VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES
Domingo, 12 de Abril de 2015

Arrasador

Um Benfica arrasador destroçou por completo uma Académica que ainda não tinha perdido qualquer jogo desde que trocou de treinador, resolvendo o jogo muito cedo e acabando por construir uma goleada que poderia até ter sido bem mais volumosa.

 

 

A única alteração no onze deveu-se à suspensão do Eliseu. Jogou o André Almeida no seu lugar e jogou muito bem. A primeira parte do jogo foi praticamente igual à do jogo anterior, contra o Nacional, sendo quando muito ainda mais avassaladora a pressão exercida pelo Benfica desde o apito inicial. A Académica apresentou-se na Luz com uma estratégia defensiva, utilizando três centrais de início talvez com a intenção de povoar mais a zona central e controlar melhor as movimentações dos dois avançados do Benfica, mas a estratégia muito cedo saiu furada. Estavam decorridos apenas oito minutos quando, após um canto à maneira curta, o Pizzi cruzou de forma certeira para o Jardel marcar de cabeça. E três minutos depois foi o André Almeida quem fez o cruzamento na esquerda para o Jonas marcar o segundo, também de cabeça. Apesar dos três centrais da Académica, foi pelo ar que o Benfica chegou aos dois primeiros golos. E não foi isso que fez com que o ritmo abrandasse. O vendaval ofensivo com os nossos jogadores em constante movimento continuou em pleno, e aos vinte minutos chegou o terceiro golo, marcado pelo Lima num penálti a castigar falta cometida sobre ele próprio. Aí sim, pareceu que o Benfica relaxou um pouco, mas mantendo sempre um controlo total sobre o jogo. A Académica mal passava do meio campo, e tal como no jogo do Nacional chegou ao intervalo sem ter feito um único remate. O relaxamento do Benfica notava-se mais na forma como os jogadores passaram a ser um pouco menos incisivos no ataque à baliza, tentando enfeitar mais os lances ou recorrendo mais a iniciativas individuais. Ainda assim deu para criar mais algumas ocasiões de golo, podendo a Académica dar-se por feliz pelo facto do marcador não ter voltado a funcionar até ao intervalo.

 

 

Na segunda parte o Benfica voltou a entrar forte e também a marcar com oito minutos decorridos. O lance começa numa iniciativa individual do Gaitán, que vem para o meio e descobre o Jonas na esquerda. Este ainda tabelou com o André Almeida e depois limitou-se quase a passar a bola para dentro da baliza, deixando o guarda-redes sem reacção. Muito bem o André Almeida na incursão ao ataque, somando assim a segunda assistência no jogo. Não houve relaxamento do Benfica por causa do golo. Pelo contrário, apoiado pelo muito público que esteve na Luz - mais de 56.000 espectadores - o Benfica carregou ainda mais sobre o adversário e foram várias as ocasiões flagrantes de golo que acabaram por ser desperdiçadas. O Jonas em particular poderia facilmente ter chegado ao hat trick. Com o jogo mais do que resolvido e ainda com meia hora para jogar foi tempo para proteger o Samaris do amarelo que o deixaria suspenso para o próximo jogo e para vermos o regresso do Fejsa quase um ano depois. Já o Maxi, acabou mesmo por ver o amarelo, ficando assim 'limpo' para a recepção ao Porto. Apesar do jogo continuar apenas e só a dar Benfica, foi a Académica quem chegou de forma algo surpreendente ao golo. E em mais um paralelo com o jogo contra o Nacional, fê-lo no primeiro (e único) remate que fez à nossa baliza, isto quando faltavam apenas dez minutos para o final. Foi um bom trabalho do Rafael Lopes, que sobre a esquerda recebeu um cruzamento largo vindo do lado oposto, mas pareceu-me que o Maxi poderia ter feito mais para o interceptar. O golo não arrefeceu no entanto o ânimo do público, que aplaudiu a equipa e foi recompensado quatro minutos depois com um dos momentos altos da tarde. Se já tinha sido bom ver o regresso do Fejsa à equipa, melhor ainda foi ver esse regresso coroado com um golo. Depois de recuperar a bola à entrada da área, progrediu uns metros e marcou com um remate em força a não dar qualquer hipótese de defesa. Um momento muito festejado por toda a equipa e público. Até final, nota para a estreia do Jonathan Rodriguez, que no entanto mal teve oportunidade para tocar na bola, e para mais uma ocasião flagrante de golo para o Benfica, que o Lima não conseguiu concretizar.

 

 

Jonas mais uma vez e para não variar em destaque. Marcou dois golos, podia até ter marcado mais, mas para além disso todo o carrossel atacante do Benfica passa muito por ele. A forma como está em constante movimento e oferece opções de passe ou abre espaços para os colegas é muito importante para dinâmica atacante da equipa. O Gaitán não esteve tão fulgurante como no último jogo, mas voltou a deixar pormenores de classe. E é ainda mais admirável vê-lo a perseguir e a pressionar adversários logo à saída da sua área, recuperando diversas bolas na raça. O André Almeida, como é costume quando é chamado, cumpriu perfeitamente nas tarefas defensivas e ainda conseguiu ir à frente para fazer duas assistência para os golos do Jonas. Quanto ao Fejsa, parece ainda um pouco hesitante nos lances divididos mas serão muito boas notícias para o Benfica se pudermos passar a contar com ele como uma opção válida para estes últimos jogos da época.

 

Foi mais uma exibição de gala, e seria bom que na difícil deslocação ao Restelo na próxima semana pudéssemos contar com este Benfica, e não com o de Vila do Conde. Até porque se conseguirmos resolver o jogo cedo poderemos gerir melhor a delicada situação dos jogadores à beira da suspensão. O campeonato decidir-se-á nos próximos jogos, e se a equipa se apresentar a este nível então o bicampeonato será quase uma inevitabilidade.

publicado por D`Arcy às 02:12
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