Uma vitória indiscutível num jogo em que o Benfica assumiu o controlo desde o apito inicial e não mais o largou. Os dois golos de vantagem até acabam por ser um resultado escasso tendo em conta o quanto fomos superiores ao Boavista.
O onze apresentado já é o esperado nesta altura da época. Desta vez foi o Ferreyra a jogar na frente em vez do Castillo, que está lesionado. O jogo até começou praticamente com uma grande ocasião de golo para o Boavista, quando o Falcone não aproveitou uma hesitação do André Almeida no corte a um cruzamento e sozinho ao segundo poste não conseguiu acertar na baliza. Mas esta acabou por ser a única ocasião de golo digna desse nome do Boavista em todo o jogo. A partir daí só deu Benfica. Mesmo apresentando por vezes um futebol demasiado confuso e com dificuldades em alinhavar jogadas, remetemos facilmente o Boavista para dentro do seu meio campo. Boavista que foi fiel à sua imagem tradicional, ou seja, os seus jogadores nunca se encolheram e metiam sempre o pé e jogadores como o Salvio ou o Gedson bem sofreram com isso. Apesar do domínio territorial, o golo não se adivinhava fácil. Por um lado voltámos a mostrar debilidades no último passe, por outro era complicado ultrapassar a floresta de jogadores do Boavista que se iam acantonando em frente à sua área. Mas a persistência em pressionar e empurrar o adversário para o seu meio campo acabou por ser recompensada a dez minutos do intervalo, quando a pressão do Ferreyra sobre um defesa lhe permitiu recuperar a bola dentro da área adversária, para depois desferir um remate rasteiro colocado para o poste mais distante que inaugurou o marcador. Um golo de classe e importante também por ser o primeiro deste nosso novo avançado, que esperemos que sirva para lhe aumentar a confiança. O golo em nada alterou o cenário em campo. O Benfica continuou a ter o controlo absoluto e poderia ter mesmo ampliado a vantagem ainda antes do intervalo.
A vontade de colocar uma maior certeza no resultado voltou com a nossa equipa dos balneários. Tivemos uma entrada muito forte e logo nos minutos iniciais estivemos muito perto de marcar, valendo ao Boavista uma defesa por instinto do seu guarda-redes, que evitou o golo do Salvio. Só dava Benfica no jogo, a única vez em que o Boavista deu alguma ilusão de perigo foi num livre lateral que enviou a bola na direcção da baliza, e o segundo golo do Benfica era quase uma inevitabilidade - não convinha no entanto facilitar, porque ainda me recordo bem da forma como perdemos no Bessa o ano passado. Também dominámos por completo o jogo, chegámos ao intervalo com uma magríssima vantagem de um golo, e depois o Boavista empatou na primeira oportunidade que teve, para depois aquele erro monumental do Varela lhes fazer a vitória cair no colo. Desta vez a história seria diferente, e com pouco mais de um quarto de hora decorrido o Benfica fez o segundo golo. O mérito da jogada é quase todo do Salvio, que interceptou um primeiro passe de um defesa do Boavista e depois pressionou-o e recuperou a bola, para de seguida ganhar a linha de fundo e fazer um passe atrasado para a entrada da área, onde o Pizzi rematou rasteiro e colocado para o golo. Tudo bem feito. A partir daqui o Benfica foi gerindo sem nunca abdicar do controlo, fez descansar o Salvio e o Gedson, proporcionou a estreia na equipa principal ao miúdo João Félix, e mesmo assim poderia ter dilatado mais o resultado. Em particular nos minutos finais, quando vimos o guarda-redes boavisteiro a negar o golo a um Pizzi isolado, e depois o Jardel a cabecear por cima quando apareceu completamente sozinho na pequena área. Um terceiro golo seria uma expressão bem mais adequada da nossa superioridade neste jogo.
Achei que a equipa no geral esteve bem, e a destacar alguém terá que ser o Salvio. Foi dos jogadores mais activos e perigosos durante todo o tempo em que esteve em campo, e a persistência e o trabalho dele no lance do segundo golo foram fantásticos. O Gedson continua a mostrar que está de pedra e cal no onze e o Pizzi continuará certamente a agradecer a presença dele, já que o liberta para aparecer mais vezes em situações de finalização.
Uma boa vitória num campo que nos costuma trazer algumas dificuldades, mas nem há tempo para grandes celebrações porque o calendário não pára. Segue-se um dos jogos de maior importância desta época, em que iremos jogar o acesso a muito dinheiro. Gostei do que vi neste jogo, e isso dá-me confiança para terça-feira.
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