VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES
Sábado, 3 de Novembro de 2018

Horrível

Uma exibição horrível e um resultado vergonhoso como consequência. Mas o mérito a quem é devido: o Moreirense fez uma excelente exibição esta noite na Luz (principalmente na primeira parte) e justificou completamente a vitória. Sem autocarros, sem anti-jogo, e a jogar bom futebol. Era ao Benfica quem cabia fazer muito mais e melhor.

 

 

Duas alterações na linha da frente para este jogo: João Félix e Jonas renderam Seferovic e Salvio. De resto, os mesmos que tinham defrontado o Belenenses. Foi precisamente esta dupla a dar o melhor início possível ao jogo, pois ainda não estavam decorridos dois minutos e já o João Félix assistia o Jonas para o primeiro golo da partida. Seria natural começar desde logo a pensar que uma vitória tranquila se seguiria, mas estávamos muito enganados. O Moreirense veio à Luz para jogar futebol, e de forma bastante eficaz e descomplexada. Linhas subidas, agressivos no ataque à bola e muito bem nas saídas da pressão, conseguindo em três quatro toques aquilo que o Benfica não conseguia em trinta: colocar três ou quatro jogadores na zona de finalização e libertar alguém para fazer o remate. E depois, uma tremenda eficácia, num enorme contraste com aquilo que temos andado a fazer. Nem três minutos durou a vantagem do Benfica, porque o Moreirense imitou-nos e chegou ao golo também no primeiro remate que fez. Uma subida do Grimaldo não foi devidamente compensada (o nosso meio campo, Fejsa incluído, esteve completamente desastrado) e o Moreirense aproveitou a cratera que se abriu do lado esquerdo para entrar e fazer o passe para a entrada da área, onde surgiu o Chiquinho (jogador que fez a pré-época connosco e acabou dispensado) a rematar para o golo. De notar também que nesta jogada o Moreirense saiu para o ataque e chegou à área com quatro jogadores para apenas três defesas nossos. Médios nossos, nem vê-los. O Benfica ainda respondeu com uma grande ocasião do Rafa, na qual o guarda-redes tirou a bola em cima da linha depois do Rafa lhe ter feito um chapéu, mas o Moreirense estava a jogar de uma forma que só deixava antever mais problemas para nós. O Chiquinho, apesar de ter marcado o golo, continuava a gozar das maiores liberdades para receber a bola à entrada da área. Acho que nunca tinha visto o Fejsa a jogar tão longe dos centrais e com tão poucas preocupações defensivas. O resultado disso foi um segundo golo quase tirado a a papel químico do primeiro, à passagem do quarto de hora. Nova subida do Grimaldo, perda de bola no ataque e nenhuma compensação a fechar aquele lado. Depois o Jardel foi facilmente ultrapassado e desta vez o centro saiu para a zona do segundo poste, onde o Pedro Nuno (outro ex-jogador nosso) encostou para o golo. 

 

 

Se as coisas já não pareciam bem, a partir deste momento fiquei com a nítida sensação de que os nossos jogadores estavam completamente perdidos em campo. Os assobios que se começaram logo a fazer ouvir também ajudaram à festa e imediatamente vimos toda a gente a tentar fazer sempre tudo demasiado depressa, e quase sempre mal. Mas ainda tivemos mais duas boas ocasiões para marcar: um cabeceamento do Jonas, que completamente à vontade na área atirou por cima, e uma situação em que o Rafa ultrapassou o guarda-redes e só com um defesa entre ele e a baliza conseguiu acertar no defesa. Mas quase toda a gente à minha volta na bancada percebia que a probabilidade do Moreirense voltar a marcar era grande, porque o Benfica simplesmente não conseguia travar as saídas deles para o contra-ataque. Era tudo feito de forma muito simples e eficaz, com os nossos jogadores quase a parecerem parados. Infelizmente tínhamos razão, e o desacerto ficou por demais evidente no lance do terceiro golo do Moreirense. Depois de uma bola comprida metida nas costas da nossa defesa, descoordenação entre o Odysseas e o Jardel, com o nosso guarda-redes a sair disparatadamente da área e a bola a ficar nos pés do Jardel. Depois o mesmo Jardel deixou-se pressionar e na ânsia de despachar a bola para não ceder um lançamento de linha lateral acabou por colocá-la nos pés de um adversário. Daí, a bola seguiu para a zona central, onde a uns bons vinte e cinco metros da baliza o Loum desferiu um remate colocadíssimo que levou a bola a entrar bem junto da base do poste (acho que ainda lhe bateu). Um golaço. Faltavam dez minutos para o intervalo e imediatamente o Benfica passou a jogar em 4-4-2, com o Félix a juntar-se ao Jonas no centro do ataque, o Rafa a ir para a esquerda e o Pizzi para a direita. Sem resultados práticos, diga-se. Seria necessário algo muito especial para que o Benfica conseguisse dar a volta a isto.

 

 

O Rui Vitória tentou mudar logo ao intervalo, retirando duas das piores unidades do campo - Pizzi e André Almeida - para colocar o Castillo e o Salvio como lateral direito. O João Félix regressou à esquerda e o Rafa foi para a ponta direita, num 4-4-2 clássico. Ao contrário da primeira parte, o Moreirense não se revelou tão atrevido a sair para o ataque e baixou as linhas, convidando o Benfica a atacar. Mas se os jogadores até mostraram vontade para inverter o rumo dos acontecimentos, faltou-lhes discernimento e até mesmo qualidade para o fazerem. Embora o Rafa e o Salvio até tivessem dado alguma velocidade ao lado direito, houve sempre demasiadas dificuldades em fazer a bola entrar na área, assistindo-se sempre àquele futebol rendilhado com demasiados passes pouco objectivos e que exaspera as bancadas, sobretudo quando o resultado não é de feição. Basta tentarmos lembrar-nos de quantas ocasiões de golo ou até mesmo remates na direcção da baliza conseguiu o Benfica fazer durante a segunda parte. Poucos, demasiado poucos para uma equipa que precisava de inverter um resultado negativo. E mesmo esses poucos, foram quase sempre fracos e na direcção do guarda-redes. A terceira alteração não mudou nada em termos tácticos, apenas fizemos entrar um extremo de raiz (Cervi) para o lugar do João Félix, que até trouxe alguma dinâmica à esquerda, mas o golo continuou a parecer sempre muito distante. Como se as coisas não estivessem já a correr mal, o Jardel fez-se expulsar (mais um central expulso). Na marcação de um livre perigoso contra o Moreirense, ele conseguiu dar uma cotovelada num adversário na barreira. Na marcação de um livre perigoso, estão a ver? Quando o árbitro está precisamente atento à formação da barreira e de olhos postos nos jogadores que lá estão. Com o árbitro de frente e a cinco metros, o nosso capitão de equipa dá uma cotovelada a um adversário. Simplesmente brilhante, e digno de qualquer um que envergue aquela braçadeira. A coisa acabou por não descambar para pior porque o Moreirense tinha o jogo na mão e por isso nem forçou à procura de mais golos, mas foi tipo a cereja no topo do bolo de uma noite pavorosa.

 

 

Não é possível destacar alguém pela positiva. Pela negativa sim, mesmo num jogo em que estivemos tão mal. Mas alguns estiveram ainda pior, e estranhamente estamos a falar de alguns dos jogadores mais experientes da equipa. Pizzi, André Almeida e Jardel estiveram um desastre absoluto. Não sei se conseguiram sequer fazer alguma contribuição positiva em todo o tempo que estiveram em campo. Uma palavra ainda para o Castillo: ou no futuro mostra muito mais do que aquilo que vi esta noite, ou então é um absoluto mistério o motivo pelo qual pagámos tanto por ele.

 

Se na derrota contra o Ajax ainda tínhamos mostrado qualidade de jogo, e contra o Belenenses ainda se podia dar algum desconto à inacreditável exibição do guarda-redes na primeira parte (a segunda parte já tinha sido muito má) neste jogo não consigo encontrar qualquer traço redentor. Foi tudo demasiado mau, vi uma equipa tacticamente perdida em campo e jogadores muitas vezes a parecerem desesperados. Perdemos em casa com o Moreirense e o que é mais grave é ter que admitir que perdemos muito bem, porque o adversário foi claramente a melhor equipa em campo. E realço isso mesmo: nós podemos ter melhores jogadores do que o Moreirense, mas eles foram a melhor equipa em campo. Sem discussão possível.

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publicado por D`Arcy às 01:02
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De Joaquim Rato a 3 de Novembro de 2018 às 05:42
Não tenho prazer em chamar incompetente a ninguém. Mas sinceramente, há cerca de dois meses, aqui neste espaço, chamei incompetente ao vitória, pois as evidências da sua falta de capacidade para treinar uma equipa de alta competição eram mais que muitas. Sempre o achei um treinador medíocre. No primeiro ano só não foi logo despedido por que o Renato Sanches caiu do céu, e também porque os jogadores se uniram fortemente para mostrar a Jesus que também conseguiam ganhar sem ele, além disso, a sorte também esteve com ele e de que maneira neste primeiro ano, assim como no segundo ano, mas a sorte não dura sempre ( Fernando Santos que o diga!!! ), e no terceiro ano no jogo com o porto ela já foi madrasta. Mas neste jogo a incompetência de vitória também começava a ser de bradar aos céus. Tirou Rafa que estava a ser o jogador mais perigoso do Benfica, inclusive já tinha amarelado dois jogadores do porto, mantendo a nulidade pizzi, que fez uma época miserável, e mesmo assim foi quase sempre titular. No jogo com o Tondela conseguiu manter Luisão em campo, que foi responsável nos três golos. Como agradecimento, ainda o pôs num outro jogo onde novamente deu barraca. No Restelo apostou em João Carvalho, um jogador que consegue ser ainda dez vezes menos intenso que o pizzi. Numa equipa que um dos principais problemas é precisamente a falta de intensidade, apostar em João Carvalho no jogo do Restelo é mais que pôr-se a jeito, é dar o ouro ao bandido. Resultado, saímos de lá com um empate. Mas eu duvido que o homem veja as gravações dos jogos. Pois não é que o João Carvalho que tinha sido uma nulidade, foi titular no jogo seguinte. Enfim, o homem lá conseguiu acordar, e finalmente apostou em Zivkovic, que foi só o melhor jogador do Benfica até ao fim da época, mas de longe. A paga do vitória, foi dar-lhe 5 minutos, este ano, no meio-campo, que é o lugar dele. Mas vitória consegue sempre surpreender pela negativa. Este ano foi buscar Gedson, que já o ano passado devia estar na equipa principal, era ele e não o carvalho, como era evidente para quem perceba o mínimo de futebol. E não é que o homem que já vai no quarto de ano de Benfica espremeu o puto até ao tutano levando-o à exaustão, e esta manifestou-se num jogo importantíssimo, o jogo com o Sporting, a partir daí o rendimento do Gedson foi sempre a cair, até que foi parar ao banco. Só agora está a recuperar, mas ainda está longe do fulgor do início de época, que era a sua grande arma. Uma vez no café disse que vitória tinha rebentado com o Gedson, uma mulher respondeu-me: ele tem 18 anos aguenta tudo. Parece que o nosso treinador pensa do mesmo modo. E por falar em cansaço, o Grimaldo que já andava a estranhar ainda não ter rebentado, ontem já deu sinais evidentes de fadiga, e o André Almeida há vários jogos que também acusa fadiga, até o preguiçoso do pizzi, acho que o problema dele já não é só preguiça. Este pizzi em Amsterdão foi uma nulidade, jogámos só com dez, mas mesmo assim só saiu aos 80 minutos. Já chega de incompetência, só referir, que hoje não foi só incompetência. O senhor vitória quis-se armar em chico esperto, percebendo que está a ficar sem apoio socorreu-se do truque da formação, vai daí lança João Félix, só que o tiro saiu-lhe pela culatra. Como não percebe nada de futebol, não deu conta que ia entrar em jogo com 3 jogadores sem intensidade: Jonas, pizzi e João Félix, três jogadores que não defendem, ainda por cima Almeida, Fejsa e Grimaldo não estão bem. Resultado, o corredor esquerdo foi uma passadeira para vitória do Moreirense.
Só um recado para vieira: sei que estavas à espera que não restassem quaisquer dúvidas que os adeptos já não querem vitória, pois temes que em caso de insucesso os adeptos viessem com a conversa: quando o vitória saiu só estávamos a 1 ponto, se ele tivesse continuado tínhamos ganhado o campeonato. Este fim de semana já deves ter o que queres. Mas não te esqueças, a partir de segunda-feira, é a ti que tudo vai começar a ser quebrado. Acho melhor começares a pensar no Ajax. Com vitória dificilmente te safas.
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