ADN benfiquista e ter águias no sangue. É sempre um prazer ver um dos nossos a servir o Benfica. O benfiquismo genuíno, abnegado e incondicional é como o algodão… não engana. Todos são importantes, todos são dignos, mas os benfiquistas que servem o Benfica merecem-me um respeito “especial”.
Se dependesse de mim, Ruben seria a grande aposta para, a médio / longo prazo, ser o capitão de equipa.
Imaginemos que o treinador pretende um jovem promissor. É um futebolista jovem, comunitário, atacante e internacional espanhol nas camadas jovens. É um daqueles futebolistas que, com o enquadramento adequado e com um caminho seguro, poderá, em três anos, valorizar-se ao ponto de ser vendido pelo quádruplo do preço da compra.
Acham que vale a pena comprar este perfil de futebolista? E se for um futebolista do Real Madrid?
Atendendo ao actual contexto… a coisa promete mais alguma polémica. Vai quentinho este Verão.
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