VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES
Quinta-feira, 13 de Novembro de 2008

Para os pirómanos com défice de atenção

 

A Tertúlia é um espaço de reflexão e de partilha da vida benfiquista, sim, mas o que nos move acima de tudo, e julgo que falo por todos, é a devoção ao Glorioso e a necessidade de o defender (tão mal defendido que tem sido na comunicação social deste país).
Nessa perspectiva, impõe-se pois que aqui proporcionemos mais uma aula sobre conceitos económico-financeiros a quem, de forma leviana e irresponsável, passeia com atroz sobranceria e irresponsabilidade a sua ignorância. Quando não se sabe de determinado assunto manda o bom senso - a pessoas bem formadas, bem entendido - que um indivíduo se informe, investigue ou pergunte a quem saiba. Mas imagino que haja quem julgue, do alto da sua arrogância, que não tem nada a aprender com os outros (e existe muito bom blog benfiquista cuja leitura seria suficientemente elucidativa, como o http://forumbenfica.blogspot.com). Isso seria descer ao nível dos restantes, e se há coisa que quem vive num pedestal não quer é baixar-se, com medo de cair.
Honestamente, isto cansa-me, porque já o fiz mais de uma vez (oninhodasaguias.blogspot.com/2006/03/explicado-devagarinho-para-rpteis.html). Mas vamos lá. E por pontos (é mais fácil para a malta com défice de atenção).
1. Fusão entre a Benfica SAD e Benfica Estádio.
A fusão entre as duas entidades é uma medida que faz todo o sentido ao nível da gestão interna do grupo, numa perspectiva de racionalização da estrutura do Grupo e até de clarificação do âmbito da SAD. Mas apenas isso.
Há quem ache que não pode estar seguro da verdadeira situação financeira do Benfica porque seria necessário que as contas da Benfica SAD e da Benfica Estádio tivessem sido fusionadas (espaço para gargalhadas). Vamos lá, devagarinho, para o pedestal não abanar: é absolutamente indiferente, porque as contas de ambas são consolidadas no Grupo Benfica. Ok? Caso a malta não saiba, o Benfica é, já há vários anos, o único clube que consolida todo o seu universo empresarial. Logo, está tudo nas contas consolidadas e estas reflectem na sua plenitude a situação do universo Benfica. Está lá toda a dívida. Vale? Isto ao contrário de outros clubes, que preferem deixar convenientemente de fora do perímetro de consolidação empresas com dívida bancária que não interessa juntar (cá, no Benfica, não há cá escolha selectiva das sociedades que entram ou não para as contas, nem agregados escolhidos a dedo, para dar jeito ou manipular os números, como é apanágio de outros clubes 'diferentes').
Está bem assim? Abanou muito, isso? Acresce o seguinte, caros incendiários pouco informados: a Benfica Estádio está incluída no perímetro de consolidação do Grupo Benfica, mas (guess what!) é financiada em regime de project finance (ou seja, a sua dívida bancária não tem recurso sobre o Grupo Benfica), e logo esta dívida nem devia figurar numa análise do ‘conforto financeiro’. A natureza da dívida da Benfica Estádio, face à forma como o projecto está a andar, até deixará muito provavelmente de ser, na verdade, considerada como project finance a curto prazo, e nessa altura, faz sentido a fusão. Mas estejam descansados que continuarão a estar apenas afectas ao seu reembolso (contratualmente) as receitas dos naming rights e do arrendamento de alguns espaços comerciais, o que permite com conforto o seu reembolso total num prazo muito mais curto que o projectado inicialmente (cerca de 95% até 2010, como foi confirmado por Domingos Soares Oliveira). Por isso, esta parte da dívida tem um risco associado menosprezável, o que torna perfeitamente enigmática a preocupação dos incendiários com a dívida da Benfica Estádio.
Tudo isto seria facilmente explicado pelos responsáveis benfiquistas. É-me difícil perceber porque é que não se pediu o Relatório e Contas do Grupo Benfica Consolidado e se decidiu mandar postas de pescada com base em Relatórios e Contas de empresas individuais do Grupo. Mas, convenhamos, também me é difícil perceber como é que se consegue empregar a esposa de um reputado membro das tertúlias de poesia da noite do Porto. Provavelmente é um problema meu.
2. Passivo. Ah, o Passivo.
Quanto ao segundo ponto, já expliquei isto tantas vezes que acho que me vou plagiar (há um número finito de vezes que se pode explicar as coisas a gente com dificuldades de aprendizagem).
PASSIVO é diferente de DÍVIDA BANCÁRIA e PASSIVO FINANCEIRO. O Passivo inclui a dívida bancária, empréstimos obrigacionistas e mais uma série de coisas necessárias ao decorrer da actividade, como as dívidas a fornecedores decorrentes da actividade normal, adiantamentos de clientes, as contas com o Estado, as provisões e os acréscimos e diferimentos. Coisas necessárias, como disse, ao decorrer da actividade. As Provisões e os Acréscimos e Diferimentos, por exemplo, nem sequer são exigíveis. A título de exemplo, o passivo exigível consolidado (da totalidade do grupo, lembram-se?) na época de 2006/07 rondava os EUR 215 Milhões, já que cerca de EUR 90 Milhões não eram exigíveis (provisões e acréscimos e diferimentos). A dívida bancária (do grupo, não me canso de lembrar porque sei que os pirómanos se distraem facilmente) ascendia a cerca de EUR 120 milhões.
Já seria parvo dizer, de forma absoluta, que uma Dívida Bancária de X é um número exagerado (porque teria de se ter em conta a dimensão da empresa, a sua estrutura de capitais e a relação da dívida com o cash flow gerado, e até a natureza dessa dívida), mas dizer, de forma absoluta que um Passivo Total de X é exagerado é, bom, simplesmente parvo.
O valor absoluto do passivo não quer dizer rigorosamente nada. NADA. O passivo está, como é natural e qualquer anti-benfiquista (e, logo, um tipo pouco inteligente) perceberia, dependente da dimensão da empresa que o tem. O que interessa é a relação entre o passivo e o activo total, entre os capitais próprios e o activo total, a composição do passivo e o seu peso na estrutura de capitais. O que interessa, na verdade, é o passivo financeiro e a sua natureza, e a sua relação com a geração de fundos da empresa.
Se eu disser que o passivo da General Electric Co é de USD 671 mil milhões, isso quer dizer que a empresa está desequilibrada porque é um número astronómico? CLARO QUE NÃO. Depende da dimensão da mesma e da sua relação com os outros agregados (e com a realidade económica da empresa). Caramba.
Acresce que, em vez de solicitarem os Relatórios e Contas do Grupo, e sabemos que incendiários há que teriam acesso privilegiado a todos se o quisessem de facto, assumem os valores que a comunicação social avança, sem saber o que lá está incluído. A comunicação social, esse monstro do rigor, formada por gente que, acima de tudo, sabe bem ler informação financeira. Isto, senhores, é que é um bom ponto de partida para uma discussão: ‘ah, vem no Correio da Manhã que o passivo é X, e diz que é um número gigantesco! Argh, estamos perdidos’. Isto diz tudo sobre a seriedade da discussão.
3. Decoração e cosmética.
Falam ainda os incendiários – imagino que imbuídos do espírito natalício que se aproxima – de decoração de montras. As demonstrações financeiras do Grupo Benfica são auditadas pela KPMG (nota para os incendiários: não se trata das iniciais do Kaiserslautern). As contas do Benfica observam as regras legais e contabilísticas aplicáveis. Quando há excepções, são alvo de ênfases, qualificações e reservas. Não conheço nenhuma que mencione qualquer tipo de actividade de decoração e não se tira rigorosamente nenhuma conclusão nesse sentido da leitura das que constam dos Relatórios. Imagino que seja a profunda argúcia e a mestria contabilística dos incendiários que por aí andam que lhes permite identificar este tipo de manobras de cosmética financeira. Que escaparam aos auditores, essa malta que não percebe nada de contabilidade. O que seria de nós sem estes incendiários corajosos, que não têm medo de dizer a verdade, mesmo que seja uma verdade que apenas existe no bizarro mundo povoado de unicórnios e fontes de chocolate onde vivem.
A título de exemplo (porque são mencionadas pelos incendiários) registe-se que as Provisões para Riscos e Encargos servem para fazer face a riscos potenciais de situações específicas identificadas (disputas legais, reestruturações projectadas, etc). Quando os factos que justificaram a sua constituição desaparecem, as provisões são anuladas. Se há uma coisa que não são - as provisões para riscos e encargos, caso se tenham perdido, caros incendiários - é uma almofada para fazer face a crises internacionais. Os incendiários, por exemplo, não sabem que o POC indica que é possível integrar nas contas um grau de precaução ao fazer as estimativas exigidas nesses casos específicos ‘sem, contudo, permitir a criação de reservas ocultas ou provisões excessivas’. E mais: ‘à semelhança do que acontece com as outras provisões, as que respeitam a riscos e encargos não devem ultrapassar as necessidades’. Portanto, o que estes ‘corajosos’ visionários sugerem é, precisamente, ir contra as directivas contabilísticas e ser ‘manhoso’. São, imagino, vícios que se adquirem com o convívio permanente com malta mais liberal e azul no que respeita à observação da lei.
Já me esquecia: e para fazer face a créditos de cobrança duvidosa, se eventualmente surgir uma tendência nesse sentido face – ui - ‘à conjuntura de crise mundial’, existem as – pasme-se – provisões para cobranças duvidosas. Ah, o mundo fascinante da contabilidade.
Tudo isto é muito fácil de perceber para quem verdadeiramente quiser. A questão é ainda mais grave porque os profetas incendiários que por aí andam têm acesso às cúpulas dirigentes do Glorioso para esclarecer tudo isto e para fazer todas as perguntas que entenderem e não o fazem, preferindo vir para a blogosfera lançar suspeições intelectualmente desonestas. Como me parece que ninguém seria pouco inteligente desta forma, fico mais preocupado porque isso deixa antever intenções menos claras.
Acho muito bem que se critique o que haja para criticar. Aqui também o fazemos, se for em defesa dos interesses do clube. Mas fazê-lo de forma infundada, com base em pressupostos errados e sem sequer ter a preocupação de verificar a justiça das críticas? E sem ter em conta se com isso se está a prejudicar o Benfica, por uma questão de vaidade? Benfiquismo, isto?
Não. Oportunismo, presunção, necessidade de protagonismo (os grandes cancros da vida interna do Benfica nos anos negros).
Dizia o nosso Presidente há pouco tempo, e muito bem, que tem a capacidade de ver a floresta quando os outros apenas vêem a árvore. O problema é que há para aí uns incendiários que querem pôr a floresta toda a arder.

 

publicado por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 18:33
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47 comentários:
De pv a 13 de Novembro de 2008 às 19:03
tau
De LMB a 13 de Novembro de 2008 às 19:34
Oh pá desde o caso BCP que a KPMG não é propriamente referência no que diz respeito a auditoria a contas.

Quanto ao resto....falas bem rapaz:)
De jose carlos a 13 de Novembro de 2008 às 20:18
Madre mia!

Forte e grosso!

Parabéns pá .....
De jose a 13 de Novembro de 2008 às 20:24
Ena, mesmo sem mencionares nomes, descobri em 3 segundos onde e que essa atordoada devia estar escrita
E que há ser estúpido por natureza, e há ser estúpido por prazer, e esta visto que a pessoa que escreveu sobre algo que não sabe se encaixa na segunda categoria

P.S-Vindo nos exemplos de outros postos que surgiram no dito sitio, explique-me lá, como se eu tivesse 4 anos, por que carga de aguas e que aquilo e considerado um blogue Benfiquista?

E que já ouvi dragays a tentar ser ofensivos, serem mais educados e corteses do que certas personagens que lá escrevem, que se auto intitulam Benfiquistas
De Arsène Lupin a 13 de Novembro de 2008 às 20:25
Muito bem explicado.

Mas contra más intenções, de pouco servem as boas explicações.

Vai sempre haver bestas quadradas que não sabem, e outras que não querem saber (vá-se lá saber porquê...)

Os cães ladram e a caravana passa...
De Paul Bekas a 13 de Novembro de 2008 às 20:26
Meu caro

Grande Post, ë por isso que os teus Posts säo usados pelo nosso Rui Costa no balneario, säo um exemplo de um grande adepto benfiquista.

Grande Benfiquista, muitos parabens
De Pedro F. Ferreira a 13 de Novembro de 2008 às 21:04
Eia, homem! Deixando o acessório e indo ao que é substantivo, seria bom que os jornalistas desportivos especialistas em tudo, desde o tamanho dos pitons até às finanças dos clubes, fizessem formação na área financeira para que não vomitassem nos jornais as palermices do costume.

Quanto ao resto... como já te disse, há uma árvore e há todo o resto da floresta. Eu gosto mais de olhar para o resto da floresta do que para a única árvore que destoa. Mas compreendo muito bem os motivos desta tua (nossa) prosa,

Um grande abraço.
De Nuno Picado a 13 de Novembro de 2008 às 21:07
Bem, quando leio os textos do Sr. Director do "Porto canal", fico a pensar que raio andarão os outros elementos do blog por ali a fazer. Será que se identificam com este tipo de atitudes? É que os textos do Sr. Director batem SEMPRE na mesma tecla. É tudo mau, tudo tenebroso. O Sr. Pinto da Costa, o seu herói, é que é o maior.

Eu compreendo e aceito que cada um tem a sua opinião e que a deve transmitir aos outros, desde que de modo coerente e honesto, para existir o debate. No fundo, é isso que faz as pessoas pensar sobre os assuntos e corrigir determinados erros que possam existir. No entanto, tenho muita dificuldade em aceitar certas e determinadas parvoíces que vou lendo. Tenho a impressão que já li as mesmas coisas umas 10 vezes! O Sr. Director bate sempre na mesma tecla. É que nunca falha!

O assunto que o Gwaihir aborda neste (excelente) post é bastante importante. Compreendo que as pessoas não estejam correctamente informadas sobre assuntos de contabilidade. Eu próprio tenho uma noção bastante "leve" sobre o assunto. Contudo, sei perfeitamente que o passivo não é o bicho papão que todos imaginam. As contas das empresas devem ser equilibradas: se o passivo exceder largamente o activo, poderá haver problemas financeiros. Por outro lado, se o activo exceder o passivo, poderão existir falhas no aproveitamento dos recursos existentes. No fundo, tem de haver um equilibrio entre estes dois elementos de análise. É isto que seria importante as pessoas reterem.

Bem, e por aqui me fico antes que diga alguma asneira (não sou propriamente um especialista na matéria).

De D`Arcy a 13 de Novembro de 2008 às 21:12
Meu caro amigo, tenho a dizer-te que acho mau, muito mau mesmo, que estejas a contradizer a Palavra d'A Referência da blogosfera benfiquista. Ainda para mais quando essa Palavra foi escrita pela mão d'O Messias. Ele, que por nós homens e para remissão dos pecados, padeceu e foi sepultado - espera lá, isso foi o original. Mas pelo menos ele, do alto da sua infinita sabedoria, dignou-se abençoar a blogosfera benfiquista com a sua presença, e guiar-nos a todos no caminho da Luz que é o verdadeiro benfiquismo. Aposto que tu és daqueles ignorantes que reclamam os dez penáltis e cinco expulsões que ficam por assinalar nos nossos jogos. Vá lá, confessa: és, não és? Hm?

Isto não se faz, pá. Olha que o pedestal em que O Messias se auto-colocou é muito alto. Muito alto mesmo. E acho que a populaça como nós tem o dever de respeitar esse mesmo pedestal. Porque caramba, não é qualquer um que consegue auto-decretar a sua própria importância. É preciso ser-se um iluminado para fazer isso.
De jose a 13 de Novembro de 2008 às 21:28
Encontrei isto, que acho muito relativo a conversa em mãos http :/ pelicanobenfica.blogspot.com /2008/11 post-por-um-novo-pelicano-um-pelicano.html

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