VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES
Terça-feira, 23 de Outubro de 2018

Cruel

No regresso a Amesterdão repetiu-se a sina da final da Liga Europa, e fomos derrotados com um golo mesmo ao cair do pano. É uma derrota cruel, sobretudo porque já era completamente inesperada naquela altura e porque o Benfica jogou e lutou para merecer outro resultado.

 

 

Com o Rúben Dias suspenso, coube ao Conti ocupar a sua vaga no centro da defesa, formando dupla com o regressado Jardel. A outra alteração foi o Gedson no meio campo, quando muitos apontavam o Gabriel à titularidade. Quanto ao jogo, acho que raramente vi jogos com tão poucos golos que me tivessem entretido tanto. Desde o primeiro minuto que vimos duas equipas a tentar marcar e ganhar este jogo. O Ajax com algum ascendente, ou não estivesse a jogar em casa, mas com o Benfica a conseguir sempre dar resposta e a manter os holandeses em sentido. Houve quase sempre espaço para atacar, um ritmo elevado e a bola a andar de uma área à outra. Que diferença para aqueles jogos a que estamos mais habituados, com uma equipa apenas interessada em destruir. O intervalo chegou com 0-0 mas podia estar facilmente 1-1 ou 2-2, porque as equipas contruíram ocasiões de perigo suficientes para isso. No Benfica eram os homens da frente, sobretudo Rafa e Seferovic, quem aproveitava o espaço e as muitas situações em que se apanhavam em um para um com os seus marcadores directos, já que cautelas defensivas houve sempre poucas, para se soltar e criar as jogadas mais perigosas. Pouco mudou na segunda parte e continuei com a sensação de que qualquer uma das equipas poderia marcar um golo que seria quase de certeza decisivo. Nenhum dos treinadores mostrou sequer vontade de alterar grande coisa, porque foram guardando as substituições para os minutos finais do jogo, e acabaram por nem sequer as gastar todas. E no último minuto do tempo de compensação, quando já nada o fazia prever, o Ajax chegou ao golo num remate de fora da área que fez a bola desviar no Grimaldo e trair o até então intransponível Odysseas. O lance começa numa falha do Conti (talvez a única no que até então estava a ser um jogo muito positivo) que não conseguiu um corte que parecia fácil, mas imediatamente antes houve um outro lance que me deixou muitas dúvidas na área do Ajax, já que me pareceu que o Cervi foi tocado em falta.

 

 

No geral achei que toda a equipa fez um bom jogo e não mereceu perder de uma forma tão cruel. Destaques maiores para o Odysseas, Rafa e Seferovic. O Conti também fez um jogo bastante bom e não merecia a mancha que foi o último lance do jogo.

 

Este resultado deixa-nos numa posição muito complicada no que diz respeito ao apuramento, pois deixámos de depender de nós próprios. Temos obrigatoriamente que vencer os dois jogos em casa e depois ver o que acontece nos outros jogos. Não tenho grandes críticas à forma como o Benfica se apresentou a jogar em Amesterdão. Acho que fizemos um bom jogo e procurámos ganhar. Fomos traídos por um lance de infortúnio, mas isso não altera a minha opinião sobre todo o jogo. Agora é fundamental não deixarmos que isto afecte a equipa, e que regressemos às vitórias já no próximo jogo.

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publicado por D`Arcy às 23:25
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De Anónimo a 24 de Outubro de 2018 às 01:13
«Pior do que um cego é aquele que não quer ver»
E por aqui andam muitos que vêm muito bem, mas estão piores que os cegos.
Cada vez mais parecidos com os vizinhos da 2 circular...
De Anónimo a 24 de Outubro de 2018 às 23:43
Os jornalistas estrangeiros devem ter visto outro jogo.

Na "Marca", com o título “Ajax vence duelo de canteras”, considerando que estiveram frente a frente “duas das mais profícuas academias do Velho Continente" e apontar Gedson como o “jogador que mais perigo criou”, principalmente devido à sua “mobilidade” e “incursões pela direita que colocaram a cabeça do Ajax em água”.
Ficou sempre a ideia de que o Benfica poderia chegar ao golo a qualquer momento, nomeadamente pelas “rapidíssimas alas”.

O vizinho "As", seguiu na mesma toada: elogios a Gedson e registo da ousadia de se apostar na juventude. Assistiu-se a “uma partida frenética no Johan Cruijff Arena”, muito devido a dois treinadores que tiveram a coragem de apostar “em jogadores jovens para o onze inicial”.

Destaca ainda a exibição de Gedson. “Incansável, o médio-centro português fluiu no último terço”, elogiou.

Na Catalunha, o "Sport" reconheceu que o Benfica saiu “a zeros de um jogo em que teve mais oportunidades de golo do que os de Amesterdão”, principalmente através das sempre venenosas saídas em transição.

O "L’Équipe" teceu rasgados elogios a Odysseas. “O guarda-redes alemão Odysseas Vlachodimos esteve brilhante. Só não conseguiu parar o remate de Mazraoui”, realçou.

O diário "La Gazzetta dello Sport" seguiu pelo mesmo diapasão, “Onana parou os remates de Rafa e Seferovic”, escreveu, acrescentando de seguida: “Odysseas parou duas vezes Van de Beek.”

O "De Telegraaf", o maior diário dos Países Baixos, “Rafa Silva colocou Onana em sentido e obrigou o guarda-redes a grandes intervenções.”, salientou a intensidade da primeira parte, com oportunidades para os dois emblemas. “As equipas foram para o descanso empatadas a zero, mas o resultado até poderia ser 2-2”, lembrou.

Estes estrangeiros sem agendas próprias devem ter visto outro jogo.
De Anónimo a 25 de Outubro de 2018 às 03:00
Bem copiado (quase na integra) do site do clube.
Fui tentar encontrar essas "notícias" mas só encontrei a do As, que escreve que Franco Cervi salvou uma bola sobre a linha de golo.
Estes estrangeiros sem agendas próprias viram mesmo outro jogo.
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