Quarta-feira, 28 de Outubro de 2009
Quatro dedos levantados na direcção dos quatro defesas da sua equipa. Eis o gesto de Jorge Jesus que foi interpretado com maior ou menor bondade, a que se seguiu uma explicação que foi interpretada na mesma medida. Um gesto que deu azo a que o moralismo bacoco, parolo e pequeno ressurgisse das entranhas de um povinho que teme as labaredas do inferno enquanto se benze ao saltar as fogueiras do São João.
Alguns dos adeptos portistas que, em nome do desporto e dos seus valores, ignoram o gesto de um dirigente desportivo receber árbitros nas antevésperas dos jogos para efeitos de aconselhamento familiar fornecido em providencial envelope são os mesmos que rasgam vestes pelo gesto de quatro dedos levantados por Jorge Jesus.
Alguns dos adeptos sportinguistas que, ao verem um presidente “diferente” de um clube “diferente” apresentar futebolistas saltitando enquanto entoa o cântico “quem não salta é lampião”, interpretam o gesto como uma interessante estratégia de agregação das bases são os mesmos que agora se insurgem contra o gesto dos quatro dedos de Jorge Jesus.
Alguns dos responsáveis pelo futebol português que ignoram olimpicamente a vergonha que é o facto de a Federação Portuguesa de Futebol ainda não ter adequado os seus estatutos ao novo Regime Jurídico são os mesmos que, em surdina, se preparam para dar uma lição de moral ao futebol. A lição surgirá, exemplar e implacável, suportada no gesto dos quatro dedos.
Alguns dos jornalistas que são agredidos, ameaçados, coagidos e pressionados a nada divulgar sobre, por exemplo, as malas de dinheiro que desde o início do campeonato têm sido prometidas a todos (todos!) os adversários do Benfica para que nos consigam tirar pelo menos dois pontitos são os mesmos que, imediatamente, levantaram a pena contra o crime de lesa futebol que foi o gesto dos quatro dedos.
Alguns dos benfiquistas embarcaram (certamente devido a valores tão ou mais nobres do que os supracitados) no mesmo discurso. Um houve, num programa televisivo, que chegou a anuir num possível castigo para Jorge Jesus.
São todos perfeitos. Como escreveu o heterónimo Álvaro de Campos, no “Poema em Linha Recta”, são «todos eles príncipes - na vida». Eu, tal como Álvaro de Campos, «estou farto de semideuses!»
Fiquem lá com a sua impoluta moral e bons costumes, batam no peito e ufanem-se, puxem dos galões da cartilha das aparências e vão para o raio que os parta!
O episódio dos 4 dedos, em meu entender, revela a falta de idoneidade de grande parte da comunicação social desportiva pois secundarizou o essencial - a excelência do espectáculo desportivo proporcionado pelo Benfica - e relevou o acessório - o gesto, alegadamente provocatório do JJ -.
Alimentar polémicas estéreis por razões económicas ou editoriais, é fazer perder tempo e manipular o público, comportamento a erradicar numa democracia adulta.
Não sei se JJ visava MM com o célebre gesto, mas é claro que foi MM quem insultou o JJ. MM não teve categoria! Erros houve para os dois lados e o Benfica ainda foi o mais prejudicado. A vitória não sofre contestação, como MM reconheceu.
Fiquei com a impressão que se se tratou de uma manobra de diversão, préviamente preparada; desculpas de mau perdedor. Vinham repetir o estrago do ano passado, mas, enganaram-se! Eu sei que dói! É também na dor que se revela o carácter das pessoas. E MM revelou falta de carácter.
Claros que "Os diplomatas" do FCP e SCP continuam nos seus postos para cumprir a sua missão; levantar a opinião pública e instigar a aplicação de sanções desportivas contra o Benfica, bem como desestabilizar os nossos atletas e dividir os seus adeptos.
É nestes momentos que temos que recordar o lema "TODOS POR UM" e permanecermos unidos em defesa do nosso Benfica! Por outro lado, o n/departamento de comunicação "deve" implementar estratégias que neutralizem a intoxicação que se levantou, além da nossa Benfica TV.
Intensa indignação, repúdio e denúncia geral devia merecer o desempenho de alguns clubes e atletas que, quando jogam contra o FCP revelam fragilidades cúmplices complementadas posteriormente ou antecipadamente com dispensas ou compras de atletas.
Defendamos o Benfica! Sejamos criativos na forma de o fazer; elenquem-se estratégias efectivas.
TODOS PELO BENFICA!
De Eduardo terra limpa a 29 de Outubro de 2009
Boa noite companheiros
Depois do esgar latido do R. Silva “Presidente” de um clube desportivo, que está acima dos rafeiros nacionais, não podia deixar de mandar uns kompensans para o dito presidente do betão da ilha, já que pastilhas para a tosse levou seis para o caminho.
Porque ele apesar de aplicar o termo de RAFEIRO, não deve saber o significado, vou descrever-lhe, o que o meu precioso auxiliar (Grande Dicionário da Língua Portuguesa), no seu Tomo X, página 83 RAFI diz e, passo a transcrever: Rafeiro, adj. e s. m. Zool. Cão do Alentejo conhecido também pelo nome de rafeiro Alentejano; é um animal grande, possante, mais atarracado que o cão da serra da Estrela, de bela pelagem, geralmente branco-amarelada, especialmente de uma casta que serve para guardar gado. || Fig. Que ou pessoa que fareja escândalos para os divulgar; caluniador, maldizente. || Fam. e deprec. Indivíduo inoportuno que acompanha outro constantemente como um cão acompanha o dono; BAJULADOR.
Vamos à questão:
- De facto para guardar um presidente de um clube, acima de qualquer suspeita, só a lealdade de um rafeiro para que o dito só fale na choupana.
- De facto para guardar o presidente de um clube, acima de qualquer razão de queixa e impoluto, só um cão rafeiro para guardar uma rês destas.
- De facto só um rafeiro é capaz de farejar as negociatas e acordos feitos por presidentes de clubes acima de qualquer suspeita para os denunciar. Abençoado rafeiro que não deixa um presidente de um clube ilhéu de choupana, manobrar a seu bel prazer. Há grande rafeiro.
- De facto pela sua companhia junto de outros da sua igualha, não lhe posso chamar rafeiro, mas sim um Boby amestrado, que metendo o focinho no megafone é o exemplo acabado da marca de discos da Voz do Dono.
Como pode um “presidente” de um clube, acima de qualquer rafeiro ter um discurso tão sem nexo. Você tem a parte negativa do rafeiro é caluniador e maldizente.
Nunca se esqueça que deste rafeiro, não alentejano, mas transmontano terá sempre o meu sorriso de desprezo, bem como o trabalho pedagógico de quem durante 25 anos dedicou a deficientes mentais, para que se sinta em casa, sempre mais esclarecido e confortável com a sua carência.
No fundo o “presidente” quer ser o protagonista do sapo que queria ser boi.
Deixe de ser bacoco e limpe o espelho que tem em casa e veja-se reflectido nele.
De facto diz o seu técnico manelinho que um vintém é um vintém, mas na sua equipa só tem uma pataca.
Como é efémera a vaidade e o convencido.
Nem com um apitador do apito dourado.
Um presidente de um clube, acima de qualquer rafeiro já não é o que era.
Já agora pegando no anúncio daquela rede de cabo sempre digo que
Poderia ser presidente de outra coisa? Lá isso podia, mas não era a mesma coisa.
Assim sempre está acima dos rafeiros, agarrado ao tronco da bananeira não vá um rafeiro qualquer ferrar-lhe uma dentada.
QUE BEM MERECIDA ERA, LÁ ISSO ERA.
EEB
Comentar post