VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES
Sexta-feira, 28 de Setembro de 2018

Péssimo

Um empate que, face ao desenrolar do jogo, é um péssimo resultado. Mas honestamente não fizemos assim tanto para o ganhar. Fizemos uma exibição bem abaixo daquilo que é exigível, e fomos incapazes de controlar o jogo contra uma equipa manifestamente inferior. Mas deixar escapar os três pontos em período de descontos, mesmo reduzidos a dez, dói e é obviamente frustrante.

 

 

Não me apetece escrever muito sobre o jogo porque a irritação com o resultado ainda é muita. Tivemos que esperar uma hora para que o jogo finalmente começasse por causa do dilúvio que se abateu sobre Chaves mas não foi preciso esperar muito para ficarmos em vantagem, pois o Rafa marcou logo aos três minutos depois de um cruzamento do Cervi. Parecia que tínhamos tudo para uma noite tranquila, mas pura ilusão. Fomos completamente incapazes de meter alguma ordem no jogo e controlar o adversário. O nosso meio campo foi incrivelmente macio e permitiu ao Chaves vir para cima de nós quase como quis. À parte um remate do Gabriel ao poste, foi o Chaves a equipa mais perigosa durante quase toda a primeira parte, valendo-nos o Odysseas em duas ou três ocasiões para evitar o empate. Tivemos também a primeira grande contrariedade do jogo, com o Jardel a lesionar-se sozinho ao fim de um quarto de hora e a dar o lugar ao Conti. A segunda parte foi um pouco melhor, pois conseguimos congelar um pouco mais o jogo. O Chaves chegava pouco à nossa área e o empate parecia ser muito menos provável. Poderíamos até ter aproveitado para matar o jogo, mas em duas ocasiões quase seguidas à passagem da hora de jogo o guarda-redes do Chaves negou o golo ao Seferovic, e aí comecei a antecipar que iríamos sofrer até ao final. Tal como no jogo anterior voltámos a ter um segundo jogador a sair lesionado, desta vez o Gabriel, e mais uma vez a lesionar-se sozinho. Mas o jogo até continuava relativamente tranquilo, sem que o nosso adversário assustasse muito. Só que a fase final do jogo acabou por ser um carrossel de emoções. A quinze minutos do final, o Chaves empatou literalmente do nada. Um livre em posição frontal, ainda muito longe da baliza (que nasceu de mais um dos infinitos disparates do Pizzi durante todo o jogo), uma barreira só com dois homens e colocada de forma a que parecia estar mais interessada em proteger a badeirola de canto, e o Odysseas muito mal batido. Face ao que tínhamos jogado até então não acreditei que conseguíssemos ganhar o jogo, mas o Benfica contrariou-me e a cinco minutos do final o Rafa aproveitou um passe do Rúben para as costas da defesa, correu para a baliza e fez o golo. Tudo voltava a parecer encaminhado, mas apenas dois minutos depois lá veio mais uma contrariedade, pois o Conti foi expulso com um vermelho directo (que me pareceu exagerado). Antecipação de mais sofrimento, e infelizmente o Chaves acabou por empatar mesmo quase no último suspiro do jogo, isto quando parecia que mesmo com dez jogadores estávamos a ser capazes de manter o Chaves controlado. Um remate colocadíssimo e inesperado do lado esquerdo da nossa defesa fez a bola entrar junto ao poste mais distante.

 

 

O melhor jogador do Benfica foi obviamente o Rafa. Foi aquele que mais fez para que o Benfica trouxesse os três pontos. Dois golos e mais meio golo oferecido ao Seferovic, que foi outro dos que acabou por se destacar da mediania, apesar de ter sido deixado quase ao abandono durante a maior parte do jogo. De resto quase toda a equipa esteve abaixo do que é exigível. Em particular o meio campo, que foi muito pouco combativo e onde o Pizzi foi literalmente um jogador a menos. O Odysseas esteve muito bem na primeira parte, mas tem muitas responsabilidades no primeiro golo do Chaves, pois a barreira estava pessimamente colocada e deveria ter mais do que dois jogadores, e mesmo assim ele tinha obrigação de fazer melhor numa bola rematada de tão longe.

 

Dois pontos deitados fora e com uma boa dose de certeza o desperdício da vantagem psicológica que seria entrar em campo contra o Porto em situação de vantagem. Tudo isto porque nos revelámos incapazes de controlar um jogo contra o Chaves, mesmo tendo entrado nele a ganhar. Não sei se estavam com a cabeça no jogo da Grécia, mas se estavam isso não é admissível. Não há forma de pintar isto forma positiva: a exibição foi má e foram dois pontos que deixámos fugir.

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publicado por D`Arcy às 00:42
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Segunda-feira, 24 de Setembro de 2018

Fácil

Vitória fácil do Benfica num jogo relativamente simples, em que foi muito superior ao adversário e onde mesmo sem fazer uma exibição de gala, o que jogou deu e sobrou para vencer. E poderia até ter construído um resultado bem mais confortável do que o 2-0 com que acabou.

 

 

O onze inicial incluiu duas estreias a titulares: o Gabriel no lugar do Gedson, e o João Félix do lugar do Cervi. Expectativa portanto para ver em acção um dos reforços mais sonantes desta época e ainda o puto Félix, cujo potencial e talento já conhecemos bem. E ele depressa quis mostrar ao que vinha, pois na primeira vez que pegou na bola deixou logo dois adversários para trás de uma forma que até pareceu fácil. O Benfica nunca tentou impôr um ritmo frenético ao jogo, que se iniciou com os campos trocados devido a uma qualquer jogada psicológica que o Aves quis fazer. O calor que se fazia sentir provavelmente não era convidativo a grandes correrias. Os esticões que apareciam era sobretudo dados pelo suspeito do costume (Salvio) embora uma boa parte deles acabasse em perdas de bola devido a individualismos exagerados. A presença do Gabriel no meio campo dá mais músculo à equipa e o brasileiro deixou boas indicações. Tem um bom pé esquerdo e tenta quase sempre jogar simples, endereçando rapidamente a bola a um colega melhor colocado e fazendo fluir o jogo. Ao lado dele, o Pizzi mostrava a faceta inversa ao preferir conduzir a bola no pé e frequentemente demorando demasiado até fazer o passe. O Aves era inofensivo no ataque, ainda que tentasse fazer uma pressão alta na nossa saída de bola. Mas o principal objectivo era não sofrer golos, e por isso pouco arriscavam. Mesmo a jogar sem grande velocidade, as ocasiões começaram a aparecer, e quase sempre pelo Salvio, que poderia perfeitamente ter chegado ao intervalo com um hat trick. Mas coube ao miúdo João Félix abrir o marcador (já tinha visto um golo ser bem anulado por fora-de-jogo) após um óptimo passe do Pizzi, que o deixou isolado para uma finalização cheia de classe. Logo a seguir o Salvio somou mais uma grande ocasião, acertando um remate cruzado no poste naquilo que seria um grande golo. Só mesmo no último minuto é que Aves deu um ar da sua graça, numa iniciativa individual do Elhouni (não sei se este jogador ainda nos pertence ou não).

 

 

A segunda parte começou praticamente com nova ocasião de golo para o Aves. Um livre directo em óptima posição, e o Odysseas a voar para impedir a bola de entrar mesmo junto ao ângulo superior da baliza. Foi a defesa do jogo e poupou-nos os aborrecimentos que naturalmente resultariam do facto do Aves empatar logo a abrir. Pouco depois uma contrariedade para o Benfica, com o João Félix a lesionar-se sozinho e a ter que sair, dando o lugar ao Cervi. Mas depois de mais um susto numa jogada em que um adversário fugiu com demasiada facilidade ao Jardel e rematou à malha lateral, acabou por ser precisamente o Cervi a marcar o golo da tranquilidade. Uma jogada de envolvimento pela direita levou a bola ao argentino no limite da área e o remate deste, que nem parecia particularmente forte (foi feito de pé direito) acabou por desviar num defesa e fazer a bola acabar no fundo da baliza. A partir daqui o jogo mudou para pior. O Aves já tinha aberto um pouco mais quando minutos antes tinha colocado um segundo avançado em campo, e o Benfica fez o mesmo poucos minutos após o golo. Assistimos ao regresso do Jonas à competição e passámos a jogar em 4-4-2. O resultado disto foi um jogo muito mais aberto de parte a parte, mas onde ambas as equipas cometiam erros atrás de erros, quer na defesa, quer no ataque. Maus passes, perdas de bola infantis, erros na saída de bola, etc. Tudo isto resultou num jogo animado, mas que chegou a deixar-me irritado ao ver situações promissoras no ataque a serem desperdiçadas por maus passes ou más decisões, e os nossos defesas por vezes a complicar aquilo que parecia ser fácil (até o Fejsa eu vi a fazer disparates, ele que por regra não complica nada). Poderíamos ter marcado mais um ou dois golos - e o Jardel ainda acertou na barra - mas também poderíamos ter sofrido. Ficou tudo na mesma mas infelizmente vimos mais um jogador a sair lesionado, desta vez o Grimaldo, depois de uma entrada de um adversário.

 

 

O Salvio, pese os muitos disparates individualistas que fez, foi um dos principais animadores no ataque. Gostei do que vi do Gabriel e acho que poderá vir a ser um jogador muito importante nesta equipa, porque nos dá bastante poder de choque no meio sem no entanto perdermos capacidade técnica. O João Félix também estava a fazer um jogo bastante interessante, e espero que a lesão não seja grave (tal como a do Grimaldo, que é um jogador fundamental). O Seferovic esteve bastante interventivo no jogo, mas faltou-lhe o golo que tanto procurou.

 

Na ressaca europeia os três pontos foram somados, conforme se exigia. Depois do início de época infernal, finalmente começámos a ver alguma rotação a ser feita, e quando penso no regresso do Jonas e em breve do Krovinovic acho que temos plantel mais do que suficiente para podermos gerir o esforço dos jogadores de forma eficaz sem perder qualidade. Seguimos na frente e agora é preparar bem a visita a Chaves, num jogo que acabei de descobrir vai ser estranhamente jogado na quinta-feira.

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publicado por D`Arcy às 00:24
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Quinta-feira, 20 de Setembro de 2018

Receio

Duas equipas de planetas diferentes. Creio que todos nós temos a perfeita noção de que o Bayern é bastante mais forte, e que seria sempre difícil e até algo surpreendente alcançarmos um resultado positivo esta noite. Mas custou-me um pouco deixar o estádio com a sensação de que entrámos em campo convencidos que essa surpresa seria impossível. Pareceu-me que houve excessivo respeito pelo adversário da nossa parte, ao ponto de se poder confundir com receio.

 

 

A história do jogo é simples de contar. O Benfica raramente conseguiu incomodar o Bayern, que pareceu estar sempre bastante confortável no jogo. O Benfica até deixava homens na frente para travar a saída de bola dos alemães, mas depois a pressão sobre o portador da bola era relativamente macia, com os nossos jogadores a mostrarem demasiada cerimónia em meter o pé. O Bayern nunca pareceu ter que carregar muito, mas com os jogadores que tem na frente pode sempre criar um golo num abrir e fechar de olhos. E vimos isso acontecer logo ao fim de dez minutos. Entrada do Ribéry pela nossa direita, bola passada para o Alaba, que subiu desacompanhado, e centro feito desde a linha de fundo para o Lewandowski, que teve a calma e a classe de evitar rematar de primeira para deixar o defesa cair, antes de colocar a bola no poste mais distante. Até parece fácil. Já para o Benfica, atacar parecia tudo menos fácil. Com os três jogadores da frente a terem uma noite particularmente desinspirada, o golo parecia quase uma miragem. De um modo geral, o Bayern foi sempre deixado quase à vontade para trocar a bola na sua zona defensiva. Os nossos jogadores não arriscavam pressionar os adversários em cima, e quando subiam um pouco mais rapidamente o Bayern colocava a bola em passes longos para os homens da frente criarem perigo. O Renato Sanches em particular recebia quase sempre a bola à vontade no meio do campo e depois tinha uns bons vinte ou trinta metros de terreno livre à sua frente para progredir. E por isso quase sem se dar conta, o Bayern criou mais duas ocasiões soberanas na primeira parte para voltar a marcar. Valeu-nos o Odysseas, que em ambas evitou o golo do Robben quando este lhe surgiu isolado, uma delas depois de um erro inadmissível do Rúben Dias. Nos minutos finais o Benfica adiantou-se mais no terreno e começou a conseguir recuperar bolas no meio campo adversário, mas sem criar grandes situações de finalização. Raramente conseguimos entrar na área adversária ou sequer fazer cruzamentos, e a única ocasião de perigo criada resultou de uma rara situação em que a defesa adversária foi pouco lesta a tirar a bola, acabando com um remate do Salvio já muito perto da baliza que foi defendido pelo Neuer para canto.

 

 

Não esperava grande evolução na segunda parte, e ela foi tão parecida à primeira que o Bayern até marcou mais ou menos na mesma altura, e numa jogada quase igual à do primeiro golo. Realce para o facto do golo ter começado numa situação em que o Benfica até tinha subido para pressionar os jogadores do Bayern junto à sua área. O Kimmich parecia estar mesmo em apuros, mas ao fim de poucos segundo a bola estava dentro da nossa baliza. Bastou um toque do Robben a libertar o Renato Sanches, que mais uma vez se apanhou solto e com dezenas de metros para correr com a bola. Levou-a desde o meio campo defensivo alemão até perto da nossa área, soltou-a para a direita da nossa defesa no Lewandowski, e este esperou pela entrada de um colega, mais uma vez desacompanhado, e que mais uma vez fez o centro desde a linha de fundo para a zona frontal da baliza, onde o Renato apareceu completamente à vontade para fazer o golo. Não o festejou, como era previsível, e foi bastante aplaudido pelo gesto, como era igualmente previsível. O golo foi uma espécie de ponto final no jogo. Não é que alguma vez me parecesse que o Benfica mostrasse capacidade para discutir o resultado, mas com dois golos de desvantagem nem sequer poderíamos ter esperança que algum lance fortuito nos permitisse o empate. Ainda respondemos com a melhor situação de golo em todo o jogo, um cabeceamento do Rúben Dias num canto que obrigou o Neuer a uma grande defesa, mas pouco depois pareceu que o próprio Benfica percebeu que dificilmente chegaria lá. Pelo menos as substituições do Salvio e do Pizzi passaram para o público a ideia de que estaríamos já a poupar dois jogadores importantes para o próximo jogo. Não é que algum deles estivesse a ter uma noite particularmente brilhante (a exibição do Salvio então foi atroz) mas são sempre dois jogadores de quem se espera um lance decisivo. Mas mesmo sem eles em campo, na fase final do jogo o Bayern relaxou um pouco e deu mais espaço na defesa. Não o aproveitámos muito (sempre alguma cerimónia na altura de rematar, e depois quando o fazíamos já não era na situação ideal) mas surgimos mais frequentemente perto da baliza adversária e até deu para equilibrar um bocadinho a estatística dos remates, que chegou a estar muito desnivelada. Perto do final, ainda deu para o Odysseas negar o golo ao Robben pela terceira vez.

 

 

Como destaques escolho o Grimaldo e o Odysseas. O primeiro pareceu-me ser dos poucos que jogaram a um nível parecido ao que nos habituaram, nunca desistindo de tentar atacar pelo seu flanco, mesmo que desta vez mal acompanhado pelo Cervi. O guarda-redes pouco podia ter feito nos golos sofridos, mas salvou as três situações referidas frente ao Robben.

 

Foi uma má forma de iniciar mais uma campanha na Champions. Todos sabemos que o Bayern é mais forte, mas pareceu-me que a vitória alemã foi demasiado fácil. Seguem-se dois jogos fora, e é imperativo conquistar pontos em ambos se queremos alimentar qualquer esperança de seguir em frente.

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publicado por D`Arcy às 00:08
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Segunda-feira, 3 de Setembro de 2018

Passeio

É um campo onde no passado já passámos bastantes dificuldades, mas a nossa visita hoje ao Nacional acabou por ser pouco mais do que um belo passeio até à ilha da Madeira. Vencemos, convencemos e goleámos, mostrando sempre uma superioridade incontestável.

 

 

Mesmo onze de Salónica, e também uma entrada pouco convicta no jogo. Os jogadores do Nacional pareciam vir com a corda toda e queriam surpreender nos minutos iniciais. Mas depressa se viu que aquilo era mais vontade do que jeito porque os erros sucediam-se, e então quando o Benfica 'acordou' e começou a pressionar a saída de bola, os maus passes e perdas de bola logo no meio campo defensivo do Nacional começaram a acumular-se. Para não variar, ainda houve bastante desperdício da nossa parte e na altura em que surgiu o primeiro golo (um pouco antes da meia hora) já nós tínhamos falhado situações suficientes para merecermos a vantagem no marcador. O golo surge numa arrancada do Salvio pela direita (apanhou pela frente um defesa que pelos vistos ainda não conhecia aquela simulação clássica dele, em que se vira rapidamente sem tocar na bola e a deixa passar para depois a ir apanhar nas costas do defesa) que desmarcou na altura certa o Seferovic nas costas da defesa para depois o suíço finalizar com um remate rasteiro e colocado ao poste mais distante. Logo a seguir perdemos o Fejsa por lesão, mas isso não alterou em nada a tendência do jogo. O Benfica mandava e o segundo golo parecia ser apenas uma questão de tempo. Ainda e sempre com a maior parte das situações perigosas a surgirem na sequência de maus passes e recuperações de bola logo na fase inicial da saída para o ataque do Nacional (apesar das sucessivas vezes que o Benfica criou perigo na sequência de lances destes, eles insistiam em arriscar nisto) foi em mais uma dessas situações que o segundo golo surgiu, no último lance da primeira parte. Depois de recuperada a bola ela seguiu para o Seferovic na esquerda, que fez um cruzamento perfeito para a finalização de cabeça do Salvio.

 

Na segunda parte o Benfica tentou claramente gerir o ritmo da partida, espreitando o terceiro golo em contra-ataques ou aproveitando os ainda constantes erros do Nacional na sua zona defensiva. O Nacional, pese a sua boa vontade, não conseguia dar grandes sinais de ser capaz de marcar um golo que voltasse a lançar a incerteza no resultado, e por isso o jogo foi-se arrastando neste registo. Até que a quinze minutos do final eles resolveram arriscar o tudo por tudo e fizeram entrar um segundo avançado, desguarnecendo mais a zona defensiva. Aí o Benfica aproveitou para explorar o espaço adicional que lhe era concedido e fez engordar o marcador, com o Pizzi a agradecer a liberdade que lhe foi concedida e, já que excepcionalmente não marcou nenhum golo hoje, a somar duas assistências à sua conta pessoal. A primeira foi um passe da direita para a esquerda a solicitar a entrada do Grimaldo na área, que finalizou com um remate cruzado, e a segunda foi já em período de descontos. Um passe para as costas da defesa nacionalista, para a corrida do Rafa (tinha substituído o Cervi) que depois revelou uma até atípica frieza na hora de finalizar, e picou a bola sobre o guarda-redes quando este saiu ao seu encontro. Tudo bonito na sua simplicidade, e a aparentar uma facilidade que só é possível quando os jogadores actuam com uma boa dose de confiança. O apuramento para a Champions conquistado na Grécia a meio da semana também trouxe benefícios destes.

 

O homem do jogo foi o Salvio. Os dois resultados menos conseguidos, frente a PAOK e Sporting, ocorreram quando não foi possível contar com ele e não creio que isso tenha sido uma coincidência. Neste início de época é um dos maiores desequilibradores na nossa equipa e esteve absolutamente endiabrado no lado direito. Cada arrancada dele semeava o pânico na defesa do Nacional e acabou com uma assistência e um golo. Outros destaques para o Seferovic, que igualou o Salvio nos números (um golo e uma assistência) e que regressou aos golos após bastante tempo. Ainda bem, porque de certeza que lhe reforça a confiança e acabar por fazer dele um inesperado reforço para o nosso plantel. Grimaldo e Pizzi foram outros dos jogadores em destaque.

 

Era um início de época crítico, mas conseguimos chegar à pausa para os trabalhos das selecções no primeiro lugar do campeonato e apurados para a fase de grupos da Champions League. Portanto, claramente que os objectivos para esta fase da época foram cumpridos, e só não o foram de forma perfeita porque temos aqueles dois pontos muito mal perdidos em casa contra o Sporting. Agora é mantermo-nos neste rumo, e não nos deixarmos afectar pelas inevitáveis manobras fora de campo que os nossos inimigos vão continuar a fazer.

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publicado por D`Arcy às 10:14
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