Acabado de chegar de Amesterdão, quero apenas escrever que sinto um enormíssimo orgulho na nossa equipa. O Benfica mostrou raça, crer e ambição. Os nossos jogadores deram tudo o que tinham, e alguns deles até devem ter ido encontrar forças extra onde não se pensaria que ainda existissem para tentarem conquistar este troféu. Fomos melhores durante praticamente todo o jogo, merecemos vencer, mas quis o destino que acabássemos premiados apenas com a sempre cruel e indesejada 'vitória moral'. Não é por isso que a nossa equipa merecerá da minha parte menos aplausos. Dói muito perder assim, mas saímos de Amesterdão de cabeça bem erguida. Fomos grandes dentro e fora do relvado. Viva o Benfica!
“Murro no estômago”, “duro golpe”, “machadada na alma”… algures entre a frase feita e a metáfora de circunstância vai uma reles aproximação ao que senti (sentimos!) na noite de sábado. Sofrido o golpe, sinto que é imperioso reagir.
Pouco depois da meia-noite envio duas ‘sms’, carregadas de ânimo, para os benfiquistas que, sinto-o, mais sentiram aquela ignóbil injustiça disfarçada de azar. Pela manhã, bem cedo, passo pelo nosso Estádio, para tentar comprar bilhetes para a Final da Taça de Portugal. Já lá estão umas largas centenas de benfiquistas. Pouco tempo depois, são milhares os que tentam o lugar no Jamor. Houve quem, depois daquele fatídico minuto 92, tivesse passado toda a noite no Estádio à espera da abertura das bilheteiras. Muitos milhares aguentam estoicamente, ao Sol, seis a sete horas parados numa fila para poder ver o nosso Benfica na Final da Taça. Durante a espera, oiço vozes plurais que amaldiçoam a sorte, lamentam o sucedido, apontam responsabilidades, e todos olham em frente, de cabeça erguida, porque muitas batalhas há ainda para travar. Ver, sentir, ouvir aqueles milhares de benfiquistas a reagir ao infortúnio é, mais do que uma lição, uma constatação do que nos faz únicos.
Ao final da tarde vou ao pavilhão para ver o jogo de vólei que nos pode fazer campeões novamente (depois de nos obrigarem a “re-jogar” o campeonato ganho na semana anterior). Pavilhão com lotação esgotada, cânticos pelo Benfica, incentivo, sorrisos e, no final, festejou-se mais uma conquista para o nosso Benfica. Em pleno pavilhão, surge a resposta a uma das ‘sms’ que enviara na noite anterior. Reproduzo-a aqui sem identificar o emissor: «[…] Nenhum Benfiquista cai, porque o Benfica é Eterno e Glorioso, todos temos a responsabilidade de apoiar e andar de cabeça direita […] Temos de pensar já no próximo, que será sempre o mais importante, sempre com o pensamento na Vitória». Estas são palavras de um benfiquista e são exemplo de liderança.
O Benfica está vivo!
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Artigo de opinião escrito e enviado para a redacção do jornal "O Benfica", hoje, dia 13 de Maio, e que será publicado na edição de 17/05/2013 do jornal "O Benfica".
[Se alguém quiser manifestar-me a sua opinião, pode fazê-lo para este endereço: tertuliabenfiquista@gmail.com]
Nada tenho a escrever sobre um jogo que me recusei a ver, e cujo resultado acabei de saber.
Este deverá acabar por ser, muito provavelmente, um dos campeonatos mais mal e injustamente perdidos da nossa história.
Somos da cepa de que somos feitos. Somos feitos de uma cepa que se habituou a conquistar o que a outros é oferecido. Somos de uma cepa que sabe na pele (e de que maneira!) que, independentemente do exagero do optimismo, só pode gritar “vitória” depois de a termos conquistado e nunca na véspera. Da mesma maneira, sabemos que derrotados de véspera são os fracos. E a única ‘fraqueza’ que admitimos no nosso ADN é aquela paixão incondicional pelo nosso Benfica.
Recentemente, em nossa casa, tivemos um duro revés ao empatar com o Estoril. Foi duro, passou e já é passado. O futuro diz-nos que as dificuldades aumentaram, mas o nosso ADN também nos diz que, independentemente das dificuldades, independentemente dos métodos “camorristas” que alguns utilizam até à banalidade, teremos de ser fiéis aos nossos princípios. Particularmente ao princípio que nos obriga a nunca desistir de lutar, nunca desistir de vencer, enquanto houver uma gota de sangue e outra de suor para misturar no vermelho da nossa camisola.
E nós, os adeptos (nós, o Benfica), temos de ser fiéis a um outro princípio fundador: aquele “E Pluribus Unum”, que nos diz diariamente que apenas unidos podemos ser “De muitos, um”, tem de ser vivido na plenitude com os nossos atletas. Isso de ser unido na antecâmera da vitória esperada é muito fácil e óbvio. Mas também sabemos que as coisas fáceis são para os outros e que as difíceis são para nós. Como tal, cabe-nos, agora, saber ser unidos no momento em que temos de encarar o futuro com os dentes cerrados e uma abnegação sem limites.
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Artigo de opinião escrito e enviado para a redacção do jornal "O Benfica" no dia 07 de Maio e publicado na edição de 10/05/2013 do jornal "O Benfica".
[Se alguém quiser manifestar-me a sua opinião, pode fazê-lo para este endereço: tertuliabenfiquista@gmail.com]
Na 2ª Feira o Benfica empatou com o Estoril. A desilusão foi enorme para cada um de nós. O desânimo apoderou-se de todos, a chama imensa que alimentava a nossa alma perdeu parte do seu calor, parte da sua luz.
A minha pergunta é porquê?
O Benfica não tem equipa para ir ao Dragão ganhar e resolver de vez a questão do campeonato? Claro que tem!
Se nós adeptos, somos os primeiros a desanimar, a baixar os braços, a dizer perante os microfones das TV que “eles até nos comem “ como vamos querer que os nossos atletas tenham confiança que é possível! Como queremos que eles acreditem!
Todos temos de acreditar!
Temos de demonstrar em campo quem é e tem sido a melhor equipa.
Andam desde 2ª Feira a gozar connosco, com os nossos: “somos o Sporting do Peseiro”, dizem alguns, “o Benfica mostrou não ter estofo” dizem outros. Os comentadores e jornalistas, já enaltecem o FCP, e embora não o digam com todas as letras, entre os seus dentes é dito, o Benfica não passa no Dragão e perde o título no Dragão!
O Benfica tem de ir para campo demonstrar aos Guedes, Vitor Pereiras, Pintos da Costa, Sousa Tavares desta vida e a todos os comentadores quem é a melhor equipa portuguesa da actualidade, e que nesta casa se ganha com brio e não à custa da fruta!
O Benfica tem de ir para dentro de campo mostrar que o jogo se decide depois do apito do árbitro e que o resultado não é decidido por decreto, nem por estatísticas.
O Benfica tem de arrumar em campo com a arrogância e a prepotência dos adeptos do FCP que andavam calados e de cabeça baixa e agora cantam de cabeça levantada como se fossem estes quem lideram.
O Benfica tem de lhes mostrar que jogar no Dragão para o Benfica é igual e a mesma coisa que jogar noutro campo qualquer, somos o Benfica, onde vamos é para ganhar!
O Benfica somos todos, a responsabilidade de Sábado não pode ficar apenas nos ombros dos nossos jogadores e do nosso treinador, a responsabilidade é nossa.
No Sábado temos que fazer com que a única Chama que se sinta, não seja a do Dragão mas sim a chama imensa que nos conquista!
No passado conseguimos, e em circunstâncias, em todo semelhante à que vivemos actualmente, como tal, no Presente, temos de acreditar que podemos voltar a fazê-lo!
Vamos Benfica, Sábado, uma nova estrela brilhará na nossa história.
Sábado a 33ª estrela brilhará bem alto!
Eu posso ter muito defeitos, mas há alguns ‘istas’ que eu felizmente não sou, no caso corrente, estalinista ou portista: quer isto dizer que não apago nem reescrevo a História. Vem este intróito a propósito de, por diversas razões (uma, duas, três, quatro, cinco e, principalmente, seis), me considerar absolutamente insuspeito para declarar o seguinte: no mais curto espaço de tempo durante esta semana, deveria ser formalizada a renovação do contrato do Jorge Jesus. O “só falta assinar” que referiu o Luís Filipe Vieira na entrevista à Benfica TV deveria rapidamente ser passado para o “já assinou”. Não tenho dúvidas que isto daria um óptimo sinal à equipa, ao próprio Jesus e também a todos nós nesta semana absolutamente decisiva para o nosso futuro imediato.
Mas vou ainda mais longe: independentemente do que suceda até final da temporada, repito, independentemente do que suceda até final da temporada, seria um enorme retrocesso se o Jorge Jesus não fosse o nosso treinador para a(s) próxima(s) época(s). Por várias razões:
1) Fazendo uma análise fria aos últimos três anos e onze meses, ganhámos até ao dia de hoje menos títulos do que desejaríamos, mas reduzimos significativamente a diferença em relação ao CRAC, que deixou de ter o campeonato ganho logo em Janeiro e agora tem concorrência a sério. Basta-nos sermos “concorrentes”? Claro que não! Mas se não tivéssemos encurtado distâncias, os títulos ficariam ainda mais longe (segunda metade dos anos 90 e primeira dos anos 2000, anyone?!)
2) Chegámos a 1 de Setembro de 2012 sem o meio-campo titular da época passada e a 7 de Maio de 2013 estamos na frente do campeonato com dois pontos de avanço a duas jornadas do fim, oito anos depois regressámos à final da Taça de Portugal e 23 anos depois voltámos a uma final europeia! Imaginem o que seria se, entre Javi García e Witsel, apenas um tivesse cá ficado…
3) Se no início desta temporada me dissessem que iríamos jogar a Bordeús nos oitavos-de-final de uma competição europeia com um quarteto defensivo formado por André Almeida, Jardel, Roderick e o avançado do Paços de Ferreira, Melgarejo, a defesa-esquerdo e ganhássemos o jogo, eu telefonaria imediatamente para o Júlio de Matos a denunciar o caso…
4) Melgarejo e Coentrão, de extremos a laterais (com o segundo a valer 30M€), Enzo Pérez, de extremo-direito a médio box-to-box, Di María, de “remate mais ridículo da história do futebol” a 33M€ para o Real Madrid, Witsel, de 6M€ a 40M€ em apenas uma temporada, André Almeida, do Benfica-Santa Clara a uma meia-final europeia como defesa-esquerdo também somente num ano, são tudo demasiados exemplos para serem apenas “coincidência”…
5) Se me dizem “está bem, mas o que interessa são títulos e, apesar de estarmos em três finais, não só não ganhámos nada, como ainda podemos perder tudo”, eu respondo “estou totalmente de acordo, mas tenho apenas duas palavras: Bayern e Heynckes”.
P.S. – Claro que, depois do modo como foi feita a renovação do Jorge Jesus logo a seguir a termos sido campeões, tendo o Benfica, nomadamente o seu presidente, criado as condições para que ele pudesse cumprir os quatro anos de contrato apesar de nem sempre ter conseguido atingir os objectivos propostos, e estando o país e a Europa no estado em que está, talvez fosse agora simpático da parte do Jorge Jesus, numa demonstração de boa vontade num futuro vínculo, valorizar mais os prémios por objectivos em detrimento do que recebe mensalmente.
A um dos jogos mais importantes da época o Benfica respondeu com uma das piores exibições da mesma. Foi até pior do que o jogo em Moscovo, que na minha opinião tinha sido o pior da época até agora. Não conseguir vencer o Estoril em casa, perante um Estádio da Luz repleto, é estar a querer entregar o ouro ao bandido - literalmente. O jogo começou a fugir-nos com a lesão madrugadora do Enzo, que ainda se tornou mais dramática pela escolha do imbecil do Carlos Martins para ocupar o seu lugar. E uso o termo 'imbecil' porque, mesmo com a máxima contenção da minha parte, foi o termo mais meigo que me ocorreu. Já vi a minha dose de jogadores pouco inteligentes durante a minha vida, mas o Carlos Martins supera tudo e todos: é, indiscutívelmente, o jogador mais estúpido que eu alguma vez vi pisar um relvado de futebol. Imediatamente após a lesão do Enzo, o Estoril ganhou uma superioridade muito evidente na zona central do campo (e o jogo já não estava a ser propriamente brilhante até então), e a primeira parte do Benfica foi paupérrima, com muitos dos jogadores a aparentarem ressaca do jogo de quinta-feira passada - houve jogadores que estiveram quase irreconhecíveis, casos do Lima ou do Salvio, por exemplo.
A entrada para a segunda parte foi um bocadinho melhor, mas desperdiçámos as poucas oportunidades mais evidentes que conseguimos criar. E depois as coisas complicaram-se ainda mais quando o Artur sofreu um golo que, pelo menos visto da bancada, me pareceu inacreditável - um remate rasteiro num livre marcado sobre a linha lateral. O Benfica reagiu sobretudo com o coração, e conseguiu mesmo chegar ao empate, num pontapé de primeira do Maxi já dentro da área (o mesmo Maxi já tinha desperdiçado uma oportunidade flagrante no jogo, pouco antes do golo do Estoril, quando após ultrapassar o guarda-redes viu o seu remate interceptado por um defesa). Após o empate ainda havia bastante tempo para tentarmos o golo da vitória (contando com os descontos, quase meia hora), mas então entrou no jogo a imbecilidade do Carlos Martins, que em menos de dez minutos viu dois amarelos e foi expulso. Nada me garante que o Benfica conseguisse ganhar o jogo com o Carlos Martins em campo, até porque já estávamos a jogar suficientemente mal. Mas certamente que a expulsão não ajudou nada. Sinceramente, depois disso o que se viu pelo relvado da parte do Benfica não foi futebol. O Benfica, que já durante todo o jogo tinha tido problemas na zona central do meio campo, ficou a jogar apenas com o Matic nessa zona. Não percebi nem fiquei agradado com as opções do Jorge Jesus, que não colocou mais ninguém aí, e que minutos antes tinha feito sair o Melgarejo para colocar o Rodrigo em campo e deixar o Gaitán a fazer de lateral - isto quando o Carlitos já causava problemas suficientes mesmo com um lateral em campo. O que se viu até final foi uma equipa do Benfica a jogar de forma completamente anárquica, e que poderia ter sofrido mais um golo, caso o Estoril tivesse tido um pouco mais de cabeça.
Mais uma vez conseguimos complicar as coisas para nós próprios, e agora somos obrigados a não perder no antro da corrupção para manter viva a possibilidade de vencer o título. Era perfeitamente dispensável dar esta motivação extra aos nossos adversários. Por último, espero muito sinceramente que esta tenha sido a última vez que vi o Carlos Martins com a camisola do Benfica.
P.S.- Não tirem mensagens 'subliminares' deste post onde elas não existem. Sempre escrevi desta forma sobre os jogos do Benfica. Quando acho que jogámos mal, escrevo que jogámos mal. Quando acho um jogador faz asneira, escrevo que fez asneira. O mesmo se aplica ao treinador. Não foi por este jogo ou por este post que deixei de querer que o Jorge Jesus seja o nosso treinador, nem foi por isso que deixei de acreditar que vamos ser campeões. Vamos ao Porto para isso mesmo.
Jogo: Nacional – CRAC
Facto: no início do período de compensação, os adeptos do Nacional começaram a gritar pelo Benfica e cantaram o “SLB, Glorioso SLB”.
Transcrição do comentário do Luís Freitas Lobo: “haverá muitas formas de apoiar uma equipa… [pausa] a sua equipa. Esta não é de certeza, na minha opinião, a melhor, seja ela [com ênfase] qual for. A melhor forma de os adeptos apoiar [sic] a sua equipa é gritar o nome da sua equipa.”
O grande Gwaihir já o adjectivou aqui, mas permito-me acrescentar o seguinte:
1) Fico contente por verificar que no Estádio da Madeira não existe aquela cera especial para os ouvidos que existe no estádio do CRAC, já que nas diversas vezes em que o Sr. Luís Freitas Lobo lá comentou jogos, nunca se lhe ouviu UMA ÚNICA palavra acerca da versão ordinária do “SLB, Glorioso SLB” que aquela reles escumalha canta cada vez que marca um golo. Como diria (com ênfase) o Sr. Luís Freitas Lobo, “seja em que jogo for”.
2) No entanto, por outro lado, há que reconhecer com frontalidade quando as coisas são bem feitas. Este comentário do Sr. Luís Freitas Lobo revela indiscutivelmente a sua competência. Não na análise de jogos (já que, por exemplo, a criatura continua a afirmar que o Ola John é extremo-direito de origem e rende mais no lado direito do que no esquerdo… I rest my case quando à sua suposta sapiência futebolística), mas noutra actividade particularmente cara a alguns dirigentes do CRAC. O que o Sr. Luís Freitas Lobo fez ontem foi um dos melhores e mais competentes fellatios que alguma vez já vi ser feito. Aparentemente a única diferença entre ele e a fruta para dormir, é que ele tem tempo de antena na televisão. Um conselho para o futuro: quando toda a gente se aperceber da sua terrível mediocridade na análise de jogos, pode sempre tentar uma carreira numa determinada indústria cinematográfica. Jeito para isso não lhe falta e poderá ser um sério candidato aos AVN Awards.
Depois dos critérios enunciados pelo Benfica para a venda de bilhetes para a final da Liga Europa, impunha-se responder à pergunta que ficou neste post: seria obviamente ilógico que um sócio sem Red Pass que comprasse uma viagem para Amesterdão na “Benfica Viagens” tivesse o bilhete do jogo garantido. O Benfica decidiu dar primazia na aquisição de bilhetes aos sócios com os vários tipos de Red Pass em vez de dar aos pacotes da agência de viagens. É um critério certo, justo e lógico.
Não obstante isto, o que acho que poderia (e deveria) ter sido feito, para evitar as confusões de 6ª feira era a “Benfica Viagens” não ter pacotes de viagens disponíveis ANTES de o Benfica publicitar o critério da venda de bilhetes. Na prática, teria sido um adiamento de umas quantas (poucas) horas, que certamente não teria sido nada prejudicial à própria agência (dado que no início da tarde de 6ª feira, antes de se saber os critérios de venda, a ida e volta no mesmo dia custava 530€ e no final dessa mesma tarde, depois de ser conhecidos os critérios, já estava a 580€…).
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