VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES
Domingo, 8 de Janeiro de 2017

Cirúrgica

Foi uma exibição quase cirúrgica da nossa equipa e uma vitória importantíssima nesta caminhada, num dos campos mais difíceis da nossa Liga, contra um dos adversários mais complicados de defrontar. 

 

 

No onze inicial a principal nota de destaque foi a inclusão do Jonas e do Salvio no onze inicial. Não muita surpresa pela escolha do Jonas, porque já está recuperado há algum tempo e tem vindo a somar minutos e a ganhar ritmo, mas o Salvio já foi mais surpreendente, tendo em conta que já não jogava há algumas semanas (desde o jogo contra o Sporting). Mas ambas as escolhas acabaram por se revelar acertadas. Logo desde o apito inicial que foi fácil ver porque motivo o Vitória está a fazer um bom campeonato e é uma equipa difícil de defrontar. Tentam pressionar alto e em todo o campo, jogam com muita agressividade (no bom sentido) e os seus jogadores lutam por cada bola como se fosse a última. E por isso mesmo os minutos iniciais deixaram a ideia de que teríamos pela frente uma tarefa muito complicada. Só que a nossa equipa, em jogos nos quais é mais pressionada, costuma ter a capacidade para jogar de uma forma muito organizada, mantendo sempre a calma e sabendo esperar pelas ocasiões para ferir o adversário. E por isso mesmo, apesar da tentativa constante de pressão por parte do Vitória, nunca, em qualquer momento do jogo, fiquei com a sensação de que o mesmo estava sequer perto de fugir ao nosso controlo. Mesmo quando tivemos a infelicidade de perder o Fejsa, por lesão, ainda na fase inicial do jogo. É que quase de seguida, na primeira verdadeira ocasião de golo que construiu, o Benfica foi letal e colocou-se em vantagem. O lance começa numa bola ganha pelo Mitroglou no meio campo adversário, que esperou pela corrida do Salvio para lhe endossar a bola. O argentino correu pela direita, entrou na área, ultrapassou o adversário directo e fez o passe atrasado para o Jonas marcar, com a bola a tocar ainda na trave. O golo aconteceu aos dezanove minutos, e a reacção do Vitória resumiu-se praticamente a um remate à malha lateral da nossa baliza, quase imediatamente a seguir ao golo, na sequência de um par de maus alívios da nossa defesa. O Benfica continuou completamente tranquilo no jogo, e à beira do intervalo ampliou a vantagem, num contra-ataque conduzido pelo Jonas, que na altura certa passou a bola para o Mitroglou. À entrada da área o grego fez uma recepção perfeita e depois colocou a bola na baliza com um remate rasteiro e colocado, que nem saiu com muita força. E aparentemente quase sem grande esforço, o Benfica saía para intervalo com uma vantagem importante.

 

 

Esperava uma entrada forte do Vitória na segunda parte, na procura do golo que relançasse o jogo. E a segunda parte teve de facto sinal mais do Vitória em termos de posse de bola e domínio territorial. Pressionaram ainda mais alto e conseguiram de forma eficaz atrapalhar a nossa saída de bola. Mas o sinal mais do Vitória foi mesmo basicamente isso, porque depois não o conseguiram traduzir em muitas ocasiões de golo, pelo que o Benfica nunca passou por qualquer tipo de sufoco. Na retina ficaram-me apenas dois lances de maior perigo por parte do nosso adversário: um remate de primeira desferido já no interior da área, que passou muito por alto, e um cruzamento/remate que obrigou o Ederson a uma boa intervenção (a bola seguramente entraria na baliza). O Benfica, mesmo saindo poucas vezes para o ataque, quando o fazia era com muita segurança, e conseguiu assim criar até mais e melhores ocasiões para marcar do que o Vitória. Por três vezes conseguimos colocar um jogador em frente ao guarda-redes e em condições de marcar. Mas o Douglas opôs-se com eficácia às tentativas do Mitroglou, Pizzi e Salvio. Nas situações do Mitroglou e do Salvio, em particular, se os nossos jogadores tivessem sido um pouco menos egoístas talvez tivéssemos marcado mesmo - o Mitroglou tinha o Jonas sozinho no meio, e o Salvio tinha o Mitroglou solto na mesma posição. A pressão que o Vitória tentou exercer teve os seus custos, e à medida que o jogo se foi aproximando do final o nosso adversário foi progressivamente recuando a linha de pressão, até que nos minutos finais o Benfica já era capaz de controlar sem grandes problemas a posse da bola, rodando-a pelos pés dos nossos jogadores enquanto o tempo se escoava. No final, ficou mesmo a sensação (talvez um pouco enganadora) de que a vitória tinha sido relativamente fácil de conquistar.

 

 

Destaque maior para o Jonas no seu regresso à titularidade na Liga. O melhor jogador da Liga Portuguesa está de regresso. Um golo, uma assistência, e o reeditar da dupla letal com o Mitroglou. Tal como disse no jogo contra o Vizela, o rendimento do grego muda completamente com a presença do Jonas. Mas também, tendo em conta a classe do Jonas, acho que qualquer jogador beneficia por jogar ao lado dele. Foi também um jogo enorme do Luisão. O nosso capitão esteve simplesmente insuperável a liderar a nossa defesa. E o Samaris entrou bem no jogo, não nos deixando a lamentar a saída do Fejsa.

 

Confesso que encarava este jogo com alguma apreensão. Parecia-me ser daqueles jogos em que, a bem da Nação, o Benfica deveria perder pontos. É que a Nação tem andado bastante abespinhada nos últimos dias, e uns pontitos perdidos pelo Benfica seriam remédio santo para acalmar as hostes. Mas este Benfica é demasiado competente para se deixar afectar por todo o ruído que tentam criar, e vai seguindo o seu caminho rumo aos objectivos traçados. E cumprida a primeira parte da 'missão' Vitória, há que preparar a segunda com cuidado, porque normalmente dois jogos seguidos contra um mesmo adversário significam complicações adicionais no segundo jogo. E este Vitória não é um adversário qualquer.

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publicado por D`Arcy às 00:54
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De Manuel Afonso a 8 de Janeiro de 2017 às 10:39
Cirúrgica e de bisturi bem afiado, caro D'Arcy.

É um gosto para quem gosta de analisar o jogo olhando para as questões tácticas e estratégicas, ver a equipa do Benfica jogar.
Nem sempre as coisas saem bem, nem sempre a qualidade dos adversários nos permite impor o nosso jogo, mas sempre, sempre, podemos contar com uma equipa que sabe a cada minuto o que fazer em campo.
E depois temos jogadores, muitos, que devido à sua qualidade são letais no momento de decidir.

Esta foi uma semana absolutamente patética para os nossos adversários.
Tão patética que fora os fanáticos que vivem desligados da realidade, terá envergonhado até os adeptos do antense e do lumiarense.

Um antense que faz 2 pontos num grupo de apuramento da taça da liga e diz que a culpa é de um árbitro.

Um lumiarense que ajavarda o final de um jogo de futebol recuando 30 anos no tempo, a propósito de uma arbitragem que no limite os terá beneficiado.

Uma comunicação social que tenta imbecilmente esconder o penalti ao minuto 71, esquecendo-se que agora vivemos na era das redes sociais.

Uma comunicação social que promove Madureiras a respeitáveis comentadores com tempo de antena. Neste país até macacos chegam a doutores.

E finalmente, jornaleiros que com medo do monstro que estavam a criar, de repente descobriram as vantagens da ponderação e da paz no futebol. Como qualquer reles sanguessuga, têm que ter o cuidado de não matar o hospedeiro. Incompetentes deste calibre não têm hipótese de se agarrar a mais nada.


No final disto tudo, lá o antense poderá gritar vitória.
Tanto se queixavam de não ganhar por os árbitros não assinalarem penaltis a seu favor, que agora não perderam por o árbitro não assinalar um penalti contra si.
Os pontos são os mesmos. 1 apenas. Mas esta vitória ninguém lhes poderá tirar.
Tão, tão, tão ridículos.

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