Mesmo com uma equipa de segundas escolhas, mesmo a jogar novamente mais de uma hora com dez, uma vez mais o Porto foi incapaz de nos derrotar, e desta vez em casa. Na lotaria dos penáltis, fomos mais felizes, e garantimos a passagem à quinta final da Taça da Liga (em sete edições). Para o Porto, que durante anos desprezou a competição e que nestas últimas semanas lhe deu uma importância inusitada, mais uma humilhação.
Com toda a naturalidade, o Benfica mudou a equipa quase toda, apresentando apenas três habituais titulares de início: Oblak, Siqueira e Lima. As outras opções foram mais ou menos as esperadas, com destaque para o regresso do Rúben e a titularidade do Steven Vitória ao lado do Jardel no centro da defesa. A fase inicial do jogo foi má para nós: notou-se bastante a falta de ritmo do Steven (apenas um jogo disputado esta época, contra o Cinfães na Taça), e o Porto explorou-a bem, causando-nos bastantes problemas, sobretudo pelas movimentações do Herrera, raramente acompanhadas, e do Jackson. Valeu-nos o pouco acerto do Jackson e a atenção do Oblak para ir mantendo o marcador em branco. Por volta da meia hora de jogo deu-se o acontecimento que acabou se calhar por ser decisivo no jogo. O Jackson fugiu mais uma vez ao Steven e ele acabou por derrubá-lo à entrada da área, vendo o cartão vermelho. O livre muito perigoso não foi problema para nós, porque era óbvio que o Quaresma iria exigir marcá-lo. E a expulsão significou a entrada em jogo do Garay e uma muito melhor organização defensiva do Benfica, que a partir daí passou a conseguir controlar melhor os ataques do Porto (ainda com um grande susto logo a seguir à entrada do Garay, quando uma vez mais o Jackson não conseguiu marcar depois de aparecer isolado).
A segunda parte foi muito mais tranquila para nós. Entre a falta de ideias e soluções da parte do Porto para ultrapassar a nossa organização defensiva, e a colaboração do Quaresma a estragar jogadas de ataque, o Porto criou muito poucas ocasiões de verdadeiro perigo - recordo-me apenas de um remate do Herrera, já perto do final, que passou perto da baliza. Um dos momentos mais preocupantes foi quando o Luís Castro decidiu retirar o Quaresma do jogo, porque poderia ser que com isso o Porto se tornasse mais perigoso, mas o momento da substituição do homem foi bastante interessante. Foi uma boa demonstração do quão saudável deve ser ter um tipo daqueles num plantel - espero que o mantenham por lá durante muitos e bons anos. Foi por isso até com a sensação de alguma facilidade que o Benfica levou o jogo para os penáltis. E chegados aqui, a minha impressão era mesmo que a vantagem psicológica já estava do nosso lado - neste momento os fantasmas da última época já foram espantados, e parecem ter-se passado lá para cima. O Siqueira, o Jardel, e o Enzo (que classe!) marcaram, o Garay acertou na trave e o André Gomes permitiu a defesa ao Fabiano. Pelo Porto marcaram o Quintero, o Ghilas e o Varela, com o Jackson a chutar para a bancada e o Oblak a defender o penálti do Maicon. Fomos assim para a 'morte súbita' e aí o Ivan Cavaleiro não tremeu, enquanto o Fernando acertou no poste. Mais uma final para nós, mais uma humilhação para o Porto - não tanto por ter sido eliminado em casa, mas sim por isso ter outra vez acontecido depois de mais de uma hora a jogar contra dez.
Uma vez mais a equipa é o maior destaque: a solidariedade entre os jogadores e a disciplina táctica a defender foram o que nos garantiu este apuramento para a final. O Ivan e o Sulejmani estiveram impecáveis no auxílio aos laterais, e o Rúben fez também um jogo muito bom. O Garay entrou muito bem e o Jardel subiu imenso de produção a partir desse momento. O Oblak foi enorme, e uma das chaves deste resultado.
A motivação e força mental do nosso plantel é neste momento muito grande. A descrença que se instalou no final da época passada foi substituída por uma fé muito grande em si próprios e nas suas capacidades. Hoje, mesmo apresentando um onze menos forte e rotinado, conseguimos ainda assim em casa do maior adversário conquistar o acesso a mais uma final, e temos a oportunidade de lutar por um 'triplete' inédito nas provas nacionais. Mas como mal temos tempo para desfrutar cada vitória, é já altura de começarmos a pensar na tarefa hercúlea de quinta-feira, em Turim. Que poderá ser a diferença entre sonharmos com uma época brilhante, ou uma época inesquecível.
De Manuel Afonso a 28 de Abril de 2014
É muito facil saber como cameçar a comentar este jogo.
Congratulando-me por termos ganho ao Porto da melhor maneira possivel. Quando este adversário está em baixo, o que é preciso é po-lo ainda mais em baixo. Humilha-lo o mais possivel. E a forma como os eliminamos no seu próprio estádio, foi a mais humilhante possivel.
A partir daqui é que a coisa se complica.
Se tivessemos perdido, dada a importância que eu atribuo a malhar no Porto o mais possivel, quanto mais levarem agora mais dificilmente se levantarão, achei a escolha da equipa absolutamente ridícula. Apenas 2 titulares em 10 jogadores de campo, a jogar em 4-4-2 e na casa do inimigo... foi pedir para levar 3 ou 4 ou 5.
E só não foi assim porque contámos com a exibição brilhante daquele defesa central que eu até nem conhecia, deve jogar na equipa B, um tal de Jackson Martinez, que cortou uma série de belas jogadas inventadas pelo avançado novo do Porto, o Steven Vitória.
Mas a verdade é que após a entrada do Garay, e tendo começado a jogar com 10, no único sistema possivel quando acontecem estes azares, o 4-4-0, sendo 0 a nota que atribuo a ter saido o Lima mantendo-se o Cardozo em campo, coisa que no fim só acrescentou à humilhação do Porto, o nosso adversário não voltou a criar perigo de relevo, e conseguimos arrastar o jogo até ao fim de forma bastante menos complicada do que se previa.
Como disse acabou da melhor forma possivel, o Jesus é o maior, mas que não volte a repetir a brincadeira.
Individualmente tenho que falar do Steven vitória. Vi este jogador ao vivo muitas vezes, dezenas, e tenho a certeza que não voltará a fazer um jogo como o de hoje. É um jogador com muita qualidade, por isso não o crucifiquem já.
Falando de um...
O Jardel é um grande defesa central, como sempre disse, e também é grande fora do relvado. A tirada da noite é dele, e que grande tirada foi.
O Ruben Amorim é um grande médio centro, como sempre disse. Tem que ser muito mais e melhor aproveitado.
O Oblak é um grande Guarde-Redes, sem dúvida o melhor que temos e sem dúvida que um dos melhores do mundo a muito curto prazo.
Espero que em Itália só joguem os melhores.
O Cardozo é um grande finalizador, e não tem culpa nenhuma de não saber fazer coisas que nunca fez nem pode aprender a fazer. Ou queremos um finalizador no plantel ao não. Agora a jogar desta forma nunca se vai integrar.
Para mim são todos bons. Mais que bons, são grandes.
O Benfica tem a oportunidade única de vencer 4 (QUATRO) provas nacionais, o que é inédito. Mas é preciso respeitar o Rio Ave.
De Freud Explica a 28 de Abril de 2014
Parece o ano da redenção. Esperemos que continue assim.
* Desta vez o Benfica ate entrou bem no jogo, nos primeiros 10 minutos. Depois tivemos sorte em nao sofrer, mas ate o facto do Benfica ter "sorte" significa que a maldição da época passada nao passou para esta época.
* Nao entendo como e que o Fernando (mais uma patada) e o Mangala continuam a beneficiar da impunidade.
* Espero que o Benfica se torne a primeira equipa portuguesa a fazer o triplete em provas nacionais (campeonato, Taça, e Taça da Liga)
De ÁGUIA GENIAL a 28 de Abril de 2014
ESTAMOS EM MAIS UMA FINAL PARA GANHAR!
É CONTINUAR A GANHAR TODOS OS JOGOS.
FORÇA BENFICA!
De Brytto a 28 de Abril de 2014
Este ano fomos os coveiros dos tripeiros, e ainda falta fazermos a festa do campeonato em cima deles na última jornada para a humilhação ser ... celestial!!!
Quinta vai ser muito difícil, mas acredito que se aguentarmos os primeiros 20 m talvez seja possível termos a tal época de sonho com um treinador... de sonho, escrevo-o como jesuíta que sempre fui e serei desde a primeira hora, claro, o homem tem defeitos, mas porra, só não vê quem não quer!...
De Anónimo a 28 de Abril de 2014
Tal como em 10 de maio de 2010 faço a pergunta: o que estará o padrinho a preparar? O início da época de 2010 foi esclarecedora (incluindo a supertaça com o João Ferreira). Ontem, a arbitragem do último tipo em que acreditava deixou-me apreensivo quanto ao futuro (pese embora algumas "melhoras" do Proença). Destaco apenas um lance: imediatamente à expulsão, admito-a, não mostrou amarelo ao Alex Sandro, que teve várias entradas...
Ontem provou-se a minha tese (mania minha). Para além da coragem, topo do Pedro Ferreira, da grande época do Luisão, acho que o momento da época (não esquecendo a viragem com o Gil Vicente na 2 jornada) foi a lesão do Artur em Olhão. "Eu a defender" disputo os lances com muito mais confiança (assim a modos como os do crac com a complacência dos árbitros). Voltámos a ter um grande guarda redes!
Para além da vitória neste jogo, a grande vitória foi o enterro definitivo da tese dos corruptos sobre o desinteresse nesta competição - tese que os benfiquistas nunca souberam contrariar (eles não perderam com o Fátima, Nacional, com o Benfica 3 vezes - numa final com a equipa principal e nós com um misto, na Luz há 2 anos e agora, com o Braga, porque quiseram).
De
Pedro a 28 de Abril de 2014
ENORMES!!!
De
N.T. a 28 de Abril de 2014
D'Arcy, o Steven já tinha 2 jogos na Taça da Liga, precisamente os últimos 180 minutos de competição. Foi em Janeiro. Não altera a tua ideia, mas fica a nota.
Abraço!
De Gramoxone a 28 de Abril de 2014
Sobre o jogo em si, já tudo foi escrito.
Agora se me permitem, gostaria de enviar um forte abraço ao Jardel. Não pelo excelente jogo que fez, mas sim pela entrevista rápida feita no fim do jogo.
A minha homenagem pelas sábias palavras e se dependesse de mim fazia-te um contrato vitalício.
Gloriosas Saudações.
De ZÉ a 28 de Abril de 2014
COPIADO DE BLOGUE DA FRUTARIA
""miguel.ca27 de Abril de 2014 às 22:19
Esta Sad e muito menos Pinto da Costa sozinho, não me transmitem um minimo de confiança ou esperança numa reviravolta. Foram eles que destruiram em dois anos tudo o que de bom se fez nos 30 precedentes. Esta SAD, este modelo de gestão, este rumo caducou, terminou a validade e so gente nova, com vontade e pica para começar um novo projecto concentãneo com a nossa realidade e ambição nos poderá colocar de novo não rota perdida em 2004.
Eleições o quanto antes e Baía a Presidents.
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RespostasDC27 de Abril de 2014 às 22:29
Baía? LOL
Um curso tirado à pressa no ISMAI e um divórcio ruinoso chegam para ser presidentes do Porto?
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Paulo Moreira27 de Abril de 2014 às 22:56
Coitado do Baia está falido:
http://www.dn.pt/especiais/interior.aspx?content_id=2583585&especial=Revistas+de+Imprensa&seccao=TV+e+MEDIA
Nem o dinheiro que ganhou no futebol soube administrar quanto mais o FCP:
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miguel.ca28 de Abril de 2014 às 01:16
Lol, se é o Presidente que administra os recursos financeiros da SAD, o quê que o Angelino Ferreira andou lá a fazer estes anos todos???
Discorde-se... Mas com razoabilidade.
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