VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES
Terça-feira, 5 de Outubro de 2010

Reconheço: Jesualdo tinha razão...

Hoje, no programa "Trio de Ataque", confrontado com as escutas do "Apito Dourado", Rui Moreira abandonou abruptamente o estúdio, em directo. O ambiente ficou pesado, mas bem mais limpo. Certamente porque conhecia bem o meio em que se movia, Jesualdo Ferreira teve, na época passada, um estranho desabafo que agora se compreende:

 

 

 

__________

 

publicado por Pedro F. Ferreira às 23:46
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Zha pig *

 

 

 

 

 

 

* ou, se preferirem, zha clown ou zha stupid, ou talvez, mas só talvez (!), ambas as três.

 

** post que é desde já candidato ao prémio da utilização do maior número de vírgulas numa só frase.

publicado por Superman Torras às 07:58
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Domingo, 3 de Outubro de 2010

Recuperação

O que de positivo se pode dizer do jogo de hoje: ganhámos; a vitória do Benfica é inteiramente merecida; e venceu o jogo a única equipa que durante os noventa minutos se mostrou interessada em vencê-lo. A exibição do Benfica no jogo de hoje esteve longe de agradar, mas convenhamos que não é nada fácil fazer-se uma boa exibição contra uma equipa que acumula jogadores atrás da linha da bola e que utiliza as interrupções constantes como arma para quebrar qualquer ritmo de jogo que o adversário tente impor.

Com o regresso do Aimar ao onze, saiu o Peixoto e o Coentrão regressou à lateral esquerda. Na frente, como se esperava, foi o Alan Kardec a ocupar a posição do lesionado Cardozo. Embora o início do jogo fosse agradável, cedo se percebeu que isso era apenas um engano. Cumprindo a promessa do Domingos, o Braga veio jogar ao ataque contra o Benfica. Foi por isso que só meteu nove jogadores, arranjados em duas linhas muito juntas, acantonados em frente à sua área, deixando o Lima na frente. Se não tivessem vindo jogar ao ataque, certamente teriam metido dez jogadores encafuados à frente da sua área. O Benfica, afunilando muito o jogo, revelou grandes dificuldades para conseguir furar este esquema. Por vários motivos: má exploração dos flancos, pouca velocidade, e demasiados erros nas transições para o ataque. A forma mais eficaz de contrariar o Braga seria aproveitar as raras ocasiões em que eles vinham ao ataque para, uma vez recuperada a bola, tentarmos surpreendê-los antes que se reorganizassem todos outra vez, e o Benfica não soube fazer isto, por muita lentidão e imprecisão nos passes. Pareceu-me também que a dupla de avançados revelou alguma falta de entendimento, e não foi por isso surpreendente que não conseguíssemos construir muitas oportunidades. Na memória ficaram-me apenas um remate de fora da área do Carlos Martins, e uma grande oportunidade do Saviola, aos trinta e cinco minutos de jogo, à qual o guarda-redes do Braga correspondeu com uma grande defesa. O Braga apenas ameaçou no final da primeira parte, com um remate também de fora da área, que proporcionou uma grande defesa do Roberto.

A segunda parte, sem alterações, trouxe mais do mesmo. Muito jogo pelo centro - hoje o Coentrão viu-se muito pouco, não por jogar mal, mas mais porque foi poucas vezes solicitado na esquerda. O Saviola voltou a ter uma grande oportunidade, mas para o argentino esta foi uma noite quase para esquecer, e após um desvio do Kardec ele rematou de primeira para a bancada. Se a primeira parte já não tinha tido muita emoção ou qualidade, a segunda parte estava a ser ainda pior, e eu confesso que já não acreditava muito que fosse possível desfazer aquele nulo no marcador. Mas quando faltava pouco mais de um quarto de hora para o final, um passe do Saviola foi encontrar o Carlos Martins desmarcado sobre o lado direito da área e este, de pé esquerdo, fuzilou a baliza do Braga. Com o golo, caiu por terra a estratégia do Braga, que se viu obrigado a ter alguma iniciativa no jogo. Foi particularmente sabororso ver a forma como uma equipa que passou setenta e três minutos a queimar tempo de repente ficou cheia de pressa, e seriamente incomodada com alguma perda de tempo por parte do Benfica. Curiosa também a forma como o árbitro nunca se mostrou muito incomodado com as descaradas perdas de tempo do Braga, mas mostrou outro comportamento completamente oposto em relação ao Benfica. E ainda deu uns inusuais seis minutos de compensação, que de nada serviram porque o Braga, obrigado a fazer pela vida, fez zero e nunca ameaçou a nossa baliza.

Melhores do Benfica, o Carlos Martins, Luisão e Aimar. Num jogo como este o facto de se marcar o golo decisivo já é argumento suficiente para se ser considerado o melhor, mas o Carlos Martins fez mais do que simplesmente marcar o golo. Foi, a par do Aimar, dos jogadores mais inconformados e dos que mais tentou derrubar a muralha do Braga. Quanto ao Aimar, às vezes parece ser o único jogador que mantém o interruptor da época passada ligado. O Luisão foi o garante da solidez defensiva do costume. No extremo oposto, jogo fraco do Saviola, talvez um dos piores que o vi fazer no Benfica. A melhor contribuição que teve foi precisamente a última, ao fazer o passe para o Carlos Martins no lance do golo, sendo substituído logo de seguida. Não concretizou nenhuma das duas oportunidades flagrantes de que dispôs, o que é preocupante num jogador com a sua qualidade, e nesta coisa de falhar oportunidades junta estas duas à do Schalke e às três do Funchal.

Terceira vitória consecutiva na Liga, e terceira sem sofrer golos. Isto já nos permitiu pelo menos a recuperação até ao segundo lugar (provisório) na tabela. Mas não me importaria nada se, amanhã à noite, tivéssemos caído para o terceiro lugar.

publicado por D`Arcy às 23:35
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Sábado, 2 de Outubro de 2010

6 novas provas da falência da justiça portuguesa ("Apito Dourado")

Afirmei-o e continuarei a afirmá-lo: as regras fazem parte do jogo e sem as regras não há jogo. É impossível falar do jogo ignorando a subversão das regras, particularmente quando aqueles que têm como principal missão zelar pelo cumprimento das mesmas são os primeiros a subvertê-las propositadamente. É impossível falar do futebol português das últimas três décadas sem falar dos sucessivos casos de tráfico de influências, favores, pressões, coacções, em suma, da corrupção que grassa no nosso futebol.

 

Se dúvidas houvesse sobre quem corrompe e quem é corrompido, as recentes escutas (seis novas escutas) do caso apito dourado, colocadas no youtube nas últimas horas, são claras.

 

Desde as prostitutas a soldo do Nacional da Madeira até às pressões sobre os delegados da Liga, passando pelas ofertas aos observadores dos árbitros, pelas ofertas a juízes, por perceber o que Antero Henriques pensa sobre Reinaldo Teles, por perceber a cumplicidade de Joaquim Oliveira em todo este lodaçal, tudo está presente nestas escutas agora reveladas.

 

Eufemisticamente há quem chame “sistema” a estas práticas criminosas.

 

Para a história ficam as provas inequívocas de que houve (acredito que ainda há) corrupção no futebol português e que os corruptos (corruptores e corrompidos) continuam impunes. A justiça mandou arquivar o processo “Apito Dourado”, mas não pode e nunca conseguirá mandar arquivar a memória.

___________

As escutas estão neste endereço:

http://www.youtube.com/user/juizmarado#p/u/0/-y7swlgm9lA

 

E são estas:

 

publicado por Pedro F. Ferreira às 17:05
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