VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES
Quarta-feira, 24 de Dezembro de 2008

História do Cerco da Luz - Resistir aos larápios

 

Nota prévia: este post contém asneiras como ‘árbitro’ e ‘Pedro Henriques’. Peço desde já desculpa e asseguro-vos que já lavei a língua com sabão.
 
Ontem, no Estádio da Luz, virou-se mais uma página negra deste livro pornográfico que é o futebol português. No nosso Estádio, em nossa casa, um gatuno roubou-nos (e é de roubo – descarado e revoltante – que se trata) 2 pontos, que poderão ser decisivos (serão certamente) no final do campeonato. Como serão também decisivos os outros 2 pontos que nos foram roubados por outro capanga por ocasião da visita da filial de Setúbal do Clube Regional.
Ontem o Benfica marcou um golo. Ou seja, fez o suficiente para ganhar o jogo. Uma coisa chamada Pedro Henriques resolveu inventar uma regra nova, que consiste num singelo ‘se for do Benfica não é golo’. Estamos, portanto, no domínio da anarquia, em que de repente cada um actua sem a menor observância às regras instituídas e vai inventando umas novas à medida que lhe apetece. Se assim é, façamo-lo a sério, e borrifemo-nos para as regras e leis que desaconselham o uso de barras de ferro como massajadores na carranca de árbitros.
Pode argumentar, quem o queira e para lá se sentir inclinado, que nos pusemos a jeito porque durante o resto do jogo andámos a ver o comboio passar sem pressionar a equipa adversária ou verdadeiramente cair em cima deles. É verdade. É um facto. Tivéssemos feito o que devíamos e não nos teríamos de sujeitar a este tipo de coisa. Não é desculpável a sobranceria com que encaramos alguns jogos, a passividade com que deixamos jogar as equipas adversárias e a pressão que não fazemos.  Mas isso não invalida – não pode invalidar - e não apaga – não pode apagar – o facto de termos sido roubados de 2 pontos por um larápio chamado Pedro Henriques que, não satisfeito em brincar com os sonhos e expectativas dos adeptos do Maior Clube do Mundo em sua própria casa, ainda estica a sua desfaçatez aos limites da repugnância e expulsa o capitão do Benfica já após o jogo ter terminado por razões que nem o Marcelo Rebelo Sousa sabe (e ele sabe tudo).
Igualmente revoltante é o facto da criatura defender, nos dias seguintes, a obscenidade que fez. Mas percebe-se. A um homem pede-se que, errando e perante a extrema evidência do facto, tenha a dignidade de o assumir. É pedir demais, no caso em questão, porque não se trata de um homem mas de mais um canídeo bem treinado que prefere continuar a acenar a cauda de cada vez que o dono manda a emancipar-se e ganhar alguma dignidade.
Já estamos habituados a ver - é um costume que me revolve as tripas – alguns árbitros virem a público pedir desculpa a um clube. Tipicamente, esse clube é o Sportem e, em boa verdade, as desculpas nem costumam ser devidas, mas o seu (dos árbitros) indisfarçável fervor clubístico leva a que clamem apaixonadamente por perdão quando os donos os chamam à atenção (mesmo que, inadvertidamente, tenham tomado a decisão correcta dentro das quatro linhas). É nojento e imoral, mas o que passa por imprensa desportiva neste país não tece considerações sobre o assunto, até porque – convenhamos – a maior parte deles partilha o fervor exactamente pelo mesmo clube.
O facto deste traste não vir a público retratar-se – depois de uma decisão tão bizarra que nem um único dos pasquins desportivos a conseguiu defender - só pode significar uma de duas coisas. Ou é um faccioso repugnante a quem o ódio ao Benfica turva a visão e impede que veja as coisas como elas são, preferindo continuar a soldo dos donos; ou é um incompetente flamejante que afinal não percebe as regras do jogo – o que é inexplicável, atendendo ao tempo que anda nisto. Aplique-se a hipótese que se aplicar, esta criatura não tem lugar no futebol.
O problema essencial de tudo isto é que ao Benfica não lhe é permitido (por aqueles senhores vestidos de preto, como os bois) jogar mal e ganhar. Que é, sabe-se, um dos atributos que contribui de forma decisiva para uma equipa ser campeã. Todas as equipas passam por altos e baixos exibicionais ao longo da época. Uma equipa, para ser regular (e a mais regular é normalmente campeã), necessita de ultrapassar essas fases de menor qualidade com pontos ganhos. O clube regional (e a filial do Alvalixo, que beneficia da colorida amizade institucional criada pelos interesses comuns – o ódio ao Benfica) sabe-o bem. Quando as coisas correm mal e a equipa joga o mesmo que um clube da distrital, dê por onde der há lá sempre maneira de garantir que, ou o jogo se ganha ou o principal adversário não ganha o jogo dele. E isto dá tranquilidade (percebem de onde vem a palavra?) para se trabalhar de forma menos sôfrega. E dá capacidade de resistência, e dá confiança acrescida para rapidamente se voltar a níveis exibicionais de maior qualidade.
Nós, por outro lado, sabemos que a premissa é a diametralmente oposta. Não basta jogar melhor e marcar mais golos que o adversário. Temos que jogar o dobro, o triplo, o quádruplo e garantir que marcamos golos suficientes para nos anularem uns quantos e ainda assim conseguirmos ganhar o jogo. É com estas armas desiguais que nos fazemos à luta, ano após ano.
É justo? Não. É revoltante? É. Faz-nos ser duros? Faz. O que não nos mata torna-nos mais fortes.
Por isso, venham eles. Venham os Pedros Henriques, os Carlos Xistras, os Olegários, os Lucílios, os Vítores Pereiras; mandem-nos os sumaríssimos, anulem-nos golos, tirem-nos foras de jogos inexistentes, expulsem-nos jogadores sem razão, cubram-nos de cartões amarelos, roubem-nos penalties atrás de penalties, assinalem-nos faltas à frente da nossa grande área em catadupa no final dos jogos, cortem-nos o fio de jogo com faltas inexistentes, não assinalem agressões sobre os nossos jogadores, inventem regras novas (dêem a lei da vantagem mas se for golo nosso voltem atrás; anulem golos limpos por mãos inexistentes de jogadores nossos que estão de costas, e depois de penalties não assinalados), sejam coniventes com o anti-jogo dos nossos adversários, provoquem os nossos jogadores, trocem de nós e da nossa massa associativa; aticem-nos capangas, façam de conta que não houve Apito Dourado, fabriquem histórias nos pasquins, inventem problemas no nosso balneário, persigam os nossos adeptos e os nossos dirigentes.
Venham com tudo, ponham toda a carne no assador, venham todos e ao mesmo tempo se quiserem.
Cá vos esperamos. Somos do BENFICA. Desistir não é uma opção.
 
p.s. Este não era o post que queria ter escrito antes do Natal, e por isso ainda tenho mais desprezo por essa criatura que dá pelo nome de Pedro Henriques. Só gostava que este inútil, sendo militar, fosse pára-quedista, para falhar um salto e aterrar de pernas abertas em cima de um poste de electricidade até lhe saírem faíscas pelos dentes.

 

publicado por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 01:57
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20 comentários:
De Joseph Lemos a 24 de Dezembro de 2008
Temos estado sossegados e expectantes mas...CHEGA! A tolerancia tem limites. Essa chusma de corruptos e provocadores esta pedindo o que sempre recusamos:PORRADA! Se e isso que querem (lamento nao estar em Portugal) porque nao hao-de ter? Tenho a certeza, enquanto nao aparecer um com a cornadura BEM PARTIDA os animais nao vao parar.Vivesse eu em Portugal, organizaria um "grupo de pegadores" e ate ia de cernelha e tudo. Essa de cortar pneus ou partir um vidro nao resulta. Tem de se ir ao extremo e partir-lhes o focinho bem partido. E o que estao a pedir e e o que merecem.
De LuisD a 24 de Dezembro de 2008
"Eu costumo defender os árbitros e mais uma vez o faço. Acho que Cosme Machado (Sporting-Académica), Carlos Xistra (Leixões-Estrela), Duarte Gomes (FC Porto-Marítimo) e Pedro Henriques (Benfica-Marítimo) fizeram vários erros, alguns graves. Mas foram, todos eles, jogos difíceis de apitar. E creio que Pedro Henriques teve boas razões para apitar a mão de Miguel Vítor no lance que em que depois Cardozo mete a bola na baliza. Não garanto que Miguel Vítor tenha dado com a bola na mão, garanto que Pedro Henriques estava bem colocado e apitou de imediato. As imagens não conseguem provar nada, a não ser a boa fé do árbitro, que me parece evidente."

Manuel Queiroz, Rubrica "De Trivela", site da rtp http://ww1.rtp.pt/icmblogs/rtp/detrivela/?k=Os-arbitros-estao-a-mudar.rtp&post=5931

PS: A minha vontade de agredir alguem aumentou consideravelmente neste momento, e eu nem sou uma pessoa violenta (bem pelo contrario), ha de facto limites para tudo.. Uma palavra (sigla vá) para definir as palavras desta pessoa : FDP!
De Vermelho Latejante a 24 de Dezembro de 2008
Ponto nº 1:
Não jogámos rigorosamente nada, como vem sendo habitual nos últimos tempos!!!
Ganha-se muito e é-se tratado bem demais pelos sócios e adeptos, para depois se dar isso em troca?!? Os atletas, individualmente, e a equipa, em colectivo, tem de ter atitude e jogar TODO O JOGO e não apenas uns poucos (e insufucientes) minutos. Haja vergonha!!! E respeito. Pelos sócios e pela instituição...
E as prima-donnas do plantel tem que jogar (muito) mais e resolver, de uma vez por todas, aquelas terríveis lesões, aparentemente resultantes de uma entrega física suprema e de uma prestação verdadeiramente excepcional e decisiva...
Dasssseeeeee.......................

Ponto nº 2:
Quique já começa a cheirar mal, pelo que não fez e devia ter feito na pré-época, pelo que inventa, continuadamente, e pelos resultados que obtem das intervenções que faz no decurso dos jogos.
Fernando Santos já teria sido despedido há, pelo menos, doze jornadas...

Ponto nº 3:
Nunca considerei o "cavalinho" Pedro Henriques um bom árbitro. Isso só poderia ter acontecido por engano, e eu, tal como o outro, nunca me engano e raramente tenho dúvidas.
Pedro Henriques é um nojo, igual a 95% dos árbitros portugueses. No ano passado ficou mal classificado porque, além de não valer um corno como árbitro, não prestou tantos favores aos "donos da bola" como os que ficaram à sua frente na classificação. Mas este ano, pelos vistos, vai ficar melhor classificado. Querem apostar?!? Olhem que, tal como o outro, eu nunca me engano e raramente tenho dúvidas...

Ponto final:
Tal como em tudo na vida, a legitimidade para se empreender qualquer coisa conquista-se, ou justifica-se, na sequência de um determinado percurso.
Nesta altura, a situação que se verifica na arbitragem portuguesa, sem intervenção reguladora de nenhuma entidade competente, nem de ninguém credível, legitima que os lesados possam agir com os meios de que dispõem para fazer valer os seus legítimos direitos e interesses.
Serve isto para dizer que considero LEGÍTIMA TODA A ACÇÃO, MORAL OU FÍSICA, sobre Pedros Henriques, Olegários e outros quejandos, como forma de os fazer pagar pelo que fizeram, e de impedir que voltem a repetir acções deliberadamente lesivas do nosso clube.
Por isso, não só APELO, de forma veemente, para o empreendimento de uma INICIATIVA SÉRIA DESTINADA A PUNIR, FÍSICAMENTE, estes energúmenos, como ME DISPONIBILIZO PESSOALMENTE PARA AJUDAR NESSA NOBRE MISSÃO!!!
Isso sim, seria uma grande prenda de Natal!!!
De Glorioso Adepto a 24 de Dezembro de 2008
Com á história do roubo ninguém reparou que o Néné, melhor marcador e (provalvemente) melhor marcador do Nacional levou o 5 amarelo e não joga com o clube dos corruptos.

Felizes coincidências!!!

Boas Festas

De João Soares a 24 de Dezembro de 2008
A mim o que me deixa mais f******** é ouvir as palavras dele no dia seguinte ao jogo, são palavras de quem pensa, "eu sei que errei mas não o vou admitir"!!!!!!!!!!!!!!!!!!! A questão da intencionalidade é irrelevante???????????????????? Oh meu Deus, mas o que é que é isto??????????????? A intencionalidade faz sempre toda, mas toda a diferença, ainda para mais quando um jogador está em queda, está de costas para a bola e não pode tirar os braços!!!!!!!!!!!!!!!!!
Ficam desde já a saber, todos os jogadores de futebol, que quando fazem barreira, vão ser obrigados a deixar de proteger a cara e as suas partes privadas, boa noticia para os vendedores de cuecas de ferro!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
De Pedro a 24 de Dezembro de 2008
Este post vai seguir por mail, à vai vai!

Feliz Natal aos tertulianos e amigos!
De Filipe a 24 de Dezembro de 2008
"Roupa do árbitro ficou no estádio"
Qual ladrão que foge rápidamente da local do crime... :D

http://www.ojogo.pt/24-307/Artigo769308.asp
De alves de sousa a 24 de Dezembro de 2008
Nova tactica para ganhar um penalti,quando dentro da area adversaria,e não tiverem hipotese de mais nada chutem para qualquer lado pode ser que bata num braço de alguem e desvie a bola.Não me importava de morar na zona do poste de electricidade e ficar sem luz durante uns tempos.
De DeVante - Legio Aquillae a 24 de Dezembro de 2008
Alguém já reparou que Nuno Gomes só marca golos quando o jogo já está ganho? Ele não resolve UM ÚNICO jogo. Que raio de avançado! Eu, ao contrário de TODOS os outros benfiquistas, acho que a dupla Suazo/Cardozo resulta, sendo que Cardozo deve ser o fixo e Suazo o móvel.

Katsouranis tem de jogar mais à frente do outro trinco porque joga melhor que os restantes.

Quero ouvir aqueles benfiquistas que defenderam a titularidade de Miguel Vitor e só queria perguntar quem seria o sacrificado.

Benfica tem equipa para ser campeão. Quique é bom treinador. Moreira é bom Guarda-redes.
Só falta coragem jogarmos com Amorim no meio com Katsouranis. Nas alas com Di Maria e Reyes e na frente com a dupla referida. Atrás com Moreira, Maxi, Luisão, Sidnei e Ribeiro. É uma boa equipa e não me venham dizer que não!!!
BENFICA SEMPRE!!!!

P.S. Que tal extendermos a agressão aos comentadores habituais. Não há pior que Guilherme Aguiar. E lembrem-se, ele foi Director executivo da Liga e é Delegado da UEFA....com todo o seu facciosismo.
De john billy a 24 de Dezembro de 2008
Um feliz Natal à Tertúlia.

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