VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES
Terça-feira, 10 de Fevereiro de 2009

Lixívia

Na crónica que fiz ontem ao jogo, afirmei sentir-me curioso em relação à forma como aquilo que se passou durante o mesmo seria branqueado. A minha aposta pessoal foi que o jogo seria revisto ao pormenor, e no final apareceriam, como que por magia, uns lances a favor da larapiagem que, de alguma forma, seriam utilizados como contrapeso para justificar que, afinal, o Benfica até nem teria sido claramente prejudicado. Ora, manda a honestidade que eu admita que não sou nenhum visionário, nem possuo dons extra-sensoriais, portanto esta aposta minha não foi nenhuma espécie de profecia. Foi sim uma conclusão lógica, resultante da observação da estratégia de branqueamento que, ao longo dos anos, é sistematicamente (e o advérbio não é escolhido ao acaso) aplicada sempre que o Benfica é claramente prejudicado por uma má decisão de arbitragem. Esta estratégia de branqueamento, a que poderíamos chamar de "Processo de Reequilibração da Balança", não mais faz do que alinhavar uma série de situações que, na sua grande maioria, não foram sequer visíveis durante o decorrer do encontro, tendo passado completamente despercebidas mesmo ao mais fanático, mas que têm em comum o facto de nelas, supostamente, ser sempre o Benfica o beneficiado. Colocando todas essas situações no mesmo prato da balança, acham eles então que reequilibram o peso do outro prato, onde está o erro grosseiro que prejudicou o Benfica. O resultado final é uma desdramatização do erro grosseiro que nos prejudicou, do género 'o árbitro errou para os dois lados', passando-se então à análise da justiça do resultado, obviamente como se o tal erro grosseiro com influência directa nesse mesmo resultado final não tivesse sequer existido.

A lógica deste processo assemelha-se em muito à lógica brilhantemente enunciada pelos Monty Python, que leva à conclusão evidente e insofismável de que uma bruxa deverá pesar o mesmo do que um pato (a referência aos Monty Python é obrigatória, já que eu considero que a sua obra contém todos os axiomas que ajudam a explicar os princípios básicos da existência humana e, em particular, o futebol português - além disso os homens eram visionários, já que conseguiram criar a personagem Luigi Vercotti, empresário da noite, muito antes de qualquer pessoa saber sequer quem era o Reinaldo Teles). Quando este processo é particularmente bem sucedido, chegamos mesmo ao ponto em que saímos do estádio plenamente convencidos de que fomos espoliados (parafraseando um comentador desportivo que até nem é das nossas cores, anteontem quando saí do Estádio do Ladrão a minha primeira reacção foi levar a mão ao bolso para ver se ainda lá tinha a carteira), e quando chegamos a casa umas horas depois descobrimos que não, e que afinal até fomos beneficiados. Isto acontece mesmo que seja necessário fazer equivaler o efeito de um elefante numa loja da Atlantis com o de um hamster no Continente (ou dizer que uma bruxa pesa tanto quanto um pato).

Voltando ao roubo de anteontem, verifico sem surpresa que o processo acima descrito já funciona a todo o vapor. Hoje descubro penáltis por marcar a favor da ladroagem, uma expulsão do Sídnei (o pisão do Malandro ao joelho do Katsouranis já não tem a mesma apreciação), outra do David Luiz porque entra de pé levantado a um lance, mesmo sem atingir ninguém (mas a tentativa de coice do Bruto Alves ao Suazo, logo no início do jogo, já não se enquadrará neste critério rigoroso), um braço do Yebda atingido pelo Malandro em pleno mergulho que afinal já justifica o penálti inventado ou, pelo menos, o erro do Pedrito Providência, e mais não sei quantos casos que tentam provar que afinal devemos é ficar calados, porque fomos beneficiados, e muito, isto porque os salteadores é que nunca são, nem nunca foram, ajudados (convém notar que este processo de revisão é bastante selectivo, e nunca inclui lances que possam ter sido decididos desfavoravelmente ao Benfica, que só iriam contribuir para um ainda maior desequilíbrio do fiel da balança para o nosso lado da argumentação). Ora ontem tive a oportunidade de assistir à gravação do jogo no Ladrão, e verifiquei que os avençados parecem estar cada vez mais solícitos e eficientes na aplicação deste processo. O branqueamento desta vez começou ainda durante a transmissão televisiva da SportTV, antes mesmo do Pedrito Providência bufar no apito para finalizar a partida. Segue-se uma transcrição das apreciações exactas do relatadeiro de serviço ao jogo (o nosso bem conhecido e imparcial Rui Orlando) ao tal lance entre o Reyes e o Lucho, que justificará a farsa despudorada a que assistimos depois. Na altura em que o lance ocorre, e assim que é mostrada a repetição:

"E a verdade é que Lucho González sofre uma entrada de Reyes, mas o primeiro impulso é positivo de... de... de Lisandro. Ele acredita que tem possibilidades de conseguir atirar à baliza do Benfica, ou fazer com que um companheiro... uhm... seja servido, e portanto não caiu na tentação que muitas vezes os jogadores têm de se deixarem cair e fazer-se... e fazer-se ao penálti, não é? Cá está o lance outra vez... ele tira o adversário do caminho, sofre um toque de... de Reyes... eventualmente, não suficiente para o derrubar, não suficiente para o retirar do lance, como de facto não foi, não é? A verdade é que em muitas destas circunstâncias os jogadores não... não... não ajudam nada à verdade do jogo e... e muitas vezes deixam-se cair. Portanto merecerá aqui um forte aplauso Lucho González, porque é uma atitude de fair-play, uma atitude positiva desportiva.(sic)"

Repare-se como é elogiada a atitude do Lucho não adulterar a verdade do jogo, ao não se atirar para o chão num lance que não é falta, dado que o toque do Reyes 'não é suficiente para o derrubar ou retirar do lance' - aliás, eu até acho que ele só não se fez ao penálti não por uma questão de desportivismo, mas apenas por achar que era descarado demais, já que as repetições mostram que o toque do Reyes é no pé direito, e quando o Lucho tem a tentação de cair fá-lo atirando a perna esquerda para trás (agora queria colocar aqui um link para as imagens desse lance, em que é possível ver precisamente isto, mas estranhamente esse vídeo não aparece no conjunto de vídeos oficiais existentes na net para este jogo - o que não deixa de ser interessante, dado este ser aparentemente 'apenas' um dos lances fulcrais do jogo... calculo que seja mais conveniente dizer-se que foi penálti e pronto, acreditaremos em quem nos diz isto). Assinale-se também o facto sempre interessante de se achar que um jogador é merecedor de um forte aplauso apenas por fazer aquilo que deveria ser normal, ou seja, não tentar enganar o árbitro.

Depois vem a roubalheira do minuto setenta. Após o alívio notório aquando do assinalar do penálti, é mostrada a repetição do lance, e depois um prolongado silêncio comprometido - ia dizer 'envergonhado', mas depois lembrei-me que vergonha é um sentimento desconhecido por aqueles lados - durante a segunda repetição lá se admite, de forma seca, que o Yebda não toca no Malandro, e que não há penálti. "Não toca. Não toca. Não há grande penalidade." E siga para a frente que é serviço, e não convém falar muito mais nisto.

Passados dez minutos o jogo é interrompido para assistência ao Reyes, e o realizador mete imagens dos dois golos da partida, o que inclui uma repetição da apoplexia do Malandro (seguida do olhar suplicante na direcção do árbitro assim que chegou ao chão, a ver se a batota tinha pegado). Isto não se faz. Ora o bom do Rui Orlando estava tão satisfeito tentando ignorar o lance, e vai o realizador e mostra uma repetição. Lá teve ele que balbuciar uma qualquer justificação, que teve que ser inventada ali, no calor do momento, e por isso não foi particularmente inspirada, saindo-se com esta (peço desculpa por algumas partes não parecerem fazer grande sentido, mas isto foi o que ele disse mesmo):

"E neste jogo... enfim... acaba aqui por emergir uma ideia que tem a ver... falámos nisso no momento em que Lucho González sofre uma falta... uhm... hmm... que era grande penalidade, no início da partida... segue a jogada... uhm... não a conclui e o árbitro... uhm... não... não marca a falta e portanto, no fundo... digamos... não ajuizou também em função da queda do jogador, e ajuizou mal. Agora ajuizou em função da queda, e ajuizou mal."

É de notar que as afirmações do Toni que se seguiram a este brilhante exercício de contorcionismo, em que ele diz que o Providência, a um metro do lance, viu claramente que era teatro do Malandro, foram olimpicamente ignoradas. Repare-se como, no espaço de uma hora, o que inicialmente era uma situação não passível de falta, em que é louvada a atitude do Lucho de não se atirar para o chão, não se fazer ao penálti, não tentar enganar o árbitro e não adulterar a verdade do jogo, passa de repente a ser peremptoriamente uma grande penalidade não assinalada e um consequente erro grosseiro do árbitro. Na mente tortuosa do bom do Orlando, está assim reencontrado o equilíbrio. Atinge um estado zen, e ele poderá então agradar à mão que acena com o osso, dizer para si mesmo que uma mão lava a outra, e passar a vender a imagem de que foi um resultado justo, porque fomos todos beneficiados e prejudicados em medidas iguais, e agora somos todos amigos e não se fala mais nisto. Continua, Orlando. Pode ser que um dia, com sorte, até consigas seguir as passadas do Cerqueira. Quanto a nós, continuem a tentar fazer-nos crer que eles são isentos.

publicado por D'Arcy às 15:39
link do post | comentar
27 comentários:
De Nero a 10 de Fevereiro de 2009
Excelente texto, meus parabéns.
Apenas peca por não referir o lance do Fernando aos 50'. Este apesar de já estar amarelado (1º amarelo do jogo) devido a falta sobre o Aimar, entra a matar ao Katsoranis e ao Reyes sendo este último assistido no joelho.

O video do lance:
http://videos.sportmultimedia.pt/ojogo/video.php?id=313995

Saudações Benfiquistas
De Helena Ramos a 10 de Fevereiro de 2009
O Rui Orlando é um jornalista completamente parcial e que nem tenta esconder quem lhe paga o ordenado - e sabe-se lá que mais. É uma vergonha da classe que fazendo uso da palavra para milhões de portugueses veja tudo ao contrário e tente esconder aquilo que todos sabemos que acontece no nosso futebol há 30 anos. Durante o jogo, falou o Rui Orlando e o ego do Rui Orlando, porque o A. Sousa e o Toni não se puderam manifestar. Naturalmente, a Sporttv percebeu que tinha escolhido duas pessoas correctas e que não iriam beneficiar nem puxar pelo Porto como, habitualmente, o Frasco costuma fazer nestes clássicos.

De D'Arcy a 10 de Fevereiro de 2009
Nero, eu acho que o Fernando viu o amarelo precisamente nesse lance.
De vermelhovzky a 10 de Fevereiro de 2009
Excelente texto, D'Arcy.

Eu lembro-me tão bem das palavras do Orlandinho a seguir ao lance do Lucho. Nem quis acreditar que ele dizia aquilo... pois nem foi preciso esperar muito tempo para que ele volta-se o bico ao prego.

Este é o método dos Corruptos. E é engraçado que sejam os mesmos que no Benfica-PORCO de 2007-2008 acharam que o Di Maria se atirou para a piscina num lance em que foi PLACADO por Fucile.

http://vermelhovzky.blogspot.com/2007/12/culpa-do-di-maria.html

Esperem lá... um lance onde um jogador leva com o corpo de um adversário no calcanhar e cai... é SIMULAÇÃO... outro onde um rapazolas leva um toquezinho no pé direito, faz fita como se lhe tivessem rasteirado no pé esquerdo já é um penalty descarado.

Já agora nesse mesmo jogo de 2007/2008... Nuno Gomes aparece isolado nas costas de Bruno Alves e é agarrado no momento do remate... o movimento do avançado é afectado e remata para fora. Jogada limpa também... claro... o toque imaginário no pé esquerdo de lucho... é que é PENALTY!
De T. a 10 de Fevereiro de 2009
É verdade. Foi nesse lance que fernando viu o seu amarelo. A questão é que teve 2 outras intervenções a merecer claramente o cartão. Uma num lance na primeira parte em que desarma de forma faltosa Suazo mas o Providência mandou jogar. Outra num lance em que pára ostensivamente o mesmo suazo num contra ataque, já na segunda parte, neste lance:

http://www.dailymotion.com/video/x8biw1_agressao-do-lucho-ao-suazo_sport

Este lance foi aos 57 minutos e o fernando já tinha sido amarelado
De T. a 10 de Fevereiro de 2009
Já agora, reparem nos lances perigosos do porto na 1ª parte, sem contar com o lance do Lucho.

A semelhança entre os 2 lances é a posição irregular do Malandro

http://videos.sportmultimedia.pt/ojogo/video.php?id=313993

http://videos.sportmultimedia.pt/ojogo/video.php?id=313959
De D'Arcy a 10 de Fevereiro de 2009
Pois, essa falta por trás sobre o Suazo, ainda na primeira parte, que nem sequer foi assinalada é outro daqueles lances que depois nunca aparecem em qualquer resumo.
De kallou a 10 de Fevereiro de 2009
D'Arcy,

Falta aí um lance, que passou despercebido à maioria das pessoas, porque a SporcoTV não mostrou as imagens!!

Vai ao Anti-tripa, e tens lá o vídeo, da agressão do Lucho ao Suazo na 2.ª parte!!

1.º O Fernando, placa autênticamente o Suazo, uma falta para cartão amarelo, e visto , ele já ter um...ía para a rua...;

2.º O Suazo, quando cai é pisado pelo Lucho...e não desculpa, porque se reparares bem, no lance...o Lucho calca o Suazo com o pé esquerdo de uma forma casual, mas depois dá-lhe 1 pontapé com a perna direita...;

Vê o lance...nessa jogada, eram logo 2 expulsos!!

PS: E o coice do Bruno Albes ao Suazo na 1.ª parte???!!

Aqui ficam os vídeos:

http://oantitripa.blogspot.com/
De Artur Hermenegildo a 10 de Fevereiro de 2009
Aproveito o teu post para referir que a crónica do Bruno Pratas no Público foi, surpreendentemente, bastante imparcial e equilibrada.

Não só chama claramente a atenção para o penálti sem o branquear com outras situações (chama-lhe "penálti falso como Judas"), como é dos poucos que não alinha na teoria entretanto muito popularizada de que o "fcp dominou e foi muito perigoso durante a primeira meia hora de jogo" e que portanto o resultado "é justo".

Fiquei agradavelmente surpreendido, e acho que é de justiça destacarmos também os casos de jornalismo imparcial que apesar de tudo vão surgindo aqui e ali. Pode ser que frutifiquem...
De D'Arcy a 10 de Fevereiro de 2009
Vermelhovzky, bonito vídeo aquele que tens agora no teu blog. Fez-me recordar o grande ambiente que se viveu na 'nossa' bancada durante todo o jogo. E um pormenor importante: os cânticos dos benfiquistas foram sempre, sempre de incentivo ao Benfica, sempre dirigidos ao Benfica. Do outro lado, já se sabe, a maior parte das (poucas) vezes em que deram sinal de si, e em que se entusiasmaram um pouco, foi para insultarem o Benfica e os benfiquistas.

Ah, e no final do vídeo dá para notar a nojice que nos fizeram de aumentar o volume da música só para abafar os aplausos que fazíamos aos nossos jogadores (nessa altura já nem havia adeptos deles dentro do estádio, por isso nem se pode dizer que os estivéssemos a incomodar).

Comentar post

escribas

pesquisar

links

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

arquivos

Fevereiro 2024

Janeiro 2024

Dezembro 2023

Novembro 2023

Outubro 2023

Setembro 2023

Agosto 2023

Maio 2023

Abril 2023

Março 2023

Fevereiro 2023

Janeiro 2023

Dezembro 2022

Novembro 2022

Outubro 2022

Setembro 2022

Agosto 2022

Maio 2022

Abril 2022

Março 2022

Fevereiro 2022

Janeiro 2022

Dezembro 2021

Novembro 2021

Outubro 2021

Setembro 2021

Agosto 2021

Maio 2021

Abril 2021

Março 2021

Fevereiro 2021

Janeiro 2021

Dezembro 2020

Novembro 2020

Outubro 2020

Setembro 2020

Agosto 2020

Julho 2020

Março 2020

Fevereiro 2020

Janeiro 2020

Dezembro 2019

Novembro 2019

Outubro 2019

Setembro 2019

Agosto 2019

Maio 2019

Abril 2019

Março 2019

Fevereiro 2019

Janeiro 2019

Dezembro 2018

Novembro 2018

Outubro 2018

Setembro 2018

Agosto 2018

Maio 2018

Abril 2018

Março 2018

Fevereiro 2018

Janeiro 2018

Dezembro 2017

Novembro 2017

Outubro 2017

Setembro 2017

Agosto 2017

Maio 2017

Abril 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

tags

todas as tags

posts recentes

Consistência

Revolução

Medíocre

Atrás

Superioridade

Confortável

Rasgos

Degradante

Cruel

Tenacidade

origem

E-mail da Tertúlia

tertuliabenfiquista@gmail.com
blogs SAPO

subscrever feeds