Acabei de me cruzar com o Maestro.
Após uma breve conversa, em que admitiu que está em regime rigoroso para melhorar a forma física, confidenciou-me também que, para ajudar a equipa no forcing final em direcção ao título, vai voltar a envergar o manto sagrado. Deixou, inclusivamente, de fumar e foi visto com um pacote de cigarros de chocolate, para obviar ao vício.
É isso mesmo: Rui Costa vai voltar a jogar na equipa principal do Sport Lisboa e Benfica. Segundo o mesmo, nunca deixou de estar inscrito de forma a que, para o que desse e viesse, pudesse sempre ajudar a equipa em situação de aperto.
Fonte fidedigníssima fez-nos saber, entretanto, que a Liga Portuguesa de Futebol está já a preparar uma declaração na qual repudia a volta do Maestro aos relvados e a impossibilidade de continuar a multá-lo sistematicamente, pois assim deixará de conseguir pagar o (avultado!*) salário às senhoras da limpeza, nas instalações da Rua da Constituição.
* A porcaria por lá é tanta...
A minha proposta como mui honrado (pelo convite) e incipiente escriba desta cantinho à beira internet plantado é de que o Benfica dê a taçola - sei lá! - à agremiação do sporting lumiar.
Seguindo o jargão tão querido aos comentadores desportivos daqui dos nossos portugais, espero que não tomem esta entrada a pés juntos, logo no primeiro minuto, como algo a destempo. Será mais como uma demonstração de poderio físico superior, à la defesa central de número duas unidades da clubeta regional cujo nome me recuso, solene e determinadamente, a pronunciar - maculando, assim, este espaço que não o merece.
Não faria mal algum abdicar daquele premiozinho de consolação, estabelecendo desde logo a prerrogativa do direito à repetição de todos os jogos nesta época em que lances duvidosos, escandalosos, criminosos nos tenham toldado o acesso à vitória em jogos deste campeonato.
Isto, é claro, à luz da neo-estabelecida lei soares-jamesoniana, na qual se lia, após jogos - sei lá, não me doa a cabeça a pensar muito - como o do Rio Ave, exactamente na mesma competição, que os árbitros são como os jogadores: também erram; uma lei, em eterno e lesto devir, que agora lê que, se os senhores árbitros, que estão acostumados a roubar para o lado deles deixam inusitadamente de o fazer, eles não brincam mais.
E porque há sabedoria nas expressões populares: quem não chora, não mama. E se eles choram - e de que maneira! - é porque querem qualquer coisa. O chorão-treinador não está para meias-palavras, e disse logo o que queria. Até porque a metáfora nunca foi o seu forte.
De forma a que os senhores que preferem ser adeptos daquela agremiação percebam, sai uma analogia para lhes facilitar a compreensão da coisa: imaginem a taça da liga como um copo de whisky. Para mim, que gosto de whisky - sem gelo, Pedro, sff - é uma bela recompensa. Por mais que a desta taça em particular seja mais um VAT 69, menos um Cardhu.
Agora, imaginem que, mesmo que fosse um bom whisky, tinha uma mosca. Foi esse copo que nós engolimos. E o que eu proponho é que regurgitemos esse copo, e essa mosca.
Porque a taça era só um copo, mesmo: nós queremos é a garrafa inteira.
P.S.: Só para que não fique esta dúvida: para mim faz tanto sentido devolver a taça, como regurgitar um copo de whisky bebido há 3 ou 4 dias. O exercício era meramente académico, e não deve ser tomado à letra, mesmo que de letras seja feito. É que ao ridículo, às vezes só se consegue responder com... mais ridículo.
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