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  <title>Tertúlia Benfiquista</title>
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  <description>Tertúlia Benfiquista - SAPO Blogs</description>
  <lastBuildDate>Mon, 09 Mar 2026 11:47:39 GMT</lastBuildDate>
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  <pubDate>Mon, 09 Mar 2026 10:20:00 GMT</pubDate>
  <title>Tardia</title>
  <author>D&amp;#39;Arcy</author>
  <link>https://tertuliabenfiquista.blogs.sapo.pt/tardia-1573239</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Uma reacção tardia a uma primeira parte deplorável ainda nos permitiu resgatar um empate e impedir que o Porto saísse da Luz praticamente a poder começar os festejos do título, mas deixa-o como pouco mais de uma miragem para nós.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;1.jpg&quot; height=&quot;720&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/Bd2066587/22846073_D3R60.jpeg&quot; style=&quot;width: 940px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;940&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Face às limitações físicas de alguns jogadores o onze apresentado não foi surpresa, mas deixou-me desconfiado. Já fizemos jogos suficientes esta época para não ter grande fé na dupla Barrenechea/Ríos no meio campo. A dupla Aursnes/Barreiro tem-nos dado muito mais garantias e melhores resultados, e perante o tipo de jogo de alta intensidade física que o Porto apresenta fiquei logo com dúvidas que os nossos médios tivessem capacidade para o acompanhar. O futebol típico que o Benfica tem jogado esta época pode resumir-se a má definição dos lances de ataque, e asneiras (frequentemente individuais) na defesa que inevitavelmente acabam em golos adversários. Quanto à má definição, nem foi preciso esperar muito para começar a vê-la. No pontapé de saída o Porto tentou mandar toda a gente lá para a frente para o chutão, o Benfica recuperou a bola e aos 15 segundos de jogo apanhou-se numa situação de 2x1 com a defesa portista. O Rafa, em vez de colocar imediatamente a bola no Pavlidis, o que o deixaria isolado, deu mais um ou dois toques na bola, permitiu a recuperação da defesa e o lance perdeu-se, obviamente. Depois, ainda numa fase inicial do jogo, vieram as falhas defensivas. O primeiro golo do Porto foi uma espécie de tragédia em três actos. Primeiro o Otamendi, numa das suas subidas intempestivas até ao meio campo para tentar ganhar em antecipação, deixou a bola nos pés de um adversário. Nas costas dele, uma avenida. A bola foi imediatamente metida aí para a entrada do Froholdt, que foi por ali fora porque o Barrenechea não tem nem a cultura táctica para compensar a movimentação do Otamendi, nem a velocidade para acompanhar o adversário, que passou por ele como se fosse de mota e o deixou rapidamente para trás. Depois, já pressionado pelo Tomás Araújo que ainda veio fazer a dobra, fez um remate que nem levou muita força e saiu quase à figura do Trubin, mas que o nosso guarda-redes apenas sacudiu para a frente e para os pés do mesmo Froholdt, que marcou na recarga. Porto na frente cedo no jogo e a poder jogar como gosta, na transição, o que ainda era facilitado por dois factores: a incapacidade do Benfica para pressionar eficazmente na frente, já que o Porto acabava por conseguir sempre sair, e a já referida má definição no ataque, que significava entregarmos mais vezes a bola ao adversário do que finalizarmos as jogadas. O segundo golo do Porto é uma dessas situações. O Benfica tem quase a equipa toda na área do Porto ou nas suas imediações, deixando apenas o Otamendi a meio do meio campo adversário e um jogador do Porto (Pietuszewski) completamente sozinho sobre a nossa direita. Bola perdida e imediatamente metida nele, que depois correu até à área, deixou o Otamendi no chão e finalizou sem dificuldades. Campeonato praticamente entregue naquele momento, e o Benfica a não parecer ter capacidade para inverter o rumo dos acontecimentos - a desvantagem ao intervalo era perfeitamente ajustada para o que se tinha visto durante a primeira parte.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;2.jpg&quot; height=&quot;671&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/B2a04b551/22846074_ao9g1.jpeg&quot; style=&quot;width: 960px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;960&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Foi por isso com surpresa que vi o Benfica regressar sem alterações para a segunda parte - não tinha noção de que vários dos jogadores que tínhamos no banco estavam limitados e não podiam jogar muitos minutos. Não se viu muita coisa diferente no regresso. Pareceu-me que o Porto baixou um pouco as linhas e deixou de sair tanto para o ataque, mas da parte do Benfica continuou a péssima definição no ataque, por vezes com situações caricatas como o Rafa, em óptima posição na área para finalizar, escorregar na altura do remate. Na direita, perdi a conta ao número de vezes que o Prestianni conseguia libertar-se do lateral, ganhar a linha, e em vez de colocar a bola na área dava sempre mais um ou dois toques e acabava por permitir a recuperação à defesa, de forma a que a bola quase nunca entrava na área. O Porto ia mexendo e refrescando a equipa, no Benfica nada mudava e parecia que era aquilo que iríamos ter que assistir até à festa do Porto quando soasse o apito final. Até que, a vinte e cinco minutos do final, o Benfica finalmente mexeu. Saíram os inconsequentes Rafa e Prestianni, entraram o Ivanovic e o Lukebakio, e de repente a nossa equipa despertou. Apenas quatro minutos após estar em campo, o Lukebakio flectiu para o meio à entrada da área, desferiu um remate em jeito que levou a bola a embater no poste, e o Schjelderup apareceu vindo da esquerda para o meio, antecipando-se a todos para controlar a bola e reduzir a vantagem do Porto. Jogo relançado, e a partir daqui entrámos num registo em que o Benfica se atirou com tudo para cima do Porto, o que ainda ficou reforçado quando poucos minutos depois saíram o Otamendi (lesionado) e o inútil Barrenechea para entrarem o António Silva e o Barreiro. A diferença entre ter um médio com o raio de acção do Barreiro ou o Barrenechea é da noite para o dia. Mas ao mesmo tempo também corremos grandes riscos ao ficarmos bastante mais desprotegidos atrás - por mais de uma vez o Porto conseguiu, após recuperar a bola, contra-atacar em igualdade numérica e ter ocasiões para matar o jogo, valendo-nos que desta vez foi sempre o Porto a definir muito mal no ataque, especialmente através do recém entrado Borja. Ainda trocámos o Dedic pelo Bah para os minutos finais, e foi mesmo numa jogada construída entre três dos jogadores que entraram que chegámos ao empate, a dois minutos do final. Tabela entre o Bah e o Ivanovic sobre a direita, com o croata a conseguir ganhar a linha de fundo. Ao contrário do Prestianni antes dele, o Ivanovic cruzou imediatamente de primeira, colocando a bola na marca de penálti, e ali surgiu o Barreiro num movimento muito semelhante ao do Schjelderup no primeiro golo, vindo da esquerda para o meio, para uma finalização de primeira muito boa, todo no ar e sem deixar a bola cair, para a colocar fora do alcance do guarda-redes. O momento era do Benfica, podíamos esperar mais alguns minutos para ir à procura da vitória, mas infelizmente gerou-se imediatamente uma confusão com os bancos, na qual o Mourinho foi expulso, e a interrupção relativamente longa até que o jogo fosse reatado quebrou esse ímpeto. Ainda conseguimos chegar um par de vezes à área nos instantes finais, mas já foi tarde para chegar à vitória.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;3.jpg&quot; height=&quot;694&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/B8504fe7e/22846075_TCEMs.jpeg&quot; style=&quot;width: 960px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;960&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Vou escolher mais uma vez o Schjelderup para o melhor do Benfica. Não só por ter marcado o golo que relançou o jogo, mas por ser neste momento o jogador mais decisivo do Benfica. Enquanto o Benfica procurava o empate, vi uma clara preocupação da equipa em tentar fazer-lhe chegar a bola aos pés para que fosse ele a decidir e a criar a dúvida na defesa portista. Está confiante e a equipa confia nele também. Os suplentes que entraram fizeram-no todos bem e melhoraram o jogo do Benfica, em particular o Barreiro no meio campo. O Dahl esteve também num bom nível. No plano oposto, Otamendi mais uma vez directamente ligado a golos sofridos, Barrenechea indescritivelmente mau (até no passe, que é supostamente uma das suas qualidades, se fartou de colocar bolas directamente nos pés de adversários) o Ríos, sinceramente, nem me apercebi que tivesse jogado, e Rafa e Prestianni completamente inconsequentes, com o primeiro então a parecer quase sempre alheado do jogo - quando o Ivanovic entrou a defesa do Porto passou a ter muito mais trabalho.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Apesar da pequena satisfação pela reacção que evitou a festa antecipada do Porto em nossa casa, o resultado final é objectivamente mau e não nos pode deixar contentes. Mais uma vez a falta de &apos;instinto assassino&apos; do Benfica demonstrada: tínhamos uma oportunidade para reentrar na luta pelo título e ainda ficar com o segundo lugar bem mais próximo e uma entrada em jogo muito pouco convincente, que resultou numa primeira parte pouco menos que desastrosa deitou tudo a perder. Honestamente, acho que há jogadores cuja utilidade terá que ser bem pensada para a próxima época. Para mim (já o escrevi antes) está na altura de encerrar o ciclo do Otamendi e pensar no futuro da nossa defesa, por exemplo. E quando é o próprio Mourinho a afirmar que &apos;uma coisa é jogar com Aursnes e Barreiro, outra com Enzo e Ríos&apos; parece-me que será de considerar o que cada vez mais me parece ter sido um enorme erro de &lt;em&gt;casting&lt;/em&gt; para o nosso meio campo (eu continuarei sempre a achar que a saída do Kökçü foi um enorme &lt;em&gt;downgrade&lt;/em&gt;, embora compreenda que ele não pudesse continuar com o Lage). Contas feitas, quando empatamos um jogo em cada três, sendo que cinco desses empates foram em casa, não é possível pensar em títulos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
  <comments>https://tertuliabenfiquista.blogs.sapo.pt/tardia-1573239</comments>
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  <category>benfica</category>
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  <pubDate>Wed, 04 Mar 2026 09:30:00 GMT</pubDate>
  <title>Ajustado</title>
  <author>D&amp;#39;Arcy</author>
  <link>https://tertuliabenfiquista.blogs.sapo.pt/ajustado-1572686</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Mais uma vitória difícil, mas confesso que nem foi tão complicada como esperava. Na primeira volta achei que o Gil Vicente foi a melhor equipa que jogou contra nó na Luz, e que a nossa vitória tinha sido até um resultado injusto para aquilo que se passou em campo. Desta vez a nossa vitória foi um resultado ajustado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;2.jpg&quot; height=&quot;611&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/Bd90468d3/22845755_KLGai.jpeg&quot; style=&quot;width: 960px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;960&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;O Benfica regressou à fórmula em que o Mourinho parece ter assentado, com o Prestianni e o Schjelderup nas alas e a dupla Aursnes/Barreiro no meio campo. O factor variável é o Tomás Araújo ou o António Silva ao lado do Otamendi, e desta vez a escolha foi por este último. Não tivemos uma boa entrada. Revelámos dificuldades em lidar com a forma como o Gil Vicente pressionava a nossa saída de bola, enquanto que o contrário não se verificava - o Gil Vicente conseguia quase sempre sair da nossa pressão sem grandes dificuldades e levar a bola rapidamente para a zona ofensiva. Os primeiros remates perigosos apareceram mesmo da parte do Gil Vicente. Só perto dos vinte minutos é que o Benfica começou a conseguir assentar o seu jogo, dando o primeiro sinal de verdadeiro perigo com um remate do Rafa no centro da área, servido pelo Pavlidis, que infelizmente saiu à figura do guarda-redes. A partir daí o Benfica passou a estar por cima no jogo e finalmente mais perto da baliza adversária, acabando por chegar ao golo aos trinta e cinco minutos. Foi na sequência de um pontapé de canto, em que o António Silva ganha a bola nas alturas e faz o cabeceamento, que saiu bastante fraco e quase à figura do guarda-redes, mas a tentativa do Pavlidis ainda desviar a bola causou dúvidas no guarda-redes e a bola acabou mesmo por ultrapassar a linha de golo. Na jogada de ataque seguinte quase que fizemos o segundo golo, quando o Pavlidis desviou com o ombro um cruzamento do Dahl para a barra da baliza. Mas a vantagem mínima do Benfica ao intervalo era um resultado ajustado, porque apesar de termos estado ligeiramente por cima no jogo nunca me pareceu que tivéssemos verdadeiramente encostado o Gil Vicente às cordas, e não criámos um volume ofensivo suficiente para justificar um resultado mais folgado. Não achei que o nosso meio campo tenha funcionado particularmente bem - em retrospectiva, o Aursnes provavelmente estaria já mesmo limitado desde o início, e o Barreiros esteve francamente desinspirado. Os desequilíbrios vinham sobretudo da parte do Schjelderup ou do Pavlidis, quando saía da posição para vir buscar jogo atrás e nas alas. Neste aspecto em particular, acho curioso que seja o Pavlidis a fazer isto enquanto o Rafa fica numa posição muito mais estática no ataque, quando o que eu esperaria seria exactamente o contrário.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;1.jpg&quot; height=&quot;663&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/B5a04e9e3/22845756_zCuny.jpeg&quot; style=&quot;width: 960px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;960&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;A segunda parte começou da pior forma para o Benfica, já que nos minutos iniciais ficámos mesmo sem o Aursnes - veremos por quanto tempo - e logo a seguir o Gil Vicente chegou ao empate. Um golo que me pareceu bastante consentido pelo Benfica, com o avançado do Gil a aparecer demasiado à vontade entre o Dahl e o Otamendi, perante alguma complacência dos dois, para fazer o remate. Remate esse que ele nem sequer acertou particularmente bem, e a bola saiu muito frouxa em direcção ao primeiro poste, mas o Trubin já estava balanceado para o outro lado e por isso acabou praticamente sentado a ver a bola encaminhar-se lentamente para a baliza, deixando um sentimento de alguma frustração de que se calhar até teria dado para fazer algo mais. A seguir o Gil Vicente imitou o Benfica e quase que marcou o segundo golo logo a seguir: num pontapé de canto mais uma vez muitas facilidades concedidas pela nossa defesa, que permitiu que um adversário saltasse completamente à vontade na área para desferir um cabeceamento bastante forte, que felizmente não foi demasiado colocado e o Trubin conseguiu responder com uma boa defesa. Este lance pareceu fazer soar os alarmes para o Benfica, que conseguiu então voltar a assumir as despesas do jogo e foi à procura do empate. Na altura das substituições, por volta do minuto setenta, entraram o Ríos para o lugar do apagadíssimo Barreiro e o Lukebakio para o lugar do Prestianni. Alguma surpresa para mim nisto, porque já estou habituado a que normalmente seja sempre o Schjelderup o primeiro a sair, ficando o Prestianni em campo. Desta vez não foi isso que aconteceu e ainda bem, porque foi mesmo o norueguês a desatar o nó que ia ficando cada vez mais apertado. Depois de uma tentativa de finalização acrobática do Rafa no meio da área a bola foi ter com ele sobre a esquerda, e no um para um com o defesa acabou por surpreender ao puxar a bola para um remate de pé esquerdo, que fez a bola entrar com força, de baixo para cima, junto ao ângulo mais próximo. Um bom golo. A partir daqui, e com pouco mais de um quarto de hora para jogar, a principal preocupação do Benfica foi gerir o resultado. O Gil Vicente tinha feito entrar o Joelson para a esquerda e estava a insistir bastante por esse lado, e a resposta do Mourinho foi fazer entrar o Bah para o colocar desse lado à frente do Dedic. Com isso estancou efectivamente as investidas por ali, e apenas num remate de fora da área já sobre o minuto noventa é que o Gil Vicente ainda levou algum perigo à nossa baliza.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;3.jpg&quot; height=&quot;692&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/Bae0692f2/22845757_JJv7O.jpeg&quot; style=&quot;width: 960px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;960&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Para homem do jogo escolho o Schjelderup, principalmente por ter marcado o golo decisivo. Também foi sempre um dos jogadores que mais tentou desequilibrar no ataque, e parece-me que nesta altura estará a atravessar o seu melhor momento no Benfica, parecendo cheio de confiança. O Pavlidis fez um jogo muito esforçado, mas está a atravessar uma fase em que tem tendência para complicar um bocado as jogadas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Era fundamental não escorregar nesta jornada, de forma a que possamos entrar em campo no próximo fim-de-semana ainda com alguma ambição de reentrar na discussão pelo título. Obviamente que para que isso aconteça só há um resultado possível, que é a vitória frente ao Porto. Qualquer outro resultado significará efectivamente o fim da nossa época, por mais possibilidades matemáticas que se invoquem.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>benfica</category>
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  <pubDate>Thu, 26 Feb 2026 12:03:00 GMT</pubDate>
  <title>Enteados</title>
  <author>D&amp;#39;Arcy</author>
  <link>https://tertuliabenfiquista.blogs.sapo.pt/enteados-1572205</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Ganhou quem tinha que ganhar, marcou quem tinha que marcar, e no final ficou muita gente contente e ficámos nós com a vitória moral de uma exibição positiva apesar da eliminação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;1.jpg&quot; height=&quot;720&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/Bc7067f46/22845236_RucZ7.jpeg&quot; style=&quot;width: 950px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;950&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;As minhas expectativas eram nulas para este jogo, que não consegui ver como algo mais do que uma mera formalidade no caminho do Real Madrid para a próxima eliminatória. Depois da forma vergonhosa como o Benfica já tinha sido destratado na primeira mão, que continuou na semana que se seguiu, foi para mim bastante óbvio quem é filho e quem é enteado para a UEFA. A vergonhosa suspensão preventiva do Prestianni enquanto uma investigação decorre, com base apenas na palavra de um provocador em série, foi apenas mais uma enorme falta de respeito por parte da UEFA, sobretudo quando vimos a mesma UEFA, perante provas inequívocas de uma agressão por parte de um jogador do Real Madrid, simplesmente arquivar o processo sem quaisquer consequências - ironia do destino ou talvez não, esse mesmo jogador acabou por ser decisivo no jogo. Quanto ao jogo em si, conforme disse, acho que o Benfica conseguiu uma exibição digna, mas na qual não evitou os velhos hábitos entranhados. Ou seja, um desperdício regular no ataque e depois as pontuais abébias na defesa que são invariavelmente aproveitadas pelo adversário, que ao contrário de nós não costuma ser tão parcimonioso. Conseguimos o mais difícil, que foi empatar a eliminatória, colocando-nos na frente do marcador logo aos 14 minutos. O Rafa, de forma meio atabalhoada, lá conseguiu fazer a recarga à segunda a de uma defesa espantosa do Courtois a evitar um autogolo, depois de um cruzamento do Pavlidis na direita. Claro que o Benfica sendo Benfica, conseguiu imediatamente não tirar qualquer partido dessa vantagem psicológica. O Otamendi, completamente à vontade, subiu até ao meio campo e demonstrou mais uma vez a sua fantástica qualidade de passe com uma entrega milimétrica da bola a um adversário no círculo central. Contra-ataque e golo (grande remate do Tchouameni à entrada da área) pouco mais de um minuto depois do nosso golo. Depois disso o resto do jogo foi relativamente repartido, achei que fomos mais pressionados na fase final da primeira parte e início da segunda, mas depois recuperámos o controlo e até me pareceu que estivemos mais por cima durante a maior parte do tempo. Tivemos boas ocasiões para marcar, que invariavelmente desperdiçámos - a enorme cerimónia na altura de finalizar, parecendo que a maior parte das vezes os nossos jogadores ou têm sempre que ajeitar mais um bocadinho a bola, ou estão à procura de um colega a quem passar a responsabilidade da finalização é um dos detalhes que mais me enervam no nosso jogo. E depois vem a inevitável asneira. Não querendo ficar atrás do seu colega do centro da defesa, o Tomás Araújo abordou um lance no meio campo de forma inadmissivelmente macia e perdeu a bola, deixando um buraco enorme nas suas costas para o provocador em série correr para a baliza e, ao contrário dos nossos jogadores, em vez de esperar por um colega a quem passar, rematar para o golo. Ainda conseguimos reagir ao ponto de criar mais ocasiões para pelo menos não sairmos derrotados, mas obviamente que as desperdiçámos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;2.jpg&quot; height=&quot;686&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/B9b049c49/22845235_HIDfV.jpeg&quot; style=&quot;width: 960px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;960&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Gostei do Schjelderup - está claramente no seu melhor momento desde que chegou ao Benfica, e espero que ao contrário daquilo que aconteceu já varias vezes anteriormente, não volte a sair do onze quando está em boa forma - e do Aursnes. Espero que a recuperação do Ríos não signifique a obrigatoriedade de ser sempre titular, porque sinceramente tenho gostado muito mais do nosso meio campo sem ele. Estou, e não é de agora, um bocado farto do Otamendi e gostaria que o Benfica olhasse seriamente para o futuro da sua defesa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;É uma competição que se fecha, com alguma frustração. Porque este Real Madrid (com os jogadores que estão indisponíveis e com o treinador que têm actualmente) pareceu-me estar ao nosso alcance. Mas há defeitos no nosso futebol que teimam em ficar e que continuam a afectar negativamente os nossos resultados.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
  <comments>https://tertuliabenfiquista.blogs.sapo.pt/enteados-1572205</comments>
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  <category>benfica</category>
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  <guid isPermaLink='true'>https://tertuliabenfiquista.blogs.sapo.pt/pantomina-1571838</guid>
  <pubDate>Wed, 18 Feb 2026 13:26:00 GMT</pubDate>
  <title>Pantomina</title>
  <author>D&amp;#39;Arcy</author>
  <link>https://tertuliabenfiquista.blogs.sapo.pt/pantomina-1571838</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Era difícil conseguir voltar a surpreender o Real Madrid, ainda por cima tão perto do último jogo e tendo eles contado com o regresso de jogadores importantes na defesa. Conseguimos bater-nos bem mas o jogo acabou decidido num pormenor de classe de um jogador que, acto contínuo e sem grande surpresa, repetiu uma pantomina que lhe é infelizmente habitual.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;1.jpg&quot; height=&quot;640&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/B2f06ccb6/22844557_nAqoa.jpeg&quot; style=&quot;width: 960px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;960&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Onze sem surpresas, entrámos bem no jogo e com vontade de jogar olhos nos olhos com o Real, mas não demorou muito até que eles mostrassem que conseguiam facilmente ficar confortáveis no jogo, gerindo a posse de bola no nosso meio campo enquanto procuravam por alguma aberta para que os dois da frente (Vinícius e Mbappé) pudessem resolver. Pelo contrário, a nossa dupla da frente não pareceu capaz de resolver o que quer que fosse. Quer o Pavlidis, quer especialmente o Rafa assinaram exibições paupérrimas, perderam praticamente todos os lances e foram incapazes de dar seguimento à maior parte das jogadas. Na fase final da primeira parte, o Real Madrid começou a apertar e conseguiu empurrar-nos completamente para a nossa área, sem que mostrássemos capacidade ou discernimento para nos libertarmos da pressão e sair a jogar, tendo nessa altura o Trubin sido fundamental para evitar o golo. Quando o intervalo chegou a sensação foi mesmo a de que foi mesmo no limite, porque se a primeira parte durasse mais um par de minutos o golo seria uma inevitabilidade. Não sofremos nessa altura, sofremos pouco depois do reinício do jogo, e curiosamente num lance de contra-ataque. Uma falta marcada rapidamente acabou com o Vinícius na direita da nossa defesa em situação de um para um com o Dedic. Em vez de lhe dar o lado mais fraco, o Dedic permitiu que ele viesse para dentro, e quase do canto da área desferiu um remate fantástico que literalmente meteu a bola na gaveta, junto ao ângulo oposto e sem que o Trubin tivesse a menor hipótese de lá chegar. Depois o Vinícius foi festejar de forma algo provocatória para a frente dos nossos adeptos, algo que estava perfeitamente no seu direito de o fazer, mas isto inflamou os ânimos e gerou-se uma discussão com os nossos jogadores também, que lhe valeu inclusivamente o cartão amarelo. À medida que os ânimos aqueciam e não havia maneira da discussão acabar, disse imediatamente que aquilo iria acabar com o Vinícius a queixar-se de racismo, o que obviamente acabou mesmo por acontecer. Não sou bruxo, simplesmente já o vi fazer isto demasiadas vezes - é a velha história do rapaz que gritava &apos;Lobo!&apos;. A partir daí o jogo praticamente acabou, depois de uma interrupção de mais de dez minutos tudo ficou muito mais desconexo. Nos minutos finais, depois das nossas substituições (e com os regressos das lesões e as duas contratações de inverno, desta vez havia várias opções no banco) ainda tentámos um ímpeto final, mas à parte um livre perigoso à entrada da área - que deveria ter valido o segundo amarelo ao Vinícius, mas que acabou por valer a expulsão ao Mourinho - não conseguimos criar qualquer situação de perigo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;2.jpg&quot; height=&quot;628&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/B4106518c/22844558_K7dau.jpeg&quot; style=&quot;width: 960px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;960&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Na minha opinião o Tomás Araújo fez um grande jogo, com diversos cortes fundamentais na defesa e tendo conseguido controlar o Mbappé com sucesso. O Trubin esteve também muito bem e fez defesas importantes, nada podendo fazer no golo. Gostei também do jogo do Aursnes. O Rafa e o Pavlidis fizeram um jogo muito apagado, e os dois extremos foram também completamente anulados, para além de terem por diversas vezes descurado as tarefas defensivas e deixado os laterais abandonados à sua sorte. O Barreiro travou demasiadas tentativas de sair em contra-ataque por atrasar o passe e acabar quase sempre a fazer um passe lateral ou atrasado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;A eliminatória ainda não está fechada, mas está muito bem encaminhada para o Real Madrid. Conseguir dar a volta a este resultado em Madrid é uma tarefa hercúlea porque todos sabemos qual é a força do Real Madrid, e não apenas dentro do terreno de jogo, mas resta-nos ir lá tentar o nosso melhor.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>benfica</category>
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  <pubDate>Fri, 13 Feb 2026 22:44:00 GMT</pubDate>
  <title>Nobreza</title>
  <author>D&amp;#39;Arcy</author>
  <link>https://tertuliabenfiquista.blogs.sapo.pt/nobreza-1571184</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Foi com um jogo feio e cheio de nobreza que Benfica trouxe dos Açores os indispensáveis três pontos. A nota artística nem sequer seguiu para lá e deve ter ficado cá por Lisboa, mas é sempre muito difícil brilhar naquele relvado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;1.jpg&quot; height=&quot;640&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/B110633ac/22844218_R3ZZT.jpeg&quot; style=&quot;width: 960px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;960&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Depois da baixa de última hora do Aursnes, foi chamado o Barrenechea para o seu lugar. Na defesa, outra alteração: o Tomás Araújo passou para a direita e o António Silva regressou à titularidade ao lado do Otamendi. Nenhuma destas opções é das que mais me agrade - prefiro claramente ter o Aursnes no meio, e não gosto particularmente de ver o Tomás Araújo como lateral - mas face às limitações que temos foi o que teve que ser. O Santa Clara é das equipas em pior forma na liga e trocou recentemente de treinador, mas a experiência diz-nos que isso pouco significado tem, já que foi precisamente contra as piores equipas da liga que o Benfica já desbaratou uma série de pontos esta época. O jogo descreve-se facilmente: o Benfica foi claramente melhor durante a primeira parte, período em que obteve os dois golos que garantiram a vitória. Provavelmente o facto do estado do relvado se ter ido degradando com o tempo também deve ter ajudado a que na primeira parte se conseguisse jogar um pouco melhor. Nunca foi uma exibição para deslumbrar, mas chegámos ao primeiro golo relativamente cedo (16 minutos) e isso terá ajudado a fazer o jogo menos nervoso do que habitualmente, porque este jogo era precisamente daqueles em que marcar cedo seria muito importante. O Tomás Araújo fez um bom cruzamento na direita que encontrou o Pavlidis na pequena área em posição privilegiada para cabecear com sucesso. O segundo golo surgiu mais perto do intervalo, e teve outra vez a marca do Pavlidis, já que foi ele quem o construiu praticamente todo. Sobre a esquerda conseguiu virar-se sobre o seu marcador directo, ganhar a linha de fundo, e depois fez a assistência para o Prestianni na pequena área. O argentino não conseguiu fazer o desvio, mas o defesa que o marcava em cima acabou mesmo por enviar a bola para a própria baliza.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;2.jpg&quot; height=&quot;640&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/B9b04cf2d/22844219_cd3Cd.jpeg&quot; style=&quot;width: 960px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;960&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;A segunda parte, face ao que se tinha visto na primeira, tinha tudo para ser tranquilíssima, mas logo a abrir, e numa rara aproximação do Santa Clara à nossa baliza, o Trubin deu aquilo que só se pode mesmo chamar de um grande frango e relançou a incerteza no resultado. O cabeceamento saiu muito frouxo e à figura, mas o nosso guarda-redes foi traído ao esperar um ressalto normal no relvado, porque a bola não saltou o que seria normal e acabou por lhe passar por baixo das pernas. O Santa Clara passou a acreditar que seria possível recuperar, e o Benfica pouco fez para contrariar essa crença. Verdade seja dita que o Santa Clara não criou sequer qualquer ocasião de golo, por isso a vitória nunca esteve em risco, mas o Benfica quase que abdicou de atacar e limitou-se a gerir o resultado. Não sei se foi completamente deliberado, ou se faltou capacidade para fazer mais, mas também não me recordo de uma ocasião de golo do Benfica na segunda parte, ou que tivesse obrigado o guarda-redes adversário a qualquer tipo de intervenção relevante. Foi, sinceramente, uma segunda parte muito desinteressante e difícil de seguir. O Santa Clara queria mas não tinha capacidade para mais, e o Benfica raramente conseguia alinhar três ou quatro passes seguidos e construir uma boa jogada de ataque. O jogo arrastou-se assim até final com um resultado que nos agradava, e ainda bem. Quero também realçar a exibição do árbitro António Nobre e do nosso também conhecido Manuel Oliveira no VAR. Posso dizer que na segunda-feira à noite, após o fim do embate entre os dois primeiros, em conversa com amigos adivinhei logo que o Nobre seria nomeado para este jogo - o seu registo de uma vitória do Benfica nos últimos cinco jogos que nos arbitrou era impressionante, e nada cairia melhor do que o Benfica devolver imediatamente os pontos que tinha acabado de recuperar. O Nobre desempenho não desiludiu em nada: houve seis(!) lances de dúvida na área do Santa Clara. Os seis lances foram avaliados em desfavor do Benfica, ou seja, podemos dizer que houve carta branca para que os defensores do Santa Clara fizessem o que quer que lhes apetecesse dentro da sua área. Não vou estar a analisá-los a todos, admito que vários deles possam não ter sido falta, mas o do Prestianni (em que ele é pisado e até lhe descalçam a bota) e o do Otamendi (placado longe da bola) seriam normalmente penálti em qualquer lugar. Esta é a realidade com que temos que lidar, e sabemos que árbitros são mais especialistas em implementá-la - por isso é que se torna mais fácil adivinhar as nomeações.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;3.jpg&quot; height=&quot;640&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/B8204a7d1/22844220_3Pofs.jpeg&quot; style=&quot;width: 960px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;960&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;O Pavlidis é obviamente o homem do jogo, já que resolveu-o por si só. Marcou um golo e fabricou o outro, e o Benfica ficou com os três pontos. Não me pareceu que nenhum dos outros jogadores se tenha destacado muito, mas volto a repetir que me agrada sempre que o Benfica jogue com dois extremos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Podemos agora centrar atenções no jogo contra o Real Madrid, apesar de me ter ficado a sensação que já passámos uma boa porção da segunda parte a pensar nele. Não somos obviamente os favoritos nesta eliminatória, mas aquilo que conseguimos fazer no jogo anterior contra o Real pelo menos consegue lançar algum grau de incerteza, por isso iremos todos para o jogo com a esperança de que consigamos repetir o feito.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>benfica</category>
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  <guid isPermaLink='true'>https://tertuliabenfiquista.blogs.sapo.pt/alivio-1570682</guid>
  <pubDate>Mon, 09 Feb 2026 16:13:00 GMT</pubDate>
  <title>Alívio</title>
  <author>D&amp;#39;Arcy</author>
  <link>https://tertuliabenfiquista.blogs.sapo.pt/alivio-1570682</link>
  <description>&lt;p&gt;Chegou a parecer que iríamos adicionar mais um jogo à já longa lista de empates frustrantes contra equipas da parte baixa da tabela, mas o miúdo Anísio saltou do banco perto do final para, mais uma vez com o seu primeiro toque na bola, desfazer o empate que teimava em manter-se e fazer a nação benfiquista soltar um enorme suspiro de alívio.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;1.jpg&quot; height=&quot;715&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/Bc1069ebe/22843827_YMI9z.jpeg&quot; style=&quot;width: 960px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;960&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Houve algumas mudanças no onze: o Sidny desta vez apareceu na lateral direita, e o Rafa no lugar do Sudakov, actuando nas costas do Pavlidis. O Benfica assumiu naturalmente o seu favoritismo e carregou desde o primeiro minuto, mas sinceramente, já se começa a tornar fastidioso estar a escrever quase sempre a mesma história para os nossos jogos. É até exasperante assistir aos nossos jogos, porque o filme é quase sempre o mesmo: domínio territorial intenso por parte do Benfica e incapacidade quase total para fazer do resultado a expressão desse domínio e volume de situações criadas no ataque. Há sempre uma finalização pouco inspirada, uma decisão errada, um toque a mais na bola, um segundo mais de indecisão, e no limite uma bola nos ferros ou uma defesa do guarda-redes, seja por inspiração ou por simplesmente a bola ir bater nele quase sem saber como - é só lembrarmo-nos do lance do Prestianni em que o guarda-redes evita o golo simplesmente porque leva uma bolada na cabeça - num agigantamento que parece invariavelmente conseguir afectar todos os guarda-redes que defrontam o Benfica (ontem foi um guarda-redes que tem sido suplente do nosso André Gomes a época inteira, a semana passada foi o guarda-redes do Tondela e para a semana de certeza que será o do Santa Clara). Até conseguimos o mais importante em jogos destes, que foi marcar cedo (à passagem do primeiro quarto de hora) numa jogada em que até achei que o Rafa tomou a decisão menos acertada: rematou de trivela à entrada da área quando provavelmente teria feito melhor se assistisse o Schjelderup, que estava solto ao seu lado, mas o norueguês chegou primeiro para fazer a recarga à defesa do guarda-redes. A questão é que ao disparate (já não tenho outra expressão) no ataque, conseguimos sempre dar espaços na defesa para que o adversário, mesmo que chegue lá apenas um par de vezes, consiga marcar. O Alverca não foi muitas vezes à frente, mas quando ia - quase sempre pelo Chiquinho, que fez a cabeça em água ao Sidny - conseguia criar perigo. Ameaçaram primeiro numa bola parada, em que numa posição privilegiada na pequena área o defesa deles cabeceou para a bancada, e à meia hora marcaram mesmo. Mais uma jogada nascida nos pés do Chiquinho, e depois um único jogador do Alverca conseguiu antecipar-se entre uns estáticos Otamendi e Dahl para aparecer na pequena área a empurrar para a baliza perante um desamparado Trubin.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;2.jpg&quot; height=&quot;715&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/B4a061ccc/22843828_IjTzd.jpeg&quot; style=&quot;width: 960px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;960&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Depois foi o habitual. O Alverca a recuar cada vez mais, o Benfica a acumular nervosismo a cada falhanço no ataque, ao ponto da segunda parte ter sido de sentido único e quase toda disputada só em metade do campo. Para o nervosismo também contribuiu mais uma arbitragem daquelas a que estamos infelizmente cada vez mais habituados, e que ao fim de poucos minutos nos faz imediatamente perceber a encomenda que ali está. O guião é quase sempre o mesmo: &apos;critério largo&apos; logo a partir do apito inicial. O que quer dizer que, em especial durante os primeiros minutos, é época de caça às pernas dos jogadores do Benfica, os amarelos não saem mesmo com faltas deliberadas (que ontem incluíram cortes intencionais com a mão de jogadas de ataque). Cada lance dúbio é invariavelmente decidido contra nós, na área então vale quase tudo que há sempre atenuantes (estavam a agarrar-se um ao outro, escorregou, uma falta é um &apos;choque&apos;, etc). Ontem o Pavlidis marcou à hora de jogo e o golo não passou no crivo do VAR - a decisão foi acertada, porque há um muito ligeiro toque na mão e as instruções são claras e dizem que qualquer toque no braço/mão numa jogada que termine em golo tem que ser assinalado. Nenhuma queixa sobre isso. Pena é que o olho de lince do VAR que conseguiu mesmo ver esse ligeiro toque tenha sido substituído por uma bengala branca nos três lances de possível penálti na área do Alverca. Sem surpresa, a decisão foi sempre &apos;Siga jogo!&apos;. No lance do Barreiro então, mesmo que argumentem que foi fora da área (não foi) não consigo sequer perceber como é que o árbitro de campo não assinala a falta, por demais evidente, porque ele é arrancado pela raiz. No lance do Rafa é mais do que evidente que depois dele cortar para dentro é puxado pelo defesa. No do Schjelderup, ele é claramente abalroado. A minha sensação (e a de praticamente todos os benfiquistas) é que aquilo que o Mourinho disse no final é a realidade: fossem aqueles lances com outra equipa, ainda por cima que estivesse empatada, e todos eles teriam resultado em penálti assinalado. O jogo, esse lá acabou resolvido pelo Anísio, que entrou em campo ao minuto 85 e ao minuto 86, no primeiro toque que deu na bola, foi lá acima para cabecear de forma magnífica e imparável um cruzamento largo do Dahl e dar-nos os três pontos. Assinalo que anteriormente no jogo, e numa posição muito mais favorável para marcar, o Pavlidis tinha conseguido o mais difícil e cabeceou para fora.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;3.jpg&quot; height=&quot;703&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/Beb06ecc2/22843829_aSi8U.jpeg&quot; style=&quot;width: 960px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;960&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Vou escolher o Anísio para homem do jogo porque com 17 anos conseguiu em poucos segundos mostrar mais eficácia e frieza à frente da baliza do que todos os seus colegas mais experientes durante todo o jogo, e assim resolver um problema bicudo. O Aursnes foi para mim o melhor jogador em campo, e neste momento só temo que quando o Ríos e o Barrenechea estiverem a 100% ele acabe mais uma vez desviado para outra posição qualquer. Gostei das exibições do Schjelderup e do Prestianni. Criaram bastantes desequilíbrios, mas depois tudo isto acaba diluído no mar de incompetência e toda a equipa em frente à baliza.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Já escrevi antes que nesta fase já não espero ganhar nada esta época, mas seria particularmente frustrante se nem sequer conseguíssemos ter algo a lucrar com qualquer que seja o resultado do jogo entre o primeiro e o segundo classificados. Felizmente conseguimos evitá-lo, mas parece-me que nesta altura estamos num estado em que é muito fácil desestabilizar-nos em campo. Basta começarmos a desperdiçar umas ocasiões cedo, o guarda-redes adversário fazer um par de defesas ou a arbitragem tomar umas decisões estranhas nos minutos iniciais e imediatamente se sente o nervosismo a aumentar. É como se aos vinte minutos, caso não estejamos já a ganhar, imediatamente toda a gente começasse logo a pensar que se calhar vamos empatar o jogo. Não é um bom sítio para se estar.&lt;/p&gt;</description>
  <comments>https://tertuliabenfiquista.blogs.sapo.pt/alivio-1570682</comments>
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  <category>benfica</category>
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  <guid isPermaLink='true'>https://tertuliabenfiquista.blogs.sapo.pt/ressaca-1570151</guid>
  <pubDate>Mon, 02 Feb 2026 08:55:00 GMT</pubDate>
  <title>Ressaca</title>
  <author>D&amp;#39;Arcy</author>
  <link>https://tertuliabenfiquista.blogs.sapo.pt/ressaca-1570151</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Um típico cenário de ressaca europeia. Não que isso justifique um empate contra uma das piores equipas da Liga, apenas me parece que somos bastante regulares neste tipo de disparates a seguir a uma boa jornada europeia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;1.jpg&quot; height=&quot;669&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/B0b046455/22843062_Ap6Md.jpeg&quot; style=&quot;width: 960px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;960&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Mudámos dois jogadores no onze, Banjaqui e António Silva nos lugares do Dedic e do Tomás Araújo. Apesar do Tondela ser mesmo uma das piores equipas da liga (a tabela não mente) eu tinha alguma preocupação para este jogo. Para além de um possível relaxamento depois das emoções de quarta-feira, iríamos jogar num relvado em péssimas condições, debaixo de um temporal, contra uma equipa orientada por um dos treinadores mais defensivos da liga, e com o factor adicional do artista que contribuiu decisivamente para nos roubar a última Taça de Portugal para a entregar ao seu clube do coração ter sido nomeado para este jogo - para mim não há período de nojo suficiente para esquecer quem é esta personagem e o que nos fez. Mas apesar de ter achado que ele terá cumprido exactamente aquilo que quem o nomeou estaria à espera que fizesse, não é por aí que vou justificar este resultado paupérrimo. Os maiores culpados somos nós e a nossa extrema ineficiência na área adversária. Perante um jogo nestas condições, seria importante marcar o mais cedo possível, e à medida que o tempo vai passando e o nulo se arrastando, a tendência é mesmo ficar tudo progressivamente muito mais complicado. Aumenta o nosso nervosismo, o que só potencia os nossos erros, e aumenta a motivação do adversário, para além do terreno de jogo ficar cada vez pior e mais pesado e dificultar ainda mais as coisas. Posso dizer que a meio da primeira parte já começava a achar, e comentava com amigos, que seria muito complicado ganharmos. E pensava isto porque assistia à nossa quase total inoperância na área adversária. Tivemos uma posse de bola avassaladora, não sei se me recordo de algum jogo recente com tantas acções na área adversária, mas em termos de definição das jogadas e finalizações, acho que quase que só me recordo de uma com qualidade - um remate do Prestianni que obrigou o guarda-redes a uma grande defesa. De resto, fui ficando exasperado com as sucessivas situações em que havia sempre mais um toque na bola ou se demorava mais um instante a definir e a jogada esbarrava invariavelmente na floresta de corpos e pernas que o Tondela acumulou em frente à baliza, ou simplesmente se finalizava mal. O jogo foi basicamente isto o tempo todo, e paradoxalmente até foi o Tondela quem, numa das poucas situações em que conseguiu chegar à frente, esteve perto de marcar - a bola acabou por acertar no poste. Na segunda parte nota para o regresso do Bruma, nas várias alterações que foram sendo feitas mas que não conseguiram mudar esta atrapalhação constante na área. No final pelos vistos ficámos chateados com os cinco minutos de compensação que foram dados, mas com razão ou não, a minha sensação era que se o jogo se tivesse prolongado até esta manhã, a esta hora ainda lá andaríamos a tentar marcar um golo. Esta é uma queixa constante do Mourinho e este jogo é um daqueles que exemplifica porquê: não há muitas equipas com tanta capacidade de desperdício como nós.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;2.jpg&quot; height=&quot;569&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/B5306d5d6/22843063_3tse9.jpeg&quot; style=&quot;width: 960px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;960&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Foi um jogo de sentido único, em condições que não propiciaram grandes exibições. Talvez o Aursnes tenha sido um dos melhores, mas também ele esteve afectado pelo vírus da complicação e do desperdício. Como o Schjelderup ou o Sudakov, que até achei que estavam a ser dos mais influentes e cujas substituições não me pareceram ter trazido grande benefício à equipa, mas suponho que era preciso tentar mudar alguma coisa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Foi o sétimo empate da época em vinte jogos. Quer isto dizer que empatámos mais de um terço dos jogos que fizemos, e a maior parte desses empates foram contra equipas muitíssimo inferiores. Rio Ave, Santa Clara, Casa Pia e Tondela são quatro das equipas que estão neste momento nos últimos seis lugares da classificação (13º, 15º. 16º e 17º). É completamente impossível pensar em ganhar o que quer que seja quando se deitam fora oito pontos contra equipas deste calibre. Até agora ainda tínhamos conseguido manter esta incompetência longe dos jogos fora, mas pelos vistos já não chegava limitarmo-nos a fazê-lo em casa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
  <comments>https://tertuliabenfiquista.blogs.sapo.pt/ressaca-1570151</comments>
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  <category>benfica</category>
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  <pubDate>Thu, 29 Jan 2026 11:47:00 GMT</pubDate>
  <title>Épico</title>
  <author>D&amp;#39;Arcy</author>
  <link>https://tertuliabenfiquista.blogs.sapo.pt/epico-1569788</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Épico, memorável, incrível, inacreditável, há vários adjectivos para descrever o que aconteceu ontem à noite na Luz. Os astros alinharam-se perfeitamente e aquilo que parecia uma tarefa praticamente impossível acabou mesmo por acontecer, com o Benfica a qualificar-se para o playoff da Champions League contra todas as probabilidades, com um final digno de filme.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;1.jpg&quot; height=&quot;640&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/B5f066dcf/22842574_4TtP3.jpeg&quot; style=&quot;width: 960px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;960&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Sem Rafa ou Sidny ainda disponíveis, foi com agrado mas alguma surpresa que vi o Benfica apresentar o onze disposto em 4-2-3-1, com os extremos Schjelderup e Prestianni - ainda pensei que, tendo em conta que o adversário era o Real Madrid, optássemos por algo mais conservador com a entrada de mais um médio para que o Barreiro regressasse à posição mais perto do avançado e o Sudakov à esquerda. Em boa hora não o fizemos, porque os dois extremos acabaram mesmo por ser dois dos destaques na exibição do Benfica, que realizou uma primeira parte digna das melhores memórias europeias do clube. O Real Madrid pareceu entrar com vontade de dominar, mas depressa se viu um Benfica muito agressivo e acutilante, a mostrar que tinha tudo para ferir o gigante espanhol. E depressa também nos vimos empenhados na tarefa em que somos uma espécie de especialistas: desperdiçar oportunidades de golo. A quantidade de situações claras de golo criadas pelo Benfica na primeira parte dariam para chegar ao intervalo facilmente a golear. O Tomás Araújo deu o pontapé de saída no desperdício, para o Pavlidis logo a seguir desperdiçar também. Depois o mesmo Pavlidis, colocado em frente ao Courtois, controlou mal a bola e deixou-a fugir pela linha de fundo sem sequer finalizar. A seguir houve penálti assinalado sobre o Prestianni, que o VAR acabou por reverter - na minha opinião bem, mas fiquei com muitas dúvidas no lance ocorrido imediatamente antes em que o mesmo Prestianni me pareceu claramente derrubado ou na área, ou mesmo no limite da mesma, sem que nada fosse assinalado. O jogo seguia desenfreado e mais uma vez o Prestianni em destaque, aparecendo pela esquerda para rematar cruzado, com a bola a seguir para o ângulo mas o Courtois fez uma defesa fantástica, tocando na bola com a ponta dos dedos e conseguindo desviá-la para a barra. Tudo isto aconteceu dentro dos primeiros vinte minutos - o Real Madrid pareceu ser quase sempre vulnerável nas alas, e o Benfica conseguia criar perigo com lançamentos longos a explorar a profundidade nas mesmas (em especial na direita) e a mobilidade e constantes trocas de posição entre os jogadores da frente davam uma dinâmica muito forte ao nosso ataque, onde o Prestianni jogava com grande liberdade, aparecendo frequentemente em zonas centrais, para onde arrastava o Carreras e permitia abrir a ala para as subidas do Dedic. Mais um remate do Sudakov à malha lateral (podia ter tentado assistir o Pavlidis no meio) e depois, à meia hora de jogo, o velho adágio de quem não mata, morre a confirmar-se mais uma vez. Contra jogadores da qualidade do Mbappé basta dar-lhes meia oportunidade: o cruzamento veio da esquerda e do outro lado o Mbappé antecipou-se facilmente ao Dedic e finalizou de cabeça. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;4.jpg&quot; height=&quot;640&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/B760497f9/22842576_7K2PO.jpeg&quot; style=&quot;width: 960px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;960&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Um murro forte no estômago para um Benfica que nessa altura justificava estar claramente na frente do marcador. Mas depois de um par de minutos atordoado, o Benfica reagiu da melhor forma. Bastaram seis minutos para repôr a igualdade, sem grande surpresa em mais um lance nascido pela ala. Grande passe do Prestianni a lançar o Pavlidis pela direita, este deixou o marcador directo no relvado e fez o centro perfeito para o Schjelderup, que surgiu na área após uma correria desenfreada desde lá de trás e perante o Courtois finalizou de cabeça. Obtido o empate, altura de regressar à árdua tarefa de desperdiçar golos que dificilmente alguém desperdiçaria. Logo a seguir, passe longo do Trubin directamente para o Dedic subir pela direita, este foi até à área e tentou finalizar com um remate cruzado que foi bloqueado por um defesa, com a bola a acabar por sobrar para o Schjelderup. Com apenas um defesa sobre a linha de golo, o norueguês finalizou de pé esquerdo e conseguiu acertar precisamente no defesa, para depois a recarga do Aursnes ser desviada para canto. Na sequência do mesmo, desvio de cabeça por um defesa ao primeiro poste e o Barreiro a aparecer completamente sozinho ao segundo e de baliza aberta cabecear ao lado. Era quase impossível que tanto desperdício, em especial contra uma equipa como o Real Madrid, não acabasse fortemente penalizado, mas o Benfica continuou a insistir. Mais um remate cruzado perigoso do Dedic, que fez quase o que quis pelo seu lado, e já em período de compensação conquistámos um pontapé de canto, na sequência do qual houve penálti assinalado sobre o Otamendi. O Pavlidis até nem marcou da forma habitual (em vez de um remate forte e colocado, rematou para o meio da baliza) mas a bola entrou e isso é o que interessa, permitindo ao Benfica ir para o intervalo justamente na frente do marcador, mas com o amargo de boca de ser um resultado claramente curto para aquilo que o Benfica tinha produzido até então, deixando-nos completamente à mercê de uma recuperação do Real Madrid.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;3.jpg&quot; height=&quot;640&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/B13045f5c/22842577_6uLow.jpeg&quot; style=&quot;width: 960px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;960&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;O Real Madrid voltou (estranhamente tardio) do intervalo com uma postura mais dominadora, com o Rodrygo no lugar do Mastrantuono a dar mais acutilância sobre a nossa esquerda e o Camavinga no lugar do amarelado Tchouameni (que não sei como escapou ao segundo amarelo no penálti que cometeu) conseguindo ter mais bola do que na primeira parte e obrigando o Benfica progressivamente a recuar mais as linhas. Mas para não variar, foi do Benfica o primeiro grande desperdício, decorridos sete minutos: recuperação alta da bola depois de uma boa pressão dos dois noruegueses e o Pavlidis apareceu sozinho em posição frontal à baliza, tendo também o Schjelderup solto ao lado dele. Só que a finalização do grego foi uma desilusão, rematando directamente para as mãos do Courtois, que se limitou a encaixar a bola. Dois minutos depois, meia redenção, já que depois de mais um contra-ataque após recuperarmos a bola à entrada da nossa área o Pavlidis (nota para o grande passe do Prestianni que encontrou o Pavlidis na zona central) soltou a bola na esquerda para o Schjelderup que, deixado um para um com o Asencio, fez a sua jogada típica de puxar para o meio e rematar, com a bola a entrar muito colocada junto à base do poste mais próximo. Segundo do norueguês e um bom golo, a mostrar neste jogo que pode ser mais uma opção muito válida numa altura em que continuam a falar na sua saída. O terceiro golo já dava uma expressão um pouco mais justa ao resultado, mas não tivemos tempo sequer para apreciar a vantagem. Apenas quatro minutos depois o Real Madrid voltava a reduzir, num grande trabalho do Güler na esquerda (deixou o Dahl nas covas) para depois colocar a bola na marca de penálti, onde o Mbappé completamente sozinho fez o que se espera de um jogador com a qualidade dele e finalizou de primeira, completamente fora do alcance do Trubin. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;2.jpg&quot; height=&quot;640&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/Be80418ea/22842578_hBYF7.jpeg&quot; style=&quot;width: 960px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;960&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Entretanto, os vários resultados que ao intervalo nos eram completamente desfavoráveis iam-se alinhando, e a meio da da segunda parte chegámos a entrar na zona de apuramento. Mas depois isso mudou e caímos precisamente para o 25º lugar, mesmo às portas da qualificação, sendo progressivamente mais evidente que faltaria marcar mais um golo para nos apurarmos, sobretudo porque o atraso no reinício da segunda parte significava que os outros jogos iam acabando antes do nosso. Aparentemente essa mensagem não chegou ao banco ou à equipa, porque o Benfica parecia cada vez mais interessado em segurar apenas a vitória e jogava sem qualquer urgência. Ainda tivemos uma enorme ocasião de golo a seis minutos do final, quando o Schjelderup, agora sobre a direita, assistiu o Barreiro para um desvio já na pequena área à queima-roupa que o Courtois parou com uma grande defesa, mas a prioridade era mesmo segurar o resultado. Tivémos então uns minutos finais de compensação que foram uma montanha-russa de emoções. O Real Madrid conseguiu ter dois jogadores expulsos já nesta compensação, o Benfica precisava de mais um golo e o público da Luz cantava &apos;só mais um!&apos;, mas o banco e a equipa não estavam em sintonia e fazíamos duas substituições no período de compensação para queimar tempo, enquanto o Trubin ia retardando a reposição da bola em jogo. Até que já na compensação das compensações (no sétimo minuto dos cinco que tinham sido dados) lá caiu a ficha e o Otamendi foi mandado para a frente. O jogo estava mesmo prestes a acabar e o Aursnes conquistou uma falta a meio do meio campo do Real Madrid, sobre a direita. Agora perfeitamente cientes da situação e com todos os outros jogos já terminados, o Mourinho mandou o Trubin subir até à área. Objectivamente, a situação era muito favorável ao Benfica: o Real Madrid tinha menos dois jogadores em campo, e sabendo que precisava do empate para terminar entre os oito primeiros deixou três jogadores na frente. Com mais um a fazer uma pseudo-barreira, isto significou que tinham apenas quatro jogadores na área a defender a bola parada, enquanto o Benfica tinha oito - só não estavam o Aursnes, o marcador do livre, e os dois laterais que tiveram que ficar a defender contra os três jogadores que o Real Madrid deixou adiantados. Mas na altura nem me apercebi do quão desequilibrada a situação era. Era a última jogada do encontro, e duvido que alguém tenha sequer pensado que aquilo que acabou por acontecer era um cenário realista. O cruzamento do Aursnes saiu perfeitinho em arco para a zona da marca de penálti, e o gigante Trubin saltou mais alto que toda a gente e sacou um cabeceamento tecnicamente perfeito para o golo. Duvido aliás que qualquer outro jogador do nosso plantel, à excepção do Otamendi, conseguisse cabecear de forma tão perfeita. A Luz explodiu naturalmente, loucura total, até porque o árbitro acabou imediatamente o encontro. Um misto de alegria, euforia e incredibilidade perante aquilo que os nossos olhos tinham acabado de ver. Acho que isto terá sido mesmo o momento mais épico da história da nova Luz, na minha opinião pessoal superando até aquele que até agora era o meu momento preferido (o golo do André Gomes ao Porto).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;5.jpg&quot; height=&quot;640&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/Be904a01c/22842579_z4b6u.jpeg&quot; style=&quot;width: 960px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;960&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Só por este momento o Trubin é o homem do jogo. Daqui a muitos anos os benfiquistas hão-de dizer que estavam lá quando viram o nosso guarda-redes marcar de cabeça, no último segundo, um golo ao Real Madrid que nos apurou para a fase seguinte da Champions. Em todos os anos que levo a ver o Benfica, não me recordo de alguma vez ter visto isto acontecer. Em relação ao resto, toda a equipa esteve muito bem. Gostei mesmo muito do jogo dos nossos dois extremos. O Schjelderup marcou dois golos e foi justamente eleito o melhor em campo, mas o Prestianni, apesar de não ter marcado ou assistido, fez um jogo brutal. As movimentações dele, os passes que fez e as jogadas em que participou foram um dos principais motivos para a enorme dinâmica do nosso ataque e o volume de oportunidades criadas. O Dedic foi um dos que mais aproveitaram as movimentações do argentino e em especial durante a primeira parte foi uma autêntica locomotiva pelo seu lado. O Pavlidis marcou de penálti mas esteve pouco feliz na finalização, redimindo-se com as duas assistências para os dois golos do Schjelderup.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Contra todas as probabilidades o Benfica acabou mesmo por apurar-se, dando razão ao Mourinho quando continuava a afirmar que enquanto fosse possível continuaríamos na luta. Não ganhámos nenhum título com esta vitória, mas com o resultado e exibição ganhámos certamente uma nova crença, de que esta equipa tão necessitada anda, e renovámos a comunhão entre equipa e adeptos - já há muito tempo que não sentia um ambiente na Luz como o de ontem à noite. Provavelmente nem vamos ganhar nada esta época, mas já escrevi aqui que para mim seria importante dar continuidade ao que se está a construir agora, em vez de começar tudo de novo no Verão. A noite de ontem pode muito bem ser um grande passo no início de algo especial.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>benfica</category>
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  <pubDate>Mon, 26 Jan 2026 12:11:00 GMT</pubDate>
  <title>Reforços</title>
  <author>D&amp;#39;Arcy</author>
  <link>https://tertuliabenfiquista.blogs.sapo.pt/reforcos-1569255</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Vitória folgada e exibição agradável contra o Estrela da Amadora, a melhor maneira de sossegar alguns ânimos numa altura em que parece que voltámos a ver muita vontade em dirigir o clube de fora para dentro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;1.jpg&quot; height=&quot;670&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/B6a062558/22842131_V4Arj.jpeg&quot; style=&quot;width: 960px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;960&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Algumas mudanças no onze, a mais surpreendente delas a titularidade do ainda júnior (17 anos) Daniel Banjaqui na direita da defesa. As outras mudanças foram as entradas do António Silva, Barrenechea e Sidny, saindo da equipa o Tomás Araújo, Barreiro e Schjelderup. O jogo até nem começou da melhor maneira: o Otamendi resolveu despachar logo o assunto de dar pelo menos uma enorme casa por jogo, e ao fim de um minuto já tinha feito um mau atraso para o Trubin, valendo depois o António Silva para evitar o pior. Mas depois o Benfica pegou naturalmente no jogo, perante um Estrela extremamente faltoso que logo nos primeiros minutos ficou a perceber a permissividade da arbitragem para jogar assim mesmo - uma placagem sobre o Sudakov valeu um daqueles avisos altamente pedagógicos por parte do árbitro, que surtiu enorme efeito, já que apenas fizeram 24 faltas durante o jogo. Imagino quantas teriam sido sem esse aviso inicial. O Benfica criou uma grande ocasião de golo ainda na fase inicial, pelo Aursnes, que a passe do Sidny acabou por não conseguir acertar na baliza já na pequena área, tendo como atenuante a saída rápida do guarda-redes para fazer a mancha, mas depois disso voltou a revelar dificuldades em converter o claro ascendente no jogo em ocasiões de perigo junto da baliza adversária. Um livre directo marcado pelo Sidny foi das poucas excepções à monotonia. Sudakov extremamente complicativo, tal como o Prestianni, e na direita o jovem Banjaqui conseguia ser muito mais atrevido no apoio ao ataque do que  o Dahl do outro lado, já que o sueco foi demasiado contido no apoio ao ataque, aparecendo apenas já no período de compensação na área para fazer um remate que obrigou o guarda-redes a uma boa defesa. Muitas vezes vi o Benfica sem qualquer presença na área, já que o Pavlidis acabava por recuar muito para vir buscar jogo. Quando o nulo ao intervalo já começava a parecer uma realidade, um pontapé de canto marcado na direita pelo Sidny permitiu ao Pavlidis, bem no meio da área, com um bom cabeceamento fazer o primeiro golo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;3.jpg&quot; height=&quot;625&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/Bba04939b/22842132_hlLb5.jpeg&quot; style=&quot;width: 960px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;960&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Para a segunda parte veio o Barreiro no lugar do Barrenechea (com clara falta de ritmo tinha sido um dos piores na primeira parte, em que ainda por cima viu um amarelo) e o Benfica foi mais dinâmico, tendo rapidamente resolvido o jogo. No espaço de três minutos (55 e 58 minutos) o Benfica fez dois golos e acabou com quaisquer dúvidas. O primeiro golo foi do Pavlidis, de penálti, depois de um pisão claro sobre o Sidny. O grego converteu da forma a que nos habituou, com um tiro imparável ao ângulo, levando a bola ainda a tocar nos ferros da baliza. O segundo nasce num pontapé longo do Trubin, que um defesa do Estrela cabeceou de forma imperfeita permitindo que o Sidny se isolasse descaído sobre a esquerda, e perante o guarda-redes finalizasse com facilidade. A partir daqui o Benfica limitou-se a gerir o jogo com facilidade. Logo a seguir trocámos o complicativo Prestianni pelo Schjelderup, trocando o Sidny para a direita. Aos setenta e dois minutos, tempo para o regresso do Rafa ao relvado da Luz (saiu finalmente o Sudakov, que esteve demasiado tempo em campo) e também para a estreia esta época na Liga do Diogo Prioste, que só peca por tardia. Não foi a estreia absoluta, porque a época passada já tinha feito uns minutos, mas desta vez teve mais alguns minutos de jogo. Na minha opinião, aquilo que o vejo fazer na equipa B justifica perfeitamente que tenha algumas oportunidades na equipa principal em situações destas, porque não o acho inferior a outros jogadores pelos quais pagamos milhões. Finalmente, a sete minutos do final foi dada a oportunidade a outro júnior de 17 anos, recentemente campeão do mundo nesse escalão, para se estrear. O Anísio Cabral entrou e um minuto depois, julgo que no primeiro toque que deu na bola, marcou e proporcionou um dos momentos altos da noite. O cruzamento veio do Banjaqui na direita, ainda desviou ligeiramente num defesa, mas o Anísio antecipou-se ao marcador directo e colocou bem a bola de cabeça fora do alcance do guarda-redes. Foi um final em beleza para o jogo, que até acabou precocemente. Num jogo com tantas interrupções provocadas pelas inúmeras faltas do Estrela, o árbitro repetiu aquilo que começa a tornar-se um péssimo hábito, que é quando o Benfica está a ganhar confortavelmente um jogo não se cumprirem as instruções e não dar o devido tempo de compensação. Nem um minuto foi dado. Não fosse, sei lá, o Benfica aproveitar para marcar mais algum golo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;2.jpg&quot; height=&quot;631&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/B7e068d4a/22842133_dRlS1.jpeg&quot; style=&quot;width: 960px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;960&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;O homem do jogo foi o Sidny. Marcou o canto para o primeiro golo, sofreu o penálti para o segundo e marcou o terceiro. Seria difícil ser mais influente. Não me parece que seja tecnicamente impressionante, mas é um jogador bastante vertical, que joga indiferentemente com os dois pés, e parece ser uma opção válida para as bolas paradas. O Pavlidis não fez um jogo exuberante mas marcou dois golos, o que é sempre importante. Principalmente porque, depois de ficar três jogos sem marcar, já andava por aí muita gente na comunicação social a tentar desancá-lo. É destacadamente o melhor marcador da equipa, desde o Eusébio que um jogador do Benfica não fazia tantos golos num ano civil, é o melhor marcador da Liga, mas arranja-se sempre uma desculpa para bater num jogador do Benfica. Gostei muito do jogo do Banjaqui, que apenas dá força à teoria de que quando falta algum titular se calhar a melhor opção seria dar uma oportunidade a um jovem, em vez de andar a adaptar jogadores. Em relação ao Rafa, escrevo-o já aqui claramente: sempre gostei dele, é um dos jogadores mais marcantes do Benfica neste século e, acima de tudo, acrescenta qualidade ao plantel. Não tenho absolutamente problemas nenhuns com o seu regresso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Com cada vez menos para jogar esta época, no fundo é mais ou menos isto que eu espero que façamos e que ainda me pode despertar interesse nos jogos do Benfica. Dar oportunidades aos jogadores da formação, e ir preparando e construindo a equipa para o futuro. O jogo de ontem teria sido apenas mais uma vitória normal e esperada do Benfica, que de uma forma ou de outra teria grande probabilidade de acontecer. O que acabou por fazê-lo um pouco mais especial foi mesmo a participação destes &apos;reforços&apos; que temos em casa. Não vamos fazer deles já uns prodígios, mas seria bom que conseguíssemos pelo menos fazer um hábito olhar para estes jogadores como opções válidas em vez de ir a correr gastar dinheiro noutros, às vezes até com a mesma idade, mas que jogam lá fora.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Thu, 22 Jan 2026 12:25:00 GMT</pubDate>
  <title>Pedra</title>
  <author>D&amp;#39;Arcy</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Sobrevivemos por duas vezes, mas à terceira caímos. A derrota frente à Juventus coloca praticamente uma pedra sobre o assunto do apuramento para a próxima fase da Champions.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;1.jpg&quot; height=&quot;709&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/B87066aa3/22841547_512TY.jpeg&quot; style=&quot;width: 960px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;960&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Entrámos em campo com exactamente o mesmo onze de Vila do Conde. Fizemos uma boa primeira parte, com  uma boa dinâmica e na qual até achei que fomos ligeiramente superiores à Juventus, mas não conseguimos materializar isso em golos. Depois na segunda parte ainda entrámos bem, mas começámos a revelar demasiadas fragilidades na defesa. Já depois do Trubin ter evitado um golo quase certo, acabámos mesmo por sofrer um golo relativamente cedo que imediatamente desequilibrou fortemente o jogo a favor da Juventus. Uma jogada na qual revelámos demasiada permissividade pelo meio, com o Tomás Araújo a ficar particularmente mal na fotografia. E como uma vez não era suficiente, voltámos a sofrer novo golo pouco depois, e uma vez mais numa jogada pelo meio em que a equipa me pareceu uma vez mais demasiado macia na abordagem ao lance. Obviamente que o jogo ficou praticamente resolvido ali, apesar de uma reacção do Benfica que incluiu uma bola no poste, enviada pelo Aursnes na sequência de um pontapé de canto (também levámos com uma, desviada pelo Trubin para evitar um autogolo do Dedic). Para compor uma noite péssima, a dez minutos do final beneficiámos de um penálti que poderia ainda lançar alguma incerteza no resultado, mas o habitualmente infalível Pavlidis escorregou na altura do remate e atirou a bola para a bancada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Conforme se temia, damos por nós em Janeiro com pouco mais para fazer senão jogar para o calendário - podemos sempre levar com a argumentação do costume de que &apos;ainda há muito por que lutar, e temos que chegar ao segundo lugar&apos; mas isto é manifestamente insuficiente para o Benfica. Quando muito, se formos espertos, começa-se é já a trabalhar para a próxima época, em vez de chegarmos ao Verão e aí começarmos uma nova revolução. Não foi ontem que estragámos a nossa campanha na Champions, foi na inacreditável derrota em casa com o Qarabag e na muito injusta derrota, também em casa, com o Leverkusen. Ainda fomos conseguindo adiar o inevitável, mas depois daqueles dois resultados acabámos mesmo por não conseguir mais contrariar as probabilidades.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>benfica</category>
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  <pubDate>Sun, 18 Jan 2026 13:45:00 GMT</pubDate>
  <title>Vendaval</title>
  <author>D&amp;#39;Arcy</author>
  <link>https://tertuliabenfiquista.blogs.sapo.pt/vendaval-1568129</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Depois de duas derrotas seguidas, o Benfica deslocou-se a Vila do Conde debaixo de pressão adicional, com muita gente a afiar ainda mais as facas por não estar satisfeita com o festim de maledicência que foi a última semana. Os jogos naquele estádio costumam ter bastante vento, mas o vendaval que se sentiu desta vez foi vermelho e o Benfica tornou a sua tarefa fácil, regressando com os obrigatórios três pontos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;10&quot; src=&quot;https://media.slbenfica.pt/-/media/benficadp/images/departamento-de-comunicacao/2025/galerias-de-fotos/janeiro-2026/17/rio-ave-benfica/12.jpg?v=639042915940000000&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Foi um Benfica diferente que entrou em campo, com Schjelderup, Sudakov e Otamendi de regresso ao onze. Escrevendo meramente como adepto e sem apreciações técnico-tácticas de que sei pouco: é assim que eu prefiro ver o Benfica jogar. Com dois alas bem definidos. Com os jogadores nas suas posições naturais - Aursnes e Barreiro como médios centro, Sudakov no meio nas costas do avançado. E vou mais longe e digo que, pessoalmente, bastante satisfeito por não ver Ríos e Barrenechea no onze, que continuam a não me convencer completamente e a parecer corpos estranhos na equipa, com influência na dinâmica da mesma. Em termos práticos, o que vimos na primeira parte foi um Benfica como poucas vezes vimos esta época, tendo sido uma das exibições mais conseguidas que vi em vários meses. Domínio total, pressão a ser exercida de forma eficaz no campo inteiro, muita dinâmica nas alas, com participação activa dos dois laterais e, o mais importante, várias ocasiões de golo criadas. Quando chegámos ao golo ainda relativamente cedo - a fechar o primeiro quarto de hora - já poderíamos estar facilmente a ganhar por dois ou três golos, com ocasiões flagrantes desperdiçadas pelo Pavlidis, Schjelderup e Dedic. O golo foi da autoria do Barreiro, num óptimo cabeceamento ao segundo poste depois de um cruzamento de grande qualidade do Sudakov. O domínio continuou, o VAR reverteu-nos um penálti que teria sido facilmente marcado a favor de outra equipa, mas logo a seguir, em nova investida do Dedic, um defesa do Rio Ave fez um corte disparatado na direcção da própria baliza assim chegámos a um mais do que merecido segundo golo. Os dois golos de vantagem ao intervalo eram claramente curtos para tanto domínio do Benfica.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;6&quot; src=&quot;https://media.slbenfica.pt/-/media/benficadp/images/departamento-de-comunicacao/2025/galerias-de-fotos/janeiro-2026/17/rio-ave-benfica/7.jpg?v=639042915930000000&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Na segunda parte entrámos ainda com uma dinâmica semelhante nos primeiros minutos e voltámos a estar várias vezes perto da baliza do Rio Ave, mas depois acabámos por baixar mais as linhas e abrandar a pressão, o que acabou por permitir ao Rio Ave respirar e ter um pouco mais de bola, mas sem alguma vez deixarmos de ter o jogo completamente controlado. Seria aliás difícil manter o ritmo da primeira parte durante noventa minutos, e tendo nós a meio da semana um jogo decisivo para a Champions seria também pouco recomendável quando o jogo estava nas nossas mãos. O Rio Ave nunca conseguiu criar perigo e não teve um único remate válido enquadrado com a nossa baliza na segunda parte - escrevo &apos;válido&apos;, porque ainda conseguiram introduzir a bola na nossa baliza no único remate que acertaram, mas o lance foi invalidado por fora-de-jogo do avançado do Rio Ave. O abrandamento da nossa pressão também pode ter estar relacionado com o que me pareceu algum cansaço dos jogadores da frente, mas o Mourinho manteve-se fiel aos seus hábitos e fez poucas substituições (apenas três) e as duas últimas já tardiamente - o Schjelderup saiu mais cedo, mas o amarelo que entretanto tinha visto por reclamar uma falta não assinalada depois de levar um chuto no pé deve ter tido peso nisso. O Pavlidis, por exemplo, pareceu acabar o jogo muito cansado, e o Prestianni e o Sudakov já me pareciam esgotados bem antes de terem sido finalmente substituídos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;4&quot; src=&quot;https://media.slbenfica.pt/-/media/benficadp/images/departamento-de-comunicacao/2025/galerias-de-fotos/janeiro-2026/17/rio-ave-benfica/5.jpg?v=639042915930000000&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Difícil escolher um jogador para melhor em campo. Gostei muito dos três médios. O Sudakov foi aquilo que acho que quase toda a gente esperava (e ainda espera) que fosse quando o contratámos: um organizador de jogo, por quem a bola acaba por passar quase sempre no ataque. A dupla Aursnes/Barreiro foi infinitamente mais dinâmica do que qualquer coisa que tenhamos visto o Barrenechea e o Ríos fazer, e muito responsável pela pressão alta eficaz que o Benfica conseguiu exercer - vimos várias vezes o Rio Ave ficar largos minutos sem sequer conseguir passar do meio campo porque recuperávamos imediatamente a bola. Os dois laterais estiveram muito em jogo, beneficiando certamente da presença dos alas à sua frente, com o Dedic a vir muitas vezes para terrenos interiores, enquanto que o Dahl optou mais por dar profundidade pela esquerda. O Dahl aliás fez uma óptima exibição, impondo-se completamente ao nosso proposto reforço André Luiz - sinceramente, e não querendo rebaixar o jogador, eu espero que este jogo pelo menos convença os nossos responsáveis que aquilo que o Rio Ave está (supostamente) a pedir por este jogador é manifestamente exagerado, para não dizer um perfeito disparate.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Já não quero falar em respostas porque estou farto disso. Foi simplesmente um jogo muito positivo da nossa equipa, numa altura em que isso era muito necessário. Quero ver-nos mais vezes e mais tempo a jogar como na primeira parte, em que ao fim de poucos minutos já não há qualquer dúvida de quem manda no jogo e está em campo para ganhar. Repetindo-me, gostava que jogássemos mais vezes sem jogadores em posições adaptadas e com dois alas, porque não só acho que temos mais possibilidades de ganhar assim, como o nosso futebol é muito mais interessante e divertido para mim. Agora segue-se a terceira final seguida para nós na Champions. Já sobrevivemos a duas, veremos se conseguimos continuar a manter a chama viva para a última jornada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>benfica</category>
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  <pubDate>Thu, 15 Jan 2026 09:03:00 GMT</pubDate>
  <title>Repartido</title>
  <author>D&amp;#39;Arcy</author>
  <link>https://tertuliabenfiquista.blogs.sapo.pt/repartido-1567546</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;No espaço de uma semana, perdemos duas competições. No Porto, o jogo foi repartido mas acabou em decepção para nós, decidido por uma falha numa bola parada e um desperdício inacreditável da nossa parte.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;1.jpg&quot; height=&quot;665&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/B321813bb/22840444_8EKtf.jpeg&quot; style=&quot;width: 960px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;960&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;O António Silva recuperou e jogou, e as maiores surpresas no onze foram o Prestianni e o Sidny nas alas, tendo o Aursnes regressado ao meio e o Sudakov ficado no banco. Achei que até entrámos bem e o Prestianni fez aquilo que já o vi fazer demasiadas vezes: em boa posição na área, atirou para a bancada porque tem o defeito técnico de se inclinar constantemente para trás na altura do remate. Só que o Porto chegou ao golo ainda cedo, numa sequência de três pontapés de canto seguidos em que de alguma forma o Barreiro acabou a marcar o central adversário. O Porto ficou motivado com o golo e melhorou no jogo. Pouco antes do intervalo tivemos uma alteração forçada, trocando o Ríos pelo Sudakov, o que significou o recuo do Barreiro para uma posição que lhe é mais familiar. Mas mesmo mais recuado, foi dele a melhor ocasião de golo já em período de compensação, tendo obrigado o guarda-redes do Porto a uma boa defesa com o pé. Depois na segunda parte vimos o Benfica ter quase sempre mais bola e a iniciativa do jogo, mas sem grande surpresa porque é assim que o Porto se sente confortável, a jogar na transição. Se contra equipas mais fracas raramente conseguimos encostá-las às cordas e sufocá-las, também não estava propriamente à espera que conseguíssemos aproveitar a posse de bola para o fazer neste jogo. O jogo acabou por ficar marcado para nós pelo incrível falhanço do Pavlidis ao minuto noventa, quando após um cruzamento na esquerda do entretanto entrado Schjelderup, ele surgiu completamente à vontade ao segundo poste e a um ou dois metros da linha de golo não conseguiu desviar a bola para a baliza, tendo esta de alguma forma passado por debaixo do pé dele.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Não acredito em vitórias morais, e o facto de termos feito um jogo decente em que não fomos inferiores em nada ao adversário excepto no resultado não me serve de consolo. Chegar ao final de um jogo a dizer que merecíamos mais só aumenta a minha desilusão. O que fica é que foi mais uma competição perdida numa época que cada vez mais parece alinhar-se para passarmos quatro meses a jogar quase só para o calendário. As movimentações que estamos a fazer no mercado ou aquelas que supostamente estão em perspectiva pouco me agradam e nada me motivam, mas suponho que tenhamos logicamente que satisfazer os pedidos do treinador para formar um plantel do seu agrado. Agora, se estamos a fazer mais uma vez isto para depois no final da época trocarmos de treinador e recomeçar o processo do zero com o que se seguir, então é mesmo navegação à vista.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>benfica</category>
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  <pubDate>Thu, 08 Jan 2026 03:09:00 GMT</pubDate>
  <title>Amadores</title>
  <author>D&amp;#39;Arcy</author>
  <link>https://tertuliabenfiquista.blogs.sapo.pt/amadores-1567061</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;A primeira derrota interna da época ditou uma eliminação justa da Taça da Liga. Uma equipa que defende ao nível de amadores não pode esperar outro resultado que não este.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;2.jpg&quot; height=&quot;689&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/B81181f86/22838303_cjgcQ.jpeg&quot; style=&quot;width: 960px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;960&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Tinha escrito que se queríamos ganhar efectivamente ao Braga desta vez, convinha não darmos uma parte de avanço como da última vez. Pois não só o voltámos a fazer, como conseguimos fazer uma primeira parte ainda pior. Voltámos a cometer erros infantis, individuais e colectivos, e a sair para intervalo em desvantagem, obrigando-nos mais uma vez a ter que vir para a segunda parte para correr atrás do resultado. O onze escolhido já não tem surpresas para ninguém, é este o onze base (jogou o Manu em vez do Barrenechea porque o argentino está lesionado, mas de resto vai ser assim que vamos jogar quase sempre). Entrámos com uma enorme oportunidade para marcar, mas o Pavlidis na pequena área desviou o cruzamento para a figura do guarda-redes. O Braga atacava pouco e na transição, mas de cada vez que subia aproveitava os buracos que dávamos a defender e causava perigo. Por isso foi sem surpresa quando o Otamendi (que até aí já tinha mostrado estar num daqueles dias épicos) e o Tomás Araújo combinaram para dar todo o espaço para que o Braga, com apenas dois jogadores, chegasse ao primeiro golo. O Otamendi na esquerda deu tempo e espaço para que o passe fosse feito para o interior da área, e o Tomás Araújo, apesar de ter apenas um adversário para marcar, também lhe deu todo o espaço para receber, tendo-se posicionado de forma em que não estava a marcar o adversário nem estava em posição para interceptar o passe (tenho no entanto a certeza de que se tivesse sido o António Silva a dar uma casa destas já os adeptos o estariam a rifar). O segundo golo do Braga foi ainda mais patético do nosso ponto de vista. Mérito óbvio para a grande arrancada do Zalazar, mas um jogador adversário não pode fazer mais de meio campo a correr com a bola sem que ninguém o pare. O desgraçado do Sudakov parecia estar a arrastar-se atrás dele, incapaz sequer de o travar em falta, e o Otamendi, ainda e sempre em linha com a exibição desde o primeiro minuto, faz-se ao lance de forma completamente displicente e é facilmente ultrapassado. Ao intervalo trocou-se o Manu pelo Prestianni e o nosso jogo lá animou um pouco, bastante por culpa dele (apesar de diversas perdas de bola, mas tendo em conta que ele era o único jogador que pegava na bola e partia para cima dos adversários, é natural). Conseguimos reduzir num penálti assinalado sobre o Pavlidis e convertido pelo próprio, e nos minutos que se seguiram estivemos em cima do Braga e o empate pareceu possível. Mas a nossa defesa voltou a comprometer, e o Tomás Araújo desviou um livre lateral para a própria baliza que o Trubin defendeu à primeira, mas nada podia fazer para parar a recarga. Para fechar uma noite em beleza, o Otamendi levou uma trancada, a falta não foi assinalada e ele resolveu protestar como se não tivesse já amarelo e foi expulso, ficando de fora do próximo jogo no Dragão.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;1.jpg&quot; height=&quot;706&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/B3218090e/22838304_hvynn.jpeg&quot; style=&quot;width: 960px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;960&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Não sei se alguém merece algum destaque. O Prestianni conseguiu mexer com o jogo, é o melhor que arranjo. Os nossos dois centrais foram absolutamente pavorosos, o Dahl é lamentável de ver como titular indiscutível, sobretudo depois de anos a ver o Grimaldo e depois o Carreras, o Ríos parecia que estava a jogar futebol pela primeira vez e o Barreiro é aquilo, não dá mais. Entrega-se ao jogo, mas entregar-lhe aquelas funções continua a não fazer grande sentido para mim. O Sudakov ali é quase jogar com menos um; não é carne nem peixe, não é ala nem organizador de jogo, o que aliado ao Dahl resulta numa ala esquerda pavorosa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Perdemos e perdemos bem, não sei quais serão as consequências desta primeira derrota interna. Desconfio que nenhumas e que a equipa titular pouco ou nada mudará porque as opções não abundam. Em concreto, o que vemos é que a nossa época arrisca-se a acabar ainda este mês.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>benfica</category>
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  <guid isPermaLink='true'>https://tertuliabenfiquista.blogs.sapo.pt/segura-1566715</guid>
  <pubDate>Sun, 04 Jan 2026 18:20:00 GMT</pubDate>
  <title>Segura</title>
  <author>D&amp;#39;Arcy</author>
  <link>https://tertuliabenfiquista.blogs.sapo.pt/segura-1566715</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Não foi um jogo fácil mas conseguimos uma vitória segura frente a uma boa equipa do Estoril, que veio à Luz para jogar futebol.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;1.jpg&quot; height=&quot;683&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/B9d181ecd/22837313_DRaJk.jpeg&quot; style=&quot;width: 960px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;960&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Duas alterações no onze, que eram para ser três. Prestianni e Manu de início nos lugares do Barrenechea e do Aursnes, e o António Silva também devia ter sido titular, mas lesionou-se no aquecimento e por isso o Tomás Araújo manteve o seu lugar no onze. Voltámos a entrar meio adormecidos no jogo. O Estoril é uma equipa que pratica um bom futebol, com um treinador com quem eu simpatizo e que talvez por ser estrangeiro não partilha da mentalidade reinante da nossa liga, preferindo tentar jogar futebol em vez de montar esquemas ultra-defensivos. O Estoril costuma alinhar num esquema de três defesas que se desdobra num 3-4-3 quando tem bola, e não mudou nada para este jogo. Entraram a todo o gás e no primeiros minutos o Trubin teve que estar atento para lhes negar um golo madrugador. Uma tendência que revelaram de início e que acabou por se manter em todo o jogo foi insistirem muito sobre o lado esquerdo da nossa defesa, onde o Guitane causava sempre preocupação e fazia a cabeça em água ao Dahl. Acho aliás que o nosso lado esquerdo é um ponto que os nossos adversários revelam cada vez mais tendência para explorar - já contra o Braga vimos o mesmo acontecer. O Dahl, apesar da confiança total que o Mourinho parece ter nele, não é muito forte a defender, e à frente dele o Sudakov não é grande ajuda. Só ao fim do primeiro quarto de hora me pareceu que o Benfica assumiu verdadeiramente mas revelamos sempre alguma lentidão nos processos ofensivos, com o Sudakov sempre a afunilar o jogo para o meio (nem é uma questão dele vir sempre para o meio com a bola, é que mesmo quando ele tem o lateral a subir solto nas costas dele, ignora-o sempre e nunca lhe passa a bola, preferindo fazer o passe para dentro) e era o Prestianni quem ia dando alguns safanões no jogo. O Dedic, do mesmo lado, conseguiu quase sempre arranjar espaço para subir, mas sempre que chegava perto da área parecia não saber como dar continuidade às jogadas. O primeiro golo apareceu aos trinta e quatro minutos, num penálti que o VAR acabou por alertar o árbitro para assinalar, por braço na bola. O Pavlidis, como de costume, marcou sem problemas. O melhor momento do jogo foi já no primeiro minuto de compensação, quando o Pavlidis aproveitou um passe do Barreiro para as costas da defesa do Estoril, evitou bem a tentativa do defesa o carregar, e sobre a esquerda, logo no primeiro toque na bola, fez um chapéu perfeito e cheio de classe ao guarda-redes. Seria a maneira perfeita de sair para o intervalo, com a vitória na mão e a motivação em alta depois de um golo de tanta qualidade. Mas o Estoril ainda foi a tempo de reduzir a diferença, num bom golo de equipa. A jogada veio mais uma vez da esquerda, onde o Dahl e o Sudakov juntos foram incapazes de travar o Guitane, e depois o passe saiu rasteiro para a entrada da área, com uma simulação de um jogador do Estoril pelo meio a permitir que a bola chegasse ao João Carvalho, que solto rematou de primeira completamente fora do alcance do Trubin.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;2.jpg&quot; height=&quot;694&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/B4a181565/22837314_WiGEC.jpeg&quot; style=&quot;width: 960px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;960&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Na segunda parte assistimos a um jogo mais amarrado. Jogou-se pouco, já que houve muitas faltas e interrupções - com um árbitro que na minha opinião, mostrou uma clara falta de qualidade para tomar conta do jogo, com critérios disciplinares incompreensíveis, e muitas perdas de bola de parte a parte. O aspecto mais positivo disto foi mesmo que o Estoril raramente conseguiu levar perigo à nossa baliza e o Benfica pareceu estar quase sempre confortável no jogo. Mas voltamos sempre a lembrar-nos das várias vezes esta época em que, por chegarmos aos instantes finais dos jogos com uma vantagem mínima, acabámos por sofrer o golo do empate no período de compensação, por isso era natural um certo desconforto por parte do público com este resultado. O Mourinho manteve-se fiel à sua tendência para mexer na equipa já em fase tardia dos jogos, e apenas aos setenta e sete minutos fez duas alterações, entrando o Aursnes e o Sidny para os lugares do Prestianni e do Sudakov - na mesma altura o Estoril fez entrar o Pizzi, e o público da Luz aproveitou para aplaudir um jogador que foi determinante na história recente do Benfica. O estreante Sidny não demorou muito a mostrar a vantagem de termos alguma profundidade pelo lado esquerdo. Depois de receber a bola, em vez de vir para o meio progrediu em direcção à linha de fundo, e perto da área fez um cruzamento rasteiro para a zona do segundo poste. Um defesa do Estoril ainda tentou o corte mas apenas conseguiu desviar ligeiramente a bola que foi encontrar o Pavlidis junto ao poste para empurrar facilmente para o golo, conseguindo mais um hat trick pelo Benfica. O Sidny veio mesmo trazer alguma animação ao nosso ataque para os minutos finais de um jogo que pouco mais teve para contar, com o Pavlidis a ser substituído perto do final para o mais do que merecido aplauso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;3.jpg&quot; height=&quot;638&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/B18186693/22837315_ztJSN.jpeg&quot; style=&quot;width: 960px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;960&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Nem havia dúvidas que o Pavlidis seria o destaque. É neste momento o jogador mais decisivo do Benfica, e mesmo passando longos períodos quase a ser ignorado pelo resto da equipa, vem atrás para se envolver no jogo e consegue aproveitar as poucas ocasiões que tem para ir acumulando golos. O segundo golo que marcou foi classe absoluta, pela execução e pela rapidez na tomada de decisão - nem sequer deu um toque para controlar a bola, e quando esta lhe chegou aos pés já tinha decidido como finalizar a jogada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Com este resultado pelo menos voltámos a depender de nós para chegar ao segundo lugar (o primeiro, continuo a achar que é impossível). A seguir vem aquela taça que todos os anos a Liga se esforça para fazer ainda pior e menos interessante do que na época anterior, mas que é uma competição oficial e como tal quero e espero sempre ganhá-la. Depois de sairmos de Braga com o Mourinho a dizer que tínhamos ganho, espero que confirmem isso na quarta-feira, e para isso seria útil que desta vez não déssemos uma parte de avanço.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
  <comments>https://tertuliabenfiquista.blogs.sapo.pt/segura-1566715</comments>
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  <category>benfica</category>
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  <guid isPermaLink='true'>https://tertuliabenfiquista.blogs.sapo.pt/lamentavel-1566006</guid>
  <pubDate>Sun, 28 Dec 2025 22:31:00 GMT</pubDate>
  <title>Lamentável</title>
  <author>D&amp;#39;Arcy</author>
  <link>https://tertuliabenfiquista.blogs.sapo.pt/lamentavel-1566006</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Acho que se ainda havia alguém com dúvidas, o resultado desta noite deve ter acabado com elas: o título é uma miragem, porque na liga portuguesa não se conseguem recuperar 10 pontos numa volta. E a culpa disso foi mais uma parte dada de avanço, com uma exibição que só consigo classificar de lamentável, que depois uma segunda parte completamente transfigurada não conseguiu corrigir.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;2.jpg&quot; height=&quot;664&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/Bcd18e831/22835133_LzkFG.jpeg&quot; style=&quot;width: 960px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;960&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;O onze apresentado não teve qualquer surpresa. Assentámos nesta fórmula sem extremos de raíz, e com o Barreiro como apoio mais próximo do avançado, e parece-me que não irá variar muito mais até ao final da época. O Benfica até pareceu que ia entrar com vontade de assumir o jogo, mas foi um completo engano. Permitimos que o Braga tivesse quase sempre a iniciativa, defendendo com uma linha de cinco em que o Dedic se juntava aos centrais e o Aursnes fechava à direita, e com uma linha de quatro à frente dela, em que às vezes até um dos médios conseguia cair para o meio dos defesas. Mal existimos no ataque, e no entanto chegámos à vantagem por volta da meia hora de jogo, no primeiro remate que acertámos na baliza - obviamente, contra a corrente do jogo. Livre na direita e o Sudakov assistiu para o cabeceamento do Otamendi. Mas oito minutos depois, o Dahl compôs o esforço extraordinário que vinha a fazer desde o apito inicial para comprometer a equipa com um penálti perfeitamente escusado, por saltar de braços no ar e ter assim interceptado um cabeceamento com a mão. Conseguido o empate, o Braga depois chegou à vantagem já no período de compensação, com o Ríos a colaborar preciosamente com o Dahl. Depois do sueco ter sido facilmente ultrapassado na esquerda (uma constante ao longo de todo o jogo) o Ríos até conseguiu interceptar o cruzamento feito mas em vez de afastar a bola tentou controlar e sair a jogar, tendo caído e perdido a bola para depois assistirmos a uma demonstração de ineficácia da nossa defesa que incluiu ninguém conseguir meter o pé enquanto o jogador do Braga progredia pelo meio dos nossos jogadores, e uma típica e habitual entrada desnecessária de carrinho do Otamendi que não serviu para nada. Portanto, saída para intervalo atrás no marcador, resultado que espelhava a nossa má primeira parte e que se calhar até podia ser pior.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;1.jpg&quot; height=&quot;639&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/Bc9181e6c/22835134_zr84V.jpeg&quot; style=&quot;width: 960px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;960&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Segunda parte, sem quaisquer alterações, e um Benfica completamente transfigurado. A segunda parte foi praticamente toda nossa, tendo conseguido chegar relativamente cedo ao empate e construído ocasiões mais do que suficientes para vencer o jogo. O golo do empate surgiu logo aos oito minutos, quando (finalmente) o Benfica fez uma jogada de transição e o Pavlidis fez a bola chegar aos pés do Aursnes. Descaído sobre a direita e à entrada da área, o norueguês inventou um remate colocadíssimo que fez a bola entrar junto ao ângulo do lado oposto. Depois tivemos mais de quarenta minutos para chegar à vantagem. O guarda-redes do Braga negou-nos alguns golos, outros fomos nós que falhámos quando deveríamos ter finalizado melhor, e tivemos dois golos anulados. O primeiro, bem anulado por posição irregular do Pavlidis, que apareceu em frente ao guarda-redes e finalizou bem, o segundo, do Dahl, anulado por qualquer coisa que o árbitro viu e decidiu marcar *depois* da bola ter entrado, e confirmado pelo inevitável Tiago &apos;5 cêntimos&apos; Martins, que depois do excelente trabalho na última final da taça já deve finalmente ter feito o luto e foi-lhe permitido voltar a ser VAR num jogo nosso. O Braga ainda acabou reduzido a dez nos instantes finais, mas pouco ou nenhum partido tirámos disso. Voltámos a não fazer todas as substituições, e voltámos a insistir naquela coisa bizarra do Ivanovic encostado à ala esquerda. O que eu vi na prática foi que raramente conseguimos voltar a meter a bola na área, numa altura em que devíamos estar a pressionar para aproveitar a vantagem numérica.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;3.jpg&quot; height=&quot;708&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/B58183622/22835135_ZrA4B.jpeg&quot; style=&quot;width: 960px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;960&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Os jogadores do Benfica que mais me agradaram foram o Pavlidis e o Aursnes. O Sudakov continua a mostrar que tem qualidade, mas repito que gostaria de o ver jogar mais no meio, onde pode intervir mais no jogo. O Ríos, depois de alguns jogos em que mostrou mais qualidade e utilidade, fez um jogo muito fraco e ficou directamente ligado a um golo do Braga. O Dahl foi desastroso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Pode ser que face a este resultado evitemos entrar em gastos descontrolados em Janeiro para alimentar uma esperança no título que já era ténue. O plantel tem obviamente lacunas, especialmente aos olhos do treinador, já que repetidamente prefere nem fazer todas as substituições e manter os jogadores em que confia os noventa minutos em campo. Mas assim pode ser que as contratações sejam feitas numa perspectiva mais da próxima época em vez de estarmos a gastar descontroladamente à procura de resultados imediatos. O que continuo a ter muita dificuldade em compreender, porque isto já aconteceu demasiadas vezes esta época, é como é que o Benfica consegue apresentar duas faces completamente distintas durante um mesmo jogo. Hoje, a incompreensivelmente má primeira parte foi determinante. De certeza que quase todos nós chegámos ao final do jogo com uma sensação de alguma injustiça depois de assistirmos àquela segunda parte, mas os jogos têm noventa minutos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>benfica</category>
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  <pubDate>Tue, 23 Dec 2025 12:38:00 GMT</pubDate>
  <title>Controlado</title>
  <author>D&amp;#39;Arcy</author>
  <link>https://tertuliabenfiquista.blogs.sapo.pt/controlado-1565493</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Uma vitória justa contra um adversário bastante complicado, num jogo muito disputado que não foi particularmente fácil e não teve muitos momentos memoráveis.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;1.jpg&quot; height=&quot;630&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/Bcc18e57f/22833852_RlI12.jpeg&quot; style=&quot;width: 960px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;960&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A única novidade no onze foi a titularidade do Prestianni sobre a direita com o Aursnes a passar para o meio, desempenhando as funções que recentemente têm sido feitas pelo Barreiro. O Famalicão é uma das melhores equipas da nossa liga fora daquela que habitualmente ocupam os lugares de topo, e entrou no jogo para mostrar isso mesmo. Não foi uma boa entrada do Benfica no jogo, que nos primeiros dez minutos praticamente viu o Famalicão jogar e ter uma boa parte da posse de bola. Mas depois do Benfica dar o primeiro sinal de perigo num remate do Sudakov, acabou por conseguir pegar no jogo de, e a partir daí esteve sempre por cima e mais próximo do golo. Não foi, de todo, um jogo agradável de assistir. Foi intensamente disputado, mas foi difícil verem-se boas jogadas - ambas as equipas tentaram pressionar o adversário de forma agressiva, o que resultou em diversas perdas de bola de parte a parte, posses pouco prolongadas, muitas bolas divididas e muitas faltas, em especial da parte do Famalicão, a matar jogadas à nascença. O golo, que acabou por ser o único do jogo, surgiu aos trinta e quatro minutos de jogo, num penálti assinalado pelo VAR após um defesa do Famalicão ter acertado com o braço na cara do Otamendi. Acho que depois do que se passou nos Açores, agora até olhar de lado para um adversário dentro da área pode dar penálti, portanto não me admirarei que passemos a ver cada vez mais penáltis assinalados em lances de bolas divididas na área. O Pavlidis converteu com a eficácia do costume e o Benfica foi para o intervalo na frente. Na segunda parte o Benfica continuou por cima e desperdiçou algumas ocasiões para fazer o segundo golo (Aursnes, Prestianni, Dedic). À medida que o tempo avançava para o final, e ainda com apenas um golo de vantagem, provavelmente terá passado pela cabeça de todos os três empates em casa com golos sofridos nos instantes finais, e a equipa retraiu-se um pouco, permitindo ao Famalicão ter novamente mais bola. Mas não me recordo de nenhuma ocasião de perigo por parte do Famalicão, e acho que os nervos apenas estiveram na nossa cabeça porque o Benfica teve sempre o jogo relativamente bem controlado.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;2.jpg&quot; height=&quot;637&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/Bb4189e44/22833853_Wa0Oc.jpeg&quot; style=&quot;width: 960px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;960&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Tenho dificuldade em escolher um melhor em campo, talvez os dois laterais tenham sido dos que estiveram num nível mais alto. Mas foi um jogo que não proporcionou grandes oportunidades para brilhar, porque foi muito fechado.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Conquistámos os três pontos, o que tendo em conta o nosso péssimo registo em case esta época é por si só um motivo de satisfação. A exibição, essa, não foi coisa para grande satisfação, mas fomos a única equipa a merecer a vitória neste jogo. E defensivamente acho que estivemos bastante sólidos contra uma boa equipa, que ainda não tinha ficado em branco nos jogos fora esta época. Desde o empate com o Casa Pia, no início de Novembro, que temos sete vitórias e um empate nos oito jogos disputados. Falta agora a sempre complicada deslocação a Braga para fecharmos o ano em alta.&lt;/p&gt;</description>
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  <category>benfica</category>
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  <pubDate>Thu, 18 Dec 2025 13:38:00 GMT</pubDate>
  <title>Influência</title>
  <author>D&amp;#39;Arcy</author>
  <link>https://tertuliabenfiquista.blogs.sapo.pt/influencia-1565117</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Vitória fácil, normal e esperada em Faro, que garantiu a passagem aos quartos de final da Taça de Portugal.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;3.jpg&quot; height=&quot;668&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/B3318d9a0/22832316_Fg7J6.jpeg&quot; style=&quot;width: 960px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;960&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Muitas alterações no onze habitual (seis no total) que começaram na baliza, merecendo destaque a titularidade do Manu após vários meses de ausência. Apresentámos também um ataque completamente renovado, com Prestianni, Schjelderup e Ivanovic. O jogo não teve grande história: o Farense até pareceu entrar com bastante vontade, mas o Benfica marcou logo aos onze minutos, pelo Ríos com um remate rasteiro de primeira após um livre na direita do ataque, e ficou com o jogo na mão. O jogo foi em geral feio - relvado a parecer pesado, muitos passes errados, perdas de bola desnecessárias, muitas bolas divididas e várias interrupções devido a faltas, porque o Farense nunca teve grandes problemas em fazer faltas, e muitas delas com dureza desnecessária. O Sudakov acabou por ser vítima disso mesmo e teve que ser substituído pelo Aursnes ainda durante a primeira parte. Mas a sensação para quem viu o jogo foi que, mesmo com apenas um golo de diferença no resultado, o Benfica foi sempre superior e teve sempre o jogo completamente controlado, tendo ficado a dever-se a si próprio ir para o intervalo com um resultado mais confortável. A melhor ocasião para isso foi um penálti assinalado por falta sobre o Schjelderup, que o Otamendi foi estranhamente chamado a marcar (achei estranho sobretudo, porque tínhamos em campo jogadores que eram marcadores habituais de penáltis nas suas anteriores equipas, como o Schjelderup, o Sudakov ou o Ivanovic, eo Otamendi não é um especialista). O Otamendi acabou por fazer exactamente o mesmo que tinha feito na eliminatória contra o Atlético, e com um remate demasiado denunciado permitiu a defesa ao guarda-redes. Mesmo antes do intervalo o Ivanovic ainda fez um golo, mas foi bem anulado por posição irregular do mesmo.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;2.jpg&quot; height=&quot;679&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/Bda1875ad/22832317_QvLVU.jpeg&quot; style=&quot;width: 960px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;960&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Logo nos instantes a seguir ao regresso do intervalo, do qual o Samuel Soares já não regressou por aparentes problemas físicos, mais um episódio daqueles que parecem acontecer sobretudo ao Benfica cá por dentro. O Ivanovic aproveita um mau passe de um defesa para seguir para a baliza, e quando se ia isolar foi claramente derrubado, em posição frontal e sobre a linha da área. O árbitro assinalou a falta e resolveu dar amarelo. O VAR chamou-o para rever o lance porque era lance para vermelho, mas o árbitro não aceitou a recomendação e manteve a decisão inicial. O VAR nos jogos do Benfica a maioria das vezes parece não existir, e quando intervém a nosso favor, a nova tendência agora pelos vistos é ignorá-lo quando possível. Mas o Benfica voltou a marcar, e novamente aos onze minutos. Bom trabalho do Ivanovic, a receber a bola ligeiramente descaído sobre a direita e a abrir para a entrada do Dahl na esquerda. O sueco rematou forte e cruzado, e o Ivanovic foi o mais rápido a surgir junto à linha de golo para fazer a recarga da bola que o guarda-redes apenas tinha conseguido desviar. Com o jogo completamente controlado e resolvido, perto do final houve mais uma estreia de um campeão do mundo de sub-17, desta vez o lateral direito Banjaqui (que foi jogar como médio desse lado). No último minuto da compensação o Farense ainda conseguiu reduzir, mas o golo foi anulado por empurrão nas costas do António Silva.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;1.jpg&quot; height=&quot;691&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/B8a18896f/22832318_UpfAc.jpeg&quot; style=&quot;width: 960px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;960&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Sem grandes brilhos, ainda assim acho que o Ríos foi o jogador em maior destaque. Marcou um bom golo e parece aparecer em todo o lado, a atacar, a defender, sobre as alas. Ao contrário da fase inicial da época, parece agora estar a atravessar uma fase de enorme confiança. O Ivanovic voltou a trabalhar muito e foi recompensado com um golo. Vai-se tornado numa opção válida no plantel, mas tecnicamente está muito distante do Pavlidis.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Foi o terceiro jogo que fizemos esta época na taça, e o terceiro fora de casa. Seguir-se-á mais um, frente a Porto ou Famalicão, mais uma vez fora de casa - é uma sina que nos persegue. Parece-me que estamos na melhor fase sob o comando do Mourinho, em que a equipa recuperou confiança e já joga mais como equipa, em vez de parecer um conjunto de jogadores meio perdidos no campo. Tivemos uma boa semana, onde em três jogos conseguimos três vitórias, com oito golos marcados e zero sofridos. Acho que muitos torceram o nariz e ficaram desconfiados com o regresso do Mourinho (eu incluído) mas parece-me que nesta fase já começa a ser notória a influência positiva dele, dentro e fora do campo (contratar Mourinho é praticamente o mesmo que contratar um departamento de comunicação novo para o futebol, e a forma como o Benfica era constantemente destratado nas conferências de imprensa parece ter os dias contados). Se calhar ele era precisamente o tipo de treinador que o Benfica, na fase que atravessa, estaria a precisar.&lt;/p&gt;</description>
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  <category>benfica</category>
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  <pubDate>Tue, 16 Dec 2025 13:24:00 GMT</pubDate>
  <title>Momento</title>
  <author>D&amp;#39;Arcy</author>
  <link>https://tertuliabenfiquista.blogs.sapo.pt/momento-1564435</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Previa-se uma deslocação complicada a Moreira de Cónegos, mas o Benfica deu sequência à exibição altamente competente da Champions e conseguiu conquistar os três pontos sem grandes problemas, construindo um resultado bastante dilatado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;1.jpg&quot; height=&quot;640&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/B961894db/22831633_7TYKQ.jpeg&quot; style=&quot;width: 960px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;960&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Em relação ao jogo com o Napoli, apenas uma alteração e esperada: o regresso do Pavlidis à titularidade por troca com o Ivanovic. O jogo começou praticamente com mais um episódio de rotina nesta nossa liga, para não nos esquecermos daquilo com que é preciso lidar: logo ao terceiro minuto de jogo, o Pavlidis foi derrubado na área para penálti, o árbitro mandou seguir e o VAR ficou mudo. Foi um bom mote para o resto da noite, que incluiu foras-de-jogo erradamente assinalados pelo auxiliar só para que o Benfica não beneficiasse de um pontapé de canto, ou uma falta inventada ao Ríos quando ele já ia na direcção da baliza depois de recuperar a bola. Foi uma fase inicial de jogo complicada, com o jogo dividido e o Moreirense bastante agressivo, com quase uma dúzia de faltas na primeira meia hora para travar as iniciativas do Benfica, que incluíram uma cacetada no Barreiro num lance muito semelhante ao que tinha valido a expulsão ao Prestianni na última jornada - aqui, obviamente, deu amarelo. A cacetada acabou por eventualmente arrumar com o Barreiro, apesar de ainda se ter aguentado em campo até ao intervalo. Confesso que durante bastante tempo na primeira parte pensei que iria ser bastante complicado conseguirmos desatar o nó deste jogo, porque não estávamos a conseguir criar grandes ocasiões de perigo e o Moreirense estava a conseguir travar o nosso jogo. Tudo se começou a resolver aos trinta e seis minutos, quando após uma tabela com o Tomás Araújo na direita o Aursnes fez um grande cruzamento para a área, e o cabeceamento do Pavlidis foi ainda melhor, fazendo a bola entrar bem junto ao poste. O Benfica nessa fase já estava por cima no jogo e o golo surgiu na altura certa. E não permitimos qualquer reacção ao adversário, já que continuámos a ter o jogo bastante controlado - uma saudável mudança, que temos visto nos últimos jogos, ao irritante hábito de marcar e imediatamente encostar atrás e convidar o adversário a atacar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;2.jpg&quot; height=&quot;640&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/B6b18384b/22831635_tJJ3e.jpeg&quot; style=&quot;width: 960px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;960&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Ao intervalo o Barreiro ficou no balneário e regressou o Rodrigo Rego no lugar dele. Foi-se colocar sobre a direita, passando o Aursnes a ocupar as funções do Barreiro. A segunda parte acabou por ser bastante tranquila, e não consigo mesmo recordar-me de uma ocasião de maior perigo criada pelo Moreirense. O Benfica foi uma equipa sempre muito bem organizada e que soube fechar os caminhos para a sua área logo à saída da área adversária, com uma pressão muito bem executada. Como o Moreirense se quis manter fiel aos seus princípios de sair a jogar, acabou por pagar caro por isso. Aos cinquenta e sete minutos, uma bola recuperada no meio campo defensivo do Moreirense chegou aos pés do Pavlidis depois de um passe do Aursnes, e sobre a esquerda o grego veio mais para o meio e rematou cruzado, com a bola ainda a desviar ligeiramente num defesa, mas não o suficiente para impedir o segundo golo. O jogo ficou praticamente resolvido aí, e até final, com relativa tranquilidade, fomos dilatando o resultado. Marcámos dois golos no espaço de seis minutos, entre os minutos setenta e setenta e seis, e o que se antevia complicado acabou numa goleada. O terceiro golo foi o do &lt;em&gt;hat trick&lt;/em&gt; do Pavlidis, que depois de marcar de cabeça e de pé direito, aproveitou um mau passe de um defesa do Moreirense em mais uma tentativa de sair a jogar e rematou cruzado de pé esquerdo. O quarto foi um mais do que merecido golo para o Aursnes. Desta vez foi o guarda-redes do Moreirense quem errou o passe na saída de bola, permitindo a intercepção ao norueguês. Com o guarda-redes fora da baliza, ele optou por um chapéu de medidas perfeitas, que fez a bola ainda tocar na barra antes de entrar. Foi o golo mais bonito da noite. Até final, mais uns minutinhos para o Neto e o Manu.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;3.jpg&quot; height=&quot;640&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/B8a188001/22831636_R1bZD.jpeg&quot; style=&quot;width: 960px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;960&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Se o Pavlidis, pelos três golos, merece o maior destaque, o Aursnes não lhe ficou muito atrás. Marcou o melhor golo da noite e fez duas assistências, mostrando também que pode fazer exemplarmente o papel que tem andado a ser desempenhado pelo Barreiro. Gostei também do jogo do Dedic.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Foi muito positivo termos conseguido manter o bom momento que trazíamos do jogo da Champions. A equipa está a ganhar confiança a cada jogo e alguns processos já começam a sair de forma natural. Gostei muito que o Mourinho no final não tivesse deixado que se varresse o lance do penálti para baixo do tapete só porque o Benfica acabou por ganhar tranquilamente - um penálti logo aos três minutos pode ter grande influência num jogo, e este lance nem era assim tão difícil de ajuizar. E a referência ao prémio &lt;em&gt;fair play&lt;/em&gt; (um dos insultos recorrentes que nos fazem no final das épocas) foi perfeita. Mas presumo que para um jogo em que se apostavam algumas fichas numa escorregadela do Benfica, começar logo com um penálti a nosso favor fosse pouco conveniente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>benfica</category>
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  <guid isPermaLink='true'>https://tertuliabenfiquista.blogs.sapo.pt/vivos-1564037</guid>
  <pubDate>Thu, 11 Dec 2025 13:39:00 GMT</pubDate>
  <title>Vivos</title>
  <author>D&amp;#39;Arcy</author>
  <link>https://tertuliabenfiquista.blogs.sapo.pt/vivos-1564037</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;E continuamos vivos. No segundo jogo de tudo ou nada na Champions, o Benfica arrancou uma exibição sólida e venceu o campeão italiano de forma indiscutível, permitindo-nos a manutenção na corrida pelo apuramento para a próxima fase da competição.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;1.jpg&quot; height=&quot;632&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/B8f184b89/22829710_NplKA.jpeg&quot; style=&quot;width: 960px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;960&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Duas surpresas no onze, a maior delas a titularidade no Ivanovic no lugar do Pavlidis no ataque. A outra foi a escolha do Tomás Araújo em vez do António Silva no centro da defesa (só por curiosidade, estes dois jogadores que foram titulares são precisamente aqueles que depois da má exibição no jogo da Taça contra o Atlético, a comunicação social especulou terem sido aqueles que o Mourinho &apos;culpou&apos;). A titularidade do croata foi para termos um avançado mais móvel na frente, para permitir atacar o espaço que o Napoli dá atrás dado que, como é normal nas equipas do Conte, gosta de jogar com as linhas muito subidas. Quanto ao Tomás Araújo, imagino que a melhor qualidade de passe que tem em relação ao António Silva tenha pesado na escolha. Uma coisa que reparei cedo foi que o Aursnes raramente se encostava à direita quando atacávamos (já o Sudakov do outro lado, é normal vir mais para dentro). Vimos portanto muita gente no meio campo, que os médios do Napoli não eram capazes de controlar ou acompanhar. A defender, então o Aursnes e o Sudakov ajudavam a fechar as alas, enquanto o Barreiro se juntava ao Ivanovic na primeira linha de pressão. A forma como podíamos explorar o espaço deixado atrás pelo Napoli com transições rápidas ficou exemplificada cedo: um passe fantástico do Sudakov para a desmarcação do Aursnes deixou-nos numa situação de dois para um no ataque. O Aursnes conseguiu deixar a bola no Ivanovic com um passe de calcanhar, e o croata ficou completamente à vontade para marcar, tendo desperdiçado a oportunidade de forma escandalosa, com um remate a meia altura e sem muita força que permitiu a defesa ao guarda-redes. Na insistência, o Ivanovic ainda meteu a bola no Aursnes que, sobre  esquerda, fez um remate cruzado que passou perto do poste. Poucos minutos depois, foi o Aursnes a desperdiçar. A pressão alta permitiu-lhe interceptar um passe do guarda-redes e ficar ele completamente solto na área, e ainda com o Ivanovic sozinho em frente à baliza para lhe passar a bola. Optou pelo remate, acertou mal na bola e o remate nem sequer foi à baliza. Desperdiçar dois golos praticamente certos dentro dos primeiros vinte minutos nunca é um bom augúrio, mas foi quase na jogada a seguir a este falhanço do Aursnes que chegámos finalmente ao golo. Após um cruzamento do Dahl, a bola foi dividida no ar entre o Ivanovic e um defesa e sobrou para a pequena área, onde o Ríos se antecipou a todos e desviou a bola do guarda-redes. Depois deste início forte do Benfica, assistimos finalmente a uma ténue tentativa de reacção por parte do Napoli, mas excluindo alguns cruzamentos do Neres, a nossa baliza nunca passou por grandes apertos, acabando por ser nossa a melhor ocasião para voltar a marcar, pelo Otamendi já perto do intervalo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;2.jpg&quot; height=&quot;674&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/B06180c07/22829711_uZj2P.jpeg&quot; style=&quot;width: 960px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;960&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;No início da segunda parte, voltámos a entrar bem e aconteceu o melhor possível, que foi o segundo golo. O lance começa com um passe do Ríos ainda no nosso meio campo defensivo, a solicitar o Ivanovic sobre a direita. Este progrediu até perto da área e esperou que o mesmo Ríos, que veio numa corrida desenfreada desde lá de trás sem que ninguém o conseguisse acompanhar, chegasse perto para lhe devolver a bola. O Ríos depois, ainda sobre a direita, aproximou-se mais da linha de fundo e fez o cruzamento que o Barreiro, antecipando-se a um defesa, desviou para o golo com um toque subtil de calcanhar. Tudo bem feito e vantagem importante para deixar a equipa mais tranquila e confiante para a segunda parte. O que se assistiu depois disso foi Mourinho vintage. Ou o Benfica a fazer aquilo que já por várias vezes não soube ou não conseguiu fazer esta época, pagando caro por isso: meter o jogo no congelador. O Benfica teve muito pouca bola durante a segunda parte, mas não deixou o Napoli fazer grande coisa com ela. Exceptuando uma iniciativa individual do Neres, que terminou com um remate que o Trubin defendeu com relativa facilidade para canto, não me recordo de mais nenhuma aproximação perigosa à nossa baliza. Quebrámos o ritmo do jogo sempre que possível, obrigámos o Napoli a fazer inúmeras faltas para recuperar a bola, e bloqueámos quase todos os caminhos para a nossa baliza. Quando, para os últimos quinze minutos, o treinador do Napoli fez entrar o pinheiro Lucca para se juntar ao Hojlund na frente, o Mourinho respondeu com a entrada do António Silva, passando a jogar com três centrais (e o Barreiro sobre a esquerda, passando o Benfica a jogar em 5-4-1). Entrou também o Pavlidis para o lugar do esgotado Ivanovic, e nos pés do grego ainda tivemos duas ocasiões muito boas para aumentar a vantagem ambas negadas pelo guarda-redes do Napoli. Já nos instantes finais do jogo, ocasião para duas estreias: o Tiago Freitas rendeu o Aursnes, para dar continuidade à nossa cada vez mais implementada tradição de ter médios centro a actuar nas alas, e o Neto, que eu acho que tem grande potencial para vir a ser o nosso futuro lateral esquerdo a breve prazo, rendeu o Barreiro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;3.jpg&quot; height=&quot;720&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/B6518a3e2/22829713_hHKdP.jpeg&quot; style=&quot;width: 956px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;956&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;O Ríos, com um golo e uma assistência, foi naturalmente o homem do jogo. O Mourinho parece estar a conseguir transformá-lo num jogador que justifique o que pagámos por ele, e gostei bastante da forma como ele descreveu a melhor maneira de o utilizar. Gosto do enorme raio de acção que ele tem, e do ritmo com que joga os noventa minutos (o que é ainda mais surpreendente tendo em conta os jogos que leva nas pernas). O Barreiro é outro jogador que, não sendo um artista, joga sempre em alta rotação, e a verdade é que nos dois últimos jogos da Champions conseguiu marcar dois grandes golos e ser decisivo. Neste momento começa a parecer-me difícil que perca o lugar no onze. O Ivanovic lutou bastante e saiu esgotado, foi importante na estratégia para este jogo e esteve directamente envolvido nas jogadas dos dois golos. Mas um avançado do Benfica não pode falhar um golo daqueles. Também gostei do Aursnes, que fica igualmente marcado por um falhanço imperdoável. No geral estiveram todos num bom nível, numa boa exibição da equipa como um todo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;A qualificação continua a ser complicada face aos adversários que nos falta defrontar, mas continua a ser uma possibilidade real. Esperemos que daqui a um mês, quando os jogos se disputarem, continuemos a evoluir e nos possamos apresentar ainda mais fortes. Entretanto, a prioridade é o jogo muito difícil que teremos já este fim-de-semana, contra uma equipa que costuma ser forte em casa e está a fazer uma boa época. Seria muito importante não desperdiçarmos imeditamente a motivação que esta exibição e resultado nos deram.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
  <comments>https://tertuliabenfiquista.blogs.sapo.pt/vivos-1564037</comments>
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  <category>benfica</category>
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  <pubDate>Sat, 06 Dec 2025 00:01:00 GMT</pubDate>
  <title>Curto</title>
  <author>D&amp;#39;Arcy</author>
  <link>https://tertuliabenfiquista.blogs.sapo.pt/curto-1563513</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Foi, objectivamente, um resultado curto. Fomos melhores no total dos noventa minutos, mas a vitória era o único resultado que nos interessava, e uma entrada que só se pode adjectivar de desastrosa no jogo acabou por comprometer esse objectivo.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;1.jpg&quot; height=&quot;660&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/Be7188013/22828032_dEAKc.jpeg&quot; style=&quot;width: 960px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;960&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Apesar do papel inportante que o Prestianni e o Schjelderup tiveram na reviravolta na Madeira, foi sem surpresa nenhuma que vi o Benfica regressar ao onze mais previsível, com o Aursnes na direita e o Sudakov na esquerda. A entrada no jogo foi, como referi, simplesmente desastrosa. O Sporting entrou melhor, foi capaz de pressionar alto com eficácia, e cedo começou a tirar proveito disso. O Trubin já tinha sido obrigado a uma defesa, quando aos doze minutos de jogo mais um episódio daquelas saídas de bola suicidas, que já referi aqui antes que acabariam por nos trazer dissabores, em que o Trubin coloca a bola no médio defensivo à entrada da área com este de costas para o jogo, resultou numa perda de bola do Barrenechea e um golo fácil para o Pedro Gonçalves. Ainda mais frustrante foi no final ouvir o Mourinho dizer que durante a semana treinaram especificamente para nunca fazerem este tipo de saída de bola. O golo abanou ainda mais a nossa equipa, que não conseguiu fazer praticamente nada até quase à meia hora de jogo - se quisermos ser mais precisos, até aos vinte e sete minutos de jogo. Porque foi nesse minuto que a reacção do Benfica surgiu, e da melhor maneira, com o golo do empate. Grande passe do Ríos a desmarcar o Dedic na direita, que cruzou a bola para a boca da baliza, onde quase em cima da linha de golo o Sudakov se embrulhou com um adversário mas acabou por conseguir ser mais lesto e empurrar a bola para o golo. A partir daqui o Benfica passou para cima no jogo e não mais deixou de estar até ao final do mesmo. Isto literalmente - os dados estatísticos mostram que o último remate do Sporting no jogo foi aos 26 minutos. O resto do jogo foi para o Benfica tentar emendar a péssima entrada e ir atrás dos três pontos de que necessitava, muito mais do que o adversário. Não foi um domínio avassalador, não sufocámos o adversário (que conseguiu quase sempre passar tempo a trocar bolas na zona defensiva sem grandes problemas) mas fomos a equipa que mais procurou a vitória e mais perto esteve de a conseguir - tendo em conta os zero remates do adversário a partir do golo do empate, seria difícil o contrário.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;2.jpg&quot; height=&quot;668&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/Bdf18c24f/22828033_O5MSM.jpeg&quot; style=&quot;width: 960px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;960&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Na segunda parte acentuou-se um pouco mais a superioridade do Benfica no jogo. Não acho que o Sporting tenha deliberadamente tentado jogar para o empate, porque também não seria um resultado que lhes interessasse, mas não mostraram muita capacidade para reagir ao ascendente do Benfica no jogo e nunca representaram qualquer ameaça para a nossa baliza. Apesar de se jogar maioritariamente longe das áreas (o jogo, objectivamente, apesar de bastante disputado foi também algo aborrecido de ver) o Benfica foi sempre a equipa mais perigosa, e vimos um jogador do Sporting praticamente tirar um golo certo ao Barreiro com um ligeiro desvio na bola na altura certa, depois de uma bola parada bem trabalhada na qual o Ríos apareceu solto na ponta para fazer a assistência de cabeça para o meio da área, e depois o mesmo Ríos, após uma boa iniciativa individual que incluiu um túnel a um adversário, rematar de pé esquerdo à entrada da área para fazer a bola passar muito perto da baliza adversária. Quando se antecipava uma investida final do Benfica nos poucos minutos que ainda faltavam para o fim, depois de fazermos entrar o Prestianni e o Ivanovic para refrescar o ataque, o argentino foi expulso com vermelho directo por travar uma tentativa do Sporting sair para o ataque e a investida ficou-se pela intenção. O Ivanovic acabou por ter que ir fechar uma ala, ficando o Barreiro como homem mais adiantado, e nos minutos de compensação viu-se o Sporting finalmente com alguma vontade de chegar novamente à nossa área, aproveitando o baixar de linhas do Benfica. Tiveram mais bola e jogaram mais no nosso meio campo, mas o resultado concreto foi o mesmo: zero remates feitos, tendo conseguido apenas conquistar um pontapé de canto.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;3.jpg&quot; height=&quot;629&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/B2918bcf1/22828034_rV59J.jpeg&quot; style=&quot;width: 960px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;960&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O Ríos tem estado a subir progressivamente de rendimento, e se calhar este foi mesmo um dos melhores jogos que o vi fazer pelo Benfica. Foi dele o passe a desmarcar o Dedic no lance do golo, e ele foi sempre um dos principais dinamizadores do nosso jogo. Gostei francamente do que vi, e este jogador já começa pelo menos a fazer-nos crer que o investimento que fizemos nele pode ser justificado. Achei que o Sudakov também esteve bem, mas continuo a desejar vê-lo num papel mais central como verdadeiro organizador de jogo. Entretanto, continuo a pensar em todos os jogos se ficámos mesmo a ganhar com a troca do Florentino, que era um dos sacos de pancada preferidos de uma franja dos sócios, pelo Barrenechea, porque o argentino parece-me ser claramente inferior no aspecto defensivo, que é aquilo que eu considero ser mais importante num médio... defensivo. Neste momento a minha esperança é que o Manu regresse ao seu melhor nível rapidamente.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Se fôssemos avaliar este resultado exclusivamente pela antevisão que a comunicação social euforicamente verde andou a fazer do jogo, e pela chinfrineira que os mesmos têm andado a fazer durante toda a época e os encómios a esta equipa do Sporting que não é nem mais nem menos do que uma equipa normal para um dos três grandes em Portugal, que domina sem grandes dificuldades a maioria das outras equipas do nosso campeonato, isto foi um resultadão. Houve alturas em que cheguei a pensar que iríamos defrontar um dream team, uma espécie de Milan do Sacchi ou Barcelona do Guardiola, e que se calhar mais valia dar falta de comparência porque tudo o que não fosse perder de goleada já seria aceitável. Mas objectivamente, o empate é um resultado bastante negativo. Tinha expectativas altas para este jogo, mas pela quarta vez esta época empatamos um jogo que deveríamos ter ganho em casa. São oito pontos perdidos, que é precisamente a distância que potencialmente nos separa do primeiro lugar. Já começam a ser demasiados pontos - é verdade que já nos vi recuperar desvantagens destas, mas tendo em conta que as equipas grandes cada vez perdem menos pontos contra as chamadas pequenas, será muito difícil chegarmos ao topo.&lt;/p&gt;</description>
  <comments>https://tertuliabenfiquista.blogs.sapo.pt/curto-1563513</comments>
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  <category>benfica</category>
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  <guid isPermaLink='true'>https://tertuliabenfiquista.blogs.sapo.pt/justica-1563003</guid>
  <pubDate>Sun, 30 Nov 2025 18:22:00 GMT</pubDate>
  <title>Justiça</title>
  <author>D&amp;#39;Arcy</author>
  <link>https://tertuliabenfiquista.blogs.sapo.pt/justica-1563003</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Estivemos a um passo do inferno, mas uma ponta final carregada de crença resgatou-nos de um resultado que seria (uma vez mais) de uma injustiça atroz e conseguimos regressar da Madeira com os mais do que merecidos três pontos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;1.jpg&quot; height=&quot;677&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/Bdb18d51b/22826263_sjfET.jpeg&quot; style=&quot;width: 960px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;960&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Não havia Ríos para este jogo, por isso a alteração feita em relação ao onze de Amesterdão foi a entrada do Rodrigo Rego para a direita, tendo o Aursnes regressado ao centro do terreno. O jogo foi dominado pelo Benfica do princípio ao fim, perante um Nacional cujo comportamento foi deplorável. Foi uma equipa completamente remetida à defesa, executando um hino ao anti-jogo, preocupada sobretudo em que se jogasse o mínimo possível. Só o guarda-redes &apos;lesionou-se&apos; umas três ou quatro vezes durante o jogo. O Benfica, sobretudo durante a primeira parte, foi mais daquilo que tem sido muitas vezes esta época, para nosso exaspero. Muita posse de bola, muita circulação, mas má finalização/definição dos lances. Verdade seja dita que neste jogo chegámos muito mais vezes a zonas de finalização e rematámos muito mais - o que perante uma equipa completamente enfiada na área nem é assim tão surpreendente - mas a qualidade da finalização deixou sempre muito a desejar. Em quinze remates feitos na primeira parte, só um cabeceamento do Pavlidis à figura do guarda-redes e um remate exterior do Barreiro é que deram maior sensação de perigo. A regra foram mais finalizações como uma absolutamente desastrada do Aursnes, que à vontade à entrada da área rematou quase na direcção da bandeirola de canto (com o Pavlidis ainda a conseguir desviar a bola mais para perto da baliza). O mesmo Pavlidis ainda conseguiu introduzir a bola na baliza perto do intervalo, num lance de confusão e insistência na área do Nacional, mas estava adiantado no início da jogada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;3.jpg&quot; height=&quot;640&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/B2018e5b0/22826264_Jd2SQ.jpeg&quot; style=&quot;width: 960px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;960&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Na segunda parte o Benfica continuou por cima e quando vi o Barreiro, completamente à vontade na pequena área, a falhar de forma inacreditável um desvio simples para a baliza depois do Sudakov lhe oferecer o golo numa bandeja, comecei a pensar mesmo que isto iria ser mais um daqueles jogos horrivelmente frustrantes. Ficou também um penálti claro (e estúpido) por assinalar a nosso favor, mas acho que isto já se tornou de tal forma a nossa normalidade que foi quase como se nada se tivesse passado. Após poucos minutos trocámos o Rego pelo Prestianni, mas o cenário familiar deste tipo de jogos continuava a compor-se: o Otamendi teve uma falha escandalosa na defesa, entregando a bola a um adversário quando tentávamos sair para o ataque, e apanhando a nossa defesa completamente descompensada, o Nacional chegou ao golo. Sem ter feito praticamente nada para o justificar, apanhava-se agora à frente no marcador. Se defender e não deixar jogar já era a palavra de ordem desde o apito inicial, é fácil adivinhar o que aconteceu a seguir. A reacção do Benfica foi imediatamente lançar o Ivanovic no lugar do Barrenechea, mas não me parece que a nossa equipa consiga tirar grande partido da dupla Ivanovic/Pavlidis. Minutos depois trocámos o Barreiro pelo Schjelderup, e foi sobretudo a partir desse momento que achei que começámos verdadeiramente a sufocar o Nacional. Dupla de meio campo Aursnes/Sudakov, com o ucraniano a assumir-se finalmente como organizador de jogo, alas bem abertos, laterais projectados. Ainda que os cruzamentos saíssem quase sempre mal, conseguimos jogar na largura total do campo, com a bola a circular rapidamente de um lado ao outro a causar mais dificuldades à defesa adversária. Apenas aos 89 minutos fomos finalmente recompensados, num golo fabuloso do Prestianni. Completamente descaído sobre a direita, e quando se esperaria que saísse um cruzamento, saiu em vez disso um remate cruzado fortíssimo e colocado ao poste mais distante. Um dos melhores golos desta época. Quando, para espanto meu, o árbitro concedeu nove minutos de compensação (mais do que justificados) percebeu-se que toda a gente acreditava que ainda seria possível ir buscar a vitória. Que surgiu com um golo do Pavlidis, que aos 95 minutos fez aquilo que o Barreiro não tinha conseguido, desviando na pequena área uma bola oferecida pelo Schjelderup após um bom trabalho na esquerda. Desta vez o &apos;crime&apos; não compensou e o anti-jogo do Nacional acabou punido com justiça.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;2.jpg&quot; height=&quot;640&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/B481878a4/22826266_PgzL2.jpeg&quot; style=&quot;width: 960px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;960&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Gostei do jogo do Pavlidis, mas gostei também muito de ver o Sudakov, talvez pela primeira vez desde que chegou, nas funções de verdadeiro maestro da equipa. Normalmente joga sobre a esquerda (onde não gosto particularmente de o ver) ou quando jogou no meio, assume uma posição mais adiantada, quase ao lado do Pavlidis. Gostei de o ver mais recuado, atrás dos avançados, com o nosso jogo ofensivo a passar quase sempre pelos pés dele. Gostei também, como gosto sempre, de ver a equipa com dois extremos verdadeiros a jogar a toda a largura do campo. Contra equipas pequenas é assim que eu gostaria que o Benfica jogasse quase sempre. O Otamendi é o líder da equipa, mas voltou a cometer um erro grave. A quantidade de vezes que ele já comprometeu a equipa com este tipo de erros é imensamente superior às falhas que o António Silva também comete por vezes, mas é sempre o António quem leva mais na cabeça à menor falha.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;O Benfica dos últimos vinte e cinco minutos estará certamente muito mais próximo do Benfica que quase todos nós ambicionamos ver. Apesar de continuar a ser preocupante passarmos por tantas dificuldades para vencer uma equipa tão inferior, tendo estado perto de, pela quarta vez esta época, desperdiçar dois pontos contra uma equipa deste nível, de positivo fica o facto da equipa nunca ter baixado os braços e ter acreditado até ao fim. A forma como a vitória foi festejada revelou uma forte união, e isso é sempre positivo. E depois de tantas desilusões e injustiças ao cair do pano, pelo menos desta vez fica o consolo de termos visto a justiça chegar no mesmo período de tempo. Já era tempo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
  <comments>https://tertuliabenfiquista.blogs.sapo.pt/justica-1563003</comments>
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  <category>benfica</category>
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  <pubDate>Tue, 25 Nov 2025 22:55:00 GMT</pubDate>
  <title>Primeira</title>
  <author>D&amp;#39;Arcy</author>
  <link>https://tertuliabenfiquista.blogs.sapo.pt/primeira-1562606</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Mais uma vez não foi uma exibição de encher o olho, mas finalmente conseguimos a primeira vitória e os primeiros pontos nesta edição da Champions. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;1.jpg&quot; height=&quot;688&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/B4118bd05/22824589_EZZ9b.jpeg&quot; style=&quot;width: 960px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;960&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Depois da exibição pálida contra o Atlético na taça, regressámos com um onze mais ou menos esperado, com talvez apenas meia surpresa do Barreiro aparecer a titular como o jogador mais próximo do Pavlidis, cabendo ao Aursnes ocupar a direita, lugar que muito provavelmente voltará a ser dele durante algum tempo face à lesão prolongada do Lukebakio. O Benfica entrou bem no jogo. Boa pressão sobre a saída de bola do Ajax, que permitiu algumas recuperações subidas da bola. E melhor ainda, chegámos ao golo muito cedo. Aos seis minutos de jogo, após canto na direita, o Ríos cabeceou para uma boa defesa do guarda-redes e depois sobre a esquerda, perto do limite da área, o Dahl apanhou a bola de primeira para fazer um remate imparável ao ângulo do lado oposto. Uma boa maneira de se redimir do erro grosseiro que nos custou o jogo anterior contra o Leverkusen. O problema foi que depois voltou aquela faceta mais irritante que acompanha o Benfica de há vários anos a esta parte. Não sei se a equipa acha que já fez o suficiente, mas obtida a vantagem, em vez de continuar no mesmo registo à procura de mais um golo, começamos imediatamente a tirar o pé e a reduzir a intensidade. Durámos quinze minutos neste jogo. Frente a uma equipa que atravessa um dos piores momentos da sua história, e que à entrada para este jogo era aquela com o pior registo na Champions, depois de marcarmos um golo madrugador que certamente terá abanado ainda mais a confiança de uma equipa nestas condições, começámos a recuar e a convidar o adversário a atacar, dando-lhes a bola e a iniciativa do jogo. O Ajax aproveitou e teve o controlo do jogo até ao intervalo, sem que o Benfica desse grande sinal de reacção no ataque. O Trubin nem foi obrigado a trabalho de monta, mas a bola andou constantemente a rondar a nossa área.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;2.jpg&quot; height=&quot;696&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/B97181fd3/22824590_FvZrk.jpeg&quot; style=&quot;width: 960px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;960&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Na segunda parte isto foi ainda mais evidente, e só não sofremos o empate porque o Ajax entreteve-se a mostrar porque motivo está num momento tão mau e no fundo da tabela da Champions. Isto incluiu ver um jogador completamente sozinho em frente à baliza atirar uma bola para fora. A segunda parte foi basicamente isto: o Ajax constantemente com a bola e a tentar atacar, e o Benfica preocupado em segurar apenas a vantagem e com muito pouca presença no ataque. Do banco, não vieram sinais de vida até cerca de dez minutos do final. E quando vieram, apenas reforçaram a mensagem de que a prioridade era segurar o resultado: trocámos o Sudakov pelo Tomás Araújo, para passar a jogar com três centrais. Contas feitas, cinco defesas, quatro médios defensivos e um avançado. Mas embora eu tivesse pensado na altura que apenas estávamos a convidar ainda mais a pressão adversária, a verdade é que com esta alteração conseguimos praticamente estancar o caudal ofensivo do Ajax. E no último minuto do tempo regulamentar matámos mesmo o jogo: alívio do Tomás Araújo, e o Barreiro no meio campo teve espaço e tempo para parar a bola no peito e tabelar com o Aursnes, ultrapassando a linha subida de defesa do Ajax e ficando isolado em frente ao guarda-redes, Depois finalizou bem com um remate forte de pé esquerdo. Nos instantes finais, de assinalar o regresso do Manu, e a estreia do Rodrigo Rego na Champions.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;3.jpg&quot; height=&quot;641&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/B3e181f65/22824591_F2esS.jpeg&quot; style=&quot;width: 960px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;960&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Tenho dificuldade em escolher um destaque. Talvez o Barreiro pelo golo decisivo e pelo trabalho durante os noventa minutos. E o Aursnes não sabe jogar mal. Confesso também ainda não estar convencido pelo Barrenechea. Acho-o pouco intenso em termos defensivos, e tendo em conta as críticas incessantes ao Florentino pelos constantes passes laterais ou para trás, acho que o Barrenechea não faz menos passes do mesmo género.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Tenho dúvidas que ainda estejamos a tempo de conseguir a qualificação para o playoff, mas pelo menos já nos livrámos do peso que o estigma dos zero pontos acarretavam. Pode ser que isso permita uma exibição menos tensa frente ao Nápoles, que voltará a ser um jogo absolutamente decisivo para manter uma réstia de esperança na qualificação. Antes disso, uma deslocação à Madeira que, como são todos os jogos agora que os seis pontos que deitámos fora são aqueles que nos separam do primeiro lugar, é decisiva para as nossas aspirações na liga.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>benfica</category>
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  <pubDate>Mon, 10 Nov 2025 17:47:00 GMT</pubDate>
  <title>Inaceitável</title>
  <author>D&amp;#39;Arcy</author>
  <link>https://tertuliabenfiquista.blogs.sapo.pt/inaceitavel-1562007</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Mais um empate inaceitável em casa contra uma equipa de nível muitíssimo inferior. Mesmo sendo uma competição em que as regras não são iguais para todos, o Benfica tem a obrigação de fazer muito mais e melhor do que isto, e é o principal culpado pelo resultado final.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;1.jpg&quot; height=&quot;720&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/B2a182776/22818301_3DmBd.jpeg&quot; style=&quot;width: 954px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;954&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Do jogo, já se torna repetitivo estar sempre a escrever o mesmo. É o Benfica com obrigação total de ganhar, frente a uma equipa que entra em campo só para defender. A entrada não foi má, pelo menos no que diz respeito ao ritmo que tentámos impor no jogo, mas mal chegámos ao golo, aos dezassete minutos, fiquei logo com a sensação de que tirámos o pé do acelerador. O golo, por sinal, foi bastante bonito, com o Pavlidis a matar no peito e a assistir de cabeça para o Sudakov rematar de primeira e em arco com o pé esquerdo. O Casa Pia, apesar da ronha dos nossos jogadores, foi completamente inofensivo e saímos para intervalo a ganhar mas com a certeza de que seria necessário marcar mais para evitar os filmes do costume. Ao intervalo trocámos o Berrenechea pelo Prestianni e voltámos outra vez com um pouco mais de intensidade, que foi recompensada à hora de jogo, num penálti convertido pelo Pavlidis após mão na bola a um cabeceamento do Ríos. Poder-se-ia pensar que estaria tudo encaminhado, mas nunca se pode menosprezar a atracção pelo abismo que a nossa equipa tem. Cinco minutos depois do golo, o Casa Pia subiu talvez pela primeira vez no jogo à nossa área e a equipa de arbitragem inventou um penálti (contra as recomendações existentes, que dizem que quando a bola ressalta do corpo de um jogador para o braço não se deve assinalar penálti). OK, não deveria ser penálti, mas o nervosismo que isto provocou na equipa não é normal. Pior foi quando o Trubin defendeu o penálti e, sem qualquer explicação racional, o Tomás Araújo chegou primeiro à bola e mandou um estouro para a própria baliza. E ainda pior foi a reacção a isso. O Benfica ficava a vencer por 2-1, mas a mim pareceu-me que para o Tomás Araújo o empate já era uma desfecho inevitável. O nervosismo conseguiu ir aumentando cada vez mais (repito, sem qualquer motivo racional para tal, porque o Casa Pia era uma equipa completamente inofensiva que não ameaçava a nossa baliza de forma alguma; isto não foi um jogo como aquele com o Gil Vicente, que merecíamos ter perdido) e ficou ainda pior quando a nove minutos do final tivemos um golo (bem) anulado ao Barreiro. Não sei se a bola cabeceada pelo Ríos entraria na mesma, mas já não é a primeira vez que o Barreiro &apos;invalida&apos; golos com este tipo de movimentação ao segundo poste, desviando a bola quase em cima da linha. E depois, como um filme com um guião feito de chavões, em tempo de descontos o Ríos perde de forma absolutamente desnecessária a bola a meio campo e fica à espera de uma falta, enquanto a nossa defesa parecia um grupo de baratas tontas em pânico por a bola se aproximar, pela segunda vez no jogo, da nossa baliza. Terminou com o Trubin a interceptar um cruzamento que seguia directamente para os pés do Tomás Araújo (se calhar ficou com medo que ele resolvesse chutar para a própria baliza outra vez) e a deixar a bola solta à entrada da pequena área para que um adversário fizesse o empate.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;2.jpg&quot; height=&quot;667&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/Be118295e/22818302_RbfkM.jpeg&quot; style=&quot;width: 960px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;960&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;O Benfica esta época perdeu oito pontos, seis dos quais em casa, fruto de três empates com equipas da parte baixa da tabela. Não há candidatura ao título que resista a isto. Ainda por cima quando em todos esses três jogos, o golo do empate foi consentido em período de descontos. Isto revela a falta de controlo emocional da equipa. Isto não é de hoje nem de ontem: há muito tempo que revelamos uma enorme incapacidade (ou falta de vontade) para matar ou fechar jogos em que somos claramente superiores durante a maior parte do tempo, e depois ficamos expostos a reveses quando o nervosismo vem ao de cima à menor contrariedade. Eu na maior parte das vezes chamo-lhe sobranceria, mas também se lhe pode chamar falta de empenho ou de brio. No Benfica nunca pode existir o conceito de &apos;já chega&apos; ou &apos;é suficiente&apos;. Sim, os dados estão viciados, as regras não são iguais para todos, o que se passou fim-de-semana foi apenas mais um exemplo daquilo que já é quase rotina, mas estamos mais do que fartos de saber isso. A final da taça da época passada deixou exposto de forma bem clara qual é o &lt;em&gt;status quo&lt;/em&gt; actual do nosso futebol (para mim, pessoalmente, foi um momento pivotal, comparável à Supertaça que nos foi roubada em 1995). Precisamente por isso é que me custa aceitar que há tantos anos mantenhamos esta absoluta falta de &lt;em&gt;killer instinct&lt;/em&gt;, insistindo em ficar à mercê de azares, erros próprios, ou artistas com uma agenda própria e que sabem quais as melhores decisões a tomar para progredir na carreira. Podemos e devemos fazer (muito) barulho pelos disparates com que vamos sendo presenteados sucessivamente por artistas de encomenda - aliás, fazer apenas barulho não chega, é preciso lutar para varrer a corja que aproveitou para se instalar nos lugares de decisão das estruturas do futebol português, perante a nossa indiferença, tolerância ou até mesmo, e nunca é demais repeti-lo, com o nosso incompreensível e inexplicável apoio - mas se não fizermos ainda mais barulho para corrigir a má atitude e mentalidade de quem defende as nossas cores e veste a nossa camisola, continuaremos cada vez mais expostos e à mercê de quem quer o nosso mal.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>benfica</category>
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  <pubDate>Wed, 05 Nov 2025 22:38:00 GMT</pubDate>
  <title>Zero</title>
  <author>D&amp;#39;Arcy</author>
  <link>https://tertuliabenfiquista.blogs.sapo.pt/zero-1561526</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Derrota absolutamente ridícula contra um adversário que veio à Luz jogar como qualquer equipa pequena do nosso campeonato faz: defender, queimar tempo de forma deliberada e evidente, e esperar pelo brinde que o Benfica inevitavelmente oferece. Fomos claramente a melhor equipa, fizemos mais do que o suficiente para vencer, mas perdemos o jogo de forma infantil.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src=&quot;https://media.slbenfica.pt/-/media/BenficaDP/Images/Departamento de Comunicacao/2025/Futebol/Competicoes/Liga dos Campeoes/Fase de liga/4 jornada Benfica-Bayer Leverkusen/Jogo/richard-rios-thumbnail.jpg&quot; style=&quot;display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Sem me querer alongar muito, porque a Champions parece ser nesta fase cada vez mais uma causa perdida: duas bolas nos ferros, outras tantas ou mais ocasiões flagrantes falhadas, e quem desperdiça da forma como o fizemos esta noite e ainda por cima oferece brindes na defesa do calibre do que oferecemos esta noite, só pode mesmo esperar derrotas. Ter três situações na cara do guarda-redes e marcar zero golos é estar a pedir problemas. Depois começa tudo a pesar, a necessidade absoluta de uma vitória, o arrastar do nulo, e os erros vão-se acumulando. O pior deles todos, a oferta do golo da vitória ao adversário. O Trubin defende o primeiro remate e, sem qualquer justificação para isso, o Dahl do lado oposto devolve a bola de cabeça precisamente ao autor do primeiro remate, numa assistência que qualquer jogador do Leverkusen gostaria de fazer, que fez a bola ir cair milimetricamente na cabeça do adversário. Nervos ainda mais à flor da pele depois do golo, e apesar de acarregarmos muito com o coração, faltou a tradicional cabeça e os lances foram cada vez mais desconexos. O melhor jogador do Benfica esta noite (e até me sinto esquisito a escrever isto) foi o Ríos. Bem a pressionar, a recuperar, a passar, e no transporte da bola, ultrapassando com velocidade as linhas adversárias. Se este Ríos viesse para ficar, poderia ser um reforço importante. Contas feitas, quatro jogos, quatro derrotas, zero pontos, penúltimo lugar, e objectivamente a campanha europeia tem o destino quase traçado. Arrisco até dizer que, face ao calendário que nos resta, não será fácil o Benfica conseguir ganhar algum jogo. Porque este Leverkusen foi claramente inferior e mesmo assim conseguimos perder em casa. É uma derrota muito imerecida porque jogámos mais do que o suficiente para ganhar este jogo, mas o que conta são os zero pontos amealhados.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Estamos a confirmar o adágio de que aquilo que nasce torto tarde ou nunca se endireita: a derrota no primeiro jogo, face ao Qarabag, provavelmente vai acabar por ser o marco decisivo em toda a campanha europeia desta época.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>benfica</category>
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  <guid isPermaLink='true'>https://tertuliabenfiquista.blogs.sapo.pt/distincao-1561035</guid>
  <pubDate>Mon, 03 Nov 2025 00:03:00 GMT</pubDate>
  <title>Distinção</title>
  <author>D&amp;#39;Arcy</author>
  <link>https://tertuliabenfiquista.blogs.sapo.pt/distincao-1561035</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Era uma deslocação difícil, como são em teoria todas as visitas ao Vitória em Guimarães, mas o Benfica acabou por passar no teste com distinção e arrancar uma vitória por números esclarecedores.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;1.jpg&quot; height=&quot;627&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/Be718cdaf/22815474_SQzcc.jpeg&quot; style=&quot;width: 960px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;960&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Depois da experiência frente ao Tondela, regressámos à fórmula apresentada frente ao Arouca, que tinha melhores resultados. A combatividade faz parte do ADN do Vitória, e portanto logo na fase inicial assistimos a uma tentativa de jogar com linhas subidas e ser agressivo na pressão por parte do nosso adversário, o que acabou por nos causar dificuldades. Não no aspecto de sermos dominados, porque a verdade é que o Vitória praticamente não criou uma ocasião flagrante de golo (a melhor que criou foi numa situação em que o seu avançado estava em posição claramente irregular), mas o Benfica não conseguiu assentar o seu jogo e ser consistentemente perigoso no ataque. As chegadas à área do Vitória eram esporádicas e pareceu-me que explorámos pouco o lado direito, acabando por ser o Prestianni quem foi mais vezes solicitado e apareceu envolvido em situações de maior perigo para o Vitória. No geral, pareceu-me que apesar de pouco esclarecido, ainda assim o Benfica foi superior durante a primeira parte (não sei mesmo que jogo é que o treinador do Vitória terá visto) mas faltava ser muito mais incisivo no ataque para poder ambicionar chegar à vantagem e vencer este jogo. Nos minutos finais da primeira parte, no espaço de três ou quatro minutos ficámos com três jogadores amarelados (Pavlidis, Sudakov e Prestianni) e isto poderá também ter influenciado as escolhas do nosso treinador ao intervalo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;3.jpg&quot; height=&quot;650&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/B0118c629/22815475_oNhYg.jpeg&quot; style=&quot;width: 960px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;960&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Não houve aquela coisa tão típica de voltar igual na segunda parte e dar mais um tempo para ver se a coisa muda; após o intervalo o Prestianni (que conforme disse, até tinha sido dos mais perigosos do Benfica na primeira parte) e o Sudakov (mais um jogo apagado) já não regressaram, e nos lugares deles vieram o Schjelderup e o Barreiro. E e verdade é que o Mourinho acertou em cheio, porque o Benfica regressou transfigurado. O Barreiro, que em teoria é um médio de características mais defensivas, mostrou muito mais chegada à área do que o Sudakov e foi um parceiro muito mais presente para o Pavlidis. O Schjelderup, em vez de andar a perder-se em iniciativas individuais como habitualmente, teve sempre a preocupação de jogar para a equipa e acabou por proporcionar inúmeras situações de finalização para os colegas. E a direita do ataque passou a ser muito mais solicitada, onde o Lukebakio, a exemplo do Schjelderup na esquerda, teve quase sempre a preocupação de servir os colegas na área. Nos primeiros oito minutos o Benfica teve logo quatro situações flagrantes para marcar: cruzamento do Lukebakio, cabeceamento do Barreiro para defesa por instinto do guarda-redes, com o Pavlidis a falhar a recarga para a baliza vazia, de ângulo já apertado; cabeceamento do Ríos, depois de novo cruzamento do belga num canto à maneira curta, com a bola a passar ao longo da baliza e a tirar tinta ao poste; livre do Lukebakio, defesa apertada do guarda-redes para canto; e finalmente na sequência desse mesmo canto (marcado, obviamente, pelo Lukebakio) o Tomás Araújo apareceu a saltar à vontade no primeiro poste para cabecear para o golo. Foi o culminar lógico de um assalto constante à baliza do Vitória. E não demos sequer oportunidade para reacção ao adversário; foi bola a meio campo e o Benfica a voltar ao ataque. Depois, dois minutos a seguir ao golo o Vitória ficou reduzido a dez e tudo ficou ainda mais fácil. Não houve nenhum tipo de gestão de resultado, simplesmente passámos o resto do jogo a atacar e a construir ocasiões de perigo, podendo o resultado ter sido ainda mais dilatado. Marcámos mais dois golos, o primeiro deles aos sessenta e dois minutos pelo insuspeito Dahl, que apareceu na área a recolher uma bola que o Barreiro tinha sido incapaz de desviar após cruzamento do Aursnes, e descaído para a esquerda rematou forte para o golo, com a bola ainda a tocar na trave. O terceiro aos oitenta e sete, quando o Schjelderup ofereceu mais uma oportunidade de finalização aos colegas, desta vez ao Barrenechea, que rematou à entrada da área para defesa do guarda-redes (pouco antes, da mesma zona, tinha estado muito perto de marcar, sendo negado pelo guarda-redes) e o recém-entrado João Rego apareceu junto ao poste direito a fazer a recarga.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;2.jpg&quot; height=&quot;686&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/B4018be2c/22815476_huF1m.jpeg&quot; style=&quot;width: 960px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;960&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;O homem do jogo foi para mim o Lukebakio, que naquele reinício de jogo arrasador do Benfica esteve em todas. É o principal desequilibrador que o Benfica tem no plantel, e quando coloca isso ao serviço da equipa, os resultados estão à vista. Muito boas entradas no jogo do Barreiro e do Schjelderup, que ajudaram a mudar o jogo. Já tinha dito que no jogo com o Arouca o Dahl tinha estado bastante melhor, e neste jogo voltou a estar. Está a fazer aquilo que os benfiquistas esperam que um lateral faça no Benfica: que seja um apoio constante ao ataque, e parece que finalmente começa a perceber isso e que tem que ser muito mais agressivo nas subidas no terreno. Desta vez foi recompensado com um golo, pode ser que isso o motive a continuar. Jogo também bastante positivo do Barrenechea, e cada vez mais parece que o António Silva terá dificuldade em recuperar o lugar (embora vá quase de certeza jogar já no próximo jogo, já que o Otamendi terá que cumprir suspensão).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva, sans-serif;&quot;&gt;Segue-se novo jogo com vitória mandatória, sob pena de arrumarmos as nossas aspirações europeias. Para que tal aconteça, precisamos do Benfica que apareceu no início da segunda parte. As minhas expectativas para o Benfica do Mourinho nunca foram e continuam a não ser de futebol espectáculo. Mas espero uma equipa tacticamente organizada e em que cada jogador saiba exactamente o que fazer em campo, e isso parece-me estar progressivamente a acontecer. Além disso, agrada-me a capacidade que tem para ler o jogo e a forma muito clara e objectiva como depois consegue sempre explicar e justificar as opções que toma. Na primeira passagem do Mourinho pelo Benfica foi precisamente em Guimarães que eu achei que a equipa tinha dado o chamado &apos;clique&apos;, quando lá fomos golear por 4-0 com um hat trick do João Tomás. Pode ser que a história se repita.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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