VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES
Domingo, 31 de Agosto de 2025

Chavão

Este é um daqueles posts em que tenho que escrever o chavão do 'valeu pelo resultado'. Porque ganhámos, que era o mais importante, mas a exibição, que até nem tinha sido muito má até então, acabou por ficar manchada pela pobre fase final do jogo e pelo facto de termos finalmente concedido um golo.

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Quatro mudanças no onze - Samuel Soares, Tomás Araújo, Schjelderup e Ivanovic titulares, saíram Trubin, António Silva, Aktürkoglu e Pavlidis. Mantivemos portanto o esquema de um avançado e três médios (mais o Aursnes). O jogo até começou da melhor forma, com o Schjelderup a aproveitar uma insistência do Barrenechea e um corte imperfeito de um defesa para surgir isolado nas costas da defesa do Alverca e inaugurar o marcador logo aos cinco minutos de jogo. O melhor que poderia acontecer frente a uma equipa que tinha como plano enfiar-se dentro da área e sair em contra-ataque sempre que podia. E não foi o golo madrugador que alterou esse plano: linha de cinco atrás, com mais quatro à frente, e um jogador só na frente. Voltámos a assistir a um cenário bastante familiar, em que o Benfica revela dificuldades para criar situações de perigo e ultrapassar equipas extremamente defensivas. A posse de bola era esmagadora, mas andávamos a circulá-la sem conseguir criar lances de golo iminente, como ponta-de-lança a ser muito pouco servido. O Alverca, nas poucas vezes em que conseguia sair, ia conseguindo pôr à prova o Samuel e dando-nos avisos mais do que suficientes de que apesar de ainda não termos sofrido nenhum golo esta época, o resultado de 1-0 era claramente perigoso. Foi por isso bastante positivo que mesmo a fechar a primeira parte o Dedic tenha, numa excelente acção individual, marcado o segundo golo. Numa entrada pela direita deixou dois defesas pelo caminho e marcou com um remate cruzado ao poste mais distante. Jogo aparentemente controlado, apesar do Alverca ter entrado para a segunda parte logo a criar perigo num livre directo (mais uma excelente intervenção do Samuel), a que o Benfica respondeu com uma grande jogada individual do Schjelderup, que atirou ao poste. Até que a vinte e cinco minutos do final resolvemos fazer três substituições de uma vez - duas trocas directas, do Schjelderup e do Ivanovic pelo Prestianni e Pavlidis, e do Ríos (com amarelo) pelo Florentino - para entrar no que me pareceu aquele hábito irritante e que raramente corre bem de 'gerir o resultado'. Acto contínuo e seis minutos depois o Dedic foi expulso com o segundo amarelo - o árbitro já tinha mostrado que não tinha quaisquer contemplações e amarelava facilmente, e o Dedic viu dois amarelos por faltinhas a meio campo. A partir daí e até final, o jogo foi penoso para nós. Abdicámos completamente do ataque, entregámos a iniciativa do jogo totalmente ao adversário, e foi uma questão de ir aguentando à medida que eles se aproximavam cada vez mais da nossa baliza. Inevitavelmente acabámos mesmo por sofrer um golo a cinco minutos do final, num lance em que o Otamendi ficou mal devido a um corte imperfeito à entrada da área, directamente para os pés do marcador do golo.

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Destaques do Benfica, o Samuel Soares (o que diz bastante sobre o jogo), que mostrou estar perfeitamente à altura de ser chamado à titularidade sempre que necessário. Destaque também para o Schjelderup, que marcou um, esteve perto de marcar outro, e foi dos poucos jogadores de quem se poderia esperar algum rasgo no ataque. Foi substituído porque parece ser regra não escrita que seja sempre o primeiro a sair. O Dedic seria outro destaque não fosse a expulsão, que deixou a equipa em dificuldades. Mas é até agora a contratação para esta época que mais se está a destacar.

 

O registo continua perfeito à saída para a pausa das selecções, mas esperemos que no regresso consigamos mostrar evolução no nosso processo atacante. Quase todas as equipas na nossa liga irão jogar da mesma forma contra nós, e depois de revelarmos grandes dificuldades contra o Estrela, voltámos a fazê-lo neste jogo. É preciso encontrar soluções válidas para desmontar estas tácticas defensivas, e espero que o recém contratado Sudakov possa ser uma peça chave nesse processo.

 

P.S.- Boa sorte para o Florentino na nova etapa da sua carreira, depois de ter servido o nosso clube sempre de forma profissional e exemplar ao longo de quinze anos. 

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publicado por D'Arcy às 23:34
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Quinta-feira, 28 de Agosto de 2025

Melhor

Num dos jogos mais importantes da época o Benfica respondeu à altura e mostrou ser melhor do que o adversário, venceu, qualificou-se para a Champions League e continua sem sofrer golos em jogos oficiais esta época.

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Foi sem grande surpresa que vimos o Benfica regressar à fórmula que tinha apresentado em Istambul. A diferença foi que, com o Florentino suspenso, jogou o Barreiro como terceiro médio. A opção táctica revelou-se acertada para neutralizar completamente o Fenerbahçe na primeira mão, e nesta segunda fez mais do que isso e permitiu-nos uma manifesta superioridade em campo, expressa desde o apito inicial. A nossa equipa foi sempre muito agressiva na pressão alta, e conseguiu sair rapidamente sempre que a bola era recuperada. O Barreiro acabou por ser um dos destaques, pelas melhores e pelas piores razões. Logo ao terceiro minuto, desperdiçou de uma forma incrível uma ocasião quase impossível de falhar, conseguindo acertar no guarda-redes quando apareceu sozinho praticamente na pequena área, depois do Aursnes e o Pavlidis terem construído a jogada para lhe oferecer o golo. Estivemos sempre em cima do adversário e chegámos ao golo logo aos onze minutos, que após revisão do VAR acabou anulado por posição irregular do Barreiro. Pode-se até aceitar esta decisão, mas o segundo golo anulado ao Benfica, aos vinte e seis, já é mais difícil. Depois de um livre marcado sobre a esquerda, o Barreiro surgiu do lado oposto a cabecear cruzado para o golo, sendo este anulado por suposta falta sobre um defesa adversário. Não vi falta nenhuma, apenas um defesa a atirar-se para o chão. Mas a equipa soube resistir aos dois golos anulados (mais ao golo feito falhado) e colocou-se mesmo finalmente em vantagem aos trinta e cinco minutos (pouco depois de mais um falhanço enorme do Pavlidis). Foi uma jogada de insistência em que por mais do que uma vez parecia que os turcos iriam conseguir ficar com a bola, mas ela continuou a ser recuperada até que o Barreiro encontrou o Aktürkoglu solto sobre a esquerda, que finalizou com um remate imparável de primeira. Não deixa de ser irónico que tenha sido precisamente ele, que esteve com um pé no Fenerbahçe, a resolver a eliminatória. Até ao intervalo, ainda tivemos oportunidades para ampliar o resultado mas numa delas o Barreiro, com tempo e espaço na área, preferiu tentar passar a bola em vez de rematar, e na outra o mesmo Barreiro não conseguiu desviar a bola com sucesso mesmo à boca da baliza, atirando-a para fora.

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A segunda parte foi menos fulgurante da nossa parte. Nunca perdemos o controlo do jogo, mas acho que ficámos excessivamente confortáveis com o resultado demasiado cedo, e fomos progressivamente desaparecendo do ataque. Isto permitiu ao Fenerbahçe ir ganhando confiança e passar a ter mais bola, com mais aproximações à nossa baliza - mesmo assim, o Trubin não fez uma defesa durante todo o jogo. Achei que o nosso banco foi demasiado lento a reagir a este crescimento do Fenerbahçe e só quando a quinze minutos do final refrescámos o ataque - troca do Pavlidis e do Aktürkoglu pelo Schjelderup e Ivanovic - é que o Benfica voltou a aparecer mais junto da baliza adversária e a colocar o adversário em sentido. Também é verdade que tudo ficou mais facilitado quando o Talisca resolveu fazer o mesmo que o Florentino tinha feito em Istambul e viu dois amarelos no espaço de três minutos, deixando os turcos reduzidos a dez e o Benfica com as duas mãos no apuramento. Não voltámos a mexer na equipa (não me parece muito normal fazermos apenas duas substituições) e mesmo em vantagem não houve um grande esforço para chegar a um segundo golo que dissipasse todas as dúvidas. Mas não tivemos qualquer dificuldade em controlar o adversário e mantê-lo longe da nossa baliza até ao final do tempo de compensação. Nunca me pareceu que esta eliminatória chegasse sequer a estar em discussão, porque tal como contra o Nice, o Benfica mostrou ser sempre a equipa mais forte.

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Para melhor em campo vou escolher o António Silva. Continua num nível altíssimo, se calhar é mesmo o melhor que já o vi ter no Benfica, e ontem teve mais uma exibição imperial. E quando subiu à área, fez a assistência para o primeiro golo anulado, e esteve perto de marcar na segunda parte. Se o Benfica continua sem sofrer golos esta época, é muito por culpa da grande qualidade das exibições da nossa dupla de centrais. Conforme mencionei, o Barreiro também é um dos destaques, mas neste caso teve coisas muito boas e coisas muito más. Foi importantíssimo na pressão, esteve sempre em alta rotação durante todo o jogo, boas movimentações, e até acabou por ser ele a fazer a assistência para o golo que decidiu o jogo, mas aquele falhanço aos três minutos é imperdoável, tal como a decisão de tentar passar a bola ao Aktürkoglu quando estava em boa posição para rematar. Os médios aliás foram os nossos jogadores que maior influência tiveram na superioridade que tivemos em campo, com o Barrenechea, Ríos e Aursnes a jogarem num ritmo muito elevado.

 

O primeiro período crítico da época foi ultrapassado com sucesso total: Supertaça conquistada, apuramento para a Champions garantido, e duas vitórias nos dois jogos disputados na Liga. Será importante agora não deixar que exista qualquer tipo de relaxamento por terem sido atingidos os objectivos para esta fase inicial. Acredito que ainda irão haver mexidas no plantel até ao final da janela de transferências, mas não posso deixar de estar satisfeito com aquilo que já foi possível conseguir com os jogadores que temos.

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publicado por D'Arcy às 11:41
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Domingo, 24 de Agosto de 2025

Gestão

Uma parte bastou para que um Benfica em gestão, a pensar já na Champions, vencesse de forma relativamente fácil um Tondela que tentou ser atrevido mas que não possui argumentos suficientes para nos causar problemas.

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Foi quase meia equipa - cinco alterações - que mudou em relação ao último jogo. Apesar da defesa invicta, o nosso treinador mudou metade dela mais o guarda-redes, entregando a titularidade na baliza ao Samuel Soares, e trocando o António Silva e o Dahl pelo Tomás Araújo e o Obrador. Mais à frente, saíram o Florentino e o Aktürkoglu para regressarem o Ivanovic e o Schjelderup. Com vinte segundos de jogo, lançado pelo Dedic, o Ivanovic isolou-se pela direita e já de ângulo apertado obrigou o guarda-redes do Tondela à primeira defesa no jogo. Foi mesmo o mote para o que seria a primeira parte, durante a qual o nosso lado direito construiu praticamente tudo o que foram ocasiões de golo, e foram bastantes mesmo. O Tondela veio com vontade de surpreender e jogou de forma corajosa, sem enfiar toda a gente atrás a defender, mas apesar de ter chegado frequentemente à frente, não foram muitas as ocasiões flagrantes de golo criadas. Da nossa parte, perdi a conta às vezes em que conseguimos fazer jogadores aparece isolados sobre a direita, onde a parceira Aursnes/Dedic funcionou sempre muito bem, com o Ivanovic também a cair preferencialmente para aquele lado. Durante a primeira fase do jogo pareceu que iríamos ter mais um guarda-redes a ser herói, pois foram várias as situações que por ele nos foram negadas. Mas dado o volume de ocasiões criadas, pouco depois da meia hora de jogo a resistência acabou mesmo por ruir, quando depois de uma excelente iniciativa individual do Dedic, mais uma vez o Ivanovic se escapou pela direita e finalizou com um remate cruzado. O Benfica não abrandou com o golo e pelo contrário, até pareceu intensificar ainda mais a pressão, acabando por chegar ao segundo golo a três minutos do intervalo. Desta vez a fase final da jogada até foi construída pelo centro/esquerda (mas começou num pontapé de baliza, com a bola a passar por quase toda a equipa até lá chegar) entre o Pavlidis e o Schjelderup, mas o (grande) passe deste foi encontrar o Aursnes sozinho mais uma vez pela direita, e se o guarda-redes antes já lhe tinha negado uma oportunidade quase igual, desta vez nada conseguiu fazer. Em vez de rematar cruzado, o Aursnes disparou um míssil ao ângulo mais próximo, que deixou o guarda-redes sem reacção. A segunda parte foi, compreensivelmente, jogada com menor intensidade. Criámos muito menos situações de golo, as substituições foram conservadoras e feitas mais com o objectivo de poupar esforços a alguns jogadores, e apesar do Pavlidis ter continuado, sem sucesso, o seu duelo particular com o guarda-redes do Tondela, apenas no último minuto de compensação voltámos a fazer funcionar o marcador, quando o Prestianni, que tinha entrado para o lugar do Dedic (o Aursnes recuou no terreno) conseguiu à segunda tentativa fazer o golo que procurava. Dados os espaços que o Tondela concedeu atrás na forma como jogou, se calhar até poderia ter dado para um resultado ainda mais confortável.

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Melhores do Benfica neste jogo foram o Aursnes, sem qualquer surpresa, e o Dedic. Aquele lado direito está a funcionar muito bem, o Dedic é um lateral com muita vocação ofensiva (apesar de às vezes me parecer que fica com excesso de confiança e exagera um pouco) e ter o Aursnes à sua frente permite-lhe ser bastante ousado, já que o norueguês lê perfeitamente o jogo e sabe compensar devidamente as suas subidas, para além de conseguirem combinar os dois muito bem, sobretudo se tivermos em conta que o bósnio chegou há pouco mais de um mês. O Obrador, em estreia, pareceu algo nervoso e não foi tão ofensivo como o tinha visto ser no último jogo que fez pela equipa B, mas parece-me que tem as qualidades necessárias para aquilo que precisamos naquela posição. Cometeu um erro grande, que resultou num penálti mal assinalado contra nós, depois corrigido pelo VAR.

 

Foi mais um jogo com a baliza a zeros, no qual cumprimos todos os objectivos necessários: vitória tranquila, descanso de alguns titulares, poupança de esforços dos que jogaram. A qualidade do futebol durante a primeira parte teve alguns momentos agradáveis, e seria bom que os pudéssemos proporcionar de forma mais consistente. Continuo a achar, e para alinhar no discurso geral, que nos falta um jogador com mais criatividade no meio campo -  o Ríos definitivamente não tem essas características - por isso aguardemos pelo fim da janela de transferências. Agora o que interessa é o jogo de quarta-feira, que por vários motivos será um dos mais importantes da época.

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publicado por D'Arcy às 15:53
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Quinta-feira, 21 de Agosto de 2025

Controlado

A quinta folha defensiva limpa do Benfica em outros tantos jogos oficiais esta época valeu-nos um empate em Istambul que trouxe a decisão da eliminatória para nossa casa.

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Talvez tenha sido meia surpresa que o nosso treinador tenha optado por fazer duas alterações no onze que tinha feito os últimos três jogos. Ou não, porque em qualquer um desses jogos tive sempre a sensação de que o Schjelderup estava na equipa a prazo e que assim que pudesse o Bruno Lage voltaria a relegá-lo para o banco por troca com o Aktürkoglu, que foi o que aconteceu. A outra alteração foi a troca de um dos avançados, Ivanovic, por mais um médio defensivo, Florentino, o que significou uma mudança táctica na equipa. O jogo em si foi, previsivelmente, feio. Previsivelmente porque era mais ou menos o que eu esperava num confronto entre estes dois treinadores numa competição a eliminar. Foi intensamente disputado, mas quase sem momentos de criatividade e com as ocasiões de golo a serem praticamente inexistentes, para ambos os lados, durante todo o tempo. O mais do que propalado inferno turco em nada pareceu afectar o Benfica, que lidou com personalidade com o ambiente. Aliás será esse o ponto mais positivo a retirar: a forma segura como o Benfica esteve sempre em campo e defendeu de forma organizada, parecendo ter quase sempre o jogo relativamente controlado e nunca se deixando submeter a uma pressão intensa por parte do adversário. Inclusivamente quando, a cerca de vinte minutos do final, o Florentino borrou a pintura com dois amarelos no espaço de dois minutos e nos deixou reduzidos a dez. A equipa acabou por reorganizar-se bem e mesmo durante esse período o Fenerbahce foi incapaz de criar sequer uma ocasião que nos deixasse particularmente preocupados, se não contarmos com a má abordagem do Trubin a um remate de fora da área do Talisca que resultou num golo anulado por fora-de-jogo. De negativo, para mim, continua a ser a óbvia falta de ideias por parte do Benfica no ataque. É tudo demasiado previsível e sem o Schjelderup sente-se ainda mais falta de alguém capaz de um rasgo qualquer. Gostei mais da primeira parte do que da segunda, mas a segunda fica obviamente marcada pela expulsão, que permitiu aos turcos subirem mais no terreno e equilibrarem as contas em termos de remates e posse de bola. Mais uma vez as substituições parecem ser um incómodo para o Bruno Lage, que basicamente faz uma em tempo útil (normalmente para tirar o Schjelderup, mas desta vez ele não estava em campo). Neste jogo acabou por ser praticamente obrigado a mexer outra vez depois da expulsão, mas mesmo assim deixou duas por fazer.

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Para não variar o Aursnes esteve sempre num bom nível, porque não sabe jogar mal. Depois daquele erro cometido no final do jogo contra o Estrela, o António Silva voltou a jogar ao nível alto que tem apresentado esta época, acompanhado pelo Otamendi. Começa a ser preocupante a quantidade de passes falhados por parte do Ríos, bem como enervante que insista várias vezes em não jogar simples para um colega que tem mesmo ao lado, preferindo ficar com a bola nos pés e acabando por complicar as jogadas.

 

Obviamente que nada está resolvido, mas trazer a decisão para nossa casa é sempre positivo. No fundo, fizemos aquilo que se exigia numa eliminatória - eu pelo menos não esperava que fôssemos para Istambul jogar de peito aberto à procura de marcar golos, e vimos o que aconteceu ao Feyenoord na eliminatória anterior quando o fez. Se calhar o favoritismo passa agora a ser de 51% para nós. O Mourinho está muito longe de ainda ser aquilo que já foi, mas é um treinador muito experiente e se por acaso se apanha em vantagem há poucos como ele capazes de congelar completamente um jogo e bloquear um adversário.

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publicado por D'Arcy às 08:45
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Domingo, 17 de Agosto de 2025

Ensaio

A quarta vitória em outros tantos jogos acabou por ser o melhor de um mau ensaio para Istambul, naquele que foi claramente o pior jogo que fizemos esta época.

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Pelo terceiro jogo consecutivo apresentámos o mesmo onze, e logo deu para perceber que tínhamos um adversário adicional: o relvado, num estado lamentável para um jogo da primeira liga. Não que isso sirva de grande desculpa para o péssimo jogo que fizemos, mas não me parece admissível que se apresentem relvados daquela qualidade - parecia que tinha chovido a cântaros ou algo assim. Nem dá grande vontade para escrever muito sobre o jogo, no qual houve uma regressão da nossa parte e onde voltámos a mostrar problemas que nos afectaram constantemente a época passada. Pouca capacidade em ataque organizado - parecemos sempre mais confortáveis a jogar na transição - e as habituais dificuldades contra equipas com avançados que pressionam de forma agressiva, o que afecta seriamente a nossa saída de bola. Vi inúmeros passes errados e perdas de bola desnecessárias, e apesar de termos conseguido manter a nossa baliza a zeros pela quarta vez esta época, tal não se deveu a um bom desempenho defensivo - o Estrela teve ocasiões claras suficientes para ter conseguido marcar. Da nossa parte, criámos muito poucas oportunidades para aquilo que seria exigível contra um adversário deste nível. Contei talvez um par delas na primeira parte, e na segunda parte outras tantas. Chegámos ao golo que decidiu o resultado através de um penálti, por falta sobre o Ivanovic, aos quinze minutos da segunda parte, isto quando desde o regresso do intervalo me parecia que era o Estrela quem estava melhor no jogo. O Pavlidis converteu o penálti com a eficácia habitual, e depois disso nunca me pareceu que o Benfica tivesse realmente forçado à procura do golo da tranquilidade. As substituições foram as mesmas de sempre, com o Schjelderup a ser sempre o primeiro a sair, para entrar o Prestianni, e as outras a surgirem já mesmo no final do jogo, não para mudar o que quer que fosse mas apenas para queimar tempo. Apenas por uma vez estivemos perto de ampliar a vantagem num remate do Ivanovic defendido superiormente pelo guarda-redes do Estrela, e já em tempo de compensação poderíamos ter sofrido o empate, quando uma tentativa do António Silva colocar a bola com o peito no Dedic acabou por resultar num adversário isolado, que atirou por cima.

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Não sei quem poderei escolher para melhor em campo. Registo o que me pareceu uma evolução por parte do Dahl, mais participativo nas acções ofensivas da equipa - foi dele o (bom) cruzamento que resultou no penálti, esteve também envolvido na jogada perigos da primeira parte em que o Aursnes acabou por preferir meter a bola para uma tentativa de desvio de calcanhar do Pavlidis em vez de rematar, e ainda teve pelo menos um par de remates com algum perigo. Mau jogo do Ríos, que ainda por cima com o relvado naquele estado não pode dar-se ao luxo de tentar adornar lances com pormenores técnicos. Perdas de bola e maus passes em demasia para aquilo que se exige do jogador mais caro da nossa história.

 

Continuo a olhar com alguma desconfiança para este esquema de dois avançados sem que tenhamos um jogador mais criativo em campo - acho mesmo que a não contratação do Félix, ou de um jogador com as mesmas características, está a ser um revés para os planos desta época, e não consigo levar muito a sério as tentativas do nosso treinador de desvalorizar a ausência do tal criativo. Este jogo não deixou nada boas sensações e esta eliminatória contra o Fenerbahce pode marcar toda a época. O Benfica da Amadora não será suficiente para passá-la.

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publicado por D'Arcy às 18:36
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Quarta-feira, 13 de Agosto de 2025

Competência

A parte mais complicada estava feita, foi apenas uma questão de terminar a tarefa na segunda mão, o que o Benfica fez com competência.

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Entrámos em campo com o mesmo onze que a semana passada tinha vencido em Nice. Com o Benfica confortável sobre a vantagem trazida da primeira mão, coube ao Nice tentar surpreender com uma entrada forte, a pressionar alto para chegar a um golo madrugador que pudesse voltar a lançar dúvidas no desfecho da eliminatória. Lidámos com esta pressão durante os dez minutos iniciais com relativa tranquilidade e depois começámos a responder, procurando sobretudo transições rápidas, com o Schjelderup e o Pavlidis mais em jogo do que o Ivanovic, que ao contrário do jogo anterior esteve mais apagado. O Benfica tem mais qualidade do que este Nice e chegou com alguma naturalidade ao golo. Foram dois no espaço de oito minutos, ambos através de combinações entre os nossos dois noruegueses. Primeiro aos dezanove minutos, com o Schjelderup a ser desmarcado pela esquerda por um grande passe do Barrenechea e a servir o Aursnes bem no centro da área, que num bom pormenor técnico marcou: um toque para evitar o defesa, e outro para colocar a bola fora do alcance do guarda-redes. Depois inverteram-se os papéis e foi o Aursnes quem, na direita, recebeu a a bola do Dedic e colocou-a com um passe atrasado na zona central à entrada da área, onde o Schjelderup rematou de primeira, rasteiro e colocado, com  bola a bater ainda no poste antes de entrar. A eliminatória estva mais do que resolvida, e apesar de uma resposta do Nice em que enviaram uma bola o poste, foi o Benfica quem ficou  dever a si próprio um resultado mais dilatado. Mesmo sobre o intervalo o Ivanovic desperdiçou uma ocasião soberana para marcar depois de mais um lance de transição construído pelo Schjelderup e o Pavlidis. Na segunda parte, pareceu que o Nice tentou outra vez entrar de forma a marcar cedo, mas com tudo mais do que resolvido o Benfica não teve quaisquer problemas em lidar com isso (não me recordo de uma defesa do Trubin, e aliás acho que o Nice não conseguiu acertar um único remate na baliza) e voltou a desperdiçar situações para ampliar a vantagem. A mais flagrante foi uma bola na barra por parte do Schjelderup, instantes antes de ser substituído pelo Prestianni (boa entrada no jogo) mas tivemos outras situações que não resultaram em golo por má definição ou por excesso de generosidade, como nos casos do Aursnes ou do Ríos, que em boa posição para rematar preferiram procurar assistir um colega.

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Para melhor em campo escolho o Aursnes, que parece adaptar-se maravilhosamente ao papel entre a direita e o meio. Tanto é extremo, como lateral para permitir as subidas do Dedic, como aparece em zonas interiores e até na zona do ponta-de-lança, como no lance do golo. Tem uma leitura táctica do jogo muito superior ao normal, e a forma como se movimenta sem bola é o espelho disso. Não sei se o Benfica está a pensar contratar um extremo para a direita, mas creio que a equipa perderá muito se o Aursnes deixar de executar estas funções. O Schjelderup é outro dos destaques e continuo com esperança que lhe seja concedida a oportunidade de jogar mais regularmente a titular. Nota-se evolução a cada jogo e parece um jogador diferente, para melhor, daquilo que era a época passada. O António Silva está a fazer um início de época muito bom, e ontem voltou a confirmá-lo.

 

Segue-se a estreia na Liga Portuguesa, na qual será importante entrar da melhor maneira. Para todos os efeitos o jogo adiado acaba por colocar um pouco mais de pressão, porque no caso de correr mal o Benfica arrisca-se a olhar para a tabela e ver-se à segunda jornada logo com cinco ou seis pontos de desvantagem para o topo. Quanto ao playoff da Champions, o próximo adversário será o Fenerbahce do Mourinho, que terá um grau de dificuldade muito maior - e ao seu estilo, o Mourinho já começou com os jogos psicológicos. É uma eliminatória cujo desfecho pode ser determinante para marcar toda a época, e teremos que estar a um nível ainda mais alto para a conseguir ultrapassar.

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publicado por D'Arcy às 12:07
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Quinta-feira, 7 de Agosto de 2025

Sóbrio

Uma vitória importantíssima em Nice na primeira mão desta pré-eliminatória da Champions, resultado de um jogo bastante sóbrio da nossa equipa. Creio que do primeiro ao último minuto não deixámos grandes dúvidas sobre qual é a equipa mais forte neste confronto.

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Já se suspeitava e confirmou-se: apenas dias depois de ter chegado, o Ivanovic foi imediatamente lançado a titular, ocupando o lugar que tinha sido do Barreiro na Supertaça. Na esquerda, e na ausência do Aktürkoglu, jogou sem surpresa o Schjelderup. Não foi um jogo particularmente exuberante, houve poucas oportunidades de parte a parte, mas desde o início achei que a nossa equipa pareceu sempre bastante segura de si mesmo, e confiante na forma como trocava a bola e apresentava uma boa organização defensiva. Na direita, boa dinâmica entre o Dedic e o Aursnes, e do outro lado o Schjelderup esteve a um bom nível, mostrando qualidade com as bola nos pés. Quanto ao Ivanovic, mostrou ser um avançado diferente do Pavlidis, com mais chegada à área para o último toque. É também um avançado com capacidade de luta, e que pode ser importante na primeira linha de pressão e até mesmo nas ajudas defensivas. O intervalo chegou com o nulo no marcador, tendo pertencido ao Benfica a melhor ocasião de golo, quando o Pavlidis esteve muito perto de marcar a passe do Schjelderup. Mas o golo surgiu cedo na segunda parte, e pelo estreante Ivanovic. Um bom desenho ofensivo por parte do Benfica, com o António Silva a abrir o jogo na direita e depois o Dedic e o Aursnes a combinarem, com o cruzamento deste a sair perfeito para a entrada do Ivanovic numa movimentação 'à ponta-de-lança', nas costas do defesa, para uma boa finalização de primeira e com algum grau de dificuldade, apanhando o guarda-redes em contra-pé. Creio que a partir desse momento ficou mais ou menos claro que o Nice não conseguiria ir atrás do resultado. O Benfica continuou sempre a jogar num bloco muito sólido e com uma calma muito grande que mostrava muita confiança. O Trubin acabou por não ser posto à prova uma única vez. A primeira alteração trocou o Schjelderup pelo Prestianni, e para os minutos finais fizemos três de uma vez, alterando o desenho táctico para apenas um avançado, de forma semelhante à apresentada na Supertaça. Saiu a dupla de avançados e o Barrenechea, entrando o Henrique Araújo, Barreiro e Florentino. E foi este último que se tornou protagonista inesperado, arrancando um remate a uns vinte metros da baliza para fazer o segundo golo, a dois minutos dos noventa, e deixando a eliminatória muito bem encaminhada.

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Tenho alguma dificuldade em escolher um melhor em campo porque achei que a equipa esteve bem num todo. Talvez o Aursnes mereça uma menção, por ter feito a assistência para o primeiro golo e por ter sido quase perfeito tacticamente. Creio que será difícil que não acabe por fazer o resto da época naquela posição, entre a direita e o meio (faz-me lembrar o papel que há uns anos o Ramires fazia, com muito bons resultados). Não sei se o Aktürkoglu vai ou não sair, mas se isso acontecer espero que signifique mais oportunidades para o Schjelderup jogar com regularidade. Continuo a achar que ele tem bastante qualidade, e se jogar regularmente tenho poucas dúvidas de que continuará a evoluir muito. Na generalidade, gostei do que vi do Ivanovic. É um avançado com boa mobilidade e bastante agressividade, que procura finalizar sempre que possível. Marcou um bom golo, falhou mais um par de ocasiões, mas estamos a falar de alguém que está a trabalhar com a equipa há menos de uma semana. Quando estiver mais integrado poderá ser ainda melhor.

 

Confesso que fiquei agradavelmente surpreendido com o desempenho neste jogo. Achei que foi uma grande evolução em relação ao jogo da Supertaça - não só se notaram mais rotinas entre os jogadores, como gostei da forma personalizada como estivemos sempre em campo. Temos a eliminatória na mão, agora é terminar a tarefa na próxima semana, com o cuidado de evitar qualquer excesso de confiança.

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publicado por D'Arcy às 11:35
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Sexta-feira, 1 de Agosto de 2025

Décima

Uma vitória magra num jogo com pouca qualidade deu ao Benfica a sua décima Supertaça, que ainda assim é parco consolo para a Taça de Portugal que nos foi roubada há um par de meses. Apesar da satisfação por significar mais um título no nosso historial, a exibição não dá propriamente para termos já grandes motivos para júbilo e mostra que ainda temos muito trabalho pela frente, sobretudo com o importante confronto com o Nice a acontecer daqui a dias.

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Dadas as condições em que iniciámos esta época, o jogo fez literalmente parte da nossa preparação de pré-época para o objectivo importante da qualificação para a Champions. O Benfica entrou com três reforços de início - Dedic, Barrenechea e Ríos - e com uma meia surpresa do Barreiro. Ou seja, quatro médios-centro de início, com o Aursnes a jogar previsivelmente sobre a direita. A primeira parte não foi particularmente boa. O Sporting esperava pelo Benfica atrás para depois ultrapassar a nossa primeira linha de pressão (que ainda parece pouco afinada) com alguma facilidade e depois teve por diversas vezes caminho aberto, com demasiado espaço na zona central, para progredir até à nossa área. Muitas vezes bastava fazerem-no com dois ou três jogadores, porque dávamos espaço suficiente para isso. Também não gostei de ver várias vezes adversários a receber a bola demasiado à vontade no nosso meio campo defensivo. Mas ocasiões de real perigo, na verdade, não vimos, sendo excepção o golo anulado ao Sporting logo aos seis minutos. Depois da meia hora de jogo pareceu-me que nos organizámos melhor e aqueles espaços deixaram de ser concedidos. O jogo ficou decidido aos cinco minutos da segunda parte, pelo inevitável Pavlidis. O Sporting até pareceu ter entrado com mais velocidade, mas depois de uma bola recuperada a meio campo o Ríos conseguiu encontrar espaço entre vários adversários para colocar a bola no grego sobre a esquerda, e depois da entrada do Dahl (finalmente a fazer uma movimentação 'à Carreras') o cruzamento deste não chegou ao Barreiro e foi mal aliviado para a entrada da área, onde o Pavlidis rematou de primeira por entre as pernas do Hjulmand, com a bola a sofrer um pequeno desvio e o Rui Silva a ficar mal na fotografia. O Sporting sentiu o golo, o Benfica ficou muito mais confortável no jogo, e minutos depois o Rui Silva teve oportunidade para se redimir com uma grande defesa a mais um remate do Pavlidis à entrada da área, que parecia ter tudo para ser golo. O Benfica pareceu ter sempre o resultado seguro e nunca permitiu grandes ocasiões de golo ao adversário, optando nos minutos finais por congelar o jogo. Achei um pouco surpreendente que o Bruno Lage apenas tenha optado por fazer substituições a partir dos oitenta minutos, dado que a nossa equipa ainda está com pouco ritmo competitivo.

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O nosso melhor jogador foi, para mim, o Pavlidis. Foi obrigado demasiadas vezes a recuar para entrar no jogo, dado que neste jogo ficou por muitas vezes evidente a falta de um elemento criativo para fazer a ligação com o avançado. Não me parece que este onze seja uma opção válida para apresentar na maioria dos jogos esta época. O António Silva também fez um jogo muito bom. Dos reforços, o Dedic parece ser o tipo de lateral de que precisamos, com bastante inclinação ofensiva. O Barrenechea é uma alternativa directa ao Florentino, e o Ríos será um dos nossos principais jogadores esta época, embora tenha achado que sobretudo na primeira parte exagerou em iniciativas individuais e toques artísticos desnecessários. Gostei bastante mais da segunda parte.

 

No final do jogo o treinador do Sporting voltou a mostrar a sua reconhecida falta de classe, retirando mérito ao Benfica pela vitória e nem sequer cumprimentando o treinador adversário. Quando há dois meses nos roubaram literalmente uma Taça de Portugal, não o vi com estes pruridos, por isso gostei do curto comentário do Bruno Lage ao comportamento desrespeitoso. Não deixou no entanto de ser reconfortante que o treinador do Sporting tenha achado que foram 'muito superiores em todos os aspectos' e que foi até o melhor jogo que fizeram desde que ele lá chegou. Não sei quem é que ele está a tentar convencer, mas cingindo-me aos factos, o que ele considera ser o melhor jogo não chegou para vencer uma equipa que teve metade do tempo de férias, entrou em campo com metade do tempo de pré-época e apenas um jogo de preparação, e está em renovação. Como nota final, e apesar de termos ganho, não deixo de assinalar a indicação de que certos pormenores fora do campo se vão manter exactamente na mesma esta época. O Sporting continuará quase sempre a ter nomeados os árbitros que quer, quando quer, e a nomeação do Veríssimo (que logo a seguir ao apito final da Taça roubada, absolutamente toda a gente podia adivinhar que iria acontecer para este jogo) é a prova disso. Desta vez não teve oportunidade para decidir a favor do seu clube, mas a julgar pelo registo da época passada, mais oportunidades não lhe faltarão.

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publicado por D'Arcy às 11:06
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