Domingo.
Na ressaca de uma vitória, Cristiano Ronaldo insurge-se contra o público que assobiou a Selecção. Para mostrar o que é um bom público exemplifica com o facto de os ingleses nunca o terem assobiado. Alguém lhe devia explicar que não se defende o nós, exemplificando com o eu e atacando o eles.
Segunda-feira.
Não houve jogos. Luisão diz que não quer sair do Benfica sem ganhar outro título. É por estas e por outras que Luisão é um líder.
Terça-feira.
Na Segunda-feira, Bynia regressou de um estágio da Selecção dos Camarões, Camacho deu-lhe um abraço e "A Bola" noticiou o abraço na edição de terça-feira. Não se esqueceram de referir que todos os colegas o cumprimentaram. Decididamente, no jornalismo desportivo não há silly season.
Quarta-feira.
Portugal apura-se para o Europeu num empate com a poderosíssima Finlândia. O público do Dragão foi inexcedível sempre que a nossa Selecção atacava. Nos últimos cinco minutos, a voz que mais se ouviu foi a do speaker. Aquilo é que o homem gritava. Cristiano Ronaldo louvou o público. Scolari fez uma espécie de fellatio ao Pinto da Costa. Simão fez uma espécie de manguito ao Scolari. Scolari fez uma espécie de manguito aos jornalistas. Portugal fez uma espécie de bocejo perante aquilo. Já há muito que não me divertia tanto.
Quinta-feira.
Os jornalistas desportivos aproveitaram para acertar velhas contas com Scolari.
Sexta-feira.
Um chega de madrugada, outro tem um problema algures pelos intestinos e ainda não regressou. O Presidente diz nada saber. Camacho diz que Selecção sim, mas…
Isto é tudo muito lindo, mas o que é certo é que o nosso Benfica vai a Coimbra (que saudades!) sem os uruguaios. O episódio gástrico ou intestinal de C. Rodriguez tresanda. Agradeço que alguém mo explique devagar para ver se o percebo depressa.
Sábado.
Escrevo estas linhas muitas horas antes do jogo contra a Briosa. Logo à noite vai-se defrontar o Clube que me corre nas veias contra um Clube que adoptei e com o qual já festejei. Obviamente sofrerei e torcerei pelo nosso Glorioso, mas nos jogos com a Académica sou incapaz de festejar as nossas vitórias… do outro lado está um clube que acompanhei durante muitos anos e com o qual sofri bastante. Dos meus tempos só lá resta o Pedro Roma, mas aquele símbolo diz-me muito.
Não há uruguaios, mas saúdo o regresso do David Luiz e do Petit. Vamos a eles!
bola nossa
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Diário de um adepto benfiquista
Escolas Futebol “Geração Benfica"
bola dividida
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