Aviso: este post tem uma hiper ligação para um site que pode conter imagens do Sá Pinto.
Alertado por um benfiquista atento e frequentador de sítios pouco recomendáveis, vou ao sítio da sucursal dos andrades em Lisboa e leio:
Aquilo que aqui leio sobre o conceito de “bola parada” não difere muito das palavras que o timoneiro Paulo losango Bento debitou no final do jogo.
Neste momento, começo a questionar a minha capacidade de percepção. Estou habituado a que alguns lagartos arraçados de Calimero chorem baba e ranho por cada lançamento lateral mal assinalado; estou habituado a que confundam a cabeça do Luisão com os braços do Ricardo e o Ricardo com um guarda-redes; estou habituado a que confundam o seu clube com o fócuporto; estou habituado a que no Lidl de Alavalixo se confunda a linha de golo com as redes da baliza; estou habituado a que confundam um garrafão de água do Luso com uma garrafa de whisky; estou habituado a que confundam o Tonel com um futebolista; estou habituado a que confundam o Vítor Pereira com um sócio do Benfica; e até estou habituado a que continuem a confundir-se de tal forma que insistam em considerar-se um dos dois grandes do futebol português (conceito discutível e que ficará para uma próxima oportunidade em que possa escrever sobre o Sport Lisboa e Benfica e o Sport Benfica e Castelo Branco).
Mas, sinceramente, como é que é possível considerar que o golo de Reyes é um “golo de bola parada”?! Eu estava na catedral e vi. E nessa jogada a única coisa parada que vi foi o nalgueiro do Rochembilha!!
Quanto ao chutar a bola sem ser para a frente... já experimentámos e o máximo que conseguimos foi não ser campeões. Eu sei que lá por aquelas bandas do spórtem, ver a sua equipa jogar para os lados e para trás é considerada mestria táctica do Paulo Ferguson dos Torneios do Guadiana Bento. Eu sei que, para a malta do Alavalixo, não jogar para a frente garante segundos lugares e Postigas em final de época. Mas também sei que, para um clube como o Benfica, não jogar para a frente é contrariar a natureza do Clube.
Quanto àquilo de serem a equipa superior... já estamos habituados: entre clube de ‘elites’, ‘superior’ e ‘diferente’ eles lá vão continuando a demonstrar que o seu conceito de ser superior, diferente e de elite consiste em ganhar torneios de Verão perto de Ayamonte, lutar denodadamente para ficar à frente do Benfica e bajular o clube do norte que lhes vai oferecendo as migalhas do segundo lugar na condição de não incomodarem em demasia.
Para finalizar, e continuando a observar as declarações no final do jogo, estranhei que nenhum deles (nem o Paulo tranquilamente eterno segundo Bento) tenha referido o grande escândalo de arbitragem que tanto prejudicou o Sporting: a grande penalidade que o árbitro não assinalou sobre o Yebda e que, dando a vantagem de um golo ao Benfica ao intervalo, motivaria os intrépidos jogadores orientados pelo Paulo musiquinha espanhola aprendida em Oviedo Bento a darem a volta ao resultado na segunda parte... nem que para isso tivessem de jogar para a frente, de preferência com a bilha do Rochembolha (boa, D’Arcy!) em movimento para que não houvesse bolas paradas.
Imagem que ilustra o tal lance da bola parada a correr à frente do Reyes, perante o olhar em movimento do Rochembolha.
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À margem:
Ontem, o nosso Benfica ajudou-me a festejar o meu trigésimo sétimo aniversário de vida. Depois de festejar a vida, festejar uma vitória do Glorioso, na nossa Catedral, foi o melhor dos presentes. Obrigado.
Antes do jogo começar pensei em colocar aqui um post a pedir a vitória como presente. Não o fiz, porque não seria justo: amar o Benfica deve ser incondicional. Pedir ao Benfica uma vitória como presente tem tanto de injusto como egoísta. Assim, o que há a fazer é agradecer o dom da vida e a honra de a poder viver com um benfiquismo incondicional.
Obviamente que uma vitória acaba por ser um bom complemento para o aniversário e um bom suplemento para a vivência do benfiquismo.
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