Mesmo com a prometida gestão do plantel a ter lugar, o Benfica conseguiu arrancar uma preciosa vitória na Alemanha, fruto de uma exibição concentrada e solidária, e que nos coloca numa posição muito vantajosa na eliminatória. E bem mereceram este triunfo os muitos adeptos benfiquistas que esta noite por vezes fizeram BayArena soar como a Luz. Fantástico apoio.
A gestão do plantel para o jogo da Académica não foi apenas uma promessa oca, e Maxi Pereira, Enzo Pérez, Salvio e Lima ficaram fora do onze inicial. O Leverkusen entrou forte no jogo, mas o Benfica mostrou sempre bastante frieza e organização, sustendo com alguma facilidade o ímpeto inicial do adversário, e depois conseguindo baixar o ritmo do jogo para um nível mais do seu interesse. Mesmo mantendo um pouco mais da iniciativa no jogo e rematando mais, a verdade é que o Leverkusen por raras vezes conseguiu levar perigo à nossa baliza. O Benfica também não foi particularmente activo no ataque, onde o Cardozo e o Gaitán passaram bastante tempo praticamente afastados do jogo - apenas um remate do André Almeida e um outro lance em que o Ola John demorou demasiado tempo e desperdiçou uma boa ocasião para rematar com perigo animaram um pouco as coisas. Com o decorrer do tempo conseguimos guardar cada vez mais a bola, com trocas sucessivas de passes entre os nossos jogadores, e na fase final da primeira parte o Leverkusen praticamente já nem tentava pressionar-nos para recuperar a bola, visto que essas tentativas eram quase sempre infrutíferas. Perto do final, uma contrariedade para o Benfica na lesão do André Gomes, que teve que ser substituído pelo Enzo.
O Leverkusen voltou a entrar forte na segunda parte, dispondo de uma boa ocasião logo a abrir, e instalou-se depois no nosso meio campo, fruto de uma maior velocidade e agressividade que impôs no jogo. Com maior ou menor dificuldade o Benfica foi controlando os acontecimentos, até que ao fim dos primeiros quinze minutos surgiu o momento decisivo da partida. Primeiro, o Leverkusen quase marcou, valendo a intervenção do Enzo e do Artur para evitar o golo. No canto que se seguiu, o Benfica construiu um lance de contra-ataque bastante rápido que acabou no golo do Cardozo, que com muita calma e classe recebeu a bola do André Almeida (grande simulação do Gaitán a deixar passar a bola), evitou um defesa adversário e depois picou a bola à saída do guarda-redes. O golo motivou uma reacção forte dos alemães, que nos minutos seguintes pressionaram bastante e estiveram perto de empatar, mas a nossa defesa, e em particular o Artur, foi dando resposta adequada aos lances de perigo. E entretanto o progressivo balanceamento para o ataque do Leverkusen ia proporcionando muito mais espaço atrás para os nossos contra-ataques, o que nos dava hipóteses de marcar um segundo golo e praticamente arrumar com a eliminatória. Por duas vezes o Ola John teve essa oportunidade nos pés, mas numa delas o chapéu saiu demasiado alto, e na outra rematou contra o pé do guarda-redes. Fora essas situações, outras houve em que acabámos por não criar perigo devido ao último passe sair mal (algumas vezes de forma inacreditável). No penúltimo lance do jogo quase borrámos a pintura, valendo-nos um corte do Melgarejo sobre a linha de golo para evitar o golo do empate.
Bom jogo colectivo por parte de toda a equipa. O Artur esteve hoje bem, e aproveitou para se redimir do erro na Madeira. O Matic destacou-se mais na primeira parte, e na segunda parte foi o Enzo Pérez quem mais deu nas vistas no meio campo - entrou bem no jogo e teve até um rendimento superior ao que o André Gomes estava a ter. O Gaitán subiu muito de rendimento na segunda parte, quando recuou no terreno para actuar mais como médio (o que não era difícil, dado que na primeira parte praticamente não esteve em jogo). O André Almeida voltou a mostrar que é uma alternativa muito válida ao Maxi. Fez um jogo seguro, subiu no terreno com ponderação, e foi decisivo no lance do golo. Não gostei do Ola John hoje.
Após décadas sem uma única vitória na Alemanha, conseguimos vencer lá nas duas últimas deslocações, sob o comando do Jorge Jesus. Repito uma vez mais aquilo que já escrevi noutras ocasiões: para mim não me passa pela cabeça trocar de treinador no final da época, independentemente daquilo que ainda possa vir a suceder. O jogo de hoje foi mais uma exibição de algumas das qualidades que o Benfica tem tido durante praticamente toda esta época: concentração, disciplina táctica, capacidade de trabalho e humildade. A valia do Leverkusen não permite pensar que esta eliminatória já está resolvida. Mas o resultado de hoje terá facilitado, e muito, a nossa tarefa da próxima semana.
Aguardamos resposta por parte dos membros do dito órgão (Herculano Carlindo Machado Moreira Lima, João Manuel Belchior, Ricardo Jorge Rodrigues Pereira, Maria José Carvalho de Almeida, Álvaro Manuel Reis Batista, Isabel Alexandra Duarte Perfeito Lestra Gonçalves, José Manuel Bragança Gil Antunes).
- A mando de um dirigente de um clube, um lacaio deposita dinheiro na conta de um fiscal de linha que está nomeado para um jogo da equipa do dirigente e do lacaio. Não se passou nada, a justiça do futebol português achou natural o acto e o assunto morreu.
- Um diligente árbitro comportou-se como um lacaio e adiou um jogo por causa de dois charquitos de água. O jogo foi adiado e foi jogado numa data que ultrapassava o prazo legalmente previsto no regulamento. Não se passou nada, a justiça do futebol português achou natural o acto e o assunto morreu.
- Escarrando nos regulamentos, ajeitaram-se os mesmos à vontade do freguês e, com ares de chico-espertice saloia, os lacaios apuraram um clube prevaricador para as meias-finais de uma competição da qual, pelos regulamentos, esse clube deveria ser afastado. Não se passa nada, as lavadeiras do futebol português acham natural o acto e o assunto morrerá.
- Naturalmente, o futebol português está moribundo.
Parece que a Rainha de Inglaterra está indignada porque o último Benfica x Porto foi arbitrado por um árbitro que, numa escuta do Apito Dourado, foi 'escolhido' pelo LFV (uma das mentiras mais nojentas confabuladas pela máquina de desinformação portista, de forma a tentar menorizar coisas como o GPS da Madalena). E eu que pensava que o que se ouve nas escutas do Apito Dourado nunca tinha acontecido, ou que as escutas não eram admissíveis como prova.
É mesmo verdade, o senhor está indignado por causa de algo que se ouviu numa escuta do Apito Dourado. Ou a escala de hipocrisia rebentou de forma espectacular, ou então o Alzheimer está a ganhar terreno.
P.S.- Já agora, será que o senhor consegue também puxar da pouca memória que lhe resta e recordar-se que as investigações do Apito Dourado também mostraram uma ocasião em que um dos árbitros escolhidos pelo seu clube era nem mais nem menos do que o peneirento 'melhor árbitro do mundo'?
É claro que deixámos pontos na Madeira. Há jogos assim, em que muito antes do apito inicial já temos um mau pressentimento. É um campo onde o Benfica costuma ter dificuldades, contra uma equipa treinada por um inimigo do Jorge Jesus que tem muita experiência na Liga. Depois vemos o suposto 'melhor árbitro do mundo', que infelizmente deve ser o aquele com quem o Benfica terá o pior registo de vitórias na Liga, ser nomeado para este jogo e o mau pressentimento adensa-se.
O Benfica também entrou no jogo quase como que a querer confirmar tudo isto. Com a novidade Urreta a titular na esquerda, a equipa entrou quase que a dormir. Nos primeiros cinco minutos o Nacional ameaçou uma vez, ameaçou duas, e à terceira marcou mesmo, num lance em que a nossa defesa fez uma figura ridícula, pois três dos quatro defesas (a excepção foi o Garay) ficaram parados a pedir fora-de-jogo (inexistente) enquanto o Nacional aproveitava para marcar facilmente. Nem o golo pareceu espevitar a equipa, que no entanto acabou por ser bafejada pela sorte, já que aos quinze minutos, e praticamente da primeira vez que subimos à área adversária, o cruzamento do Luisinho foi desviado pelo Mexer para dentro da sua própria baliza. Este golo foi seguido quase de imediato por um lance em que o Lima colocou a bola no poste, e a partir daqui vimos um Benfica transfigurado, que foi imensamente superior ao adversário, dominando em todos os aspectos do jogo. O segundo golo acabou por surgir pois com toda a naturalidade, num grande pontapé do Urreta na marcação de um livre, a cerca de dez minutos do intervalo. O Benfica conseguia assim, no espaço de meia hora, executar a difícil tarefa de inverter uma situação que uma má entrada no jogo tinha provocado, e dada a superioridade que ia demonstrando era de acreditar que seria possível agora partir para um jogo mais descansado.
O início da segunda parte reforçou essa ideia, pois o Benfica entrou no mesmo registo, com domínio no jogo e ameaçando chegar ao terceiro golo. Só que desta vez foi o Nacional a marcar contra a corrente do jogo, com oito minutos decorridos e também praticamente na primeira vez em que chegou à nossa área na segunda parte. O remate foi do Mateus, tendo o Artur ficado mal no lance, pois a sensação com que ficamos é a de que poderia ter feito bastante melhor. O Benfica acusou o golo e perdeu o controlo do jogo, que ficou algo 'partido', com os ataques a sucederem-se de parte a parte em ritmo elevado. Quando o jogo se foi aproximando dos minutos finais o Nacional recuou progressivamente para mais perto da sua área, e o Benfica dispôs de algumas ocasiões para chegar ao golo da vitória, mas este foi-nos negado ou pelo guarda-redes, ou pela falta de pontaria dos nossos jogadores. Os jogadores do Nacional também aproveitaram para tentar queimar tempo e o Cardozo deixou-se levar nisso e fez-se expulsar de forma idiota, pois deu um pontapé no jogador do Nacional que estava a segurar a bola e a atrasar o jogo. Durante o tempo de descontos o peneirento do Proença ainda aproveitou para expulsar o Matic com um vermelho directo e certamente agradar a algumas pessoas (não custa muito lembrarmo-nos de quem, de há umas semanas a esta parte, tem andado a esforçar-se para colar o rótulo de violento a um dos jogadores mais importantes na nossa estratégia). Houve apenas uma repetição do lance, num ângulo pouco esclarecedor, mas custa-me acreditar que tenha havido alguma cotovelada intencional quando o Matic está de costas, sem ter sequer os braços levantados, e é o jogador do Nacional quem parece ser o principal responsável pelo contacto.
Não vi grandes motivos para destaques nos jogadores do Benfica hoje, mas é justo mencionar que o Urreta foi uma agradável surpresa, entendendo a sua substituição apenas se tiver sido devido a algum cansaço por falta de ritmo de jogo.
Concordo com o Jorge Jesus quando diz que este empate não será certamente um passo atrás na luta pelo título - seria ridículo começar a atirar a toalha depois deste resultado (até porque o 'Portelona', acabei de saber, não conseguiu vencer o Olhanense em casa). Mas também não foi um passo em frente. Terá sido quanto muito um passo em falso, porque tenho a convicção de que uma vitória neste jogo, ainda por cima arbitrado pelo Proença, seria uma motivação muito forte para o que resta do campeonato - seria uma demonstração de força e solidez da nossa equipa. Perdemos esta oportunidade, mas o essencial é manter a calma e continuarmos a procurar ser competentes e sérios na abordagem aos nossos jogos. E isso implica não voltar a ter entradas em jogo como a desta tarde.
Ora, como vamos ter que levar com este senhor no jogo frente ao Nacional, aqui vai uma actualização das maravilhas que ele consegue fazer sempre que arbitra um jogo nosso. Sejamos justos e louvemos-lhe a coerência e a uniformidade de critérios que exibe sempre contra nós. E, como (infelizmente) ainda lhe faltam alguns anos para acabar a carreira, qualquer dia o vídeo destes roubos, perdão, equívocos durará meia parte de um jogo de futebol. Um desafio: tentem ver isto acreditando que são só uma série de infelizes coincidências. Se conseguirem, depois vão à Lapónia e dêem os meus cumprimentos ao Pai Natal, sff.
Um regulamento, normalmente, serve para reger os deveres e direitos dos membros de uma organização. Há casos em que não é bem assim. Há casos em que um regulamento serve para ser contornado, subvertido e ignorado. Há casos documentados em que o atropelo de um regulamento serve, inclusivamente, para silenciar todas as instituições que deveriam zelar pelo cumprimento do mesmo.
No passado dia 14 de Dezembro, Pedro Proença decidiu adiar um jogo entre o Setúbal e o FC Porto. O regulamento diz que o jogo se deveria realizar nas 30 horas seguintes, salvo se os delegados dos dois clubes declararem no Boletim do Encontro o seu acordo para a realização do jogo noutra data, respeitados os limites regulamentados. O mesmo regulamento diz que os jogos das competições oficiais adiados no decurso da primeira volta têm de ser realizados obrigatoriamente nas quatro semanas que se seguirem à data inicialmente fixada para o jogo, salvo casos de força maior devidamente comprovados e reconhecidos por deliberação da Comissão Executiva da Liga. Assim sendo, pergunto-me acerca de qual terá sido a fundamentação para justificar o motivo de força maior que ‘legitimou’ a realização do jogo no dia 23 de Janeiro. Além disso, importa esclarecer se os delegados de jogo escreveram ou não, no próprio dia, no boletim de jogo, a nova data concreta do encontro. Algo me diz que tal não se verificou e tudo indica que esta marcação para o dia 23 de Janeiro não tem qualquer base regulamentar.
Atropelar os regulamentos implica sanções desportivas. Neste caso, o atropelo dos regulamentos implica apenas o silêncio. Um estrondoso e vergonhoso silêncio.
_____
Artigo de opinião escrito e enviado para a redacção do jornal "O Benfica" no dia 05 de Fevereiro e publicado na edição de 08/02/2013 do jornal "O Benfica".
[Se alguém quiser manifestar-me a sua opinião, pode fazê-lo para este endereço: tertuliabenfiquista@gmail.com]
No país futebolístico do mais ou menos, no país futebolístico do é para ser assim na medida do tanto quanto, no país futebolístico em que a rectidão é arredondada, todos estão curvados, arredondados e de mão estendida à espera do dinheirito que, ao contrário do tempo, se conta e não se mede. [link]
Vitória tranquilíssima do Benfica, num jogo em que a nossa superioridade foi por demais evidente. Apesar do resultado de três a zero, este jogo conseguiu deixar-me um pouco insatisfeito à saída da Luz, pelo facto de ficar com a sensação de que só não marcámos mais golos porque em vez de carregar mais um bocadinho optámos pela poupança de esforço.
De regresso aos dois avançados (Lima e Rodrigo), o André Gomes foi o escolhido para ocupar o lugar do suspenso Matic, e a ala esquerda foi desta vez formada pelo Luisinho e Ola John. A entrada do Benfica foi a todo o gás, e depois de uma primeira ameaça num livre do Rodrigo chegámos ao golo logo aos quatro minutos, numa jogada pela direita entre o Salvio e o Maxi que levou a bola até ao Enzo Pérez. Depois este, à entrada da área, colocou-a literalmente na gaveta. De certeza que os adeptos esperariam que, dada a entrada em jogo e o golo madrugador, a equipa aproveitasse para manter a pressão e arrancar para uma vitória folgada, mas não foi isso que aconteceu. Em vez disso, o Benfica optou mais por uma toada de serviços mínimos, por vezes quase mesmo sobranceira, ciente da sua superioridade e de que a vitória não escaparia. Também é verdade que a ausência do Matic parece retirar alguns metros à equipa no que diz respeito às zonas de pressão - não sou particularmente adepto de ver o André Gomes a jogar na posição mais recuada do meio campo - mas apesar de mesmo neste registo a superioridade do Benfica no jogo ser praticamente absoluta, saímos para intervalo com a impressão de que seria possível fazer mais e melhor. Pelo menos teria ajudado se o Rodrigo não tivesse perdido o segundo golo de uma forma absolutamente inacreditável.
A entrada do Benfica na segunda parte foi outra vez a todo o gás, de forma a deixar o assunto resolvido o mais depressa possível e afastar quaisquer dúvidas. Como que a confirmar a sensação que quase todos tinham de que bastaria o Benfica carregar um pouco mais no acelerador para desbaratar por completo a equipa do Setúbal, os resultados foram imediatos. Bastaram dois minutos para que o Lima, isolado nas costas da defesa por um grande passe do Luisão, fazer o segundo golo. E depois de mais algumas jogadas em que o Setúbal pouco mais fez do que andar a correr atrás da bola, com dez minutos da segunda parte decorridos estava feito o terceiro golo, numa jogada entre os dois avançados que terminou com o Rodrigo - que tinha iniciado a jogada - a empurrar a bola à boca da baliza, após passe do Lima. Este terceiro golo acabou com o jogo. E digo isto no sentido literal da coisa, porque o Benfica pouco mais fez até final - talvez o momento melhor tenha sido uma iniciativa individual do André Gomes, que merecia ter acabado em golo. Limitámo-nos a gerir o jogo e o resultado, sem grandes esforços. De um ponto de vista puramente racional esta opção é compreensível, dado que a equipa vem de uma sequência complicada de vários jogos difíceis e seguidos num período relativamente curto de tempo (desde o dia 30 de Dezembro que temos estado sempre a jogar dois jogos por semana). Mas por outro lado a diferença de golos pode acabar por ser importante na decisão do campeonato, e custa ver-nos desperdiçar uma oportunidade para melhorarmos esse aspecto. E para além disso parece-me que os quase quarenta mil adeptos que se deslocaram nesta noite fria à Luz talvez merecessem pelo menos mais algum tempo de futebol, e um pouco menos de peladinha.
Para mim o melhor do Benfica foi o Enzo Pérez. Hoje deu obviamente nas vistas pelo golo que marcou, mas para mim foi o melhor por muitos outros motivos. Nem sei se terá feito alguma coisa errada durante o tempo em que esteve em campo. Bem também, como tem sido habitual, o Lima, a dupla de centrais, e o Maxi Pereira. Parece-me que o facto de estar a ter oportunidade para descansar um pouco, já que o André Almeida tem cumprido sempre que é chamado, lhe está a permitir recuperar a boa forma.
Resumindo, foi uma vitória muito fácil do Benfica, obtida com um esforço aparentemente mínimo. Agora acho que até vou estranhar ter que esperar uma semana inteira para voltar a ver um jogo do Benfica.
Edo Bosch é guarda-redes de hóquei em patins do FC Porto. Edo Bosch na época passada, no Pavilhão da Luz, começou a insultar os adeptos do Benfica logo no aquecimento. Fez gestos obscenos para o público e foi repetindo provocações até ao final do jogo. Fê-lo deliberadamente, fê-lo porque pôde. Não sofreu qualquer sanção pelo acto. Quem estava no pavilhão viu e algumas imagens da transmissão televisiva também o mostraram. O assunto não foi abordado pela comunicação social e esta calou deliberadamente. Mais uma vez, com esse silêncio ajudou a legitimar o acto de um atleta que insultou quem pagou para o ver exercer a sua actividade profissional.
Edo Bosch, no dia 5 de Janeiro, agrediu um adepto do Benfica, em pleno Pavilhão da Luz. A agressão foi feita nas barbas da polícia. Foi uma agressão deliberada e Edo Bosch fê-lo porque pôde, porque percebeu que quem tem o poder de sancionar estas condutas nada faz. A comunicação social não pôde negar as evidências do acto, mas tudo tem sido feito para que essa agressão passe com a espuma dos dias.
Edo Bosch, segundo alguns testemunhos, no dia 27 de Janeiro – 22 dias depois da agressão ao espectador – agrediu Rui Pereira, um colega de profissão, durante o jogo com o Paço de Arcos. Edo Bosch agride repetidamente porque quer e porque pode. A comunicação social cala porque quer.
No momento em que escrevo estas linhas, Edo Bosch continua livre para agredir colegas de profissão e adeptos quando quiser, porque pode. Foi aberto um processo de inquérito por quem pode, a Federação de Patinagem de Portugal. Do dito inquérito nada se sabe e neste silêncio leio que nada fazem porque nada querem fazer. É, certamente, para prestarem serviços destes que serve o estatuto de utilidade pública de uma Federação.
_____
Artigo de opinião escrito e enviado para a redacção do jornal "O Benfica" no dia 29 de Janeiro e publicado na edição de 01/02/2013 do jornal "O Benfica".
[Se alguém quiser manifestar-me a sua opinião, pode fazê-lo para este endereço: tertuliabenfiquista@gmail.com]
bola nossa
-----
-----
Diário de um adepto benfiquista
Escolas Futebol “Geração Benfica"
bola dividida
-----
para além da bola
Churrascos e comentários são aqui
bola nostálgica
comunicação social
A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.