VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES
Sábado, 10 de Novembro de 2012

Benfica B

Depois da equipa principal do Benfica, a equipa que tenho seguido com mais atenção é o Benfica B. 

 

Como já havia referido num post anterior, gosto da preocupação que Norton de Matos tem demonstrado em pôr a equipa a jogar sempre de acordo com o modelo de jogo preconizado, evitando recorrer a subterfúgios tácticos em nome do "resultadismo". 

Claro que o objectivo da vitória deve estar presente em cada jogo em que o Benfica participa, seja em que escalão ou modalidade for. Mas convem não esquecer que o objectivo principal da equipa B é a formação de jogadores, com o objectivo de um dia integrarem a equipa principal. Esse objectivo já está a dar frutos, como são os casos de André Gomes e, de certa forma, André Almeida.

 

Por outro lado, a equipa B funciona como uma espécie de "laboratório" que permite, em contexto competitivo, refinar um modelo de jogo e as respectivas formulações tácticas. A 2ª liga é uma óptima competição para o fazer, pois é constituida maioritariamente por equipas com jogadores experientes, que tentam, primordialmente, neutralizar os argumentos técnicos das equipas adversárias. Preparar os nossos potenciais futuros jogadores para serem capazes de superar esse tipo de oposição é, sem dúvida, uma mais-valia, pois é esse tipo de oposição que a equipa principal do Benfica tem de enfrentar na maioria dos jogos em que participa. Quantos jogadores, tecnicamente dotados, não singraram no Benfica precisamente por não estarem preparados para defrontar equipas maioritariamente preocupadas com a vertende defensiva, sem olhar a meios? 

 

Tratando-se do Benfica, e mesmo sabendo que o objectivo pricipal é formar jogadores, não gostamos que a equipa B sofra derrotas, sobretudo como a da semana passada, contra o seu homólogo da 2ª Circular (tivesse o jogo sido contra a equipa principal dessa mesma agremiação, talvez o resultado fosse outro!). 
Se a derrota, em si, foi negativa (como o são todas as derrotas), permitiu,  por outro lado, identificar lacunas desta equipa, contra um adversário que tem, ao contrário da maioria dos que militam na 2ª liga, o mesmo objectivo: formar jogadores e aperfeiçoar um modelo de jogo, de modo a servir a equipa principal. Adversário esse que tem a vantagem de ter um grupo que está junto há mais anos. Uma das lacunas foi a ausência de um ponta-de-lança "matador", capaz de concretrizar algumas das várias oportunidades que o Benfica criou nesse jogo. Da mesma forma, teve faltas de concentração que foram bem aproveitadas pelo adversário para construir a vantagem. Estas duas situações têm obstado a que o Benfica B, apesar da qualidade do futebol demonstrado (com maior ou menor regularidade), tenha alcançado as vitórias que, obviamente, ambicionamos. 

Porém, no jogo de hoje, contra um dos adversários mais bem classificados na 2ª liga e um dos candidatos à subida, num campo mais apropriado para exploração agrícola, o Benfica B voltou a demonstrar a qualidade do trabalho que tem vindo a ser feito e a subir, a meu ver, mais um degrau nesse percurso cujo objectivo, como foi mais uma vez frisado por Norton de Matos, é preparar jogadores para o plantel principal. 
Apesar de ter sofrido um golo como resultado de uma falha técnica, conseguiu superar as dificuldades impostas pelo adversário e pelo terreno de jogo (?) e, com bastante pragmatismo e determinação (qualidade essenciais em qualquer equipa profissional), mas sem deixar de ser fiel aos seus princípios de jogo, "dar a volta" e vencer um jogo contra um adversário difícil, no seu terreno. 

Claro que esta vitória é "apenas" isso, uma vitória. Não faz com que o Benfica B seja a melhor equipa B da Europa e quiçá de Portugal. Mas interpreto-a, dadas as circunstâncias em que foi obtida, como mais um patamar que foi alcançado por este projecto e como uma demonstração do óptimo trabalho que tem vindo a ser feito a este nível e cujos frutos mais visíveis já são bem conhecidos, como já mencionei. 

 

Falando nas individualidades, gostaria de destacar a "ominpresença" e disponibilidade física de Luciano Teixeira, a capacidade técnica de Cancelo e Cavaleiro (jogadores de grande potencial mas que precisam de amadurecer), a segurança de Mika (mesmo apesar do golo sofrido em Penafiel - ainda que com a atenuante de a trajectoria da bola ter sofrido um efeito imprevisível devido ao forte vento ) e a qualidade de remate e passe de Miguel Rosa (que, como muito bem diz o Gonçalo ("D'Arcy"),  até marca livres tomahawk, a fazer lembrar o Juninho Pernambucano). Destaque ainda para o Deyverson, que talvez seja o ponta-de-lança "matador" que falta a esta equipa, e para Sidnei, que sendo claramente jogador da equipa A, está a aproveitar bem esta oportunidade para recuperar a forma (leia-se, perder uns bons quilogramas) e demonstrar que o seu lugar é mesmo a equipa A. 

 

Aproveito para me questionar (embora sem, obviamente, por em causa o mérito do trabalho feito), se não seria de aproveitar a equipa B para dar oportunidades a Alan Kardec (e até mesmo ao guarda-redes Júlio César), apesar de ter alguma curiosidade em Deyverson (enquanto que Mika já demonstrou o seu valor, ao passo que Bruno Varela precisa de amadurecer e a equipa B é uma boa oportunidade para o fazer).

 

E posto isto, agora só quero é ganhar ao Rio Ave!

publicado por tma às 14:06
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Sexta-feira, 9 de Novembro de 2012

José Águas

 

A 9 de Novembro de 1930 nascia um dos maiores pilares do Benfica. Exemplo de benfiquismo, testemunho de valores benfiquistas, legou-nos verdadeiro ADN benfiquista. Obrigado.

publicado por Pedro F. Ferreira às 10:10
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O complexo dos viscondes

Já não é de aqui e de agora. É universal e já vem de antanho. Falo do complexo que o clube dos viscondes (termo carinhoso com que por vezes denominamos os rivais da Segunda Circular) tem relativamente ao nosso popular Benfica.

 

Aquilo começou com a birra de quem tinha o dinheiro, mas não tinha o talento para jogar no Benfica e foi pedir ao avô visconde que lhe desse um brinquedo. Aquilo prolonga-se até aos nossos dias. Por vezes, vai sendo negado ou atenuado, mas no fundo resume-se sempre ao mesmo: para nós, o Sporting é um rival; para os sportinguistas, o Benfica é um complexo. Recentemente, Paulo Bento referira-se-lhe (ao dito complexo) com a constatação de que o Sporting entrara em depressão profunda com a pré-época exclamativa do Glorioso, aquando da primeira época de JJ no Benfica. Anteriormente, já João Rocha mencionava que, durante o período Roquette, havia um grupo de notáveis sportinguistas dispostos a subscrever um estranho plano de cooperação e subalternidade com o FC Porto, para afastar o Benfica do sucesso… Este mesmo complexo é visível na forma submissa como encaram a derrota perante os “amigos” portistas e a sanha incendiária (literalmente) com que encaram as sucessivas derrotas frente ao Benfica. Este mesmo complexo está bem patente no facto de terem transformado em efeméride a data dos famosos 7-1, esquecendo que nessa época o Benfica festejou mais uma dobradinha (Campeonato e Taça).

 

Actualmente, os nossos ainda(?) rivais vão cumprindo mais uma via-sacra no actual campeonato. Após mais uma derrota (agora treinados por um belga que se apressou a dizer que nunca veste roupa… vermelha) que os condenou a estarem um ponto acima da descida de divisão com praticamente um terço do campeonato concluído, qual é a conclusão a que chega o seu representante televisivo Rui Oliveira e Costa? «Vamos em que lugar? No 13º? Se o Benfica estivesse em 14º, a crise era metade. Dói menos, dói menos.» (dito na RTPI). E eis o ‘complexo dos viscondes’ no seu esplendor

 

_____

Artigo de opinião escrito e enviado para a redacção do jornal "O Benfica" no dia 06 de Novembro e publicado na edição de 09/11/2012 do jornal "O Benfica".

 

[Se alguém quiser manifestar-me a sua opinião, pode fazê-lo para este endereço: tertuliabenfiquista@gmail.com]




publicado por Pedro F. Ferreira às 09:09
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Quinta-feira, 8 de Novembro de 2012

Primeira

Foi necessário meter o Cardozo em campo para finalmente dar expressão ao domínio e superioridade do Benfica sobre uns russos que acusaram em demasia a ausência daquele que tinha sido um dos seus maiores trunfos no passado jogo: o relvado sintético. No final, a natural primeira vitória do Benfica nesta edição da Champions, que apenas peca por não ter sido mais expressiva.

 

 

Conforme prometido, foi o André Almeida quem ocupou a posição do Matic no onze inicial, fazendo companhia ao Pérez na zona central do meio campo. Regresso do Melgarejo à esquerda da defesa, com o Ola John a agarrar a titularidade pelo terceiro jogo consecutivo. Na frente, a dupla de avançados foi constituída pelo Lima e o Rodrigo, ficando o Cardozo no banco. O jogo foi aquele que se previa: superioridade e domínio territorial do Benfica desde o apito inicial, com os russos a espreitar o contra-ataque sempre que possível. Logo a abrir fiquei com a nítida sensação de ter havido um penálti claro sobre o Garay, que a equipa de arbitragem alemã deixou passar em claro - os árbitros de baliza continuam a mostrar a sua inutilidade na Champions. Sem ser avassalador, o domínio do Benfica no jogo permitia-lhe ir somando jogadas de algum perigo, mas a finalização não foi a melhor, e muitos dos remates foram mal direccionados. Noutras ocasiões ganhávamos bem a linha de fundo, mas depois os cruzamentos não eram bem aproveitados por falta de presença na área - mais uma vez o Rodrigo pareceu algo perdido em campo, o que tem acontecido frequentemente sempre que lhe é pedido para jogar nas costas do ponta-de-lança. A melhor ocasião de golo do Benfica nesta primeira parte esteve nos pés do Salvio, que numa recarga a um primeiro remate do Lima tinha tudo para fazer golo, mas teve pouca calma e acabou por rematar ao lado.

 

 

Não era preciso ser adivinho ou um génio da táctica para antever que o Cardozo entraria ao intervalo, o que aconteceu mesmo, ficando o Rodrigo no balneário. Praticamente na primeira intervenção no jogo, fez a bola ir para o fundo da baliza, mas o golo foi invalidado por fora-de-jogo (aparentemente inexistente). O passe foi de um Ola John transfigurado da primeira para a segunda parte. Com dez minutos decorridos, foi o mesmo Ola John quem solicitou o Melgarejo para que o cruzamento deste fosse concluído de cabeça ao segundo poste pelo inevitável Cardozo, dando expressão à boa reentrada do Benfica no jogo. Após o golo, o Spartak expôs-se um pouco mais e o Benfica explorou bem isso, continuando a criar oportunidades de golo e deixando no ar a promessa de um novo golo poder aparecer a qualquer altura. Apareceu mesmo a vinte minutos do final, mais uma vez pelo Cardozo (que um par de minutos antes tinha desperdiçado de forma incrível uma oportunidade, ao cabecear sobre a baliza quando apareceu sozinho ao segundo poste no seguimento de um canto). Desta vez foi o próprio Ola John a fazer o cruzamento, para o remate de primeira do paraguaio. Ainda respondeu o Spartak, com uma clara oportunidade de golo, mas o Artur esteve sempre em bom nível e resolveu a situação. Pouco depois o jogo ficou efectivamente resolvido, devido à expulsão de um jogador do Spartak após cometer penálti sobre o Cardozo. Infelizmente ele desperdiçou a possibilidade do hat trick e de uma noite de glória, ao acertar na trave. A partir daqui o Benfica limitou-se a gerir o resultado até final, tendo ainda assim o Cardozo desperdiçado nova excelente oportunidade, ao rematar ao lado (de pé direito) quando estava isolado.

 

 

O homem do jogo volta a ser o Cardozo, que entrou para fazer aquilo que tão bem sabe fazer. Dois golos, mas as três oportunidades claras para voltar a marcar deixam o amargo de não ter conseguido fechar a noite com o hat trick. O Garay e o Enzo Pérez são neste momento os jogadores em melhor forma do Benfica; o primeiro o líder incontestável da defesa, tendo assumido com naturalidade essa função na ausência do Luisão, e o segundo uma peça chave no meio campo, quer nas ajudas defensivas, quer no transporte da bola e municiamento do ataque. Esta época tem mostrado as qualidades que exibia na Argentina e nos levaram a contratá-lo, e custa-me compreender como é que há quem insista em criticá-lo quase cegamente, porque o seu valor é por demais evidente. O André Almeida cumpriu a tarefa sem sobressaltos, optando sempre (bem) por jogar pelo seguro, e passando uma boa parte do jogo a dobrar as subidas constantes do Maxi. O Ola John transfigurou-se ao intervalo. Teve uma primeira parte discreta e até algo desastrada, e na segunda parte foi uma das figuras do jogo, com contribuição directa nos dois golos. O Artur esteve sempre seguro, e uma menção ainda para o Melgarejo, que está cada vez mais à vontade a defender e ainda arranjou tempo para ir assistir o Cardozo no o primeiro golo. Acho que neste momento me preocupo menos com o lado esquerdo da defesa do que com o direito.

 

 

O resultado do Celtic (que, não me canso de referir, é aquela equipa 'fraquinha' que, de acordo com aquilo que alguns especialistas afirmaram pelas caixas de comentários, não faria mais nenhum ponto no grupo a não ser aquele conquistado no empate connosco) deixa agora as contas do apuramento muito mais complicadas. Mas nem vale muito a pena estarmos a preocupar-nos antecipadamente com isso. A tarefa agora é simplesmente vencer o Celtic na próxima jornada, o que nos permitiria entrar para a última jornada em segundo lugar. Depois se verá o resto.

publicado por D'Arcy às 01:52
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Quarta-feira, 7 de Novembro de 2012

O fim do salão nobre do futebol na cidade do Porto

 

Lamenta-se o encerramento do mais iconográfico espaço do futebol português na cidade do Porto. Foi salão nobre, foi sala de reuniões e sala de visitas de uma conhecida sociedade desportiva portuense. Ali se fizeram e desfizeram pactos e alianças. Ali se fizeram e desfizeram decisões judiciais. Ali se decidiram casamentos, divórcios, campeonatos e outros concubinatos. O "Calor da Noite" fechou as portas. [link]

publicado por Pedro F. Ferreira às 16:30
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Terça-feira, 6 de Novembro de 2012

Os longos braços da Olivedesportos

Numa altura em que o Benfica assume que vai abanar a estrutura bolorenta e podre do futebol português, rejeitando negociar com a Olivedesportos, Alberto Arons de Carvalho, no jornal Público de segunda-feira, 05 de Novembro, assina um interessante artigo de opinião titulado O ‘Euromilhões’ oferecido à Olivedesportos. Aconselho a sua leitura integral. [pode ser lido aqui]

 

 

É a decência pontapeada como se fosse uma bola ao nível do Relvas…

publicado por Pedro F. Ferreira às 17:00
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Segunda-feira, 5 de Novembro de 2012

Alegadamente

 

Alegadamente, um alegado homem de mão de Paulo Pereira Cristóvão (dirigente do Sporting no momento da ocorrência) terá depositado dinheiro na conta de um fiscal de linha. Alegadamente, o objectivo seria condicionar esse fiscal de linha. Alegadamente, a justiça desportiva nem investigou a coisa. Alegadamente, foi feita justiça, arquivando-a.

publicado por Pedro F. Ferreira às 09:18
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Domingo, 4 de Novembro de 2012

Pleno

 

Com a conquista da Supertaça de basquetebol hoje, o Benfica conquistou esta época o pleno nas modalidades colectivas de pavilhão: cinco modalides (vólei, basquetebol, andebol, hóquei e futsal), cinco supertaças. Estão de parabéns todos os responsáveis pelo excelente trabalho que tem sido feito nas nossas modalidades - dirigentes, técnicos, atletas e os adeptos indefectíveis que estão sempre presentes.

publicado por D'Arcy às 18:45
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Calmo

Triunfo indiscutível e calmíssimo do Benfica sobre o Guimarães, num jogo em que mesmo sem ter que forçar muito - conforme convinha antes de um jogo para a Champions - a nossa superioridade nunca foi posta em causa.

 

 

A aposta de Barcelos no Luisinho e Ola John para o lado esquerdo manteve-se neste jogo, havendo apenas duas alterações: o Salvio no lugar do castigado Pérez e o regresso do Carlos Martins à competição, no lugar que contra o Gil Vicente tinha sido do André Gomes. O Benfica entrou forte no jogo, assumindo desde o apito inicial o domínio e remetendo o Guimarães para o seu meio campo - devem ter passado uns bons dez minutos até que o nosso adversário conseguisse sequer construir o que se pudesse chamar de uma jogada de ataque. O Benfica jogou a toda a largura do campo, com ambos os flancos muito activos, o que fez com que conseguíssemos diversos cruzamentos para a área, que no entanto não foram sendo aproveitados da melhor maneira. Sempre que perdíamos a bola, esta era recuperada muito rapidamente, cabendo depois quase sempre ao Carlos Martins o papel de fazer começar a construir as saídas para o ataque e fazer a distribuição de jogo. Julgo que o facto do Guimarães ser quase inofensivo terá mesmo levado a nossa equipa a abrandar um pouco o ritmo de jogo depois dos primeiros minutos de maior fulgor, como que ciente que seria apenas uma questão de tempo até que os golos surgissem. Podíamos ter sofrido um dissabor à meia hora de jogo, quando com o resultado ainda em branco o Guimarães dispôs da primeira (que acabou por ser a única) oportunidade de golo do jogo, mas valeu-nos o Artur, que defendeu o remate do isolado Toscano. Cinco minutos depois o Ola John tirou um cruzamento certeiro a partir da esquerda, que permitiu ao Cardozo colocar a bola de cabeça junto ao poste mais distante, sem ter sequer de tirar os pés do chão. Antes do intervalo acabámos por sofrer um contratempo, com a lesão do Carlos 'Porcelana' Martins a forçar a sua substituição pelo André Gomes. Esperemos que não tenha que ficar muito tempo parado.

 

 

A nossa tarefa ficou ainda mais facilitada no segundo tempo, pois logo no reinício o Cardozo não desperdiçou a oportunidade para fazer o segundo golo, após um penálti cometido sobre o Salvio. Sempre com grande tranquilidade e com o Artur a ser um mero espectador, o Benfica continuou a controlar e a gerir o jogo, deixando sempre a sensação de que o resultado não ficaria por ali, e que se quisesse acelerar um pouco mais os golos surgiriam naturalmente. O Cardozo esteve muito perto de fazer o hat trick, tendo um corte providencial de um defesa do Guimarães evitado que finalizasse (mais) uma boa jogada entre o Luisinho e o Ola John, mas no minuto seguinte foi ele quem, após tabela com o Lima, ofereceu ao colega de ataque a oportunidade para fuzilar a baliza do Guimarães e estrear-se a marcar na Luz. Estávamos no minuto sessenta e sete, e com este resultado no marcador a opção foi gerir o esforço, retirando-se do campo ambos os extremos, que tinham sido dos jogadores mais activos do jogo. Pouco mais haveria a assinalar, não fosse o vermelho directo ao André Gomes a dez minutos do final, num lance em que chega atrasado à bola e acaba por atingir o adversário com os pitons. Mesmo com o Benfica reduzido a dez, nunca o Guimarães conseguiu criar qualquer espécie de perigo, e creio que nem terá feito um único remate durante esse período.

 

 

Com dois golos e uma assistência, o Cardozo é evidentemente o homem do jogo. Bom jogo dos extremos, Salvio e Ola John, com o holandês a mostrar-se a um nível bem superior ao que se tinha visto em Barcelos. Gostei também do Garay e do Matic, e o Carlos Martins fez uma boa primeira parte, sendo uma pena a lesão. O Luisinho hoje esteve bem a atacar, mas revelou algumas fraquezas a defender, tendo mesmo cometido alguns erros que poderiam ter comprometido a equipa. O André Gomes esteve muito mais discreto do que nos jogos anteriores, terminando da pior maneira com a expulsão - no estádio até achei que poderia ter havido algum exagero da parte do árbitro, mas visto o lance em casa parece-me que a expulsão se aceita.


Em suma, nova vitória tranquila e folgada do Benfica no campeonato, ficando apenas a faltar mais um golo para mantermos oficialmente a liderança da tabela. O aspecto negativo foi a perda do André Gomes e, provavelmente, do Carlos Martins para a próxima jornada, e deste último para o decisivo jogo da Champions. Ainda assim, só temos uma opção: ganhar.

publicado por D'Arcy às 01:58
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Sexta-feira, 2 de Novembro de 2012

Rescaldo das eleições

O nosso Benfica foi a eleições e cumpriu-se a tradição democrática. Destas eleições gostaria de salientar alguns aspectos.

 

Uma primeira abordagem prende-se com o papel das redes sociais da internet nestas eleições. O tema é muito vasto e não se esgota em poucas linhas, mas será importante que futuros candidatos percebam a real dimensão deste fenómeno sem o sub ou sobrevalorizarem. Há, de facto, uma evidente diferença entre a sensibilidade benfiquista presente no mundo “virtual” da internet e no mundo real. Não perceber a real dimensão deste fenómeno pode levar, como se viu em alguns momentos por parte do candidato Rui Rangel, a discursos equívocos, baseados numa percepção completamente iludida da realidade. No entanto, não perceber que, independentemente de serem minoritárias, há vozes críticas bastante válidas no meio do ruído pode levar a que se cometa o erro de ficar autista perante opiniões bem interessantes e pertinentes.

 

Num outro plano, registo que a campanha eleitoral resvalou muitas vezes para campos que ultrapassaram o bom senso. Ainda assim, teve vários méritos. Um deles, talvez o maior, foi ter precipitado o anúncio de que a recém-eleita Direcção do Benfica vai procurar caminhos diferentes do actual no que concerne à cedência dos direitos televisivos. Há muito que defendo, perante diferentes assembleias, que há vida para além da Olivedesportos. A decisão teria de ser uma decisão em função da política desportiva, mesmo que, hipoteticamente, esta se sobreponha à razão da política financeira. Luís Filipe Vieira percebeu que esta decisão maioritariamente apoiada pelos sócios e adeptos poderá vir a ser a pedra angular da futura relação do Benfica com os poderes instituídos no futebol português. Preparemo-nos para que esta decisão abale alguns alicerces apodrecidos do ‘bas-fond’ do nosso futebol e saibamos reagir perante os golpes baixos que se adivinham como represália. Esta reacção só será eficaz se soubermos estar unidos na defesa do Benfica.

 

_____

Artigo de opinião escrito e enviado para a redacção do jornal "O Benfica" no dia 30 de Outubro e publicado na edição de 02/11/2012 do jornal "O Benfica".

 

[Se alguém quiser manifestar-me a sua opinião, pode fazê-lo para este endereço: tertuliabenfiquista@gmail.com]



publicado por Pedro F. Ferreira às 09:09
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