“Fantasmas é não chegar à final! Fantasmas!? Deixem-se dessas tretas.” Estas foram as palavras de Jorge Jesus quando, em momento de vitória do Benfica, foi confrontado pela enésima vez com os resultados das finais e momentos decisivos da época transacta. Estas foram as palavras que tantas e tantas vezes me apeteceu que fossem ditas pelos dirigentes / futebolistas / treinadores do Benfica sempre que foram confrontados com o “trauma” e os “fantasmas” da época passada. Se há coisa para a qual já não há paciência é para essa conversa ‘ad nauseam’ por parte de jornalistas e comentadores do futebol português. Diga-se, aliás, que esta ladainha carpideira permanente de recordar constantemente o momento da derrota passada e acentuá-lo no momento da vitória presente diz muito mais sobre as fraquezas do comentador do que sobre a força do comentado. Se Jorge Jesus e Luís Filipe Vieira enfermassem dessa lusitana tendência para a lamentação doentia e mesquinha, estaria ainda hoje o Benfica enterrado nessa espécie de fado do desgraçadinho de que tanto parecem gostar os apocalípticos com espaço e voz na comunicação social. Cheguei a ver num canal televisivo, 48 horas após a conquista do campeonato, um balanço do mesmo em que a primeira meia hora foi passada a dissecar o… pior momento da época. A meia hora seguinte foi para recordar os momentos finais (os tais “fantasmas”) da época passada e sobrou meia hora para perorar sobre as dificuldades que o Benfica terá no futuro em repetir as vitórias do presente. Amanhã (escrevo esta crónica antes da final da Liga Europa) estarei em Turim, com o Benfica, sabendo que, independentemente do resultado, no final do jogo seremos Benfica, sem traumas, sem fantasmas e sem tretas. Essas ficam para os comentadores.
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Artigo de opinião escrito e enviado para a redacção do jornal "O Benfica" no dia 13 de Maio, para publicação na edição de 16/05/2014 do jornal "O Benfica".
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