Não sei se faz muito sentido adeptos de uma agremiação que tem como treinador um primata que fez do seu modo de vida a agressão em barda a tudo o que esboçasse movimento, desde seleccionadores a árbitros, passando por jogadores, e que tem como Presidente um trafulha que esteve preso por desviar dinheiro nos paquetes da Expo, ou um vice-presidente que andou a depositar dinheiro na conta de fiscais de linha e a promover incêndios criminosos em estádios adversários, sem falar no conjunto de cacófagos que tratou de incendiar as bancadas e agredir os bombeiros que tentavam controlar as chamas; não sei se faz sentido – dizia eu – adeptos de uma clubeta que se revê neste modo de vida criminoso e hipócrita (nunca o condenaram) acharem que têm moral para criticar o que quer que seja por um capitão do Benfica se encostar a um árbitro com o sonho de vingar na Broadway.
Também não sei se faz muito sentido adeptos e dirigentes de uma associação que tem como fachada o futebol mas que na verdade prospera no crime e na construção de um clima de medo, que promove a violência e a corrupção há mais de 30 anos no futebol português, que intimida e corrompe árbitros, observadores e a justiça desportiva, que agride jogadores e dirigentes adversários, que tem nas suas fileiras uma verdadeira milícia que destrói, agride e rouba a seu bel-prazer e que tem dirigentes condenados pela justiça e apanhados em dezenas de escutas a corromper árbitros e a brincar ao Padrinho; não sei se faz sentido – dizia eu – gente desta laia sequer abrir a boca (e deviam-na lavar primeiro, e bem lavada) para falarem do Capitão do Benfica.
Adicionalmente, não sei que moral tem a pobre desculpa que passa por imprensa desportiva deste país, que se divide entre cobardes ressabiados com uma agenda própria e entre prostitutas intelectuais que prestam uma vassalagem doentia e que vomitam devotamente a doutrina do mestre fantocheiro, para criticarem a mínima atitude que seja do Capitão do Benfica, que tem mais dignidade numa unha que todos esses rafeiros sem vergonha que todos os dias se vendem pelos jornais e televisões deste país. Estão tão habituados a dar o traseiro que estranham quem dá o peito.
Se calhar teria sido melhor o Luisão dar amavelmente indicações da sua morada ao árbitro para mais tarde lhe fornecer aconselhamento familiar, que isso é que é bem visto aqui pela chusma dos jornais.
Não sabendo tudo isto, o que eu sei, e nisso não tenho dúvidas, é que para esse peditório eu não dou. Trata-se de um não caso, explorado por uma alemão histérico convencido que está num cabaret. O que o Luisão fez (se é que aquilo é fazer qualquer coisa, senão eu desmaiava cada vez que ando de Metro) acontece todos os fins-de-semana em todo o santo relvado, e normalmente muito pior (e nem falo da discricionariedade do espectro de comportamentos com que qualquer assalariado do fcp trata um árbitro, que pode ir do jogo do arremesso do próprio árbitro à la José Pratas, à beijoca e apalpão no rabo à la Pedro Proença). A diferença é que nem todos o fazem frente a uma Drama Queen que parece estar a fazer audições para o Musical da Casa na Pradaria. Não só não censuro o Capitão do Benfica, como acho que, perante aquela manifestação de representação de terceira categoria, devia ter dado uma valente chapada na tromba da florzinha para acabar com o teatro e o overacting.
O que eu sei, e disso não tenho dúvidas, é que de mim, a única coisa que o Luisão leva é um grande abraço e força para aturar a turba que cerca o castelo de tochas na mão.
E no meio de tudo isto, acho – e acho-o sinceramente – que quem devia pedir uma indemnização era o Benfica. Pela maçada, pelo tempo perdido, por acabar por promover o teatro burlesco e um aspirante a actor travestido de árbitro e por ter de aturar um palhaço de um presidentezeco de uma clubeta alemã que se devia sentir agradecido por ter lá tido o Benfica nem que fosse por 38 minutos.
Deixo-vos com um best of do Christian Fischer, essa esperança do musical alemão.
Safam-se sem castigo os criminosos que foram os incitadores da violência e os autores, de facto, do incêndio no Estádio da Luz, e pune-se quem - com todo o direito e manifestando o sentir dos milhões de Benfiquistas - se insurgiu, vendo a sua casa em perigo, contra esses hipócritas asquerosos e terroristas de trazer por casa que controlam a lagartagem hoje em dia. Os caloteiros que ainda não pagaram a porcaria que fizeram, como clube 'diferente' que são.
Isto, basicamente, é a mesma coisa que castigar um indivíduo por levantar a voz a um filho da puta que o tenha assaltado e lhe tenha tentado incendiar a casa. E como consequência de uma queixa do criminoso, um beto amaricado ainda com os fósforos na mão que terá ficado traumatizado com a linguagem, o pobre coitado habituado aos mais selectos ambientes.
Parece um sketch?
Já apanharam o ridículo da coisa?
Não?
Então, parabéns: Portugal já vos formatou.
Maldito Afonso Henriques.
Parece-me positivamente hipócrita – e, no entanto, absolutamente normal, dada a qualidade dos animais em questão – o folclore promovido pelos responsáveis da FPF e equipa da FPF, e pela abjecta imprensa desportiva bêbada de quatro de fervor nacionalista (que raia a xenofobia), relativamente às arbitragens e ao árbitro turco e ao raio que os parta naquela competição a que não ligo muito porque o Benfica não participa.
É ultrajante que, em casa, neste paraíso da corrupção à beira-mar plantado, a FPF, os responsáveis e o conjunto de avençados que pululam pelos jornais desportivos, convivam muito bem e varram para debaixo do tapete o cancro que é a arbitragem portuguesa e as arbitragens de escumalha da estirpe do Pedro Proença e do Olarápio Benquerença, e agora de repente assumam uma postura de virgens ofendidas com uma série de suspeições mal amanhadas (especialmente se comparadas com os factos – a que estamos sujeitos semana sim semana sim - que sustentam a canalhice e corrupção na arbitragem portuguesa) sobre a arbitragem ou um árbitro ou o raio que os parta naquela competição a que não ligo muito porque o Benfica não participa.
Quando o Benfica denuncia - apoiado em factos e em prejuízos demasiado sistemáticos e cirúrgicos para não serem deliberados - a corrupção a céu aberto na arbitragem cá do burgo e a vergonha que tudo isto é, o bando de hipócritas ridiculariza a questão e sustenta que são desculpas de mau pagador, que isso da influência da arbitragem não existe, e que os árbitros erram na mais perfeita inocência e que não, claro que não, existe um sistema que controla as arbitragens, as classificações, os observadores.
Agora de repente – e apenas com base em suposições um bocado infantis - parece que descobriram a pólvora e afinal pode ser que na arbitragem haja gente que não mereça ser beatificada.
Haja paciência. Que legitimidade é que gente da mesma estrutura deste escroque sem vergonha do Vítor Pereira tem para lançar suspeições sobre arbitragens fora de portas?
Campeões, sem medo, no antro da corrupção, perante o olhar esgazeado do guru do aconselhamento familiar. Agredidos, fechados no balneário, impedidos de receber as medalhas e a Taça. E, no entanto, percorre-se a comunicação social e o silêncio é ensurdecedor. Vivem na impunidade há mais de 30 anos. Um dia isto vai acabar.
Enquanto o Benfica confirma a sua Grandeza, o fc porto confirma, com estrondo, a sua pequenez, que os amordaça sem perdão à sua condição de agremiação mesquinha. Aquilo não é um clube, é um conjunto de criminosos que se acham legitimados pela impunidade.
Impõe-se perguntar: onde anda a polícia do Porto, num jogo que se adivinhava de alto risco? A encher o bandulho em marisqueiras? E o Ministro da Administração Interna? E o cretino do Relvas, entretido a ameaçar jornalistas? País de merda.
Dedicado, com ternura, ao Porco Canal, essa homenagem a George Orwell.
Então, pá, e aquilo do Pereira Cristóvão, como está? Varreu-se para baixo do tapete, como o Apito Dourado?
Anda tudo em bicos do pés e a assobiar para o lado a fingir que aquilo não aconteceu? É um fenómeno de amnésia colectiva da comunição social?
Tudo caladinho até se jogar a final da Taça, para ver se passa? (a rima foi acidental, como a grande maioria dos golos da lagartagem)
Afinal pode-se, abertamente, depositar carcanhol nas contas dos fiscais de linha (às escondidas, e em numerário, já sabemos que sim, que os funcionários da malta da fruta trataram bem de o demonstrar esta época, em boa homenagem aos anos 90)?
E, portanto, pode um clube disputar a final de uma competição em que um seu vice-presidente tentou abertamente corromper uma equipa de arbitragem (às escondidas, e com fruta, já sabemos que não há problema, que a entourage do guru do aconselhamento familiar trata de o demonstrar desde os anos 80)?
A malta do Nacional e do Marítimo teve um ataque de narcolepsia, ou foi 'convencida' com presentinhos para a próxima época?
E é verdade que o Pereira Cristóvão ficou no Sportém porque ameaçou o Gordinho Lopes com a divulgação de todos os podres e trafulhices que a sua empresa de segurança foi acumulando sobre o caso dos paquetes da Expo? É verdade que, como consta, quando o Gordinho Lopes esteve preso, no âmbito dessa investigação, pediu ajuda ao Pereira Cristóvão para inventar contra-informação e baralhar a PJ?
Confirma-se que o Pereira Cristóvão possui tanta informação comprometedora sobre tanta gente 'honesta' no Conselho Directivo do Sportém que faz literalmente malabarismos com as bolas genitais de quase todos, e depois brinca às chantagens para ir paulatinamente controlando os meandros da lagartagem?
Algum lagarto inteligente caiu naquela do 'ah, é vice-presidente do Sportém, e quem disputa a competição futebolística profissional é a Sportém SAD, logo o Sportém não tem nada a ver com isto'? (é uma trick question: não há lagartos inteligentes)
Entrando no carrossel: então se o Cristóvão - vice-presidente do Sportém, em plenas funções quando andou a brincar aos depósitos - não fez aquilo para benefício do Sportém, era para benefício de quem, do Paulo Pereira Cristóvão FC?
E é isto que a lagartagem quer para o clube, essa miragem supostamente 'diferente' que só existe na cabeça deles, esse suposto bastião da 'moral e da verdade desportiva'? Vão conseguir festejar, sem vergonha na cara, uma taça borrada com as acrobacias do torturador? (é outra trick question: a lagartagem não tem vergonha na cara). E os sportinguistas?
E é verdade que ninguém na lagartagem, na estrutura ou na comunicaçãoo social, tem grande vontade de dizer nada contra isto, senão comem com os malmequeres encapuzados do Cristóvão?
E, já agora, em Bilbao, a rede de segurança já não lhes fez diferença? Ou aí já não era preciso usar a rede como desculpa para brincar com jerricans e fósforos? (forfos, em Sousacintrês).
Tenho a sensação de que este pedaço de história televisiva (um marco no tempo de antena dos bêbados da aldeia), dada a sua subtil genialidade, necessita de um guia, de uma espécie de coadjuvante para a plena interpretação da substância do vídeo. Nessa perspectiva, resolvi, para quem tenha dificuldade em interpretar as várias pérolas que emanaram daquele verdadeiro prodígio humano, transcrever as partes do discurso do moço ROC que, pelo seu intrínseco brilhantismo e carácter vanguardista, poderão escapar ao mais incauto espectador, para que possam disfrutar na sua plenitude do articulado intelecto deste apreciador confesso de futebolistas como o “Quemdirá”, o “Schweisen Tiger”, o “Piol” ou o “Supanurú”.
Vale bem a pena.
- "não... não... sss… eu…eu…" (olhar ausente. Imagino que procura uma garrafa numa prateleira virtual);
- "e esta é a grande notícia da RTP N - "da RTP Informação", corrige o Gilberto - ...er…da RTP Informação… peço desculpa deste não meu aggiornamento" (bela frase, o Yoda ficaria orgulhoso, se também tivesse bebido dois garrafões de vinho de 5 litros como tu);
- "também dissecáss…também disse ca China há muita hipótese…e também disse cá cinco equip… também disse cá cinco hipóteses…" (não vai mais vinho para a mesa do canto);
- Gilberto: "vamos ouvir o Júlio e o Miguel sobre este assunto"; ROC: "nhe nhe nhe nhe nhe" (em falsete, enquanto se contorce numa mistura bizarra entre uma dança do ventre protagonizada por um orangotango e um surto de espasmos de alguém a quem tenham enfiado uma enguia eléctrica no intestino grosso);
- "o que o regulamento da assembleia geral diz é um periodantejónimodia…é um período para questões diversas e tal…que não… que atétatif"(pára de repente e olha para o tecto do estúdio, sem saber onde está);
- "...não…te, te, te…eu, eu…desculpe..." (mais uma vez, o sistema desliga-se e esquece-se de quem é e de como foi ali parar – é fácil de percebê-lo olhando para o vazio nos olhos, que reflecte o vazio que paira entre aquelas duas orelhas);
- "O Xabi Alonso foi enorme…e o Quemdirá…aqueles dois…" (grandes jogadores, ambos. Especialmente o Quemdirá, que é bem bom - Quemdiria...);
- "…e ele claro que é mais rápido que o Piol…também é mais soft…" (até porque é verdade que o Piol, seja ele quem for, é um bocado lento e hard);
- "o Schweisen Tiger é um médio excelente" (é, sim senhor, apesar de apenas existir no reino da ficção. Era um dos fiéis companheiros do Sandokan);
- "… com o endividamente excessivo…nas quais metade eram alemães…isto é o fim!!" (****-se, confesso que na tentativa de compreender esta tive um pequeno avc);
- "…e agora quando o Sindicato dos Jornalistas - "dos jogadores", diz o Gilberto - er… dos jogadores, peço desculpa, agora olhei para ti…" (e toda a gente sabe que olhar para aquele camafeu do Gilberto potencia o efeito do 17 litros de álcool já ingerido);
- "...é cair bem, bem, bem, bem, bem, bem, bem no que está em cima da mesa” (e caíste bem, filho, em cima da garrafa de Famous Grouse);
- "...era o mesmo que eu pôr o Supanurú no topo!" (Sanupurú...sunarapú...sunuparú...sanurapú...esquece);
- "para o ano, com o Sá Pinto, isto go, go, go! Go, go, go! Mas tu com o Vítor Pereira não dizes… go, go, go…" (enquanto o gajo dos Zero Cego olha para ele e tenta decidir se chegou finalmente a altura de chamar o piquete do Miguel Bombarda);
- "Aquele piripiri que o Sá Pinto põe na equipa" (ui, se calhar não era Famous Grouse, mas VAT 69, que já vamos no reino do delírio: o Sá Pinto a temperar a equipa, o João Pereira vestido de rabanete e o Van Wolksvagen de salsicha);
- "… mas eu não quero que os seus colegas jornalistas vejam o jogo como eu vejo, eu quero que o Sá Pinto veja o jogo como eu vejo, ou aliás, eu é que vejo o jogo como ele vê, que é exactamente ao contrário" (ou então tu é que vês o Sá Pinto como ele vê os jornalistas, ou como o jogo o vê, ou exactamente o contrário, que é o jogo a ver o Sá Pinto como tu vês os jornalistas…);
- "Então mas o Marinho… o Marinho foi campeão europeu como?" (não sei, e duvido que haja quem saiba como é que o ‘Marinho’ foi campeão europeu).
E agora descubram as diferenças:
Como já venho a dizer há muito, o Benfica é tão grande que alberga, inevitavelmente, alguma porcaria (embriagada por alguma importância que a comunicação social, sedenta de facadas no Benfica, lhes dá). É o preço a pagar por ser o maior clube do Mundo (disse do Mundo? Queria dizer do Universo). Mas não me importava nada de ser ligeiramente menos grande e não passar pela vergonha de ter alguns dromedários que dizem que são do Benfica a assobiar e ofender - durante os jogos - jogadores, treinadores e gente do Benfica, e a achincalhar e menorizar - a fazer o trabalho dos inimigos - títulos ganhos de forma digna e honesta. Porque não são do Benfica, na verdade. São, acima de tudo, do clube do seu ego, uma merda profundamente egoísta que existe nas suas cabeças, e que se coloca à frente do Benfica.
Se calhar é melhor explicar isto, o que é bem capaz de constituir uma novidade surpreendente para quem não vê além da merda do seu nariz: eu também quero ganhar o campeonato. E - pasme-se - também acho que não o ganhar (especialmente este ano) é um fracasso (por culpas próprias e por culpas alheias). Mas e então?
Em que raio de mundo retorcido, e de que forma bizarra e canhestra, é que ofender e vilipendiar jogadores, treinadores e direcção durante um jogo, e depois de conquistar uma competição, melhora ou mitiga o que quer que seja, como é que isso beneficia o bem comum - o Benfica, em que medida é que isso se enquadra no espírito do 'de muitos, (faça-se) um'?
Não melhora, não mitiga, não beneficia e, definitivamente (definitivamente, ****-se), não se enquadra.
A Taça da Liga foi ganha de forma limpa, honesta, justa, com trabalho e em futebol jogado, sem fruta, sem depósitos em contas da Madeira, sem conluios, sem aconselhamentos familiares a árbitros. E, quanto mais não fosse, só por causa disso vale mais - muito mais - do que os campeonatos ganhos pelos andrades (ou do que taças ganhas com depósitos), na mentira e na corrupção, de forma suja e hipócrita. Para mim a Taça da Liga vale mais do que esta merda deste campeonato viciado, percebem? Se não perceberem, é para o lado que durmo melhor.
E antes que venham para aqui com palhaçadas sobre a liberdade de expressão e o direito à indignação e a merda do sentido crítico e o raio que vos parta, digo-vos já que aquilo que alguns asnos fizeram no Sábado não é exercer o sentido crítico ou o direito à indignação, é maltratar o Benfica. E se não percebem isto, a cegueira torna as palas redundantes.
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