Em 1942 nasce Eusébio. Em 2004 morre Fehér.
Um e outro tornam-se símbolos do Benfica. Eusébio acrescenta glória ao Benfica, ajuda a dar-lhe nome internacional e transforma-se, após José Maria Nicolau, no novo aglutinador de vontades benfiquistas. Eusébio trouxe uma nova vida ao Benfica. Fehér morreu após sorrir, com o nosso símbolo ao peito, em jogo, no campo, ajudando à conquista de mais uma vitória, debaixo de chuva.
Festeja-se hoje a vida de um e lembra-se, com saudade, a vida do outro.
Que os seus exemplos sirvam para ajudar a unir os benfiquistas em torno do Benfica.
Foi justa a vitória do Benfica mas esteve longe de ser fácil, e foi necessário um golpe de sorte para desatar um nó muito complicado. O Gil Vicente foi um adversário complicado e bem organizado, que dificultou (e valorizou) muito a nossa vitória.
O regresso do Garay foi a maior novidade esta noite num onze onde o Gaitán também apareceu a titular, relegando o Bruno César para o banco. Os primeiros minutos de jogo deixaram logo antever uma noite complicada para a nossa equipa. O nosso jogo parecia demasiado lento, sobretudo nas saídas para o ataque, nas quais parecia que 'mastigávamos' sempre a bola nos pés dos centrais ou dos médios, e depois já apanhávamos o adversário bem posicionado defensivamente. Mas isto foi também culpa, precisamente, da boa organização queo Gil Vicente apresentou. Montaram duas linhas muito juntas, com um jogador solto à frente da defesa quase sempre atento às movimentações do Rodrigo, e só muito raramente foram apanhados fora de posição, conseguindo pressionar bem sempre que chegávamos ao último terço do campo. O resultado disto foi que o Benfica, apesar do domínio territorial e da posse de bola, quase não criava oportunidades de golo, porque nem sequer chegava a rematar. Foi por isso com uma certa dose de alívio que vi o Benfica chegar ao golo praticamente na primeira vez que conseguiu rematar na direcção da baliza (apenas aos vinte e sete minutos!), após um livre do Nolito na esquerda ao qual correspondeu o Cardozo com uma boa cabeçada. Só que o Gil Vicente estava mesmo disposto a complicar-nos a vida e mostrava-se sempre capaz de criar perigo em contra-ataques. Para nossa infelicidade, a cinco minutos do intervalo conseguiu mesmo repor a igualdade, num remate forte de fora da área após ter beneficiado de dois cantos consecutivos, deixando-nos a perspectiva de uns segundos quarenta e cinco minutos de sofrimento.
Perspectiva essa que se acentuou ao ver que a segunda parte nada trouxe de novo. Não havia meio de o Gil Vicente se desorganizar na defesa, e o Benfica continuava a mostrar-se lento e previsível, sem capacidade para ultrapassar o autocarro de Barcelos. O próximo passo a tomar era evidente: a entrada do Aimar, porque há poucos jogadores como ele com a capacidade para inventar e ver espaços. Mas à medida que o tempo ia passando e os nossos jogadores se iam balanceando cada vez mais para o ataque (o Jorge Jesus retirou mesmo o Javi García do campo, entregando ao Witsel as funções de médio recuperador), íamos também deixando mais espaços atrás para os contra-ataques do Gil Vicente, e em mais de uma ocasião acabou por ser um corte ou um desarme de última hora a evitar males maiores - logo no início da segunda parte tinha sido uma grande defesa do Artur a evitar que o Gil Vicente se colocasse em vantagem. Foi portanto com um suspiro de alívio que nos vi sermos bafejados pela sorte, quando já a menos de vinte minutos do final um remate do Rodrigo, ainda bem longe da baliza, fez a bola tabelar num adversário e trair o guarda-redes. Dois minutos depois o Aimar recebeu um passe do Nolito e, já dentro da área, deixou que a sua classe descansasse mais os benfiquistas, fazendo o terceiro golo e sentenciando efectivamente o jogo.
O Aimar foi um jogador decisivo, já que a sua entrada permitiu ao Benfica melhorar e acelerar o seu jogo. E acabou por marcar o terceiro golo, com toda a classe que lhe reconhecemos. O Nolito não esteve tão inspirado como tem sido habitual, mas foi dos mais inconformados - a par do Maxi do lado oposto - e acabou por juntar mais duas assistências à sua conta pessoal. Gostei também da dupla de centrais, que teve diversos cortes muito oportunos, e o Bruno César também entrou bem no jogo. Menos bem o Gaitán, que continua longe da melhor forma, pese o facto de ter mostrado mais empenho hoje.
Mais uma difícil etapa ultrapassada no caminho que nos separa do título. Hoje também contando com a ajuda de um golpe de sorte (ou, como se costuma dizer nestas coisas, 'estrelinha'), mas que a equipa soube procurar, uma vez mais com o apoio da onda vermelha, que levou 43.000 espectadores à Luz.
Num momento em que o Benfica domina o campeonato, o nosso Estádio enche e se perspectivam tempos de algum apaziguamento, há um assunto que nos tem preocupado nestes, aparentemente, plácidos tempos de benfiquismo: a anunciada renegociação dos direitos televisivos.
Há quem defenda que se deve fazer o melhor negócio possível, independentemente do interlocutor da negociação; há quem defenda que nem se deveria levantar a possibilidade de renegociar com a Olivedesportos; há quem defenda que a Benfica TV, com outro enquadramento, é a melhor solução; há quem defenda que se está a precipitar o tempo da decisão relativamente a este assunto… O tema está longe de ser pacífico e, no meio de tudo isto, surge uma nova personagem na presidência da Liga que defende e promete, demagogicamente e servindo interesses que não me parecem os do Benfica, a negociação colectiva dos ditos direitos.
A informação acerca do assunto é quase diária e nem sempre é credível. Há muito ruído e pouco esclarecimento. Deste modo, defendo que, neste momento, Luís Filipe Vieira deverá encontrar uma solução que permita, dentro da família benfiquista, discutir a situação, esclarecer os sócios acerca das suas intenções e ficar esclarecido acerca das intenções dos associados.
Nem sempre as emoções das massas são o melhor conselheiro na condução racional dos negócios do nosso Clube. Ainda assim, o assunto em apreço é de tal ordem sensível que uma decisão tomada apenas na solidão de um gabinete e indiferente à vontade dos sócios pode colocar em causa a própria decisão.
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Artigo de opinião escrito e enviado para a redacção do jornal "O Benfica" no dia 17 de Janeiro e publicado na edição de 20/01/2012 do jornal "O Benfica".
[Se alguém quiser manifestar-me a sua opinião, pode fazê-lo para este endereço: tertuliabenfiquista@gmail.com]
A exibição foi pouco entusiasmante na primeira parte e foi necessário recorrer a três trunfos guardados no banco, mas lá cumprimos a obrigação de vencer e mantermo-nos no primeiro lugar do nosso grupo.
Onze cheio de alterações, a começar pela defesa, onde não alinhou um único dos habituais titulares. Apenas o meio campo tinha nomes que estamos mais habituados a ver na equipa titular: Javi García (hoje capitão), Gaitán e Bruno César. O toque de exotismo era dado na entrega de funções de organização e distribuição de jogo ao Matic. A primeira parte do Benfica não foi digna de qualquer realce. A equipa foi quase sempre demasiado lenta e previsível, com o Matic a revelar pouca competência para as funções que lhe entregaram, e o jogo pelos flancos praticamente a não funcionar - o Gaitán jogou quase a passo, e o Bruno César não esteve inspirado. Para além disso os dois laterais (André Almeida e Capdevila) pouco ajudaram no ataque, e quando o fizeram foram quase sempre desastrados. O nosso jogo foi por isso demasiado previsível e muito feito pelo centro do campo, não tendo o Santa Clara grandes dificuldades para aguentar o nulo no marcador, pese o facto do Benfica ter muito mais posse de bola. Apenas algumas movimentações do Saviola iam causando algumas dificuldades, e foi mesmo de uma iniciativa individual dele que surgiu a melhor oportunidade de golo do Benfica na primeira parte, já mesmo sobre o intervalo.
A segunda parte trouxa a mais que esperada alteração no centro, ficando o Matic no balneário e entrando o Witsel para o seu lugar. O Benfica entrou bastante melhor do que na primeira parte, o que aliás era difícil não acontecer, e esteve perto de marcar precisamente pelo Witsel, mas depressa voltou a cair na monotonia e previsibilidade. Era necessário dar mais velocidade e repentismo ao nosso jogo, e foi portanto sem surpresas que o Jorge Jesus lançou no jogo o Rodrigo e o Nolito, numa altura em que restavam apenas vinte e cinco minutos de jogo. Com efeitos praticamente imediatos, já que três minutos depois de estar em campo, o Nolito entrou pela esquerda e assistiu o Nélson Oliveira para, com uma finalização simples, marcar o seu primeiro golo oficial pelo Benfica. E o espanhol veio mesmo dar um enorme safanão no jogo, causando sempre inúmeros problemas quando a bola lhe chegava aos pés. Tanto assim foi que, sete minutos depois do primeiro golo, voltou a oferecer outro golo, desta vez com um passe fantástico em profundidade, feito de primeira, que desmarcou o Witsel para uma finalização de classe. O jogo ficou resolvido com o segundo golo, e durante os quinze minutos finais ficou a curiosidade de vermos se o Benfica voltaria a marcar, tendo sido o Rodrigo um dos mais empenhados em fazer que isso acontecesse.
O melhor do Benfica foi o Nolito, que nos vinte e cinco minutos que jogou conseguiu fazer mais do que todos os outros em noventa. Duas assistências e a resolução de uma situação que já ameaçava tornar-se incómoda. Bom jogo também do Witsel, cuja presença na posição antes ocupada pelo Matic ajudou também a fazer a diferença. Dos jogadores que alinharam de início, o melhor terá sido o Javi García. O Eduardo mostrou segurança sempre que foi chamado. Não gostei do Matic, e o André Almeida confirmou mais uma vez as impressões que me tinha deixado nos jogos da pré-época.
Basta-nos agora um empate na última jornada, em casa frente ao Marítimo, para nos qualificarmos para as meias finais da Taça da Liga. Já que vencemos as últimas três edições da prova, gostaria de manter a tradição.
Assim, de repente, lembro-me do falecido Enzo Bearzot, grande futebolista e treinador da azzurra desde 1975 até 1986. Campeão do Mundo em 82 e sempre com aquela imagem de malandro com o seu inseparável cachimbo.
Além desse, recordo o Enzo Francescoli, o uruguaio que se transformou em símbolo do River e sinónimo de classe e elegância como futebolista.
Falam-me num outro Enzo, um tal de Pérez, um que se julga enorme, mas que é muito pequeno perante a dimensão do nome que carrega. Pode ser que um dia…
Na opinião da malta do Aventar, a Tertúlia Benfiquista merece uma nomeação para blog desportivo (espaço para gargalhadas) do ano. Muito obrigado pela nomeação e quem quiser votar pode fazê-lo neste link (Blogs do ano 2011).
Votem num blog benfiquista, sff.
[afinal parece que não foi uma nomeação, foi algum leitor - que eu saiba não foi nenhum dos escribas - que inscreveu a Tertúlia naquilo]
E mais uma goleada. Num Estádio da Luz com um grande ambiente, o Benfica foi claramente superior ao Setúbal e terminou a primeira volta da Liga sem qualquer derrota e isolado na liderança.
Apesar da confiança na nossa equipa, confesso que tinha alguns receios para este jogo, devido à falta de três jogadores importantes: Garay, Javi e Aimar. Ainda por cima sendo os três jogadores do centro, pelo que se poderia faltar que nos faltava a 'espinha dorsal' da equipa. Mas o Benfica neste momento está muito moralizado, e parece que mesmo quando falta algum jogador importante, outros encarregam-se de resolver. Faltaram os três referidos (e ainda tínhamos o Gaitán a regressar de lesão), jogaram o Jardel, o Matic e o Rodrigo, dando conta do recado. O jogo até nem começou da melhor maneira, já que aos seis minutos o Setúbal, no primeiro remate que fez, chegou ao golo, com a tentativa do Luisão de cortar o remate do Neca a acabar por trair o Artur. Mas quando a confiança é alta, coisas destas acabam por ser pouco mais do que um pequeno soluço. Antes do golo já o Benfica tinha criado perigo, sobretudo através do Rodrigo, e depois do golo continuou a jogar como se nada se tivesse passado, carregando sobre o Setúbal em busca da igualdade, e debaixo do apoio constante dos benfiquistas. Apesar de por vezes parecermos ter alguma dificuldade na zona central do campo, devido à superioridade numérica que o Setúbal apresentava nessa área, o Witsel foi dando conta do recado, e depois o trio Cardozo/Rodrigo/Nolito, com apoio constante do Maxi pela direita, ia desgastando a defesa do Setúbal e mostrando que seria apenas uma questão de tempo até que o golo aparecesse.
O Cardozo ameaçou e viu um remate com selo de golo ser defendido pelo guarda-redes, mas aos vinte e quatro minutos a igualdade voltou mesmo ao marcador, pelos pés do Nolito. Passe do Witsel, à entrada da área, a desmarcar o Nolito na esquerda, e o espanhol fez o golo com um remate rasteiro colocadíssimo ao segundo poste. O jogo continuou a ter praticamente um só sentido, e apesar de um susto, quando vimos a bola bater no poste da nossa baliza após um raro erro do Artur, era previsível que novo golo chegasse ainda antes do intervalo. E aconteceu ao minuto trinta e três, quando o Cardozo, no interior da área e rodeado de adversários, conseguiu marcar num remate rasteiro mais uma vez para o segundo poste. A equipa do Setúbal pareceu acusar muito este segundo golo, e até ao intervalo pareceu perder a compostura em termos tácticos e não só, com vários dos seus jogadores a parecerem estar mais interessados em arranjar discussões (o Ricardo Silva, com a escola que tem, não foi surpresa nenhuma neste aspecto, mas o que é certo é que conseguiu arrancar um amarelo ao Cardozo). Até ao intervalo o Diego teve oportunidade de brilhar novamente, negando o golo ao Rodrigo, mas já mesmo sobre o apito não conseguiu evitar novo golo do Cardozo, após uma grande arrancada do Rodrigo, que deixou o paraguaio com caminho livre para a baliza.
Com dois golos de vantagem, o Benfica abrandou um pouco o ritmo na segunda parte, nunca deixando no entanto de controlar o jogo e procurar voltar a marcar, mas permitindo também ao Setúbal ter um pouco mais de bola e dando mais espaços. O Setúbal foi atrevido e tentou pressionar mais alto no campo, mas se o Benfica conseguia libertar-se dessa primeira zona de pressão e sair com a bola controlada, depois causava quase sempre perigo da forma como mais gosta, ou seja, através de transições rápidas para o ataque. Muitas das jogadas mais perigosas do Benfica apareciam pelos pés do Rodrigo, que recuava frequentemente para vir receber a bola e depois, quando se virava e embalava com ela em direcção à baliza, só muito dificilmente era travado. Depois de várias ameaças o quarto golo surgiu finalmente a vinte minutos do final, quando o regressado Gaitán teve tempo na direita para centrar com precisão para o cabeceamento do Matic, que assim marcou o seu primeiro golo pelo Benfica. Este quarto golo não diminuiu o ímpeto do Benfica na procura de mais golos, mas a expulsão do Cardozo, a cinco minutos do final por acumulação de amarelos, acabou na prática por significar o apito final para o Benfica, que depois disso limitou-se a aguardar pelo final do jogo. Tempo ainda para substituir o Rodrigo para o merecido aplauso, e estrear o Luís Martins na Liga.
Cardozo, Rodrigo, Nolito e Witsel foram, para mim, os melhores esta noite, acompanhados de perto pelo Maxi. O Cardozo está a atravessar a melhor fase da época, marcando com regularidade e parecendo até estar bem mais móvel e rápido do que lhe é habitual. Hoje juntou mais dois golos à conta pessoal e isolou-se como melhor marcador da Liga. Talvez seja a companhia do Rodrigo na frente que o ande a motivar. Hoje ao Rodrigo só faltou mesmo o golo, porque de resto foi sempre uma ameaça constante. Foram inúmeras as arrancadas em velocidade, com a bola bem controlada, a causar perigo, quer em remates, quer em passes perigosos para os colegas. O Nolito resolveu o 'problema' do golo do empate e voltou a mostrar toda a sua valia. Para mim a inspiração ofensiva do Benfica nos últimos jogos (dezassete golos nos últimos quatro jogos) não é alheia à titularidade do espanhol, que mostra também uma enorme evolução na forma como se entrega às tarefas defensivas. O Witsel encheu o meio campo e o Maxi foi a locomotiva do costume pela direita, compensando até uma noite menos fulgurante do Bruno César.
56.155 espectadores na Luz mostram que a onda vermelha é uma realidade. Ela está aí, e cabe-nos não a deixar esmorecer, porque sabemos muito bem até onde nos poderá levar. Viu-se hoje o quão importante é, na forma como o público reagiu ao golo madrugador do adversário, no ambiente que se viveu em vários momentos no estádio, e no apoio dado à equipa. Temos que continuar a alimentá-la e a fazê-la crescer. Juntos, somos imparáveis.
António Oliveira disse e repetiu, para que não houvesse dúvidas, que o presidente da Federação Portuguesa de Futebol é um títere que tem como função servir os interesses de uma empresa privada, a Olivedesportos. Disse que o anterior presidente também cumpria diligentemente esse trabalho e que o mesmo acontece na Liga de Clubes. Disse que ninguém é eleito para esse cargo sem o beneplácito do seu irmão e sócio maioritário da Olivedesportos.
Disse-o convictamente, num canal público de televisão, disse-o sem gaguejar e repetiu-o. A personagem que o disse é antigo sócio da dita empresa. Em seguida ficou o silêncio. Um silêncio quase total por parte da comunicação social. Um silêncio total dos visados. Um silêncio absoluto do poder político. Um silêncio que procura apenas uma coisa: o esquecimento, para que se possa perpetuar a mentira e a farsa em que se foi transformando isto. Os dias passam e toda a gente finge que nada se passou. Com que cara, com que legitimidade, com que dignidade alguém pode dirigir uma instituição quando sobre ele está lançada a acusação séria de que há quem mande em quem finge mandar? A cara com que esta gente se apresenta aos clubes e seus dirigentes por todos é conhecida. Mas com que cara é que esta gente se pretende apresentar perante os adeptos? Como é que ainda há quem ouse pensar que com o seu silêncio se pode limpar a nódoa em que se transformou o dirigismo desportivo em Portugal? No silêncio de todos está a conivência com a vergonha. No silêncio de todos está bem à vista a etiqueta e o respectivo preço. Não é o futebol português que está à venda, são os seus agentes que se venderam. É a vergonha que ficou penhorada algures por Penafiel.
Lamento, mas não pode haver silêncio quando se impõe um grito de indignação justa.
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Artigo de opinião escrito e enviado para a redacção do jornal "O Benfica" no dia 10 de Janeiro e publicado na edição de 13/01/2012 do jornal "O Benfica".
[Se alguém quiser manifestar-me a sua opinião, pode fazê-lo para este endereço: tertuliabenfiquista@gmail.com]
chama-se Mário Silvares Figueiredo e é advogado na sociedade civil de advogados de Adelino Caldeira e Gil Moreira dos Santos. Adelino Caldeira é administrador da SAD dos andrades e Gil Moreira dos Santos defendeu Pinto da Costa no processo "Apito Dourado".
Boa noite e bons sonhos, o futebol limpo regressará daqui a alguns aninhos.
Enfim, sós. À segunda oportunidade para descolarmos da desagradável companhia que connosco partilhava, há meses, o primeiro lugar não facilitámos. O rolo compressor apareceu, conseguimos a terceira goleada consecutiva, e saímos da Marinha Grande isolados no topo.
Dois imprevistos de última hora (Aimar e Gaitán) ditaram a presença do Rodrigo no onze inicial, e a entrega das alas ao Bruno César e ao Nolito, com o resto da equipa a não apresentar surpresas. Quanto ao jogo, este foi disputado desde o primeiro minuto a um ritmo muito intenso e até pouco usual para a Liga portuguesa, com muita pressão sobre a bola. O primeiro momento de perigo até foi dado pelo Leiria, que viu o Maxi Pereira afastar a bola sobre a linha de golo, quando o Artur já estava batido. A resposta dada pelo Benfica foi marcar um golo. Aos dez minutos de jogo o Bruno César recolheu a bola à entrada da área, após um alívio da defesa, e sem a deixar cair desferiu um remate colocadíssimo que fez a bola entrar junto ao poste. Um golaço do 'pequeno Buda'. A partir daqui o jogo literalmente só deu Benfica. Foi um vendaval ofensivo que resultou em diversas oportunidades de golo, com o resultado a manter-se teimosamente na diferença mínima muito por culpa do guarda-redes do Leiria, que com uma série de excelentes intervenções foi evitando que o Rodrigo ou o Cardozo dessem uma expressão mais justa ao marcador.
Na segunda parte, o 'sofrimento' pela magra vantagem acabou cedo: com dois minutos decorridos, o Rodrigo solicitou o Cardozo em velocidade e o paraguaio, depois de progredir alguns metros com a bola, disparou uma bomba à entrada da área que levou a bola a entrar junto ao ângulo superior da baliza do Leiria, sem quaisquer hipóteses de defesa. E ao contrário daquilo que fizemos diversas vezes esta época, nunca descansámos sobre a vantagem conseguida. Nunca baixámos o ritmo e continuámos sempre a pressionar na procura de mais golos, acabando por ser recompensados. No espaço de três minutos (73 e 76) o Rodrigo, numa altura em que já jogava como homem mais adiantado devido à substituição do Cardozo pelo Saviola, fez dois golos e construiu a goleada. O primeiro num toque subtil a desviar a bola do guarda-redes, após passe do Bruno César. E o segundo numa conclusão fácil em frente à baliza, a centro do Maxi, que tinha sido desmarcado por um grande toque de calcanhar do Bruno César. E assim assinalámos a liderança isolada em estilo.
O Benfica fez hoje uma das melhores exibições desta época, e consequentemente todos os jogadores estiveram num bom nível. Destaque natural para o Bruno César, pelo excelente golo que marcou e pela assistência para o terceiro golo (e ainda a intervenção que teve na jogada do quarto). Referindo mais alguns jogadores, o Rodrigo, que até teve uma primeira parte algo apagada, em que perdeu algumas bolas por insistir demasiado em jogadas individuais e falhou uma ocasião na cara do guarda-redes, acabou por fazer uma grande segunda parte, na qual assistiu o Cardozo para o segundo golo (depois de ter sido ele a recuperar a bola no meio campo) e marcou dois golos. E o Maxi Pereira aproveitou muito bem o espaço que foi concedido pelo seu lado, sobretudo depois do intervalo, e foi sempre muito influente no auxílio ao ataque.
Mais uma goleada e uma excelente exibição, e sem sentirmos sequer a falta do Aimar ou do Gaitán. Estamos onde queremos e merecemos. Agora é não voltarmos a abrir mão desta posição.
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