VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES
Domingo, 28 de Maio de 2023

Campeões

E a época acabou finalmente, com o resultado que todos esperávamos e desejávamos. Somos campeões, de forma merecida e indiscutível porque durante quase toda a época fomos a melhor equipa. Apresentámos o melhor futebol e acabámos com os melhores ataque e defesa. Mas apesar deste 38º título de campeão me estar a saber muito bem, confesso que ainda me sabe a pouco. Porque o futebol que mostrámos e a superioridade exibida durante tanto tempo não mereciam ter que esperar pelo último jogo da época pela consagração. Mas é este o futebol que temos e sabemos que há sempre uma equipa que mesmo que se apresente em prova com plantéis constituídos por jogadores de qualidade média, será sempre empurrada, suportada e mantida perto do topo até ao fim (enquanto tenta sempre convencer toda a gente que é prejudicada e que os outros é que são beneficiados, a estratégia já tem dezenas de anos e nunca muda).

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Em relação ao jogo do título, contra o Santa Clara, praticamente não teve história. A superioridade do Benfica foi completa e nem deu para começar a ficar nervoso porque aos sete minutos já o Gonçalo Ramos tinha finalizado o cruzamento perfeito do Bah para nos colocar em vantagem. O Benfica nunca forçou muito, pareceu sempre uma equipa confiante e muito consciente de não ter qualquer necessidade de ficar demasiado exposta para ir à procura de um resultado mais desnivelado. E ao contrário daquilo que é mais habitual, fomos eficientes no ataque, marcando sempre que a oportunidade aparecia. Quando aos vinte e oito minutos o Rafa finalizou uma jogada de contra-ataque construída entre ele e o João Mário, julgo que já não restaria qualquer dúvida mesmo nos mais cautelosos de que o título não nos fugiria. Na segunda parte praticamente nem procurámos marcar mais golos e limitámo-nos a gerir o ritmo e o resultado, com um futebol pausado e a privilegiar a posse de bola. Ainda marcámos mais um golo a meia hora do final, num penálti indiscutível por mão na bola de um defesa. Uma parte do público não gostou da opção pelo Grimaldo para marcar o penálti porque preferiria que tivesse sido o Gonçalo Ramos, para eventualmente ainda entrar na luta pelo título de melhor marcador, mas depois do festival de penáltis do Taremi a semana passada essa questão já nem se colocava - tanto que o Gonçalo Ramos acabou por ser substituído pouco depois. Marcou o Grimaldo a jeito de despedida do clube. Tem todo o direito de ir para onde lhe pagam o dobro daquilo que auferiria no Benfica, mas não consigo deixar de sentir desagrado ao ver um jogador importante decidir trocar o Benfica por um clube de menor dimensão - e não será nada fácil substituí-lo. Com o terceiro golo o jogo efectivamente acabou, e foi só mesmo uma espera descansada até que soasse o apito que confirmaria o título - às vezes houve até excessiva calma da nossa parte, e o Vlachodimos ainda teve que se aplicar para evitar um golo de honra do Santa Clara. Última nota de destaque para a oportunidade dada ao Samuel Soares de se estrear e assim sagrar-se também campeão.

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Não houve propriamente motivo para grandes destaques individuais. Registe-se a confirmação da importância do regresso do Bah à equipa pela profundidade que dá por aquele lado - a assistência para o golo inaugural é prova disso mesmo. Aquela que se poderá considerar a pior fase da equipa esta época coincidiu com a sua ausência, desde que o Uribe se encarregou de o colocar fora de acção no jogo contra o Porto. Confirmação também (mais uma) do João Neves como uma opção muito válida para o nosso meio campo apesar dos seus dezoito anos. Iniciará a próxima época já não como uma revelação, mas sim como um potencial titular.

 

Esta conquista foi também muito importante porque assinala o regresso do Benfica ao lugar que lhe pertence naturalmente. Por mais voltas que tentem dar, por mais estratagemas que montem, a lei de mercado é inexorável. O futebol é um negócio e o Benfica, sendo por larga margem o maior clube português, tem também a consequente muito maior capacidade de gerar investimento e receitas. E é por isso que inevitavelmente regressará sempre ao topo e a hegemonia é uma inevitabilidade. Quando há uns anos atrás lá chegámos a resposta dos nossos inimigos foi dada fora do campo através da fábula dos e-mails, atrelada à qual veio a completa instrumentalização da justiça de forma a criar e manter um permanente clima de instabilidade, a única forma de adiar o inevitável. E só um grande clube é que conseguiria resistir a tudo o que têm atirado contra nós, e de forma particularmente desesperada esta época à medida que o título do Benfica se foi tornando cada vez mais uma realidade. A conquista deste título no fundo marca uma espécie de estocada fatal nesse esquema e o fracasso do mesmo, e daí o evidente desespero dos nossos inimigos em tentar evitar esta conquista a todo o custo. A nossa tarefa agora, muito difícil, será consolidar este estatuto. As armadilhas e obstáculos continuarão a ser colocadas, e os condicionalismos desta liga continuarão a ser os mesmos para a próxima época. O pior que poderíamos fazer seria dormir sobre os louros conquistados.

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publicado por D'Arcy às 18:58
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Segunda-feira, 22 de Maio de 2023

Adiada

Evitámos a derrota quase no último suspiro, mas a questão do título acabou adiada para a última jornada. Num jogo de duas partes distintas oferecemos literalmente a primeira ao adversário para depois recuperar na segunda, mas a má primeira parte nem sequer se pode considerar muito surpreendente tendo em conta as opções tomadas. E isto não se trata de menosprezar aquilo que o Sporting fez na primeira parte, simplesmente era escusado facilitar-lhes tanto a vida.

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Ao Benfica bastaria uma vitória para arrumar de vez com a discussão do título, mas já estava eu em Alvalade (com uma assistência baixa para um jogo destes - parece-me que muitos dos adeptos do Sporting ficaram com receio de que o Benfica pudesse lá festejar) quando soube que a equipa iria ser,  como aliás era previsível, a mesma dos últimos jogos. Não era preciso ser um mestre da táctica para adivinhar o que era mais provável de acontecer. Com um meio campo constituído pelo Chiquinho e o João Neves, o Sporting ganhou claramente essa luta, o que lhe permitiu pressionar muito alto a nossa saída de bola. O João Mário, a exemplo daquilo que tem sido nos últimos dois ou três meses, parece completamente esgotado mas vai mantendo a titularidade, o que na prática equivale a jogarmos com menos um. Também sem surpresa, foi precisamente por esse lado que o Sporting mais insistiu. O Aursnes, remetido para lateral direito, passou a primeira parte toda a levar com o Trincão, o Nuno Santos, o Pedro Gonçalves e até mesmo o Morita em cima (que o Ugarte sozinho dava conta do recado no meio) com muito pouca ajuda, e portanto também pouco ou nada podia contribuir no ataque. O nosso jogo não teve qualquer tipo de profundidade e as bolas eram quase todas perdidas no meio campo, permitindo ao adversário ataques continuados e muito mais posse de bola. Para além do referido João Mário, todos os elementos do ataque - Rafa, Gonçalo Ramos, Neres - estiveram muitíssimo apagados, embora se compreenda que com tão pouca bola pouco mais pudessem fazer. No meio campo o Chiquinho foi completamente engolido e o João Neves, também fruto da pressão a que era imediatamente submetido, falhava muito mais passes do que é normal. Acho que surpresa só foi mesmo o Sporting ter demorado quase quarenta minutos a chegar ao golo, que surgiu como resultado de um erro de um dos jogadores mais regulares esta época. A jogada nasceu do lado esquerdo (obviamente) e um corte falhado do António Silva permitiu que a bola passada pelo Nuno Santos chegasse ao Trincão, que no meio dos nossos centrais conseguiu desviar a bola e obrigar o Vlachodimos a uma defesa de recurso. Não conseguiu agarrar a bola e ela ficou solta para que o mesmo Trincão, que reagiu mais rápido, a recolhesse e fizesse o golo. Cinco minutos depois, novo golo do Sporting, com muitas culpas para a nossa defesa. Não se percebe que tipo de organização defensiva num pontapé de canto resulta no Grimaldo a marcar directamente um dos centrais adversários. Disso não se queixou o Diomandé, que saltou praticamente à vontade para fazer o golo.

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A perder por dois ao intervalo e sem mostrar sequer argumentos até então para inverter o rumo dos acontecimentos, acho que quase todos os benfiquistas sabiam pelo menos uma mudança básica que teria que acontecer: saída do João Mário para entrar o Bah (ou o Gilberto) e subida do Aursnes de forma a equilibrar a luta do meio campo. Felizmente o Roger Schmidt pensou o mesmo e nem esperou até aos sessenta e cinco minutos para o fazer, foi logo ao intervalo. A diferença foi evidente. O Aursnes depressa se encarregou de demonstrar o enorme desperdício que é tê-lo na lateral direita, em especial em jogos de maior exigência. Eu nem sequer consigo dizer onde exactamente é que ele se foi colocar, porque eu o vi em todo o lado. Na direita, na esquerda, no meio, a ajudar o ataque ou a servir o ataque. O Benfica passou a ganhar claramente a supremacia no meio campo e o Sporting já não conseguiu mais exercer a pressão alta da primeira parte, assumindo uma postura mais recuada e apostando mais no contra-ataque. Pelo contrário, o Benfica passou a ter muito mais bola e começou a fazer ao Sporting o mesmo que eles nos fizeram na primeira, com diversas bolas recuperadas ainda no meio campo adversário ou às vezes até logo à entrada da área. Na direita, o Bah veio dar profundidade àquele lado e o Nuno Santos deixou de poder subir com a liberdade que teve na primeira parte. As entradas do Musa e do Gonçalo Guedes a meio da segunda parte (para os lugares dos apagadíssimos Rafa e Gonçalo Ramos) trouxeram ainda mais dinâmica e o Benfica chegou ao golo pouco depois. Um primeiro cruzamento do Guedes na direita não encontrou sequência, mas a bola seguiu para a esquerda onde o Grimaldo a voltou a cruzar e o Aursnes apareceu solto para cabecear a bola para junto da base do poste mais distante. Ironicamente, os jogadores do Sporting ficaram a reclamar falta do Aursnes sobre o Diomandé, quando o único motivo pelo qual o Aursnes contactou com o defesa do Sporting foi porque ele foi literalmente abalroado pelo Esgaio no primeiro cruzamento, feito pelo Guedes - nem sei porque motivo aquilo não foi considerado falta (e penálti). O Aursnes levantou-se de imediato, o Diomandé preferiu ficar no chão, e o Benfica marcou. Com apenas um golo de desvantagem a pressão do Benfica intensificou-se, embora o Sporting tivesse disposto de uma ocasião flagrante para resolver o jogo. Isolado sobre a direita, o Paulinho tirou bem o António Silva da jogada e depois frente ao Vlachodimos fez aquilo que faz melhor: falhou (mas grande mérito para a defesa do Vlachodimos com o pé). A entrada do Florentino para os minutos finais ainda aumentou a vantagem do Benfica no meio campo, e nos minutos finais assistimos a vários lances em que o Sporting era incapaz não só de sair a jogar como até de afastar a bola eficazmente da sua área, sendo imediatamente recuperada pelos nossos jogadores. E foi no quarto minuto dos oito de compensação que chegámos ao empate, na sequência de um livre lateral marcado pelo Aursnes. O Musa ao segundo poste colocou a bola de cabeça para o meio, e no meio de muita atrapalhação dos defesas do Sporting para tirar dali a bola o Florentino conseguiu ganhá-la duas vezes e enviá-la na direcção da baliza, sendo esta sucessivamente devolvida até que o João Neves, à segunda tentativa, marcou golo. Para não variar os jogadores do Sporting ficaram a reclamar a legalidade do lance, o árbitro não lhes deu razão, mas o tempo que o jogo esteve interrompido quebrou completamente o ritmo e praticamente não se jogou mais até final, o que impediu que ainda fôssemos à procura de um golo que nos daria o título.

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O melhor do Benfica para mim, é fácil adivinhar pelo que já escrevi até agora, foi o Aursnes. Um verdadeiro crime tê-lo amarrado na lateral direita. Assim que subiu no terreno mostrou que é no meio campo que ele é uma mais-valia. Andou um pouco por toda a parte e fez de tudo um pouco, marcando o golo que deu início à recuperação. O João Neves não esteve tão bem como nos últimos jogos, em especial na primeira parte. Foram mais perdas de bola e passes errados do que estamos habituados, mas subiu de rendimento na segunda parte e foi recompensado com o golo do empate.

 

Fica agora a faltar uma vitória contra o Santa Clara na última jornada para podermos finalmente atingir o objectivo desejado. Sim, eu sei que em teoria um empate até pode chegar, mas neste nosso futebol eu não sou capaz de acreditar plenamente que se o Porto tiver que ganhar por 11-0 ao Guimarães isso não acontece. Há uma equipa que joga com regras completamente diferentes das que servem para os outros. Uns exemplos: o lance do Nuno Santos sobre o Bah? Não foi penálti, e acho bem que não tenha sido. Mas se o Bah fosse jogador do Porto não tenho a menor dúvida de que seria penálti e no dia seguinte todos diriam que tinha sido muito bem assinalado porque 'houve um toque nas costas'. Quando o Porto entra na equação, a questão da famosa 'intensidade' não se coloca. É por isso que quando o Otávio em Famalicão se atira para cima do adversário de forma a provocar o contacto é obviamente penálti sem discussão porque, lá está, 'há toque do defesa'. O amarelo do Diomandé pela falta sobre o Gonçalo Ramos? Bem mostrado. Se o Gonçalo Ramos jogasse no Porto, o Diomandé ia para a rua sem discussão. Porque enterrou os pitons no tornozelo do adversário. Acima de tudo: o jogo é em casa contra o último classificado e temos a obrigação de ganhar, mas que não passe pela cabeça de ninguém qualquer tipo de triunfalismo antecipado ou menosprezo do adversário. Isso seria o primeiro passo para se escrever uma tragédia.

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publicado por D'Arcy às 23:05
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Domingo, 14 de Maio de 2023

Passo

E agora falta apenas mais um passo. O Benfica deu sequência à boa exibição contra o Braga, à qual apenas ficaram a faltar mais golos, e desta vez nem esses faltaram. O Portimonense foi atropelado no caminho para o título e se calhar a mão cheia de golos que marcámos até nem foi a expressão mais justa para o caudal de futebol ofensivo que apresentámos. Foi muito agradável voltarmos a ver momentos de futebol que se tornaram tão familiares na primeira fase da época e que reaparecem na melhor altura.

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Já sabemos que o nosso treinador não é adepto de mexidas na equipa, e por isso foi com naturalidade que entrámos com o mesmo onze que tinha defrontado o Braga. O Bah já está recuperado, mas ficou no banco ao lado do Gilberto, enquanto o Aursnes manteve o seu lugar na direita da defesa. Sobre a nossa entrada no jogo, os mais velhos ainda falam muitas vezes dos famosos 'quinze minutos à Benfica', a que eu nunca tive a oportunidade de assistir, mas imagino que fossem qualquer coisa minimamente parecida ao que vimos hoje. É que com quinze minutos de jogo o Benfica já tinha marcado um golo, tinha tido outro anulado, e tinha atirado duas vezes aos ferros, fora as inúmeras situações de perigo criadas. Durante esse período o Portimonense mal saiu do seu meio campo. Por partes, o João Neves deu início às hostilidades com um remate que depois de desviar num defesa acertou no poste, logo aos dois minutos. Aos quatro, o Grimaldo inaugurou o marcador depois de um cruzamento do Aursnes, com o guarda-redes a tirar a bola já dentro da baliza (e felizmente o auxiliar assinalou o golo, porque continuamos a não ter a tecnologia da linha de golo na nossa liga). Aos nove e na sequência de um pontapé de canto, grande passe do Grimaldo a isolar o João Neves sobre a esquerda, grande defesa do guarda-redes ao remate deste, a recarga do Gonçalo Ramos saiu enrolada e acabou por ir ter com o João Mário, que marcou o golo mas estava em posição irregular. Aos treze, o Neres sobre a esquerda partiu os rins ao marcador directo e rematou cruzado, com a bola a tirar tinta ao poste. E aos quinze, o Gonçalo Ramos viu a barra negar-lhe aquilo que seria um golo de levantar o estádio, num remate bem de fora da área que quase fez a bola entrar junto ao ângulo. O Benfica apresentava-se a jogar de forma solta e fluida, com as movimentações e desmarcações do Rafa, Neres e Gonçalo Ramos impossíveis de travar pela defesa adversária, sempre bem apoiados pelo Grimaldo e o Aursnes nas alas e com o João Neves a ser uma espécie de pivô por onde tudo passava. Muito boa reacção e agressividade à perda de bola, e facilidade em sair em transições rápidas assim que isso acontecia. Jogadores a oferecerem-se ao jogo e a pedir a bola, dando sempre múltiplas opções ao portador da bola. Tudo coisas que durante o período mais negativo da nossa época andaram ausentes do nosso futebol. Só depois dos vinte minutos é que o Portimonense conseguiu respirar um pouco e chegar à nossa área, mas o resultado disso foi sofrer um segundo golo ainda antes de chegarmos à meia hora. Pela direita, o João Mário fez um cruzamento rasteiro e tenso e um defesa do Portimonense conseguiu evitar que a bola chegasse ao Rafa, que surgia ao primeiro poste para emendar, mas fê-lo enviando a bola para a própria baliza. Jogo mais do que controlado e bem encaminhado, mas contra a corrente o Portimonense acabou por reduzir a sete minutos do descanso, na sequência de um livre lateral. O Morato foi pouco expedito a atacar a bola e esta acabou por ficar solta na área para um remate de primeira que não deixou tempo de reacção para o Vlachodimos. Este golo até poderia ter lançado algumas dúvidas e provocado instabilidade na nossa equipa, mas não foi isso que aconteceu, e a melhor resposta possível foi mesmo marcarmos o terceiro golo mesmo antes do intervalo. Bola recuperada no círculo central pelo Chiquinho e rapidamente colocada no Neres, que progrediu até perto da área sobre a esquerda e a deixou no Gonçalo Ramos. Este fez o corte para dentro tirando o defesa da jogada e marcou com um remate forte e colocado junto ao poste mais próximo. Um golo que já merecia não só neste jogo, mas também pelo muito que tem trabalhado sem ser recompensado nos últimos jogos.

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O regresso para a segunda parte começou por mostrar que o Roger Schmidt já está avisado para os pastéis que o Soares Dias pode sempre atirar ao caminho: amarelado de forma incompreensível na primeira parte, o Chiquinho já não voltou para prevenir alguma expulsão que pudesse alterar o rumo de um jogo que tanto pendia para o nosso lado, e no lugar dele regressou o Florentino. O jogo foi disputado a um ritmo um pouco mais pausado, mas sempre completamente controlado pelo Benfica, que logo nos minutos iniciais numa boa jogada de equipa viu um remate do Neres já no interior da área ser interceptado por um defesa. Mas logo a seguir voltámos a chegar ao golo. Foi o Rafa quem introduziu a bola na baliza, aproveitando uma bola largada pelo guarda-redes depois de um remate do João Mário após tabela entre os dois, mas o golo foi invalidado por uma posição irregular de centímetros do Rafa. Se a entrada do Benfica no jogo tinha sido avassaladora, a reentrada na segunda parte também não foi nada má, com o Benfica a acumular ocasiões de perigo e a deixar bem vincada a ideia de que não vinha para se encostar à vantagem obtida e deixar que o Portimonense tivesse qualquer iniciativa no jogo. Ainda nos minutos iniciais, novamente o Neres e depois o Grimaldo viram o guarda-redes negar-lhes o que seria o nosso quarto golo. Só depois é que o jogo entrou numa toada mais morna, mas ainda e sempre sem que o Portimonense chegasse sequer a causar qualquer tipo de ameaça. Só nos minutos finais é que as coisas voltaram a animar. Primeiro, com mais uma obra prima de pastelaria, em que o Gonçalo Ramos é puxado de forma clara e ostensiva na área. Nem o Soares Dias, nem o VAR conseguiram achar que aquilo era motivo para assinalar penálti. Compreende-se, o puxão foi feito pelo filho do treinador do Porto e provavelmente ficaria mal assinalar a falta. Na resposta, o Portimonense conseguiu fazer provavelmente o primeiro contra-ataque perigoso na segunda parte, que só não deu golo porque o Aursnes conseguiu antecipar-se ao adversário no segundo poste e cedeu canto. Isto foi a cinco minutos do final, portanto se o Portimonense tivesse marcado provavelmente teríamos uns minutos finais complicados. Ainda antes do canto ser marcado, o Benfica trocou o Gonçalo Ramos e o Neres pelo Musa e o Gonçalo Guedes. Canto marcado, corte de cabeça do António Silva e a bola vai parar aos pés do Gonçalo Guedes na esquerda. Passe para o Grimaldo, passe longo a solicitar a corrida do Rafa, que apanhou metade do campo vazia para correr com a bola e já na área a meteu no meio nos pés do Musa, que só teve que a controlar e na marca de penálti atirar para onde quis. Foi mesmo impacto imediato. Não contente com isso, passados apenas dois minutos estava no sítio certo para aproveitar uma bola largada pelo guarda-redes a um cruzamento do Grimaldo e marcar um dos golos mais fáceis da carreira. Nos instantes finais, tempo ainda para o regresso do Bah e final de jogo apoteótico perante mais um estádio da Luz em miniatura, a exemplo do que tinha acontecido em Barcelos. Mais uma vez, ambiente incrível criado pelos nossos adeptos do primeiro ao último minuto, e o Benfica a jogar praticamente em casa.

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Numa exibição e resultado destes há obviamente muitos destaques se podem fazer. Fantástico o David Neres, ao melhor que lhe vimos esta época. Tal como o Rafa, sempre fundamental quando joga a este nível. Muito bem o Gonçalo Ramos, a obter finalmente o golo que já merecia há muito - e provavelmente mereceria ainda mais um golo. Grimaldo e Aursnes também bem, mas sobretudo um destaque merecidíssimo para o João Neves. Muito desta espécie de renascer do Benfica nos últimos jogos tem a ver com a entrada dele no onze. Um médio incansável, que está sempre onde anda a bola, corre e faz correr os colegas, recupera bolas, distribui o jogo e define quase sempre bem as jogadas. Muito difícil escolher entre ele e o Neres para qual o melhor em campo.

 

Faltam agora três pontos, ou uma vitória, para conquistarmos o título. Esta vitória foi fundamental, mas precisamente por ainda faltarem esses tais três pontos não podemos entrar em euforias porque nada está ganho. E só não digo que faltam apenas dois pontos porque nesse caso a coisa decidir-se-ia pela diferença de golos, e não consigo eliminar a possibilidade do Porto nos recuperar catorze golos em três jogos - bastam umas expulsões clinicamente madrugadoras, uns penáltis e tudo se consegue. É que já são quarenta anos disto. Eles não vão desistir até que seja matematicamente impossível, e continuarão a atirar tudo ao nosso caminho. O ás de trunfo Soares Dias foi já gasto nesta jornada e foi anulado por uma exibição avassaladora do Benfica, é esperar pelo próximo golpe. A outra parte da aliança do Altis, com quem jogaremos a seguir, está cada vez mais longe da Champions (é bom, para terem mais uma vez a noção de que sempre que se aliam aos outros para nos lixar, acabam eles lixados) e também quer acreditar até ao fim que ainda lá chegam. Perderam a oportunidade com que sonhavam, que era oferecerem a liderança aos patrões, mas certamente que quererão evitar a nossa festa antecipada, e é previsível que o amigo Fontelas envie mais uma encomenda para o próximo jogo.

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publicado por D'Arcy às 00:44
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Domingo, 7 de Maio de 2023

Justiça

A justiça tardou mas não falhou. Um golo do Rafa acabou por dar-nos uma mais do que merecida vitória sobre o Braga, sendo apenas de lamentar que esta não tenha acontecido por uma diferença mais expressiva tal foi a diferença de qualidade entre as duas equipas. A única questão que fica no ar sobre o Braga é porque motivo vieram à Luz jogar declaradamente para um empate que não lhes servia de todo? Nem para uma eventual reentrada na luta pelo primeiro lugar, nem na luta pelo segundo lugar. Já vi esta época equipas com muito menores aspirações do que o Braga virem à Luz jogar com mais ambição.

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Com o Aursnes a manter-se na direita da defesa a alteração no onze foi novamente no meio campo, onde desta vez foi o Florentino a ficar de fora e a titularidade a ser entregue à dupla João Neves e Chiquinho. O jogo explica-se de forma simples: Benfica muito superior ao Braga, sendo a única equipa a apresentar-se em campo com o objectivo de ganhar o jogo. O Braga empenhou-se em queimar tempo desde o apito inicial, tendo só durante a primeira parte conseguido interromper o jogo para assistências aos seus jogadores por quatro vezes. De cada vez que o Benfica aumentava um pouco mais o ritmo ou a pressão, imediatamente lá padecia um bracarense de dores insuportáveis e quebrava o ritmo. Jogar à bola foi coisa que o Braga não fez; as tentativas de ataque eram em transição com chutos longos para a frente, muitas vezes pelo guarda-redes e quase sempre à procura do Bruma, que jogava praticamente sozinho. A não ser que me tenha escapado alguma coisa, o Braga não fez um único remate na primeira parte. E se o fez, não terá sido mais do que um e certamente não levou a direcção da baliza, porque chegaram ao final dos 107(!) minutos de jogo sem terem obrigado o Vlachodimos a uma única defesa. Quanto a nós, mostrámos mais uma vez bons sinais de retoma e fizemos um jogo bastante bom, mas a padecer dos mesmos problemas crónicos: má definição final das jogadas e má finalização. Construímos situações de desequilíbrio e de perigo mais do que suficientes para irmos para intervalo a ganhar, mas a forma como acabámos por definir as jogadas foi péssima. Pareceu haver demasiada vontade em esperar por ou procurar um colega a quem entregar a responsabilidade da finalização, quase sempre com maus resultados. Um exemplo flagrante que me deixou à beira de um ataque de nervos foi uma bola metida nas costas da defesa em que o Gonçalo Ramos ganha no corpo a corpo com um defesa e se isola. Entra na área, e apenas com o guarda-redes pela frente acaba por ficar praticamente parado, como que a decidir como finalizar. Claro que o defesa conseguiu recuperar e desarmou-o por trás. O ar de graça do Braga na primeira parte foi dado mesmo no final, quando no espaço de um minuto o Ricardo Horta tentou simular dois penáltis, acabando amarelado apenas na segunda simulação. Com comportamentos destes, ninguém fica com pena que não tenha vindo para o Benfica. Aliás, com tanto jeitinho para as quedas simuladas na área, há outro clube no qual encaixaria que nem uma luva, e de certeza que o presidente dele facilitaria a transferência porque entre amigos é assim. Amarelados foram, ambos de forma ridícula, o João Neves e o Otamendi, com o segundo a completar a série e a ficar suspenso.

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Na segunda parte obviamente que pouco ou nada mudou, porque o Braga continuava fortemente empenhado a defender o precioso pontinho que para nada lhe servia. A única equipa a quem o empate beneficiaria não estava em campo, por isso continuo a estranhar a atitude do Braga neste jogo. Talvez o bónus eventual incluído na venda do David Carmo possa ser distribuído pelos jogadores, isso já era capaz de ser uma boa motivação. O Benfica continuou a desperdiçar ocasiões e a desesperar os adeptos, que encheram mais uma vez a Luz e proporcionaram um ambiente de apoio à equipa absolutamente fantástico. Por norma esta época o ambiente na Luz tem sido quase sempre bom, mas hoje esteve muitos furos acima da média. Nem achei que o Grimaldo estivesse particularmente assertivo nas subidas pelo seu lado neste jogo, mas à hora de jogo foi dele o cruzamento tenso que proporcionou mais uma ocasião flagrante de golo ao Gonçalo Ramos, com este a rematar de forma a fazer a bola raspar no poste. Do outro lado, o Aursnes esteve bastante mais activo, e na segunda parte beneficiou de uma ligeira subida de rendimento do João Mário, que tinha estado mais uma vez inconsequente durante a primeira parte. Com sessenta e seis minutos decorridos, o momento decisivo no jogo. O Braga faz a primeira substituição no jogo (aproveitando obviamente o Medeiros para queimar mais tempo na saída de campo, sempre com a complacência do árbitro) e fez entrar o Pizzi - que foi aplaudido. Não sei se era alguma tentativa de jogada psicológica, mas o Pizzi entrou, a bola foi reposta em jogo perto da nossa área, pela esquerda, o Benfica recuperou-a e o Neres, ainda no nosso meio campo, fez um passe perfeito para as costas da defesa subida do Braga, colocando-a na frente do Rafa. Já sabemos que em velocidade poucos ou nenhuns conseguem acompanhar o Rafa, portanto a expectativa passou imediatamente a ser se o Rafa conseguiria finalizar com sucesso. Progrediu até à entrada da área, perante o Matheus fez golo colocando a bola entre o braço e o corpo dele, e a Luz veio abaixo. Só depois disso, a quinze minutos do final, fizemos a primeira substituição, trocando o Ramos pelo Musa. E logo na jogada seguinte o Musa proporcionou ao Rafa a oportunidade para resolver o jogo, mas isolado ele tentou fazer o chapéu ao guarda-redes, que saiu demasiado por alto. Poderia ter optado pelo toque para o lado, onde tinha o Neres em boa posição. Só nos minutos finais o Braga arriscou um pouco mais, mas o melhor que conseguiu foram dois cruzamentos perigosos, ainda e sempre pelo Bruma, que ninguém conseguiu desviar para a baliza. Para os instantes finais, e já com o Guedes e o Florentino nos lugares do Neres e do João Mário, o árbitro decidiu acrescentar oito minutos de compensação. Na primeira parte, com quatro assistências a jogadores do Braga e constantes perdas de tempo, tinha dado cinco. Nesta, com apenas duas interrupções para assistências, deu oito. E de repente também pareceu preocupado com qualquer demora do Vlachodimos nas reposições de bola, quando nenhuma delas chegou sequer perto ao que o Matheus sempre fez sem qualquer reacção da parte do árbitro. Para fechar em beleza, a quinze segundos do final dos oito de compensação o Bruma conseguiu provocar uma confusão perto do banco do Benfica, à qual acorreu todo o banco do Braga à boa maneira do clube que idolatram. O árbitro aproveitou a perda desses quinze segundos para dar mais quatro sobre os oito que já tinha dado. Não fez diferença nenhuma, o Braga continuou a ser inofensivo e o final veio inevitavelmente.

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Mais do que destaques individuais, fiquei agradado com a atitude e exibição da equipa. Fomos mesmo muito superiores durante quase todo o jogo, e só a tradicional incapacidade para definir melhor acabou por impedir um jogo mais tranquilo. O Rafa já vinha dando sinais de melhorias nos últimos jogos e hoje continuou por esse caminho, obtendo um golo muito importante. Os problemas dele na definição já vêm de longe, e a anormalidade foi o quão bem ele esteve nesse capítulo durante a fase inicial da época. Pode ser que este golo possa contribuir para que regresse a essa forma, mas como sempre, a sua velocidade e mobilidade são armas importantíssimas. Bom jogo da dupla de centrais e até mesmo do Aursnes, mas continuo a querer que ele regresse a terrenos mais avançados. Gostei também do Neres, mas o Gonçalo Ramos esteve desastrado na finalização - não conseguiu acertar um remate na baliza. Por último, o João Neves. Sou o primeiro a admitir que nunca tive expectativas muito altas em relação a ele quando começou a surgir na equipa. Mas desde que foi chamado à titularidade que tem estado a cumprir com excelência, e hoje fez um jogo muito bom. Não gosto mesmo nada de fazer esta comparação, porque é um jogador que eu detesto pessoalmente, mas ele pode mesmo vir a ser uma espécie de João Moutinho. Um trabalhador incansável no meio campo, com boa capacidade técnica e de passe, boa leitura de jogo e pilhas que duram os noventa minutos. Hoje até o vi ganhar a maior parte dos duelos aéreos, e a jogadores bastante mais altos do que ele. Neste momento será difícil tirarem-no da equipa.

 

Foram uma vitória e um passo muito importante no caminho para o título, mas nada está ganho. O próximo jogo em Portimão, contra o clube lacaio do segundo classificado, vai ser decisivo. Acredito que irão atirar tudo o que têm contra nós, porque se o Benfica ganhar e puder ir a Alvalade sem a pressão de ter que ganhar o título muito dificilmente nos fugirá. Teremos que entrar com tudo e estar muito atentos a todas as manobras que se farão. Aliás, elas já começaram hoje, com o clube que sonha ser tão sujo como o segundo classificado a lançar o mote de um falso prejuízo de arbitragem (aqueles que depois do verdadeiro escândalo que foi a nossa eliminação da taça às suas mãos avaliaram peremptoriamente a arbitragem desse jogo como 'grande'). Amanhã os otários, perdão, o chamado tribunal do Nojo provavelmente aproveitará para pegar nisso e lá será lançada mais uma campanha de pressão sobre a arbitragem para o próximo jogo. Onde muito provavelmente estará um árbitro escolhido a dedo. Prevejo também uns jogadores do Portimonense, que não estão a jogar para nada, estranhamente motivados e a correr que nem cavalos de corrida. Máxima concentração e nada de euforias: é ignorar todos os títulos de campeão à vista e afins que certamente andarão por aí, porque ainda temos muito trabalho pela frente.

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publicado por D'Arcy às 01:22
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