VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES
Segunda-feira, 27 de Setembro de 2010

E à 6ª jornada o Maritimo foi beneficiado

Nesta altura e apesar de já ter sido quase tudo dito acerca dos últimos jogos que disputamos, falta ainda uma coisa muito importante. O quê? A minha opinião.

 

A subida de forma que revelamos, tanto como equipa em termos colectivos como no que concerne às prestações individuais de vários jogadores que haviam sido nucleares para a(s) conquista(s) da época passada, parece-me evidente. Infelizmente valeu-nos menos 3 pontos do que deveria ter valido caso a verdade desportiva não estivesse em parte incerta na noite em que jogamos na cidade berço.

 

Não querendo agoirar, no jogo do estádio dos Barreiros até tivemos um guarda-redes que vale pontos mas para a própria equipa. Roberto esteve excepcional, não falhando uma saída - e agarrando a bola em quase todas - e fazendo uma daquelas defesas impossíveis, cuja ausência era uma das minhas principais criticas ao Quim.

 

Teremos igualmente sido beneficiados pela necessidade, devido a lesão do habitual titular, de colocar Carlos Martins no centro do terreno. Embora fosse trocando de posição com o Gaitan (bom jogo, a dar aquilo de que estávamos mais necessitados, isto é velocidade para o contra-golpe) penso que nesta fase está em melhor forma que o Aimar e eu subscreveria a ideia de ambos alternarem a titularidade dependendo dos adversários e dos respectivos momentos de forma. De resto, Javi e Saviola regressam aos níveis da época anterior e até me pareceu ver o argentino com um pique mais consentâneo com a sua imagem de marca dos tempos áureos do Barcelona, Sevilha e Mónaco. Já que falo no Saviola não gostava de deixar passar a oportunidade de vos dar conta de algo que sucedeu no último Benfica vs Sporting. Como é óbvio, saí do estádio muito feliz pelo resultado e também pela exibição, mas tinha ficado com a ideia que o Saviola não tinha estado particularmente inspirado, nomeadamente no que concerne ao último passe ou nas situações de finalização. Devido ao resultado, lá acabei por rever o jogo na Benfica TV e tive (tenho!) de dar a mão à palmatória: Saviola foi fundamental. As suas movimentações de trás para a frente, muitas vezes abrindo linhas de passe no nosso meio campo (!) ajudaram a destruir completamente as transições defensivas do nosso adversário. O nervosismo com que vimos os jogos do Benfica - tomo a liberdade de escrever não digo por todos mas por muitos - talvez não nos permitam ter o discernimento e o distanciamento suficiente para ver aquilo que se encontra logo abaixo da superfície, todos aqueles pormenores que fazem deste o desporto-rei.

 

Correndo esse risco de peito feito, devo dizer que o que que vi nos Barreiros me deixou entusiasmado. Continuo a achar que temos um plantel curto, ou mais curto do que aquilo com que me sentiria plenamente satisfeito, mas é o que temos e não deixa de ser suficiente para o panorama nacional. Ou sê-lo-ia desde que estivéssemos na presença de uma competição sadia e em que todos os participantes gozassem dos mesmos critérios. Chega a ser exasperante aquilo que nos tem sido feito desde o início da época. No sábado lá ficou mais uma grande penalidade por assinalar. E daquelas tão evidentes, mas tão evidentes que me parece francamente impossível não ter sido vista por quem de direito. Mais parece que esta época há uma qualquer regra sub-reptícia que invalida a possibilidade de serem marcados penalties a favor do Benfica.

 

Antes de dar conta da equipa que eu faria alinhar na próxima quarta-feira, gostava de deixar uma palavra para o Fábio Coentrão. Muitos parabéns míudo. Continua o bom trabalho. Se no que respeita à prestação dentro do campo não tens ficado atrás de ninguém, fora do campo tens conseguido o extraordinário feito de suplantar tudo aquilo que tens feito dentro das 4 linhas! A renovação hoje dada a conhecer à CMVM, se alicerçada num aumento de ordenado, é das operações mais justificadas que a SAD já teve oportunidade de fazer.

 

Ora então, sem mais delongas - esta foi à narrador de relatos radiofónicos, e por falar em relatos não compreendo todas as criticas que fui lendo por aqui e noutros sítios, e não compreendo porque eu deixei de ouvir o som da televisão há muito tempo, o que por acaso neste jogo não deu jeito nenhum tendo contribuído para eu ganhar mais alguns cabelos brancos devido à opção da TVI em tirar o mostrador dos minutos decorridos na 2ª parte ficando eu completamente à nora sobre o tempo que ainda faltava disputar - aqui vai a equipa que eu gostaria que actuasse de inicio na Alemanha.

 

 

 

 

Explicando em poucas palavras: apesar de estar a fazer um início de época verdadeiramente desastroso, o Schalke 04 é uma das mais fortes equipas alemãs, e uma das que mais se reforçou neste Verão. Penso que é fundamental conter a sua entrada previsivelmente forte e isto a meu ver garante-se com o domínio do meio campo. Dependendo da estratégia é possível que o Javi Garcia tenha de recuar alguns metros para ajudar na marcação ao Huntelaar e daí a opção Airton. Ruben Amorim também seria uma alternativa caso estivesse: a) em condições de jogar; b) num momento de forma semelhante ao que apresentou na época passada.

 

A maior dúvida é mesmo Gaitan. Gostei de ver o seu jogo nos Barreiros, apesar de alguns falhanços que me deixaram exasperado (nada que se parecesse no entanto com o que o Cardozo fez, embora este tenha um crédito imenso por tudo aquilo que já fez) e não me oporia à sua substituição pelo Salvio. Tal como já disse num parágrafo anterior, caso estivesse a 100%, daria a titularidade ao Carlos Martins em detrimento do Aimar, mas se for o argentino a jogar não terá neste escriba um opositor. O que não gostaria mesmo era que jogassem os dois ao mesmo tempo.

 

E agora, a palavra a quem sabe. A caixa de comentários é tua.

publicado por Superman Torras às 19:52
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Quarta-feira, 25 de Agosto de 2010

Sábado, há bola!

 

 

 

Explicando:

 

Nesta altura creio que a melhor opção para o Benfica passa por actuar num 4x3x3. A opção mais polémica poderá ser a inclusão do Airton sobre a meia direita, mas uma vez que já foi testado a lateral direito - na pré-época aquando da ausência do Maxi Pereira - e que a outra opção para o lugar não me tem convencido (Amorim) creio que as dúvidas que esta inclusão possa fazer surgir são suplantadas pelo acréscimo de poder que o meio campo necessariamente ganhará. O que permitirá uma maior liberdade do trio da frente, que além disso poderá contar com um apoio mais efectivo por parte dos dois laterais, salvaguardada que está a respectiva compensação defensiva.

 

Na baliza penso que é relativamente pacifico esperar a substituição do Roberto e a esperança é que com essa alteração os centrais possam igualmente melhorar o seu desempenho. É incrível, mas nesta altura no que a jogos oficiais diz respeito temos 6 golos sofridos tendo 4 deles nascido na sequência de lances de bola parada. Se o factor-Roberto tem a sua importância, a restante equipa não se pode eximir da sua quota-parte de responsabilidades.

 

No que ao meio-campo ofensivo e ataque diz respeito sou franco, penso que a lesão do Kardec veio na pior altura possível e que a troca de Aimar pelo Carlos Martins ou pelo Gaitan se justifica plenamente.

 

Tudo isto são perspectivas de um treinador de bancada encartado. Por isso, e como todos nós temos um treinador dentro de nós (salvo seja), gostava de saber a opinião dos restantes leitores da Tertúlia.

sinto-me: treinador de bancada
publicado por Superman Torras às 19:26
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Sábado, 21 de Agosto de 2010

Resumo da pré-época

"E quanto a reforçoss? Qual o caminho a seguir?"

 

"Nós queremos contar com jogadores consagrados, que possam estar em dificuldade nas suas carreiras e queiram voltar a estar em grande. Depois, há estes míudos, como o Fábio Faria, o Jara e o Gaitan, que têm de crescer com o treinador e com a equipa. São jogadores de risco."

 

Jorge Jesus à revista Mistica (Edição nº 11)

 

 

Numa nota mais pessoal quero informar que o meu estado de medo no que ao valor do Roberto diz respeito passou para terror.

 

 

publicado por Superman Torras às 22:46
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Terça-feira, 10 de Agosto de 2010

A derrota...ideal

Nota prévia:

 

Este post não é uma resposta ao anterior, do D'arcy, uma vez que foi escrito antes de o ler. Alguns assuntos repetem-se, até porque ambos os posts derivam sobre o mesmo, a actualidade do Benfica e o rescaldo do jogo de sábado, mas as visões são necessariamente diferentes até porque diferentes são os olhos de quem o escreveu.

 

 

 

 

 

 

Sendo uma competição oficial a Supertaça é geralmente encarada como uma espécie de jogo de pré-época um pouco mais a sério cujo valor varia dependendo do ponto de vista dos competidores. No caso dos derrotados o resultado é menosprezado, pelo menos em termos públicos, recorrendo a um par de chavões (a condição física, o cansaço - ou ambos -, a integração dos novos jogadores, a adaptação ao esférico, enfim as hipóteses são imensas); enquanto que no caso dos vitoriosos a importância do jogo cresce exponencialmente procurando observar conclusões de superioridade para a época que se avizinha e até quiçá, nalguns casos, o exorcismo de alguns demónios internos.

 

No que à supertaça de sábado diz respeito e falando daquilo que nos interessa, o Benfica, creio que, à distância de 48 horas, o resultado (e a exibição…a exibição!) poderá ter sido o que melhor serviu os interesses do clube no futuro mais ou menos próximo. Já tinha comentado com amigos que após algumas exibições ou períodos de exibições muito boas (1ª parte com Aston Villa; a partir dos 30/35 minutos com o Feyenoord; a 2ª parte com o Monaco) o jogo de 3ª com o Tottenham tinha servido para me fazer descer à Terra. A esperança é que o jogo de sábado tenha feito o mesmo mas com os jogadores e responsáveis pela gestão do plantel no que versa a entradas e a saídas. A forma como fomos subjugados pelo 3º classificado da época passada foi de facto preocupante. Não só isso mas também ou sobretudo a forma que encontramos para responder a essa supremacia: com desnorte e falhos de ideias. Tanto em campo como fora dele.

 

Aliás, mencionando Jorge Jesus devo dizer que não compreendi a opção por uma táctica que raramente havia sido utilizada nesta pré-época com a agravante de colocar o nosso melhor defesa esquerdo e principal causa de desequilíbrios ofensivos quando joga nessa posição, como médio-ala esquerdo. Se do lado esquerdo ficamos “coxos” em termos ofensivos do lado direito faltou um bocadinho assim para ficarmos coxos. Carlos Martins, que já tive oportunidade de elogiar pela pré-temporada que tem feito, não pode ou não deve ser opção para médio direito, sobretudo quando o lateral já é uma adaptação (e das forçadas, nada a ver com Coentrão na esquerda) e o adversário joga com um médio-ala bem encostado à linha e constantemente a forçar o um para um, quando não o dois para um com a subida do lateral esquerdo.

 

No entanto, acima de tácticas e escolhas de jogadores o que acabou por me desiludir sobremaneira e ser decisivo para a supremacia do adversário acabou por ser a enorme diferença na conquista das célebres “segundas bolas”. Inúmeros cortes de jogadores do Benfica acabaram invariavelmente por ir parar a pés adversários. E o contrário não aconteceu. Isto originou sucessivos ataques cortados á nascença e levas de ataques por parte do adversário. Outra coisa que não existiu, e de certa forma poderá servir para nos tranquilizar pois poderá indiciar que o motivo da sua ausência foi o facto de em termos físicos os jogadores não estarem preparados para aquele jogo, foi a pressão ofensiva que tão bem nos caracterizou na época passada. A esperança é que com mais uma semana de treinos já a possamos (re)apresentar no jogo com a Académica. Não me esqueço igualmente que a época passada também esteve longe de começar brilhante e só arrancamos para as exibições vistosas depois de alguns resultados ou negativos ou arrancados a ferro (empate com o Maritimo em casa, vitória arrancada a ferros em Guimarães). Portanto há que relativizar um pouco as mensagens que este jogo nos deixou.

 

Mas há coisas às quais não há mesmo como fugir e daí a importância de que dei conta mais acima: para evitar o afunilamento do jogo e/ou para servir como opção à tal táctica camaleónica do 4x3x3 que parece viver muito do tempo de adaptação que o Jara vai necessitar, já que a qualidade parece estar lá toda, é fundamental ter um extremo no plantel. Esquerdo ou direito nesta fase é indiferente. Desde que para o outro lado venha um substituto para o Ramires, ou seja um médio mais interior que sirva para compensar as subidas no outro flanco. Isto parece-me tão claro que me é francamente difícil entender opiniões de benfiquistas em sentido contrário (mas podem tentar-me convencer na caixa de comentários). É que não temos 1 (um!) extremo que seja no plantel. Tudo dependerá depois do que Jesus quiser para esta época. Se quiser optar preferencialmente pela tal espécie de 4x3x3 que venha um extremo jovem com potencial de evolução, já se quiser optar novamente por um esquema semelhante ao ano passado, e que tão bons resultados e exibições deu, terá de ser um jogador feito e com estaleca para jogar já! E o já ainda não é tarde. Ainda…

 

Curiosamente Jesus acabou por ter uma leitura de jogo muito sui generis no passado sábado, deixando Martins e Peixoto em campo (primeiras opções para as tais posições de que falo?) apesar de as coisas estarem longe de lhes saírem brilhantes (ia dizer aceitáveis).

 

Confirmou-se igualmente o que já havia escrito há umas semanas, que Airton ganhou a posição a Javi. No entanto também o brasileiro me desiludiu no sábado. O jogo posicional não foi brilhante e no tal rácio de segundas bolas vencidas e perdidas também acabou o jogo com sinal negativo. Não creio que seja motivo para deixar de lhe dar a titularidade no domingo, até porque não sei se Javi já melhorou os índices físicos que me pareceram a razão primeira para ter perdido o lugar, e gostava de o ver jogar 3 ou 4 jogos seguidos para observar a sua evolução. Já o disse anteriormente mas digo-o novamente, aprecio bastante a forma de jogar do Airton (tal como do Javi de resto que considero peça essencial nas conquistas da época passada). Não será por ali que iremos deixar de conquistar os títulos a que nos propusemos esta época.

 

Em suma e concluindo: continuo a achar que somos os principais candidatos à vitória do campeonato esta época e que temos uma equipa muito boa. Duvido no entanto que, mesmo se o Ramires for bem substituído, tenhamos actualmente uma equipa tão forte como no ano passado. Daí que “me bata” pela contratação de (mais) um jogador de qualidade que seja opção imediata para o 11. Se não vier, e à medida que os dias vão passando duvido cada vez mais da assunção dessa necessidade por parte de quem manda, restar-me-á acreditar que tal como aconteceu na época passada Jorge Jesus acabe por provar que estou errado.

 

De uma forma ou de outra, domingo lá estarei para juntar a minha voz às dos restantes 60 mil (começar a época com uma casa cheia seria fantástico).

publicado por Superman Torras às 07:20
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Quarta-feira, 14 de Julho de 2010

Ideias soltas

Terminado que está o estágio na Suiça e disputados 3 jogos já é possível tirar algumas fotografias do Benfica 2010/11. Aqui vão as minhas:

 

  • Javi Garcia se não se pôe a pau perder o lugar para o Airton. Ontem notou-se uma diferença abissal quando o brasileiro entrou. Talvez seja só uma questão fisica, aliás é o mais certo, mas é também ou sobretudo por este factor que os lugares costumam ser conquistados ou perdidos no início das épocas;
  • Se havia quem pensasse (havia?) que, a ser vendido, o Luisão pode ser substituído apenas pela "prata da casa", desengane-se. Sidnei está muito longe de constituir uma primeira opção válida. E, muito francamente, já era altura de o ser;
  • David Luiz e as suas constantes subidas no terreno são um factor com o qual JJ parece apostar em provocar desequilibrios nas defesas contrárias. E no futebol moderno, em que a falta de espaços impera, um defesa central (!) destes é um achado. A minha vénia igualmente, e aqui concordo inteiramente com o que o nosso treinador disse ontem, para a decisão dele em abdicar de um brutal aumento no seu ordenado caso a transferência (para o Man City, suponho eu) se concretizasse;
  • Quanto aos reforços argentinos, creio que Gaitan está mais perto de ser uma opção imediata do que Jara. Este tem potencial mas ainda definde mal as jogadas. Menos mal no entanto, uma vez que estamos mais carentes do primeiro do que do segundo. Apesar de continuar a achar que é obrigatória a aquisição de outro médio/extremo esquerdo. Gaitan parece-me muito rápido mas com características diferentes de Di Maria, mais "deambulatórias" digamos, por isso eu e JJ pensamos que falta alguém no plantel para ser opção para jogar junto à linha do lado esquerdo;
  • Em relação ao último ponto tenho dado por mim a pensar se JJ não terá a tentação de alterar o esquema da equipa, um vez que após a venda do Di Maria e o empréstimo do Urreta ficamos sem extremos puros (seja lá o que isto for) e Ramires e Gaitan (prováveis primeiras hipóteses para o 11) serem médios mais interiores. Assim, a ideia poderia muito bem passar por ir ao mercado de transferências contratar um médio esquerdo com as características, digamos, de um Andres Guardado, e desta forma aproveitar os seus movimentos dentro/fora, semelhantes aos do Ramires na direita, para aproveitar simultâneamente as subidas dos laterais, Maxi e Coentrão, ambos com pulmão para dar e vender e portanto com capacidade de fazerem todo o corredor. Isto potencialmente permitiria(á) um ganho no miolo do terreno, fundamental como bem sabemos no futebol moderno em geral e no futebol português, useiro e vezeiro na utilização de duplos trincos (quando não triplos), em particular. O segredo seria então ter jogadores que não sendo extremos pudessem cair nas linhas para abrir o jogo quando em fase ofensiva. E Jara, Gaitan, Weldon, para já não falar no Saviola, até são esse tipo de jogadores;
  • Ainda faltam os mundialistas por isso esta equipa ainda irá ser (muito) reforçada. Há que ter isto em atenção quando analisamos o que nos tem sido dado a ver até agora. Mas continuo com a pulga atrás da orelha em relação à continuidade de alguns destes jogadores. Na verdade, tenho receio que quando o campeonato começar o plantel terá 4 ou 5 mexidas, entre entradas e saídas, e o meu receio é que a equipa campeã nacional seja desmembrada. Contínuo a referir aquilo que referi aqui há tempos, espero (e realço o "ESPERO") que o triângulo que comanda os destinos do nosso futebol continue a ter o presidente numa posição mais recuada e o Jorge Jesus e o Rui Costa à sua frente. Detestaria ter de descobrir daqui a tempos que o triângulo se tenha invertido;
  • Uma palavra chega para definir os meus pensamentos sobre Roberto: Medo.

 

 

 

p.s consegui cumprir mais um dos meus sonhos que foi o de utilizar a expressão "pôr-se a pau" num post. Já só faltam cento e trinta e quatro, entre os quais se conta uma divagação mais ou menos extensa sobre o termo "basculação".

publicado por Superman Torras às 07:37
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Domingo, 30 de Maio de 2010

Se a minha vida fosse um filme, a banda sonora seria constituída por cânticos do Benfica

 

 

 

Agora que a euforia provocada pela conquista do trigésimo segundo campeonato nacional vai dando lugar à satisfação tranquila de ter visto o clube, o meu clube, regressar ao sítio devido, começa-se lentamente a instalar a nostalgia por estar impedido de assistir a jogos do Benfica. É irónico, bem sei, mas se há 4 semanas estava desejoso de que o campeonato terminasse, para poder festejar, agora dava um dos dedos mindinhos para voltar a viver tudo de novo, sofrimento atroz antes de se confirmar que a festa iria de facto acontecer, incluído.

 

Olhando retrospectivamente (eu também não adopto o novo acordo ortográfico) para a época finda, foi de facto a todos os títulos notável. Havendo várias pessoas às quais devo o meu agradecimento, optarei por não destacar nenhuma delas individualmente dando como certo que elas têm recebido e vão continuar a receber suficientes provas do meu (do nosso!) apreço sempre que tal seja necessário. Uma das frases mais felizes que o desporto já pariu foi esta: "O futebol regressou a casa". Penso que terá sido aquando da candidatura da Inglaterra ao Euro '96 e pretendia recordar os adeptos que o desporto-rei nasceu em terras de sua majestade e que o facto de a competição mais importante ao nível de selecções disputada na Europa se ir realizar no país que tem como capital Londres implicava um certo rearranjo do cosmos e que a partir daí tudo passaria a ser um pouco melhor na vida de cada um de nós (esta já é uma leitura minha). Ora bem, se há frase que descreve na perfeição, ou muito perto disso, aquilo que eu penso acerca de tudo o que se passou nesta última época desportiva, e atenção que não falo somente do acto de ganhar falo sobretudo da forma como se ganhou, é essa. O Futebol regressou a casa. À Luz. Aos vermelhos. Às papoilas saltitantes.

 

Este nosso orgulho incomensurável de sermos Benfica se nunca esteve verdadeiramente em dúvida havia nos dado poucas provas irrefutáveis nos últimos anos do porquê de sentirmos o que sentimos. Se na maior parte dos clubes o facto de vencerem ou não é independente do amor ou da demonstração de afecto por parte dos seus adeptos, tenho para mim que o caso do Benfica é diferente. Está na génese deste clube vencer. Não de qualquer forma e diria mesmo que para se cumprir com a tradição histórica terá de haver uma certa dose de sofrimento envolvida mas vencer é uma condição essencial para o crescimento do clube.

 

Entretanto apercebo-me que podem haver pessoas que estão a ler o presente post e que entendem o título como a escolha irreflectida de um conjunto de palavras ou, pior ainda (!), como a tentativa de embelezar um sentimento através do, neste caso, odioso uso de uma hipérbole. Desconhecerão porventura que tudo o resto fica um pouco difuso e perde a sua natural relevância quando no outro hemisfério cerebral o Benfica entra em cena. Não há como fugir a este sentimento (e quem disse que eu queria?) e por isso abraço-o com todas as minhas forças.

 

 

 

 

Feito o esclarecimento gostava de aproveitar o post para algumas reflexões sobre o que deveriam ser as opções do trio que comanda os destinos futebolísticos do Benfica para a época 2010/11. E já que falo no trio gostava de vos dar a minha visão sobre a forma que eu entendo como a ideal para que seja continue a ser o clube o maior beneficiado da continuação deste trío aos seus comandos. Atenção, falo somente no que ao futebol diz respeito. Assim e aproveitando o assunto no qual sou mais versado (por pouco que seja), se Luis Filipe Vieira (LFV), Rui Costa (RC) e Jorge Jesus (JJ) fossem jogadores e se eu fosse o treinador colocá-los-ia sob a forma de um triângulo invertido no meio campo com LFV a médio mais defensivo e RC e JJ à sua frente. Se há coisa que eu garantidamente não faria seria inverter o triângulo que tâo bons resultados deu esta época.

 

Ora bem, estando o meio campo tratado e deixando as metáforas de parte gostava que fossem efectuadas o menor número possível de mexidas. Bem sei que será virtualmente impossível ao Benfica não vender nenhum dos seus jogadores mais cobiçados, refém que está do país no qual nasceu, e creio mesmo que uma das vendas ainda não concretizadas já foi substituída no plantel. Falo naturalmente de Di Maria (no primeiro caso) e Gaitan (no segundo). O próprio JJ já o admitiu. Se consigo ler bem os pensamentos do nosso treinador (e nada nos leva a crer que seja esse o caso) penso que neste momento ele estará sobretudo preocupado com as possíveis perdas de David Luiz e de Cardozo. Estive tentado a incluir no lote o Ramires mas realisticamente falando creio que JJ está preparado para o perder. A exposição a que ele estará previsivelmente colocado no próximo Mundial não deverão permitir veleidades ao clube de o manter no seu plantel. Sobretudo quando sabemos que a sua cláusula de rescisão (30 milhões de euros) está longe de ser proibitiva para clubes de outros campeonatos.

 

Creio portanto que as intermináveis noites perdidas por JJ a ver os jogos do campeonato brasileiro se têm centrado sobretudo na busca de um guarda-redes, de um médio para jogar sobre a direita e de um ponta de lança. Se, Di Maria à parte, nenhuma venda se concretizar, gostava que se contratasse apenas um guarda-redes. No outro dia tropecei num e-mail que enviei para um conjunto de amigos benfiquistas no cada vez mais distante dia 19 de Junho de 2007 e já nessa altura eu pedia a contratação de um guarda-redes de classe internacional. Será que esta luta está prestes a ser vencida? Não tem sido fácil! Como curiosidade atentem no plantel que entendia como ideal para a época 2007/08:

 

GR: Quim, Moreira, guarda-redes estrangeiro para ser o nº 1;

DD: Ratinho, Nelson;

DE: Leo, Miguelito;

DC: Luisão, Zoro, David Luiz;

MC: Petit, Manuel Fernandes, Katsouranis,  William, Rui Costa;

ALA: Simão, Assis, Karagounis, Fábio Coentrão, Paulo Jorge;

AV: Cardozo, Lucarelli, Dabao, Mantorras

 

Termino com uma sugestão musical: releiam o post desta feita ouvindo uma música relacionada com o Benfica.

 

Escusam de agradecer.

 

Adenda: a pedido de muitas famílias (uma) segue aquele que seria para mim um excelente plantel para atacarmos a próxima época. Na sua construção tenho em consideração, como é óbvio, as nossas limitações orçamentais.

 

 

GR de craveira internacional  (Moreira) (Julio Cesar)

 

Maxi (Amorim)       Luisão (Sidnei) David Luiz (M. Vitor)    Coentrão (Peixoto)

 

Javi (Airton)

 

Médio interior (Amorim) (Menezes)                                    Gaitan (Urreta)

 

Aimar (C.Martins)

 

Saviola (Jara)

 

Ponta de lança fixo (Kardec)

 

Para completar o plantel e caso houvesse verba (nomeadamente através das vendas do Di Maria e do Ramires que já não aparecem neste plantel) tentava ir buscar um jogador de classe-extra, já experiente, capaz de emprestar (mais) um pouco de experiência a esta equipa. Isto caso as palavras de JJ não sejam ditas em vão, isto é, de que se pretende de facto atingir uma fase avançada da Liga dos Campeões.

 

De há algumas semanas para cá o nome Ronaldinho Gaucho não me sai da cabeça, se bem que neste caso este nome deva apenas servir de referência para se aquilatar o tipo de jogador que preconizo para esta hipotética cereja em cima do bolo.

publicado por Superman Torras às 08:32
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Segunda-feira, 3 de Maio de 2010

Uma vida em suspenso(e)

Inspira...expira...inspira...expira...inspira...exp....

 

No último mês tem-me sido difícil juntar outros pensamentos, mais elaborados, a estes que habitualmente, por pertencerem a uma "habilidade" que qualquer ser vivo tem, são efectuados sem dificuldades de maior e sem necessitarem de ocupar massa cinzenta.

 

A incerteza sobre o rumo que o campeonato nacional 2009/10 irá ter persegue-me desde os locais mais inóspitos (reuniões de trabalho, jantares a dois, ecografia para saber o sexo do filho que aí vem... - ok, esta é inventada, mas foi só para perceberem a ideia) até aos mais corriqueiros (no outro dia dei por mim a apresentar o cartão de sócio do Benfica numas bombas da...Galp!).

 

Não embalo, nunca embalei, nas certezas que levaram por exemplo uns quantos milhares de benfiquistas a gritar a plenos pulmões que éramos campeões aquando do jogo disputado com a Olhanense. Seremos campeões quando terminar o jogo disputado com o Rio Ave. Com muita luta e muito sofrimento. Até porque foi assim que me habituei a ver o Benfica a ganhar. Quase que parece que as vitórias não teriam o mesmo sabor se não fossem alcançadas após uns quantos ameaços de ataque cardíaco.

 

Até lá importa ir aguentando o melhor que cada um souber/puder.

 

Nem que seja à custa de pensamentos básicos utilizados apenas para nos manter vivos. Até porque, parafraseando o outro, vai ser rija a festa pá!

 

E está marcada para domingo, sensivelmente às 20h.

 

Nota do Editor: qualquer semelhança entre estes últimos parágrafos e a frase, iniciada com um certo quê de arrogância "Não embalo, nunca embalei, nas certezas que levaram...", deve ser julgada sob a luz de um discernimento muito próprio, quase inexistente, de que padeço há várias semanas.

 

Inspira...expira....inspi....

publicado por Superman Torras às 22:06
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Sábado, 13 de Março de 2010

E ao 3º dia, Jesus...

Agora que, lentamente, a azia provocada no nonagésimo minuto do jogo de quinta-feira passada se começa a desvanecer, compreendo igualmente com mais clareza alguns dos motivos pelos quais sucedeu aquilo que acabou por suceder e que redundou no empate dos franceses.

 

Terá sido dos primeiros erros de Jesus ao serviço do Benfica, com custos directos para o resultado final. A entrada de Eder Luis veio de facto a revelar-se decisiva para o empate sofrido sobre a hora uma vez que a sua entrada provocou duas situações desfavoráveis para a equipa, que em conjunto a levaram ao tapete. É que, para além de não ter servido para (continuar a) pôr a defesa do Marselha em sentido tal como tinha sido feito por Saviola, apesar de este também não ter feito uma exibição de gala, a sua entrada implicou a não entrada de Ruben Amorim para trancar a sete chaves os caminhos para a nossa baliza. Nestas alturas lembro-me sempre de Trappatoni. Há que ser pragmático. Como não foi esse o caso, partiremos para França com a desvantagem de termos obrigatoriamente de vencer o jogo ou de empatar pelo menos a 2 golos.

 

À posteriori creio que Jesus optou de facto por dar mais importância ao jogo de domingo do que ao de quinta-feira, posto que me permito a pensar que nesta altura em concreto Amorim e Martins dão mais garantias do que Aimar e Ramires. Provavelmente veremos a dupla portuguesa a jogar de início no Funchal e a dupla argentino/brasileira a actuar em Marselha. Assim Aimar esteja de facto recuperado, tanto nos indices físicos como no plano mental. É particularmente evidente que após o regresso das suas ausências mais ou menos constantes, Aimar precisa de vários jogos para se libertar do estigma psicológico das lesões. Mas em França precisaremos dele au-point. A não ser assim teremos a passagem aos quartos-de-final muito complicada.

 

Gostava de voltar por breves momentos a esse jogo para dar conta da minha estupefacção ao ver demonstrada em campo a valia do Marselha e do seu treinador. Manietou completamente a equipa do Benfica e a minha esperança, embora esta tenha ficado mais tremida após o golo do empate porque uma coisa seria terem de tomar a iniciativa do jogo devido ao facto de estarem a jogar perante o seu público e em desvantagem na eliminatória e outra bem diferente é saberem que podem optar pela mesma táctica que utilizaram em Lisboa, é que o jogo positivo (chamemos-lhe assim) de Deshamps pode não ser tão eficaz e provocar mais espaços na sua defesa do que o jogo negativo, de expectativa, com que encarou o jogo da 1ª mão. Penso que será muito importante para o desfecho da eliminatória se o Benfica marcar um golo nos primeiros 25/30 minutos.

 

Mas importante, importante, é mesmo o jogo da Choupana. É este que importa vencer, custe o que custar. E como ele se vai disputar passados 3 dias do jogo da Euroliga...

 

Pensamento final: se é verdade, e é, que o Benfica tem adeptos espalhados por todo o mundo encaro com expectativa adicional as imagens habitualmente transmitidas no final do campeonato evidenciando as celebrações nos 4 cantos do planeta em que se possa visualizar um muçulamo a gritar a plenos pulmões, no intervalo de vivas ao Benfica, que ama Jesus.

publicado por Superman Torras às 11:25
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Segunda-feira, 8 de Março de 2010

Substituíram o sistema sonoro do Estádio da Luz?

Foi esta a pergunta que dei por mim a fazer ontem quando me apercebi do barulho, tremendo, que eu  e os meus colegas de bancada produzíamos antes e no decorrer do jogo realizado ontem com o Paços de Ferreira. A pergunta tinha o seu quê de comicidade (tenho mesmo muita piada, eu), mas o facto é que se sentia algo no ar, algo de intrinsecamente benfiquista e que será dificil de contextualizar por palavras e muito mais dificil de escrever sem passar a imagem de sobranceria que neste momento se poderia considerar contraproducente para os superiores interesses do clube, e que portanto será mantido em segredo. Um segredo partilhado por perto de 43 mil pessoas é certo, mas nunca se estabeleceu um limite de pessoas para que um segredo deixasse de o ser. Verdade?

 

E o melhor de tudo, como se fosse possível quantificar coisas tão belas como aquelas que temos visto esta época correndo portanto o risco de diminuir umas em comparação com outras, é que a equipa nos deu todas as razões para sentirmos aquilo que sentimos. Na verdade, o Benfica começou o jogo de ontem a todo o gás, mais parecendo uma resposta ao treinador adversário que tinha instruído o seu capitão para escolher o lado do campo que o Benfica costuma utilizar nas primeiras partes, procurando quiçá confundir os jogadores adversários. Pois deu um resultadão e sendo o artista quem é, a vantagem de dois golos aos 20 minutos de jogo só pecava por escassa.

 

"Pecar por escasso" é de resto a expressão que melhor se adequa ao resultado de ontem, tendo em conta tudo o que se passou nos 90 e poucos minutos que o jogo teve.

 

Com Airton a substituir Javi Garcia, mais parecendo por vezes que o que estava em campo era uma cópia, muito bem tirada, do espanhol, a "novidade" foi termos apresentado um meio campo basicamente constituído por segundas linhas. Amorim sobre a direita, e que bem jogou o ex-Belenenses fazendo por merecer inteiramente o golo inaugural, e Carlos Martins a fazer de Aimar deram perfeitamente conta do recado, pese alguma sofreguidão por parte deste último, facto que não me impede de catalogar como positiva a sua exibição. Do mesmo mal sofreu Di Maria, hoje por hoje o jogador mais desequilibrador do campeonato português, e terá residido na soma dessas características mentais (se é que as posso catalogar dessa forma) a escassez de golos que o marcador registou quando o competente árbitro deu por finda a partida.

 

Sobretudo na primeira meia hora o espaço encontrado entre o lateral direito e o central foi bastas vezes (sub)aproveitado, com Saviola, muito esperto, a deslizar com muita frequência para aqueles terrenos, a que se juntava o supracitado Di Maria, razões mais do que suficientes para pôr em água a cabeça dos adversários responsáveis pela defesa daquele sector. Seria um exercicio interessante tentarmo-nos colocar na pele dos treinadores adversários quando tentam escalonar (ao tempo que estava para utilizar esta palavra) a equipa que vai ter de parar um lado em que vêm por esta ordem: Coentrão, Di Maria e Saviola. Mas como por um lado não temos tempo e pelo outro não nos pagam para isso, passemos à frente desse exercicio especulativo.

 

Foi curioso notar que na 2ª parte a ala mais utilizada para criar perigo foi a direita, com Maxi a percorrer quilómetros e quilómetros, fazendo por merecer um golo que esteve perto de acontecer. Aproveito aliás o ensejo para defender publicamente o uruguaio, jogador que considero um dos mais consistentes laterais direitos a jogar na Europa. Não esqueçamos que a táctica empregue por Jesus (o treinador) implica um defesa direito com responsabilidades acrescidas, uma vez que além de não ter à sua frente um extremo na verdadeira acepção da palavra também tem de ter uma cultura táctica acima da média tendo em conta que do outro lado costuma actuar um lateral que é mais médio ala do que defesa. As compensações a que estas situações o obrigam são por vezes subvalorizadas nas análises feitas às suas exibições e daí esta defesa pública que lhe faço.

 

Foquei ali brevemente a lateral esquerda e dou por mim com vontade de verbalizar a minha esperança de que perdemos um bom extremo e estamos prestes a ganhar um excepcional defesa. Coentrão também já o parece ter percebido, o que terá também muito a ver com a maturidade que ganhou neste ano em que esteve a rodar fora do clube. O Coentrão que chegou ao Benfica não teria porventura esta capacidade de sacrificio, que no fundo não o é, uma vez que se eu estiver a ver bem a coisa (e há uma possibilidade bem forte de esse ser o caso) além de ter hipóteses de assegurar a titularidade por muitos e bons anos no clube também poderá almejar a semelhante conquista na selecção das quinas. As constantes chamadas de atenção de Jesus na linha lateral só lhe podem fazer bem.

 

Resta-me desejar que na quinta-feira se apresente uma mescla da melhor equipa disponível com o discernimento simultâneo de que no próximo sábado há um jogo muito importante para disputar no Funchal. É que não me sai da cabeça o receio transmitido em forma de desabafo por parte de um antigo treinador campeão pelo Benfica à volta de uma mesa, enquanto se recordavam outros tempos gloriosos, de que também esta época o clube não tem unhas para tocar todas as guitarras que lhe serão dadas a manejar no complicado mês de Março. Embora algumas das vitórias alcançadas esta época recorrendo a jogadores menos utilizados pareçam tirar alguma consistência a essa teoria, a verdade é que os desafios que nos serão apresentados nas próximas semanas, tanto a nível de dificuldade intrínseca como derivado da proximidade horária a que os mesmos se apresentarão, obrigam a que esta opinião não seja desprezada por quem tem como responsabilidade a gestão do plantel.

 

Por exemplo e falando num caso bem concreto e muito actual, se tivesse de escolher entre ter Ramires e Aimar na quinta-feira ou na Choupana, escolheria claramente esta última opção. Não percamos nesta altura crucial da época a capacidade de observar a floresta em detrimento das árvores que a compôem.

 

 

publicado por Superman Torras às 21:34
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Quinta-feira, 4 de Fevereiro de 2010

O oito e o oitenta e de passagem a divulgação do grande segredo para atingir o sucesso no futebol (pós)moderno

Neste momento estou convicto que a liderança alcançada ontem já não será posta em causa até ao final do campeonato. Sinto a equipa num patamar que nenhuma outra equipa ou outro qualquer poder mais ou menos subterrâneo podem colocar em causa. E mais, na maior parte das vezes fico com a clara sensação que ainda há muito por onde evoluir, ou seja, a equipa está longe de ter atingido o seu pico.

 

Estou na fase oitenta, é um facto irrefutável. Mas sinto que o oitenta com esta equipa não é o limite! Também eu tenho ainda muito que subir, assim me dêem os motivos para que tal aconteça. Talvez, quem sabe, estejamos prestes a alterar o paradigma e a expressão “8 ou 80” deixará de fazer sentido, passando a haver a “80 ou 800”. Parafraseando o José Torres, deixem-me sonhar!

 

Passando directamente e sem quaisquer subterfúgios ou perdas de tempo para a frase bombástica que optei por incluir no título deste post, está na hora de divulgar aquele que é o segredo máximo para se atingir o sucesso no futebol (pós)moderno. E sim, estou ciente que após divulgá-lo deixará de ser segredo. Preparados? Aqui vai: o binómio Jogadores na área contrária + tempo gasto para chegar a uma situação de finalização.

 

Explicando, aqui há tempos era comummente aceite que o principal factor de desequilíbrio de um jogo eram os lances de bola parada. Como é óbvio e natural os treinadores têm-se precavido cada vez mais para essa fase do jogo procurando que as suas equipas não sejam derrotadas na sequência destas jogadas. Ora treinando-os profusamente, ora colocando todos os seus jogadores na grande área, ora optando por marcação à zona, seja lá com que estratégia for (ou talvez mesmo pela soma de todas elas), a verdade é que nos dias que correm sofrer um golo de bola parada e ainda por cima perder pontos na sequência de um lance destes deixa os treinadores à beira de um ataque de nervos. Como tal, foi necessário encontrar outra forma de desequilibrar os jogos potencialmente mais equilibrados. Ou, sendo desequilibrados, quando do outro lado está uma equipa que procura fechar os caminhos para a sua baliza colocando os 10 jogadores de campo nos primeiros 30 metros a contar da sua linha de baliza. E aí está a tremenda ironia. É que estas equipas, e falando no caso concreto do Benfica e do Barcelona (de momento as equipas comandadas por treinadores que vejo a utilizarem este segredo de forma mais profícua), intuíram que uma das formas que as tais equipas que jogam basicamente nos primeiros 30/40 metros do seu meio campo têm de tentar ganhar os jogos é através dos lances de bola parada. Lances nos quais não raras vezes colocam 4 a 5 jogadores na grande área contrária.

 

E é aqui que são apanhadas em contra-pé. Porque se não conseguem finalizar esse lance a seu favor têm imediatamente que se preocupar com uma situação inversa, com 4 ou 5 jogadores da equipa que há pouco estava a defender um lance na sua área a deslocarem-se em alta velocidade para o seu meio campo parcialmente despovoado. Há quem chame a estes momentos “transacção defensiva” e “transacção ofensiva”. E se esta é mais rápida que a outra e se ainda por cima é efectuada com um numero maior de jogadores dificilmente se consegue impedir a sua concretização.

 

Além da resposta a lances de bola parada também a recuperação de bolas numa zona adiantada do terreno pode proporcionar jogadas nas quais o adversário é apanhado desprevenido e a ter de enfrentar uma situação com paridade de jogadores defensivos e ofensivos. Pensem. Quantas vezes este ano já não vimos o Benfica (deixemos o Barcelona de lado uma vez que pertence a outra galáxia e como tal tem 1001 formas de derrotar os adversários, nem que seja recorrendo...ao seu estilo de jogo habitual, obedecendo cegamente ao seu DNA enquanto equipa de futebol - a melhor que eu já vi jogar desde que acompanho futebol há cerca de 25 anos) a atingir situações de finalização igualando o numero de jogadores aos defesas contrários? Mesmo que a jogada não seja concretizada da forma tecnicamente mais perfeita, ora porque o passe sai com demasiada força ora porque o centro é mal medido, se tens mais jogadores na grande área do que o adversário o mais certo é que o ressalto vá parar a um dos teus jogadores. Isto não tem ciência oculta alguma, é uma mera questão de percentagem. É matemática pura.

 

Não me interpretem mal, a intensidade de jogo é importantíssima (escutem as explicações técnicas de Jorge Jesus e liguem-nas ao rendimento das equipas contrárias nas segundas partes dos nossos jogos), as tarefas de compensação ao(s) colega(s) que temporariamente deix(aram)ou o seu lugar é fundamental, os índices de concretização são como é óbvio muito relevantes para o resultado final, mas a situação de jogo para a qual ainda não há resposta de momento é aquela que eu indiquei. Não há forma de o treinador se precaver. Não pode simplesmente mandar a bola para o meio campo contrário e continuar com os seus 10 jogadores nos tais 30 ou 40 metros que ocupa quando não tem a posse de bola. Não é socialmente aceite. Para já pelo menos. Até surgir o próximo visionário (ou demente).

 

Por “sorte” reuniram-se alguns jogadores com características diferentes entre si mas complementares entre elas que permitem ao Benfica 2009/10 explanar este tipo de futebol na perfeição. Estou a pensar em Ramires, Di Maria, Saviola e Aimar. Se lhes juntarmos o Cardozo, que em passadas largas faz esquecer a lentidão de que por vezes é acusado e consegue chegar em poucos segundos à área contrária, antes dos centrais adversários por exemplo, temos 5 jogadores (cinco!) para no máximo dos máximos igual número de adversários. Talvez se não defendêssemos com tanta gente os cantos e livres contrários (colocamos todos os jogadores na nossa área ou pelo menos nas suas imediações!), os treinadores adversários não se deixassem embalar pelo pensamento de terem a sua baliza devidamente salvaguardada de ser violada e passassem a colocar mais jogadores a defendê-la. Qualquer semelhança com o procedimento da época passada, na qual também colocávamos todos os jogadores na área a defender os lances de bola parada, é pura coincidência. Porquê? Simples, Suazo não é igual a Ramires, Di Maria, Sav…enfim, perceberam a ideia.

 

Há no entanto uma última informação que não posso escamotear e que pode deitar por terra tudo o que escrevi anteriormente e que é a seguinte: este que vos escreve é o mesmo que queria a manutenção do Quique Flores à frente da equipa; que além disso caso se comprovasse a saída do espanhol estava contra a sua substituição pelo Jorge Jesus; e por fim aquele que defendeu o Paulo Almeida até aos limites do aceitável.

 

sinto-me: Nas nuvens
publicado por Superman Torras às 18:57
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