VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES
Quarta-feira, 29 de Outubro de 2008

E agora? (parte II)

Quando escrevi este post, foi com a intenção de lhe dar continuidade noutro(s) post(s), antes que o novo treinador fosse escolhido e o plantel para 2008/09 definido, com o objectivo de partilhar com quem (ainda) tiver pachorra para ler os meus posts (quais posts? ...) a minha reflexão sobre o presente (e o futuro) do Benfica. No entanto, tal acabou por não se proporcionar.
Ainda que, como é óbvio, o contexto agora seja outro, nem por isso deixa de haver questões sobre o presente do Benfica que me fazem reflectir constantemente. A verdade é que, apesar de acreditar na competência da equipa técnica e na qualidade global do plantel (ainda que nem sempre ter bons jogadores signifique ter uma boa equipa...) e de a equipa ter tido exibições muito positivas (ainda que longe de perfeitas...) contra o SCP e o Nápoles, é ainda evidente que há um longo caminho a percorrer...

Começo por fazer uma pequena retrospectiva deste início de época 2008/09:
- Pré-época condicionada pela participação de alguns jogadores nossos no Euro 2008, pelas negociações para contratar um novo treinador e jogadores que representassem uma melhoria do nosso plantel. Como se não bastasse, Quique Flores ainda teve de observar os jogadores todos à disposição (mesmo os "casos perdidos"...) para poder "fechar" o plantel;
- Lesões que têm impedido de contar com o plantel em pleno;
- Tirando, como já referi, os jogos com o SCP e o Nápoles, o Benfica tem manifestado, até agora, alguma dificuldade em realizar exibições convincentes e com a qualidade e regularidade expectáveis.

Relativamente à pré-época e às lesões, limito-me a aceitar os factos (esperando, obviamente, que o problema das lesões vá diminuindo com o tempo...).
Quanto à qualidade das exibições, constato que, de o SCP e o Nápoles serem, em teoria, adversários de maior dificuldade (se compararmos com Leixões, Penafiel, Naval, etc.), a verdade é que foram adversários que adoptaram uma postura algo passiva. Em contrapartida, adversários como os outros que referi têm apresentado, perante o Benfica, uma postura bastante mais dinâmica, procurando sempre pressionar o Benfica logo junto à sua defesa, no sentido de dificultar o Benfica a exercer a iniciativa de jogo que por natureza é sua (por ser a equipa com mais ambições em jogo). E o que observo é que o Benfica tem manifestado alguma dificuldade em desenvencilhar-se dessa pressão.

Outro aspecto: como o Anestércio Leonardo bem referiu neste post, é que o Benfica, vendo-se em vantagem, tem tendência para relaxar um pouco... Se por um lado, é natural que a intensidade ofensiva diminua, a intensidade defensiva (que não é o mesmo que jogar à defesa...) tem de aumentar, pois o mais natural é que o adversário queira recuperar da desvantagem. Incompreensivelmente, o Benfica tem incorrido na mesma situação sucessivamente e a excepção foram, para não variar, os jogos com o SCP e o Nápoles, em que o Benfica, depois de marcar, continuou a exercer pressão para manter o adversário afastado da nossa área (no caso do SCP, de salientar que o 2-0 surgiu logo a seguir ao 1-0, precisamente porque o Benfica não deixou de atacar após inaugurar o marcador).
Apesar de tudo, os nossos adversários mais directos também têm, felizmente, revelado bastantes fragilidades, o que permite ao Benfica estar à sua frente (ainda que a diferença pontual seja pouco significativa) - obviamente, a liderança do Leixões e do Nacional não deverá durar muito mais tempo, mas não deixa de ser curioso constatar que tal acontece depois de já terem decorrido 6 jornadas (1/5 do campeonato).
Por fim, apraz-me constatar que Quique Flores apenas coloca a jogar os jogadores que apresentam condições para tal e que promove a rotação do plantel, essencial para que a equipa não esteja tão dependente de alguns jogadores. Infelizmente, no jogo contra o Penafiel, em que Quique procurou dar oportunidades a jogadores menos utilizados, a correspondência esteve longe de ser a desejada...

Posto isto, pergunto-me a mim mesmo: E agora?...
Será o Benfica capaz de encontrar a "fórmula" para ultrapassar com menor dificuldade adversários teoricamente mais fracos (mas cada vez mais bem preparados física e tacticamente)?
Irá o Benfica encontrar um modelo de jogo que consiga fazer sobressair a qualidade técnica de alguns dos seus jogadores, sem prejuízo do 'colectivo' (quando a equipa não tem a bola, todos têm de contribuir para a recuperar, e quando a tem, todos têm de se movimentar no sentido de a manter)?
Será que, atendendo às insuficiências até agora reveladas pelos adversários e à margem de progressão que, a meu ver, o Benfica ainda tem, será legítimo "exigir" que o Benfica seja campeão já este ano?
Será Quique Flores capaz de gerir a rotatividade do plantel (garantindo, ao longo dos jogos, o equilíbrio entre a qualidade dos "onze" titulares e as expectativas dos jogadores) essencial para consigamos também uma boa prestação na UEFA? ...

sinto-me: esperançado mas apreensivo...
publicado por tma às 15:38
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