VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES
Segunda-feira, 8 de Novembro de 2010

Desastre

Jorge Jesus juntou-se, por mérito próprio, a uma longa galeria de notáveis treinadores do Benfica que, chegando a um jogo importante, resolvem inovar tacticamente. E falham rotundamente. Sim, escrevo estas linhas com a plena noção de que é muito fácil falar e criticar depois do desastre ter acontecido, mas não tenho grandes dúvidas que a maior parte dos benfiquistas terá, tal como eu, começado logo a torcer o nariz assim que soube qual seria o onze inicial.

E este onze incial foi quase que uma fotocópia do pior que vimos no tempo do Quique Flores, com David Luiz a lateral esquerdo ou Aimar como segundo avançado. No início da época perdemos a Supertaça para este mesmo adversário, num jogo em que fomos surpreendidos pelo avanço do Coentrão no terreno. Hoje isto voltou a acontecer. Dá para nos interrogarmos de que serve termos um dos melhores laterais esquerdos do futebol actual se, quando chega um jogo mais difícil, a primeira opção parece ser retirá-lo do seu lugar. Depois há a questão do Aimar. Sim, quer o Aimar, quer o Carlos Martins estão num bom momento de forma. Mas isto não significa que tenham obrigatoriamente que jogar sempre os dois, e há que escolher. O treinador optou pela solução mais fácil, que foi não ter que fazer uma escolha. Empurrou o Aimar para a posição onde conseguiu passar a sua primeira época em Portugal quase despercebido, e retirou da equipa o Saviola. Que está, sabemo-lo, em má forma. Mas é, na minha opinião, muito importante em toda a manobra ofensiva. E a sua experiência e sangue frio seriam, sem dúvida, importantes num jogo destes.

O resultado das alterações tácticas começou a ver-se logo ao fim de dez minutos, quando após uma incursão precisamente pelo lado esquerdo da nossa defesa, o porto marcou praticamente no primeiro ataque que fez, com o Varela, à vontade no meio da área, a empurrar para a baliza vazia após um centro do Hulk, que passou com facilidade pelo David Luiz. E não foi certamente por acaso que o porto continuou a criar perigo sempre por aquele lado. A opção do David Luiz para tentar travar o Hulk causou mais problemas que soluções. Uma das maiores armas do Hulk é a velocidade, e não é certamente o David Luiz que tem velocidade para o acompanhar. Por isso mesmo, acabou por demonstrar excessiva preocupação com o seu adversário directo, e mover-lhe uma marcação praticamente ao homem, subindo mesmo no terreno para o acompanhar sempre que ele recuava, e deixando uma auto-estrada nas suas costas. Auto-estrada que foi aproveitada, com uma eficácia terrível, pelo porto, que em mais duas jogadas por esse lado fez mais dois golos. Ambos pelo Falcao, aproveitando centros do Belluschi, que era quem explorava o espaço deixado nas costas do lateral. Antes da meia hora de jogo, o Benfica tinha o jogo perdido. No ataque, as coisas não funcionavam melhor: à tal meia hora de jogo, o Benfica tinha tantos remates quantos os do adversário (seis), sem nada para mostrar, e apesar de ter beneficiado de uma série de cantos e alguns livres, viu o Carlos Martins marcá-los praticamente todos mal.

Na segunda parte pouco restaria ao Benfica senão minimizar os estragos. A opção inicial foi revertida com a entrada do Gaitán para o lugar do Sidnei, e o jogo foi decorrendo de forma algo monótona, animado esporadicamente pelos golfistas de bancada que abundam naquele estádio. O Benfica não demonstrava - aliás, nunca demonstrou - capacidade para criar perigo (acho que me lembro apenas de uma oportunidade de golo, num remate do David Luiz após um canto - por acaso não marcado pelo Carlos Martins - que foi defendido com algum aparato pelo Hélton) e o porto não precisava sequer de se esforçar, pois tinha a certeza de que o jogo estava mais do que ganho, restando apenas saber por quantos. Como se as coisas não estivessem a correr suficientemente mal, até o nosso capitão e jogador mais experiente em campo perdeu a cabeça e foi justamente expulso, após dar uma cotovelada num adversário. E nos dez minutos finais foi construída a goleada, primeiro após um erro do Coentrão que permitiu ao Hulk arrancar um penálti, e depois num grande remate de fora da área do mesmo jogador.

Depois de um jogo destes não há forma de escolher melhores ou piores; todos estiveram mal. Mas critico a atitude do Luisão que lhe valeu a expulsão porque nunca a esperaria vinda dele. Nunca dele. É o nosso capitão, é um símbolo actual do clube, e mesmo considerando as circunstâncias à volta do jogo, e a forma como ele nos estava a correr, não consigo aceitá-la pacificamente.

Não é tanto o facto do Jorge Jesus ter decidido 'inventar' que me entristece. O que me entristece é a natureza dessa 'invenção'. Porque, pela primeira vez desde que ele chegou ao nosso clube, adivinhei-lhe medo nas suas acções. E isso é algo que, para mim, não pode existir no Benfica. Aceitaria melhor que o Benfica fosse goleado tentando ganhar o jogo, do que sê-lo tentando não perder. Sobretudo num jogo em que, em teoria, apenas uma vitória nos interessaria. A reconquista da Liga ficou agora muito longe do nosso alcance. Mas temos dois terços do campeonato para disputar, e a obrigação de dar e fazer o nosso melhor. Que é mais, muito mais do que aquilo que eu vi esta noite. Após uma das páginas mais negras da minha vida de benfiquista, resta-me levantar a cabeça, ocupar o meu lugar no próximo jogo na Luz, e gritar ainda mais alto pelo meu Benfica. Nem admito outra opção.

publicado por D`Arcy às 09:00
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Domingo, 7 de Novembro de 2010

Ilação

Espero que com este resultado se aprenda de vez que imitar o Jesualdo dá sempre mau resultado...

 

Posto isto, e numa opinião muito pessoal, ganhar a Liga Europa deveria passar a ser o objectivo nº 1 da época (dou o 2º lugar no campeonato como adquirido e a conquista das restantes taças como nº 2 e nº 3).

publicado por S.L.B. às 22:52
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Benfica até debaixo da terra (depois de morto).

A única - única! - coisa que se me oferece dizer hoje é que lá estarei, em casa, no jogo com a Naval e em todos os jogos até ao fim, a vomitar os pulmões por sobre o relvado a gritar pelo Benfica.

 

É isto. Sempre.

 

As análises, escalpelizações e o caneco, deixo para outros mais capazes (e com mais paciência) do que eu.

publicado por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 22:39
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Benfica sempre

1. Jorge Jesus escolheu o pior jogo para inventar. David Luís a LE e um Sidnei sem rítmo de jogo a central, eram ingredientes para correr mal.

2. A nossa equipa tem de aprender a jogar golfe. Não resolve, mas talvez ajude um pouco...

3. O foculporto tem agora tudo para ser campeão. Muitos irão recordar o jogo de hoje como demonstração de que está a jogar melhor. Mas eu também vou recordar a forma como a "almofada" pontual foi conseguida nas primeiras jornadas, pois mesmo estando o Benfica a jogar menos bem, nos jogos com a Académica e, sobretudo, com o Guimarães, fomos bastante prejudicados.

4. Por muito pesada que tenha sido a derrota, por muito que me custe a digerir, por muito que tenha noção de esta época esteja longe de corresponder às expectativas, nunca deixarei de estar com o meu Benfica naquilo que me for possível (que não é muito, é certo). Não me passa sequer pela cabeça deixar o meu Benfica desamparado precisamente na altura em que mais precisa de nós, adeptos.

publicado por tma às 22:16
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As teimosias.

 

Não foi o árbitro, nem as bolas de golfe, nem a Nau Catrineta, nem o raio que parta as nojentas atitudes dos andrades presentes no estádio do ladrão. A responsabilidade desta derrota por goleada é toda, inteira, para quem tomou as decisões erradas de mexer em metade da defesa. Colocando David Luiz no lado esquerdo e fazendo entrar Sidney para o centro, perdeu-se um bom central, ficámos com um fraco lateral esquerdo e ficámos com um central sem qualquer ritmo de jogo.

 

Além disso, a subida de Coentrão retirou-lhe acutilância, velocidade e profundidade. Metade, repito, metade da defesa mexida para pior. Foi um erro táctico, estratégico e deveu-se a uma inexplicável teimosia. Teimosia nada consentânea com o estatuto e as capacidades que Jorge Jesus demonstrou noutras ocasiões, e inadmissível em quem tem a supina honra e responsabilidade de treinar o Benfica. Três posições neutralizadas não por mérito do adversário, mas por demérito próprio. E isto é algo que não pode passar ao lado da leitura que se faz deste jogo.

 

Além disso, a ausência como titular, por opção técnica (não tenho conhecimento de nenhum outro motivo), de Saviola, um dos melhores futebolistas do mundo (do mundo!), é uma daquelas situações que só pode ser explicada por quem a tomou. Eu não a entendo.

 

Agora, porque, no que ao Benfica diz respeito, a emoção fala sempre mais alto do que a razão, nada mais posso fazer do que acreditar que a minha voz, no 3º anel da nossa Catedral, pode ajudar o Benfica a acordar deste pesadelo. Apoiar é a minha teimosia. Jorge Jesus tem as dele. E lá caminhamos a par, cada um com as suas teimosias, com o objectivo de ajudar o Benfica… mas por vezes falhamos. Umas vezes eu como adepto, outras vezes ele como treinador.

publicado por Pedro F. Ferreira às 22:08
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Exortação.

Aos futebolistas do nosso Benfica.

 

Joguem, joguem sem medo, com garra, com inteligência, com profissionalismo, com lealdade e com benfiquismo.

 

Joguem e ganhem à corrupção, à batota e ao crime organizado.

 

Superem o receio, as ameaças, as agressões, as intimidações e, essencialmente, superem-se.

 

Ganhem por vós, ganhem por nós, ganhem pelo Benfica e pelo benfiquismo.

 

Sejam dignos da camisola que envergam, do emblema que vos inspira, do clube que vos paga e dos adeptos que vos apoiam.

 

Dêem tudo e tudo recebereis. Tudo o que for menos do que tudo é pouco.

 

publicado por Pedro F. Ferreira às 17:29
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Sexta-feira, 5 de Novembro de 2010

Vampiros, andrades e filhos da mãe da BetClic.

 

A capa de 'A Bola' de hoje merece alguma reflexão. No jargão futebolístico os responsáveis pelo controlo anti doping são conhecidos como vampiros, mas estes não atacam, estes protegem. Protegem o desporto da batota que coloca em risco a verdade desportiva e, mais do que tudo, coloca em risco a vida do atleta que, iludido pelo sucesso imediato e a qualquer custo, aceita vender-se.

 

Só se sente atacado pelos ditos vampiros quem vê na sua actuação uma ameaça. O Benfica não se sente (nem se pode sentir) ameaçado, pois nada tem (nem pode ter) a temer. Só se pode sentir ameaçado quem carrega atletas de “bombas” e “amarelinhas” ou o Carlos Queirós… se os vampiros surgirem antes das 8 da manhã.

 

No entanto, há nesta notícia uma omissão que nos pode fazer sentir ameaçados: os ditos vampiros não atacaram no clube dos andrades. Antes de um jogo tão decisivo como é o próximo, manda o bom senso ou bom sonso (se nos referirmos a Hortas e Laurentinos) que a medida fosse igual para os dois clubes.

 

Escrevi andrades e escrevi-o propositadamente. Ao chamar andrades aos adeptos do clube regional dos andrades, faço-o como provocação. Escrevo num blogue parcial, benfiquista e que não tem qualquer publicidade nem objectivos comerciais.

 

Qual é o objectivo da 'BetClic' ao chamar lampiões aos adeptos benfiquistas? É um lapso? Foi uma liberdade criativa dos publicitários? Foi uma provocação? Bem, se foi a primeira possibilidade, espero um pedido de desculpas. Caso tenha sido a segunda possibilidade, sinto-me legitimado a, num acto de liberdade criativa e citando Eça de Queirós, considerar que o gajo da 'BetClic' que criou aquela publicidade é filho de uma "meretriz de doze vinténs em Marco de Canaveses".


Seja como for, aposto que muitos adeptos benfiquistas deixarão de apostar no dito site.

_____

Adenda:

 

Email do director-geral da betclic em Portugal:

ricardo.domingues@betclick.com

Email do marketing manager da betclic em Portugal:
ricardo.branquinho@eg-portugal.com
ricardo.branquinho@betclick.com

publicado por Pedro F. Ferreira às 10:46
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Quinta-feira, 4 de Novembro de 2010

A alegre campanha do Geninho.

Eugénio Queirós, entre outras ocupações, escreve coisas no Record. O Geninho, como é conhecido pelos pares, pode-se considerar uma espécie de bobo pasmado. Foi domesticado no tempo certo e é rapaz para comer na mão de quem o humilhe em público, suportando servil e lealmente a sujeição. Em tempo oportuno percebeu que a sua vocação era a de andar a esgravatar a terra em buscas arqueológicas e não a de se fazer passar por jornalista.

 

Falhado tanto no jornalismo como na aventura pelo estudo da História, descobre-se como moço de recados por vocação e pateta de redacção por necessidade de socializar com os seus pares. De insucesso em insucesso, encontrou o seu lugar escrevinhando de encomenda loas a quem, em tempos idos, lhe partiu as fuças como prémio de prosas mais ousadas e menos próprias.

 

Este espécime volumoso e de ressabiamentos ensimesmados escreve em estilo de panegírico bacoco e atormentado pela necessidade de agradar. Ultimamente, surge em prosa pregoeira, defendendo gente que, como ele, cabe no bolso de um qualquer “gerente de caixa” e cliente de prostíbulos. Assim, o Geninho foi o peão escolhido para começar a lançar a espúria figura de Paulo Costa para Presidente do Conselho de Arbitragem. Pelo caminho, tenta sistematicamente sujar o nome do Benfica.

 

Não há sabão de cheiro que limpe tamanha corja.

_____

 

Sobre este assunto, recomendo a leitura do post "A Campanha" [ligação para o blogue Ndrangheta]

publicado por Pedro F. Ferreira às 22:22
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Terça-feira, 2 de Novembro de 2010

Importante

Podia ter sido uma noite histórica, a assinalar o 125º aniversário do nascimento daquele que foi um dos nossos fundadores e um dos maiores benfiquistas de sempre. Infelizmente, borrámos um bocado a pintura no último quarto de hora, e assim acabamos por nos alegrar 'apenas' com a importante vitória alcançada frente ao Lyon, que nos permite continuar a pensar no apuramento para a próxima fase, já que continuamos dependentes apenas de nós próprios.

A surpresa no onze foi dada pela ausência de última hora do Aimar, saltando o Salvio para a equipa inicial. Este foi jogar encostado à direita, cabendo ao Carlos Martins o papel de organizador. Na esquerda, desta vez o Coentrão jogou a lateral esquerdo, cabendo ao Peixoto a função de médio. O jogo começou equilibrado, e com o Benfica a jogar com alguma velocidade, sobretudo pelo lado direito através do Salvio. O Lyon mostrava ser capaz de criar perigo, e das duas primeiras vezes que rematou, introduziu mesmo a bola na nossa baliza, mas ambos os lances foram anulados por fora-de-jogo. A resposta do Benfica foi dada primeiro com remates do Salvio e do Coentrão, e aos vinte minutos marcámos o primeiro. Foi um livre na esquerda, marcado pelo Carlos Martins, ao qual o Kardec deu o melhor seguimento, cabeceando para o fundo das redes. O jogo continuava a mostrar algum equilíbrio na posse de bola, mas era o Benfica quem conseguia criar maior perigo, sobretudo por conseguir sair com velocidade para o ataque quando recuperava a bola, através sobretudo do Salvio e do Coentrão.

Foi numa destas saídas, após uma recuperação da bola no meio campo defensivo, que surgiu o segundo golo. O Benfica construiu uma situação de superioridade numérica, e o Coentrão, descaído para a esquerda da área, correspondeu ao passe do Carlos Martins com um remate de primeira que só parou no fundo da baliza. O Benfica ganhava uma vantagem de dois golos pouco depois da meia hora de jogo, o que parecia ser ideal para enfrentar o resto do jogo com alguma tranquilidade. Este segundo golo pouco alterou o pendor do jogo. O Lyon mostrava-se incapaz de furar a nossa defesa, e o Benfica continuava a criar perigo através de transições rápidas. O Salvio voltou a estar perto de marcar, mas o guarda-redes Lloris negou-lhe o golo com uma boa defesa, para depois o Peixoto falhar a recarga de forma incrível, não acertando na bola. Mas não foi preciso esperarmos muito para que o marcador voltasse a funcionar a noss favor. Dois minutos depois (quando faltavam apenas três minutos para o intervalo), canto do Carlos Martins e o Javi García, aproveitando a desconcentração da defesa francesa, apareceu à vontade na pequena área para marcar um golo aparentemente fácil. Três a zero ao intervalo, e o jogo parecia estar mais do que resolvido.

A segunda parte começou como nos convinha: muito morna. O Lyon tinha agora ainda mais posse de bola, até porque o Benfica parecia estar mais na expectativa, mas continuava a mostrar-se incapaz de causar perigo no ataque. O Benfica limitava-se a esperar por alguma oportunidade para voltar a criar perigo em contra-ataque, e acabou por chegar mesmo ao quarto golo desta forma. Novamente o Salvio a sair com a bola, colocando-a nos pés do Carlos Martins, e este, com a quarta assistência da noite, deixou o Fábio Coentrão isolado, aproveitando este a saída do Lloris para batê-lo com um chapéu. Com quatro golos de vantagem e a vinte minutos do final, fez-se a natural poupança de alguns jogadores, mas a equipa pareceu acusar demasiado as trocas e não voltou a ser a mesma. Sem estar a culpabilizar directamente os jogadores em questão, a verdade é que sabemos que no plantel há jogadores que dão perfeitamente para consumo interno, mas para a Champions já é outra história, e o último quarto de hora foi penoso de assistir. Até porque a equipa pareceu também ceder um pouco em termos físicos. O Lyon marcou três golos: primeiro pelo Gourcuff, a quinze minutos do final, rematando um centro rasteiro vindo do lado esquerdo da nossa defesa; depois pelo Gomis, a cinco minutos do final, na sequência de um canto e aproveitando um desvio ao primeiro poste; e finalmente pelo Lovren, na última jogada do encontro, tirando o melhor partido de uma saída desastrada do Roberto a um livre despejado para a área, desentendendo-se com o Javi.

A escolha das figuras do jogo é óbvia: Carlos Martins e Coentrão. O primeiro conseguiu fazer as assistências para os quatro golos. Fazer quatro assistências num jogo já é obra, e duvido que muitos jogadores se possam gabar de o ter feito num jogo da Champions. Cumpriu na perfeição o papel de organizador de jogo, e quando saiu, esgotado, a equipa acusou bastante a sua ausência. Quanto ao Coentrão, jogou a lateral esquerdo, conseguiu marcar dois golos e ser um dos jogadores mais perigosos da equipa. Se anda muita gente interessada nele, então depois deste jogo no palco da Champions, a sua cotação deve ter subido ainda mais. É justo também mencionar o bom jogo do Salvio, sempre muito activo do lado direito, e com contribuição importante em dois dos golos.

Foi pena aqueles quinze minutos finais e os golos sofridos, porque desperdiçámos a possibilidade de ficarmos em vantagem sobre o Lyon no confronto directo. Mas o mais importante, a vitória, foi conseguido, e a velocidade nas saídas para o ataque e eficácia demonstradas nos primeiros setenta e cinco minutos são de realçar. Não deixa de ser algo preocupante a aparente quebra física nos minutos finais, mas também é verdade que os nossos jogadores foram obrigados a correr muito para se superiorizarem ao Lyon daquela forma.

publicado por D`Arcy às 23:45
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Um já de rojo e outro cheio de arrojo.

Vinham à minha frente, hoje de manhã, em cavaqueira de circunstância. Tinham a mesma idade e nenhum teria mais de 17 anos. Eram ambos benfiquistas e perguntavam-se se iriam mais logo ver o jogo da Champions contra o Lyon.

 

Um dizia que não, não acreditava na vitória, tinha o bilhete que o pai lhe comprara, mas recusava-se a ir ver um jogo que antevia perdido, pois tudo no Benfica estava em falta, desde a falta dos futebolistas que saíram até à falta de ambição que via no banco e que, na sua tese, alastrava à bancada. Por ele, esta época estava arrumada e nada mais faltava do que ainda ter de se arrastar para ver um jogo que sabia perdido.

 

O outro dizia que a única coisa que ali via em falta era a crença e a esperança, não de quem jogava ou orientava, mas do seu interlocutor. Este outro ia e garantia que ir ver o Benfica era completamente independente da expectativa do resultado. Ia para apoiar e ajudar à vitória. Ia optimista e ia porque não podia desperdiçar o privilégio de poder apoiar o clube.

 

Nestas duas formas de estar e de encarar o Benfica estão duas formas de estar e encarar o futuro. Olhei para os dois projectos de cidadão que via à minha frente e eu, que sou um optimista por opção, apenas temi que o cinzentismo vença o futuro como parece estar a vencer o presente.

publicado por Pedro F. Ferreira às 12:33
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