VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES
Terça-feira, 30 de Outubro de 2007

O acessório e o essencial.

Sobre a assembleia geral ordinária de ontem há a registar três coisas:

- A não aprovação do nome de Henrique Granadeiro como sócio honorário;

- A contestação de sócios do Benfica pertencentes a claques do nosso Clube;

- A aprovação do relatório e contas do exercício de 2006/07.

 

São assuntos que não se fundem nem se podem confundir. Vamos ao que é acessório.

A não aprovação de um nome para sócio honorário deve-se a uma de duas coisas: ou a argumentação utilizada pelos proponentes foi fraca ou a relevância do papel do proposto na vida benfiquista não é suficientemente forte para merecer supina distinção. Em qualquer dos casos, é um facto perfeitamente acessório e só constitui notícia pelo gigantismo do Benfica perante o nanismo vizinho e a falta de horizontes de alguma imprensa dita desportiva. (Assunto interessante seria discutir as motivações que nortearam esta estranha proposta, mas isso é coisa que não vejo analisada).

 

Não vou entrar em discussões estéreis sobre a pertinência ou não da existência de claques organizadas no futebol. A doutrina divide-se e há argumentação igualmente válida de ambos os lados. No entanto, e a questão de fundo é esta, há uma legislação a cumprir. Num estado de direito a Lei cumpre-se. Dificilmente compreendo como é que se pode contestar quem, no exercício das suas funções e competências, zela para que no seio do seu clube a Lei não seja um mero exercício de retórica. As questões são apenas estas: as nossas galhardas e entusiásticas claques estão ou não legalizadas? A Direcção do Benfica está ou não a agir em conformidade com o espírito da lei? As Direcções dos outros clubes estão ou não a aplicar esta lei? Quem é que está a ferir a legalidade? Depois de respondidas estas questões, saberemos de que lado está a razão.

Por outro lado, é ponto imprescindível que o nosso Clube não fique refém de ninguém: nem do aparente autismo da Direcção e muito menos da gritaria de alguns membros das claques. Haja bom senso.

 

Tratado o acessório, vamos ao que é essencial.

Foi de extrema importância a aprovação do relatório e contas do exercício de 2006/07, o primeiro a apresentar saldo positivo desde que Vieira chegou à presidência. Isto, meus caros, é o sumo da reunião de ontem. Isto, meus caros, é de onde o folclore adjacente tem tentado desviar a nossa atenção.

publicado por Pedro F. Ferreira às 13:04
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48 comentários:
De LMB a 30 de Outubro de 2007
De que serve uma Assembleia Geral Ordinária se esta não for ordinária....!

Para isso mude-se o nome....!
Assembleia Geral Delicada...
Assembleia Geral Respeitosa....
Assembleia Geral Amorosa......

Mas enquanto esta for ordinária....há que fazer justiça ao nome!!

Anastércio Leonardo
De LMB a 30 de Outubro de 2007
O meu outro eu, mais sério...!

Eu como escrevi no Post....acho uma vergonha a proposta do granadeiro para sócio honorário....ainda para mais, um senhor com um cabelo daqueles nem sequer devia sair à rua, quanto mais ser sócio de uma instituição de prestígio como o Benfica!

Quanto às claques...acho bem que sejam legalizadas...mas o que me pareceu é que o LFV não as tem apoiado....ou ajudado nesse processo de legalização/liberalização....dai a revolta dos mesmos....! Mas aproveito para dizer aos membros das claques que por aqui passam....lá por serem das claques não são mais adeptos do que nós, e os jogadores quando falam dos adepto falamo dos membros das claques até ao senhor de 90 anos que vai ao estádio tentar gritar pelo Benfica!

Quanto ao relatório e contas....não quero comentar...porque eu penso, e penso nisso em relação a todos os clubes....que é impossível num negócio onde toda a gente ganha dinheiro desde jogadores a treinadores passando pelos patrionadores e pela TV e até os funcionários, só os clubes é que não conseguem lucrar...não faz sentido...e é estranho!

Quanto ao resto somos os maiores! Benfica sempre

Anastercio Leonardo
De Pl@ka a 30 de Outubro de 2007
Mais um grande post, amigo Pedro! Subscrevo inteiramente, mas deixa-me acrescentar que é com alguma tristeza que vejo as claques do Benfica (cheguei a fazer parte dos Diabos Vermelhos) fazer este deplorável papel! A lei está ai para todos e ainda não ouvi um único argumento da parte das claques que me expliquem o porquê de serem das poucas a não se "legalizarem"! Sinceramente é triste!

Abraço benfiquista!
De Cavém a 30 de Outubro de 2007
Mai' Nada!
De Glorioso Adepto a 30 de Outubro de 2007
Perfeitamente de acordo, Pedro.

As claques várias vezes reclamam para si o papel quase exclusivo de benfiquismo. Eu, que nunca pertenci a uma claque, tenho como primeira imagem de vida um golo do Néné, já lá vão cerca de 30 anos. Podemos então discutir benfiquismos (o meu é maior que o teu, and so on!).

Acho execrável que se misture assuntos (o apoio às claques com a aprovação do relatório de contas) e isso só é possível porque o Benfica é (felizmente) um clube democrático. Mas quem vai para uma assembleia geral tem de perceber que vai para lá com uma ordem de trabalhos.

Em relação às claques propriamente ditas, a lei é clara. E elas não estão a cumprir. Se até aqueles projectos de seres humanos que são os super qualquer coisa já estão legalizados, que desculpa têm as nossas claques para não o fazerem?

P.S. - Em relação ao apoio que dão às equipas do clube, têm sido inexcedíveis. Escusavam era de terem canticos em que se vangloriam a eles próprios em vez do clube. É que assim dá ideia de pertencerem a um "gang"!
De Artur Hermenegildo a 30 de Outubro de 2007
Não estive na assembleia, pelo que comento com base nos factos e no que vi escrito aqui.

1 - Foi importante a aprovação do Relatório e Contas, mas preocupante o número de votos contra e abstenções. Há que perceber que a votação do relatório e contas não é um referendo sobre os resultados da equipa de futebol, muito menos sobre a valia das contratações.

2 - Sou a favor da legalização das claques, e não percebo a resistências a isso por parte das mesmas. O argumento de "somos todos sócios do Benfica" que ainda há dias me repetia um amigo meu dos No Name é um total disparate.

3 - Enquanto não houver legalização, é óbvio que a Direcção deve fazer respeitar a lei. Se tem ou não havido excesso de zelo por parte de elementos da segurança, não comento porque não conheço os factos.

4 - Também me parece óbvio que a presença da PSP nas imediações da Assembleia de ontem pode ter acontecido por iniciativa própria, uma vez que é sabido que a PSP segue activamente as claques.

5 - Era bom que todos nós aprendesemos a discutir ideias e argumentos sem recurso ao insulto e à violência. Incidentes como aconteceram ontem só aproveitam aos nossos adversários.

6 - Lamento que se ameacem jornalistas, mas gostaria de deixar claro o seguinte. Se eu estivesse na Assembleia, também não gostaria de ser filmado. O direito a informar não se pode confundir com o direito de recolha indiscriminada de imagens e consequente divulgação igualmente indiscriminada das mesmas. (Se só fosse possível informar com recurso a imagens, nunca teria havido jornais nem noticiário radiofónico).

É preciso que as TVs percebam que o facto de cumprirem a missão de informar o público não os coloca acima do direito das pessoas à privacidade e à liberdade de expressão; e o simples facto de se ser filmado por exemplo durante uma intervenção inevitavelmente condiciona qualquer pessoa e é uma ingerência nessa mesma liberdade.

Mas repito, terá de haver formas de garantir isto sem o recurso a ameaças e muito menos a violência sobre jornalistas.
De Zé João a 30 de Outubro de 2007
Concordo, na generalidade, com este post.
Relativamente à Assembleia, não percebo o porquê de tanto alarido com os resultados, os votos, a não aprovação de propostas da Direcção ou de algum dos presentes. Isso faz parte de um NORMAL funcionamento desse tipo de orgãos. Qual é o espanto? Só mesmo a má-fé e o gosto pelo sensacionalismo é que podem tranformar actos normais em verdadeiras catastrofes.
Eu ficava mais preocupado com uma noticia do genero "propostas da direcção foram impostas aos socios, apesar de estes, na sua maioria, terem votado contra". Aqui sim, estávamos perante uma anormalidade que inclusivamente levantaria outro tipo de preocupações.
Relativamente á questão das claques e dos seus protestos.
Um tema interessante e que eu desenvolveria aqui de forma promenorizada mas que neste momento me é imposivel
A analise deste tipo de episodios tem reflexo num jogo de conveniencias que se foi estabelecendo ao longo dos anos entre a Direcção e as próprias claques.
Se actualmente existe um regime sobre a constituição e funcionamento das claques, como asssociações de adeptos, obviamente que terá de ser cumprido. O SLB não está acima da lei.
Muitos dirigentes no passado infelizmente pensavam assim e por isso acumulamos dividas ao fisco, rasgamos contratos, não cumpriamos com obrigações contratuais, manipularam-se Assembleias etc.
Agora eu sei que é conveniente para as claques passarem despercebidas e não assumirem compromisso formais pois isso envolve a exposição de alguns dos seus membros que cometem ilicitos atrás de ilicitos, desde de actos de violencia gratuita até outros actos que exprimem delitos maiores. Por outro lado o apoio organizado , mesmo que não formalizado, constitui-se como uma massa de adeptos irredutiveis que apoia o clube em qualquer circunstancia. E disso as Direcções não têm abdicado, até porque nos ambientes mais "hostis" é essa massa adepta que tem feito a diferença no apoio ao clube, com a benece de , ao não apoioar formalmente nenhuma das claques, o clube tambem não é responsabilizado por actos de violencia das mesmas.
Este fenomeno de grupos de apoio "irredutivel" ao clube tem as suas origens noutras partes da Europa, apesar de existir a nivel mundial uma cultura global que tem inclusive muitas influencias distintas. de um lado temos a mentalidade "ultra", cultivada pelas claque italianas, de outro lado temos a influencia inglesa com os "casual hooligans", para citar as mais conhecidas, e que se baseiam num misto de apoio incondicional aos clubes e de uma supremacia como grupo, que se traduzia através da "força" resultava sempre em confrontos entre grupos rivais de forma a apurar a sua qualidade.
Portugal não foge à regra e foi no inicio dos anos noventa que este tipo de movimentos ganhou maior expressão, apesar de existirem claques organizadas desde finais de 70 inicios de 80, com o aprecimento de uma das claques do nosso clube os No Name Boys. Se nos recordarmos foram alguns episisodios relacionados com os NN que inflamaram a opinião publica e lançaram uma moda á qual aderiram muitos jovens adolescentes portugueses, que era de fazerem parte de uma claque do seu clube. Em portugal, o fenomeno de imitação é bem evidente e basta observar o funcionamento de uma claque e as suas acções para o confirmar
Concluindo e baralhando, tem uma claque legitimidade para se comportar como ontem se comportaram?
Por um lado não, porque tirando a relação emocional, formalmente não tem relação institucional com o clube. Por outro ,tem .Pois acaba por ser "usada" pelo clube que , pela porta do cavalo, lhe vai criando espectativas de apoio em determinados momentos.
Obviamente que este tipo de incidentes não se justificam e que só expoem negativamente o clube.
E disso nós não precisamos!
De Pelicano a 30 de Outubro de 2007
Mais do que na aprovação, a importância reside nos resultados.
Houve muitos relatórios e contas aprovados no tempo do vale...
Quanto às claques, conforme foi dito num dos comentários acima, também eu ouvi o tal argumento de que são um grupo de sócios apenas...
Parece que isso lhes confere o direito de não se organizarem pois, mesmo na eventualidade de surgirem desacatos, a polícia poderá sempre procurar nos registos do Benfica.
Esta justificação não tem pés nem cabeça pois, caso contrário, que raio de explicações vão eles pedir ao presidente, as tais que se dizem impossibilitados de pedir por nunca serem recebidos...

"Benfiquistas desde pequeninos"
http://pelicanobenfica.blogspot.com
De abidos a 30 de Outubro de 2007
A maioria das claques da primeira divisão, discordaram desta nova lei, mas todas pressionadas pelos seus clubes, e as policias, acabaram por se legalizar, as claques do Benfica não concordando com a regulamentação, mantiveram a posição inicial.

Nunca foi membro 'oficial' de uma claque, mas assisti a muitos jogos no Estádio da Luz, como 'cola', dos NN, hoje em dia, tenho lugar cativo no Piso 3, e prefiro a ver os jogos sentado, do que em pé.
Repudio actos de violência, para com os adversários, policias, ou outras pessoas, mas o apoio das claques, ao clube, é importante, e não deve ser desprezado. Não devemos misturar, delinquentes, que existem, com a maioria dos membros das claques.
Um dos ultimos grandes exemplos desse apoio, foi a final da UEFA Cup de Futsal, com o Boomerang, onde os NN, tiveram extraordinários.

O registo das claques, é ineficiente, e pode levar ainda, a mais impunidade.
Já afirmei no post anterior, a responsabilização dos actos de violência, deverá ser INDIVIDUALIZADA, e não responsabilizar o grupo, por actos estúpidos, de míudos estúpidos.
Gastou-se milhares de euros, nos sistemas de video-vigilância, mas até agora não tenho conhecimento de que alguém tenha sido acusado, com base nas imagens, será que as camaras estão ligadas?
O ano passado no Benfica-Porto, assistimos a uma vergonhosa, actuação das claques do Porto, e da policia, que ao ver as cadeiras a voar do piso 3, para o Piso 0, preferiu actuar cá em baixo, do que lá em cima. Não existem fotografias com os filhos-da-mãe que atiraram as cadeiras?
Responsabilizar a direcção das claques, não é a solução, porque isso ainda pode incentivar os 'mongoloides', que estão dentro das claques, a aproveitarem-se da 'cobertura', que a lei lhes dá, sabendo que não serão eles os acusados, mas sim a direcção...

Bater em membros de claques, porque estes tem FAIXAS, ou TARJAS, não 'legalizadas', é RIDíCULO !!!
De dosul a 30 de Outubro de 2007
Acho bem que as Contas tenham sido aprovadas, mas também acho bem o susto pregado ao LFV pelos presentes.
A atribuição do título de sócio honorário ao sr Granadeiro era ridícula, pelo que o chumbo foi mais do que esperado.

Relativamente ao resto temos de distinguir dois assuntos distintos:
1 - A legalização ou não das claques
2 - Face à não legalização, os abusos que têm sofrido enquanto sócios e cidadãos comuns.

1 - O não alinhamento das claques do SLB com a Lei 16/2004 é uma questão de princípio e de direitos constitucionalmente reconhecidos. Falando como exemplo dos Diabos Vermelhos, a claque já é constituida como Associação à vários anos, o problema neste momento reside no facto da aplicação da lei 16/2004 obriga ao registo INDIVIDUAL de cada membro no CNVD com dados relativos a nome, idade, data de nascimento, telefone e morada.


2 - Sendo que as claques não estão legalizadas, é direito do Benfica a não disponibilização do espaço das sedes ou outras claras regalias atribuídas às claques.
Não sendo reconhecidas, pensarse-ia que os seus membros (que são obrigatoriamente sócios do SLB) seriam não mais do que sócios comuns. O problema prende-se com o facto de momento serem tudo menos isso. Neste momento estes sócios são tratados como sócios de segunda, tendo menos direitos e mais obrigações que quaisquer outros sócios do SLB.

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