VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES
Quinta-feira, 24 de Novembro de 2016

Frustrante

Uma primeira parte brilhante foi desbaratada por uma meia hora final disparatada, o que acabou por resultar num empate frustrante porque significou deitar fora a oportunidade para deixar resolvida de vez a questão doapuramento. Continua tudo nas nossas mãos, mas seria certamente preferível entrar em campo na última jornada tendo já tudo resolvido.

 

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A primeira parte do Benfica foi simplesmente brilhante. Foi no fundo uma continuação do último jogo da taça, contra o Marítimo. Domínio total do jogo, uma equipa perfeitamente oleada e entrosada, com grande dinâmica, os alas a aparecerem frequentemente pelo meio para dar superioridade numérica e permitirem as entradas dos laterais, e a fecharem bem o seu lado no apoio ao lateral quando não tínhamos a bola. Num instante o Benfica conseguiu emudecer o inferno turco e vulgarizar o Besiktas, que tal como o Marítimo no último jogo mal conseguia fazer uma jogada com mais de três passes seguidos, pois jogávamos num bloco sólido com a defesa muito subida no terreno a sufocar o adversário no seu próprio meio campo. Esta superioridade acabou por reflectir-se de forma natural em golos, e foram logo três durante a meia hora inicial. Primeiro pelo Gonçalo Guedes, que isolado por um passe do Salvio contornou o guarda-redes com classe para marcar, depois pelo Nélson Semedo, um golão num remate de pé esquerdo à entrada da área, e finalmente pelo Fejsa, numa jogada quase inacreditável. Canto marcado na direita do nosso ataque, cabeçada do Mitroglou à barra, recarga de cabeça do mesmo Mitroglou novamente à barra, nova cabeçada, desta vez do Salvio, ao poste, e finalmente a recarga final vitoriosa do Fejsa. Com meia hora decorrida, o Benfica parecia ter praticamente carimbado o apuramento. Mas era necessário manter o nível, porque mesmo com a vantagem de três golos confesso que tive sempre o pressentimento de que se o Besiktas marcasse, ainda passaríamos um mau bocado - não é nenhuma premonição especial, eu no fundo penso assim em quase todos os jogos, porque para mim o 'resultado mágico' a partir do qual eu consigo pensar que o jogo está resolvido são quatro golos de diferença. Por isso ainda sofri um pouco à espera que o intervalo chegasse sem nenhum golo turco.

 

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O Besiktas fez naturalmente alterações ao intervalo, mas o início da segunda parte não fazia temer o pior. O Benfica continuava seguro, e até parecia poder aproveitar o tudo por tudo dos turcos para explorar o contra-ataque e voltar a marcar. O que poderia mesmo ter acontecido logo nos primeiros mintuos, mas o Mitroglou desperdiçou de forma inacreditável o quarto golo, quando ficou completamente isolado depois de um passe do Salvio mas conseguiu atirar a bola um pouco ao lado da baliza à saída do guarda-redes. Foi pena, porque penso que esse golo teria acabado de vez com qualquer esperança turca, mas de qualquer maneira não pensei que acabaríamos o jogo a lamentar essa oportunidade perdida. Com um resultado destes, para mim a 'barreira psicológica' seria não sofrer um golo no primeiro quarto de hora, o que parecia pouco provável de acontecer dada a forma como o jogo ia decorrendo. Mas infelizmente foi mesmo a fechar esse período que o Besiktas marcou mesmo, provavelmente na primeira ocasião que criou até então. E foi um grande golo mesmo, um cruzamento largo da esquerda para a direita, onde apareceu um adversário a rematar cruzado de primeira, em pontapé de moinho, sem qualquer possibilidade de defesa para o Ederson. A parte infernal do jogo começou aí. É preciso dizer que o nosso treinador hoje não me pareceu ter acertado nas substituições: pouco depois do golo trocámos o Cervi pelo Rafa, e isto em nada nos beneficiou (não percebi mesmo o motivo da substituição). O Cervi é um jogador que consegue ter uma agressividade muito grande na recuperação da bola e apoia constantemente o lateral do seu lado nas tarefas defensivas. O Rafa não conseguiu fazer nada disso. E o golo dos turcos deveria ter sido o primeiro sinal de sério aviso para o que se estava a passar do outro lado do campo: o Salvio simplesmente eclipsou-se na segunda parte. O Besiktas deixou sempre um homem completamente encostado à direita da nossa defesa, e o Salvio simplesmente quase deixou de defender. O Nélson Semedo foi frequentemente confrontado com dois ou até três adversários sem ter qualquer apoio por parte do ala do seu lado.

 

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Nos minutos a seguir ao golo o Besiktas pressionou bastante mais, mas o Benfica foi resistindo e o pior até parecia ter passado quando o jogo foi interrompido para assistência ao Ederson a cerca de um quarto de hora do final, após um choque com o Quaresma. O Benfica tinha entretanto tentado reforçar o meio campo com a entrada do Samaris para o lugar do Gonçalo Guedes, adiantando-se um pouco o Pizzi, mas para mim o problema não estava ali, era mesmo do lado direito, e na minha modesta opinião teria sido melhor trocar o Salvio pelo Samaris, encostando o Pizzi à direita, onde ele sabe muito bem ajudar a fechar. De qualquer forma, o Benfica parecia que seria capaz de resistir e sair de Istambul com a vitória, mas em seis minutos já perto do final deitámos tudo a perder. Numa altura em que os turcos já se limitavam a despejar bolas a torto e a direito para a área (quase sempre a partir da direita da nossa defesa, onde o Nélson Semedo às vezes devia pensar que apanhava pela frente metade da equipa adversária) o Lindelöf faz um penálti perfeitamente disparatado ao jogar a bola com o braço depois de falhar uma cabeçada. O Quaresma fez o segundo golo e a nossa equipa aí perdeu mesmo o Norte. O Besiktas continuava a fazer exactamente o mesmo, bombear bolas a torto e a direito para as imediações da área, mas agora os nossos jogadores já não tinham discernimento nenhum. Durante a maior parte do jogo, mesmo quando o Besiktas tentava pressionar-nos logo à saída da área, nós conseguíamos trocar a bola, ultrapassar assim a primeira linha de pressão, e sair a jogar. Agora os nossos jogadores simplesmente chutavam a bola para onde estavam virados, o que obviamente significava entregar logo a bola novamente ao Besiktas, para que voltassem a despejá-la para a área. Sem conseguirmos causar qualquer tipo de perigo no ataque, só convidávamos o adversário a avançar ainda mais e a acumular mais gente junto da nossa baliza. O golo do empate, surgido a um minuto do final, foi um exemplo do desnorte da nossa equipa. Houve um primeiro cabeceamento, perigosíssimo, do Aboubakar, que o Ederson defendeu de forma brilhante. Depois disso a bola andou quase um minuto sem sair das imediações da nossa área, a ser cruzada de um lado para o outro, sem que fôssemos capazes de a afastar dali. Até que finalmente um cruzamento do Quaresma (do lado direito da nossa defesa, claro) para a molhada acabou por resultar numa bola solta dentro da pequena área que o Aboubakar aproveitou.

 

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A diferença das exibições da primeira parte para a última meia hora do jogo foi tão grande que é muito difícil dar grande destaque a alguém. Nalguns casos foi um verdadeiro 'Jekyll and Hyde', como por exemplo o Lindelöf, que foi brilhante na primeira parte e depois acabou por ficar directamente ligado ao empate. O Cervi foi um dos melhores, porque não esteve em campo precisamente na fase mais negra do jogo. O Nélson Semedo esteve absurdamente bem na primeira parte, mas na segunda apagou-se naturalmente perante a avalanche de adversários que surgiam pelo seu lado, que o deixavam exclusivamente dedicado a tarefas defensivas - e apesar de ter sido por aquele lado que surgiram os golos, eu não o culpo por isso, porque era difícil fazer melhor sem grande apoio. O Mitroglou não pode falhar aquele golo. Se tivéssemos ganho se calhar nem pensaríamos nisso agora, mas não foi o caso. O Pizzi foi outro jogador que desapareceu do jogo quando foi adiantado no terreno após a entrada do Samaris. Estranhamente, até pareceu que estaria a ser mais eficaz a defender do que o Samaris. Sobre o Salvio, acho que já disse quase tudo. Praticamente arrastou-se em campo durante a pior fase da nossa equipa.

 

Foram dois jogos contra o Besiktas em que tivemos a vitória na mão e a deixámos escapar nos minutos finais. Ao nível da Champions, este tipo de erros costumam pagar-se muito caro. Felizmente ainda temos mais uma oportunidade para compensar estes erros, deixando a questão do apuramento exclusivamente dependente de nós, num último jogo em casa. Convenhamos que a insatisfação por este resultado se prende sobretudo com a marcha no marcador e a forma como o empate aconteceu. Se antes do jogo me perguntassem se eu quereria empatar em Istambul, ainda por cima com um resultado que me garantisse a vantagem no confronto directo com o adversário, eu quase de certeza que responderia que sim. Um empate fora na Champions é normalmente um bom resultado. Mas é óbvio que temos motivos para ficar insatisfeitos e até preocupados com a forma como a equipa quebrou no último terço do jogo. Esta equipa já nos habituou a ter uma enorme personalidade e a manter a compostura em situações muito complicadas, e este tipo de comportamento é por isso uma surpresa. Enfim, há que olhar para o lado positivo da coisa e pensar que absolutamente nada está perdido. E a seguir, ganhar ao Moreirense.

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publicado por D`Arcy às 16:35
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10 comentários:
De Francisco Pereira a 24 de Novembro de 2016 às 17:49
Olá D' Arcy.

Olha amigo, desta vez nem sei que dizer-te, se já disseste tudo e bem ou, se nem por isso. Desculpa, já não me lembro de me sentir tão mal, não sonhava com tal situação.
Na verdade, o nosso treinador parece que ficou também desorientado, não apenas pelas opções escolhidas mas, acima de tudo, pela estrada, a pinga gotas, dos jogadores.
Depois de vermos, parece tudo fácil, mas antes, seria difícil para o Rui Vitória, coitado. Mas, para não complicar, seria definir quais a sair, no meu entender (agora!!!), sairiam Sálvio e Mitroglou, entrariam simplesmente André Almeida para defesa direito, passando o N.Semêdo para a sua frente na lateral direita e, o Raúl Jiménez (que vem muitas vezes atrás) fresquinho, ficando o resto da equipa que estava embora com as indicações indispenáveis.
Enfim, fiquei a pensar, naquilo que os nossos rivais dizem muito, jogamos muito até ao fim do jogo apenas contra as equipas comparativamente mais fracas. Isto, digo eu, será que acontece apenas por falha táctica nos meios campos, defensivo e ofensivo???!!!! Não faço ideia, mas estou já em pânico, a pensar nos efeitos que este jeito de jogar terá no jogo com o Sporting !!!! o ano passado verificou-se assim, felizmente com a excepção do resultado em Alvalade, só o resultado !!!
Tudo isso, não quer dizer que ontem não estivesse maravilhado com o nosso Glorioso e o seu jogo de sonho. Claro que sim, apenas tenho receio que falte ali qualquer coisa que me escapa mas que, provávelmente, não escapará ao J.Jejum. A ver vamos....
Curiosamente, também estou danado, pelos milhões que vamos perdendo nos jogos já disputados.

Que Deus ilumine o nosso querido treinador.

Arrebita Benfica, agora a música é outra. Já no Domingo.
De Tiago a 24 de Novembro de 2016 às 17:51
O RV nao da pra mais. Quantos jogos dificeis ganhamos esta epoca? nenhum. Contra o sporting ja da pra ver o que vai acontecer. A sorte e que o sporting e o porto sao de uma incompetencia atroz nos jogos com os pequenos.
De Águia Real e Eterna a 24 de Novembro de 2016 às 18:38
Extenso post, que imagino, custou muito, doeu muito a elaborar. Retrato fiel do que foi a prestação do nosso Benfica.
Faltou apenas dizer que, mais uma vez e para não variar, jogámos contra 14 (CATORZE).
No aspecto disciplinar, o ESCARRO quaresma e mais outro caceteiro do besiktas teriam ido para a rua. Um com CARTÃO VERMELHO DIRECTO e o outro com 2º cartão amarelo.
Primeiro golo do besiktas - clube que passei a ODIAR - em claro fora-de-jogo.
Nesse lance, muito me admira a PASSIVIDADE, já ENDÉMICA da nossa defesa, principalmente o "capitão" Luisão, em deixarem passar tal lance em claro, e não terem sequer esboçado um ténue protesto que fosse junto do APITADOR NCORRRUPTO. Sempre a COMER e a CALAR. É esta INFELIZMENTE a política de quem "dirige" o Clube. E claro, como diz o aforismo, quem se encolhe, acaba sempre encolhido e portanto mais pequeno.
Não é por acaso que TODA A MERDA, tanto cá dentro como lá fora, embora cá dentro seja ainda muito pior, não é por acaso, dizia eu, que TODA A MERDA rouba o Benfica.
Sobre o jogo, está tudo reflectido no DOLOROSO post do caríssimo D'Arcy, com o qual eu concordo em absoluto. O que eu rezei para que aqueles cinco minutos de período de descontos terminassem. Cinco minutos que me pareceram CINCO HORAS.
Se depois de 0-3 a nosso favor, a cerca de 30 minutos do final ainda viéssemos a perder o jogo, acho que quem fiaria a ganhar seriam os cangalheiros. QUE SOFRIMENTO!!! UFFFF. DÓI MUITO SER BENFICA. Porque ser BENFICA é amar e viver o Clube em todos os momentos da sua existência.

Não pondo em causa Rui Vitória e a sua competência - que julgo bem superior a qualquer outro treinador em Portugal - não entendo como é que há-de ser sempre o GENIAL Franco Cervi a ser substituído, e porque razão Raúl Jiménez só entra em campo a 7 (sete) minutos do fim do jiogo, quando depois o 1-3, o Benfica infelizmente ENCOLHEU-SE DEMAIS, deixou-se "comprimir" tanto que quase parecia que havia só uma equipa sobre o relvado, e portanto sobravam muitos metros, cerca de meio relvado nas costas dos defesas turcos, e todos o sabem, Raúl Jiménez é muito mais veloz e acutilante do que Mitroglou para esse tipo de jogo.
Coitado do Raúl Jiménez. Com o treinador a dar tantos tiros nos próprios pés, quem perde é o jogador Internacional mexicano, e principalmente o nosso Benfica.
Cervi, é pequenino mas tem a ALMA de uma VERDADEIRA ÁGUIA. Não tem medo dos calmeirões caceteiros, ATACA MUITO BEM e defende e trabalha para o colectivo como poucos. Neste momento já não o trocaria pelo também excelente Nico Gaitán.

Para acabar, quero dizer que a nossa equipa actual é uma espécie de "EXÉRCITO SEM COMANDANTE, SEM GENERAL". A equipa infelizmente não tem NINGUÉM - a não ser os Sócios e Adeptos anónimos - que a defenda. Dentro do campo temos um capitão que nada faz junto dos apitadores, apenas se limitando a cumprimentá-los no início dos jogos. Os colegas são albalroados, agredidos e nada de nada se protesta contra o apitador. É deixar a "festa" rolar que entre "mortos" e "feridos" alguém há-se escapar.
Fora dos relvados, a PUSILANIMIDADE ainda é maior. O nosso BenfIca pode ser ROUIBADO e SUPER-ROUBADO, os nossoS jogadores podem ser covardemente agredidos como se fossem SACOS DE LEVAR PORRADA, etc,etc,etc,... que da parte da nossa "Direcção" e do seu "Presidente", não se ouve um pio. NEM UM SEQUER. Hibernam TODOS.
Só se vê e ouve na BENFICA-TV, os Adeptos/Sócios a falarem dos roubos ao nosso Benfica e da porrada que dão aos nossos jogadores, gente revoltada e indignada, por ver este ESCABROSO MODO de tratar o Maior de Portugal
e não poderem fazer mais nada.
TRISTEZA de "Direcção" e "Presidente". De ÁGUIAS não têm NADA.
São uns pardalitos INDEFESOS e sem CAPACIDADE DE FAZEREM RESPEITAR O BENFICA.
E quanto mais se ENCOLHEM e ACOBARDAM, mais prejudicado e roubado é o nosso BENFICA.

Continuo a dizer que não compreendo como o Maior e Melhor e mais FORTE Clube Nacional é que que menos se sabe DEFENDER.
De facto é um ENORME PARADOXO.

Falando de coisas positivas, toca lá, aos VERDADEIROS, levantarem o cuzinho do sofá e ENCHER A NOSSA BELA CATEDRAL que é o nosso Estádio da Luz contra o Moreirense, 27/11 e contra o Nápoles dia 6 de Dezembro.

BENFICA BENFICA BENFICAAAAAAAAAAAA Semrpeeeeeeeeeeeeeeeeeee
De antonio fonseca a 24 de Novembro de 2016 às 19:10
Boa tarde,

Inteiramente de acordo quanto ao comentário do moderador. Acrescento dizendo que é inacreditável depois de uma primeira parte onde subjugamos o besiktas com bom futebol e golos lindos e alguns falhados.

Os 10 minutos da segunda parte deixavam antever que o jogo seria o mesmo da primeira parte, porém houve quanto a mim quatro factores que contribuíram para o descalabro.

1º a substituição de dois jogadores por parte do treinador do besiktas que passaram a dominar o jogo, principalmente pela direita face ao apagão de Salvio que assim deixou de prestar ajuda ao Nelson que também deu largas ao jogador que marcou o 1º golo.

2ª a substituição de Cervi pelo Rafa que assim também deixou "descalço" o Eliseu.

3ª a frase antiga "no melhor pano cai a nódoa", com 2 erros de palmatoria de Lindelof.

4º como refere a substituição do Gonçalo e o adiantamento do Pizzi em nada nos beneficiou.

Confesso que face ao que se passou na primeira parte nunca me passou pela cabeça que deixaríamos de garantir a passagem a fase seguinte da prova.

Nada está perdido, só teremos que fazer o mesmo que o besiktas ou ganhar desde logo.

Agora é levantar a cabeça e apontar agulhas para a liga e que o Moreirense seja encarado como um adversário difícil.

Saudações benfiquistas.
De Redpower a 24 de Novembro de 2016 às 20:19
Em primeiro lugar temos que dar os parabéns à equipa pela primeira parte fantástica. Juro que no final da primeira parte só pensava que este pode ser o Benfica campeão europeu. Na segunda parte fomos de uma ingenuidade tal que apercebi-me que não, assim não podemos almejar tal feito.

Não há muito a acrescentar, mas acho impressionante que psicologicamente sejamos tão fracos nas competições europeias. Perdemos duas finais europeias em que fomos superiores, empatamos na primeira jornada com este mesmo Besiktas sofrendo um golo nos últimos minutos e agora desperdiçámos uma vantagem de 3 golos de forma impressionante.

A ganhar 3-0 temos que segurar a bola e fazer o adversário correr e sim, se for possível marcar o quarto tanto melhor, senão concentramo-nos sobretudo em defender o resultado. Uma equipa que ganha por 3-0 não pode estar a tremer com medo do mais improvável que é perder essa vantagem... Portanto, não concordo com a explicação do nosso treinador. Foram 4 pontos perdidos nos dois jogos com o Besiktas de forma totalmente escusada sobretudo neste último. Espero que mais uma lição tenha sido aprendida e que isto não dite o nosso afastamento.

Posto isto, o que passou é passado e agora concentremo-nos no Moreirense.

VAMOS BENFICA!
De Luís Manuel a 24 de Novembro de 2016 às 23:05
Olá D'Arcy, obrigado pelo teu post.

Evidentemente que é frustrante. Fizemos uma primeira parte absolutamente magnífica. Toda a equipa unida, esclarecida, a trocar a bola, a nossa defesa a antecipar-se ao ataque turco, o meio campo a lançar o jogo, alas e laterais muito bem, Guedes e Mitroglou excelentes na frente, Salvio e Cervi também. Mas um golo dos turcos na segunda parte poderia ter o condão de relançar o jogo, e foi isso que aconteceu. É um grande golo, e o seu autor não voltará a marcar um assim tão cedo. Tinha que ser contra nós. E com um golo assim o adversário, em casa, galvaniza-se, é natural. Ainda para mais na Turquia. Se o Mitroglou tem feito o quarto golo (não dá mesmo para falhar aquela chance), tudo seria diferente.

Penso que nos momentos após o primeiro golo deles o nosso treinador falhou nas substituições. O Cervi estava a ser determinante a defender e a atacar, e o Rafa não veio trazer nada. Não sei se o Gonçalo saiu porque estava tocado. Se te recordas, levou uma pancada antes do intervalo e saiu a coxear. De qualquer modo, acho que o Samaris também não trouxe nada de positivo. O Salvio quebrou muito e deveria ter saído, porque os turcos perceberam isso e canalizaram o jogo por aquele lado, e nesse caso o Nelson Semedo pouco ou nada pôde fazer sem a ajuda do Salvio. Era muita gente pela frente, e ele sozinho. Quanto ao penálti, o Lindelof tenta cabecear, mas quem salta para cabecear dificilmente consegue ter os braços em baixo. E a bola bateu-lhe no braço, nada a dizer.

Empatámos, claro que a sensação é desagradável porque estivemos na frente por 3 golos, mas isto não é o fim, nem o nosso treinador passa de bestial a besta. É preciso dar mérito a um adversário que também lutou muito na segunda parte. Não estávamos a jogar contra uma equipa fraca. O Besiktas é campeão turco. Tem defeitos e qualidades, acho que nós somos superiores, mas jogar no estádio deles é sempre difícil.

Aprender com os erros é fundamental, e eu acho (sinceramente acho) que é bom que estas coisas aconteçam. É a prova que nenhum jogo está ganho aos 45 ou aos 89 minutos. Uma equipa, treinador e jogadores inteligentes podem tirar boas conclusões destes jogos, e com isso melhorar. Manter sempre a concentração e tentar não errar, mas todos somos humanos, todos erramos. Além disso, este foi um jogo de CL. E aqui a intensidade é muito alta. Do mau, o menos mau. Não perdemos o jogo e temos a possibilidade de resolver o apuramento em casa. Eu continuo a dizer que somos superiores ao Nápoles. Claro que isso nos vai obrigar a um esforço maior, mas em alta competição é assim mesmo, não há facilidades, e ainda bem, a nossa equipa vai continuar a ter de estar concentrada. Tive pena, porque percebi, no final do jogo, a frustração dos nossos jogadores e do nosso treinador, mas isso só revela a vontade que todos têm de fazer melhor, a consciência que todos têm que temos qualidade, e que estas coisas às vezes acontecem.

Por mim, a confiança está inteira. E estaria mesmo que tivéssemos perdido. Já levámos 3 golos contra o Beitar de Jerusalém e aí não caiu o Carmo nem a Trindade. O Besiktas ganhou em Itália ao Nápoles. Não perdeu qualquer jogo em casa. Nem Benfica, nem Nápoles nem Kiev conseguiram ganhar na Turquia. Repito: aprender com os erros é importante. Este jogo já é passado e agora o que importa é a concentração total no jogo com o Moreirense, que vai ser difícil, e uma boa oportunidade para a nossa equipa demonstrar a qualidade que tem, e a vontade que os jogadores têm de seguir em frente. Uma segunda parte má não apaga uma magnífica primeira parte num estádio em que ainda nenhuma das equipas do nosso grupo conseguiu ganhar.

Força, Benfica !!!
De ÁGUIA GENIAL a 25 de Novembro de 2016 às 15:27
É inadmissível o que aconteceu, depois de uma primeira parte brilhante fazem aquilo na última meia hora... que não se repita.
A passagem está perfeitamente ao alcance, so dependemos de nós.
É ganhar todos os jogos.

Força Benfica!
De Manuel Afonso a 25 de Novembro de 2016 às 17:33
É sempre bom dar um tempo depois destas coisas irritantes acontecerem, e acalmar antes de ir a correr martelar nas teclas do primeiro computador que se apanhar à frente. Evita-se assim escrever um monte de disparates que só nos envergonham passado umas horas. Ou pelo menos aqueles de nós que têm dois dedos de testa, e que não gostamos de rebentar coisas estando ainda agarrados a elas.

3-3 foi um bom resultado, que nos permite disputar a qualificação na última jornada em situação muito vantajosa.
Jogo em casa, em que só precisamos da vitória em caso de vitória do Besiktas em Kiev.
Claro que em quaisquer circunstâncias o jogo com o Nápoles é para ganhar, e será com este espírito que entraremos em campo, como sempre.

Já aqui disse isto várias vezes, e volto a repetir. Em alta competição a única coisa que cai do céu é a derrota. Em alta competição a única coisa que se alcança com facilidade é a derrota.
Ganhar dá muito trabalho.

E eu estou para aqui a pensar no trabalho que foi preciso, para chegar ao ponto em que nos lamentamos com um empate na Turquia.
No trabalho que foi preciso para disputarmos o acesso aos oitavos da Champions como se fosse a coisa mais natural do mundo.
No trabalho que foi preciso para estarmos num grupo com Dínamo de Kiev, Nápoles e Besiktas, e chegarmos à última jornada a disputar o primeiro lugar.

Tenho a certeza que foi preciso muito, mas muito trabalho. Se o nosso presidente perdesse um segundo que fosse a ler as imbecilidades que se escrevem em blogs, se bebesse da sabedoria dos especialistas da internet e seguisse os seus conselhos, se se preocupasse com as suas previsões quase sempre acertadíssimas (sim,sim), se... estávamos era bem f...

Frontalidade e exigência. É. As qualidades supremas atribuídas a si próprios pelos génios da internet.
Só é pena que nem sequer imaginem o que qualquer um destes adjectivos quer dizer.

É que frontalidade não é dizer todas as parvoíces que lhes passem pela cabeça, a todo e qualquer desgraçado que tenha o azar de lhes aparecer pela frente. A isto chama-se enorme falta de educação e total incapacidade de viver em sociedade.

E exigência não é desancar em todo e qualquer um que não atinja uma meta disparatada estabelecida por alguém que nunca fez nada na vida. Não.
A isto chama-se petulância de meninos mimados que nunca tiveram que lutar por nada na vida, e por isto acham que tudo cai do céu, ou de frustrados ignorantes que nunca conseguiram construir nada na vida por manifesta incapacidade.

Petulância, frustração, ignorância e incapacidade. É. Eis as qualidades reais dos taliban da internet.
Ainda bem que no Benfica não há destes. Só dos outros. Daqueles que trabalham que se fartam para que eu me permita ficar chateado, por algumas horas, por termos empatado na Turquia.
Porra!!! Deve ter dado mesmo muito trabalho chagarmos aqui.





De Mario Moita a 26 de Novembro de 2016 às 21:11
Frustrante,de facto,frustrante e preocupante.
Em Nápoles,foi o descalabro,10 ou 15 minutos,e tudo foi o era.Em Istambul,estou plenamente de acordo com a sua boa avaliação,querendo só acrescentar,que só por quebra física,seria de tirar,quer o Cervi,quer o Gonçalo.O medo ?? que a equipa da mostras,quando sofre um golo,incompreensível,sofremos 3 golos todos a nascer do lado direito da nossa defesa,uma equipa madura,sabida jamais iria permitir que o jogo se fize-se há vontade do adversário,mostra-mos ter qualidade mais que suficiente,para manter a equipa turca longe da nossa área,como sabemos,o tempo e sempre contra a equipa que esta a perder,portanto,mesmo depois de sofremos o 1 golo,ainda tínhamos 2 de vantagem.A meu ver, o Rui Victoria,devia de rever as trocas que fez,pois uma parte do desacerto cabe-lhe ,ele saberá,penso eu tirar as ilações que este jogo,o de Nápoles e,porque não o do Porto,trouxeram ao de cima,para o bem de todos nos Nação Benfiquista.
De Jorge a 27 de Novembro de 2016 às 21:02
Frustrante? De facto não me canso de dizer isto: o GLORIOSO é uma INSTITUIÇÃO demasiado grande para um país tão pequeno!
E pronto, era só isto que eu tinha para dizer hoje!

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