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Segunda-feira, 15 de Abril de 2024

Gestão

Uma verdadeira revolução operada no onze, em nome da gestão de esforço, significou oito alterações no onze titular. Apesar disso o Benfica conseguiu uma vitória tranquila frente a uma das boas equipas desta liga, provando que temos um plantel com bastantes opções que poderia ter sido utilizado de forma mais eficaz durante a época.

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A revolução começou na baliza e apenas deixou três 'sobreviventes' no onze: o Bah, até porque não há realmente mais nenhuma opção para a posição de lateral direito sem ser o Aursnes (que estava suspenso), o sempre presente João Neves e o Neres. Na defesa, a dupla inédita esta época Tomás Araújo e Morato, com o Carreras a ocupar o lado esquerdo. No meio campo foi o João Mário a jogar ao lado do João Neves, tendo o Kökçü jogado um pouco mais à frente como prefere - o turco jogou em vez do Rafa mas não jogou propriamente no lugar/funções dele. São jogadores com características completamente diferentes, e pode-se considerar que desta forma jogamos com um meio campo a três. O Tiago Gouveia jogou na ala esquerda, com o Cabral a regressar à frente de ataque. Os primeiros minutos mostraram mais iniciativa, natural, por parte do Benfica, mas o Moreirense tentava sempre responder. O Moreirense é uma equipa que joga bom futebol e não veio para a Luz jogar fechado atrás, o que resultou num jogo agradável de seguir, com velocidade e espaço para as duas equipas saírem para o ataque sempre que a bola era recuperada. O Benfica acabou por inaugurar o marcador um pouco depois do primeiro quarto de hora, numa transição rápida. Após a recuperação de bola, a saída rápida para o ataque conduzida pelo Kökçü deixou-nos numa situação de superioridade numérica (4x3) e o turco tabelou com o Tiago Gouveia, sobre a esquerda, para depois rematar rasteiro à entrada da área, com o guarda-redes ainda a conseguir tocar na bola mas a não a impedir de entrar. A reacção do Moreirense foi boa e o período a seguir ao nosso golo foi talvez o nosso pior momento em toda a partida. Houve algum nervosismo e cometemos alguns erros na obsessão em sair a jogar a partir da defesa, com um toque displicente do Tomás Araújo na direcção do Samuel quase a oferecer o golo ao adversário. Tomás que, a meio da primeira parte, apoiou mal o pé e fez o resto do tempo até ao intervalo claramente em sacrifício, já que não deixou mais de coxear. Já depois da meia hora de jogo a melhor ocasião de golo do Moreirense, quando o Alan veio da esquerda para o meio e rematou rasteiro à entrada da área, fazendo a bola ir ao poste com o Samuel já completamente batido. Mas foi muito boa a reacção do nosso guarda-redes a impedir o golo na recarga, mergulhando aos pés do jogador do Moreirense. A resposta do Benfica veio logo a seguir pelo Cabral, que numa iniciativa individual se virou bem sobre o marcador directo, trabalhou bem na zona central e ainda bem de fora da área desferiu um remate com selo de golo, que o guarda-redes ainda conseguiu desviar ao de leve para a barra. Seria um golo fantástico. Este lance 'acordou' o Benfica, que a partir daí voltou a ficar bem por cima do jogo e nunca mais largou essa posição. Pouco depois foi o Carreras quem veio da esquerda para o meio e viu o guarda-redes negar-lhe o golo com mais uma grande defesa, a um remate de pé direito de fora da área. Já no período de descontos, na sequência de um pontapé de canto marcado pelo Neres na direita, o Tomás Araújo surgiu ao segundo poste a ganhar no ar para cabecear e ver o guarda-redes fazer mais uma grande defesa e desviar a bola para os ferros. Depois a tentativa de cortar para canto por parte de um defesa fez a bola ir ao poste, e a bola sobrou novamente para o Tomás Araújo marcar na recarga.

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Ao intervalo a gestão continuou e o Neres e o João Neves já não regressaram, sendo rendidos pelo Rollheiser e o Florentino, e o Tomás Araújo também foi substituído pelo António Silva, certamente por já não estar a 100% desde o lance em que se lesionou na primeira parte. Os dois golos de vantagem conferiram bastante segurança à nossa equipa, que jogou toda a segunda parte de forma bastante tranquila e controlou o jogo perfeitamente à vontade. Não me recordo de nenhum lance mais perigoso por parte do Moreirense (que acabou o jogo sem fazer um único remate na direcção da baliza). O terceiro golo do Benfica parecia ter grande probabilidade de acontecer, e vimos a equipa trabalhar e ir à procura dele. Com a entrada do Florentino o João Mário soltou-se mais e apareceu mais frequentemente em terrenos mais adiantados (pouco se tinha dado por ele na primeira parte) a ligar mais com o Kökçü. O Cabral trabalhou muito no ataque e na direita o Rollheiser também trouxe uma boa dinâmica, sempre bem apoiado pelo Bah. Do outro lado, o Carreras foi subindo de rendimento ao longo do jogo e também esteve sempre bastante activo. De uma forma geral foi agradável ver-nos, para variar, jogar mais como equipa, a construir jogadas a envolver vários jogadores em apoio constante, em contraponto ao processo habitual de entregar quase sempre a bola ao Di María e ver o que é que ele consegue inventar, ou tentar colocar a bola no Rafa. O terceiro golo apareceu a dez minutos do final, numa jogada em que os extremos se tocaram. Um grande passe do Tiago Gouveia, na esquerda, a picar a bola para o meio, onde o Rollheiser apareceu depois de um bom movimento de desmarcação a partir da ala, surgindo na zona do ponta-de-lança. Controlou a bola no peito e depois finalizou com um remate de pé esquerdo, fazendo a bola passar entre as pernas do guarda-redes. De realçar também o facto deste golo ser o resultado directo de uma recuperação de bola logo à entrada da área adversária. O Benfica tinha atacado pela esquerda, o cruzamento do Carreras foi afastado pela defesa, e um toque do Florentino seguido de um corte do Bah, que surgiu na zona central, permitiu-nos continuar a carregar. Foi um terceiro golo merecido e um final de jogo tranquilíssimo na Luz, que nos instantes finais permitiu a estreia do Diogo Spencer, um dos laterais mais promissores da nossa formação. No total, neste jogo utilizámos oito jogadores formados no clube.

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O destaque maior do jogo vai para o Tiago Gouveia. Acaba com duas assistências, que são uma prova de que desta vez fez um jogo com muito menos ansiedade, com a preocupação de jogar para a equipa e menos individualismo, o que por vezes o traiu em jogos anteriores (mas esteve perto de assinar um grande golo numa iniciativa individual). Só jogou uma parte, mas o Tomás Araújo voltou a mostrar muita qualidade e que é uma opção muito a ter em conta para a titularidade. Velocidade, bom posicionamento e muito boa saída de bola, com o senão do excesso de confiança naquele atraso à queima para o Samuel. A jogar onde gosta o Kökçü foi outro dos destaques no jogo, a provar que pode ser muito útil à equipa, mas para o conseguir encaixar no onze de forma regular seria necessário alterar a forma habitual de jogar da nossa equipa e provavelmente isso implicaria ter que encostar ao Rafa a uma ala. O Cabral não marcou mas fez por merecê-lo. Na minha opinião fez um jogo muito positivo e a jogar assim, ao contrário do Tengstedt, é uma ameaça para as balizas adversárias. O Bah, como referido, está num momento bom e do outro lado o Carreras começou de forma hesitante, com alguns erros defensivos, mas foi ganhando confiança e fez um jogo sempre em crescendo. Os seus movimentos da esquerda para o meio podem ser um ponto forte a explorar. O Rollheiser, que pela primeira vez vimos durante mais do que meia dúzia de minutos, mostrou muito bom toque de bola e esteve muito em jogo, mostrando-se sempre disponível para receber a bola e participar nas jogadas de ataque. Gostei do que vi. Por último, confesso que gostei muito de ver o Morato de regresso à sua posição. E digo isto porque ele ao longo da época tem sido dos que mais sofreram com as críticas, por estar a jogar numa posição que não é a sua. Fez um jogo muito tranquilo, muito mais confiante com a bola nos pés do que quando tem que jogar a lateral. É um jogador pelo qual eu acredito que poderá passar o futuro próximo da nossa defesa.

 

Depois de jogos destes, em que no final o público se despede da equipa com um forte aplauso, a pergunta que fica no ar é sempre porque motivo não foi feita uma gestão do plantel assim mais vezes durante a época. Nem é a primeira vez que se fez isto, já no jogo em casa contra o Estoril tínhamos mudado mais de meia equipa e os que jogaram mostraram ter qualidade mais do que suficiente para dar conta do recado. Para além da gestão física jogos deste permitem também reforçar a confiança de todo plantel, porque os jogadores menos utilizados percebem que também contam e que não têm que ser sempre os mesmos a jogar, mesmo quando estão a atravessar um momento menos bom ou estão mais cansados. O Benfica para esta época construiu um plantel que regra geral oferece bastantes soluções (com uma ou outra excepção, caso da lateral direita). Pena que, por opção própria, tenhamos optado quase sempre por não explorar essa potencial vantagem.

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publicado por D'Arcy às 11:12
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5 comentários:
De Anónimo a 15 de Abril de 2024
nao foi so com o estoril, com o vizela tambem.
De Luis Agostinho a 15 de Abril de 2024
Já há muito que defendo que o Kokçu deveria jogar como médio ofensivo, pois isso libertaria o ponta de lança de tanto esforço defensivo e ficaria mais disponível para as acções ofensivas, pois o médio ofensivo, neste caso Kokçu, iria participar muito mais e melhor no processo defensivo, ajudando o duo do meio campo. Também melhoraria o processo ofensivo pois naquela posição o Kokçu tem mais capacidade para regular o ritmo do jogo, de distribuição de bola, de remate de média distância, de reter a bola quando necessário. Acho que o futebol da nossa equipa teria sido muito superior ao que foi ao longo da época. Saliento que a equipa de ontem tem pouca rotina de jogo e poucos automatismos, sendo que alguns até de ritmo de jogo têm falta. Mesmo assim, no geral, apresentam um futebol positivo. A gestão dos recursos do plantel este ano da parte do treinador, foi desastrosa, e o resultado está à vista de todos.

Também é visível a falta de alternativas viáveis de alguns sectores, como as laterais, onde só temos um lateral direito e um lateral esquerdo de raiz, acho que o Bernat nem entra na equação. Outro lugar onde temos défice é na chamada posição 6, alternativa a Florentino, sendo que não temos mais ninguém para fazer a posição, e cabe sempre ao Neves faze-la quando ele é muito mais, na minha opinião, um box-to-box, ou oito, e apesar de jovem, também necessitará descansar de vez em quando? Acho que aqui e ali o Neves já demonstrou alguma falta de frescura perdendo bolas que normalmente não perderia e chegado atrasado em algumas coberturas. Portanto, há quem diga que temos o melhor plantel de Portugal, mas com estes défices que não foram devidamente colmatados, teremos?

Ontem gostei de ver o lateral esquerdo emprestado, o Fernandez, o Kokçu e o Tiago Gouveia (provavelmente a melhor exibição que vi dele, até agora, na equipa principal).

O que não gostei mesmo nada foi aqueles passes ao guarda-redes que quase deram golo à equipa adversária. Havia necessidade? Os jogadores podem ter muita técnica, rapidez, força, mas a inteligência de jogo é fundamental, e naquelas jogadas não demonstraram tê-la.

Agora segue-se o Marselha novamente e a equipa habitual. Vamos ver...espero que as coisas corram bem.

Saudações Benfiquistas
De Vitor Pereira a 15 de Abril de 2024
Este ano perdemos o que perdemos porque o treinador aparenta alguma acefalia, e incapacidade de gestão de ativos, teimoso, está a mais no nosso Benfica. Um JJ em alemão.

Espero um novo treinador, Marco Silva, Gasperinni, Abel (para alguns), Xavi Hernandez.
De BI-CAMPEÃO EUROPEU a 15 de Abril de 2024
"Alguma acefalia"?!?!?!... Só?!?!
De facto o meu caro é muito generoso e benevolente!!!!

Com este Plantel e com um TREINADOR A SÉRIO, e não um monte de presunção e vaidade como é este Schmidt - que se julga acima do Presidente e até do próprio SLBENFICA - o nosso Clube LIMPAVA TUDO o que houvesse para ganhar em Portugal!!!!!

Era bom que Rui Costa pensasse menos nele próprio e assumisse os seus erros, principalmente no que diz respeito a este "treinador", e providenciasse que o nosso Benfica voltasse a ter um Treinador ao nível do que um Clube como o nosso precisa e EXIGE!!!!!

É uma VERGONHA para este "treinador", com tudo do melhor que há em Portugal ao seu dispôr, e provavelmente não ganhar nada, ficando como sub-alterno do riporting de alvaLADRA que, com bem menos está a fazer MUITO MAIS!!!!!

Para mim não há meias palavras e considero-o o PIOR TREINADOR do Benfica em toda a sua Gloriosa e Inigualável História!!!!

Não conheço nenhum Benfiquista com quem falo praticamente todos os dias, que esteja satisfeito com este "treinador", antes pelo contrário todos o DETESTAM, e muitos nem sequer querem ouvir o nome dele!!!!

RUA RUA RUA RUAAAAAAAAAAAAAAAAAA

Benfica Benfica Benfica........... Sempreeeeeeeeeeee acima de tudo e de todossssssssssssssssssss.
De Luís Manuel a 16 de Abril de 2024
Olá D'Arcy, e obrigado pelo post. Boa análise ao nosso jogo. Não só estou de acordo, como gostava de destacar o último parágrafo do teu post. Porque motivo, de facto, não foi feita essa gestão, quando houve tantos jogos em que ela poderia ter sido feita, e quando houve tantos últimos 25 e 30 minutos de vários jogos em que 3, 4, ou 5 jogadores poderiam ter entrado? Vê-se que temos um banco com boas alternativas ao 11 inicial. Sou um bocado parcial nisto porque gosto muito da forma como joga o Tiago Gouveia, mas fazê-lo entrar nos últimos 3 minutos de pouquíssimos jogos, mesmo quando o Neres se lesionou e depois voltou da lesão? O próprio Morato, que é um bom central, andou tanto tempo perdido na lateral esquerda, e merecia muito mais oportunidades no seu lugar de origem. Gostei do Cabral, e até hoje não percebo por que saiu da equipa quando começou a jogar bem e a fazer golos.

Importante a vitória, importante também termos utilizado tantos jogadores formados no clube. Não é preciso gastar-se rios de dinheiro para contratar jogadores quando não têm mais qualidade do que os jovens da formação. Quando têm mais qualidade, aí é outra história. Confesso que nunca tinha visto jogar o Spencer, e contava mais que fosse lançado o João Tomé, por exemplo. Também gosto muito do Filipe Cruz, que infelizmente se lesionou com muita gravidade. Esperemos que recupere bem.

Saudações Benfiquistas para ti e Tertúlia.

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